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Alto comando militar dos EUA temia que Trump desse um golpe, diz livro


Segundo chefe do Estado-Maior, militares do alto comando planejavam renúncia coletiva caso Donald Trump insistisse em impedir a posse de Joe Biden. O militar chegou a comparar a atitude do então presidente com um golpe nazista. O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa para apoiadores enquanto o Congresso se reúne para certificar a vitória de Biden
Evan Vucci/AP Photo
Mark Milley, chefe do alto comando militar dos Estados Unidos, temia que o então presidente Donald Trump desse um golpe e abolisse a Constituição para se manter no poder após perder a eleição para Joe Biden.
A informação está no livro “I Alone Can Fix It” — “Eu consigo consertar isso sozinho”, em uma tradução livre — dos jornalistas Carol Leonnig e Philip Rucker, do jornal americano “The Washington Post”. Trechos da obra foram divulgados nesta quinta-feira (15).
Fardado, o general Mark Milley (direita) acompanha o presidente Donald Trump e sua comitiva em caminhada até a igreja St. John, em Washington, no dia 1 de junho
AP Photo/Patrick Semansky
Para o militar, que ocupa o cargo de chefe do Estado-Maior dos EUA, a recusa do republicano em aceitar a derrota para Joe Biden nas eleições de novembro de 2020 era um sinal de sua intenção de manter o poder de qualquer forma.
De acordo com o livro, Milley comparou o momento de tensão no entorno de Trump à tomada do Reichstag — o Parlamento da Alemanha — por Adolf Hitler, em 1933. No episódio, Hitler aproveitou um incêndio suspeito no congresso alemão para suspender as liberdades civis e concentrar a autoridade em seu governo, preparando o cenário para a consolidação nazista.
Foto de 6 de janeiro de 2021, dia da invasão ao Capitólio dos EUA, mostra policiais conversando com apoiadores do então presidente americano, Donald Trump, incluindo Jacob Chansley (à direita), do lado de fora do plenário do Senado
Manuel Balce Ceneta/AP
Quando Trump convocou seus partidários para marchar em Washington em novembro, Milley, nomeado pelo presidente, expressou preocupação de que ele estava implantando “camisas marrons nas ruas”, indica o livro, aludindo à violenta milícia de Hitler.
Trump persistiu em afirmar, sem provas, que uma fraude roubou um segundo mandato dele, convocando outra manifestação em 6 de janeiro, quando seus apoiadores atacaram o Congresso.
Renúncia coletiva
Guarda Nacional reforça a segurança em Washington após invasão ao Capitólio e uma semana antes da posse de Biden
Brandon Bell/Reuters
Milley então planejou uma renúncia coletiva com outros altos funcionários para deixar claro que eles não aceitariam um golpe de Trump.
“Eles podem tentar, mas não terão sucesso”, disse Milley a seus assessores, de acordo com o livro. “Você não pode fazer isso sem os militares. Você não pode fazer isso sem a CIA e o FBI. Somos os caras com as armas”, acrescentou.
O livro, que deve ser lançado na próxima semana, é a visão mais perturbadora de como a recusa de Trump em aceitar a derrota foi percebida dentro do governo.
Milley já havia resistido ao desejo de Trump de convocar os militares para enfrentar os protestos anti-racismo no início do ano.
Isso o levou a desconfiar das motivações de Trump, especialmente após a eleição, quando o presidente começou a substituir altos funcionários, inclusive no Pentágono, por partidários próximos, embora ele tivesse apenas algumas semanas no cargo.
“Milley disse a sua equipe que acreditava que Trump estava provocando um motim, possivelmente esperando por uma desculpa para invocar a Lei de Insurreição e chamar os militares”, diz o livro.
Trump nega tentativa de golpe
Pessoas se escondem em galeria do Capitólio durante invasão de apoiadores de Donald Trump
Andrew Harnik/AP
Em um comunicado, Trump repetiu suas afirmações infundadas sobre fraude eleitoral, mas negou ter ameaçado um golpe. O republicano chamou Milley de alguém que busca favores da “esquerda radical”.
“Se eu fosse dar um golpe, uma das últimas pessoas com quem gostaria de fazer isso seria o general Mark Milley”, disse Trump.
VÍDEOS: a invasão ao Capitólio por apoiadores de Trump

Fonte: G1 Mundo

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Corpo de cunhada do presidente do Paraguai, vítima de desabamento na Flórida, chega a Assunção


Corpos do marido, dos filhos do casal e da babá também foram velados na capital paraguaia. Carreata acompanhou o cortejo saindo do aeroporto. Mortos chegam a 97, e buscas se aproximam do fim. Cortejo acompanha nesta quinta (15) em Assunção carro com corpos de Sophia López Moreira e família. Ela, que é cunhada do presidente do Paraguai, morreu no desabamento de um prédio na região de Miami
Jorge Saenz/AP Photo
O corpo de Sophia López Moreira, cunhada do presidente do Paraguai, Mario Abdo, chegou nesta quinta-feira (15) a Assunção. Também chegaram os corpos do marido de Sophia, Luis Pettengill, e dois três filhos do casal. Todos morreram no desabamento do prédio Champlain Towers South, em Surfside, na Flórida (Estados Unidos).
Centenas de pessoas, muitas delas funcionárias das empresas da família Pettengill, acompanharam com balões brancos o cortejo dos corpos que saiu do aeroporto até uma casa onde ocorreu o velório dos cinco integrantes da família.
Na quarta, foi sepultado em um povoado ao sul da capital Assunção o corpo de Leidy Luna Villalba, de 23 anos, babá das crianças.
O prédio que caiu em Surfside, que fica na região de Miami, abrigava dezenas de famílias de latino-americanos, inclusive brasileiros, que passavam longas temporadas na Flórida.
FOTOS: Veja antes e depois do prédio que desabou em Surfside
Resgate perto do fim
Operações continuaram nos escombros do Champlain Towers South nesta quarta (14) em Surfside. O prédio perto de Miami (Flórida) desabou no fim de junho
Lynne Sladky/AP Photo
Exatamente três semanas depois do desabamento, as autoridades reconhecem que os trabalhos de resgate nos escombros do Champlain Towers South estão perto de um desfecho. 90 dos 97 mortos confirmados até agora já foram identificados.
Reveja no VÍDEO abaixo o momento do desabamento perto de Miami
Vídeo: Veja o momento exato do desmoronamento em Miami
Há oito pessoas ainda consideradas desaparecidas. Caso as identidades dessas pessoas sejam confirmadas nos sete corpos ainda pendentes de identificação, faltará encontrar uma vítima da queda do edifício em Surfside.
Quando o resgate terminar, as autoridades das Flórida vão se concentrar em investigar as causas do desabamento. Embora não haja uma causa definida, sabe-se que houve alertas sobre a estrutura do prédio, que tinha 40 anos de existência.

Fonte: G1 Mundo

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O bebê brasileiro que ficou semanas detido ao entrar nos EUA sem os pais


Caso aconteceu em meio à alta histórica no fluxo de menores de idade sem responsáveis legais pela fronteira com o México. Separação de filhos e pais foi alvo de intensos protestos contra política dos EUA de imigração
Getty Images/BBC
Com 1 ano e meio, o bebê brasileiro João* havia começado a falar suas primeiras palavras quando sua rotina mudou por completo. De repente, ele se viu sem seus pais e familiares em uma casa na qual ninguém mais falava português, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. João passou a ficar tímido e calado nas semanas em que esteve em um lar temporário, rodeado de sons em inglês, enquanto sua família vivia a angústia da dúvida sobre se voltaria a vê-lo.
Superlotação, crianças em cercados de plástico e tapetes de brinquedo: a situação dos abrigos para menores imigrantes nos EUA
Vídeo registra centenas de crianças desacompanhadas em centro para imigrantes nos EUA
Ele é um dos 123 menores de idade do Brasil que cruzaram a fronteira do México com os Estados Unidos sem a companhia de adultos responsáveis por eles — segundo a lei americana, só os pais ou um guardião ou tutor oficial são considerados responsáveis legais por menores de 18 anos. Esse número, referente ao ano fiscal de 2021 até maio, é recorde, segundo a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos.
A história do bebê é simbólica do fenômeno e revela os perigos e sofrimentos de uma jornada imigratória irregular que tem se tornado cada vez mais popular entre brasileiros que querem tentar a vida no país, mas não têm visto para isso.
Apenas em abril e maio, na média, os agentes americanos encontraram ao menos um menor de idade brasileiro desacompanhado dos responsáveis por dia. Embora possa surpreender, o número é pequeno se comparado às 80 mil crianças e adolescentes de diferentes nacionalidades que fizeram o trajeto até maio do ano fiscal de 2021, gerando uma crise administrativa no governo do democrata Joe Biden.
A história de como João chegou aos Estados Unidos, no entanto, não lembra as cenas da câmera de segurança no Texas, que, em março, flagraram o momento em que duas meninas equatorianas eram lançadas de cima do muro que divide a fronteira. Sozinhas na escuridão da noite, ambas foram detidas por agentes americanos, que as levaram ao hospital (veja no vídeo abaixo).
Vídeo mostra crianças sendo jogadas de muro entre EUA e México
Já o bebê brasileiro chegou nos braços dos avós. Segundo autoridades diplomáticas que atuaram no caso e o relataram à BBC News Brasil reservadamente, já que o processo é sigiloso, a família foi orientada por um coiote, como são conhecidos os traficantes de pessoas que atuam na área, a adotar uma estratégia arriscada.
Eles viajaram até o México em seis pessoas: os avós, os pais, um adolescente e um bebê. Pretendiam entrar juntos nos Estados Unidos, assim como já fizeram quase 22 mil brasileiros nos primeiros cinco meses de 2021, o maior número da série histórica de registros.
Antes de atravessar a fronteira, no entanto, a família foi separada em dois grupos: os pais seguiram com o filho adolescente e chegaram ao seu destino final no país. Os avós ficaram com o bebê e jamais conseguiram concluir a viagem.
Estratégia ‘cai-cai’ e teatro de ‘pais e filhos’
A família tentou usar um artifício conhecido no jargão da rede migratória como “cai-cai”. Funciona assim: um ou dois adultos, responsáveis legais por uma criança, cruzam a fronteira junto com ela e se apresentam às autoridades. Como os Estados Unidos não podem manter menores de 18 anos presos nos mesmos centros de detenção para adultos e tampouco têm separado as famílias, na maior parte dos casos, os adultos apenas recebem uma notificação para se apresentar à Justiça em uma data futura e são liberados na sequência em território americano. Boa parte nunca comparece nos tribunais e estabelece a vida no novo país, sem documentos.
“Espalhou-se nessa comunidade uma percepção muito forte de que estar com uma criança para fazer essa travessia torna a chance de ser deportado ou preso muito menor, o que é verdade. E, por isso, nos últimos anos vemos que mais e mais pessoas lançam mão disso”, afirmou à BBC News Brasil Sueli Siqueira, socióloga da Universidade Vale do Rio Doce e especialista em imigração de brasileiros para os Estados Unidos.
Famílias latino-americanas continuam contratando ‘coiotes’ para chegar aos EUA, em viagens arriscadas
Getty Images/BBC
Era exatamente essa a tentativa dos avós com o bebê, segundo os relatos feitos pela família às autoridades envolvidas no caso. Mas as autoridades imigratórias às quais os três se apresentaram desconfiaram da situação. Os avós não tinham qualquer documentação para provar que fossem os responsáveis legais pelo bebê e, no contato com os agentes, deixaram essa informação escapar.
Por lei, apenas os pais ou pessoas expressamente autorizadas por eles, por meio de documentos com validade internacional, podem se deslocar com crianças de um país para outro.
Os agentes americanos colecionam histórias sobre “aluguel” de menores de idade para auxiliar na travessia de adultos na fronteira ou sobre tráfico de crianças e por isso são rigorosos com a comprovação do vínculo entre adultos e menores que se apresentam a eles.
De acordo com a socióloga, nesse ponto, os imigrantes muitas vezes se valem de uma certa encenação. Nos últimos dois anos, Siqueira acompanhou pessoalmente cinco casos de brasileiros adultos que atravessaram a fronteira com crianças entre 8 e 13 anos que não eram suas filhas ou parentes. Segundo ela, para obter sucesso na empreitada, eles precisaram sustentar que eram pais e filhos ou seriam separados pelos americanos.
“Há casos em que esses adultos — que são amigos, conhecidos ou parentes distantes dos pais das crianças que farão a travessia — passam alguns dias com o menor ensaiando chamá-la de filho e sendo chamado de ‘pai’ ou ‘mãe’, pra criar naturalidade e mostrar isso para os agentes”, conta Siqueira.
Nos cinco casos acompanhados pela pesquisadora, a estratégia funcionou, e os adultos e crianças foram admitidos no país. Segundo ela, eram casos em que o pai ou a mãe verdadeiros da criança já estavam no país e queriam se reencontrar com os filhos.
“Todos eles sabem dos riscos, já ouviram histórias de pessoas que morreram na travessia, que acabaram separadas. Mas todo mundo sempre pensa apenas nos casos de sucesso e acha que isso só acontece com a família dos outros, que vão ter mais sorte do que aqueles com casos tristes”, afirma a socióloga.
Avós para deportação, neto apreendido
Não foi assim para os avós de João. Diante da situação, as autoridades americanas determinaram a separação de avós e neto. Os primeiros foram remetidos a procedimentos de deportação.
O bebê foi encaminhado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos, que nos últimos meses têm vivido sobrecarregado por falta de vagas para acomodar a enorme quantidade de crianças desacompanhadas dos responsáveis, que, pela atual determinação americana, não podem ser deportadas.
No caso de João, no entanto, ele não poderia ficar em abrigos para crianças. Aprendendo a andar e a falar, sua condição era muito frágil e vulnerável, e foi preciso encontrar um novo lar temporário para o bebê brasileiro com urgência.
Depois de ser testado para covid-19, João foi enviado para uma casa de família americana na Virgínia, a cerca de 3 mil quilômetros da fronteira com o México. Há hoje uma escassez de vagas em lares temporários, e o alojamento para João foi possível graças ao trabalho de uma ONG de cunho religioso que tem arregimentado voluntários pelo país para acomodar crianças vindas da fronteira. A ONG não quis ter seu nome divulgado nem dar declarações sobre o assunto à BBC News Brasil para garantir o sigilo da identidade de João e sua família.
Em paralelo, a mãe de João começava seu calvário pessoal. Primeiro, ela teve que enfrentar seu medo de ser deportada para poder ativamente buscar por notícias de seu filho.
Quando descobriu o paradeiro do bebê, foi preciso que ela tirasse documentos como passaporte, pra si e para João, além de uma segunda via da certidão de nascimento do filho. Mas não ficou nisso. Houve ainda a necessidade de que autoridades brasileiras entregassem às americanas o histórico criminal dela, sem nenhuma ocorrência de crime, para que ela pudesse ter direito a reaver o bebê em vez de ele ser encaminhado à adoção. Cada etapa da burocracia alongava o período longe do filho.
Consultado pela reportagem sobre o caso de João, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos afirmou que “o Departamento de Segurança Doméstica encaminha para o serviços de lar temporário crianças não têm um dos pais ou o responsável legal com eles quando chegam aos Estados Unidos e, portanto, são consideradas desacompanhadas. Isso inclui crianças que chegam ao país com um parente que não seja um dos pais”. O órgão diz ainda que “por uma questão de política, a fim de proteger a privacidade e a segurança da criança, não identifica nem faz comentários sobre casos específicos”. E reafirma que a prioridade é manter esses menores “seguros, saudáveis ​​e unidos aos membros da família o mais rápido possível, em segurança”.
Ainda segundo o departamento, o objetivo do governo americano é sempre reunir a família, ainda que o status migratório dela não seja legal. De acordo com dados do órgão, em 80% dos casos a criança que passa pela fronteira desacompanhada tem familiares nos Estados Unidos. E, em mais de 40% dos casos, o familiar que está no país é seu guardião legal.
É o caso de João e sua mãe. Há alguns dias, eles se reencontraram — mas ainda estão longe de um final feliz, já que os pais de João ainda terão que lidar com o processo de deportação que pode expulsar toda a família dos Estados Unidos. Por ora, João poderá aprender o português, junto do inglês, ao lado de sua família brasileira.
*O nome da criança foi alterado para preservar sua identidade.
Enfrenta uma situação parecida e precisa de ajuda? As autoridades americanas disponibilizam uma linha nacional ou um e-mail para pais que acreditem que seus filhos estejam sob tutela dos Estados Unidos e queiram consultar: +1 (800) 203-7001 ou information@ORRNCC.com. O call center confirma se uma criança está sob os cuidados das autoridades americanas e envia informações em tempo real sobre a consulta da pessoa que ligou para o abrigo em que a criança está localizada. No entanto, não fornece qualquer informação sobre o paradeiro da criança e seu estado de saúde ao solicitante de informações até que haja comprovação do vínculo parental.

Fonte: G1 Mundo

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Passageira é colada ao assento com fita adesiva após perturbar voo nos EUA; assista

Mulher queria abrir porta de aeronave durante voo entre Dallas e Charlotte e reagiu com mordidas e cuspidas quando comissária de bordo tentou contê-la. Após pouso, ela foi encaminhada a um hospital para avaliação. VÍDEO: Passageira é colada a assento após perturbar voo nos EUA
Uma mulher que causou “ameaças à segurança” de um voo entre Dallas e Charlotte foi contida e restrita ao assento com fita adesiva, na semana passada. Em um vídeo gravado por outra passageira, é possível vê-la ainda presa ao banco (assista acima).
Segundo um comunicado da American Airlines, a mulher tentou abrir uma porta da aeronave, e depois feriu uma comissária de bordo, a quem atacou com mordidas e cuspidas.
O incidente aconteceu no voo 1774, que partiu de Dallas, no Texas, com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, em 6 de julho, com 190 passageiros a bordo.
“Para a segurança de outros clientes e de nossa tripulação, a indivídua foi detida até que o voo pousasse e pudesse ser atendido por policiais e pessoal de emergência”, informa o comunicado.
Após o pouso, a mulher foi encaminhada a um hospital para uma avaliação.
De acordo com a passageira que postou o vídeo, as luzes da cabine foram acesas por volta de 1h30 da madrugada, e houve uma movimentação atípica dos comissários, que correram até o local onde a mulher, aparentemente durante um colapso nervoso, tentava abrir a porta – o que, segundo a American Airlines, seria impossível.
Testemunhas dizem que ela falava que queria sair do avião e que os comissários precisavam deixar que ela saísse, enquanto batia nas portas.

Fonte: G1 Mundo

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Haiti recebe doses de vacina contra a Covid-19 doadas dos EUA; país é o último da América Latina e Caribe a iniciar imunização


Intenção da Casa Branca é enviar ainda mais doses ao país caribenho, que vive grave crise desde a morte do presidente Jovenel Moïse. Haiti é o último país da América Latina a receber vacinas contra Covid-19
O Haiti recebeu na quarta-feira (14) um lote com 500 mil doses da vacina da Moderna contra a Covid-19, em doação dos Estados Unidos. Em grave crise, agravada pelo assassinato do presidente Jovenel Moïse, o país caribenho é o último da América Latina e Caribe a receber imunizantes contra o coronavírus.
Fontes da Casa Branca disseram à repórter Raquel Krähenbühl, da TV Globo, que a expectativa é de que ainda mais doses de vacina sejam enviadas ao Haiti como forma de tentar aliviar a epidemia no país.
Caixas com a vacina da Moderna são preparadas para envio em um centro de distribuição no Mississippi, sul dos Estados Unidos, em dezembro de 2020
Paul Sancya, Pool/AP
Agentes da ONU em solo haitiano agora tentam garantir a logística para que as doses sejam utilizadas a tempo e não se percam. Uma delegação dos EUA também está no Haiti para avaliar a situação política após o assassinato de Moïse.
O Haiti registra mais de 19 mil casos de Covid-19 e 487 mortes pela doença desde o início da pandemia. Esse número pode ser bem maior, considerando a subnotificação.
Chefe de segurança presidencial é preso
Membros da polícia haitiana procuram evidências fora da residência presidencial em Porto Príncipe, em 7 de julho de 2021, onde o presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi assassinado a tiros na madrugada
Valerie Baeriswyl/AFP
Dimitri Hérard, chefe da segurança de Jovenel Moïse, o presidente assassinado do Haiti, foi detido nesta quinta-feira (15) em meio às investigações sobre os responsáveis pelo crime.
A informação foi revelada pelo jornal americano “The New York Times”, que diz que a informação foi confirmada por pela porta-voz da Polícia Nacional do Haiti, Marie Michelle Verrier.
Até o momento, 21 pessoas foram detidas (18 colombianos e três haitianos, dos quais dois também têm nacionalidade americana) e três colombianos foram mortos pela polícia. Há cinco suspeitos foragidos, entre eles um ex-senador haitiano.
Haiti
Amanda Paes/G1

Fonte: G1 Mundo

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Soldado surpreende namorada com pedido de casamento antes de desfile do Dia da Queda da Bastilha, na França


Jovem se ajoelhou no meio da avenida Champs-Élysées e se declarou para a namorada. Após o sim, os dois foram aplaudidos pela corporação que acompanhava o ato. VÍDEO: Soldado pede namorada em casamento antes de desfile do Dia da Queda da Bastilha
Um soldado do exército francês surpreendeu sua namorada com um pedido de casamento pouco antes de entrar no desfile do Dia da Queda da Bastilha, 14 de julho, em Paris.
Usando uniforme de gala, o jovem se ajoelhou no meio da famosa avenida Champs-Élysées e se declarou para a namorada (veja no vídeo acima).
O que os franceses celebram em 14 de Julho?
Queda da Bastilha: 5 curiosidades sobre evento que mudou Europa
Após ouvir o esperado sim, os dois foram aplaudidos pela corporação que acompanhava o ato na capital da França.
Arco do Triunfo durante o desfile do Dia da Queda da Bastilha, em 14 de julho de 2021
Michel Euler/Pool/Reuters
A Armée de Terre, nome dado ao exército do país, celebrou o pedido do militar em uma rede social e disse que “tudo pode acontecer no dia da Festa Nacional”
O vídeo com o pedido de casamento também foi compartilhado pelo presidente francês Emmanuel Macron, que desejou felicidades ao casal.
Desfile do Dia da Queda da Bastilha, em Paris, em 14 de julho de 2021
Michel Euler/Pool/Reuters
O feriado de 14 de julho é considerado o mais importante do país, com uma série de atividades militares e cívicas.
Pela manhã, acontece um pomposo desfile militar na famosa Champs-Elysées – onde os noivos trocaram suas alianças.
Depois, ao pôr do sol, a Torre Eiffel vira o cenário de um show de fogos de artifício sincronizado com um show de música televisionado para todo o país com ritmos clássicos e hits do momento.
Torre Eiffel, em Paris, é iluminada em meio a queima de fogos para o Dia da Queda da Bastilha, em 14 de julho de 2021
Christian Hartmann/Reuters
YouTube do G1: Do 1º encontro ao álbum de casamento: a paixão por livros

Fonte: G1 Mundo

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Os segredos do Estado Islâmico revelados em smartphone de jovens recrutados pelo grupo


Com acesso a um smartphone usado por três homens britânicos que foram lutar na Síria, BBC investigou razões que os levaram a se juntar a grupo extremista – e o que aconteceu com eles. Filmagens de smartphone mostram Choukri Ellekhlifi, de Londres, à beira de uma piscina com uma arma
Mentorn Media via BBC
Com acesso a um smartphone usado por três homens britânicos que foram lutar na Síria — e suas contas nas redes sociais, o jornalista da BBC Mobeen Azhar investigou as razões que os levaram a ingressar no grupo autodeclarado Estado Islâmico (EI) e o que aconteceu com eles.
Estima-se que 900 pessoas já deixaram o Reino Unido para aderir à organização extremista e outros grupos semelhantes.
O grupo que se autodenomina Estado Islâmico foi responsável por cerca de 14 mil mortes. Até hoje, muitos britânicos que foram lutar pelo EI permanecem desaparecidos.
No rescaldo da guerra na Síria, onde o grupo tem forte atuação, um sírio que trabalhou para o jornal britânico Sunday Times conseguiu um disco rígido contendo arquivos de um smartphone.
As fotos, vídeos e capturas de tela – que podem ser vistos em um novo documentário da BBC – retratam a vida de homens britânicos que deixaram suas casas e cruzaram continentes para combater ao lado dos insurgentes.
‘Cultura de videogames e filmes de terror’
Choukri Ellekhlifi cresceu em Londres e esteve envolvido em crimes violentos antes de ingressar no EI. Aos 22 anos, sua vida acabou na Síria.
A filmagem do smartphone mostra Choukri no norte da Síria, um jovem cheio de exuberância, enquanto dá uma cambalhota na piscina.
O registro pode ser um momento das férias de qualquer menino em Magaluf, mas, neste caso, Choukri pausa a festa na piscina para posar com uma arma.
Mais tarde, Choukri é filmado fazendo uma paródia de comentários sobre a natureza no estilo do naturalista britânico David Attenborough (famoso por emprestar a voz a programas sobre história natural), enquanto ele se agacha ao lado de um abutre em cativeiro.
Ele parece ingênuo e curioso, como um homem que ainda não experimentou realmente o mundo.
Mais tarde, Choukri está participando de um treinamento com armas. Ele joga uma granada em um campo, seu rosto se alegra enquanto os homens ao seu redor dizem que ele é uma “lenda”.
Os vídeos de propaganda online do EI costumavam ser brilhantes e semelhantes a filmes. Eles até fizeram referência à cultura popular, incluindo o videogame Mortal Kombat e a franquia de filmes Jogos Mortais, de acordo com o acadêmico Javier Lesaca, que revisou e estudou mais de 1,5 mil vídeos de propaganda do grupo.
“[Eles falaram] para essa nova geração com toda a cultura dos videogames e os filmes de terror mais populares”, diz Lesaca.
Mas esse material de smartphone oferece uma visão diferente da vida no chamado califado.
‘Essas pessoas estavam dentro da câmara de eco’
Mehdi Hassan é outro jovem britânico que aparece em capturas de tela no smartphone.
Ao contrário de Choukri, ele não estava envolvido em crimes antes de entrar para o EI.
Mehdi trocou sua vida em Portsmouth, no sul da Inglaterra, por uma morte prematura na Síria. Sua mãe, arrasada com o que aconteceu, explicou que Mehdi fazia parte de uma “família trabalhadora e de classe média” e disse que o viu mudar no ano seguinte em que recebeu seus resultados de provas do Ensino Médio.
Mehdi havia estudado em uma escola particular católica e tirado boas notas, mas queria ser o primeiro da classe. Segundo sua mãe, foi no ano em que ele estudou para aperfeiçoar suas notas que sua visão de mundo mudou.
A mudança de perspectiva está documentada nas redes sociais de Mehdi. No início, seu perfil online não chamava atenção: selfies de ginástica sem camisa misturados com postagens sobre seu amor por coalas.
Ele demonstrava raiva com a ideologia extremista: “Sou um muçulmano britânico e sou contra esse tipo de porcaria”, escreveu.
Depois, lamentou ter sido observado no metrô de Londres porque as pessoas pensam que “carrego explosivos ou algo assim”.
Foi a partir daí que Mehdi se tornou aparentemente mais religioso, postando sobre sua “vida de pecado” anterior.
Semanas depois, atualizou seus seguidores sobre as aulas do Alcorão (livro sagrado do Islamismo) e sua visão da política internacional. Parecia haver um esforço claro para projetar uma imagem. Ele mudou seu nome de Mehdi Hasan para Abu Dujana e postou fotos em trajes árabes tradicionais, apesar de ser um homem britânico de ascendência de Bangladesh (país no sul da Ásia que faz fronteira com a Índia).
Poucos meses depois, Mehdi foi capturado por câmeras de segurança no aeroporto a caminho da Síria.
A partir daí, continuou a postar em redes sociais, conduzindo sessões de perguntas e respostas para todos os interessados ​​em seguir sua jornada. O recrutado se tornou, então, recrutador.
Nafees Hamid, um neurocientista que estudou os cérebros de extremistas violentos, acredita que ter crenças desafiadas por colegas é a chave para a desradicalização.
“Essas pessoas estavam dentro da câmara de eco”, diz ele. “Essa se tornou a única fonte de informação que eles tinham. Parte do que os grupos extremistas fazem é tentar cortar os laços. Eles sabem implicitamente que se você falar com seus velhos amigos ou sua família e ainda tiver sentimentos por eles, você tem potencial para mudar sua trajetória. ”
Ao longo de seu tempo na Síria, Mehdi manteve contato com familiares e amigos em Portsmouth.
Seis meses depois de chegar à Síria, ele fez um post na internet perguntando se alguém sabia como acessar as senhas do UCAS, um pré-requisito para uma inscrição na universidade, alimentando especulações de que seu tempo com o EI estava chegando ao fim.
Um amigo de infância de Mehdi, que não quis ser identificado, explicou: “Ele estava perguntando se alguém conhecia algum advogado. Ele me enviou uma mensagem no Facebook dizendo que me amava. Não sabia o que responder. Gostaria que ele soubesse disso… Também o amava. ”
Mehdi nunca voltou para casa. Ele morreu na Síria perto da fronteira com a Turquia. Sua localização final sugere que ele poderia estar se preparando para deixar o EI para trás.
Acredita-se que todos os homens que aparecem no smartphone já estão mortos. Muitos outros como eles seguem desaparecidos.

Fonte: G1 Mundo

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É #FAKE que foto mostre Raúl Castro desembarcando na Venezuela após fugir de Cuba


Imagem é antiga, de 2015, e foi feita na Costa Rica. Ex-presidente e primeiro-secretário do Partido Comunista cubano, Castro anunciou sua aposentadoria em abril de 2021, mas participou de uma reunião do governo de alto nível sobre os distúrbios que abalaram a ilha. Ou seja, ele não fugiu do país. Circula pelas redes sociais uma imagem que mostra o ex-presidente de Cuba Raúl Castro desembarcando de um avião. Uma legenda diz que a imagem é um flagrante e revela que ele fugiu para a Venezuela após os protestos registrados nas últimas semanas contra o governo cubano. É #FAKE.

G1
A foto é antiga, de 2015, e Castro não fugiu do país. Pelo contrário. Ele interrompeu a aposentadoria, inclusive, para participar de uma reunião no partido após as manifestações.
A foto, aliás, nem foi feita na Venezuela, e sim, na Costa Rica, durante a cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). A imagem consta do Twitter oficial do evento.
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Ex-presidente de Cuba e primeiro-secretário do Partido Comunista cubano, Castro anunciou sua aposentadoria em abril de 2021. Mas ele participou de uma reunião do governo de alto nível sobre os distúrbios que abalaram a ilha.
Manifestantes foram às ruas em Cuba aos gritos de “liberdade” e “abaixo a ditadura” no domingo (11). O agravamento da pandemia da Covid-19 e a situação econômica, a pior em 30 anos, motivaram as marchas que ocorreram na capital, Havana, e em outras cidades. Moradores também têm relatado cortes de eletricidade na ilha, severamente prejudicada pela redução do turismo.
É #FAKE que foto mostre Raúl Castro desembarcando fugido na Venezuela
Reprodução
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Fonte: G1 Mundo

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Rússia põe sites de jornalismo na lista de ‘grupos indesejados’


Proekt e Open Media, que publicavam reportagens sobre dirigentes políticos da Rússia, foram classificados como ‘não desejados’ Imagem da Praça Vermelha, em Moscou, em 2021
Pavel Golovkin/AP Photo
O governo da Rússia decretou nesta quinta-feira (15) que um site de jornalismo investigativo do país chamado Proekt é indesejado por motivos de segurança nacional. As atividades do site foram proibidas.
O decreto é interpretado como um capítulo de uma onda de ações contra a mídia do país por parte do governo. O site publicou uma série de reportagens sobre os dirigentes do país.
Alexei Navalny é visto pela 1ª vez após greve de fome em prisão russa
A administração de Vladimir Putin enxerga alguns dos sites e jornais do país como hostis e diz que eles são financiados por estrangeiros.
Em setembro, haverá eleições parlamentares na Rússia.
Em um comunicado, o Procurador Geral disse que as atividades do Proekt eram uma ameaça à ordem constitucional e à segurança do país. O site é descrito como uma organização financiada pelos Estados Unidos.
Na quinta-feira, as autoridades também classificaram oito jornalistas como agentes estrangeiros. Entre esses oito, há repórteres do Proekt e de um outro canal, o Open Media.
As autoridades já estavam perseguindo grupos que consideram hostis —outros 40 grupos já tinham sido classificados dessa forma, mas até agora não havia nenhuma empresa jornalística.
Há uma lei de 2015 que determina que as pessoas que pertencem a “organizações indesejadas” podem ser presas por até seis anos caso ignorem as ordens do governo.
Apesar disso, o governo diz que não há perseguição.
No mês passado, a polícia fez buscas nas casas de dois jornalistas do Proekt e prendeu um outro repórter da mesma empresa —havia uma denúncia de calúnia sendo investigada.
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Fonte: G1 Mundo

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Polícia de Miami Beach investiga a morte de 2 homens em hotel construído na antiga mansão de Gianni Versace


Camareira ligou para a polícia por volta das 13h20. Vista da mansão que pertenceu a Versace à noite
AP/Arquivo
A polícia de Miami Beach informou nesta quinta-feira (15) que investiga a morte de dois homens dentro do hotel construído na antiga mansão de Gianni Versace.
Segundo um comunicado da corporação, por volta das 13h20 desta quinta, os agentes foram chamados ao hotel The Villa Casa Casuarina após uma camareira encontrar os dois corpos.
Equipes do Corpo de Bombeiros também foram chamadas ao local, segundo as autoridades. O hotel localizado no número 1116 da Ocean Drive foi isolado e detetives investigam o caso.
O imóvel em Miami Beach conta com 10 dormitórios e uma piscina feita com peças em ouro. Ela foi leiloada em 2013 por US$ 41,5 milhões (mais de R$ 94 milhões na cotação da época).
O famoso estilista foi assassinado em frente à casa, neste mesmo dia, há exatos 24 anos, em 1997.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo