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Jornalista investigativo da Holanda morre depois de tomar cinco tiros


Peter R. de Vries participou de um programa de TV, saiu do estúdio no centro de Amsterdã e tomou cinco tiros. Uma das balas foi na cabeça. Peter R. de Vries em imagem de 23 de junho de 2021
Remko de Waal / ANP / AFP
Peter R. de Vries, um repórter da Holanda, morreu depois de ter sido baleado na semana passada, de acordo com relatos desta quinta-feira (15).
Ele foi baleado em uma rua central de Amsterdã, depois de sair de um estúdio de TV, onde tinha participado de um programa de debates. Ele tomou cinco tiros, disparados de uma distância curta. Uma das balas atingiu o jornalista na cabeça.
Três homens foram presos inicialmente, mas depois a polícia os soltou porque nenhum deles era suspeito.
No passado, ele já recebeu escolta policial por estar recebendo ameaças. Em 2019, ele disse que estava em uma lista de mais procurados de criminosos da Holanda (uma informação que teria sido passada a ele por policiais).
De Vries era o vencedor de um prêmio Emmy de 2008 por suas reportagens na qual ele investigava o desaparecimento de uma adolescente, Natalee Holloway, em Aruba, em 2005.
Ele começou a carreira no “De Telegraaf”. Uma de suas primeiras coberturas foi o sequestro de Freddy Heineken, da marca de cerveja. De Vries acabou ficando amigo de um dos criminosos, depois esse cumpriu a pena.
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Fonte: G1 Mundo

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O exemplo das cidades que passaram a oferecer transporte público gratuito


Na França, cada vez mais cidades estão introduzindo diferentes formas de transporte público gratuito. Mas será que um dia as políticas de isenção de tarifas poderão ser implementadas em grandes metrópoles, como Paris ou Londres? Dunquerque é exemplo de cidade com transporte público gratuito. Será que este modelo é replicável?
Getty Images via BBC
Em setembro de 2018, a cidade de Dunquerque, no norte da França, passou por uma transformação silenciosamente radical: tornou seu sistema de transporte público gratuito.
Sob a liderança do prefeito Patrice Vergriete, que tem doutorado em planejamento urbano, a cidade se tornou a maior da França a abolir as tarifas das redes de transporte locais, oferecendo aos 200 mil habitantes da área metropolitana acesso gratuito a 18 rotas de ônibus.
A política “revitalizou” o antigo porto industrial e ajudou a reduzir as emissões de carbono, de acordo com um estudo encomendado pela cidade e realizado pela entidade independente Observatório de Cidades com Transporte Gratuito.
Os pesquisadores descobriram que, após a mudança, que foi financiada por um pequeno aumento no imposto sobre empresas, o número de passageiros aumentou em 60% durante a semana e dobrou nos fins de semana — com quase 50 mil viagens feitas por dia.
Dos novos usuários, 48% afirmaram usar regularmente a rede de transporte público ao invés de carros.
“É um sucesso evidente, mesmo que esteja na fase inicial”, diz Arnaud Passalacqua, professor da Escola de Planejamento Urbano de Paris e um dos pesquisadores do estudo.
“É um sinal de que o transporte público gratuito poderia funcionar em uma escala maior.”
Mas o debate sobre se uma cidade grande, como Paris ou Londres, poderia replicar o modelo de tarifa gratuita de Dunquerque divide opiniões.
Os defensores da ideia argumentam que tornar o transporte público gratuito reduziria as emissões de carbono e a poluição do ar, aliviaria as pressões sobre as famílias desfavorecidas e, diante das falhas expostas pela pandemia do atual sistema baseado em tarifas, criaria um modelo de financiamento mais resiliente para o futuro.
Mas os críticos protestam contra a ideia de abolir as tarifas, apontando os grandes desafios de custo e infraestrutura envolvidos na transferência de uma política testada em pequenas cidades para grandes centros metropolitanos.
Então, será que vale a pena para as grandes cidades incorporar o transporte público gratuito?
‘Nova onda’
Transporte público gratuito revitalizou centro da cidade em Dunquerque, diz estudo
Getty Images via BBC
A ideia de transporte público gratuito não é de forma alguma nova.
Na França, já é uma realidade para centenas de milhares de pessoas em mais de 30 municípios, como no vizinho de Dunquerque, Calais, no subúrbio marselhês de Aubagne e em Colombiers, subúrbio de Toulouse que em 1971 realizou a primeira experiência de acabar com as tarifas na Europa.
Em 2013, a cidade estoniana de Tallinn se tornou a primeira capital da União Europeia (UE) a implementar a mudança e, no ano passado, Luxemburgo, com sua população de 626 mil habitantes, se consagrou como o primeiro país a oferecer transporte público totalmente gratuito.
Agora há uma “nova onda” de apoio à ideia do transporte gratuito na França, “baseada na criação de redes (de transporte) mais sustentáveis e ecológicas ​​que ajudem as comunidades mais necessitadas”, diz Passalacqua.
“Por causa disso, cidades maiores estão começando a implementá-lo.”
Em Paris, o transporte público gratuito para menores de 18 anos foi introduzido no ano letivo de 2020; Estrasburgo, a nona maior cidade da França, implementará a mesma política em setembro.
Desde o mês passado, os quase um milhão de habitantes da região metropolitana de Nantes viajam gratuitamente nos finais de semana.
E a região da Occitânia, no sul da França, onde vivem cerca de seis milhões de pessoas, introduziu uma política segundo a qual jovens de 18 a 26 anos que pegam o trem pelo menos 30 vezes por mês não precisam pagar, com o duplo objetivo de ajudar os trabalhadores mais jovens e reduzir as emissões de carbono.
Alain Jund, vice-presidente de política de mobilidade, transporte, viagens e ciclismo da Prefeitura de Estrasburgo, diz que parte do motivo da mudança na cidade é a crise climática — a ideia de que 80 mil jovens não precisarão mais de carona dos pais.
“Em Estrasburgo, os níveis de poluição são muito altos e isso está relacionado ao tráfego de automóveis”, diz ele.
“Também é um problema de saúde pública. Estimamos que 500 pessoas [em Estrasburgo] morram por ano devido à poluição.”
Mas as razões socioeconômicas também são um fator importante na política de Estrasburgo, cujo custo anual estimado de 6 milhões a 8 milhões de euros será coberto pelo orçamento geral do município.
As famílias com dois filhos economizariam 550 euros por ano no custo da passagem, diz a prefeitura, oferecendo economias significativas que ajudariam famílias de baixa renda.
“Estamos em uma crise econômica — e não apenas por causa da pandemia”, explica Jund.
“Esta é uma medida de solidariedade e proteção do poder de compra. Mas é também uma questão de proporcionar igualdade territorial entre quem está no centro da cidade e aqueles que estão nas zonas rurais, e proteger o direito à mobilidade — praticar esportes, ir ao cinema e circular livremente. Acreditamos que isso é importante.”
‘Preço a pagar’
De Dunquerque a Tallinn e Luxemburgo, no entanto, os experimentos com transporte público gratuito têm sido em uma escala relativamente pequena, o que torna muito mais fácil de gerenciar do que em uma cidade grande.
Mas os defensores da proposta, estimulados pelo apoio a iniciativas que combatem a crise climática, dizem que agora é a hora de dar mais um passo adiante.
Audrey Pulvar, adjunta da prefeita de Paris, Anne Hidalgo, fez do transporte público gratuito uma promessa fundamental em sua campanha para presidente da Île-de-France — região com 12 milhões de habitantes que abrange oito departamentos franceses, incluindo Paris — nas eleições regionais.
De acordo com a proposta de Pulvar, a gratuidade do transporte seria aplicada gradualmente até 2026, primeiro a menores de 18 anos, estudantes e desempregados — depois, a política seria estendida a todos os moradores nos fins de semana e, por fim, seria oferecida todos os dias.
“Precisamos mudar nosso modo de vida”, diz Pulvar, que estima que a política pode custar 3 bilhões de euros por ano.
De acordo com seus planos, esse déficit seria coberto por impostos sobre os veículos mais poluentes e empresas de comércio eletrônico como a Amazon, com base no imposto pioneiro da França sobre as grandes companhias de tecnologia.
A isso se somariam os “custos evitados” de acidentes de carro, poluição e horas de trabalho perdidas por causa do trânsito, que ela diz custar à região 10 bilhões de euros por ano.
Mas mesmo que haja um apoio crescente à ideia, nem todo mundo está disposto a abolir as tarifas de transporte.
Charles-Éric Lemaignen, vice-presidente do departamento nacional de transporte da França (GART), ressalta que “embora seja gratuito, é apenas para o usuário, ainda haverá um preço a pagar”.
Lemaignen argumenta que qualquer plano deve considerar se o dinheiro poderia ser melhor gasto em outra área, se há capacidade suficiente para fazer frente ao inevitável aumento no uso da rede de transporte e quão importante as vendas de passagem são para financiá-la.
“Em Lyon [a segunda maior cidade da França], a receita das passagens compradas por passageiros é muito maior do que em Dunquerque”, diz ele.
“Isso terá um sério impacto na viabilidade de um plano, porque é um golpe maior para as receitas.”
Estas preocupações ecoam as conclusões de um estudo encomendado em 2018 por Valérie Pécresse, a então presidente de direita da Île-de-France, sobre a viabilidade de abolir as tarifas na região.
A pesquisa constatou que, embora a política levasse a um aumento de 6% a 10% no número de passageiros, custaria entre 2,2 e 3,3 bilhões de euros, e a qualidade do serviço da rede seria reduzida.
Além disso, o uso de carros cairia apenas 2%, e o impacto na igualdade social seria limitado porque mais de um milhão de pessoas na região já se beneficiam de viagens gratuitas ou tarifas reduzidas.
“A pandemia dificultou ainda mais o financiamento por causa dos orçamentos apertados”, acrescenta Lemaignen.
No entanto, os defensores da proposta acreditam que os custos foram exagerados, apontando para um imposto cobrado de todas as empresas na França, conhecido como Pagamento de Mobilidade, que subsidia o transporte coletivo e faz com que, na maioria das cidades, a venda de passagens represente apenas cerca de 10-15% da receita.
No caso de Dunquerque, esse imposto cobria o custo de acabar com a venda de passagens, que representava 10% da receita.
“Pagamos muito pouco [pelos custos de transporte público por meio de tarifas] e isso significa que o trânsito livre de tarifas é realmente mais fácil de implementar, especialmente porque a covid-19 reduziu ainda mais seu uso e, portanto, a receita da venda de passagens”, diz Passalacqua.
Mas este não é o caso em todos os lugares. De acordo com Passalacqua, as tarifas representam cerca de dois terços do orçamento de transporte de Londres, o que significa que sua remoção seria “muito mais complicada” e qualquer implementação de transporte gratuito precisaria ser feita gradualmente.
Na verdade, as diferentes formas de financiamento do transporte público em todo o mundo, desde programas 100% financiados pelo governo na Europa até lugares como Hong Kong, que investem em propriedades para gerar lucro, e as complicadas redes público-privadas no Reino Unido, também significam que o modelo francês pode ser difícil de replicar.
“É uma grande incógnita agora”, avalia Passalacqua.
No momento, Paris suspendeu a implementação do transporte público gratuito para todos. Um relatório encomendado pela prefeita Hidalgo, publicado em janeiro de 2019, concluiu que a gratuidade do transporte “não era a única razão de ser da política de mobilidade”.
Em vez disso, de acordo com Quentin David, um dos autores do relatório, mirar em certos grupos, como os desempregados, para conceder transporte gratuito, poderia ser uma abordagem mais eficaz — melhorar a mobilidade social e os esforços ambientais sem levar à falência o governo local.
“Isso pode ajudar as pessoas sem os enormes custos financeiros para a cidade”, diz ele.
‘Grande equalizador’
No entanto, enquanto cidades como Paris refletem sobre a logística de financiamento de transporte gratuito e testam políticas voltadas para populações específicas, alguns especialistas acreditam que é necessário uma reavaliação completa da forma como vemos o fornecimento de transporte público.
Alguns argumentam que existe um valor inato e igualitário em disponibilizar transporte livre de tarifas aos passageiros.
“É um grande equalizador”, diz Michel Van Hulten, ex-político holandês e um dos primeiros defensores do transporte público gratuito na Europa.
“Por que todos nós pagamos por necessidades comuns, como parques urbanos, bombeiros, parques infantis, sinais de trânsito, limpeza das ruas e não pelo transporte público?”
Jenny McArthur, professora de infraestrutura urbana e políticas públicas da University College London (UCL), no Reino Unido, concorda que o foco na viabilidade financeira do setor de transporte após a queda drástica no número de passageiros durante a pandemia significa que o valor mais amplo de um sistema de transporte público se “perdeu um pouco” no debate.
“O modelo de financiamento que funcionou até agora não é à prova de pandemias. Não podemos contar com as tarifas cobradas do usuário da forma como fazíamos”, observa.
Em vez disso, McArthur acredita que o transporte público gratuito poderia ser uma solução mais resiliente e igualitária para as cidades.
“Haverá uma parcela substancial da força de trabalho que ainda precisará de transporte público”, diz ela.
“As famílias de baixa renda dependem muito do transporte público. Pode ser considerado como um bem público. Com as dificuldades econômicas no centro das cidades, agravadas pela pandemia, as ruas comerciais podem ser revitalizadas com o transporte público gratuito.”
Por enquanto, à medida que os grandes centros tentam sair da pandemia, continua sendo uma incógnita se o transporte público gratuito poderia ter um efeito transformador em cidades como Paris.
“Nunca foi testado neste nível antes”, diz Audrey Pulvar.
“Mas não é um erro ser o primeiro a tentar.”

Fonte: G1 Mundo

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União Europeia abre ações legais contra Hungria e Polônia por leis contra direitos LGTBQIA+


Na Hungria há uma lei que proíbe conteúdos que, a rigor, pode censurar até mesmo livros como os de Harry Potter. Na Polônia, foram estabelecidas ‘zonas livres de ideologia LGTBQIA+’. Protesto em Budapeste contra uma lei anti-LGBTQIA+, em 7 de julho de 2021
Bernadett Szabo/Reuters
A Comissão Europeia anunciou, nesta quinta-feira (15), que iniciou ações legais contra Hungria e Polônia por adotarem leis que violam os direitos fundamentais da comunidade LGTBQIA+.
VÍDEO: Balão com cores da bandeira LGBTQIA+ é inflado próximo ao parlamento da Hungria
Os dois países terão dois meses para dar respostas ao órgão da União Europeia. No fim desse prazo, a Comissão vai protocolar o processo no Tribunal de Justiça do bloco.
No caso da Hungria, a Comissão questiona uma lei que proíbe ou limita o acesso a conteúdos que promovam a “divergência da identidade com relação ao sexo de nascimento”.
A lei, aprovada em meados de junho, proíbe a divulgação de qualquer conteúdo sobre homossexualidade a menores de 18 anos, interditando qualquer abordagem sobre diversidade sexual para crianças e adolescentes.
De acordo com grupos de defesa dos direitos humanos, a pela lei, estariam censurados livros como s da série Harry Potter, filmes e músicas.
Desde sua aprovação, a legislação tem sido alvo de numerosas críticas de líderes europeus. O primeiro-ministro belga, Alexander de Croo, chegou a dizer que a lei é consequência de “um raciocínio quase medieval”.
Hungria reage
No final de junho, a Comissão enviou uma primeira carta às autoridades húngaras, informando sobre suas “preocupações legais” em relação à legislação adotada em 15 de junho.
“Desde o início do meu mandato, iniciamos cerca de 40 procedimentos de infração relacionados à proteção do Estado de Direito e de outros valores europeus”, relatou.
Para o governo do líder de extrema direita Viktor Orban, as falas são um ataque ao país. “Bruxelas (sede da Comissão Europeia) não pode dizer quem deve educar as crianças nem como”, reagiu Gergely Gulyas, chefe de do primeiro-ministro húngaro.
É pouco provável que Budapeste seja sancionada. Para isso, seria necessário ter unanimidade entre os 27 membros da União Europeia, e Orban pode contar com o apoio da Polônia.
O país ainda não foi notificado, disse nesta quinta-feira o chefe de gabinete do primeiro-ministro Viktor Orban. Para ele, há motivação política na crítica feita pela Comissão Europeia.
A Polônia estabeleceu chamadas “zonas livres de ideologia LGTBQIA+”.
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Fonte: G1 Mundo

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Mortes por Covid no país mais afetado: ‘Perdi 15 familiares em 1 mês’


Namíbia, cuja população chega a 2,5 milhões de habitantes, tem atualmente a maior taxa de mortes por Covid no mundo, segundo a plataforma ‘Our World in Data’. Em seguida estão Tunísia e Colômbia. Marley Ngarizemo atuou como jogador da seleção de futebol da Namíbia e perdeu 15 familiares para a Covid
Marley Ngarizemo via BBC
Desde que a terceira onda de Covid-19 atingiu a Namíbia, o ex-jogador de seleção de futebol Marley Ngarizemo perdeu 15 familiares para a doença, entre eles o pai, um irmão, uma cunhada e uma tia. Outros seis estão hospitalizados.
“Não dá para saber se o mundo está acabando”, afirma o ex-atleta de 42 anos que defendeu sua seleção na Copa Africana de Nações em 2008. “Você pode comparar a um tsunami, a um vulcão, a um genocídio. Não sei. É como se tivesse veneno na água, e cada gota pode ter ou não ter esse veneno.”
A Namíbia, cuja população chega a 2,5 milhões de habitantes, tem atualmente a maior média de novas mortes por Covid-19 do mundo (em torno de 28 a cada 1 milhão de pessoas, segundo a plataforma “Our World in Data”, da Universidade de Oxford). Em seguida estão Tunísia (13) e Colômbia (10).
O Brasil ocupa a 9ª posição neste ranking, com média móvel de 5,95 mortes por milhão. A média móvel é uma média das notificações registradas ao longo de sete dias. Ela dá uma melhor noção da evolução da epidemia do que os números divulgados diariamente, porque os dados diários flutuam bastante, por uma série de motivos.
Para tentar conter o avanço de infecções, hospitalizações e mortes, o governo da Namíbia montou hospitais de campanha para receber pacientes. Mas, apesar disso, o sistema de saúde do país não tem dado conta da demanda por leitos.
Falta de oxigênio
Antes de entrarem na enfermaria, os profissionais de saúde devem colocar equipamentos de proteção completos, com várias camadas de máscaras e luvas, além de botas especiais. Todo esse processo leva uns 15 minutos.
Os enfermeiros estão constantemente realizando esse procedimento para que possam monitorar os níveis de oxigênio dos pacientes, a maioria dormindo ou semiconsciente.
O enfermeiro Donnovan Soresbeb conta que a terceira onda da pandemia tem sido física e emocionalmente exaustiva para ele e seus colegas, acrescentando que é assustadora a rapidez com que a condição de saúde de um paciente pode se deteriorar.
Donnovan Soresbeb conta que passa por exaustão emocional ao ver tantos pacientes morrerem no hospital onde atua
BBC
“Você perde pacientes que estavam bem alguns minutos antes. Você vira as costas, e eles vão embora”, diz ele à BBC. “Alguns estão ficando tanto tempo no hospital que você meio que desiste deles, mas é difícil e você continua esperando pelo melhor.”
Hospitais em toda a Namíbia estão lotados e não há oxigênio suficiente para os pacientes acometidos pela Covid-19.
Médicos falam da necessidade de tomar decisões “para o bem maior”, em que retiram o oxigênio de pacientes doentes para economizar o suprimento para um paciente com maior probabilidade de sobreviver.
O pai do ex-jogador Marley Ngarizemo foi uma das vítimas dessa falta de oxigênio.
Quando seu estado de saúde piorou, os médicos imediatamente o colocam sob oxigênio. Mas, assim que seus sinais vitais melhoraram, o oxigênio foi removido. Menos de 24 horas depois, ele morreu.
Tempestade perfeita
A Namíbia estava despreparada para a terceira onda, devido a uma combinação de negligência do governo, desinformação sobre vacinas e um profundo cansaço com medidas para controlar a propagação do vírus.
As redes sociais do país estão inundadas com informações falsas criticando a segurança e eficácia das vacinas. E aqueles que querem obter uma vacina não sabem quando ela estará à disposição por causa da escassez do imunizante do país.
Pai de Marley Ngarizemo morreu de Covid-19
BBC
Além disso, o governo vem mudando sua estratégia sobre como as vacinas devem ser distribuídas. Durante um discurso à nação no fim de junho, o presidente Hage Geingob disse aos namibianos que o pior ainda estava por vir.
“As projeções de especialistas indicam que a curva de incidência crescente, durante esta terceira onda, deve atingir o pico em meados de agosto e pode continuar até meados de setembro de 2021”, afirmou ele ao anunciar diversas restrições à circulação de pessoas.
“Só nós podemos impedir a propagação desse vírus de devastar nossas casas e comunidades”, concluiu o mandatário.
Apesar do apelo, muitos namibianos não seguem as regras. Máscaras, por exemplo, costumam ficar penduradas em uma das orelhas e raramente cobrem a boca e o nariz.
Mercados de alimentos, lojas de roupas e restaurantes passaram a oferecer desinfetantes para as mãos na entrada, mas não estão limitando o número de pessoas em seu interior ou mesmo obrigando todos a usarem máscaras. Jovens continuam se aglomerando em espaços públicos, algo também que viola as normas.
Um grupo de adolescentes que se encontra regularmente em um shopping center de Windhoek diz estar preocupado em transmitir a doença aos mais velhos, mas, por outro lado, não quer deixar de se socializar.
‘Todos estão com medo de morrer’
Há, entretanto, sinais de que alguns estão começando a levar as coisas mais a sério.
Inicialmente, membros da comunidade herero do país, que representa cerca de 7% da população, pareceram ignorar os avisos e continuaram se aglomerando.
Morte do influente líder Vekuii Rukoro (centro da foto) levou parte da população namíbia a levar Covid-19 mais a sério
Getty Images via BBC
Então, à medida que alguns morriam, os próprios funerais se tornaram eventos em que a doença se espalhava pela comunidade. Mas a morte recente de um chefe supremo, Vekuii Rukoro, mudou as atitudes dessa parcela da população.
Há medo em todos os lugares, diz o ancião herero Josua Musuuo. “A nação inteira está morrendo, esse vírus está acabando conosco. Todos os idosos estão morrendo. Então, todos nas propriedades da aldeia e todas essas pessoas sentadas aqui estão todos com medo, medo da morte. Todos estão esperando para morrer.”
Quanto ao ex-jogador Marley Ngarizemo, ele acredita que muitas das mortes em sua família poderiam ter sido evitadas se o governo tivesse imposto restrições mais rígidas anteriormente e se as comunidades tivessem assumido maior responsabilidade pessoal.
“Imagine que as pessoas sobreviveram ao HIV e agora estão morrendo por causa desta doença, e ninguém pode controlá-la. É realmente difícil, é assustador.”
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Fonte: G1 Mundo

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Bitcoins: Bilionário que morreu afogado deixa no limbo fortuna de R$ 11 bilhões em criptomoeda


Romeno Mircea Popescu era um dos maiores proprietários de bitcoins do mundo. Ele morreu afogado no final de junho, aos 41 anos. Popescu era uma celebridade no mundo dos bitcoins
Reprodução/Twitter
Preso em uma correnteza, o romeno Mircea Popescu mal teve tempo de pedir socorro: em poucos segundos, morreu afogado, levando consigo um segredo: as chaves para acessar uma fortuna estimada em US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11 bilhões) em criptomoedas que, agora, pode ficar num limbo para sempre.
Popescu, um dos maiores proprietários de bitcoins do mundo, morreu aos 41 anos enquanto nadava em uma região imprópria para banhistas na Costa Rica, em 23 de junho.
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Segundo autoridades locais, ele foi arrastado por uma correnteza e morreu praticamente na hora na região de Playa Hermosa, no noroeste do país.
O corpo dele foi identificado pouco depois. “Uma mulher americana que o acompanhava estava no local e foi quem identificou Popescu. Ela disse que era a companheira dele”, afirmou o Órgão de Investigação Judicial à emissora Teletica.
Amado e odiado
Conhecido e respeitado no mundo das criptomoedas, Popescu ganhou fama de “mente brilhante” por, entre outros motivos, ter ajudado a dar forma ao livro Bitcoin Standard, considerado a obra mais importante para entender o papel da moeda digital na sociedade.
Ele foi também um “early adopter” (pioneiro) do bitcoin, abraçando e promovendo a tecnologia desde o início.
Ao noticiarem sua morte, muitas publicações especializadas o descreveram como provocador, dada a linguagem contundente que usava em seu blog Trilema, sem falar de suas opiniões e controversas.
Tudo isso lhe rendeu o apelido de pai da “toxicidade do Bitcoin” (em alusão à reputação de que a comunidade de usuários da criptomoeda é “tóxica”).
Em sua conta no Twitter, que confirmou sua morte, ele se definia como um “filósofo do bitcoin” e partidário dos sistemas de código aberto.
“Para que qualquer parte de um governo discuta qualquer questão relacionada ao bitcoin, esse governo terá que reconhecê-lo primeiro”, escreveu ele.
O que acontecerá com a fortuna?
Mas se o espírito do bitcoin é transferir valor através do tempo e do espaço, o bilionário não terá sido bem-sucedido.
Isso porque a grande questão que se coloca agora é o que acontecerá com seus bitcoins após sua morte, e se alguém está autorizado a acessar seus ativos digitais, o que deixa toda sua fortuna no limbo por enquanto.
Se for descoberto que ninguém mais tem as chaves e senhas para acessar a carteira criptografada que contém os tokens, eles podem se perder para sempre.
E a quantia não é exatamente pequena. Estima-se que Popescu possuía até 1 milhão de bitcoins, o que o leva a ser considerado um gigante no universo criptográfico.
Se essa estimativa for verdadeira, o valor de sua fortuna poderia chegar a US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) a preços de abril, quando o bitcoin atingiu o ponto mais alto ao quebrar a barreira de US$ 64 mil (R$ 325 mil). Atualmente, a cotação da moeda digital é quase a metade disso, cerca de US$ 32,5 mil (R$ 165 mil).
Se ele tivesse decidido vendê-los todos de uma vez, “isso teria um efeito grande o suficiente para mexer com o preço do bitcoin”, estimou a publicação Nasdaq.com.
Algo, aliás, que o próprio Popescu havia prometido caso o tamanho dos blocos de bitcoin mudasse, mas ele não chegou a concretizar a promessa. Se tivesse feito isso, teria causado uma queda no preço da moeda digital.
Alexander Marder, analista de pesquisa da Crypto Briefing, afirmou no Twitter que as moedas digitais de Popescu podem ser perdidas para sempre, junto com as de John McAfee, o pioneiro do software antivírus, que se suicidou em uma prisão espanhola em junho passado.

Fonte: G1 Mundo

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Na Inglaterra, quatro pessoas são presas por ataques racistas a jogadores da seleção do país


Três jogadores negros da Inglaterra são vítimas de ataques racistas na internet. A Inglaterra perdeu a final para a Itália nos pênaltis. Torcedores do lado de fora do estádio de Wembley, em 11 de julho de 2021
Peter Cziborra/Reuters
Quatro pessoas foram presas nesta quinta-feira (15) por terem publicado textos racistas na internet depois da derrota da Inglaterra para a Itália na final da Eurocopa, no domingo.
A Inglaterra perdeu nos pênaltis, depois de um empate de 1 a 1.
Jogador inglês perde pênalti na final da Eurocopa
Andy Rain/Pool via Reuters
Três jogadores negros, Marcus Rashford, Bukayo Saka e Jadon Sancho, viraram alvos de racistas depois de terem perdido pênaltis.
O chefe da polícia, Mark Roberts, afirmou que o ataque foi vil e que os criminosos vão sofrer consequências sérias.
Jogadores ingleses são vítimas de racismo após derrota para a Itália na final da Eurocopa
A divisão da polícia responsável pelas torcidas disse que está investigando um grande número de denúncias.
“O time da Inglaterra foi um modelo durante o torneio, eles foram profissionais e dignos. Tenho nojo das pessoas que pensam que é aceitável se dirigir a eles ou a qualquer pessoa com esses abusos”, disse Roberts
Algumas redes sociais, inclusive o Facebook, o Instagram e o Twitter, auxiliam na investigação, ele afirmou.
O técnico da Inglaterra, Gareth Southgate, afirmou que os ataques racistas são imperdoáveis.
O primeiro-ministro, Boris Johnson, prometeu banir os racistas dos estádios.
No dia da final, 13 de julho, houve 264 prisões e 897 registros policiais no país ligados ao futebol.
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Fonte: G1 Mundo

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Bilionário que morreu afogado deixa no limbo fortuna de R$ 11 bilhões em bitcoins


Não se sabe o que acontecerá com seus bitcoins após sua morte ou se alguém está autorizado a acessar seus ativos digitais; impasse deixa toda fortuna no limbo por enquanto. Popescu era uma celebridade no mundo dos bitcoins
Reprodução/Twitter
Preso em uma correnteza, o romeno Mircea Popescu mal teve tempo de pedir socorro: em poucos segundos, morreu afogado, levando consigo um segredo: as chaves para acessar uma fortuna estimada em US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11 bilhões) em criptomoedas que, agora, pode ficar num limbo para sempre.
Popescu, um dos maiores proprietários de bitcoins do mundo, morreu aos 41 anos enquanto nadava em uma região imprópria para banhistas na Costa Rica, em 23 de junho.
Segundo autoridades locais, ele foi arrastado por uma correnteza e morreu praticamente na hora na região de Playa Hermosa, no noroeste do país.
O corpo dele foi identificado pouco depois. “Uma mulher americana que o acompanhava estava no local e foi quem identificou Popescu. Ela disse que era a companheira dele”, afirmou o Órgão de Investigação Judicial à emissora Teletica.
Amado e odiado
Conhecido e respeitado no mundo das criptomoedas, Popescu ganhou fama de “mente brilhante” por, entre outros motivos, ter ajudado a dar forma ao livro Bitcoin Standard, considerado a obra mais importante para entender o papel da moeda digital na sociedade.
Ele foi também um “early adopter” (pioneiro) do bitcoin, abraçando e promovendo a tecnologia desde o início.
Ao noticiarem sua morte, muitas publicações especializadas o descreveram como provocador, dada a linguagem contundente que usava em seu blog Trilema, sem falar de suas opiniões e controversas.
Tudo isso lhe rendeu o apelido de pai da “toxicidade do Bitcoin” (em alusão à reputação de que a comunidade de usuários da criptomoeda é “tóxica”).
Em sua conta no Twitter, que confirmou sua morte, ele se definia como um “filósofo do bitcoin” e partidário dos sistemas de código aberto.
“Para que qualquer parte de um governo discuta qualquer questão relacionada ao bitcoin, esse governo terá que reconhecê-lo primeiro”, escreveu ele.
O que acontecerá com a fortuna?
Mas se o espírito do bitcoin é transferir valor através do tempo e do espaço, o bilionário não terá sido bem-sucedido.
Isso porque a grande questão que se coloca agora é o que acontecerá com seus bitcoins após sua morte, e se alguém está autorizado a acessar seus ativos digitais, o que deixa toda sua fortuna no limbo por enquanto.
Se for descoberto que ninguém mais tem as chaves e senhas para acessar a carteira criptografada que contém os tokens, eles podem se perder para sempre.
E a quantia não é exatamente pequena. Estima-se que Popescu possuía até 1 milhão de bitcoins, o que o leva a ser considerado um gigante no universo criptográfico.
Se essa estimativa for verdadeira, o valor de sua fortuna poderia chegar a US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) a preços de abril, quando o bitcoin atingiu o ponto mais alto ao quebrar a barreira de US$ 64 mil (R$ 325 mil). Atualmente, a cotação da moeda digital é quase a metade disso, cerca de US$ 32,5 mil (R$ 165 mil).
Se ele tivesse decidido vendê-los todos de uma vez, “isso teria um efeito grande o suficiente para mexer com o preço do bitcoin”, estimou a publicação Nasdaq.com.
Algo, aliás, que o próprio Popescu havia prometido caso o tamanho dos blocos de bitcoin mudasse, mas ele não chegou a concretizar a promessa. Se tivesse feito isso, teria causado uma queda no preço da moeda digital.
Alexander Marder, analista de pesquisa da Crypto Briefing, afirmou no Twitter que as moedas digitais de Popescu podem ser perdidas para sempre, junto com as de John McAfee, o pioneiro do software antivírus, que se suicidou em uma prisão espanhola em junho passado.

Fonte: G1 Mundo

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Hong Kong desmantela por 1ª vez rede de lavagem de dinheiro com criptomoedas


A rede abriu diversas contas bancárias em nome de empresas fantasmas, para as quais fazia transferências com as moedas digitais para convertê-las em dinheiro para seus clientes. Criptomoedas
Pixabay/Divulgação
O serviço de Alfândega de Hong Kong anunciou nesta quinta-feira (15) que desarticulou, pela primeira vez, uma rede que usava criptomoedas para “lavar” até 1,2 bilhão de dólares hongueconguenses (US$ 155 milhões).
“Esta é a primeira vez em Hong Kong que se desmantela uma rede que usa criptomoedas para lavar dinheiro e ocultar a origem dos ativos criminosos”, disse à imprensa Mark Woo Wai-kwan, um oficial da polícia local.
Quatro pessoas, entre elas o cérebro da rede, foram detidas, e 20 milhões de dólares hongueconguenses (US$ 2,5 milhões) foram congelados.
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A rede havia aberto várias contas bancárias em nome de empresas fantasmas, para as quais fazia transferências por meio de uma plataforma de troca de criptomoedas para convertê-las em dinheiro para seus clientes.
Cerca de 60% do valor total foi movimentado nos últimos 15 meses, por meio de contas com sede em Singapura. A rede usava a criptomoeda Tether.
As agências reguladores criticam as criptomoedas, com frequência. Devido ao seu anonimato, elas podem ser usadas para fins ilegais.
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Fonte: G1 Mundo

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Temporal deixa 19 mortos na Alemanha e 2 na Bélgica


Devastação causada pela enchente do rio Ahr, na aldeia Eifel de Schuld, no oeste da Alemanha. Foto tirada com um drone em 15 de julho de 2021.
Christoph Reichwein/DPA via AP
Pelo menos 19 pessoas morreram e mais de 50 estão desaparecidas devido às fortes chuvas e inundações registradas no oeste da Alemanha, informou a polícia nesta quinta-feira (15). Outras duas morreram na Bélgica.
Quatro das vítimas fatais estavam em Schuld, onde várias casas foram arrastadas pelas águas, relatou um porta-voz da polícia de Koblenz.
Esta localidade fica na região mais populosa do país, Renânia do Norte-Vestfália. A área foi a mais afetada pelas chuvas, que provocaram o aumento no volume de rios, inundaram estradas e casas e arrancaram árvores.
“A tormenta atingiu duramente nosso Estado”, disse a primeira-ministra de Renânia-Palatinado, Malu Dreyer, no Twitter.
“Estou preocupada com todos aqueles que estão em perigo”, afirmou Dreyer, que agradeceu “a todos os voluntários, bombeiros e socorristas que lutam incansavelmente e com grande esforço contra as enchentes”.
Casas submersas pelas águas de rio que transbordou em Erdorf, na Alemanha, em 15 de julho de 2021. Chuvas contínuas inundaram várias vilas no sudoeste do país.
Harald Tittel/DPA via AP
Já Armin Laschet, atual líder da CDU e candidato à sucessão da chanceler Angela Merkel nas eleições federais de setembro, cancelou uma reunião na Baviera para administrar a situação em seu estado.
Os socorristas tentaram evacuar as pessoas que estavam nos telhados para se protegerem das chuvas, enquanto dois bombeiros morreram durante o trabalho de resgate nas cidades de Altena e Wedohl.
Outras duas pessoas morreram em porões inundados nas proximidades de Solingen e Unna. A polícia relatou outra morte no município de Rheinbach.
Os serviços de emergência abriram uma linha telefônica para coletar informações sobre os desaparecidos e pediram aos moradores que enviem vídeos e fotos que possam ajudá-los na busca.
As autoridades locais também pediram aos afetados que fiquem em casa e, se for possível, nos andares mais altos de seus edifícios.

Fonte: G1 Mundo

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Modelo morta ao cair de prédio no Chile: Família que mora em SC tem autorização negada para ir ao velório


Nayara Vit sofreu queda do 12º andar do prédio que morava. Irmão afirma que polícia chilena descartou hipótese de suicídio. Família de modelo morta no Chile suspeita de feminicídio
A família de Nayara Vit, modelo que morreu após cair do 12º andar do prédio que morava no Chile na madrugada de 8 de julho, desistiu de ir ao enterro no país por não ter conseguido autorização do governo chileno. A entrada naquele país ficou mais difícil por causa das restrições durante a pandemia. A família é de Santa Catarina. A mãe da modelo mora em Porto União, no Norte do estado.
Guilherme Vit, que é irmão de Nayara, disse que as autoridades chilenas descartaram a hipótese de suicídio. A família acredita que a modelo tenha sido vítima de feminicídio. “Seria o velório dela na quinta [15 de julho], porém a polícia pediu pra fazer uma nova autópsia”, disse. Com isso, o sepultamento deve ser adiado.
Modelo que morreu no Chile: ‘Ela era completa’, escreve mãe, que mora em SC, nas redes sociais
Nayara morava há 16 anos no Chile
Redes Sociais/Reprodução
Nayara, de 33 anos, era considerada uma celebridade na capital chilena. No dia da morte, no apartamento, além da modelo estavam o namorado, a filha dela, de 4 anos, e uma babá.
Nas redes sociais, Nayara tinha mais de 24 mil seguidores. Ela morava há 16 anos no Chile.
Suspeita de feminicídio
Desde a semana passada, a família da modelo tenta entender o que aconteceu no apartamento onde ela morava com o namorado e a filha. Gabriel Vit, outro irmão de Nayara, disse à NSC TV que a mãe deles falou com a modelo pouco antes da morte.
“Minha mãe falou com ela duas horas antes. Estava feliz porque tinha comprado um tênis e porque academia ia voltar a funcionar”, disse Gabriel.
Família de Nayara suspeita de feminicídio
Redes Sociais/Reprodução
A família só ficou sabendo da morte pelo ex-marido de Nayara, com quem a modelo teve uma filha. O pai de Nayara tentou contato com Rodrigo, atual namorado dela, mas não teve retorno.
“Meu pai não conseguiu falar com ele por diversas vezes. Aí vieram aparecendo fatos que são totalmente diferentes do que ele falou”, disse Gabriel.
O namorado de Nayara disse à polícia que estava sentado no sofá no momento em que ela passou correndo e se jogou da varanda do apartamento.
“Agora a babá disse que ouviu gritos da Nayara e que ouviu um vaso quebrando, e realmente tem um vaso de plantas no chão quebrado. O que nos estranha é que não houve uma perícia no apartamento neste momento. Isso foi acontecer três dias depois. O celular da Nayara sumiu, a bolsa da Nayara sumiu. São diversos fatos que vêm acontecendo, que não condizem com o que o atual namorado dela, o Rodrigo, fala. Então, assim, essa angústia para gente é maior”, afirmou Gabriel.
O G1 não conseguiu contato com Rodrigo. Gabriel enviou uma carta ao governo brasileiro pedindo ajuda nas investigações, que passaram para o departamento de homicídios no Chile.
Nayara caiu de um edifício do 12º andar
Redes Sociais/Reprodução
O procurador responsável pelo caso disse que está coletando dados para esclarecer as circunstâncias da morte.
“Nós autorizamos o ex-marido dela a retirar o corpo da Nayara e fazer o funeral no Chile com seus amigos”, disse Gabriel sobre o velório e enterro.
Inicialmente, a família queria trazer o corpo da modelo para o Brasil, mas desistiram da ideia.
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Fonte: G1 Mundo