Categorias
MUNDO

Crise na Venezuela leva engenheiros a transformar lixo plástico em peças de carro

Dois jovens engenheiros descobriram uma oportunidade em meio ao colapso econômico da Venezuela –e dentro de um depósito de lixo repleto de equipamentos eletrônicos quebrados.

Eles estão derretendo o lixo plástico e colocando-o em impressoras 3D para fabricar itens sofisticados como peças automotivas, que estão se tornando cada vez mais difíceis de obter no país porque os controles cambiais restringem a importação de materiais básicos.

Albermar Dominguez e John Naizzir só produzem 1 quilo de filamento plástico por dia, mas pretendem transformar o decadente setor manufatureiro Venezuela, tornando-o mais barato para as empresas que dependem de importações caras.

É um sinal de como uma crise nunca vista incentivou alguns jovens a inovar depois de cinco anos de uma contração econômica causada por políticas econômicas fracassadas e uma queda brusca nos preços globais do petróleo.
“As pessoas não acreditam que uma tecnologia esteja sendo desenvolvido no país”, disse Dominguez, de 26 anos.

Muitos de seus ex-colegas da Universidade Simón Bolívar, em Caracas, já deixaram a Venezuela, juntando-se a um êxodo de mais de 1 milhão de pessoas em fuga da escassez generalizada de alimentos e remédios. A inflação anual chegou perto dos 50 mil por cento, e Caracas é uma das cidades mais perigosas do mundo.

Dominguez disse que visitou os Estados Unidos para aprender com pessoas da indústria de impressão 3D depois de se interessar pela reciclagem de lixo.

Depois ele voltou para a Venezuela, e juntamente com Naizzir, de 27 anos, começou a revirar o depósito de lixo da universidade, recolhendo carcaças de computadores e impressoras velhas. Mais tarde, sua empresa, a Nedraki, fechou um acordo com uma usina de reciclagem na cidade de Valência para ter acesso a mais material.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *