Pesquisador do Tocantins estuda distúrbios neurológicos induzidos por deficiência de Tiamina (Vitamina B1)

O estudo cientifico conta com o apoio da Fapt e revela que a ausência da vitamina B1 pode trazer sequelas e ainda aponta um tratamento com baixo custo e acessível a todos.
Fonte Geórgya Laranjeira/Governo do Tocantins

O Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) através do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) do Ministério da Saúde apoiam um estudo cientifico sobre os problemas neurológicos ocasionados pela deficiência da vitamina B1 (tiamina) e investiga meios de incrementar a eficiência terapêutica em indivíduos que apresentam manifestação clínica.

Professor Doutor Fabiano Mendes da UFT de Araguaína desenvolve pesquisa cientifica que revela as sequelas da deficiência da vitamina B1.

Apesar dos dados preliminares mostrarem resultados promissores, o pesquisador, acredita na possibilidade de atingir um estágio de proteção superior ao sistema nervoso, mas com limitação. A pesquisa revela ainda a importância da reposição e dos cuidados com a alimentação para se ter qualidade de vida.

A pesquisa está sendo executada pelo Doutor em Neurociências pela (UFSC), Fabiano Mendes de Cordova que atua na Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal do Tocantins – UFT, campus Araguaína.

O estudo iniciado em 2018 baseia se na investigação que utiliza duas substâncias que representam duas classes farmacológicas: antioxidantes e anti-inflamatórios, que abrangem um leque de possibilidades, de baixo custo ao Sistema Único de Saúde e que pode refletir diretamente em melhoria dos tratamentos.

O trabalho é desenvolvido através de um modelo experimental consagrado, utilizando-se animais de laboratório (camundongos) os quais apresentam aspectos anatômicos e fisiopatológicos da deficiência de tiamina idênticos ao ser humano, resultando em possibilidade de efetiva aplicabilidade dos resultados aos pacientes, dentro dos conceitos da pesquisa científica translacional.

Para o Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), Prof. Doutor Márcio Silveira, “as pesquisas mostram a importância do conhecimento científico, e suas descobertas inovadoras em todas as áreas da ciência. Desta forma a Fundação tem proporcionado apoio aos pesquisadores por meio de financiamento de pesquisas através do PPSUS”, explicou Silveira.

 

Doenças causadas pela deficiência de vitamina B1 (Tiamina)

O Beribéri, a Encefalopatia de Wernicke e a Síndrome de Wernicke-Korsakoff são considerados graves distúrbios neuropsiquiátricos, associados à carência de vitamina B1 (tiamina), frequentemente associada ao consumo excessivo de álcool e má alimentação.

Um dos sintomas é a amnesia e a perda da coordenação muscular e mesmo com o tratamento em altas doses da vitamina os resultados ainda podem ser limitantes.

 

Grupo de Risco

Segundo o Pesquisador, Dr. Mendes, a identificação do grupo de risco é primordial, para possibilitar a oferta da suplementação nutricional da vitamina B1. Esse grupo se classifica por pessoas cronicamente doentes, alcoolistas e pacientes após cirurgia gástrica, que são enquadrados como alto risco para desenvolver múltiplas deficiências.

O Pesquisador explica que as células e sistemas orgânicos possuem limiares funcionais, que podem ser estendidos e incrementados, mas que não são permanentes. Portanto, a pesquisa mostrará não apenas estratégias para atenuação da deficiência em plena manifestação clínica, mas fortalecerá a ideia de atenuar os danos.

“Dessa forma, é importante investigarmos estratégias que potencializem a terapêutica ao indivíduo acometido, mas mantendo o princípio da simplicidade e baixo custo de aplicabilidade à população. Isso só é possível, conhecendo-se os mecanismos de desenvolvimento da doença, através de estudos direcionados. O trabalho ainda evidencia a importância da alimentação saudável e equilibrada, que pode evitar a deficiência, pois prevenção é o melhor remédio”, ressalta o Pesquisador.

 

Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS)

O PPSUS é uma estratégia descentralizada para solucionar problemas de saúde local e a redução das desigualdades regionais no contexto da inovação e do desenvolvimento científico e tecnológico em saúde. O trabalho é financiado pelo Programa Pesquisa para o Sus (PPSUS), uma ação do Governo Federal que integra alguns atores como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) que atua como órgão executor no Estado, tendo como coordenador o Ministério da Saúde e como gerenciador o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico – CNPq.

As Secretarias de Estado da Saúde participam das etapas operacionais e das linhas prioritárias definidas em oficinas até os Seminários de acompanhamento e Avaliação dos resultados.

Foto: Wilson Rodrigues.


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