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Polícia encontra caminhão com lixo na fazenda de Olinto; ex-juiz está foragido

Após o cumprimento de diligências ontem, segunda-feira, 12, a Polícia Civil de Araguaína realizou coletiva de imprensa e esclareceu que a Operação Expurgo cumpria mandados de prisão contra o advogado e ex-juiz eleitoral João Olinto Garcia, Ludmila Andrade de Paula e Waldireny de Sousa Martins, suspeitos de serem os responsáveis pela empresa que acumulou de forma inadequada 180 toneladas de lixo hospitalar em galpão localizado no Distrito Agroindustrial de Araguaína (DAIARA), descoberto na semana passada. Todos estão foragidos.

As investigações apontaram que João Olinto, Ludmila e Waldireny “se associaram com o intuito de prestar de forma irregular o serviço público de coleta, transporte, tratamento e armazenagem de lixo hospitalar, valendo-se, para tanto, de uma empresa denominada SANCIL SANANTÔNIO CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA., sem qualquer capacidade técnica para a prestação do referido serviço, causando, assim prejuízo à saúde pública e ao meio ambiente, tudo isso ao custo de mais de meio milhão de reais aos cofres públicos, uma vez que foi contratada pela Secretaria Estadual da Saúde com dispensa de licitação”.

No contrato social da empresa, constam os nomes de Ludmila Andrade de Paula e Waldireny de Sousa Martins, que são funcionárias do escritório de advocacia deo ex-juiz eleitoral João Olinto Garcia. A Polícia apontou ambas como “sendo laranjas” do advogado, “como meio de ocultar seu patrimônio e consequente enriquecimento ilícito”.

As buscas foram cumpridas no escritório de advocacia do investigado e no hotel da família, situado às margens da BR-153, onde também reside João Olinto e seus familiares, bem como nas sedes das empresas Agromaster R S.A., onde o lixo foi encontrado, e Sancil, a qual as equipes constataram ser inexistente.

Durante o cumprimento das buscas foram apreendidos diversos documentos relacionados às referidas empresas, bem como documentos relacionando uma das investigadas – Waldireny – ao escritório de advocacia. Ademais, foi localizado escondido nos fundos do hotel um dos caminhões utilizados para a coleta do material hospitalar, ainda carregado de lixo, comprovando de forma inequívoca a vinculação entre o investigado João Olinto e as toneladas de resíduos encontrados no Daiara.

Além das buscas, foram decretadas as prisões preventivas dos investigados, contudo, tendo em vista a notícia de que eles estão foragidos ao menos desde sexta-feira passada, não foi possível a localização e detenção dos mesmos.

Dessa forma, a Polícia Civil prosseguirá nas investigações a fim de individualizar a participação de cada um dos envolvidos na empreitada criminosa e identificar possíveis colaboradores, além de esclarecer a origem do material hospitalar encontrado e a localização dos investigados.

O T1 Notícias tenta, desde ontem, resposta dos investigados, mas sem sucesso. O espaço está aberto.

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