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Projeto que descriminaliza aborto cria racha até entre médicos na Argentina Comente

A campanha para legalizar (ou não) o aborto está dividindo os argentinos, inclusive os profissionais que seriam responsáveis por realizar as operações.

Nesta quarta-feira (1º), centenas de médicos foram às ruas protestar contra o aborto, às vésperas da votação de um projeto de lei no Senado, a acontecer no dia 8. Alguns dos manifestantes carregavam bonecas em forma de feto, outros agitavam cartazes com os dizeres: “Eu sou médico, não assassino”. Em uma manifestação recente, eles colocaram seus jalecos brancos no chão em frente ao palácio presidencial.

O grupo ativista Médicos pela Vida afirma ter cerca de mil membros, apenas uma pequena fração dos médicos do país. Mesmo assim, os protestos realizados por eles alimentam um debate na profissão sobre a medida de legalizar abortos eletivos nas primeiras 14 semanas de gravidez.

Líderes da prestigiosa Sociedade Médica da Argentina endossaram o projeto de lei, que já passou pela Câmara de Deputados. Eles disseram que a mudança ajudaria a reduzir mortes entre as cerca de 400 mil e 500 mil mulheres que fazem abortos clandestinos a cada ano.

Mas a igualmente respeitosa Academia de Medicina rejeita de forma veemente a nova legislação. A instituição divulgou um comunicado afirmando que a vida começa na concepção e que “destruir um embrião humano significa impedir um nascimento”. “Nada de bom pode vir quando a sociedade escolhe a morte como uma solução”, concluiu a nota.

Uma associação de médicos especializados em controle de natalidade emitiu uma forte declaração em favor da lei proposta. Autoridades

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