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Seleção vê defesa firme, ataque em xeque e renovação lenta após Copa Comente

Quatro jogos, quatro vitórias. Dez gols marcados, nenhum sofrido. O saldo da seleção brasileira em seu novo ciclo visando a Copa do Mundo de 2022, no Qatar, segue positivo após os triunfos sobre Arábia Saudita (2 a 0) e Argentina (1 a 0) nos amistosos disputados em outubro no Oriente Médio.

Mas, entre os adversários enfrentados pelo Brasil nesse período invicto, apenas os argentinos se apresentaram como um grande teste, capaz de render avaliações mais reais de prós e contras. E foi em Jeddah, na última terça-feira (16), que o técnico Tite fez um alerta sobre o ataque. O trio ofensivo formado por Neymar, Gabriel Jesus e Roberto Firmino, com Philippe Coutinho mais recuado como armador, não funcionou diante do rival sul-americano.

Por outro lado, o setor defensivo mostrou eficiência (até no ataque, com os gols marcados por Alex Sandro e Miranda) sem precisar passar por uma renovação drástica, ao contrário das demais posições da equipe.

Ainda que um teste ou outro possa ocorrer na data Fifa de novembro, em que a seleção enfrentará o Uruguai, no dia 16, em Londres, a tendência é de que Tite consolide ainda mais o grupo para a Copa América de 2019, que será disputada no Brasil.
A defesa é um dos pontos fortes da era Tite, que não levou gol em 20 dos 26 jogos que disputou com o treinador. Neste novo ciclo, Marquinhos, 24 anos, se firma como espinha dorsal da zaga, na companhia de Miranda e Thiago Silva, ambos com 34 e atuando em alto nível. Segue aberta, portanto, a briga para ser o quarto zagueiro do grupo. Pablo, ex-Corinthians e atualmente no Krasnodar, da Rússia, recebeu uma chance contra a Arábia Saudita, mas foi pouco exigido pelo frágil adversário.

Na lateral, a indefinição sobre quem tem lugar cativo no grupo é maior. Pela esquerda, Alex Sandro fez gol diante dos sauditas, mas não brilhou, enquanto Filipe Luis teve atuação mediana contra a Argentina. Pela direita, Éder Militão é visto como promessa, tem apenas 20 anos, mas esbanjou timidez nos treinamentos com a seleção em outubro e não impressionou a comissão técnica. Fabinho, ainda que atuando fora de posição, não cometeu erros, e Danilo sofreu nova lesão.

Sem nenhuma “cara nova” roubando a cena, velhos conhecidos da lateral seguem no radar de Tite para as próximas convocações, seja Marcelo, em má fase pelo Real Madrid (e cortado dos amistosos de outubro por problema muscular), e até Daniel Alves, que se recupera de lesão no joelho direito, sofrida em maio.

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