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‘Emergência 53’: Globoplay lança em Berlim série médica inspirada pelo Samu


Valentina Herszage lança série ‘Emergência 53’ no Festival de Berlim
As atrizes Valentina Herszage e Heloísa Jorge participaram do lançamento mundial de “Emergência 53”, série Original Globoplay, no Berlinale Series Market, na Alemanha, nesta segunda-feira (16). A obra é a única representante brasileira na seleção deste ano do festival.
Criada por Andrucha Waddington, Claudio Torres e Márcio Maranhão, a série é um drama médico de alta intensidade, inspirado no Samu, que acompanha o cotidiano de uma unidade especial do serviço móvel de urgência no Rio de Janeiro.
“É uma série muito emocionante, com muita adrenalina, que vai acompanhar a vida desses profissionais da saúde pública, principalmente do serviço móvel de urgência. Então é uma emoção estar aqui nesse momento do cinema brasileiro tão efervescente, tão alegre”, celebrou Herszage.
Vocação para o serviço público
A trama mergulha nos dilemas de profissionais que vivem no limite. Jorge interpreta a médica socorrista Glória e destaca o tom de homenagem da produção.
“Espero de verdade que as médicas negras e todos os profissionais negros se sintam representados não só pela minha personagem, mas por todos os personagens que a gente faz nessa série”, afirmou a atriz.
Valentina e Herszage e Heloísa Jorge no lançamento de ‘Emergência 53’, em Berlim
Divulgação
Já Herszage dá vida a Manuela, uma enfermeira cuja trajetória foge ao óbvio: filha do dono de uma rede de hospitais particulares, ela decide abdicar do conforto para atuar no atendimento de urgência do estado.
Força do audiovisual brasileiro
Para o diretor Andrucha Waddington, a presença em Berlim coroa um momento de retomada e expansão da produção nacional. Ele destacou que a série foca em “personagens que são heróis, mas têm contradições”, trabalhando para criar a unidade de resgate mais eficiente do Rio, mesmo quando nem sempre seguem os protocolos à risca.
“Eles formam a unidade de resgate de maior eficiência do Rio de Janeiro, apesar de não estarem sempre de acordo com os protocolos. A saúde e o resgate vêm sempre em primeiro lugar.”
Além das protagonistas, o elenco conta com nomes como Emílio Dantas, Yara de Novaes e uma participação especial de Fernanda Montenegro. “Emergência 53” tem estreia prevista no Globoplay para o segundo semestre de 2026.

Fonte: G1 Entretenimento

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Preta Gil presente! É da artista uma das imagens marcantes do Carnaval 2026


Rosto de Preta Gil é recriado no céu de Salvador (BA) em show de 600 drones
Divulgação
♫ OPINIÃO
♬ Ao sair precocemente de cena em julho do ano passado, aos 51 anos incompletos, Preta Gil (1974 – 2025) deixou forte marca de alegria na música do Brasil. A artista tinha um espírito festivo e fazia do Carnaval um palco para a exposição da alegria e da diversidade que pautaram a música dessa carioca multimídia que punha o Bloco da Preta na rua desde 2010.
Por isso mesmo, são mais do que merecidas as homenagens que estão sendo prestadas a Preta Gil ao longo do Carnaval 2026 por diversos artistas. A mais expressiva foi uma ação do Camarote 2222 – cujo enredo da edição de 2026, a 26ª do camarote orquestrado pela família Gil desde o Carnaval de 1999, é “Para sempre Preta no 2222” – que gerou uma das imagens mais marcantes deste Carnaval.
Trata-se da imagem do rosto da cantora, recriado por 600 drones e exposto no céu de Salvador (BA), capital da folia da Bahia e sede do Camarote 2222. Tão original quanto bem-sucedida, a ação foi realizada na noite de ontem, domingo de Carnaval, 15 de fevereiro, no Circuito Barra-Ondina, por onde desfilam os mais elétricos trios soteropolitanos.
O efeito foi imediato, emocionando os foliões admiradores da artista. E o fato é que, mesmo ausente na dimensão física, Preta Gil parece estar bastante presente em espírito no Carnaval da Bahia e também na folia carioca, onde os megablocos do Rio de Janeiro (RJ), cidade natal da artista e do Bloco da Preta, desfilam no recentemente batizado Circuito Preta Gil.
O show de drones repercutiu em todo o Brasil, amplificando o nome e o legado folião da artista. Preta Gil presente!

Fonte: G1 Entretenimento

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Robert Duvall recusou atuar em ‘O Poderoso Chefão 3’ após saber que Al Pacino ganharia ‘3 ou 4 vezes mais’ que ele


Ator Robert Duvall chega à cerimônia do Globo de Ouro 2015
Jordan Strauss/Invision/AP
Robert Duvall, ator que morreu neste domingo (15), atuou nos dois primeiros filmes da trilogia “O Poderoso Chefão”, mas ficou de fora do terceiro. Ele contou em 2004, ao programa jornalístico ’60 Minutes’, da rede de TV CBS, que desistiu após saber que iria ganhar menos que Al Pacino.
“Eu falei que trabalharia facilmente se pagassem a (Al) Pacino o dobro do que me pagavam. Tudo bem. Mas não três ou quatro vezes, que era o que eles pagavam”, afirmou Duvall.
Desta forma, ele não participou do terceiro filme, de 1990. Seu personagem, Tom Hagen, só aparece nos filmes de 1972 e 1974.
A notícia da morte de Duvall foi divulgada nesta segunda-feira (16) por sua esposa, Luciana. A causa da morte não foi revelada.
Vencedor de um Oscar por “A força do carinho” (1983), o americano era conhecido pelos dois primeiros “O poderoso chefão” e diversos outros clássicos do cinema.
No total, ele recebeu sete indicações ao prêmio da Academia de Hollywood.
“Ontem nos despedimos do meu amado marido, amigo querido e um dos maiores atores do nosso tempo. Bob morreu em casa, de forma tranquila, cercado de amor e carinho”, escreveu a atriz, em publicação no Facebook.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“Para o mundo, ele era um ator vencedor do Oscar, diretor e contador de histórias. Para mim, ele era tudo. Ele amava profundamente o que fazia e também os personagens que interpretava. Gostava de uma boa refeição e de estar com as pessoas, conversando e compartilhando momentos. Em cada papel, Bob se dedicava totalmente aos personagens e à verdade humana que eles representavam. Assim, deixou algo duradouro e inesquecível para todos nós.”
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Ao longo de uma carreira de mais de sete décadas no teatro, na TV e no cinema, Duvall estrelou filmes icônicos como “A conversação” (1974), “Rede de intrigas” (1976), “Apocalipse now” (1979) e “Um homem fora de série” (1984).
Sua última indicação ao Oscar aconteceu no drama de tribunal “O juiz” (2015), no qual contracenou com Robert Downey Jr. e Billy Bob Thornton. Em entrevista ao g1, em 2018, o ator disse que considerava Duvall um mentor.
“Este é um dos caras que eu estudei muito quando era jovem. Ele me ensinou muito. Me ensinou que há uma diferença entre ‘sutil’ e ‘entediante’. Me ensinou que não há esse negócio de ‘exagerado’, desde que seja real. Muitas coisas”, afirmou Thornton.
Robert Duvall como Tom Hagen em ‘O Poderoso Chefão 2’
Divulgação
Depois de começar uma carreira no teatro nos anos 1950, ele foi revelado no cinema no começo dos anos 1970, nos filmes “M*A*S*H” (1970) e “THX 1138” (1971), estreia de um jovem George Lucas como diretor.
Logo em seguida, ganhou o papel que o alçou ao estrelato com o público e com a crítica. Tom Hagen, braço direito do chefe mafioso de “O poderoso chefão” (1972), lhe valeu sua primeira indicação ao Oscar.
A vitória no prêmio da Academia, como melhor ator, aconteceu com a performance como uma ex- estrela da música country que destrói a carreira e a relação com sua esposa e sua filha por causa do alcoolismo no drama “A força do carinho” (1983).
Seu último trabalho como ator em um filme foi uma participação em “O pálido olho azul” (2022), mistério estrelado por Christian Bale.
Robert Downey Jr. e Robert Duvall em cena de ‘O juiz’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Robert Duvall, ator lendário de ‘O poderoso chefão’, morre aos 95 anos


Ator Robert Duvall chega à cerimônia do Globo de Ouro 2015
Jordan Strauss/Invision/AP
O ator lendário Robert Duvall morreu aos 95 anos, neste domingo (15). A notícia foi divulgada nesta segunda-feira (16) por sua esposa, Luciana. A causa da morte não foi revelada.
Vencedor de um Oscar por “A força do carinho” (1983), o americano era conhecido pelos dois primeiros “O poderoso chefão” e diversos outros clássicos do cinema.
No total, ele recebeu sete indicações ao prêmio da Academia de Hollywood.
“Ontem nos despedimos do meu amado marido, amigo querido e um dos maiores atores do nosso tempo. Bob morreu em casa, de forma tranquila, cercado de amor e carinho”, escreveu a atriz, em publicação no Facebook.
“Para o mundo, ele era um ator vencedor do Oscar, diretor e contador de histórias. Para mim, ele era tudo. Ele amava profundamente o que fazia e também os personagens que interpretava. Gostava de uma boa refeição e de estar com as pessoas, conversando e compartilhando momentos. Em cada papel, Bob se dedicava totalmente aos personagens e à verdade humana que eles representavam. Assim, deixou algo duradouro e inesquecível para todos nós.”
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Fonte: G1 Entretenimento

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‘O Agente Secreto’ vence prêmio Spirit do cinema independente


Os segredos da seleção de elenco do filme “O Agente Secreto”
O filme “O Agente Secreto” conquistou neste domingo (15), em Los Angeles, o prêmio Spirit do cinema independente na categoria de melhor filme estrangeiro, reforçando sua trajetória rumo ao Oscar, que encerra a temporada de premiações de Hollywood.
O longa, que acompanha um ex-acadêmico perseguido por pistoleiros após enfrentar pressões governamentais, superou concorrentes de peso — como o espanhol “Sirât”, com o qual também disputará os prêmios da Academia, marcados para 15 de março.
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“Tomara que o sucesso de um filme como ‘O Agente Secreto’ dê mais visibilidade ao cinema brasileiro”, disse o diretor Kleber Mendonça Filho, após receber o Spirit.
“O Agente Secreto” recebeu quatro indicações ao Oscar, entre elas as cobiçadas categorias de melhor filme e melhor ator para o protagonista, Wagner Moura.
As indicações vieram um ano depois de o Brasil conquistar seu primeiro Oscar, com “Ainda Estou Aqui”, eleito melhor filme internacional.
Delroy Lindo cumprimeta Wagner Moura no palco, após anunciar o prêmio de melhor filme internacional para “O Agente Secreto” durante cerimônia do Spirit Awards.
Mario Anzuoni/Reuters
“Acho que o cinema brasileiro está de volta depois daquele apagão”, declarou Mendonça Filho, referindo-se à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), condenado à prisão no ano passado por tentativa de golpe de Estado.
“Agora temos cinco ou seis filmes novos no Festival Internacional de Berlim”, acrescentou o cineasta.
Mais cedo, em entrevista à AFP, o diretor afirmou sentir as indicações ao Oscar e ao Spirit como a culminação de um ciclo.
“É maravilhoso ter o reconhecimento e o respeito de diferentes espectros da indústria”, comentou o cineasta antes de entrar na 41ª cerimônia dos prêmios do cinema independente, realizada este ano no teatro Hollywood Palladium.
“Acho que este foi um ano muito sólido, e quando vejo ‘O Agente Secreto’ ao lado desses filmes, fico muito orgulhoso”, disse o cineasta de 57 anos.

Fonte: G1 Entretenimento

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A apoteose de Ney Matogrosso


Ney Matogrosso veio no último carro alegórico do desfile da Imperatriz Leopoldinense
Juliana Ferrer / Facebook Imperatriz Leopoldinense
♫ OPINIÃO
♬ A Imperatriz Leopoldinense fez um desfile à altura de Ney Matogrosso na noite de domingo, 15 de fevereiro, abrilhantando o primeiro dos três dias de apresentação das 12 escolas de samba do Grupo Especial, a elite do Carnaval do Rio de Janeiro. A missão da agremiação do bairro carioca de Ramos foi cumprida com louvor.
O samba do enredo “Camaleônico” era reconhecidamente fraco, mas cresceu na avenida. Foi cantado com garra pelos componentes e por boa parte do público. E o que dizer das alegorias e fantasias criadas pelo carnavalesco Leandro Vieira? Dez, nota dez!
Mais focado na obra do que na vida particular de Ney Matogrosso, o enredo foi desenvolvido com inspiração em músicas, discos e shows do cantor. “O vira” (João Ricardo e Luhli, 1973), sucesso da banda Secos & Molhados, gerou imponente carro alegórico com lobisomem gigante e um gato preto personificado pela transformista Susy Brasil. Iluminado com luzes de LED, o carro dos camaleões foi outro exemplo do impacto visual do desfile da Imperatriz.
Houve brilho e (muitas) cores do início ao fim. A comissão de frente de Patrick Carvalho, por exemplo, foi show à parte. Com truques de ilusionismo, vários Neys entravam e saíam de cena com figurinos diferentes num passe de mágica. Literalmente. Os figurinos aludiam a shows feitos pelo artista no início da carreira, como “O homem de Neanderthal” (1975) e “Bandido” (1976). A dança da bateria de Mestre Lolo também encantou com os ritmistas fazendo coreografias sem perder a ginga.
Para uma escola geralmente criticada (com razão) por priorizar o apuro técnico em detrimento da emoção (por vezes contida), é justo reconhecer que a Imperatriz Leopoldinense desfilou com garra para hastear a bandeira da liberdade defendida por Ney Matogrosso ao longo de 53 anos de carreira.
É fato que a popularidade de Ney – artista (re)conhecido e reverenciado por públicos de todas as idades e classes sociais – contribuiu para a empatia imediata do enredo “Camaleônico”. A simples aparição do cantor, apoteótico no alto do último carro alegórico, encantou o público.
O cantor estava à vontade. Afinal, Ney sempre soube fazer jogo de cena e um desfile de escola de samba nada mais é do que um teatro a céu aberto. Uma ópera pop e popular, como já dito inumeráveis vezes.
Enfim, a Imperatriz Leopoldinense fez bonito. Está na briga pelo título do Carnaval carioca de 2026, mas, qualquer que seja o resultado da apuração do desfile, programada para a Quarta-feira de cinzas, Ney Matogrosso saiu da avenida Marquês de Sapucaí como um campeão.

Fonte: G1 Entretenimento

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Gustavo Mioto leva sofrência com novos arranjos para o carnaval: ‘A gente sofre em axé, pulando e dançando’


Gustavo Mioto com o bloco “Solteiro não trai”
Divulgação
Há poucos dias, Gustavo Mioto lançou “DNA”. A faixa fala sobre um ex-casal, que se separou após uma das partes não cuidar do amor entre eles. Apesar de ser composição própria, Gustavo não segurou as lágrimas quando a apresentou pela primeira vez na gravação de mais um DVD, no início de novembro de 2025.
Esse mesmo Gustavo, autor desta e de outras músicas românticas, enxuga as lágrimas e leva seu trio elétrico para o Carnaval de São Paulo. O “Solteiro não trai” desfila na terça-feira (17).
E para Gustavo, sofrência e carnaval combinam, sim.
“Eu acho que o carnaval combina com tudo. E a gente tem que ter essas facetas dentro do artista pra levar todo tipo de sentimento possível pra galera”, afirma o cantor em entrevista ao g1.
“Então, num bloquinho do Gustavo Mioto, é impossível a pessoa não sofrer pelo menos um pouquinho com uma música ou outra. Mas a gente sofre em axé, com a percussão, sofre pulando, dançando. A gente chora dançando. E não tem problema nenhum. Eu acho que super combina.”
De olho nos hits virais
Gustavo Mioto cantando sucessos solo como a música “Com ou sem mim”
Joilson César/ Ag. Picnews
Em sua terceira edição, o “Solteiro não trai” promete repetir o formato dos anos anteriores, trazendo novos arranjos para clássicos carnavalescos e versões adaptadas de seus hits como “Com Ou Sem Mim”, “Eu Gosto Assim” e, claro, da faixa que dá nome ao bloco.
Além disso, Gustavo já está de olho em possíveis hits virais de carnaval para incluir nas quatro horas de show de seu bloco. Em 2025, o cantor surpreendeu cantando o “Trap do Trepa Trepa”, música que viralizou após uma entrevista da humorista Luisa Perissé, filha de Heloísa Périssé.
“Eu sempre tento prestar atenção no que está rolando pra fazer uma brincadeira às vezes no palco. Estou esperando aparecer algo tão monumental quanto o ‘Trap do Trepa Trepa’ pra gente colocar no trio. Até agora eu não senti no meu coração que apareceu, mas acho que vai aparecer”, aponta.
Férias no carnaval
O “Solteiro não trai” será a despedida de Mioto dos shows antes de suas férias. O cantor optou por uma agenda reduzida na folia (apenas duas apresentações) para focar em outros projetos. Em seguida, descanso.
Antes das férias, ele grava a última parte do primeiro clipe de sua prometida carreira internacional. Há tempos que Gustavo cita esse novo foco.
Em entrevista ao g1 ouviu, por exemplo, o cantor explicou que o foco desta nova fase não seria no seu habitual sertanejo. “Resolvi ir para o inglês, para área do country. É um projeto que eu sempre quis fazer. A partir da comemoração de 10 anos, eu tracei como meta. Os últimos dois anos foram para preparar o time”, disse ele em janeiro de 2025.
Agora, ele explica a demora.
“Foi um tempão organizando tudo pra estar com as pessoas certas, lançar do jeito certo, produzir com as pessoas certas, compor, esperar a música certa. Aqui no Brasil, eu demorei quatro anos de carreira assim pra ter a primeira música certa né?”, afirma o artista, que iniciou a carreira em 2012, estourando em 2016 com “Impressionando anjos”.
“Então não ia ser de uma hora pra outra que eu ia chegar lá com a música boa, com o produtor bom, a equipe foda em volta. A gente está muito confiante no que vai sair.”
Leia também: Quem viaja mais no Carnaval? O ranking de kms de Zé Felipe, Pedro Sampaio, Safadão e mais
Gustavo Mioto fala sobre críticas no início da carreira: “Foi muito duro”

Fonte: G1 Entretenimento

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Marcelo Callado explica a criação de ‘Brado’, álbum autoral que lançará em março como um ‘grito de libertação’


Capa do álbum ‘Brado’, de Marcelo Callado
Arte de Pedro Rocha
♫ NOTÍCIA
♬ Cantor, compositor, instrumentista e produtor musical projetado nacionalmente há 20 anos como baterista da BandaCê, formada em 2006 por Caetano Veloso, Marcelo Callado lança o álbum “Brado” em 6 de março, pela gravadora Nublu Records, com capa assinada por Pedro Rocha.
Gravado a partir de 2024 no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do artista, com produção musical de Paulo Emmery, “Brado” é o primeiro disco de Callado sem a assinatura do músico na produção. “Dessa vez, eu queria ouvir mais do que falar”, explica o dono do álbum.
O álbum foi antecedido pelos singles “Mariola” (2025), “Brado” (2025) e “Casca” (2026), este último lançado já neste ano, em 13 de janeiro.
No entender do artista, “Brado” fecha trilogia iniciada há seis anos com a edição do álbum “Saída” em 2020 e continuada em 2022 com o lançamento de “Hiato”, último álbum de estúdio de Callado.
Em texto escrito para promover o lançamento de “Brado”, o próprio Callado detalha o processo de criação e gravação desse álbum que, para o artista, representa um “grito de libertação do passado”.
Com a palavra, Marcelo Callado:
“Não posso começar a falar do álbum “Brado” sem falar de meu encontro com o Paulo Emmery. Conheci Paulo, em 2017 quando ele acompanhava a cantora Laura Lavieri tocando guitarra. De cara nos demos muito bem e construímos aos poucos uma relação de amizade e admiração mútua.
Convidei Paulo para tocar em alguns shows meus, primeiro bateria, e depois guitarra, assim como, na época da pandemia, o chamei para gravar em duas faixas do álbum “Saída” (2020) e para mixar uma faixa do álbum “Hiato” (2022). Em ambas, ele fez um trabalho excelente, onde pude confirmar seu talento nato, sua grande sensibilidade musical, e toda sua habilidade técnica tanto em gravar, quanto em produzir. Assim fiz o convite pra que ele tomasse conta da gravação, da produção e da mixagem do disco. De conversa em conversa com Paulo, finalmente em 2024 começamos o processo de gravação de “Brado”.
Concordamos que iríamos gravar ao poucos em seu estúdio, que as bases seriam todas levantadas por nós dois apenas, e caso necessitássemos, chamaríamos convidados. Fiz um levantamento das faixas que tinha composto até então. Eram elas “Amiga lua”, “Encanto”, “Casca” (parceria com Guilherme Lirio), “Pisa leve” (parceria com Tori e Domenico Lancellotti) e “Mariola”, essa última ainda só com um esboço de letra.
Cinco músicas eram pouco pra um disco, e a pedido de Paulo, dei uma vasculhada em outras faixas arquivadas em velhos HDs e celulares. Nessa empreitada, me lembrei da música “Brado” (parceria com Monique Lima), que já havia sido gravada para o álbum anterior, mas na última hora resolvi não colocá-la no disco. Paulo adorou e resolvemos que iríamos utilizá-la, regravando somente o que fosse preciso.
Me lembrei também de duas músicas que amava e que tinha vontade de regravar. Uma era “Cara ou coroa”, parceria minha com Renato Martins, gravada no álbum “Chega de falsas promessas” (2006) da banda Canastra, da qual fui integrante durante anos. A outra era uma música da Nina Becker chamada “Packing to leave” gravada por mim e por ela no disco “Gambito Budapeste” (2012). Essa porém, quando perguntei a Nina se concordaria que eu a regravasse, ela me respondeu que sim, mas que gostaria que eu fizesse uma nova letra em português, pois não curtia tanto a letra antiga em inglês. Assim fiz, e “Packing to leave” se tornou “Entre as estrelas”.
Com essas três músicas, já tínhamos oito faixas, mas ainda faltava uma parceria nossa. Paulo me mostrou então “Aquário”, linda canção que ele prontamente gravou violão e voz guia cantando a melodia, para que eu escrevesse a letra. Algum tempo depois, quando já havíamos gravado a instrumentação dela cheguei com a letra pronta e a finalizamos.
“Caio”, a música mais emocionante pra mim, surgiu por último, quando já tínhamos fechado todas as gravações e iríamos começar as mixagens. Uma homenagem ao amigo Caio Paiva, falecido em 2023 e que certamente faria, e porque não, fez, parte desse álbum. Em um dia fizemos a base, alguns overdubs e voz. Paulo e Megan Duus gravaram suas guitarras em outro dia e assim terminamos a canção rapidamente.
Assim como Megan, participam do disco os músicos Thomas Harres, Eduardo Manso, Antonio Dal Bó e Antonio Fischer Band; além das participações especiais dos coautores Guilherme Lirio e Tori dividindo as vozes comigo e também tocando, em nossas parcerias. Paulo assina, como já mencionei antes, a produção do disco, mas pela primeira vez em um disco meu, eu não assino a produção. Tomei essa decisão pois senti que, dessa vez, eu queria ouvir mais do que falar. Claro que as composições falam um bocado, ou bradam um bocado, mas tinha a necessidade de receber mais do que dar, de tirar da minha mão, um pouco pelo menos, as decisões e o controle sobre os caminho que os processos iriam tomar, tanto sonoramente, quanto do ponto de vista dos arranjos. E Paulo teve minha total confiança para faze-lo, e levar o álbum para onde ele chegou.
“Brado” ,de uma maneira geral, é um disco muito importante, pois trata do desfecho de uma trilogia de discos iniciada com o “Saída” e continuada com “Hiato”. Três discos que tratam de uma fase turbulenta, de muita inquietação amorosa, com vários altos e baixos e idas e vindas. O verbo bradar pode ser sinônimo de gritar alto para que todos possam ouvir, e acho que esse disco representa um grito meu de libertação do passado, para que os caminhos possam se abrir para novos trabalhos e amores.”

Fonte: G1 Entretenimento

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A verdadeira história por trás dos misteriosos samurais japoneses


A verdadeira história dos samurais é mais complexa e surpreendente do que imaginamos
Divulgação/Museu Britânico via BBC
O sólido legado dos samurais é um fenômeno singular na história cultural da humanidade.
Nenhum outro grupo social da era medieval foi tão celebrado ou mitificado na cultura popular, de forma tão persistente, desde as impressões ukiyo-e (um estilo de xilogravura muito popular no Japão entre os séculos 17 e 19) até os videogames, filmes e programas de TV contemporâneos.
A fama sempre traz consigo a mitificação e isso também ocorreu com os samurais.
Será que esses fabulosos cavaleiros do passado eram realmente tão valentes, leais, altruístas, disciplinados e inequivocamente japoneses como pensamos?
A resposta é não, pelo menos segundo a nova exposição do Museu Britânico intitulada “Samurai”. Sua proposta é desmistificar a fantasia em torno desses guerreiros misteriosos e, em grande parte, pouco conhecidos — e revelar sua verdadeira história, muito mais fascinante.
Quem eram os samurais e como eles surgiram?
“Eles não eram um grupo unitário de pessoas que permaneceu o mesmo ao longo da História”, explica a curadora da exposição, Rosina Buckland.
“Acho que a percepção no Ocidente é que os samurais são guerreiros — o que certamente é verdade. Foi assim que eles surgiram e atingiram posições de poder na Idade Média.”
“Mas esta é apenas parte da história”, segundo ela.
Armadura em exibição no Museu Britânico tem uma frente pontiaguda e lados em ângulo, para desviar as balas dos mosquetes
Divulgação/Museu Britânico via BBC
As origens dos samurais remontam ao século 10, quando eles foram inicialmente recrutados como mercenários para as cortes imperiais. Eles evoluíram gradualmente até se tornarem aristocratas rurais.
Mas os samurais não eram galantes soldados que seguiam códigos de honra da cavalaria, como as pessoas passaram a acreditar posteriormente.
Durante as batalhas, eles costumavam usar táticas oportunistas, como emboscadas e trapaças. Muitas vezes, eles eram mais motivados pela recompensa, em terras e status, do que pelo senso de honra ou dever altruísta.
Esta visão flexível fazia com que eles também adotassem influências multiculturais e tecnologia estrangeira, o que é outra faceta surpreendente da identidade dos samurais.
A couraça da magnífica armadura dos samurais em exibição no Museu Britânico foi baseada em um desenho português. Ele tem a parte da frente pontiaguda e lados em ângulo, para desviar as balas de mosquetes.
Estas características só passaram a ser necessárias no Japão depois que o país começou a importar armas de fogo da Europa, em 1543.
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‘Cultura é poder’
Os samurais conquistaram o poder político explorando o caos gerado pelas disputas sobre a sucessão imperial.
Em 1185, um clã controlador (os Minamoto) assumiu e estabeleceu um novo governo, paralelo à corte imperial. E, ao longo dos anos, houve ascensão e queda das dinastias dos senhores da guerra, envolvendo diversas batalhas entre os líderes dos clãs.
Mas, como indica Buckland, “mesmo naqueles estágios antigos, a cultura é extremamente importante. A cultura é poder.”
Os líderes militares eram chamados de Xóguns. Eles perceberam que não poderiam exercer a autoridade com sucesso usando a perspectiva e a mentalidade dos senhores da guerra tribais.
Por isso, eles encontraram formas de suplementar seu poderio militar com os modos de influência política mais sutis e sofisticados da sociedade cortesã.
Sua estratégia diplomática era baseada na filosofia chinesa, principalmente nas ideias de Confúcio (c.551 a.C.-479 a.C.).
“No pensamento neoconfuciano, você precisa ter equilíbrio entre o poderio militar e as habilidades culturais”, explica Buckland.
Esta ramificação aumentou o investimento em soft power (poder de influência) nas câmaras da corte.
Os samurais têm origem no século 10 e suas lendas e mitologia permanecem vivas há séculos
Divulgação/Museu Britânico via BBC
Além de serem adeptos da arte da guerra, os samurais se familiarizaram com as artes refinadas da pintura, poesia, música, teatro e da cerimônia do chá.
Um dos objetos mais belos e inesperados da exposição é um leque com ilustrações de orquídeas, pintado por um artista samurai do século 19.
“Xógum: A gloriosa saga do Japão”, a série da Disney/FX cuja segunda temporada se encontra atualmente em fase de produção, fornece um relato ficcional de um dos pontos mais importantes da história dos samurais.
No século 16, o líder de um dos clãs, Tokugawa Ieyasu (representado na série pelo personagem Yoshii Toranaga), formou um governo tão bem sucedido que durou 250 anos. Com isso, deixou de haver grandes batalhas no Japão e os samurais passaram a assumir novas funções.
Em vez de comandarem no campo de batalha, eles agora administravam o Estado.
“Eles são os ministros, legisladores e coletores de impostos”, segundo Buckland. Eles assumiram empregos que atravessavam toda a corte, “chegando a ser guardas dos portões dos castelos”.
Mulheres samurais
Durante o novo regime, conhecido como Xogunato de Tokugawa, as famílias dos Daimyos (os lordes regionais japoneses) foram levadas a viver na sua base de poder, a cidade de Edo (atual Tóquio).
“Eles são mantidos meio que reféns, próximos do Xógum, de forma que ele conseguisse manter a vigilância sobre eles”, explica Buckland. Ou seja, era uma forma de exigir obediência e lealdade dos samurais.
“Você não pode conspirar nas diferentes regiões se a sua esposa e seu herdeiro estiverem em Edo, pois você poderia perder o acesso a eles ou eles poderiam ser executados.”
O resultado foi o aumento da importância do papel das mulheres nos círculos samurais, segundo Buckland.
“As mulheres administram a casa enquanto seus maridos ficam ausentes com frequência”, segundo ela. “E, se você for um samurai de alta patente, poderá ter 40 ou 50 pessoas na sua casa. É como administrar um pequeno negócio.”
Além de supervisionar os funcionários e os comerciantes, elas também gerenciavam a educação das crianças e recebiam convidados com os rituais e procedimentos necessários.
Diversos objetos da exposição do Museu Britânico contam a história de vida dessas mulheres samurais, como vestidos, manuais de etiqueta e acessórios.
Objetos como este opulento traje de bombeiro feminino contam a história de vida das mulheres samurais
John Bigelow Taylor/Coleção John C. Weber via BBC
Durante o Xogunato de Tokugawa, peças, poemas e obras de arte representavam cada vez mais os lendários samurais do passado, destacando seu heroísmo, valor e lealdade. As virtudes mais divulgadas eram as dos homens, mas alguns também falavam das mulheres guerreiras samurais.
Uma impressão ukiyo-e de 1852 mostra uma dessas mulheres: Tomoe Gozen, esposa de um general do clã Minamoto.
Ela mostra Gozen na batalha de Awazu, em 1184. Conta-se que ela encontrou o temido guerreiro Hachirō Morishige, o derrubou do seu cavalo e arrancou sua cabeça com as próprias mãos.
Queda e renascimento
Durante a era Meiji (1868-1912), o Japão abriu suas fronteiras para o comércio internacional e começou a modernizar sua indústria e suas instituições sociais e militares.
Uma das mudanças foi a abolição oficial da classe dos samurais, em 1869. Foi outro ponto fundamental da sua história.
“Naquele momento, a imagem do samurai se transforma em pura ficção”, segundo Buckland. “Ele é rejeitado por cerca de 25 anos, mas a nostalgia toma forma e sua imagem é revisitada.”
Fora do Japão, uma nova fascinação pelos samurais levou à popularidade de livros como “Bushido: Alma de samurai” (Ed. Tahyu, 2005), escrito pela quaker japonesa Nitobe Inazō, moradora da Califórnia, nos Estados Unidos.
“O livro foi muito lido”, conta Buckland. “O presidente americano Theodore Roosevelt [1858-1919] comprou diversas cópias para presentear os seus amigos.”
“Ele foi usado para explicar o sucesso do Japão, que havia vencido recentemente a Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-1895) e, em seguida, derrotou a Rússia.”
No Japão, ao longo do século 20, uma imagem distorcida dos samurais foi manipulada com diferentes propósitos, como propaganda militar e símbolo nacional.
Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os contos dos samurais renasceram novamente — desta vez, como tema de filmes.
O mais famoso dos diretores responsáveis por estas obras foi Akira Kurosawa (1910-1998). Seu talento para contar histórias de forma visual e lidar com sequências de ação influenciou decisivamente o cinema americano.
Seu filme “Os sete samurais” (1954) foi reinventado como “Sete homens e um destino” (1960 e 2016), enquanto “Yojimbo: O guarda-costas” (1961) inspirou “Por um punhado de dólares” (1964).
Em 2018, uma enquete realizada pela BBC elegeu “Os sete samurais” como o melhor filme em língua não inglesa de todos os tempos.
Posteriormente, Hollywood chegou a produzir seus próprios filmes sobre o tema, como “O último samurai” (2003) e “47 ronins” (2013).
E a popularidade de tudo o que se refere aos samurais foi reafirmada mais recentemente pelo sucesso da série “Xógum: A gloriosa saga do Japão, baseada em um romance de 1975 do escritor inglês James Clavell (1921-1994).
Muitos dos figurinos do filme original de ‘Star wars/Guerra nas estrelas’, incluindo o de Darth Vader, foram inspirados nas armaduras dos samurais.
Divulgação/Lucasfilm via BBC
A exposição mostra que o filme original de “Star Wars, uma nova esperança” (1977), foi inspirado em “A fortaleza escondida” (1958), de Kurosawa.
E muitos dos figurinos do filme sofreram influência das armaduras dos samurais. O mais simbólico é o de Darth Vader, em exibição na sala final da exposição.
A verdadeira história dos samurais é de evolução e adaptação, desde suas origens como mercenários medievais até sua posição posterior de burocratas gentrificados e patronos das artes.
Mas sua lenda comprovou ser uma fonte permanente de intrigas e fascínio, mantida viva ao longo das décadas nas artes, no cinema, nos videogames e na literatura.
E, em relação à exposição no Museu Britânico, Buckland espera “que as pessoas se inspirem para criar novas representações dos samurais”.
A exposição Samurai está em cartaz no Museu Britânico, em Londres, até o dia 4 de maio.
Bushido: o livro que mudou a imagem do Japão
Xógum: por que os japoneses usam palavras de origem portuguesa?
A incrível história do imigrante africano que se tornou um dos mais respeitados samurais no Japão no século 16
O samurai que fugiu do Japão e se tornou ‘rei do vinho’ na Califórnia no século 19

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Passarinho urbano’, álbum cult em que Joyce Moreno foi intérprete do Brasil, faz 50 anos e ‘voa’ em shows em SP


Joyce Moreno faz show com o repertório do álbum ‘Passarinho urbano’ em 20 e 21 de fevereiro em São Paulo
Divulgação / Week-End Records
♫ NOTÍCIA
♬ Álbum lançado por Joyce Moreno em 1976, “Passarinho urbano” alça novos voos, 50 anos após o lançamento do disco, em dois shows agendados para 20 e 21 de fevereiro no Sesc Belenzinho, em São Paulo (SP).
O show estreou em 2019, em apresentação idealizada para ser única, mas acabou permanecendo em cena de forma eventual no embalo da revalorização do álbum “Passarinho urbano” – o que não deixa de ser curioso pelo fato de o álbum mostrar Joyce fora do trilho autoral recorrente na trajetória da artista.
Revelada em 1964, Joyce Moreno fez nome como compositora de obra autoral pautada tanto pelo suingue do samba-jazz e pelo balanço da bossa como pela feminilidade entranhada em canções que fizeram as cabeças de cantoras como Elis Regina (1945 – 1982) e Maria Bethânia. Contudo, a artista carioca levou 15 anos para consolidar a carreira fonográfica.
O sucesso aconteceu a partir de 1979. Antes, Joyce gravou discos recebidos quase em silêncio no Brasil, mas que, com o passar dos anos, foram ganhando admiradores e se tornando objeto de culto. É o caso de “Passarinho urbano”, álbum gravado pela artista na Itália em 1975, no estúdio mantido em Roma pelo compositor e produtor Sergio Bardotti (1939 – 2007), e lançado em 1976.
Já relançado no formato original de LP no Brasil e no exterior, “Passarinho urbano” é o primeiro álbum de Joyce como intérprete. No disco, a cantora deu voz a compositores do Brasil que resistiam diante da truculência da ditadura que dominava o país desde 1964.
O repertório incluiu músicas então recentes de compositores como Caetano Veloso (“Joia”, música-título de um dos dois álbuns lançados pelo artista em 1975), Chico Buarque (“Fado tropical”, parceria com Ruy Guerra, da safra de 1973) e João Bosco & Aldir Blanc (1946 – 2020) (“De frente pro crime”, samba de 1974), entre temas da década de 1960, casos de “Opinião” (Zé Ketti, 1964) e “Marcha da quarta-feira de cinzas” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1962).
Com a palavra, a própria Joyce Moreno: “ ‘Passarinho urbano’ chegou meio tímido no Brasil, sem show, sem muito se falar sobre ele, mas, com o tempo, o interesse foi crescendo tanto aqui quanto no exterior. Virou um artigo raro, acho que muito pelo lado político, pela coragem. Como estava na Europa, aproveitei para gravar os amigos que estavam sofrendo censura aqui no Brasil. Em 2019, o assunto estava latente por aqui e tive vontade de pegar meu violão, subir em um palco, e lembrar a produção artística genial de tempos duros que não devem voltar jamais. Era para ser apenas uma apresentação, quase que um desabafo. Mas, desde então, vez ou outra alguém me chama e o ‘Passarinho’ voa por aí. Agora, nessas duas apresentações em São Paulo, o motivo é de festa. Vamos comemorar e lembrar os 50 anos de lançamento desse álbum”, contextualiza a artista, que gravou o álbum “Passarinho urbano” na Itália porque acabara de fazer turnê pela Europa com Vinicius de Moraes (1913 – 1980).

Fonte: G1 Entretenimento