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Assembleia-Geral da ONU: exigência de vacina ainda não está decidida, mas é improvável que Bolsonaro seja barrado


Embora presidente da Assembleia Geral tenha defendido obrigatoriedade do certificado vacinal, como queria cidade de NY, possibilidade perdeu força Jair Bolsonaro em discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU em 2019
AFP
Perdeu força a possibilidade de que líderes de países tenham que comprovar que se vacinaram contra a Covid-19 para participar da 76ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece na semana que vem e deve reunir mais de cem líderes de Estados na sede da organização, em Nova York.
A discussão surgiu na terça-feira (14), depois que o presidente da Assembleia-Geral, Abdulla Shahid, enviou aos Estados-membros uma carta na qual endossava um pedido das autoridades nova-iorquinas para que as mesmas regras impostas aos habitantes da cidade fossem seguidas no prédio da ONU.
Para conter a pandemia, Nova York exige que frequentadores de centro de convenções comprovem vacinação. A Prefeitura da cidade disse que a ONU se enquadraria na definição de centro de convenções.
No entanto, na noite da última quarta, dia 15, o Secretário Geral da ONU António Guterres deu uma entrevista à agência Reuters na qual negou que tivesse meios para garantir tal exigência e lembrou que a sede da organização é considerada território internacional.
“Nós, como Secretariado, não podemos dizer a um chefe de Estado que, se ele não estiver vacinado, não poderá entrar na ONU” afirmou Guterres, alertando que tal imposição dependeria do apoio da maioria dos países que compõem a ONU.
O assunto era particularmente relevante para o governo brasileiro, já que oficialmente o presidente Jair Bolsonaro não foi vacinado e uma obrigatoriedade de certificado poderia levá-lo a ser barrado do evento. Tradicionalmente, cabe ao mandatário do Brasil a função de abrir os discursos dos chefes de Estado no encontro de líderes mais importante do ano.
Nas discussões de hoje, as delegações internacionais se mostraram inclinadas a manter em vigor o que chamam de “sistema de honra”, aplicado já na edição do evento do ano passado. Pelo sistema, cabe aos chefes de Estado declararem que não estão infectados com Covid-19, mas não é preciso provar isso nem com certificado de vacinação, nem com resultado negativo de teste PCR.
De acordo com embaixadores ouvidos pela BBC News Brasil, além do Brasil, a Rússia também é contrária à exigência já que sua vacina, a Sputnik, não seria reconhecida como imunizante pela ONU.
Em carta a Shahid, a Rússia acusou o posicionamento de ser “claramente discriminatório”. Para não gerar tensões antes mesmo das discussões do evento, a tendência da maioria das delegações seria dispensar o certificado de vacina.
“Tínhamos um sistema de honra na última sessão. Estamos trabalhando com o presidente em exercício da Assembleia Geral para dar continuidade a esse sistema de honra de uma forma que seja aceitável para todos. Há questões neste edifício que precisam ser tratadas pelos Estados-membros e aquelas que estão sob a alçada do Secretário-Geral. A autoridade do Secretário-Geral é limitada. Portanto, trabalharemos com os Estados-Membros para encontrar um caminho a seguir”, reforçou nesta quinta, dia 16, o porta-voz da Secretaria-Geral, Stéphane Dujarric.
Questionada pela BBC News Brasil sobre a provável dispensa do certificado de vacina, a porta-voz do presidente Shahid apenas reenviou à reportagem a carta em que ele endossa a vacinação obrigatória. Sua posição, no entanto, parece vencida.
“O entendimento é que segue vigorando o acordo anterior entre Estados-membros no sentido de que não há como exigir comprovantes de vacinação dada a diversidade na situação sanitária e de disponibilidade de vacinas entre os diferentes países”, afirmou reservadamente à BBC News Brasil um embaixador.
Circulação restrita no hotel
Outra dificuldade para o presidente brasileiro poderia ser sua hospedagem. O hotel onde tanto Bolsonaro quanto parte da comitiva brasileira ficarão hospedados, por exemplo, informa em sua página na internet que segue a determinação da cidade de Nova York de exigir certificado vacinal para qualquer hóspede acima de 12 anos.
Nesta quinta, no entanto, um representante do hotel afirmou à BBC News Brasil que Bolsonaro não enfrentará dificuldades no estabelecimento desde que sua circulação fique restrita ao quarto e ao lobby. O presidente não poderá, no entanto, frequentar o restaurante ou a academia do hotel, onde o protocolo de exigência de certificado vacinal se aplica.
Bolsonaro também não poderá se alimentar dentro de nenhum restaurante, mas não há limitação para o presidente brasileiro em ambientes abertos.
Há três dias, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a repetir que não havia tomado imunizantes contra a Covid-19, que já matou quase 590 mil brasileiros. Ele citou um suposto resultado do exame IGG, que mede a quantidade de anticorpos para uma dada doença no corpo, como justificativa para não ter se vacinado.
“Eu não tomei vacina, estou com 991 (nível do IGG). Eu acho que eu peguei de novo (o vírus) e nem fiquei sabendo”, afirmou Bolsonaro.
A BBC News Brasil consultou a Presidência da República sobre se o presidente segue sem ter sido vacinado contra Covid-19, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
Durante o verão do hemisfério Norte, Nova York voltou a experimentar um aumento do número de casos de Covid-19 na cidade, resultado da grande circulação da variante delta. Atualmente com 62% da população completamente vacinada e média móvel de cerca de 1600 novos casos por dia, a cidade luta para controlar a epidemia.
Em meados de agosto, o governo dos Estados Unidos, que vem tentando fortalecer os órgãos de relações multilaterais e demonstrar protagonismo nesses espaços, expressou preocupação com os impactos sanitários da realização do evento em Nova York, que decidiu oferecer imunização gratuita a todos os participantes da Assembleia Geral da ONU.
VÍDEOS: Notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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O ‘losango’ de Angela Merkel, um gesto que se tornou icônico


Primeira-ministra alemã, que em breve irá deixar o cargo após 16 anos no poder, admite que começou a fazer gesto porque “não sabia onde colocar as mãos”, segundo fotógrafa. Premiê diz que ele demonstra “talvez um certo amor pela simetria”. Bonecos de madeira representam a primeira-ministra alemã Angela Merkel fazendo seu tradicional gesto com as mãos, em uma fábrica de artesanato em Seiffen, na Alemanha, em foto de 20 de agosto
Christof Stache/AFP
O “losango” de Angela Merkel, seu gesto com as mãos unidas pelas pontas dos dedos na frente da barriga, se tornou quase tão famoso quanto a própria chanceler da Alemanha.
No início dos anos 2000, quando ainda não dirigia o Executivo, mas presidia o partido democrata cristão CDU (centro-direita), Merkel “não sabia onde colocar as mãos”, explicou alguns anos depois a fotógrafa Claudia Kempf sobre a origem do gesto, hoje icônico.
“Ela as deixava penduradas ao lado do corpo, o que a fazia parecer impotente. Ou as juntava e então eu dizia a ela: ‘Assim você parece a filha de um pastor'”, contou a fotógrafa do jornal “Rheinische Post” em 2009.
A chanceler deu em 2013 sua própria versão sobre como surgiu o gesto, uma descoberta pessoal, de acordo com ela.
“Sempre houve a dúvida quanto a onde colocar os braços, foi assim que me veio a ideia”, afirmou ela alguns meses antes das eleições legislativas daquele ano.
Segundo ela, este “losango” demonstra “talvez um certo amor pela simetria”, que lembra o estilo de governo de Merkel, marcado pelo pragmatismo, a busca de consenso, mas também criticado pela falta de visão política em determinados momentos.
“Culto à personalidade”
Em 2013, Merkel, que deixará este ano o cargo de chanceler após 16 anos à frente do governo alemão, aspirava ser reeleita pela terceira vez.
Assim, a CDU baseou sua campanha nessas eleições em torno da personalidade da chanceler.
Um cartaz gigante de 20×70 metros, inspirado no famoso gesto, foi colocado na estação central de Berlim.
Outdoor mostra as mãos da primeira-ministra Angela Merkel, em seu gesto tradicional, durante sua campanha para reeleição, em 2013
Johannes Eisele/AFP
Nele, havia uma imagem das mãos de Merkel fazendo o losango, acompanhada por 2 mil imagens de mãos e com o slogan: “O futuro da Alemanha em boas mãos”.
Esta campanha indignou seus rivais por seu caráter personalista e nas redes sociais chegaram a caricaturar Merkel como se ela fosse Mao.
Seus adversários social-democratas denunciaram um “culto à personalidade monstruoso e vazio de conteúdo”. “Se isso for política, caímos muito”, criticaram os verdes.
No entanto, a líder, conhecida como “Mutti” (mãe) pelos alemães, claramente prevaleceu nessas eleições e desde então seu gesto se transformou, segundo o jornal britânico The Guardian, “em uma das posições de mãos mais reconhecíveis do mundo”.
A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, faz seu tradicional gesto com as mãos ao lado do primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, após coletiva conjunta em Varsóvia, no dia 11 de setembro
Janek Skarzynski/AFP
O “losango” tem até seu próprio emoticon e página na Wikipédia, e no famoso museu de cera Madame Tussauds em Berlim, a chanceler foi representada fazendo o gesto.
Imitada pelo social-democrata Scholz
“Acho que o losango foi adotado primeiro de forma inconsciente, depois o público detectou seu efeito distintivo e ela começou a usá-lo conscientemente como uma marca”, disse à AFP Jochen Hörisch, especialista em comunicação da Universidade de Munique.
Segundo este professor universitário, autor de um ensaio sobre as mãos, o “losango” “transmite tranquilidade e ao contrário do punho fechado ou da mão estendida não emite sinais emocionais”, o que permite gerar uma sensação intermediária “entre a proximidade e distância”.
Houve inúmeras interpretações desse gesto, desde que ele representaria uma “ponte” ou um “teto protetor” até conspirações que o consideraram uma prova de que ele faz parte dos Illuminati, uma suposta organização secreta que deteria as rédeas do poder global.
O símbolo do “losango” se tornou tão forte que outras figuras políticas alemãs, incluindo opositores da líder conservadora, tentam imitá-la.
É o caso do candidato social-democrata Olaf Scholz, que em julho apareceu na primeira página do jornal Süddeutsche Zeitung apresentando-se como o verdadeiro sucessor da chanceler, em vez do conservador Armin Laschet, o impopular herdeiro político de Merkel.
Essa apropriação do estilo de Merkel, que indignou a própria chanceler, parece estar rendendo frutos, já que os social-democratas estão à frente nas pesquisas.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Salvei milhares de mulheres de casamentos como o meu’


Agnes Sithole se tornou uma heroína improvável para milhares de mulheres na África do Sul depois que seu marido tentou vender sua casa sem sua autorização. Agnes Sithole virou um símbolo de luta contra o machismo para milhares na África do Sul
Arquivo pessoal/BBC
Agnes Sithole tornou-se uma heroína inesperada para centenas de milhares de mulheres negras na África do Sul.
Aos 72 anos de idade, ela levou seu marido à justiça para impedir que ele vendesse a casa da família contra a vontade dela – e enfrentou no processo leis de décadas atrás, do tempo do apartheid, para defender o que era dela por direito.
Analisando retrospectivamente, Agnes Sithole sabia que seu casamento seria difícil. Ela se casou com Gideon, seu namorado do ensino médio, em 1972, mas rapidamente se viu fechando os olhos para o que se transformaria em décadas de infidelidade.
“Ele sempre estava começando e terminando diferentes relacionamentos, mas isso nunca me afetou, até que, entre 2016 e 2017, ele quis vender todos os nossos bens”, afirma ela. “A resposta dele era sempre a mesma – que era a sua casa, sua propriedade, e eu não tinha nada.”
Ameaçada com a perda de sua casa, Agnes decidiu em 2019 lutar contra seu marido nos tribunais sul-africanos, uma medida extremamente incomum para uma mulher negra da sua geração.
“Eu tinha 72 anos de idade na época – para onde eu iria e onde começar? Minha única opção era lutar para não ficar nas ruas na minha idade”, ela conta. “Acho que a necessidade me deu coragem. Se não houvesse necessidade, talvez eu não tivesse feito. Eu tinha que dizer não.”
Agnes casou-se com seu namorado do ensino médio, Gideon, em 1972
Arquivo pessoal/BBC
‘As mulheres não tinham escolha’
Agnes se casou em uma época em que a África do Sul era dirigida pela minoria branca e os casais negros se casavam automaticamente em um sistema chamado de “separação de bens”, mas que dava todos os direitos de propriedade aos homens.
“Naquela época, as mulheres não tinham escolha – era casar-se com separação de bens ou não se casar”, explica Agnes.
Uma alteração da Lei de Propriedade Matrimonial em 1988 permitiu que os casais negros alterassem o seu regime de casamento para “comunhão de bens” – o que deu direitos de propriedade iguais às mulheres.
Mas isso não era automático. As mulheres negras precisavam do consentimento dos seus maridos, pagar uma petição e dar entrada dentro de um período de dois anos.
“Nós sabíamos que a lei havia mudado e achávamos que era para todas”, relembra Agnes. “[Mais tarde], quando percebi que a lei havia me enganado, foi que percebi que teria que brigar por isso.”
‘Sou aventureira’
Agnes nasceu em Vryheid, uma pequena cidade de mineiros de carvão no norte de KwaZulu-Natal.
Em todo o país, havia uma clara divisão econômica entre as raças na década de 1940. O pai de Agnes limpava trens para a ferrovia sul-africana e fazia “chá para os seus chefes brancos no escritório”. A mãe era a “garota da cozinha”, que lavava, limpava e cozinhava para “famílias brancas privilegiadas”.
“Nasci entre os mais pobres dos pobres, meus pais eram trabalhadores. Eles deram um ótimo exemplo para nós”, conta Agnes.
“Nós costumávamos ir à igreja todo fim de semana. Quando cresci, na verdade, os católicos não tinham permissão para o divórcio, mesmo se eu visse que algo não andava bem”, agrega ela. “Eu não queria me casar de novo, nem que meus filhos crescessem sem os dois pais em casa – e é tudo o que eu sabia.”
Apesar dos desafios, Agnes viu seus pais lutarem para ficar juntos e ver a luta deles fez com que ela decidisse que teria uma vida melhor.
Ela recebeu treinamento como enfermeira antes de se casar com Gideon. Mais tarde, ela começou a vender roupas de casa e trabalhou em uma série de empregos para atingir seus objetivos.
“Logo descobri que eu estava sozinha, porque meu marido entrava e saía das nossas vidas”, conta Agnes, que teve quatro filhos com ele.
“Eu chegava em casa do trabalho e começava a costurar, comprar e vender roupas. Eu fazia muitas coisas ao mesmo tempo porque estava decidida a levar meus filhos para a escola”, continua ela.
“Sou aventureira por natureza, tive aventuras toda a minha vida. Em vez de procurar alguém para fazer as coisas para mim, eu fazia sozinha.”
Para Agnes, a deterioração do casamento ficou clara cerca de nove anos atrás. Uma noite, depois de chegar do trabalho, ela descobriu que Gideon havia se mudado para o quarto ao lado sem explicação.
O casal continuou a viver sob o mesmo teto, mas levava vidas completamente separadas.
“Nós nos encontrávamos no corredor, na escada ou no estacionamento sem dizer uma palavra”, relembra ela.
Agnes conta que Gideon nunca falou com ela sobre seus planos de vender a casa e “foi um choque ver pessoas desconhecidas entrarem na minha casa para olhar”.
Percebendo que poderia acabar sem ter onde morar, no início de 2019 ela deu entrada em uma ação acusando abuso financeiro – argumentando que ela havia contribuído igualmente com a construção da sua família e dos bens compartilhados.
Dois anos mais tarde, o Tribunal Constitucional da África do Sul confirmou uma decisão anterior da Corte Suprema de que as leis vigentes haviam discriminado os casais negros e, particularmente, as mulheres negras.
Foi decidido que todos os casamentos anteriores a 1988 seriam alterados para o regime de “comunhão de bens” – dando às mulheres os mesmos direitos de propriedade.
Agnes e sua filha mais nova assistiram ao veredito online do seu quarto. No início, ela não percebeu que havia ganhado a causa até que o seu advogado telefonou.
“Nós não conseguíamos entender o que estava acontecendo devido ao jargão [jurídico]”, conta ela. “Nós não tínhamos ideia todo o tempo. Eu tinha um nó no estômago, estava assustada, mas tinha fé.”
“Chorei lágrimas de alegria. Percebi que nós havíamos salvado milhares de mulheres em casamentos similares ao meu”, afirma Agnes.
Agnes conta que deve seu espírito lutador aos muitos desafios que teve que enfrentar sozinha.
“É a minha personalidade, quem eu sou e como faço as coisas, quero ser autoconfiante de todas as formas”, prossegue. “Sem dúvida, é algo raro na nossa cultura e entre as mulheres da minha geração.”
“Para mim, ter vencido a causa é uma das melhores coisas que já me aconteceram.”
Agnes conseguiu até perdoar Gideon, que morreu de Covid-19 durante o processo judicial.
Dois dias antes da sua morte, ele pediu desculpas à esposa e às filhas pela forma como as coisas se sucederam.
Agnes depois descobriu que ela não só havia sido excluída do testamento dele, mas que ele havia deixado a casa do casal para outra pessoa. Mas a decisão judicial prevaleceu sobre o testamento.
“Nós o perdoamos e estou em paz. Não me arrependo de nada e, o mais importante, cumpri com meu casamento [até o final]”, afirma Agnes.
“Eu não queria nada que fosse dele, mas ele queria tomar tudo, incluindo o que ganhei com meu trabalho, e isso eu não queria.”
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Fonte: G1 Mundo

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BBC flagra Talibã matando civis no Afeganistão


Vídeo mostra assassinatos cometidos pelo Talibã, apesar das promessas feitas pelo grupo, de restabelecimento da paz BBC flagra Talibã matando civis no Afeganistão
Reprodução/BBC
A BBC confirmou que pelo menos 20 civis morreram na província afegã de Panjshir, um território que se caracteriza por sua resistência ao Talibã.
Assista ao vídeo.
A comunicação com a região está interrompida, dificultando a obtenção de informações, mas como você pode ver nessas imagens exclusivas (veja acima), há evidências de assassinatos cometidos pelo Talibã, apesar das promessas feitas pelo grupo, de restabelecimento da paz.
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Afeganistão: Talibã assassina civis por vingança em reduto da resistência

Fonte: G1 Mundo

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Táxis tailandeses viram hortas após queda na demanda durante pandemia


Plantações ajudam motoristas a alimentar famílias, mas não geram renda. Sem clientes, taxistas não conseguiram arcar com os custos dos carros. Taxistas da Tailândia montam hortas no teto dos carros
AP Photo/Sakchai Lalit
Taxistas tailandeses decidiram transformar seus carros em pequenas hortas após a baixa oferta por clientes durante o isolamento social devido a pandemia do coronavírus. As plantações foram feitas esta semana por trabalhadores de duas cooperativas de táxi.
Os jardins foram montados usando sacos de lixo estendidos sobre armações de bambu. No topo, os motoristas adicionaram terra e plantaram variedade de cultivos, como o tomate, pepino e vagem.
Horta em casa: como começar?
O resultado parece mais uma instalação de arte atraente do que um estacionamento, e isso é um dos objetivos: chamar a atenção para a situação dos motoristas de táxi e operadores que foram gravemente atingidos por medidas de bloqueio por coronavírus.
As cooperativas Ratchapruk e Bovorn Taxi agora têm apenas 500 carros restantes nas ruas de Bangkok, com 2.500 parados em uma série de locais da cidade, de acordo com o executivo de 54 anos Thapakorn Assawalertkul.
Taxistas tailandeses plantam tomate, pepino e outros cultivos no teto dos carros
AP Photo/Sakchai Lalit
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Sem renda
Com as ruas de Bangkok, capital da Tailândia, sem movimentação até recentemente, havia muita competição por poucos passageiros, resultando em uma queda na renda dos motoristas.
Muitos agora não podem fazer os pagamentos diários dos veículos, mesmo depois que a cobrança foi reduzida para 300 baht ($ 9,09), disse Thapakorn. Então eles foram embora, deixando os carros em longas filas.
Alguns motoristas entregaram seus carros e voltaram para suas casas nas áreas rurais quando a pandemia teve seu auge pela primeira vez em 2020 porque estavam com muito medo, relatou. Depois, com a segunda onda, desistiram do trabalho e devolveram seus carros.
“Alguns deixaram seus carros em lugares como postos de gasolina e nos chamaram para pega-los”, lembrou Thapakorn.
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Plantações ajudam taxistas a alimentar suas famílias
AP Photo/Sakchai Lalit
Com novos surtos do vírus este ano, as cooperativas perderam ainda mais trabalhadores, pois milhares de carros foram entregues por seus motoristas, diz.
As novas infecções na Tailândia atingiram pouco menos de 15.000 nos últimos dias, após ter um pico acima de 23.400 em meados de agosto.
O governo espera que o país esteja se recuperando dessa onda, que tem sido a mais letal até agora, sendo responsável por 97% do total de casos do país e mais de 99% de suas mortes. No total, a Tailândia confirmou 1,4 milhão de casos e mais de 14.000 mortes.
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A situação deixou as empresas de táxi em perigo financeiro, lutando para pagar os empréstimos na compra de suas frotas. As cooperativas Ratchapruk e Bovorn devem cerca de 2 bilhões de baht (US$ 60,8 milhões), disse Thapakorn. O governo até agora não ofereceu nenhum apoio financeiro direto.
“Se não tivermos ajuda em breve, teremos problemas reais”, disse ele à Associated Press na quinta-feira (16)
Jardins são feitos com lona preta e terra.
AP Photo/Sakchai Lalit
Os jardins dos táxis não oferecem um fluxo de receita alternativa. Os funcionários das cooperativas, que deveriam aceitar cortes de salários, agora se revezam no cuidado das hortas recém-construídas.
“A horta é tanto um ato de protesto quanto uma forma de alimentar minha equipe durante este período difícil”, disse Thapakorn. “A Tailândia passou por turbulências políticas por muitos anos e uma grande enchente em 2011, mas os negócios nunca foram tão terríveis.”
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Fonte: G1 Mundo

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‘Noivas do Estado Islâmico’: o caso da britânica que se diz arrependida e quer voltar para casa


A jovem de 22 anos, que deixou Londres aos 15 para ingressar no grupo do Estado Islâmico, diz que pode ser útil na luta contra a radicalização de jovens. Hoje Shamima Begum tenta retomar sua cidadania britânica
BBC
A jovem Shamima Begum, que trocou o Reino Unido pela Síria quando ainda era adolescente, disse que se arrependerá pelo resto da sua vida de ter ingressado no grupo extremista Estado Islâmico e se ofereceu para ajudar o Reino Unido a combater o terrorismo.
Em entrevista à BBC, ela disse que pode ser “útil para a sociedade” e que seria um desperdício deixá-la “apodrecer” em um acampamento sírio.
A jovem de 22 anos é acusada de desempenhar um papel ativo no Estado Islâmico, algo que ela nega. Ela vive hoje em um acampamento de refugiados na Síria.
Neste ano, ela perdeu sua cidadania britânica, depois que o governo do Reino Unido declarou que ela é uma ameaça à segurança nacional. Shamima Begum vem tentando recuperar sua cidadania nos tribunais britânicos, mas até agora ela sofreu uma série de derrotas jurídicas.
O governo britânico afirma que a decisão de retirar a cidadania da jovem não a deixa na condição de apátrida, o que seria proibido no direito internacional, já que ela teria também cidadania de Bangladesh, país de origem da sua família.
No entanto, Bangladesh recentemente manifestou que ela não é considerada cidadã do país.
Radicalizada aos 15 anos
Shamima Begum nasceu no Reino Unido, filha de pais de descendência de Bangladesh.
Ela tinha 15 anos quando ela e duas outras estudantes do leste de Londres viajaram para a Síria para ingressar no Estado Islâmico, atraídas pelas ideias radicais do grupo.
Uma das outras garotas que viajava com ela, Kadiza Sultana, teria sido morta em um bombardeio, e o paradeiro da terceira, Amira Abase, é desconhecido.
A fuga das jovens, que viajaram contra a vontade de seus parentes e usaram identidades falsas, foi destaque em 2015 na imprensa britânica, que publicou fotos das estudantes secundárias deixando o país pelo aeroporto de Gatwick. Todas elas estudavam na mesma escola em Londres.
Em seu auge, o grupo extremista Estado Islâmico chegou a controlar um território do tamanho do Reino Unido (ou do Estado de São Paulo) que se estendia entre a Síria e o Iraque. Mas em 2019, o grupo havia sido derrotado por forças sírias, com ajuda militar dos EUA e Reino Unido. Ainda há até hoje combatentes remanescentes em atividade.
Begum e suas amigas viajaram para a Turquia e depois para a cidade de Raqqa, na Síria. Lá ela se casou com um holandês recrutado pelo Estado Islâmico, com quem teve três filhos.
Em 2019, ela foi localizada, grávida de nove meses, em um campo de refugiados sírios. Seu bebê acabou morrendo de pneumonia. Begum disse que já havia perdido seus outros dois filhos antes disso e que seu marido estava em uma prisão onde há vários homens sendo torturados, depois que ele se entregou a um grupo de combatentes sírios.
Cidadania perdida
Depois que ela foi encontrada, o então ministro do Interior, Sajid Javid, cancelou sua cidadania britânica por motivos de segurança.
Begum entrou com um recurso contra a decisão, e um tribunal britânico decidiu que ela deveria ser autorizada a retornar ao Reino Unido para apresentar seu caso, porque ela não poderia fazê-lo vivendo em um campo perigoso no norte da Síria.
No entanto, o Ministério do Interior argumentou que permitir que ela voltasse criaria “riscos significativos para a segurança nacional”. A Suprema Corte do Reino Unido decidiu que o governo tem o direito de impedir que Begum retorne ao Reino Unido — mas também ordenou que a batalha legal sobre sua cidadania seja interrompida até que ela encontre uma maneira de participar do processo legal.
No passado, ela havia dito que o atentado à bomba em 2017 em um show da cantora Ariana Grande, em Manchester, no qual 22 pessoas — incluindo crianças — foram mortas em um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico, foi semelhante a ataques militares contra o Estado Islâmico. Na ocasião, ela disse que atentado terrorista em Manchester havia sido uma “retaliação”.
‘Nauseada’
Questionada pela BBC como ela se sente por ter feito parte de um grupo que cometeu genocídio e assassinato ao redor do mundo, a jovem disse: “Isso me deixa nauseada, realmente. Isso faz eu me odiar.”
Begum também disse que só agora se sente confortável para falar sobre seus verdadeiros sentimentos.
“Eu tenho essas opiniões há muito tempo, mas só agora me sinto confortável para expressar minha opinião real”, disse.
Ela disse que se tivesse permissão para voltar ao Reino Unido, ela poderia aconselhar sobre as táticas usadas pelo Estado Islâmico para recrutar as pessoas a irem para a Síria. Ela disse que pode ser útil no esforço contra a radicalização de jovens.
Segundo ela, é “uma obrigação” sua evitar que outras jovens destruam suas vidas como ela fez ao seguir o Estado Islâmico.
Nesta semana, Begum apareceu em um programa de TV da rede ITV e fez um apelo direto ao primeiro-ministro Boris Johnson para se tornar “um trunfo” na luta contra o terrorismo.
Em entrevista realizada em um campo de refugiados sírios, ela disse que “não há provas” de que ela foi uma peça-chave no planejamento de atos terroristas e que está preparada para provar sua inocência na justiça.
“Eu sei que existem algumas pessoas que, não importa o que eu diga ou faça, não vão acreditar que eu mudei ou que quero ajudar”, disse ela.
“Mas para aqueles que têm até mesmo um pingo de misericórdia, compaixão e empatia em seus corações, eu digo a vocês do fundo do meu coração que lamento cada decisão que tomei desde que entrei na Síria e viverei com isso para o resto da minha vida.”
“Ninguém pode me odiar mais do que eu me odeio pelo que fiz e tudo o que posso dizer é ‘sinto muito’ e ‘por favor me dê uma segunda chance’.”
Ela disse que “preferia morrer a voltar para o Estado Islâmico” e acrescentou: “O único crime que cometi foi ser burra o suficiente para ingressar no Estado Islâmico”.
‘Vocês não viram o que eu vi’
Sajid Javid, atual ministro da Saúde que decidiu revogar a cidadania da jovem quando ele era ministro do Interior, disse que não há chance de que Begum possa voltar ao Reino Unido para lutar por sua cidadania perdida.
Ele disse que a decisão de privá-la de sua cidadania britânica é “moralmente certa, absolutamente certa, mas também legalmente correta para proteger o povo britânico”.
“Não vou entrar em detalhes do caso, mas digo que vocês certamente não viram o que eu vi”, acrescentou.
“Se você soubesse o que eu sei, porque você é uma pessoa sensível e responsável, você teria tomado exatamente a mesma decisão — disso eu não tenho dúvidas”, disse Javid, em entrevista a outra rede de notícias.
Um porta-voz do Ministério do Interior disse: “A principal prioridade do governo continua sendo a manutenção de nossa segurança nacional e a segurança do público”.
O grupo de direitos humanos Liberty havia considerado a decisão de revogar a cidadania de Begum “um precedente extremamente perigoso”. Segundo o grupo, o direito a um julgamento justo não pode ser retirado apenas por “capricho” em governos democráticos.
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Fonte: G1 Mundo

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Itália vai exigir passaporte de Covid de todos os trabalhadores


Medida que entra em vigor em outubro visa pressionar para que todos se vacinem. Policial verifica o telefone de uma passageira na estação de trem Porta Garibaldi, em Milão, em 1º de setembro de 2021 na Itália
Luca Bruno/AP
O governo italiano editou um decreto que obriga todos os trabalhadores, tanto do setor público quanto do privado, a apresentarem o “passaporte Covid-19” para comprovar que estão vacinados ou que tiveram a doença ou fizeram teste negativo recentemente.
A medida entra em vigor em meados de outubro.
“O governo está pronto para introduzir o passaporte sanitário (…). Estamos preparando uma medida obrigatória para o setor público e privado”, declarou a ministra de Assuntos Regionais, Mariastella Gelmini, à emissora pública RaiRadio1.
A partir de 15 de outubro, o chamado “passaporte verde” será obrigatório em todos os locais de trabalho, informou a imprensa italiana, acrescentando que aposentados, donas de casa e desempregados estarão isentos.
O objetivo da medida é aumentar a taxa de vacinados antes do início do inverno e evitar a propagação da doença. Hoje, quase 75% da população acima dos 12 anos de idade está vacinada, o equivalente a 40,46 milhões de pessoas.
“A vacina é nossa única arma contra a Covid”, destacou Mariastella Gelmini.
A Itália foi o primeiro país da Europa afetado pela pandemia, que causou a morte de 130 mil pessoas nesse país, além de gerar em 2020 a recessão econômica mais grave do Pós-Guerra.
A decisão de generalizar o passaporte sanitário é resultado de muitas discussões entre o governo, os partidos políticos que integram a coalizão no poder e os interlocutores sociais, sindicatos e empresários.
Não ter o passaporte sanitário será severamente castigado, mas não chegará à demissão: uma multa de entre 400 a 1.000 euros poderá ser imposta para aqueles que não cumprirem a norma, informa o jornal “Corriere della Sera”.
Após cinco dias de ausência injustificada pela falta de passaporte sanitário, a pessoa pode ficar com o trabalho e o salário suspensos.
O governo também discute se deve submeter a testes as pessoas não vacinadas para obterem o passaporte sanitário. Os sindicatos pedemque o Estado pague por eles, enquanto o governo teme que, com essa possibilidade, a ideia de se vacinar seja desestimulada.
Passageiro segura seu telefone com o ‘passaporte verde’ em posto de controle na estação ferroviária Stazione Centrale de Milão, na Itália, em 1º de setembro de 2021
Claudio Furlan/LaPresse via AP
A Itália não é o primeiro país europeu a adotar essa medida. Na Grécia, desde 13 de setembro, os funcionários dos setores público e privado que não se vacinaram devem fazer testes pagos por eles mesmos uma ou duas vezes por semana, dependendo da profissão.
Na Itália, o passaporte sanitário é obrigatório nos lugares públicos, assim como em cafeterias, restaurantes, museus, cinemas, teatros, trens, ônibus, metrô e táxis.

Fonte: G1 Mundo

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França anuncia que vai demitir e suspender profissionais da rede de saúde sem vacina


Suspensões afetam principalmente pessoas que trabalham em setores administrativos da rede médica. França começa a a exigir comprovante de vacinação para entrar em museus e cinemas
Segundo o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, após a entrada em vigor da obrigatoriedade da vacinação para a categoria nesta quarta-feira (15), anunciada há dois meses pelo governo, cerca de 3.000 suspensões e dezenas de demissões foram confirmadas nesta quinta-feira (16).
Vacinação em Saint-Nazaire, na França, com um dose da Pfizer-BioNTech contra a Covid-19, em 28 de maio de 2021
Stephane Mahe/Reuters
De acordo com Véran, as suspensões envolvem principalmente profissionais que trabalham fora dos hospitais, como casas de repouso para idosos ou estabelecimentos para deficientes físicos. O número corresponde a um total de 2,7 milhões de assalariados, acrescentou, em entrevista à rádio francesa RTL. O atendimento dos pacientes não foi afetado.
O ministro afirmou que as suspensões são “temporárias” e afetam principalmente pessoas que trabalham nos setores administrativos. Ele afirma que há poucos médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e outras profissões da saúde que recusaram a vacinação, que é obrigatória também para profissionais liberais, bombeiros, e motoristas de ambulância. Muitos preferiram, entretanto, perder o trabalho e abdicar das injeções. 
De acordo com dados da Santé Publique France, agência francesa de vigilância sanitária, até o dia 12 de setembro 89,3% dos profissionais que trabalham em instituições para pessoas idosas dependentes tinham recebido pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Os trabalhadores da categoria que se recusam a receber o imunizante não poderão mais exercer sua atividade, segundo a lei votada pelo Parlamento francês em 5 de agosto. 
O organismo que representa os diretores das casas de repouso para idosos na França, e o sindicato dos cuidadores a domicílio, pediu nesta quarta-feira, em um comunicado, que o governo seja “pragmático” e apresente soluções para as suspensões, que podem “comprometer a segurança dos pacientes mais velhos.” A estimativa é que entre 1 e 2% dos contratos sejam cancelados nos próximos dias, segundo Florence Arnaiz-Maumé, secretária-geral do Synerpa, que representa as instituições privadas para idosos.
Responsabilidade coletiva
O porta-voz do governo francês, Gabriel Attal, elogiou, na saída do Conselho de Ministros desta quinta-feira (16), “a imensa maioria dos profissionais que optou pela responsabilidade e a proteção coletiva.” Para o presidente da Federação Francesa dos Hospitais, Frédéric Valletoux, “alguns profissionais da saúde vão instrumentalizar casos particulares para fazer a opinião pública acreditar que eles são muitos”, disse. Valletoux afirma que, de cerca de 1 milhão de agentes, há “algumas centenas, ou talvez milhares”, que recusam a vacinação.
Em Montélimar, no sul do do país, a medida do governo já afeta o hospital público da região, que precisou cancelar cirurgias não-urgentes por conta da ausência de três anestesistas. De acordo com o diretor-adjunto do estabelecimento, Philippe Charre, outros três alergologistas não foram trabalhar, por se oporem à obrigatoriedade da vacinação. Em Lille, no norte do país, cerca de 300 pessoas manifestaram na frente da Agência Regional da Saúde contra a suspensão dos profissionais. Em Paris, a AP-HP, organismo que coordena rede hospitalar pública de Paris, informou que 99% de seus funcionários estão vacinados.
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Fonte: G1 Mundo

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França acusa EUA de ‘esfaquear o país pelas costas’ e compara Biden a Trump


Declaração do chanceler Jean-Yves Le Drian ocorre após acordo militar entre EUA, Austrália e Reino Unido que fará a França perder um contrato de US$ 66 bilhões com a Austrália. O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, no convés do HMAS Waller, um submarino da classe Collins operado pela Marinha Real da Austrália, em foto de 2 de maio de 2018 em Garden Island, Sydney
Brendan Esposito/Pool via AFP
O ministro das Relações Exteriores da França acusou nesta quinta-feira (16) o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de “esfaquear o país pelas costas” e de agir como o seu antecessor, Donald Trump, após perder um contrato de US$ 66 bilhões feito com o governo da Austrália.
O “contrato do século” previa a construção de 12 submarinos de propulsão diesel e elétrica e a transferência da tecnologia, mas a Austrália abandonou o negócio após assinar o Aukus, um acordo militar com os EUA e Reino Unido na quarta-feira (15).
“Esta decisão brutal, unilateral e imprevisível me lembra muito o que o Sr. Trump costumava fazer”, afirmou o chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, à rádio France Info. “Estou com raiva e amargo. Isso não é feito entre aliados.”
O Aukus — um jogo de palavras com as siglas dos três países em inglês (AU, UK e US) — é um acordo militar contra a crescente presença militar da China na região do Indo-Pacífico (que inclui os oceanos Índico e Pacífico).
Entre os termos do acordo estão uma nova frota australiana de submarinos de propulsão nuclear, o que fará com que o governo australiano abandone o acordo com o governo francês.
Esta reportagem está em atualização

Fonte: G1 Mundo

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Suspeito de relação com assassinato de presidente, premiê do Haiti substitui ministro da Justiça


Indícios ligam primeiro-ministro a ex-funcionário de ministério que investigadores dizem ser um dos principais suspeitos por trás da morte do presidente Jovenel Moise. O primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, durante coletiva de imprensa em Porto Príncipe, capital do Haiti, em 26 de agosto de 2021
Joseph Odelyn/AP
O governo do Haiti sofreu um novo abalo nesta quarta-feira (15), quando o primeiro-ministro, Ariel Henry, substituiu o ministro da Justiça e uma autoridade de alto escalão renunciou dizendo que não pode servir um premiê sob suspeita pelo assassinato do presidente Jovenel Moise.
Em meio a uma grave crise política, Henry trocou Rockfeller Vincent pelo ministro do Interior, Liszt Quitel, que se encarregará das duas pastas, de acordo com um comunicado publicado no Diário Oficial do Haiti.
A renúncia de Renald Luberice, que atuou durante mais de quatro anos como secretário-geral do Conselho de Ministros do país, veio depois que novos indícios emergiram ligando Henry ao ex-funcionário do Ministério da Justiça que investigadores dizem ser um dos principais suspeitos por trás da morte de Moise.
Procuradores dizem que registros telefônicos mostram que os dois conversaram duas vezes perto das 4h do dia 7 de julho, pouco antes de Moise, de 53 anos, ser mortos a tiros por assassinos fortemente armados que invadiram sua residência particular.
Henry nega qualquer envolvimento no assassinato, mas não abordou diretamente os telefonemas, e na terça-feira substituiu o procurador-chefe que pretendia acusá-lo como suspeito e impedi-lo de deixar o país.
Na semana passada, o premiê rejeitou pedidos de entrevista sobre o assassinato de Moise, alegando que seriam uma distração política para o impedir de trabalhar pelo país, onde disputas de poder prejudicam o desenvolvimento há décadas.
Bombeiros que estavam em missão humanitária no Haiti desembarcaram hoje em Belo Horizonte

Fonte: G1 Mundo