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Enviado dos EUA ao Haiti renuncia e denuncia deportações ‘desumanas’ de imigrantes; entenda a crise


Governo Biden começou a deportar milhares de haitianos que chegaram ao Texas pela fronteira do México. Representante americano no país mergulhado em profunda miséria e convulsão social diz que mandá-los de volta é ‘decisão desumana e contraproducente’. Haitianos deportados dos EUA aguardam para regularizar sua situação de regresso no aeroporto de Porto Príncipe nesta quarta-feira (23)
Reuters/Ralph Tedy Erol
O enviado especial dos Estados Unidos para o Haiti renunciou ao cargo nesta quinta-feira (23), dois meses após sua nomeação e denunciou numa carta as deportações do governo de Joe Biden de milhares de haitianos que atravessam a fronteira a partir do México.
“Não vou me associar à decisão desumana e contraproducente dos Estados Unidos de deportar milhares de refugiados haitianos e imigrantes ilegais ao Haiti”, afirmou o enviado especial do Departamento de Estado, Daniel Foote, em sua carta de renúncia.
No texto, enviado ao secretário de Estado Antony Blinken, Foote descreve o Haiti como um lugar em que os diplomatas americanos “estão confinados em instalações de segurança devido aos perigos representados pelos grupos armados que controlam a vida diária”.
“Atolada na pobreza, refém do terror”, a população haitiana “simplesmente não pode suportar o fluxo forçado de milhares de migrantes que retornam sem comida, abrigo e dinheiro, sem provocar uma tragédia humana adicional que poderia ser evitada, escreveu.
“Mais refugiados vão aumentar ainda mais o desespero e o crime”, escreveu.
De acordo com a agência Associated Press, essa pode ser a maior ação de retirada de imigrantes em décadas.
Como começou a crise
A renúncia de Foote aconteceu depois que o governo dos Estados Unidos iniciou, na semana passada, a embarcar em aviões cidadãos haitianos que entraram no país a partir do México para enviá-los de volta a seu país.
Os haitianos integram uma onda de milhares de migrantes retidos há várias semanas nas cidades mexicanas de Tapachula (fronteira sul com a Guatemala) e Cidade Acuña (norte, fronteira com o Texas).
Como os imigrantes chegaram em massa à fronteira americana?
Os haitianos chegam principalmente do Brasil e Chile, para onde emigraram após o terremoto de 2010 que provocou quase 200 mil mortes no Haiti.
EUA começam a deportar haitianos em massa, e ONU alerta que expulsões podem configurar violação
Imigrante atravessa o Rio Grande para chegar aos EUA com uma criança no ombro, em 20 de setembro de 2021
Felix Marquez/AP
Desde março de 2020, o México passou a aceitar imigrantes da América Central que tentaram entrar nos EUA, mas não conseguiram visto.
No entanto, só podem entrar no México pessoas de três países: Guatemala, Honduras e El Salvador.
Os haitianos que tentam entrar nos EUA estão buscando outras vias de acesso, em outros pontos do rio que separa o país do México, diferente de guatemaltecos, hondurenhos e salvadorenhos.
Os imigrantes que conseguem atravessar o rio simplesmente aguardam do lado americano, até que sejam ordenados a se encaminharem a um acampamento. Houve alguns que tentaram voltar ao México.
O México já informou que também vai começar a deportar haitianos para seu país natal. Ainda há um grande grupo de imigrantes que vai tentar ir até os EUA e que, atualmente, está na Guatemala.
No total, 12 mil pessoas que estão acampadas perto de uma ponte na cidade de Del Rio, no Texas, devem ser retiradas. Elas chegaram aos EUA pelo município de Ciudad Acuña, no México.
Além disso, há relatos de milhares de pessoas retidas perto da fronteira entre a Colômbia e o Panamá. Parte delas seguiria em direção aos EUA.
Qual a repercussão dessa situação nos EUA?
Um agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir um imigrante de chegar ao território do país, em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje / AFP

A crise bota o governo Biden sob pressão, já parte dos americanos quer o controle da chegada de imigrantes, mas, por outro lado, há ampla desaprovação de cenas como as divulgadas nos últimos dias, em que agentes de fronteira dos Estados Unidos aparecem a cavalo perseguindo e atacando migrantes com o que parece ser um chicote próximo ao Rio Grande.
Também causam indignação as imagens da chegada dos deportados ao principal aeroporto do Haiti, em cenas de revolta e caos, em que diversas pessoas correram de volta para o avião em que haviam chegado à capital Porto Príncipe, e outras jogaram sapatos na aeronave.

Fonte: G1 Mundo

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Atirador deixa morto e feridos em supermercado nos EUA


Uma pessoa foi morta e 12 ficaram feridas; autor dos disparos cometeu suicídio. Vítimas têm diferentes condições de saúde, variando de ferimentos leves a extremamente sérios, segundo a polícia. Policiais em frente a local de tiroteio em Collierville, Memphis, na quinta-feira (23)
Reprodução/NBC
Um atirador matou uma pessoa e deixou outras 12 feridas antes de cometer suicídio na tarde desta quinta-feira (23) em um supermercado em um subúrbio de Memphis, no estado do Tennessee.
Segundo Dale Lane, chefe de polícia de Collierville, este é “o evento mais horrível que já aconteceu” na história local.
As vítimas têm diferentes condições de saúde, variando de ferimentos leves a extremamente sérios, ainda de acordo com a polícia, que investiga a causa do tiroteio.
Segundo Lane, policiais chegaram ao local apenas quatro minutos após serem acionados, e integrantes da Swat também foram chamados, e ajudaram funcionários e clientes que estavam escondidos a saírem do supermercado.
O veículo do atirador continua no local e está sendo inspecionado. A identidade dele não foi divulgada.

Fonte: G1 Mundo

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Política de vacinação é chave para recuperação econômica sustentável, diz diretora da OMC


Segundo Ngozi, não é aceitável que 58% das pessoas de países desenvolvidos estejam totalmente vacinadas, enquanto que em países de baixa renda esse percentual seja de apenas 1% Ngozi Okonjo-Iweala, diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC)
Emma Farge/Reuters
A diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou que a recuperação econômica e comercial sustentável só pode ser alcançada com uma política que garanta o rápido acesso global às vacinas.
“Nós temos uma escolha: ou convergimos para baixo, permitindo que o vírus nos arraste de volta para baixo, ou convergimos para cima, vacinando o mundo”, analisou a diretora.
Segundo Ngozi, não é aceitável que 58% das pessoas de países desenvolvidos estejam totalmente vacinadas, enquanto que em países de baixa renda esse percentual seja de apenas 1%, e até mesmo os profissionais de saúde da linha de frente tenham o acesso negado por falta de fornecimento.
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Na avaliação da diretora, uma recuperação econômica e comercial sustentável só é possível quando a política de vacinas for acertada. De acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), as economias avançadas crescerão 5,6% neste ano, ante apenas 3,9% para os países em desenvolvimento de baixa renda.
As projeções da OMC mostram uma tendência semelhante no comércio: Ásia, América do Norte e Europa estão no caminho para um crescimento comercial mais forte do que a África e a América Latina.
“80% das exportações mundiais de vacinas vêm de 10 países e a política de pandemia nos mostrou que isso pode ser problemático. A produção deve ser mais descentralizada para os mercados emergentes e países em desenvolvimento”, acrescentou a diretora.
De acordo com a OMC, um relatório está sendo elaborado para mostrar que investir US$ 50 bilhões antecipadamente na vacinação de 40% das pessoas em todos os países até o final deste ano, e pelo menos 60% no primeiro semestre de 2022, faria a produção econômica global aumentar em US$ 9 trilhões até 2025.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Mulher atravessa linha de trem na Holanda e quase é atropelada

Pedestre não respeitou sinalização em estação da cidade de Ermelo, a 70km de Amsterdã; ela não se feriu. Mulher atravessa linha de trem na Holanda e quase é atropelada
Uma pedestre quase foi atropelada ao atravessar, de forma imprudente, a linha férrea em Ermelo, a 70km de Amsterdã, na Holanda, informaram as autoridades do país na terça-feira (21).
As imagens foram flagradas pelo monitoramento da ProRail, órgão do governo holandês que cuida da manutenção e segurança da rede ferroviária no país (veja no vídeo acima).
“Você fica em choque com a possibilidade de um acidente”, afirmou o maquinista Jan Slaats em um comunicado da organização. “É um gatilho ver alguém andando pelos trilhos.”
A mulher chega a cruzar duas vezes a linha do trem antes da passagem dos vagões – quando o sinal de “pare, olhe e escute” já havia sido acionado.
Em um primeiro momento, ela parece correr em direção à plataforma, mas ao não encontrar como subir desiste e cruza novamente os trilhos – é aí que quase é atropelada pelo trem.
A operadora holandesa de ferrovias alertou que casos como estes são comuns no país e que – além de perigosos – são bastante onerosos aos cofres públicos.
“Para reduzir acidentes, operamos em velocidade reduzida em pontos no mesmo nível da rua. Além disso, se acionados os freios, há um ‘efeito bola de neve’ em que outros trens também são afetados”, disse a ProRail em nota.
Segundo a organização, mais de um terço do número de atrasos nos horários dos trens é causado por pessoas caminhando pelas ferrovias, “consciente ou inconscientemente”.
“Isso resulta em dezenas de milhões de euros em danos”, afirmou. “Além disso, é um crime caminhar, sem autorização, em terrenos ferroviários.”
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Fonte: G1 Mundo

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Em Roma, invasão de javalis selvagens vira motivo de debate em campanha para a prefeitura

Prefeita de Roma concorre à reeleição. Ela acusa o governo de Lázio, onde um partido adversário está no poder, de não conter os javalis. Invasão de javalis em Roma vira tema de campanha para prefeitura
A presença de javalis selvagens nas ruas de alguns bairros de Roma, na Itália, virou um tema da campanha para a eleição de prefeito da cidade.
Os animais começaram a aparecer com frequência nos últimos anos, atraídos pelo lixo da cidade.
Rosa Carletti, uma moradora de Roma, disse que os javalis foram atrás dela uma vez, quando ela foi jogar lixo fora.
Um vídeo divulgado na quarta-feira mostra javalis andando na cidade de Roma com filhotes, passando por carros e pedestres.
A prefeita da cidade, Virginia Raggi, do partido Movimento 5 Estrelas, concorre a uma reeleição em outubro. Ela tentou culpar seus adversários pela presença dos javalis: no começo de setembro, ela entrou com um processo contra a região de Lázio, que é governada pelo Partido Democrata, e que não teria contido os javalis.
O governo de Lázio negou as acusações e disse que o cuidado com os animais na região de fora de Roma é algo que a prefeitura deve resolver.
Roberto Gualtieri, do Partido Democrata, disse que o processo é uma piada, e afirma que a atual gestão foi incompetente.
Em maio, seis javalis atacaram uma mulher em um estacionamento de Roma —ela teve que deixar as compras de supermercado e correr. Em outubro de 2020, alguns romanos ficaram indignados com a polícia, que matou uma javalis com seis filhotes em um playground perto do Vaticano.
VÍDEO: Javali para o trânsito em rodovia do Japão
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Fonte: G1 Mundo

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Como o Equador foi de corpos nas ruas a 3º país em vacinação contra Covid da América Latina


Presidente completa 4 meses de mandato com uma das melhores imunizações da região, com uma vacinação melhor até que a dos EUA. Popularidade vira principal arma para Guillermo Lasso aprovar reformas estruturais que o Parlamento não quer (e podem terminar em plebiscito). O presidente do Equador, Guillermo Lasso, posa para foto com estudantes da escola Manuela Canizares durante o início do novo ano letivo em Quito, capital do Equador, em 1º de setembro de 2021, com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil
Dolores Ochoa/AP
Em abril do ano passado, o Equador chocou o mundo com as imagens de vítimas da Covid-19 abandonadas nas ruas por falta de lugar nos hospitais e nos cemitérios. As cenas dantescas vinham da cidade de Guayaquil, base eleitoral do presidente Guillermo Lasso, apelidada à altura de Wuhan da América Latina, em referência à cidade chinesa onde foram registrados os primeiros casos do vírus.
Em 24 de maio deste ano, Guillermo Lasso assumiu o poder com uma das suas promessas de campanha: vacinar, em apenas 100 dias, o equivalente a metade da população (9 milhões de pessoas).
“Assumir essa responsabilidade foi uma loucura. Era muito complexo cumprir com essa promessa porque a herança recebida do governo anterior foi muito complicada. A área de Saúde estava totalmente desarticulada”, explica à RFI o cientista político equatoriano Fernando Carrión.
“Foram negociações muito diversificadas. O critério foi a pluralidade sem importar a origem. Lasso replicou o modelo chileno de diversidade de fontes de vacinas”, relembra Carrión, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO).
O Equador teve cinco ministros da Saúde durante a pandemia e tinha vacinado apenas 3% da população, de 17,7 milhões de habitantes.
Inspirado no sucesso do presidente do Chile, Sebastián Piñera, o equatoriano Guillermo Lasso foi à caça das vacinas. Falou com os governos de Estados Unidos, China, Rússia, Espanha e Canadá. Comprou doses e recebeu doações.
Funcionário do departamento forense da cidade de Quito, capital do Equador, aplica desinfetante no corpo de uma mulher que morreu na rua em 14 de maio de 2020
Dolores Ochoa/AP
Virada do jogo
Para aplicar as doses, as zonas eleitorais se tornaram postos de vacinação. Os equatorianos tinham votado em abril e conheciam a sua zona. Lasso aproveitou esse conhecimento e o cadastro de todos os cidadãos acima de 16 anos. Para as localidades mais distantes, usou até as forças armadas.
Em 15 de julho, conseguiu um recorde mundial: vacinou em um único dia 2,5% da população.
Em 2 de agosto, 13,8% dos equatorianos estavam vacinados com as duas doses. Um mês depois, o número chegava a 52%. Meta cumprida: metade da população vacinada, equivalente a 73% dos maiores de 16 anos.
Neste mês, começou a vacinar os maiores de 12 anos. A nova meta é chegar ao final do ano com 80% da população completamente vacinada e atingir a imunidade coletiva.
Agora, com 55% da população completamente vacinada, o Equador é o terceiro país da América Latina em vacinação. Fica atrás somente de Chile e Uruguai, com 73% cada um. Proporcionalmente, vacinou mais até do que os Estados Unidos (54%).
Adolescente recebe a primeira dose da vacina Pfizer contra a Covid-19 em uma escola particular em Quito, capital do Equador, em 13 de setembro de 2021
Rodrigo Buendia/AFP
Popularidade em alta
Só uma cifra subiu mais do que a de vacinados: a popularidade do presidente. Segundo a consultora em opinião pública Cedatos, Guillermo Lasso tem 74,1% de popularidade.
São 20 pontos a mais do que os 54% com os que foi eleito em abril e 10 pontos a mais do que em junho. E a razão para essa elevada cifra, segundo a Cedatos, é a campanha de vacinação.
“É uma cifra impressionante, atingida por dois motivos: porque vacinou muita gente de forma veloz e porque cumpriu com a promessa”, aponta Fernando Carrión, da FLACSO.
Esse capital político é a catapulta para o governo tentar o seu maior desafio: reformas estruturais que precisam passar por um Parlamento de maioria opositora.
Guillermo Lasso chega à Assembleia Nacional em Quito para tomar posse como novo presidente do Equador
Rodrigo Buendía/AFP
Lasso quer uma reforma trabalhista, uma reforma tributária, privatizações, a duplicação da produção petrolífera e uma nova fórmula para o reajuste no preço dos combustíveis. O objetivo é reativar uma economia que encolheu 7,8% no ano passado.
O governo prometeu enviar ao Parlamento um pacote de medidas sob uma mesma “Lei de Oportunidades Trabalhistas” ainda nesta semana, mas as chances dessas medidas serem aprovadas são mínimas.
“A força do governo nesse campo já não depende do apoio popular. Lasso não tem maioria no Parlamento. Os projetos seguramente serão rejeitados”, acredita Carrión.
Consulta popular
O presidente é um ex-banqueiro conservador, rejeitado pelas forças de esquerda e centro-esquerda, maioria no Parlamento unicameral (veja no vídeo abaixo).
Os governistas representam apenas 8,7% do total. São apenas 12 dos 137 legisladores. Poderiam chegar a 30 deputados se somassem os 18 independentes, um número ainda insuficiente.
VÍDEO: Guillermo Lasso toma posse como novo presidente do Equador
Com a maioria popular, mas com uma minoria no Parlamento, o governo se prepara para uma jogada audaz se o pacote de medidas for rejeitado: convocar uma consulta popular para saber o que a população pensa. Seria uma espécie de plebiscito sobre as medidas, mas também sobre o governo.
“Essa consulta seria ainda neste ano e teria dois objetivos: avançar com as reformas estruturais e reafirmar a popularidade do presidente”, analisa Fernando Carrión.
“As consultas populares terminam sendo menos sobre as medidas e mais sobre quem a convocou. Por isso, funciona como um plebiscito”, afirma o cientista político. “Com 74% de popularidade, Lasso ganhará. A consulta será aprovada”.
Ameaça dos movimentos sociais
A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) ameaça reeditar os violentos protestos de outubro de 2019 se o governo insistir com as reformas e com a nova fórmula de reajuste dos combustíveis. Os protestos contra o aumento nos combustíveis terminaram com 1,5 mil feridos e com seis mortos.
A Frente Unitária de Trabalhadores (FUT), principal central sindical do Equador, também ameaça uma volta às ruas se o governo insistir com a privatização de empresas públicas e com a alteração nas do mercado de trabalho.
Manifestante agita a bandeira do Equador durante protesto em 2019 contra as medidas de austeridade do então presidente equatoriano, Lenin Moreno, na capital Quito
Henry Romero/Reuters
Estudantes universitários também são contra o corte no orçamento para a Educação. Esses setores já fizeram dois protestos, mas não tiveram muita adesão. Somaram entre mil e 3 mil pessoas e acusam o governo de querer um ajuste nas contas públicas para cumprir com a meta do recente acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional).
O presidente Lasso nega. Argumenta que melhorou o acordo assinado pelo seu antecessor. Em vez de 2,5% de aumento nos impostos, o novo acordo exige 0,7% no ano que vem.
Ele também garante que não vai aumentar impostos, que já criou um imposto de 4% sobre os mais ricos e que o restante virá da reativação da economia, outra das suas promessas que o tempo dirá se também pode cumprir.
RELEMBRE:
Mortos em casa e cadáveres nas ruas: o colapso funerário causado pelo coronavírus no Equador
Com corpos de mortos por Covid nas ruas, cidade do Equador recebe doação de mil caixões de papelão
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Professora é morta em Londres a caminho de um pub, diz polícia


Sabina Nessa, de 28 anos, ia se encontrar com uma amiga em um pub próximo de casa mas foi morta durante o trajeto
Cortesia Polícia Metropolitana de Londres
Professora é morta em Londres a caminho de um pub, diz polícia
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Americanos fazem vigília após a morte da influencer Gabby Petito


Polícia e FBI buscam pelo noivo da influencer, desaparecido, em uma reserva na Flórida. Casal viajava pelos EUA, e corpo de Gabrielle Petito foi encontrado no domingo em parque em Wyoming. Jovens fazem vigília em Salt Lake City após a morte da influencer Gabby Petito nos EUA, foto de 22 de setembro de 2021
Reprodução/NBC
Um pequeno grupo de pessoas se reuniu na noite de quarta-feira (22) para fazer uma vigília em Salt Lake City (Utah), nos Estados Unidos, após a morte da influencer Gabby Petito.
A influencer, encontrada morta no estado vizinho do Wyoming, viajava com o noivo, Brian Laundrie, pelo país. Eles haviam feito uma parada na capital de Utah, pouco antes de desaparecer.
A homenagem aconteceu durante o pôr do sol e admiradores acenderam velas, levaram flores e presentes para “celebrar a vida” da jovem.
Vigília em Salt Lake City, capital de Utah (EUA), em homenagem a Gabby Petito após a morte da influencer
Reprodução/NBC
Foto de Gabby Petito em vigília após sua morte, imagem feita em Salt Lake City (Utah), em 22 de setembro de 2021
Reprodução/NBC
Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causa comoção nos EUA
Petito deixou o emprego em julho para viajar e documentava a viagem principalmente no Instagram. Um vídeo publicado no YouTube, em que os dois aparecem sorrindo, se beijando e correndo na praia, já foi visto mais de 2,3 milhões de vezes.
A influenciadora digital estava desaparecida desde o dia 11, e seu corpo foi encontrado no domingo (19) no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming. Seus pais procuraram a polícia depois que ela não respondeu a ligações nem mensagens de texto por vários dias.
Perícia do médico legista do condado de Teton determinou que Petito foi assassinada, segundo o FBI.
Cartaz sobre o desaparecimento da jovem Gabby Petito, de 22 anos, em foto tirada em Jakson, Wyoming, em 16 de setembro de 2021. Corpo da influencer, que desapareceu durante uma viagem pelo país com seu noivo, foi encontrado no dia 19 em um parque.
Amber Baesler/AP
Laundrie havia voltado sozinho para casa no dia 1º, sem falar sobre o paradeiro de Petito, e saiu de casa de novo dias depois, dizendo que ia fazer uma trilha na reserva Carlton (veja mais abaixo).
A polícia o trata como uma “pessoa de interesse” (termo usado nos EUA para designar um suspeito ou uma pessoa que possa ter relação com a investigação), mas ele não foi acusado de nenhum crime até o momento.
Brian Laundrie e Gabby Petito
Reprodução / Redes Sociais
Noivo está desaparecido
Equipes de busca trabalham na reserva Carlton, perto de North Port, na Florida, em busca de Brian Laundrie, o noivo de Gabrielle “Gabby” Petito, em 22 de setembro de 2021. Petito foi dada como desaparecida no dia 11 e seu corpo foi encontrado no dia 19 no Parque Nacional Grand Teton, em Wyoming, nos Estados Unidos.
Departamento de Polícia de North Port via AP
As buscas pelo noivo de Petito entraram no sexto dia, e uma equipe de mergulhadores se juntou à polícia e ao FBI, que estão usando cães farejadores, barcos e helicópteros para encontrar Brian Laundrie, de 23 anos.
Os trabalhos se concentram na reserva Carlton, uma região de pântano cheia de crocodilos no estado da Flórida, mas nenhuma pista foi encontrada até o momento, disse um porta-voz na noite de quarta-feira (22).
Buscas por noivo de Gabby Petito contam com ajuda de cães farejadores
As buscas na Flórida
Autoridades não disseram por que estão convencidas de que Laundrie ainda pode estar dentro da reserva natural, que tem mais de 9,7 mil hectares e fica perto da casa da sua família em North Port.
A polícia de North Port diz que os pais dele não relataram seu desaparecimento até o dia 14, três dias depois que a família o viu pela última vez.
Ele disse aos parentes que ia fazer uma caminhada sozinho na reserva, que tem mais de 128 km de trilhas e é dominada por águas pantanosas.
A casa da família Laundrie em North Port foi alvo de buscas na semana passada, e políciais foram vistos carregando caixas de papelão em uma van e apreendendo um Ford Mustang prata.
Viagem pelos EUA e desaparecimento
Petito e Laundrie deixaram o estado de Nova York, onde moravam, em julho. Eles viajaram em uma van postando fotos nas redes sociais enquanto viajavam por Kansas, Colorado e Utah.
Gabby Petito, em imagem de 2019 publicada em seu perfil em uma rede social
Reprodução/Instagram
Testemunhas viram Petito pela última vez em 24 de agosto, quando ela deixou um hotel em Salt Lake City, e ela postou sua última foto no dia seguinte.
A última mensagem do telefone de Petito para a sua mãe, Nicole Schmidt, foi em 30 de agosto — e a polícia desconfia de seu conteúdo.
Ela dizia apenas: “Nenhum serviço em Yosemite”, um parque nacional na Califórnia, na Costa Oeste doEUA, que Petito e Laundrie não visitaram durante a viagem.
Ligação para o 911
Em 12 de agosto, uma pessoa ligou para o 911 relatando que Laundrie estava batendo em Petito na frente da Moonflower Community Cooperative em Moab, no estado de Utah.
A polícia de Moab parou o casal em uma rodovia perto do Parque Nacional Arches.
A filmagem da câmera corporal do agente mostra Petito soluçando enquanto descreve uma briga do casal, em que ela disse ter levado um tapa de Laundrie enquanto ele dirigia a van.
Os policiais não tomaram nenhuma atitude e apenas recomendaram que os dois passassem a noite separados.
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FBI diz que perícia inicial confirma que Gabby Petito foi assassinada
Gabby Petito e Brian Laundrie: o que se sabe sobre o namorado da influencer encontrada morta
A influenciadora Gabby Petito, cujo corpo foi encontrado nos Estados Unidos em um parque em Wyoming
Reprodução/Redes sociais
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Imigrantes deportados dos EUA: as cenas de caos e revolta em aeroporto com chegada de haitianos


Imagens de vídeo registradas no aeroporto mostram pessoas lutando para pegar seus pertences pessoais depois que as bagagens foram jogadas de dentro do avião oriundo dos EUA. Estados Unidos começam a deportar centenas de imigrantes haitianos
O principal aeroporto do Haiti foi tomado por revolta e caos durante a chegada de migrantes deportados dos Estados Unidos para o país.
Algumas das pessoas deportadas para o Haiti tentaram voltar para a aeronave usada pelo governo dos EUA
Reuters/Via BBC
Diversas pessoas correram de volta para o avião em que haviam chegado à capital Porto Príncipe nesta semana, e outras jogaram sapatos na aeronave.
No fim de semana passado, os EUA começaram a deportar imigrantes de uma área de fronteira no Texas, que teve um grande fluxo migratório nas últimas semanas. Cerca de 13 mil pessoas se reuniram sob uma ponte que liga Del Rio, no Texas, a Ciudad Acuña, no México, para tentar a travessia.
Além disso, há milhares de relatos de pessoas presas, a maioria de haitianos, perto da fronteira entre a Colômbia e o Panamá. Parte delas seguiria em direção aos EUA.
Caos no aeroporto e luta com agentes
A confusão teve início no aeroporto Toussaint Louverture quando um homem tentou embarcar novamente na aeronave oriunda dos EUA. A tripulação do avião precisou correr para fechar as portas do jato antes que ele conseguisse entrar, relata a agência de notícias Reuters.
EUA começam a deportar haitianos em massa, e ONU alerta que expulsões podem configurar violação
Imagens de vídeo registradas no aeroporto mostram pessoas lutando para pegar seus pertences pessoais depois que as bagagens foram jogadas de dentro do avião oriundo dos EUA. Há relatos de que alguns migrantes não foram informados de que seriam enviados de volta ao Haiti.
De acordo com um comunicado divulgado pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, houve dois incidentes relacionados aos voos que levaram os haitianos de volta.
Pertences dos deportados foram jogados da aeronave que os trouxe dos EUA
Reuters/Via BBC
A emissora de televisão NBC News apurou que os pilotos de um dos voos foram agredidos na chegada ao Haiti e que três oficiais da imigração dos EUA também ficaram feridos.
Em um incidente separado no estado americano do Texas, um grupo de haitianos teria lutado contra guardas de fronteira do governo dos EUA e tentado escapar após perceber que seriam deportados. Eles estavam sendo transportados em um ônibus da cidade de Brownsville para Del Rio.
“Quando os migrantes descobriram que seriam enviados de volta ao Haiti, tomaram o ônibus e fugiram”, disse Brandon Judd, presidente do Conselho Nacional de Patrulha de Fronteira.
A deportação de migrantes foi criticada pela Partners In Health, ONG que atua no país.
“Durante um período desafiador e perigoso para o Haiti, é inconcebível e cruel mandar homens, mulheres e crianças de volta para o que muitos deles nem mesmo chamam mais de ‘casa’.”
Muitos haitianos deixaram o país após um terremoto devastador em 2010, e um grande número dos que estavam no campo vivia no Brasil ou em outros países da América do Sul e viajou para o norte depois de não conseguirem encontrar empregos ou situação legal.
Este ano trouxe mais dificuldades para o país empobrecido. O presidente do Haiti foi assassinado em julho, e no mês seguinte o território haitiano sofreu mais um terremoto devastador.
Deportações podem aumentar
Cerca de 4.000 pessoas foram deportadas ou transferidas para outros centros de detenção, de acordo com o governo dos EUA. E as deportações devem aumentar, com até sete voos diários, segundo o jornal Washington Post.
A agência de notícias Associated Press também informou que autoridades de outros países também estão liberando migrantes haitianos para seguirem para os EUA “em uma escala muito, muito grande”.
Por outro lado, o governo colombiano disse que cerca de 19.000 migrantes, principalmente do Haiti, estão presos perto da fronteira com o Panamá. Eles costumam cruzar para o Panamá e prosseguir a pé como parte de uma longa viagem ao norte em direção aos EUA.
Segundo um alto funcionário colombiano, muitos migrantes agora estão presos perto da fronteira por causa de um acordo entre os dois países que restringe o número de migrantes que cruzam o Golfo de Urabá para o Panamá a apenas 250 pessoas por dia.
Ele acrescentou que muitos migrantes têm arriscado suas vidas ao tentar cruzar o golfo ilegalmente, à noite, em barcos sem segurança adequada.
Aqueles que conseguiram chegar por fim aos EUA e acabaram detidos enquanto cruzavam a fronteira agora aguardam a decisão em um acampamento improvisado sob temperaturas de 37°C. Há muitas reclamações sobre alimentação e saneamento inadequados.
A maioria dos que estão no acampamento são haitianos, mas há também cubanos, peruanos, venezuelanos e nicaraguenses. Não há informações oficiais sobre a presença de brasileiros.
Dados do órgão de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA revelam que o número de brasileiros cruzando ilegalmente a fronteira sul dos EUA bateu recorde ao longo dos últimos dez meses. De outubro de 2020 a agosto deste ano, 46.410 brasileiros foram detidos — seis vezes mais do que um período semelhante anterior.
Só em agosto, 9.098 tentaram a travessia, a maior marca desde o início do ano fiscal de 2021 (que vai de 1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021).
A ‘terrível’ caçada a haitianos com cavalos
Os vídeos e imagens de vários agentes da fronteira dos EUA a cavalo perseguindo e atacando migrantes com um suposto chicote próximo ao Rio Grande, em área limítrofe ao pequeno município de Del Rio, no estado americano do Texas, geraram debate no país.
Um agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir um imigrante de chegar ao território do país, em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje / AFP
Nas imagens, os agentes são vistos segurando instrumentos que alguns descreveram como “chicotes”, embora as autoridades garantam que são “rédeas” usadas para “garantir o controle do cavalo”.
“Havia um fluxo contínuo e (os agentes) diziam: ‘Não, você não pode entrar. Volte para o México’. Mas as pessoas diziam ‘mas minha família está lá'”, disse fotógrafo Paul Ratje, da agência de notícias AFP, ao jornal Washington Post.
Isso ocorreu porque alguns migrantes cruzaram para o México para comprar comida e água para eles e suas famílias, que eram escassos no lado americano, e voltaram para o acampamento improvisado sob uma ponte no município de Del Rio.
Imigrante atravessa o Rio Grande para chegar aos EUA com uma criança no ombro, em 20 de setembro de 2021
Felix Marquez/AP
A congressista democrata Ilhan Omar descreveu as ações dos agentes de fronteira como “abusos aos direitos humanos” e como “cruéis, desumanos e uma violação das leis nacionais e internacionais”.
O secretário de Segurança Interna dos EUA, Alejandro Mayorkas, garantiu que os fatos seriam investigados, descrevendo a situação dos migrantes como “desafiadora e dolorosa”.
No entanto, ele emitiu um aviso: “Se você vier ilegalmente para os Estados Unidos, será devolvido. Sua viagem não será bem-sucedida e você estará colocando sua vida e a de sua família em perigo.”
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Fonte: G1 Mundo

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Mensagem em caminhão funerário ‘incentiva’ vacinação contra Covid nos EUA


Imagem feita em Charlotte, na Carolina do Norte, viralizou. Agência de notícias Reuters diz que veículo era falso e, na verdade, se tratava uma campanha publicitária pró-vacina. ‘Não se vacine’: mensagem em caminhão funerário ‘incentiva’ imunização contra a Covid-19 nos EUA
Kelly Lancaster/Reuters
Um caminhão funerário com a frase “Não se vacine” foi usado para incentivar a imunização contra a Covid-19 em Charlotte, no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
Além da frase, estava escrito “Wilmore Funeral Home” (“Funerária Wilmore”, em tradução livre) no caminhão, que circulou pela cidade no domingo (19).
A imagem viralizou nas redes sociais. Segundo a agência de notícias Reuters, o veículo era falso e, na verdade, se tratava de uma campanha publicitária pró-vacina.
O site com o nome da funerária tem apenas uma mensagem: “Vacine-se agora. Senão nos veremos em breve”.
Ao clicar em “Vacine-se agora”, o usuário é redirecionado para o site de um centro de vacinação contra a Covid-19.
Site registrado em nome da Wilmore Funeral Home
Reprodução/wilmorefuneralhome.com
A agência de publicidade Boone Oakley, de Charlotte, disse ser responsável pela campanha e publicou uma foto do caminhão “funerário” em frente ao seu escritório.
O jornal local “Charlotte Observer” diz que o centro de vacinação StarMed, para onde o usuário é redirecionado, apoiou a ideia para incentivar que mais pessoas seja imunizadas no estado.
VÍDEOS: novidades sobre vacinas contra a Covid-19

Fonte: G1 Mundo