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Ataque a ônibus em Jerusalém deixa feridos


Polícia procura homem que disparou contra o veículo. Segurança israelense inspeciona ônibus após um ataque em Jerusalém
AHMAD GHARABLI / AFP Photo
Sete pessoas ficaram feridas, duas delas com gravidade, em um ataque armado a um ônibus no centro de Jerusalém neste domingo (14), informaram a polícia de Israel e equipes de resgate.
“A polícia foi informada de um tiroteio em um ônibus perto do Túmulo de Davi. A polícia isolou o local e está procurando um suspeito que fugiu”, disse a força de segurança.
Há muitos policiais no local onde o ataque ocorreu, perto do Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém.
“Há um total de sete feridos, todos conscientes, uma mulher e seis homens, dois dos quais estão em estado grave após o ataque terrorista na Cidade Velha de Jerusalém”, disse Zaki Heller, porta-voz do Magen David Adom (MDA), o equivalente israelense da Cruz Vermelha.
“Chegamos rapidamente ao local. Na rua Ma’ale Hashalom (…) os transeuntes nos chamaram para prestar socorros a dois homens de 30 anos que ficaram feridos no ônibus. Eles estavam conscientes e andando com ferimentos na parte superior do corpo”, disse um socorrista do MDA em comunicado divulgado pela entidade.
Na semana passada, o exército israelense realizou uma “operação preventiva” contra o movimento armado da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza. O grupo respondeu disparando foguetes contra Israel.
Pelo menos 49 palestinos, incluindo combatentes da Jihad Islâmica e crianças, foram mortos na escalada militar do fim de semana, que culminou no domingo passado em uma trégua mediada pelo Egito.

Fonte: G1 Mundo

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Salman Rushdie é extubado e consegue falar, afirma colega do escritor

Depois de ter sido submetido a uma cirurgia, ele não precisa mais da ajuda de aparelhos para respirar e já consegue falar. Quem é Salman Rushdie?
Após ter sido esfaqueado em um ataque, Salman Rushdie apresentou melhoras e foi extubado. De acordo com o autor e colega Aatish Taseer, ele já não precisa mais da ajuda de aparelhos para respirar e consegue se comunicar com as pessoas. Andrew Wylie, agente de Rushdie, confirmou essa informação, mas sem dar mais detalhes.
O que se sabe sobre o homem acusado pelo ataque contra o escritor em Nova York
Quem é Salman Rushdie, autor de ‘Os Versos Satânicos’ alvo de ataque em Nova York
Rushdie também teve o fígado atingido e corre o risco de perder um olho. Depois de ter tomado entre 10 e 15 facadas, ele sofreu danos ao nervo do braço, mas deve recuperar os movimentos da mão.
O ataque
Autor do livro “Os versos satânicos” e jurado de morte pelo regime do Irã na década de 1980, Salman foi atacado nesta sexta-feira (12) quando estava prestes a dar uma palestra em Chautauqua, no estado de Nova York.
De acordo com a polícia local, ele foi esfaqueado no pescoço e no torso por um homem que correu para o palco. Depois de ter tomado aproximadamente 10 facadas, ele foi levado ao hospital de helicóptero e submetido a uma cirurgia.
Autor do atentado foi preso
O autor do ataque foi detido por policiais que estavam no evento e está preso. Ele se chama Hadi Matar, tem 24 anos e é de Nova Jersey. A polícia disse em entrevista coletiva que não estabeleceu ainda a motivação do crime.
Segundo as autoridades, aparentemente ele agiu sozinho.
Histórico
O livro “Os Versos satânicos” foi proibido no Irã em 1988, pois muitos muçulmanos o consideram uma blasfêmia. Um ano depois, o falecido líder do Irã, o aiatolá Ruhollah Khomeini, emitiu uma fatwa, ou edito, pedindo a morte de Rushdie.
A obra foi especialmente polêmica por ter um personagem inspirado no profeta Maomé retratado de forma considerada ofensiva por líderes da comunidade muçulmana.
O Irã também ofereceu mais de US$ 3 milhões (cerca de R$ 15 milhões) em recompensa para quem matar Rushdie.
Teerã assegurou em 1998 que a fatwa não seria aplicada. Mas o sucessor de Khomeini declarou em 2005 que Rushdie era um apóstata e que poderia ser morto impunemente. E o governo do conservador Mahmoud Ahmadinejad declarou em 2007 que a fatwa ainda era válida.

Fonte: G1 Mundo

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Cachorra é encontrada em caverna no Missouri depois de dois meses desaparecida


Abby, resgatada por exploradores, foi encontrada a uma profundidade de 152 metros. Abby, que ficou desaparecida por dois meses, foi resgatada por grupo de exploradores em uma caverna no Missouri, nos EUA.
Reprodução
Um grupo de exploradores encontrou a cachorra Abby, que tem treze anos e ficou desaparecida por dois meses em uma caverna no contado de Perry, no estado americano do Missouri. A caverna faz parte do sistema Moore, o segundo maior conjunto de cavernas do estado, com aproximadamente 35 quilômetros de extensão.
O espeleólogo Rick Haley, de 66 anos, e outras trinta pessoas exploravam a caverna como parte de um projeto para o Cave Research Foundation, um grupo sem fins lucrativos dedicado à preservação e ao estudo das cavernas dos Estados Unidos.
Haley era um dos coordenadores da expedição e foi avisado pelo corpo de bombeiros que uma cachorra estava perdida na caverna. Ela foi avistada por uma família que entrou no local antes do grupo de Haley e ligou para a emergência.
Para resgatar a cachorra, os bombeiros pediram ajuda a Haley, que convidou seu colega Gerry Keene — os dois têm treinamento especializado em resgate em cavernas.
Haley e Keene tiveram que atravessar passagens apertadas para chegar até Abby, que estava debilitada e bastante suja, a aproximadamente 152 metros da entrada da caverna. “Ela não tinha nenhum ferimento aparente, mas estava muito desnutrida, era só pele e osso. Ela também estava toda suja de lama”, contou Haley.
Haley se espreme para atravessar uma das passagens da caverna
Reprodução
Segundo ele, a cachorra estava assustada, relutante a andar, e precisou ser retirada da caverna em uma mala, envolta em um cobertor. O resgate durou cerca de 1 hora.
Um dos membros do grupo que estava com Haley tirou fotos da cachorra e saiu pelo bairro local à procura do dono, que ficou chocado quando soube da notícia.
Depois de sair da caverna, Haley explicou que, apesar de seu treinamento não abranger resgates de animais, muitas das técnicas e dos conhecimentos utilizados nos resgates de pessoas puderam ser aplicados.
Cachorra Abby é resgatada por espeleólogos em caverna no Missouri, nos EUA
Reprodução
Não se sabe por quanto tempo Abby ficou na caverna ou como ela sobreviveu durante os dois meses em que ficou desaparecida. Segundo Haley e Keene, o local em que ela foi encontrada tem um pequeno riacho com peixes e crustáceos pequenos, mas era totalmente escuro.
Haley acredita que a cachorra deve ter entrado na caverna ao perseguir algum animal, como um guaxinim ou um rato. Para ele, provavelmente Abby foi carregada para o fundo da caverna pelas fortes chuvas e inundações que atingem a região nessa época do ano.
Haley e seu colega Keene retiram cachorra Abby para fora da caverna.
Reprodução

Fonte: G1 Mundo

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Taiwan agradece aos EUA por manterem segurança no Estreito de Taiwan


O Ministério das Relações Exteriores do país relatou que treze aviões da força aérea chinesa invadiram a região, considerada uma barreira não oficial entre os dois países. Soldado vigia estreito de Taiwan, nas ilhas Matsu, as mais próximas do continente sob controle taiwanês
GETTY IMAGES/via BBC
TAIPÉ – O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan expressou “sincera gratidão” neste sábado (13) aos Estados Unidos por terem tomado “ações concretas” para manter a segurança e a paz no Estreito de Taiwan. O Ministério relatou que treze aviões do exército chinês passaram pela região.
O coordenador norte-americano do Indo-Pacífico, Kurt Campbell, disse na sexta-feira (12) que a China “exagerou” em resposta à visita da presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan, evento que desencadeou dias de tensão ao redor da ilha — que a China vê como seu próprio território.
O Ministério das Relações Exteriores do país disse em comunicado que a “intimidação militar e econômica não provocada” da China “fortaleceu ainda mais a unidade e a resiliência do campo democrático global”.
Entenda a importância de Taiwan
Em um comício neste sábado, no sul de Taiwan, para as eleições locais, que estão marcadas para o final de novembro, a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, disse que não está apenas enfrentando candidatos rivais, “mas também a pressão da China”.
“Os taiwaneses são muito entusiasmados e amam a liberdade e a democracia, então muitos bons amigos internacionais vieram a Taiwan para nos apoiar. Isso é normal e bom, mas a China ameaça e intimida Taiwan”, disse ela.
A China continua sua atividade militar perto de Taiwan, embora em uma escala muito menor em comparação com a semana passada. O Estreito de Taiwan, cujo limite foi ultrapassado por treze aviões chineses, atua como uma fronteira não oficial entre os dois territórios.
Na terça (9), 16 aviões de guerra da China invadiram o espaço de defesa aérea de Taiwan. No mesmo dia, o governo taiwanês autorizou o início de exercícios militares com munição real, em resposta às ofensivas chinesas.

Fonte: G1 Mundo

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Homem suspeito de atacar Salman Rushdie é indiciado por tentativa de homicídio, diz promotor


Hadi Matar, de 24 anos, está preso sem fiança. Rushdie sofria ameças de mortes há mais de 30 anos, desde quando o governo do Irã anunciou uma recompensa para quem o matasse. Suspeito de atacar Salman Rushdie é preso e acusado de tentativa de homicídio
AP/Charles Fox via AP
WASHINGTON – Hadi Matar, suspeito de esfaquear o escritor Salman Rushdie em um evento em Nova York, na sexta-feira (12), foi acusado de tentativa de homicídio e está detido sem fiança, disse a promotoria do condado de Chautauqua neste sábado (13)
Hadi Matar, um homem de 24 anos de Fairview, Nova Jersey, foi indiciado por tentativa de homicídio em segundo grau e agressão em segundo grau, disse o promotor distrital do condado, Jason Schmidt, em nota.
Schmidt disse que autoridades estaduais e federais, inclusive em Nova Jersey, estão trabalhando para entender o planejamento e a preparação do ataque e determinar se mais acusações devem ser apresentadas.
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Rushdie, escritor indiano que passou anos escondido, depois que o Irã pediu aos muçulmanos que o matassem por causa de seu romance “Os Versos Satânicos”, foi esfaqueado no pescoço e no torso em palco durante uma palestra na sexta-feira (12). Após horas de cirurgia, Rushdie estava sob ventilação e incapaz de falar.
Salman Rushdie, de 75 anos, atacado a facadas em uma palestra nos Estados Unidos.
Grant Pollard/Invision/AP
A Reuters não conseguiu identificar imediatamente se Matar, que comprou um ingresso para o evento na Chautauqua Institution, no oeste de Nova York, tem representação legal.
Uma revisão preliminar das redes sociais do acusado, por parte das autoridades, mostrou que ele era simpático ao extremismo xiita e ao Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica, conhecido popularmente como Guarda Revolucionária Iraniana, segundo a NBC de Nova York.
Hadi Matar nasceu na Califórnia e se mudou recentemente para Nova Jersey, disse a reportagem da NBC, acrescentando que ele tinha uma carteira de motorista falsificada.
As polícias de Nova York e Nova Jersey não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre a reportagem da NBC.
(Por Kanishka Singh)

Fonte: G1 Mundo

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Rússia ameaça romper relações bilaterais com os EUA


Moscou considera que relações com Washington podem chegar a “ponto de não retorno” se EUA confiscarem ativos russos ou declararem o país um Estado patrocinador do terrorismo.
Missíl balístico intercontinental é exibido durante comemorações do Dia da Vitória na Praça Vermelha, em Moscou
REUTERS/Evgenia Novozhenina
Moscou alerta para “ponto de não retorno” nos laços diplomáticos se Washington confiscar ativos russos ou declarar o país como Estado patrocinador do terrorismo. A Rússia alertou neste sábado (13) que qualquer apreensão de ativos russos pelos Estados Unidos destruiria completamente as relações bilaterais entre Moscou e Washington.
A ameaça foi feita pelo chefe do Departamento Norte-Americano do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Darchiev, citado pela agência de notícias russa TASS.
As relações entre Moscou e o Ocidente se deterioraram drasticamente desde que o presidente Vladimir Putin enviou dezenas de milhares de tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro, numa guerra de agressão que chamou de “operação militar especial”.
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Potências ocidentais responderam com sanções econômicas, financeiras e diplomáticas sem precedentes, incluindo o congelamento de cerca de metade das reservas de ouro e divisas da Rússia, que estavam perto de 640 bilhões de dólares antes de 24 de fevereiro.
Altas autoridades do Ocidente, incluindo o chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, sugeriram apreender as reservas congeladas para ajudar a financiar a futura reconstrução da Ucrânia.
“Alertamos os americanos das consequências prejudiciais de tais ações, que prejudicariam permanentemente as relações bilaterais, o que não é do interesse deles nem do nosso”, afirmou Darchiev em entrevista à TASS.
Não ficou imediatamente claro a quais ativos ele estava se referindo.
Os Estados Unidos e seus aliados europeus também congelaram 30 bilhões de dólares em ativos pertencentes a indivíduos ricos que têm laços com o presidente russo, incluindo iates, helicópteros, imóveis e obras de arte, segundo informações do governo de Joe Biden.
Em julho, um promotor americano afirmou que o Departamento de Justiça dos EUA estava buscando uma autoridade mais ampla do Congresso para confiscar os bens dos oligarcas russos como meio de pressionar Moscou sobre suas ações na Ucrânia.
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‘Estado patrocinador do terrorismo’
À TASS, Darchiev também afirmou que Moscou já advertiu os Estados Unidos de que os laços diplomáticos seriam muito danificados e poderiam até mesmo ser rompidos se a Rússia for declarada um “Estado patrocinador do terrorismo”.
O governo Biden tem estado sob pressão para incluir Moscou nessa lista de países, da qual já fazem parte nações como Cuba, Irã, Síria e Coreia do Norte.
Tanto a Câmara quanto o Senado americano introduziram resoluções pedindo que o secretário de Estado, Antony Blinken, faça tal declaração. No mês passado, dois senadores dos EUA viajaram a Kiev para discutir a iniciativa com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski.
“Se aprovado, isso significaria que Washington teria atravessado um ponto de não retorno, com os mais graves danos colaterais às relações diplomáticas bilaterais, desde sua redução ou até mesmo a ruptura das mesmas. Os americanos foram advertidos”, disse o russo.
Na última quinta-feira, o parlamento da Letônia declarou a Rússia como Estado patrocinador do terrorismo devido à guerra na Ucrânia, e fez um apelo aos aliados ocidentais para que imponham sanções mais abrangentes contra Moscou.

Fonte: G1 Mundo

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Mar-a-Lago: residência de Trump é ‘pesadelo’ de segurança que abrigava documentos confidenciais


Agentes do FBI apreenderam dezenas de caixas e pastas na residência do ex-presidente americano. Nos EUA, há leis federais que proíbem o manuseio incorreto de material sigiloso. Imagem de Mar-A-Lago, clube e residência de Donald Trump, onde o FBI apreendeu documentos confidenciais.
Marco Bello/Reuters
A apreensão de documentos confidenciais do governo dos Estados Unidos do amplo retiro de Donald Trump em Mar-a-Lago destaca as atuais preocupações de segurança nacional representadas pelo ex-presidente norte-americano e a residência que ele apelidou de Casa Branca de Inverno, afirmam especialistas em segurança.
Trump está sob investigação federal por possíveis violações da Lei de Espionagem, que torna ilegal espionar para outro país ou usar informações de defesa dos EUA de forma inadequada, incluindo compartilhá-las com pessoas não autorizadas, mostra um mandado de busca.
ENTENDA: Ex-presidente pode ter cometido infrações puníveis com até 20 anos de prisão
Justiça divulga mandado que motivou operação do FBI na casa de Trump
Como presidente, Trump às vezes compartilhava informações, independentemente de sua sensibilidade. No início de sua presidência, ele deu espontaneamente informações altamente confidenciais ao ministro das Relações Exteriores da Rússia sobre uma operação planejada do Estado Islâmico enquanto estava no Salão Oval, disseram autoridades norte-americanas na época.
Mas foi em Mar-a-Lago, na Flórida, onde membros e pessoas endinheiradas compareceram a casamentos e jantares beneficentes, divertindo-se em um pátio arejado, que a inteligência norte-americana pareceu especialmente em risco.
Embora o Serviço Secreto tenha fornecido segurança física para o local enquanto Trump era presidente –e também depois–, eles não são responsáveis por controlar convidados.
Na residência, a apreensão por agentes do FBI de vários conjuntos de documentos e dezenas de caixas – incluindo informações sobre a defesa dos EUA e uma referência ao “presidente francês”– , representa um cenário assustador para os profissionais de inteligência.
“É um ambiente de pesadelo para um tratamento cuidadoso de informações altamente confidenciais”, disse um ex-oficial de inteligência dos EUA. “É apenas um pesadelo.”
O mandado de busca do Departamento de Justiça dos EUA levanta preocupações sobre a segurança nacional, disse a ex-funcionária do órgão Mary McCord.
“Claramente eles achavam que era muito sério levar esses materiais de volta a espaço seguro”, disse McCord. “Mesmo apenas a retenção de documentos altamente confidenciais em armazenamento impróprio –especialmente em Mar-a-Lago, com visitantes estrangeiros lá e outros que possam ter conexões com governos estrangeiros e agentes estrangeiros– cria uma ameaça significativa à segurança nacional.”
Trump, em comunicado em sua plataforma de mídia social, disse que os registros foram “todos desclassificados” e colocados em “armazenamento seguro”.
McCord disse, no entanto, que não viu “argumento plausível de que ele havia tomado uma decisão consciente sobre cada um deles para desclassificá-los antes de sair”. Depois de deixar o cargo, disse ela, Trump não tinha o poder de desclassificar informações.
Investigação por violação de Lei de Espionagem ameaça Trump, suspeito de desviar documentos secretos

Fonte: G1 Mundo

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‘Peixes mortos por todos os lados’ em rio entre a Alemanha e a Polônia

‘Magnitude da mortandade é muito grande, o suficiente para dizer que o Oder precisará de anos para voltar ao seu estado natura’, disse primeiro-ministro da Polônia. Milhares de peixes são encontrados mortos em rio entre a Alemanha e a Polônia
Milhares de peixes flutuam inertes no Oder, levantando temores de um “desastre” ecológico neste rio que corre entre a Alemanha e a Polônia, cujas autoridades pediram à população que não se aproxime de suas águas.
Cardumes de peixes mortos perto da cidade de Schwedt, no leste da Alemanha, foram provavelmente arrastados pelas correntes da Polônia, onde moradores e pescadores relataram casos pela primeira vez em 28 de julho.
As autoridades alemãs, surpresas com a chegada em massa desses animais, repreenderam as autoridades polonesas por não terem avisado.
Alemanha e França já receberam mais de 1 milhão de refugiados ucranianos desde o início da guerra
A ministra alemã do Meio Ambiente, Steffi Lemke, exigiu uma investigação minuciosa para determinar as causas desse “desastre ambiental”.
Na Polônia, o governo populista de direita foi criticado por não agir antes.
O primeiro-ministro Mateusz Morawiecki assegurou que tomou conhecimento do incidente “nos dias 9 ou 10 de agosto”, “é evidente que fiquei sabendo muito tarde”.
No dia anterior, ele tentou se justificar dizendo que “no início, todos pensavam que era apenas um problema local”.
“A magnitude da mortandade é muito grande, o suficiente para dizer que o Oder precisará de anos para voltar ao seu estado natural”, reconheceu, já que “enormes quantidades de resíduos químicos foram despejados, com plena consciência do risco e das consequências”. opinou.
Como cada país da União Europeia lida com a energia nuclear
De pé às margens do rio, Michel Tautenhahn, vice-diretor do Parque Nacional do Vale do Baixo Oder, contempla consternado o curso de água que marca a fronteira germano-polonesa.
“Estamos do lado alemão. Temos peixes mortos por toda parte”, diz à AFP. “Estou profundamente chocado. Tenho a impressão de ver décadas de trabalho arruinadas (…) A água é a nossa vida”, lamenta.
Não só os peixes morreram, mas também muitos outros animais aquáticos, como mexilhões. Os peixes são “apenas a parte visível do iceberg”, afirma.
O Oder é um rio considerado relativamente limpo há muitos anos e abriga quarenta espécies de peixes.
Muitos agora flutuam sem vida em suas águas.
– Morte “atípica” -As autoridades estimam que os animais provavelmente foram envenenados.
A mortandade é “atípica”, explica Axel Vogel, ministro do Ambiente do estado alemão de Brandemburgo, assegurando que já morreram “toneladas” de peixes.
As mortes de peixes são frequentemente causadas por níveis anormais de oxigênio quando o nível da água está muito baixo, explica.
“Mas detectamos um aumento no nível de oxigênio há dias, o que indica que uma substância externa entrou e causou tudo isso”, diz.
A análise está em andamento na Alemanha para estabelecer a natureza desta substância. As autoridades já relataram indícios de níveis extremamente altos de mercúrio, algo que a investigação terá que confirmar.
Na Polônia, a polícia ofereceu uma recompensa de US$ 215.000 para encontrar o culpado por trás da contaminação.
A oposição, autoridades locais e organizações ambientalistas exigiram explicações do governo e alguns até pediram demissões no Ministério do Clima, um de cujos vice-ministros ainda incentivou a população a tomar banho no Oder na quinta-feira.
“Isso se parece com Chernobyl quando, após a catástrofe, o poder soviético enviou pessoas para participar do desfile em 1º de maio”, comentou Daniel Petrykiewicz, ativista ambiental, à rede de televisão TVN24.
Na margem alemã do rio, Tautenhahn se preocupa com o futuro.
“Se for mercúrio, vai ficar lá por muito tempo”, diz, lembrando que esse metal não se desintegra e pode permanecer nos sedimentos por muitos anos.

Fonte: G1 Mundo

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Ucrânia e Rússia voltam a se acusar por ataques à usina nuclear de Zaporizhzhia


Desde a semana passada, os dois países se acusam da autoria de ataques contra a usina, que fica na Ucrânia e está sob controle russo. Usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, fica no sul da Ucrânia.
SERVIÇO DE IMPRENSA DO MINISTÉRIO DA DEFESA DA RÚSSIA/ASSOCIATED PRESS
A Ucrânia e a Rússia voltaram a se acusar mutuamente, neste sábado (13), de ataques contra a usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa.
Localizada no sul da Ucrânia, Zaporizhzhia está sob ocupação russa desde o início da guerra e tem sido palco de recentes enfrentamentos há uma semana.
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“Reduzam sua presença nas ruas de Enerhodar! Recebemos notícias de novas provocações por parte dos ocupantes” russos, escreveu no Telegram a agência nuclear ucraniana Energoatom, que publicou uma mensagem de um dirigente local da cidade de Enerhodar (controlada por Kiev), próxima da central de Zaporizhzhia.
“Segundo os depoimentos dos moradores, há novos bombardeios em direção da central nuclear de Zaporizhzhia […] O intervalo entre a saída e a queda dos projéteis é de 3 a 5 segundos”, acrescentou a agência na mensagem, segundo a AFP.
Por sua vez, as autoridades de ocupação instaladas pela Rússia em partes do sul da Ucrânia acusaram Kiev de estar por trás dos ataques.
“Enerhodar e a central nuclear de Zaporizhzhia estão sob fogo de militantes [do presidente Volodimir] Zelensky”, declarou no Telegram Vladimir Rogov, membro da administração militar e civil pró-Rússia.
Os projéteis caíram “em áreas situadas nas margens do [rio] Dnieper e na central”, afirmou Rogov, sem provocar vítimas nem danos.
Desde a semana passada, os dois países se acusam da autoria dos bombardeios contra usina de Zaporizhzhia, gerando temor de uma catástrofe nuclear.
A usina ucraniana ficou sob o controle das tropas russas em 4 de março, logo após o início da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro.
No começo desse mês, um ataque danificou um transformador elétrico de alta tensão, o que provocou a paralisação automática do reator número 3 da usina nuclear, ainda segundo a agência de notícias France Presse.
Os últimos bombardeios datam de quinta-feira e provocaram danos em uma estação de bombeamento e em sensores de radiação.
As autoridades ucranianas, com o apoio de seus aliados entre as potências ocidentais, pedem a retirada das tropas russas da área e que a mesma seja desmilitarizada, diante do que Zelensky classifica como “chantagem nuclear russa”.
Nesta semana, como mostrou o Jornal Nacional, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu o “fim imediato” de todas as atividades militares em torno da instalação e alertou que a continuação das hostilidades poderia “levar a uma catástrofe”.
(VÍDEO: Entenda a importância da usina nuclear de Zaporizhzhia.)
Entenda a importância da usina nuclear de Zaporizhzhia

Fonte: G1 Mundo

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Salman Rushdie: representante do Hezbollah afirma que grupo ‘não sabe nada’ sobre ataque a escritor


‘Não sabemos nada sobre esse assunto, então não comentaremos’, disse um representante do grupo armado à agência de notícias Reuters. Salman Rushdie é atacado por homem nos EUA
Um representante do grupo armado libanês Hezbollah, que é apoiado pelo Irã, afirmou neste sábado (13) que o grupo não tem informações sobre o motivo do ataque com faca contra o escritor britânico Salman Rushdie.
“Não sabemos nada sobre esse assunto, então não comentaremos”, disse um representante do grupo à agência de notícias Reuters, falando sob condição de anonimato.
Quem é Salman Rushdie, autor de ‘Os Versos Satânicos’ alvo de ataque em Nova York
O Hezbollah é apoiado pelo Irã. Em 14 de fevereiro de 1989, o aiatolá Ruhollah Khomeini, o primeiro líder supremo do país, publicou uma fatwa (determinação jurídica islâmica) em que pedia a morte de Rushdie.
Fatwas são determinações legais da lei islâmica, emitidas por uma pessoa com autoridade e que foi provocada —ou seja, é como um juiz na Justiça comum: alguém que tem autoridade para decidir questões que chegam a ele, mas não pode protocolar um processo e também tomar a decisão.
Salman Rushdie é autor de doze romances e diversos ensaios
BRIAN SNYDER/REUTERS/via BBC
Autor do atentado foi detido
O autor do ataque foi detido por policiais que estavam no evento e está preso. Ele se chama Hadi Matar, tem 24 anos e é de Nova Jersey.
Na sexta-feira (12), a polícia disse em entrevista coletiva que não estabeleceu ainda a motivação do crime.
Matar é originalmente libanês e sua família é da cidade de Yaroun, no sul do Líbano, disse o prefeito de Yaroun, Ali Tehfe, à agência Reuters.
Tehfe disse também que os pais emigraram para os Estados Unidos e Matar nasceu e foi criado lá.
Quando perguntado se Matar ou seus pais eram afiliados ou apoiavam o Hezbollah, Tehfe disse que não tinha “nenhuma informação” sobre as opiniões políticas dos pais ou de Matar enquanto viviam no exterior.

Fonte: G1 Mundo