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Bolsonaro é único dos presidentes do G20 sem vacina na Assembleia Geral da ONU


Não houve anúncios oficiais sobre vacinação de três outros representantes das principais economias do mundo. Bolsonaro é o único que afirma não ter tomado a vacina. Bolsonaro discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU nesta terça (21)
O presidente Jair Bolsonaro embarcou para Nova York no domingo (19), para participar da 76ª Assembleia Geral da ONU, sem ter tomado qualquer vacina contra a Covid-19.
Entre os 19 líderes do G20 (composto pelas 19 principais economias mais a União Europeia) presentes no encontro, Bolsonaro é o único que declarou que não tomou e não iria tomar a vacina para ir ao evento anual da Organização das Nações Unidas.
Maioria dos líderes tomaram vacinas e compartilharam as imagens
Reuters, Governo do Reino Unido, Reprodução/Via BBC
Não houve divulgação oficial sobre o status vacinal de outros três líderes que vão representar seus países na assembleia: dois ministros das Relações Exteriores (da China e da Arábia Saudita) e o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin.
No entanto, tanto o rei da Arábia Saudita, Salman Bin Abdulaziz Al-Saud, quanto o presidente da Rússia, Vladmir Putin, tomaram suas vacinas. Já a situação vacinal do presidente da China, Xi Jinping, é um mistério: o país não divulgou se o presidente se vacinou ou não. Ele não participará do encontro de forma presencial.
Jair Bolsonaro em discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU em 2019
AFP
Houve uma grande discussão sobre se os líderes e suas comitivas diplomáticas teriam que apresentar seus atestados de vacinação para entrar em Nova York – a cidade exige comprovação de vacinação para circular em espaços públicos fechados. Mas a ONU acabou informando às comitivas que haveria uma exceção diplomática e a entidade não iria cobrar os atestados.
Exemplo para população
Não se vacinar ou mesmo não divulgar o status vacinal de seus líderes é exceção entre as principais economias do mundo.
Na grande maioria dos países, os líderes não só tomaram alguma das diversas vacinas contra a Covid-19 disponíveis, mas fizeram grande publicidade de suas vacinações para incentivar a população.
O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, por exemplo, tomou a primeira dose da vacina da AstraZeneca em abril deste ano. É ele quem vai representar o país na ONU. A primeira-ministra alemã Angela Merkel, que não estará em Nova York neste ano, também se vacinou publicamente. Ela tomou a primeira dose da AstraZeneca e a segunda da Moderna.
Apesar do país ser muito estrito quanto ao direito à privacidade médica, a divulgação da vacinação dos líderes é considerada um exemplo para a população.
“E agora ela talvez tenha afastado o medo das pessoas, que estavam ou estão preocupadas com essa chamada vacinação cruzada (tomar doses de vacinas diferentes, como recomendou o Ministério da Saúde do país)”, afirmou na época o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert.
O presidente do Canadá, Justin Trudeau, também tomou a primeira dose da AstraZeneca e a segunda da Moderna, completando sua imunização em julho. O país também recomendou que quem recebeu a primeira dose de AstraZeneca tomasse a segunda dose de outra vacina de RNA – da Pfizer ou da Moderna.
Já o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, tomou ambas as doses da vacina da AstraZeneca. Em junho, quando tomou a segunda dose, publicou uma foto nas suas redes sociais dizendo “segunda dose tomada! Quando for sua vez, tome a vacina!”.
O presidente dos EUA, Joe Biden, tomou a primeira dose da vacina da Pfizer ainda em dezembro de 2020, quando já tinha sido eleito mas ainda não tinha assumido. Sua vacinação foi exibida ao vivo na televisão.
Como Bolsonaro vai a Nova York sem se vacinar?
O presidente da França, Emmanuel Macron, se vacinou em maio de 2021, mesmo tendo contraído Covid-19 em dezembro de 2020 – a vacina gera uma resposta imunológica melhor do que a resposta imunológica gerada pelo vírus, além de proteger contra outras variantes. A recomendação da OMS é que mesmo quem já teve a doença e já se curou tome a vacina.
Os primeiros-ministros da Itália, Mario Draghi, e do Japão, Suga Yoshihide, também divulgaram suas próprias vacinações – ou seja, todos os líderes dos países do g7 (grupo dos países mais industrializados do mundo) presentes na Assembleia Geral da ONU.
Os presidentes da Argentina, Alberto Fernandez, e o do México, Andrés Manuel López Obrador – outros dois países da América Latina no G20, além do Brasil – também se vacinaram contra Covid-19 e divulgaram a vacinação.
López Obrador teve uma marcante mudança de postura. No início da pandemia, ele minimizava o coronavírus e se recusava a usar máscara em público, assim como Bolsonaro. Depois, desistiu de negar a gravidade da situação.
Quando tomou a primeira dose da vacina da AstraZeneca, em abril deste ano, já defendia o distanciamento social e fez publicidade da vacinação para incentivar os mexicanos. “Não dói e ajuda muito, protege a todos nós”, disse. “Faço um apelo aos idosos para que todos nós nos vacinemos, não há nenhum risco”, afirmou o presidente, de 67 anos.
O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, aliado de Bolsonaro e muitas vezes comparado com ele (pelo jornal “New York Times”, por exemplo, na época da Assembleia-Geral da ONU de 2019), teve uma postura diferente do brasileiro.
Enquanto Bolsonaro criticou inúmeras vezes a Coronavac, Erdogan tomou duas doses da vacina criada pela empresa chinesa Sinovac. A segunda dose foi tomada em janeiro deste ano, quando o país começava uma campanha nacional de vacinação.
O presidente da Indonésia, Joko Widodo, também se imunizou com a vacina da Sinovac em janeiro de 2021.
Os presidentes da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, também se vacinaram e divulgaram o ato para incentivar a população. Os primeiros-ministros da Austrália, Scott Morrison e da Índia, Narendra Modi, fizeram a mesma coisa.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA começam a deportar haitianos em massa; cerca de 12 mil devem ser retirados do país


Pode ser que haja até sete voos semanais com destino ao Haiti para que todos os imigrantes que forem deportados sejam levados. EUA deportam imigrantes acampados embaixo de ponte na fronteira com o México
O governo dos Estados Unidos levou, de avião, haitianos que estavam acampados em uma cidade no Texas ao Haiti no domingo (19). Os americanos ainda tentam impedir a entrada de mais haitianos que atravessam do México.
De acordo com a agência Associated Press, essa pode ser a maior ação de retirada de imigrantes em décadas.
Imigrante atravessa o Rio Grande para chegar aos EUA com uma criança no ombro, em 20 de setembro de 2021
Felix Marquez/AP
No total, 12 mil pessoas que estão acampadas perto de uma ponte na cidade de Del Rio, no Texas, devem ser retiradas. Elas chegaram aos EUA pelo município de Ciudad Acuña, no México.
Mais de 320 pessoas chegaram a Porto Príncipe em três voos. De acordo com as autoridades no Haiti, outros seis aviões devem chegar na terça-feira.
Pode ser que haja até sete voos de pessoas expulsas dos EUA por dia a partir de quarta-feira. A princípio, quatro vão para Porto Príncipe, e três para Cap-Haitien. Os aviões vão decolar das cidades americanas de San Antonio e El Paso.
Governo dos EUA planeja voos de deportação para imigrantes que tentam entrar no país
Desde março de 2020, o México passou a aceitar imigrantes da América Central que tentaram entrar nos EUA, mas não conseguiram visto.
No entanto, só podem ser levados ao México pessoas de três países: Guatemala, Honduras e El Salvador.
Os haitianos que tentam entrar nos EUA estão buscando outras vias de acesso, em outros pontos do rio que separa o país do México.
Os imigrantes que conseguem atravessar o rio simplesmente aguardam do lado americano, até que sejam ordenados a se encaminharem ao acampamento.
Houve alguns que tentaram voltar ao México.
No domingo, o México falou que também vai começar a deportar haitianos para o Haiti. Ainda há um grande grupo de imigrantes que vai tentar ir até os EUA e que, atualmente, está na Guatemala.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA suspenderão restrições a estrangeiros vacinados contra Covid a partir de novembro

Medida vale para todos os países, inclusive o Brasil. País manterá a exigência de que o passageiro apresente um teste negativo de Covid-19 feito até 3 dias antes do embarque. Os Estados Unidos vão suspender todas as restrições de viagens internacionais, a partir de novembro, para estrangeiros que estiverem totalmente vacinados contra a Covid-19, anunciou o governo do presidente Joe Biden nesta segunda-feira (20).
A Casa Branca informou que a medida entra em vigor “a partir do início de novembro”, sem especificar o dia. Segundo o comunicado, os estrangeiros que viajarem aos EUA deverão estar totalmente vacinados e apresentar o comprovante de vacinação antes de embarcar.
Além disso, o país vai manter a exigência de que o passageiro apresente um teste negativo de Covid-19 feito até 3 dias antes do embarque.
A medida vale para todos os países, inclusive o Brasil, e substitui o atual sistema, que restringe o voo de estrangeiros de determinados países. Não foi informado até o momento sobre quais vacinas serão aceitas.
Segundo a Casa Branca, o CDC (sigla em inglês pra Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) será consultado para orientar quais imunizantes serão aceitos.
Esta reportagem está em atualização.
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EUA reduzem grau de alerta para americanos não visitarem o Brasil devido à Covid-19
VÍDEOS: novidades sobre vacinas contra a Covid-19

Fonte: G1 Mundo

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O que se sabe e o que falta saber sobre o assassinato de 6 pessoas em uma universidade na Rússia


Regras de posse de arma na Rússia são relativamente rígidas, mas mesmo assim o assassino, de 18 anos, conseguiu um registro. Atirador deixa mortos e feridos em campus universitário na Rússia
Um homem de 18 anos entrou no campus da Universidade de Perm, na Rússia, matou 6 pessoas e feriu outras 20 nesta segunda-feira (20).
Ele foi ferido e preso, mas ainda há algumas questões que não foram respondidas —entre elas, como o assassino conseguiu passar pelos mecanismos de controle de venda de armas na Rússia, que são relativamente rígidos.
Alunos da Universidade de Perm após o ataque ao campus, em 20 de setembro de 2021
Associated Press
“Um estudante que estava em um dos edifícios da universidade abriu fogo contra as pessoas ao seu redor”, informou o Comitê de Investigação Russo, responsável pelas investigações mais importantes do país.
Durante o ataque, os estudantes, professores e funcionários da Universidade de Perm se trancaram nas salas. Alguns deles pularam das janelas do segundo andar.
Alunos pulam das janelas de universidade durante tiroteio na Rússia
Por que o homem matou pessoas aleatoriamente?
O governo da Rússia afirmou que provavelmente o assassino é uma pessoa perturbada, mas não fez mais nenhum comentário. Há indicações de que foi um crime de ódio.
Houve eleições parlamentares na Rússia, mas não há nenhuma indicação de que esse crime tenha alguma relação com a votação.
O que aconteceu com o assassino?
A porta-voz da universidade, Natalia Pechishcheva, disse inicialmente que o assassino havia sido “eliminado”, mas, depois, ela afirmou que ele foi preso. Segundo a agência Reuters, ele foi levado a um hospital.
Policiais em direção à Universidade de Perm, na Rússia, onde um homem matou 6 pessoas no dia 20 de setembro de 2021
Associated Press
Como o assassino conseguiu comprar a arma?
A arma foi comprada legalmente, em maio, mas a Rússia tem regras rígidas sobre compra de arma. É preciso passar por um exame psicológico. Nos primeiros meses, como teste, a pessoa só pode ter uma arma de cano liso, que tem menos precisão. As pistolas são quase restritas a ex-militares.
Em maio, o presidente Vladimir Putin decidiu restringir ainda mais a posse de armas (só os maiores de 21 poderão ser donos de armas), mas essas novas regras ainda não entraram em vigor.
Quantas pessoas ficaram feridas?
Um comitê de investigação disse que 28 pessoas ficaram feridas. Entre essas, algumas foram hospitalizadas. O Ministério da Saúde da Rússia disse que 19 foram atingidas por balas. Não está claro ainda como os feridos que não foram baleados se machucaram.
Outros ataques
Os ataques a tiros em escolas ou universidades eram raros na Rússia, mas se tornaram mais frequentes nos últimos anos.
O país tem uma legislação rigorosa de controle de armas — e tornou-a ainda mais rigorosa devido a esses ataques.
Putin afirma que os incidentes são um fenômeno importado dos Estados Unidos e um efeito perverso da globalização.
No último ataque, em 11 de maio, um jovem de 19 anos abriu fogo contra uma escola de Kazan, no sudoeste do país, e matou nove pessoas.
No mesmo dia, o presidente russo ordenou uma revisão das normas sobre o porte de armas, pois o assassino tinha permissão para o uso de uma arma semiautomática.
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Fonte: G1 Mundo

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Risco de tsunami após vulcão das Ilhas Canárias entrar em erupção é remoto; entenda


Para que um tsunami chegasse ao Brasil, a atividade vulcânica teria de ser excepcional para derrubar uma parte da Ilha provocando um deslizamento gigantesco em direção ao mar. Erupção verificada no domingo não teve essa proporção e é considerada modesta. Momento em que a corrente de lava do vulcão destrói uma casa em La Palma, na Espanha
A erupção de um vulcão em La Palma, uma das ilhas do arquipélago espanhol Ilhas Canárias, no domingo (20) lançou uma nuvem de fumaça e cinzas em parte da ilha.
O fenômeno, antes mesmo de ocorrer, levou a emissão de um alerta amarelo de risco, o que chegou a provocar inclusive o temor da formação de tsunamis que poderiam atingir a costa brasileira, principalmente o litoral setentrional, formado por Ceará, Rio Grande do Norte e nordeste do Maranhão. Entretanto, o pior cenário projetado não se confirmou e a erupção verificada é considerada modesta.
Veja vídeos da lava destruindo uma casa e do vulcão em atividade
Veja FOTOS da erupção
Especialistas brasileiros são unânimes ao afirmar que o evento não apresenta riscos para o Brasil. O principal motivo para não haver motivo de alarde: mesmo depois de o ínício da atividade vulcânica, não há alerta de tsunami.
A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), que monitora esse tipo de atividade, destacou que, mesmo após o início da ação eruptiva em La Palma, “o risco para o Brasil segue muito baixo” e que não há nenhum alerta de tsunami.
“Esse assunto foi discutido na mídia uns 20 ou 30 anos atrás quando foi publicado um trabalho de geólogos americanos sobre a possibilidade de desabamento de uma parte da ilha provocar um tsunami no Brasil”, citou Marcelo Assumpção, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP) em comunicado divulgado pela RSBR.
“Na época, a conclusão foi de que a probabilidade de que o deslizamento fosse suficientemente grande para provocar um tsunami perigoso era muito pequena”, explicou Assumpção.
Segundo Assumpção, para que um tsunami chegasse ao Brasil, a atividade vulcânica teria de ser excepcional para derrubar uma parte da Ilha provocando um deslizamento gigantesco em direção ao mar: “Teoricamente, o tsunami poderia ser bem grande.” Entretanto, a erupção vista em La Palma está muito longe dessas proporções.
Por sua vez, o professor Aderson Nascimento, coordenador do Laboratório Sismológico da UFRN, reforçou que a possibilidade do fenômeno ocorrer é muito baixa: “A atividade vulcânica na região das Canárias é comum e é monitorada”, afirmou, também em esclarecimento divulgado pela RSBR.
“Na região do Atlântico não existe sistema de alerta porque o risco é baixíssimo”, disse o sismólogo. Ele ressalta que a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) tem capacidade de monitorar eventuais consequências caso houvesse ocorrido o pior cenário, que não se confirmou.
Sem risco e sem aviso
Carlos Teixeira, professor do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e doutor em oceanografia pela University of New South Walles, na Austrália, também ressalta que nenhum aviso de tsunami foi emitido.
“É um começo na verdade, mas a mensagem é a mesma: não há motivo para preocupação. Não há risco iminente de tsunami, não há nenhum aviso. Então, não se preocupem, a gente está monitorando, acompanhando as notícias, mas não há nenhum motivo para preocupação”, declara o professor.
“A probabilidade da gente ter um tsunami é muito pequena. E mesmo que a gente tivesse, nem todo tsunami é aquela coisa de filme, de 30 metros. Tsunami é uma onda que pode ter centímetros, que é o que acontece na maior parte das vezes, mas nem isso a gente tem no momento”, reforça Teixeira.
Segundo o pesquisador Saulo Vital, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Coordenador do Núcleo de Estudos e Ações em Urgências e Desastres (NEUD), não existem estudos aprofundados com simulações, porém, devido ao formato da costa brasileira, a região do Nordeste se tornaria a região mais vulnerável, principalmente o litoral setentrional, formado por Ceará, Rio Grande do Norte e nordeste do Maranhão.
Alertas emitidos: estado de observação
O professor e pesquisador Saulo Vital explica que existem quatro níveis de alerta, o amarelo é o segundo nível, que trata-se, na verdade, de um estado de observação por causa dos pequenos sismos dos últimos dias. Foi este nível que acabou emitido na semana passada. O pesquisador afirma que o alerta é importante, mas não é dos mais graves.
Segundo ele, o que poderia causar uma tsunami seria uma erupção explosiva, ou seja, o desmoronamento de parte do vulcão. Isso porque, de acordo com ele, os sismos que costumam ocorrer na área do Cumbre Vieja são moderados, e o que pode gerar tsunamis são abalos sísmicos de alta intensidade.
Caso haja uma erupção capaz de desestabilizar a estrutura rochosa do vulcão, causando um desmoronamento, essa queda iria gerar um movimento de massas d’água. Esse movimento criaria altas ondas, que atingiriam toda a costa do Atlântico.
O coordenador do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Aderson Nascimento, também ressalta que nenhum alerta foi feito ao órgão.
“Essa chance é muito pequena de acontecer. A gente como órgão de sismologia, ninguém soube de nenhum alerta que foi emitido pelo serviço geológico espanhol ou algum órgão oficial dizendo que isso está acontecendo”.
Veja onde está o vulcão
Arte G1

Fonte: G1 Mundo

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Entenda como funciona o passe para poder entrar em um restaurante em Nova York


Regra começou a valer no mês de agosto; todas as vacinas que são ministradas no Brasil são aceitas para entrar em ambientes fechados na cidade de Nova York. Funcionário de museu confere passe de vacina de uma visitante em Nova York, em 13 de setembro de 2021
Seth Wenig/AP
Desde o dia 16 de agosto, as pessoas a partir de 12 anos precisam mostrar uma prova de que receberam pelo menos uma dose de vacina contra a Covid-19 autorizada pelo órgão responsável por remédios dos Estados Unidos, o FDA (uma entidade equivalente à Anvisa no Brasil) para poder entrar em restaurantes na cidade de Nova York.
As vacinas autorizadas pela Organização Mundial da Saúde também são válidas (a vacina conhecida como CoronaVac no Brasil é uma das que são aceitas, assim como as da Pfizer, Johnson & Johnson e AstraZeneca).
É preciso mostrar o comprovante nos seguintes locais:
Área fechada de restaurante,
Área fechada de prática de esportes,
Área fechada de entretenimento.
Os funcionários de restaurantes, bares, cinemas, academias de ginásticas e outros locais fechados precisam ser vacinados.
A prefeitura deu a essa regra o nome de Chave para Nova York.
A obrigatoriedade foi anunciada no dia 3 de agosto, mas passou a valer no dia 16 do último mês.
As pessoas têm quatro formas para provar que foram vacinadas:
Um aplicativo da própria prefeitura chamado NYC Covid Safe;
Um aplicativo do governo do estado chamado Excelsior Pass;
O cartão, em papel, da vacinação;
Uma cópia do registro oficial da vacinação.
Sem vacina, Bolsonaro terá restrições durante passagem por Nova York para Assembleia Geral da ONU
O programa de vacinação nos EUA começou em uma velocidade alta, mas, hoje, cerca de 52% da população está totalmente vacinada. No Brasil, 37,64% da população brasileira já tomaram duas doses (ou então tomaram uma vacina de dose única).
Nos EUA, o programa não desacelerou pela falta de vacinas, mas, sim, por um movimento contrário à vacinação.
Há criminosos que passaram a oferecer registros falsos de vacina, para poder entrar em locais fechados mesmo sem terem sido vacinados.
Uma mulher de 31 anos foi acusada pelo Ministério Público da Manhattan (uma das regiões de Nova York) por vender comprovantes falsos de vacina. A mulher, Jasmine Clifford, vendeu cerca de 250 documentos falsos por meio de uma rede social, segundo os promotores.
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Fonte: G1 Mundo

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Saiba quem é Andrzej Duda, o controverso aliado polonês com quem Bolsonaro se reunirá na Assembleia da ONU


Presidente enfrenta desavenças com a União Europeia por reforma que reduz independência de Judiciário e perseguições à comunidade LGBTQ+. Andrzej Duda, presidente da Polônia, em foto de 28 de junho de 2020
Beata Zawrzal/AP Photo
Há seis anos no comando da Polônia, o nacionalista e ultraconservador Andrzej Duda, com quem o presidente Bolsonaro se reunirá em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, acumula um histórico de desacordos com a União Europeia, entre os quais se destacam a controversa reforma do Judiciário e as ameaças aos direitos da comunidade LGBTQ+ e à liberdade de imprensa.
As frequentes tensões causadas pelo partido Lei e Justiça (PiS), que lidera a coalizão governante, põem o país sob riscos constantes de perder fundos e financiamentos do bloco, fundamentais no período de recuperação pós-pandemia.
Andrzej Duda é reeleito, na Polônia
Reeleito no ano passado, Duda recebeu elogios do deputado Eduardo Bolsonaro. Com uma plataforma que condenava a “ideologia LGBT”, o presidente usou a comunidade como bode expiatório para consolidar sua base de apoio. O partido deu aval a pelo menos seis municípios a se proclamarem “zonas livres” e a fazerem da Polônia o país mais homofóbico da Europa, de acordo com o mapeamento do “Atlas do Ódio”.
A medida estimulou as perseguições aos ativistas e levou o Parlamento Europeu a suspender o financiamento a estas cidades, classificadas pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, como “zonas livres de humanidade”.
A reforma judicial implementada pelo governo é vista como uma clara interferência de Duda no Judiciário em benefício próprio. De acordo com a legislação, os juízes estão sujeitos a um regime disciplinar, considerado ilegal pelo Tribunal de Justiça da União Europeia por ser incompatível com as normas do bloco.
A lei prevê supervisão aos magistrados e punições, como processos criminais e cortes de salários, aos que se manifestarem contra o governo. Uma controversa câmara disciplinar tem o poder de suspender a imunidade dos juízes, o que violaria as garantias de imparcialidade e independência judicial asseguradas pelo bloco.
Em outra medida extremamente impopular, Andrzej Duda aprovou um aumento salarial de 60% para os legisladores, que vigora desde o início deste mês. A coalizão do governo, composta pelo PiS e dois aliados menores, tem maioria de apenas uma cadeira no Parlamento.
Rejeitado por mais de 80% dos entrevistados numa pesquisa de opinião, o reajuste foi contestado pela oposição, capitaneada por Donald Tusk, ex-presidente da Comissão Europeia e agora líder da Plataforma Cívica. Desafeto de Duda, saiu com um argumento definitivo: “Todo mundo quer ganhar mais, mas do ponto de vista do cidadão, essa não é uma necessidade crucial.”
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Fonte: G1 Mundo

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Bolsonaro e comitiva comem na rua em NY; cidade exige vacinação contra Covid em restaurantes


Presidente do Brasil chegou no domingo (19) aos EUA para participar da 76ª Assembleia Geral da ONU. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, come pizza na rua em Nova York, antes da Assembleia Geral da ONU, ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães; Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência; Gilson Machado Neto, ministro do Turismo; Marcelo Queiroga, ministro da Saúde; e outros
Reprodução/Instagram
O presidente Jair Bolsonaro e sua comitiva comeram pizza na rua em Nova York, nos Estados Unidos, durante viagem para participar da 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
A prefeitura de Nova York exige, desde 16 de agosto, que as pessoas apresentem um comprovante de vacinação contra a Covid-19 para comer em restaurantes ou frequentar lugares fechados, como cinemas, teatros e academias.
Ao comer na rua, a apresentação do comprovante não é necessária.
Nova York foi a primeira grande cidade dos EUA a impor tais restrições. Para incentivar a imunização contra a Covid-19, a prefeitura também paga US$ 100 (cerca de R$ 500) para quem se vacinar (veja no vídeo abaixo).
Prefeitura de Nova York oferecerá US$ 100 para quem se vacinar
A foto foi publicada pelo ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, em uma rede social.
Nela também estão o presidente da Caixa, Pedro Guimarães; o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos; e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; entre outros.
A abertura da 76ª Assembleia Geral da Organização da ONU começa amanhã, terça-feira (21).
O tema oficial do evento deste ano será: “Construindo resiliência por meio da esperança – para se recuperar de Covid-19, reconstruir a sustentabilidade, responder às necessidades do planeta, respeitar os direitos das pessoas e revitalizar as Nações Unidas”.
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Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido confirma caso do mal da ‘vaca louca’


Autoridades sanitárias identificaram doença na região sudoeste da Inglaterra, em Somerset, e afirmaram que o animal foi sacrificado. Autoridades sanitárias do Reino Unido confirmaram um caso do mal de encefalopatia espongiforme bovina (EEB)
Juliana Amorim/Unsplash/Divulgação
Autoridades sanitárias do Reino Unido confirmaram na última sexta-feira (17) um caso do mal da “vaca louca”, a encefalopatia espongiforme bovina (EEB).
A doença, que surgiu no país e ficou mundialmente conhecida após um surto entre as décadas de 1980 e 1990, voltou a figurar no noticiário após o Brasil confirmar ocorrências em Minas Gerais e Mato Grosso no início de setembro.
Vaca louca: relembre a doença que ficou conhecida nos anos 80 e 90, após surto no Reino Unido
De acordo com a Agência de Saúde Vegetal e Animal do Reino Unido (APHA, na sigla em inglês), a ocorrência se deu na região sudoeste da Inglaterra, em Somerset, e foi do tipo “clássico”, que geralmente se dá por contaminação (entenda mais abaixo).
Em um comunicado, a agência disse que o caso não representa “nenhum risco para a segurança alimentar” e que o animal foi sacrificado. Desde 2014, os britânicos identificaram 5 casos de “vaca louca”.
A origem da doença ainda é desconhecida e a APHA afirmou que foram colocadas restrições de movimento na fazenda enquanto é realizada uma investigação.
O órgão disse ainda que comunicou o caso para a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e para os parceiros comerciais do Reino Unido. “A situação não afeta a possibilidade de exportação de carne para outros países”, segundo as autoridades britânicas.
Como a vaca é contaminada?
Existem duas formas principais para o animal adquirir a doença:
caso de origem atípica: nele, naturalmente, o príon sofre uma mutação, se tornando infeccioso. Quanto mais velho o animal, maior a probabilidade disto acontecer;
contaminação: por meio do consumo de rações feitas com proteína animal contaminada, como por exemplo, farinha de carne e ossos de outras espécies. No Brasil, é proibido o uso deste tipo de ingrediente na fabricação de ração para bovinos.
Casos no Brasil
A confirmação dos casos de “vaca louca” no Brasil levaram a Arábia Saudita a restringir as importações de carne bovina de frigoríficos – 10 dias após o veto, os sauditas retomaram as compras.
A exportação de carne bovina para China está suspensa, cumprindo protocolo entre os dois países. A medida é temporária até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações sobre os casos.
O surto nos anos 1980 e 1990
O primeiro grande surto da doença teve seu auge entre 1992 e 1993, quando foram confirmados quase 100 mil casos no Reino Unido. Estima-se que 180 mil cabeças de gado tenham sido afetadas e mais de 4 milhões de animais foram sacrificados na época.
Durante este período, o consumo de carne bovina ficou, inclusive, proibido naquele país.

Fonte: G1 Mundo

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Ativista que inspirou filme ‘Hotel Ruanda’ é condenado por terrorismo


Em dezembro de 2004, Paul Rusesabagina, que inspirou o filme ‘Hotel Rwanda’, foi fotografado ao lado da atriz Angelina Jolie na sua estreia em Beverly Hills, na Califórnia, nos EUA
Chris Pizzello/AP
Paul Rusesabagina, ativista que inspirou o filme “Hotel Ruanda”, foi condenado por terrorismo nesta segunda-feira (20). Ele havia sido preso em agosto de 2020.

Fonte: G1 Mundo