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‘Crueldade não teve limites’, diz Presidência da Bolívia após acusar ex-mandatária de genocídio


Relatório da OEA revela casos de tortura, violência sexual e assassinatos durante governo interino de Jeanine Áñez em 2019. Jeanine Áñez está presa desde março por ‘terrorismo, sedição e conspiração’ nos atos que levaram à renúncia de Evo Morales
Reuters/Via BBC
Após oito meses de investigações e de reunir depoimentos de vítimas da violência no último trimestre de 2019, na Bolívia, os especialistas independentes convocados pela Organização de Estados Americanos (OEA) detalharam num longo relatório casos de tortura, violência sexual e assassinatos, naquele período, no país.
O documento aponta que foram constatadas, em diferentes circunstâncias, “pelo menos 37 mortes” em diversos lugares do território boliviano e centenas de vítimas com “ferimentos tanto físicos como psicológicos”.
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No relatório, o Grupo Interdisciplinar de Especialistas Independentes (GIEI-Bolívia), da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, detalhou o que ficou conhecido como “Massacre de Sacaba”, perto da cidade de Cochabamba, quando uma operação envolvendo policiais e militares, com tanques, helicópteros e um avião, deixou nove mortos e cem feridos identificados, no dia 15 de novembro daquele ano.
‘As execuções sumárias no país angustiaram o presidente (Luis Arce, na foto). Elas representam o maior grau de desprezo pela vida das pessoas e indicam que o objetivo era eliminar o adversário’, informou o porta-voz da Presidência
Getty Images/Via BBC
Os especialistas afirmam ter confirmado ainda “pelo menos nove casos de tortura” e que “muitos” outros dos 223 detidos naquele episódio que reunia apoiadores do ex-presidente Evo Morales, teriam sofrido “maus tratos”, após serem detidos e levados para as instalações da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (FELCC).
Para porta-voz do governo atual, antecessora teve respaldo das Forças Armadas e da Polícia Nacional para realizar ‘massacres’
AFP/Via BBC
“Observa-se nos registros de autópsia das vítimas fatais que elas foram feridas (a bala) na parte superior do tórax ou da cabeça”, diz o texto do documento divulgado na semana passada.
No documento, o GIEI enfatiza a importância de que esses casos sejam “exaustivamente investigados” para que as circunstâncias das mortes sejam esclarecidas.
“A Polícia e as Forças Armadas, separadamente ou em operações conjuntas, usaram força de modo excessivo e desproporcional”, afirma o documento que não tem função penal, mas de recomendações para a melhor convivência entre opositores, divisão dos poderes, o fortalecimento das instituições na Bolívia e ressarcimento às vítimas daqueles episódios.
‘A polícia fez uso desproporcional da força, utilizou arma letal, estabeleceu um plano com a intenção de matar nas manifestações e realizou execuções sumárias’, afirmou Ramírez
Arquivo Pessoal/Via BBC
Em entrevista exclusiva à BBC News Brasil, o porta-voz da Presidência da Bolívia, Jorge Richter Ramírez, disse que a “crueldade” não teve limites na gestão de Áñez.
“As execuções sumárias no país angustiaram o presidente (Luis Arce, aliado de Evo Morales). Elas representam o maior grau de desprezo pela vida das pessoas e indicam que o objetivo era eliminar o adversário”, disse Ramírez.
“A polícia fez uso desproporcional da força, utilizou arma letal, estabeleceu um plano com a intenção de matar nas manifestações e realizou execuções sumárias. Isto significa disparos pelas costas contra pessoas que estavam tentando escapar do conflito. E foram mais de mil prisões e, como diz o relatório, sem os processos, sem as devidas acusações”, disse.
Ele afirmou que o governo acatará as recomendações feitas pelos especialistas e que, na sua visão, a Bolívia tem “a obrigação de refletir sobre a crueldade a que as lutas políticas chegaram no país e que expõem também a debilidade institucional” boliviana.
Ouvido pela BBC News Brasil, o advogado de Jeanine disse que o relatório foi “imparcial” e “incompleto”.
‘Massacres’
O “Massacre de Sacaba” mencionado no relatório ocorreu três dias após a instauração do governo interino da ex-presidente Jeanine Áñez e cinco dias depois da renúncia de Evo Morales em meio ao caos social e questionamentos sobre a eleição para seu quarto mandato, realizada em outubro.
Segundo o documento da OEA, os casos de violência, incluindo mortes, em Sacaba tinham começado antes mesmo do momento em que se chamou de “massacre”.
O texto observa que os protestos em La Paz cresceram após a chegada de Áñez ao palácio presidencial Quemado e que a repressão policial foi intensificada.
Além de Sacaba, o documento também faz referências ao caso de Senkata, ocorrido no dia 19 de novembro, no governo de Áñez.
As Forças Armadas reprimiram manifestações sob argumento de que uma refirnaria da estatal YPFB corria risco de explosão, o GIEI “não identificou evidências concretas de que a refinaria estivesse exposta a risco de explosão”.
“Nos casos mais graves, foi identificada uma atuação abusiva, ilegal e arbitrária, com o uso de armas de fogo que provocaram a morte de transeuntes e manifestantes, no ‘massacre de Senkata’, além da ação violenta para impedir o protesto pacifico, como claramente ocorre no ‘massacre de Sacaba'”, dizem os especialistas no documento.
No relatório, estão os nomes das dez vítimas que morreram no “enfrentamento” em Senkata.
O “Relatório sobre os casos de violência e vulnerabilidade dos direitos humanos ocorridos entre 1 de setembro e 31 de dezembro de 2019”, com quase 500 páginas, aponta que no dia onze de novembro, quando o país vivia uma espécie de limbo político, 28 pessoas, incluindo uma mulher e três adolescentes, “foram detidas e brutalmente torturadas” em uma dependência policial de La Paz.
“Elas foram apresentadas à imprensa como terroristas responsáveis por ataques e saques ocorridos na região de El Alto (em La Paz), sem que antes tenha sido confirmada a participação delas nos incidentes”.
Segundo o relatório, os detidos sofreram novas sessões de torturas em uma segunda dependência policial e além disso, adolescentes, também torturados, teriam sido mantidos com os adultos, e entre eles “havia um jovem com deficiência intelectual”.
Na ampla relação de casos contra os direitos humanos, o relatório menciona a prisão de uma ex-assessora direta de Evo Morales, de quando ele era presidente.
Ela teria sido detida na rua, por pessoal à paisana, e que, grávida e sem assistência médica, ela teria perdido o bebê na cadeia.
E cita ainda o caso ocorrido com uma suposta namorada de um dos ex-ministros de Evo Morales que teria sido amarrada à uma cama, além das prisões dos que integravam o Tribunal Eleitoral do país à época da eleição presidencial, em outubro de 2019.
Violência sexual
Os especialistas do GIEI disseram ter registrado dois casos de violência sexual por parte de agentes policiais contra mulheres detidas.
“Estas ocorrências não foram investigadas. E apesar desses dois casos poderem ser comprovados pelo GIEI, não significa que outros similares não tenham ocorrido mesmo que ainda não tenham sido denunciados”, relata o documento.
“Em certos casos documentados os atos de violência sexual podem ser considerados como torturas, devido ao enorme sofrimento imputado às vítimas”, complementa o relatório.
Para a equipe convocada pela OEA para investigar aquele fim de ano turbulento na Bolívia, o Ministério Público tem “a obrigação” de levar adiante a apuração de “tortura e violência de gênero diante da gravidade dos casos”.
Após concluídas as investigações, a equipe da OEA ressaltou que “a maioria das violações contra os direitos humanos documentadas no relatório continua impune”, apesar do tempo decorrido desde o final de 2019.
O relatório ressalta também a polarização extrema vivida entre opositores na Bolívia. O documento indica que isso se manifesta na forma de “violência racista contra povos indígenas, incluindo mulheres indígenas, que foram especialmente atacadas naquela época”, e o texto pede ainda “punição aos responsáveis”.
No documento, os especialistas enfatizam fatos que contribuíram para a divisão dos bolivianos e cita a substituição de símbolos indígenas – como a bandeira indígena wiphala – por símbolos do cristianismo evangélico.
O relatório acrescenta que “a promoção do cristianismo evangélico foi uma norma de orientação do Estado e os discursos racistas serviram para rejeitar a identidade, a cultura e a história indígenas”.
‘Genocídio’
Na sexta-feira passada, o Ministério Público acusou Jeanine Áñez de “genocídio” pela morte de cerca de vinte manifestantes durante repressão policial nas localidades de Sacaba e em uma refinaria de gás em Senkata, na cidade de El Alto.
Ela está presa desde março sob acusação de “terrorismo, sedição e conspiração” pelos acontecimentos de novembro de 2019.
Na entrevista à BBC News Brasil, o advogado da ex-presidente, Jorge Valda Daza, disse que ela é uma “presa política”, sugeriu que o Poder Judiciário está “comprometido” e que no governo Arce “farão tudo para que ela não seja solta”.
Jeanine Áñez está presa numa prisão de mulheres desde março passado e, no fim de semana, seus aliados informaram que ela teria tentado o suicídio na cadeia.
OEA
O governo do presidente Arce informou, por sua vez, que “ela tem pequenos arranhões em um dos braços”.
Valda Daza criticou o relatório da OEA. “Tínhamos a maior expectativa em relação ao relatório. Mas ele é incompleto e questionamos sua imparcialidade”, disse.
Ele citou, por exemplo, a morte de duas pessoas contrárias ao Movimento ao Socialismo (MAS), de Evo e Arce, que foram baleadas e mortas, em outubro, na localidade de Montero, região de Santa Cruz de la Sierra, fronteira com o Brasil. O caso também é abordado no relatório.
Nesta semana, em uma carta pública, ex-presidentes da região, entre eles Álvaro Uribe, da Colômbia, e Mauricio Macri, da Argentina, pediram “tratamento humanitário” para Áñez e disseram que o governo Arce é “responsável pela vida e integridade da ex-presidente” que exerceu governo de transição, aceito pela OEA, afirma o documento.
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Fonte: G1 Mundo

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Ministro da Nova Zelândia recomenda que população ‘abra as pernas’ durante lockdown


Responsável pelo combate à Covid-19 no país queria dizer ‘esticar as penas’, mas falou ‘spread the legs’ em vez de ‘stretch the legs’. Governo decretou lockdown após 1 caso da variante delta. VÍDEO: Ministro da Nova Zelândia pede que população ‘abra as pernas para a Covid’
O responsável pelo combate à Covid-19 na Nova Zelândia cometeu uma “pequena” gafe ao falar sobre as dificuldades causadas pelo lockdown no país (veja no vídeo acima).
Ao falar sobre a pandemia, Chris Hipkins, que é ministro da Educação e ministro da Função Pública (além de comandar o combate à Covid-19 no país), confundiu as expressões “stretch the legs” (“esticar as penas”) com “spread the legs” (abrir as pernas).
Hipkins falava sobre a pandemia ao vivo na televisão, no domingo (22), e comentou a dificuldade que neozelandeses que vivem em áreas mais povoadas podem enfrentar ao sair para espairecer:
“É um desafio em áreas com alta densidade [populacional] que as pessoas saiam e abram suas pernas quando estão cercadas por outras pessoas”, afirmou o ministro.
O diretor-geral de Saúde do país, Dr. Ashley Bloomfield, que estava ao lado de Hipkins, percebeu a gafe e tentou disfarçar a surpresa com a declaração, mas levantou a sobrancelha e abriu um leve sorriso.
O ministro percebeu o deslize mais tarde e brincou que iria “esticar as pernas” (desta vez usando a expressão correta), mas sabia que todos iriam se divertir com a declaração.
A gafe obviamente não passou despercebida aos neozelandeses, que criaram a hashtag #spreadyourlegs nas redes sociais e apelaram à população para “abrir as pernas e salvar vidas”.
Referência no combate à Covid-19
O governo da Nova Zelândia voltou a decretar o fechamento de todas as atividades essenciais há uma semana, após o registro de um caso da variante delta no país.
Referência mundial no combate à Covid-19, a Nova Zelândia teve 63 novos casos na terça-feira (24), o maior número desde 6 de abril (67). O recorde de infectados da pandemia foi registrado no dia anterior (89).
A última morte por Covid-19 na Nova Zelândia foi registrado em 15 de fevereiro. Desde o início da pandemia, o país tem 3.160 casos confirmados e 26 óbitos causados pelo vírus.
Lambton Quay ficou praticamente deserto no 1º dia de lockdown em Wellington, na Nova Zelândia, em 18 de agosto de 2021
Praveen Menon/Reuters
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Fonte: G1 Mundo

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Família da Califórnia aparece morta em uma trilha na floresta, e polícia ainda não sabe o que causou as mortes


Por enquanto, a principal hipótese é que a família tenha sido envenenada por algas tóxicas. Inicialmente, pensou-se que gases de antigas minas de ouro na região poderiam ter sido a causa da morte, mas essa possibilidade foi descartada. Região da Califórnia onde uma família foi encontrada morta, sem uma causa aparente, em 18 de agosto de 2021
Craig Kohlruss/AP
Um casal com um bebê e um cachorro apareceram mortos em uma trilha no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, e ainda não se sabe o que causou as mortes.
Investigadores analisam se é possível que o surgimento de alga tóxica ou algum outro tipo de material venenoso pode ter matado os quatro.
Helicóptero na região da Califórnia onde uma família que havia ido fazer uma trilha foi encontrada morta, em 18 de agosto de 2021
Craig Kohlruss/AP
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A polícia chegou a levantar a possibilidade de que gases tóxicos de antigas minas de metais da região tenham causado as mortes, mas neste momento não se considera mais que essa tenha sido a causa.
John Gerrish, o marido, Ellen Chung, a esposa, Miju, a filha de 1 ano, e o cachorro foram encontrados mortos na trilha, perto de um ponto chamado Abrigo de Hite. No século 19, houve operações de mineração de ouro ao redor desse ponto.
A família tinha ido fazer uma trilha na Floresta Nacional de Sierra. Os corpos foram encontrados no dia 19 de agosto.
Como ainda não se sabe por que os quatro morreram, em um primeiro momento a polícia isolou a região como se houvesse gases tóxicos. Um dia depois, a restrição foi retirada, porque a polícia chegou à conclusão de que os gases de antigas minas causaram a morte.
“Essa é uma situação muito única e pouco comum, não há sinais de trauma, não há uma causa óbvia de morte. Não havia nota de suicídio”, disse Kristie Mitchell, uma porta-voz do xerife local.
Os corpos foram submetidos a testes de toxicologia, mas os resultados ainda não foram divulgados.
O Conselho Estadual de Controle de Recursos Hídricos disse que começou a fazer testes para tentar detectar se há algas tóxicas.
Amigos do casal contam que eles faziam muitas trilhas pela natureza. Gerrish, o marido, era um designer de softwares. O casal morava na região de San Francisco, e tinha se mudado para a cidade de Mariposa.
A área remota onde os corpos foram encontrados não tinha serviço de celular. A trilha de caminhada passa por uma área de floresta conhecida principalmente pelas flores silvestres.
Veja abaixo uma reportagem sobre os incêndios na Califórnia em 2021.
Incêndios florestais destroem centenas de casas na Califórnia
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Fonte: G1 Mundo

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Três brasileiros e dez familiares deles no Afeganistão devem ser retirados do país, afirma embaixador


Olyntho Vieira, embaixador do Brasil no Paquistão, afirmou que há seis brasileiros no Afeganistão, mas três deles afirmaram que não querem voltar ao Brasil neste momento. VÍDEO: Três brasileiros pedem ajuda para sair do Afeganistão com suas famílias, diz embaixador do Brasil no Paquistão
Foram identificados seis brasileiros no Afeganistão, mas três deles não têm intenção de voltar ao Brasil neste momento, afirmou à GloboNews Olyntho Vieira, embaixador do Brasil no Paquistão nesta quarta-feira (25).
Não há embaixada no Afeganistão, o corpo diplomático no país vizinho é o responsável pelas tarefas relativas às relações com o Afeganistão.
“Até o momento, são três afegãos naturalizados brasileiros que desejam levar suas famílias par ao brasil e três brasileiros que trabalham para uma organização humanitária internacional que não desejam deixar o país. Portanto, nesse momento temos três cidadãos brasileiros que desejam levar seus familiares. O total que nós temos registrado até o momento é de 13 pessoas, portanto 10 que são parentes ou familiares próximos desses três cidadãos”, disse Vieira.
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O Talibã dominou o Afeganistão no dia 15 de agosto, 20 anos após ser expulso pelas tropas de uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos.
Vieira afirmou que está em discussão nesse momento, no Brasil, a possibilidade de concessão de vistos humanitários—assim, os afegãos poderiam ter o mesmo tratamento que haitianos e sírios que fogem de problemas de seus países.
Talibã impede afegãos de chegarem ao aeroporto de Cabul
“Acredito que teremos uma solução positivo com relação a isso. Não é, necessariamente, simples, porque as pessoas precisariam se apresentar a uma repartição consular brasileira de alguma forma, o processo de concessão de visto humanitário é simplificado, mas de toda forma é um processo que tem que ser cumprido”, disse ele.
O embaixador também disse que é preciso cumprir requisitos administrativos. “Não se pode simplesmente conceder um visto e ponto. É preciso que tenhamos meios de verificar que a nossa legislação é cumprida”, afirmou.
Um homem puxa uma menina no aeroporto de Cabul, em 16 de agosto de 2021
Reuters
Vieira afirmou que a área consular recebeu consultas de famílias brasileiras que mostraram interesse de pessoas em abrigar afegãos. “Não me parece o melhor caminho. Do meu ponto de vista, acho que a questão deveria ser encaminhada por meio de organizações humanitárias ou mesmo o próprio Alto Comissariado para Refugiados das Nações Unidas, ou organização internacional de imigrações ou outras organizações humanitárias. Mas existe, é interessante, uma manifestação de pessoas no Brasil que estariam dispostas a receber as pessoas”, disse ele.
Talibã mudou?
Ao ser questionado se o Talibã mudou, o embaixador respondeu que ainda é cedo para dizer isso. “Claro que 20 anos é muito tempo. Acredito que houve do ponto de vista de convivência, digamos, com os valores universais, algum aprendizado por parte do Talibã. É cedo para dizermos isso”, disse ele.
A visão fundamentalista pode não ser compatível com a visão universal de direitos humanos e liberdades como estamos habituados a entender e respeitar do ponto de vista ocidental, segundo Vieira.
“Temos que aguardar um pouco para sabermos como o quadro acabará por evoluir. Me parece claro que uma adesão estrita aos princípios de 20 anos atrás poderá levar o país ao isolamento internacional. E isso provavelmente não atenderá os interesses do país. Então é um pouco difícil de dizer neste momento, mas acredito que pode ser que haja alguma evolução. O que isso representa do ponto de vista de direitos de mulheres? É um assunto importante na pauta de todos os países do mundo. Como o Talibã se comportará em relação a isso?”, questionou.
Ele diz considerar que o Afeganistão corre o risco de ficar isolado: “Acredito que existe interesse em não isolar o país. Não nos esqueçamos que o Afeganistão é um país isolado geograficamente, sem saída para o mar, tem alto índice de problemas, se considerarmos que é uma das rendas per capita mais baixas do mundo, por qualquer critério que consideremos, necessita ter uma abertura para comércio internacional, tem um potencial importante, mas é um país oriental”, afirmou.
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Fonte: G1 Mundo

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Israel tem recorde de casos de Covid; não vacinados são metade dos internados em estado grave


Crianças de 3 a 11 anos, que ainda não podem se vacinar em Israel, precisam fazer testes de Covid-19 para serem incluídas no sistema ”Green Pass’
Mohammed Abed/AFP
Israel registrou na terça-feira (24) um novo recorde diário de novos casos de Covid-19, em meio ao avanço da variante delta, e os 20% de israelenses que não se vacinaram já representam metade das pessoas internadas em estado grave, segundo o governo.
Foram 12.113 infectados em 24 horas, segundo o “Our World in Data”, contra 11.934 do recorde anterior (de 27 de janeiro). No começo de junho, com uma das vacinações mais avançadas do mundo, Israel chegou a não registrar nenhum caso de Covid-19 por dois dias seguidos.
Mas o número de infectados disparou com a chegada da variante delta ao país, e o governo precisou voltar a adotar restrições, como usar máscaras e portar comprovantes de vacinação. Até crianças a partir de 3 anos agora precisam apresentar um teste negativo de Covid-19 em ambientes fechados.

Fonte: G1 Mundo

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Após tomada de poder pelo Talibã, vacinação no Afeganistão cai, aponta a ONU


País de 40 milhões de pessoas recebeu 4 milhões de doses da OMS. Para a Unicef, que coordena o programa de vacinação no Afeganistão, queda no ritmo é compreensível. ONU faz apelo para que países deixem as fronteiras com o Afeganistão abertas
Na primeira semana após a conquista de Cabul pelo Afeganistão, as vacinas contra o coronavírus no país caíram 80%, afirmou a Unicef, uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira (25).
Metade das doses no país pode perder a validade.
O Talibã conquistou a capital do Afeganistão no dia 15 de agosto. O grupo extremista já havia tomado uma grande parte do país nas semanas anteriores.
Um homem puxa uma menina no aeroporto de Cabul, em 16 de agosto de 2021
Reuters
Desde que o Talibã tomou o poder houve uma queda de 80% no número de pessoas que foram vacinadas contra Covid-19, afirmou um porta-voz da Unicef.
Cerca de 30,5 mil pessoas foram vacinadas na semana que começou no dia 15 de agosto. Na semana anterior, o número havia sido 134,6 mil. Os dados são da Unicef, que coordena a campanha de vacinação das doses recebidas pelo programa Covax, coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
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A queda é compreensível, em uma situação de caos, conflito e emergência, as pessoas vão dar prioridade à segurança, afirmou o porta-voz da Unicef. A agência pediu a todos os profissionais da saúde do país —inclusive às mulheres— para voltar ao trabalho.
O porta-voz da Unicef não quis responder perguntas a respeito da resistência dos talibãs às vacinas.
Cerca de 2 milhões de doses da vacina da Johnson & Johnson foram entregues ao Afeganistão. Metade delas deve perder a validade em novembro.
Os dados da ONU mostram que 1,2 milhão de doses foram aplicadas até o dia 20 de agosto. O país tem uma população de 40 milhões.
A organização Gavi, que também participa do programa Covax, afirma que foram entregues mais de 4 milhões de doses ao país.
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Fonte: G1 Mundo

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Biden recebe relatório de inteligência inconclusivo sobre origem do coronavírus


Documento não conclui se vírus que já matou mais de 4,4 milhões de pessoas em todo o mundo passou de um animal para um ser humano ou se escapou de um laboratório na China. Seguranças em frente ao Instituto de Virologia de Wuhan, na China, em foto de fevereiro de 2021, durante visita da OMS ao local
Thomas Peter/Reuters
O relatório de inteligência solicitado pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aos serviços de inteligência do país, sobre a origem do novo coronavírus (o SARS-CoV-2), é inconclusivo.
A inteligência americana não conseguiu confirmar se o vírus que já matou mais de 4,4 milhões de pessoas em todo o mundo passou de um animal para um ser humano ou se escapou de um laboratório na China — as duas hipóteses mais prováveis.
A revelação sobre a conclusão do relatório foi feita pelo jornal “The Washington Post” na terça-feira (24). Biden havia pedido o documento no fim de maio e deu 90 dias para que ele fosse feito (prazo que acabou de vencer).
Presidente Joe Biden, dos EUA, em pronunciamento na Casa Branca em 24 de agosto de 2021
Susan Walsh/AP
Parte do motivo do porquê os serviços de inteligência não chegaram a uma conclusão é que a China não forneceu informações suficientes, segundo o “The Wall Street Journal”.
Fontes citadas pelo “Washington Post” dizem que os serviços de inteligência tentarão desclassificar partes do relatório, para que sejam divulgadas.
A teoria de um acidente no laboratório de Wuhan, na China, rejeitada pela maioria dos especialistas, voltou ao debate nos Estados Unidos nos últimos meses e os apelos por uma investigação mais profunda se multiplicaram na comunidade científica.
A China, ferozmente contra a tese de um vazamento do vírus de um de seus laboratórios, acusou Washington de espalhar teorias de “conspiração”.
A pandemia de covid-19 matou pelo menos 4.439.888 pessoas em todo o mundo desde o final de dezembro de 2019, de acordo com um relatório preparado nesta terça-feira pela AFP a partir de fontes oficiais.

Fonte: G1 Mundo

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Urso rouba encomenda na porta de casa nos Estados Unidos; assista

Alerta de segurança avisou sobre roubo e câmera flagrou ladrão em fuga com a prova do crime. Decepcionado com conteúdo, animal acabou abandonando o pacote no quintal do vizinho. VÍDEO: Urso rouba encomenda da porta de casa nos EUA
Na segunda-feira (23), Kristin Levine recebeu um alerta de seu sistema de segurança, avisando que alguém havia apanhado um pacote deixado em sua porta por um serviço de entrega. Mas ela jamais poderia esperar o tipo de ladrão que veria nas imagens da câmera de segurança: um urso.
Em um vídeo (assista acima) postado no Facebook, Levine mostra imagens do urso correndo com uma caixa na boca, logo após retirá-la da entrada de sua casa em Bristol, Connecticut. Ela diz que a encomenda tinha acabado de ser deixada ali.
Nos Estados Unidos, é comum as entregas serem deixadas na porta, e alguns moradores instalam equipamentos de segurança justamente para lidar com possíveis roubos. Mas, normalmente, cometidos por seres humanos.
“Bem, se alguém ver um pacote da Amazon na região de Chippens Hill com meu nome escrito… sinta-se à vontade para trazer de volta”, pediu Levine em seu perfil.
Mas não precisou de muito tempo. Aparentemente decepcionado com o conteúdo da caixa – diversos rolos de papel higiênico – o urso logo abandonou o pacote, no quintal do vizinho de Levine.
A mulher diz que até se divertiu com a situação, já que não se tratava de nenhum produto muito caro ou insubstituível, e que no final acabou recuperando a encomenda.

Fonte: G1 Mundo

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O adeus de afegãos que deixam o país pelo aeroporto de Cabul


Afegãos que esperam no aeroporto de Cabul contam à BBC sobre sua dor por fugir do país que amam. VÍDEO: Imagens de satélite mostram grandes filas na entrada do aeroporto de Cabul
Assim que você põe o pé na pista do aeroporto internacional de Cabul, no Afeganistão, você é tomado pela intensidade, a urgência, a escuridão desta hora.
Em todas as direções, existem enormes aviões de transporte militar cinza dos Estados Unidos e de muitos outros países. Os helicópteros militares estão no céu.
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Imagens de satélite mostram grandes filas na entrada do aeroporto de Cabul
Chefe da CIA teve reunião secreta com líder do Talibã em Cabul na segunda
Em direção a todos os aviões, há longas filas de afegãos. As filas parecem não ter fim. Eles foram informados que só podem trazer uma mala e as roupas que vestem, ao deixarem seu país – agora controlado pelo Talibã.
Mas não é apenas o país que eles estão deixando. Eles estão deixando para trás a vida que viveram e, para a geração de jovens educados, a vida que construíram, os sonhos que formaram ao longo de 20 anos.
Diz-se que há 14 mil pessoas dentro desta área, controlada pelos militares dos EUA, esperando para embarcar.
Foto de satélite mostra as filas de pessoas aguardando embarque no aeroporto internacional de Cabul em 23 de agosto de 2021
Maxar Technologies/AP
O jornalista freelance Bilal Sarwary estava entre os que conseguiram chegar ao local, tendo deixado para trás tudo o que havia trabalhado tanto para construir – levando apenas alguns pares de roupas e sua jovem família.
Sarwary, um ex-jornalista da BBC, planejava criar sua filha – chamada Sola, que significa “paz” – em seu país, o lugar que ele passou 20 anos cobrindo, começando como tradutor em 2001.
Em vez disso, ele espera que um dia ela entenda a decisão que ele tomou de partir.
“Hoje é o dia em que uma geração de afegãos enterrou seus sonhos, aspirações e nossas vidas”, disse ele.
“Esta cidade para nós é nosso lar. Apesar de suas contradições, nós a chamamos de lar, fomos criados a partir daqui. Esperamos que o Talibã possa aprender com as lições do passado… e possamos provar que podemos nos afastar dos tanques e balas, em direção a uma estrada onde todos possam se ver.”
No Twitter, ele escreveu: “Domingo, 22 de agosto de 2021: O dia em que deixo meu país, minha cidade, minha Cabul. Um massacre de meus sonhos e aspirações. Um dia trágico em minha vida.”
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Cerca de 17 mil pessoas deixaram o Afeganistão pelo aeroporto de Cabul na semana passada, de acordo com os EUA. Não se sabe quantos cidadãos afegãos receberam vistos para trabalhar com governos e organizações internacionais em meio ao medo de serem alvos do Talibã.
Muitos são profissionais e graduados, e Sarwary teme o que essa “fuga de cérebros” significará para o Afeganistão. O Afeganistão, disse ele, é “um país onde gente boa não cresce em árvores”.
Do lado de fora dos portões do aeroporto, há outros 10.000 ou mais esperando para entrar na área de aviação – uma multidão de pessoas querendo partir de qualquer forma.
Imagem cedida pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA mostra pessoas embarcando num Globemaster III C-17 durante uma evacuação no Aeroporto Internacional Hamid Karzai, Cabul, Afeganistão, 18 de agosto de 2021
AFP/US MARINES CORP/Lance Cpl. Nicholas GUEVARA
Quanto mais tempo leva, mais desesperada fica a multidão. Os repórteres presentes descreveram o sábado como um dos piores dias, com várias mulheres que perderam a vida enquanto as pessoas avançavam.
De acordo com a Otan, elas estão entre as pelo menos 20 pessoas que morreram dentro e nos arredores do aeroporto desde que o Talibã tomou a cidade.
O domingo foi descrito como mais calmo nos portões, embora testemunhas relatem que combatentes do Talibã disparam para o ar e usaram cassetetes para manter as pessoas em fila, de acordo com a agência de notícias Reuters.
Crianças evacuadas aguardam o próximo voo no Aeroporto Internacional Hamid Karzai, Cabul, Afeganistão, em 19 de agosto de 2021
Mark Andries/Us Marine Corps/AFP
Internacionalmente, continua a crescer a preocupação de que os países não consigam retirar nacionais e afegãos que trabalharam com eles antes do fim do mês, momento em que os EUA disseram que se retirariam de lá.
No sábado, o chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, advertiu que era “matematicamente impossível” evacuar tantas pessoas nos próximos nove dias.
Bilal Sarwary disse que ir embora naquele momento não significava que estava pronto para desistir. “Nosso caso com o Afeganistão é um caso de amor fatal, não importa o que aconteça, nunca desistiremos disso”, disse ele.
* Com colaboração de Flora Drury, em Londres

Fonte: G1 Mundo

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Drone registra banhistas nadando com tubarões sem saber


Jason Iggleden faz imagens aéreas incríveis da praia de Bondi, em Sydney, onde banhistas nadam com tubarões sem notar a presença deles. Drone registra banhistas nadando com tubarões sem saber
Reprodução/BBC
Todos os dias, mesmo antes do sol nascer, Jason Iggleden começa a fazer incríveis imagens aéreas da praia de Bondi, em Sydney, na Austrália.
Respeitando as regras locais para drones, Iggleden ficou popular na internet por causa de seus vídeos de tubarões.
Ele tem registrado encontros entre banhistas e os animais – a maioria acontece sem que as pessoas nem sequer notem a companhia.
Quando há alguma ameaça, Iggleden avisa os banhistas. Um exemplo disso é quando há um temido tubarão-branco na área.
Segundo ele, suas imagens ajudam a diminuir o medo das pessoas.
Isso porque há espécies que podem não representar uma ameaça. O tubarão-mangona, por exemplo, espécie bem presente em Bondi, nada ao lado de surfistas sem mostrar muito interesse.
Neste vídeo, confira uma entrevista com Iggleden. Ele fala sobre o seu dia a dia e como a sua experiência mostra que humanos e tubarões podem conviver pacificamente.

Fonte: G1 Mundo