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Reality britânico ‘Casamento à primeira vista’ é tirado do ar após alegações de estupro


Escritórios do canal de televisão Channel 4 vistos em Londres 23 de junho de 2021
REUTERS/Toby Melville
A emissora britânica Channel 4 removeu todas as temporadas anteriores de “Casamento à Primeira Vista” — um de seus principais reality shows — na segunda-feira (19), após uma reportagem da BBC detalhando alegações de estupro durante as filmagens da série.
O Channel 4, uma emissora de propriedade pública, mas financiada comercialmente, disse que lançou uma análise sobre o bem-estar dos colaboradores no programa, que é feito pela empresa de produção independente CPL, em abril.
Duas mulheres disseram à BBC News que foram estupradas durante as filmagens, enquanto uma terceira descreveu uma alegação de ato sexual não consensual. Todas elas disseram que o programa não fez o suficiente para protegê-las, afirmou a BBC.
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A reportagem citou advogados da CPL dizendo que seu sistema de bem-estar era “padrão ouro” e que havia agido adequadamente em todos esses casos.
Alex Mahon, presidenta-executiva do Channel 4 entre 2017 e 2025, disse que se tratava de “alegações muito sérias e preocupantes”, e que a emissora havia iniciado as investigações com razão.
Ela afirmou a um comitê de parlamentares na terça-feira (19) que as alegações e os incidentes foram levados muito a sério e os protocolos de dever de cuidado avançaram o tempo todo, mas dada a gravidade das alegações “sempre vale a pena dar uma nova olhada”.
Em relatório de 2024, o Channel 4 disse que o programa liderou suas paradas de streaming naquele ano. Foram 10 temporadas transmitidas em seus canais principais e em sua plataforma de streaming.
O programa, no qual estranhos são combinados por especialistas e “se casam” à primeira vista, faz parte de uma franquia internacional em vários países, incluindo Estados Unidos e Austrália.
O Channel 4 disse que em abril foram apresentadas “sérias alegações” de irregularidades contra um pequeno número de colaboradores anteriores, alegações que “entendemos que esses colaboradores negaram”.
O Ministério da Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido afirmou que as alegações devem ser investigadas “com a total cooperação dos envolvidos”.
“Todos que trabalham e participam da televisão devem ser tratados com dignidade e respeito em todos os momentos. Seu bem-estar e segurança são fundamentais”, disse um porta-voz.
O órgão de vigilância da mídia Ofcom informou que examinaria o resultado da análise do Channel 4.

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta anuncia música da Copa do Mundo com Lisa, do Blackpink, e o cantor nigeriano Rema


Anitta anuncia ‘Goals’, música para a Copa com Lisa e Rema
Reprodução/Instagram
Anitta lançará nesta quinta (21) uma das músicas oficiais da Copa do Mundo 2026. A faixa “Goals” terá a participação de Lisa, do Blackpink, e do cantor nigeriano Rema. Veja o teaser da música abaixo.
Além disso, a brasileira será uma das atrações da cerimônia de abertura em Los Angeles (EUA), no dia 12 de junho.
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Copa já tem músicas de Shakira e outros artistas
Além de “Goals”, o álbum oficial da Copa do Mundo terá músicas como “Dai Dai”, de Shakira com Burna Boy, e “Lighter”, de Jelly Roll e Carín León.
“Dai Dai” ganhou um vídeo gravado no Maracanã, com participação do grupo de dança Dance Maré.
Os bastidores do vídeo de ‘Dai Dai’, música oficial da Copa, com o ‘Dance Maré’

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O Mandaloriano e Grogu’ não é o retorno triunfal ao cinema que ‘Star Wars’ estava procurando; g1 já viu


‘O Mandaloriano e Grogu’ não é o filme que ‘Star Wars’ procurava
“O Mandaloriano e Grogu” é legal, mas, como um antigo mestre diria: este não é o retorno triunfal aos cinemas que “Star Wars” está procurando. Principalmente depois de quase sete anos sem um filme novo.
Conheça brasileiro dublê de Pedro Pascal em novo filme da saga ‘Star Wars’
A nova aventura da saga espacial, que estreia nesta quinta-feira (21) no Brasil, é uma espécie de continuação da série “The Mandalorian” – um sucesso estrondoso desde a primeira de suas três temporadas, graças à pequena criaturinha verde popularmente conhecida como “Baby Yoda” (cujo nome “de batismo” é a segunda parte do título do filme).
“O Mandaloriano e Grogu” parece um episódio mais longo e mais caro da TV, mas não necessariamente melhor. Daria um capítulo mediano – e isso é muito pouco para uma franquia bilionária que lançou sua última aventura nos cinemas em 2019, com (o terrível) “A ascensão Skywalker”.
Pedro Pascal em cena de ‘O Mandaloriano e Grogu’
Divulgação
Até dá para se divertir em muitos momentos, mas quem assistir por causa da série invariavelmente vai pensar “por que eu não estou vendo isso em casa mesmo?”.
E o fã da franquia cinematográfica vai estranhar a ausência de sabres de luz, de jedis ou de pelo menos algum vilão mascarado carismático. Nisso, aliás, o filme deixa muito a desejar.
Os antagonistas da vez nunca empolgam de verdade – e são o reflexo completo de uma trama sem grandes consequências.
Falta força
É como se o filme tivesse medo de afetar de qualquer forma a história da série. Tanto que os protagonistas saem de “O Mandaloriano e Grogu” praticamente da mesma forma como entraram. Talvez com uma nave a mais.
Pedro Pascal em cena de ‘O Mandaloriano e Grogu’
Divulgação
Nele, o caçador de recompensas do título e seu protegido vivem mais uma aventura enquanto caçam procurados pela Aliança Rebelde e se protegem. Não espere muito mais que isso.
Desde o começo, George Lucas nunca escondeu suas inspirações claras no cinema e na cultura japonesa. “O Mandaloriano e Grogu” infelizmente copia a pior tradição das animações do país e faz um filme como se fosse um episódio “filler” de anime, com um enredo vazio que não pode alterar de forma substancial a continuidade seriada.
É bizarro pensar que o roteiro tenha sido escrito pelos criadores da série, o diretor Jon Favreau e o guru de “Star Wars” e novo copresidente do estúdio, Dave Filoni. Se nem eles têm coragem de apostar de vez na obra, o público com certeza vai ter dificuldades para se engajar.
Pedro Pascal em cena de ‘O Mandaloriano e Grogu’
Divulgação
A fotografia é mais ousada aqui e ali e muito dos efeitos especiais dá uma melhorada, por mais que uma cena logo no começo com os AT-ATs, aqueles veículos quadrúpedes gigantes do Império, seja digna de um videogame mediano na tela do cinema.
Falando assim parece que o filme é horrível. E não é o caso. Ele só não é o bastante. Em certo momento, uma boa e longa sequência com o fofo Grogu até tenta algo diferente, mas a essa altura o pequeno Baby Yoda já não tem mais tanta força para salvá-lo sozinho.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1
O pequeno Grogu em cena de ‘O Mandaloriano e Grogu’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Reino Unido condena motorista por contrabandear cocaína em pacotes da marca de Kim Kardashian


A modelo Kim Kardashian
AFP
Um caminhoneiro que transportava roupas da marca Skims, de Kim Kardashian, foi condenado nesta segunda-feira (18) por um tribunal britânico a 13 anos de prisão por esconder quase 10 milhões de dólares (50,6 milhões de reais, na cotação atual) em cocaína em sua carga.
Jakub Jan Konkel, um polonês de 40 anos, foi preso em setembro de 2025 por agentes alfandegários no porto de Harwich, no sudeste da Inglaterra, ao chegar de balsa vindo dos Países Baixos.
Seu caminhão, carregado com 28 paletes de roupas e peças íntimas da Skims, passou pela inspeção de raio-X.
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“A carga era completamente legal e nem o exportador nem o importador estavam envolvidos com tráfico, mas um esconderijo havia sido criado no revestimento das portas traseiras do caminhão”, afirmou a Agência Nacional de Combate ao Crime (NCA) do Reino Unido em um comunicado.
Kim Kardashian lança calcinha com pelos pubianos de mentira; peça custa quase 200 reais
Noventa pacotes foram encontrados, cada um contendo um quilo de cocaína, com um valor total estimado em cerca de 7,2 milhões de libras (9,6 milhões de dólares), informou a NCA.
Inicialmente, Jakub Jan Konkel negou ter conhecimento da presença das drogas no caminhão, mas acabou se declarando culpado de tráfico de drogas.
O motorista do caminhão admitiu ter transportado as drogas em troca de 5.000 dólares (cerca de 25 mil reais).
O réu foi condenado por um tribunal em Chelmsford (sudeste da Inglaterra) a 13 anos e seis meses de prisão.

Fonte: G1 Entretenimento

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Tiê balança entre a reiteração e a renovação, mas pende para a delicadeza nas reflexões do álbum ‘Esgotada’


Capa do álbum ‘Esgotada’, de Tiê
Pintura de Marina Quintanilha a partir de foto de Indira Dominici
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Esgotada
Artista: Tiê
Cotação: ★ ★ ★
♬ Certa madrugada Tiê acordou de sonhos intranquilos. As reflexões feitas na noite insone geraram a letra confessional de “Minha história”, primeira e mais inspirada música do repertório essencialmente autoral do álbum “Esgotada”, programado para ser lançado pela artista paulistana amanhã, quarta-feira, 20 de maio, com capa que expõe Tiê em pintura a óleo feita por Marina Quintanilha a partir de foto de Indira Dominici.
“O passado não dá para mudar / Eu estava lá / … / Desenhando o invisível / Deu vontade de poder voltar / … / Só se aprende ao querer tentar”, avalia Tiê nessa faixa que evoca a doçura dos primeiros discos da cantora, compositora e instrumentista.
Tiê Gasparinetti Biral abriu caminho a partir de 2007 na cena indie paulistana, no rastro do sucesso do primeiro álbum da conterrânea Céu, lançado dois anos antes. Só que, no meio desse caminho, houve imprevisto desvio de rota que conduziu à cantora ao mainstream com a explosão da música “A noite”, versão da canção italiana “La notte” (2012) lançada por Tiê no álbum “Esmeraldas” (2014) e amplificada na trilha sonora da novela “I love Paraisópolis” (2015).
Então sob contrato da Warner Music, gravadora multinacional que investiu alto na artista, Tiê fez o jogo do mercado no álbum “Gaya” (2017) – dando voz a uma linda canção inédita do hitmaker sertanejo Bruno Caliman, “Amuleto”, escolhida estrategicamente para promover o disco – e reforçou a onda de registros audiovisuais com o disco ao vivo “Dix” (2019) até voltar forçosamente para a cena indie quando a conta não fechou.
Primeiro título de projeto fonográfico duplo que prevê o lançamento no segundo semestre de outro álbum, “Amorosa”, “Esgotada” é o primeiro álbum solo autoral gravado em estúdio por Tiê após esse retorno ao indie.
“Eu sinto que ‘Esgotada’ é um mergulho, mas também um transbordamento. O álbum organiza coisas que estavam muito intensas dentro de mim, mas ao mesmo tempo abre novas perguntas e novos caminhos”, conceitua Tiê.
De fato, no álbum formatado com produção musical de André Whoong, Marcus Preto e Tó Brandileone, Tiê busca caminhos entre a reiteração da delicadeza de outrora – evidenciada na arquitetura de “Ainda” (Adriano Cintra e Bárbara Ohana), faixa que anunciou o álbum em single editado em 12 de março – e a renovação, perceptível, por exemplo, no suingue funky que embasa “Contato”, música composta com inspiração no livro homônimo de Carl Segan (1934 – 1996), astrônomo e cientista falecido há 30 anos.
Entre uma e outra, Tiê faz feat inédito com Adriana Calcanhotto em “Atitude”, música cuja letra faz mea culpa em DR. Gravado com músicos como Antônio Adolfo (piano), Filipe Coimbra (guitarra), Jamil Joanes (baixo), Jeremy Gustin (bateria), Silvanny Sivuca (percussão) e Tó Brandileone (guitarra, teclados, percussão, violoncelo e efeitos sonoros), o álbum “Esgotada” traz canções nascidas da vivência pessoal da artista, casos de “Altar”– ode à amizade como pilar da saúde mental – e da quase etérea “Tanto faz”.
À medida que avançam as oito músicas, fica nítido que a embalagem refinada das faixas sobressai em relação às canções em si. Em sintonia com o título “Esgotada”, o álbum é atravessado tanto pelo afeto quanto pelo cansaço e pela dor, exposta já no nome da canção “Verdade dói”.
Parceria de Tiê com Thomas Roth, a música “Tempo pra mim” descortina memórias de infância e adolescência em tom confessional, fazendo a balança do álbum pender para a delicadeza, ainda que a maioria das letras verse sobre questões e reflexões de certa densidade emocional.
Tiê lança o álbum ‘Esgotada’ amanhã, quarta-feira, 20 de maio, com oito músicas no repertório majoritariamente autoral
Indira Dominici / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Ana Paula Maia, finalista do Booker Prize 2026: ‘Sempre estive muito na contramão da literatura brasileira’


Ana Paula Maia, autora de ‘Assim na terra como embaixo da terra’
Reprodução
A escritora Ana Paula Maia cultiva há 23 anos um gênero incomum no Brasil: o terror literário. Agora o International Booker Prize, um dos prêmios mais prestigiosos do mundo, pode torná-la a primeira vencedora latino-americana.
Ana Paula é uma das finalistas da premiação com o romance “Assim na terra como embaixo da terra”. A brasileira concorre com:
Shida Bazyar, escritora alemã (“The nights are quiet in Theran”)
Rene Karabash, escritora búlgara (“She who remains”)
Daniel Kehlmann, escritor alemão (“The director”)
Marie NDiaye, escritora francesa (“The witch”)
Yáng Shuāng-zǐ, escritora taiwanesa (“Taiwan Travelogue”)
Publicado em 2017, o livro “Assim na terra como embaixo da terra” explora a vida de pessoas que trabalham à margem da sociedade brasileira.
“Uma novela curta brutal, inquietante e hipnótica ambientada em uma colônia penal remota no Brasil, onde os limites entre justiça e crueldade se confundem. Concisa, implacável e sem concessões”, afirmou o júri sobre a obra, após o anúncio dos finalistas.
O júri destacou que Maia, autora de sete romances, venceu o Prêmio São Paulo de Literatura em dois anos consecutivos, com “Assim na terra como embaixo da terra” (2018) e “Enterre Seus Mortos” (2019).
A obra vencedora será anunciada nesta terça-feira (19), às 18h, em uma cerimônia que acontece no museu Tate Modern, em Londres. O prêmio é de 50.000 libras (cerca R$ 360 mil), dividido igualmente entre o autor e o tradutor da obra.
O Booker International Prize, que premia obras traduzidas para o inglês e completa dez anos, ainda não teve vencedores em língua espanhola ou portuguesa. Em 2025, o prêmio foi concedido à indiana Banu Mushtaq.
Para esta edição, a comissão avaliou uma seleção inicial de 128 obras, apresentadas por editoras e publicadas no Reino Unido entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026.
“Nunca teve tanta gente caçando gente”
“Assim na terra como embaixo da terra”, livro de Ana Paula Maia
Reprodução/Instagram
O júri do prêmio britânico, criado uma década atrás para obras de ficção traduzidas para o inglês, descreveu seu romance “Assim na terra como embaixo da terra” como “brutal, inquietante e hipnótico”.
Em apenas cem páginas, Maia narra os últimos dias de uma colônia penal brasileira, um local isolado usado para separar os prisioneiros da sociedade, onde o diretor caça os detentos como animais.
Há vísceras, sangue e homens que se movem entre a resignação e o desespero. E uma crueza que, diz ela, não é pior que a do mundo atual.
“Nunca teve tanta gente caçando gente”, diz por videoconferência de sua casa em Curitiba, no Paraná, em referência à experiência dos imigrantes em alguns países, sem nomeá-los.
A escritora, de 48 anos, nasceu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Filha de uma professora de literatura e de um dono de bar, cresceu cercada de homens, assistindo faroestes de Sergio Leone e Clint Eastwood.
É de onde vem sua fascinação por personagens masculinos duros, presos em sistemas que os esmagam, como o protagonista de “Assim na terra”, Bronco Gil, fruto do estupro de uma indígena por um branco.
Autora de sete romances publicados em países como Argentina, Alemanha, França e Itália, ganhou com este livro o Prêmio São Paulo de Literatura, um dos principais do país, em 2018. Ele foi traduzido para o inglês e o espanhol.
O que significa para você ser finalista desse prêmio?
Ana Paula: Sempre estive muito na contramão da literatura brasileira, sempre produzi coisas diferentes, coisas esquisitas. O terror literário não é uma tradição no Brasil, é uma tradição na Argentina, no Chile. Para quem faz esse gênero, chegar até aqui é grandioso. Agora é que eu sinto que a ficha está caindo.
A colônia penal do seu romance pode funcionar como uma alegoria do mundo exterior?
Ana Paula: Sim, hoje eu acho que o livro é uma representação do que a gente vive nessa vida. Vivemos tranquilamente numa colônia penal: sempre fugindo de algo, tentando sobreviver, com perigos e injustiças.
O terreno da colônia penal foi antes uma fazenda escravagista. Essa conexão entre prisão e escravidão foi proposital?
Ana Paula: Quando comecei a pesquisar sobre o sistema carcerário, foi impossível não associá-lo à escravidão. Um navio negreiro e uma cela de presídio é a mesma coisa, só muda a época. Pensei muito nas Américas: tudo está cruzado pela escravidão. A população carcerária em sua maioria é preta. Não posso falar de um sistema punitivo sem falar de quem foi massacrado.”
A tradução para o inglês chega a um mundo bastante diferente do de 2017.
Ana Paula: “Acredito que faz mais sentido hoje do que quando foi lançado. Nunca teve tanta gente caçando gente. A gente tem vivido uma caçada humana. Os imigrantes têm sido muito caçados. Antes eu não via isso, pessoas sendo caçadas mesmo. É muito maluco.
E eu acho que tem uma questão mágica nisso tudo: às vezes escrevo coisas que depois ocorrem. Escrevi ‘Enterre seus mortos’ antes da pandemia e o livro tem indícios de que algo estava ocorrendo no mundo.
Seus romances têm protagonistas exclusivamente masculinos. Como você constrói esse olhar?
Ana Paula: “Às vezes a gente se prende muito no que se supõe que devemos pensar ou sentir: se você é uma mulher, você tem que pensar desse jeito. Isso faz parte do próprio sistema. Te esmaga, te fecha, te enfia dentro de uma caixa, tranca e joga a chave fora. Eu trabalho com expansão de consciência. Quando escrevo, eu subo no alto de um prédio, de uma montanha. É a partir daí que posso ampliar o olhar.
Por isso, embora termine cada livro muito esgotada, sinto saudade desse lugar. A cada dois ou três anos volto a visitar o Bronco Gil e o Edgar Wilson [personagens recorrentes em sua obra]. É minha família, onde eu volto para casa.”
Ana Paula Maia, autora de ‘Assim na terra como embaixo da terra’
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Fernanda Torres e Willem Dafoe estrelam distopia de Bárbara Paz sobre ‘mercado de afetos’


Fernanda Torres e Willem Dafoe estarão no novo filme de Bárbara Paz, ‘Cuddle; longa é coproduzido pela TV Globo
Divulgação
A atriz brasileira Fernanda Torres e o ator americano Willem Dafoe serão os protagonistas de “Cuddle”, próximo longa-metragem dirigido por Bárbara Paz.
Descrito como um drama distópico, o projeto é produzido pela Conspiração Filmes e conta com a coprodução da TV Globo, BP Produções, Buena Vista International, VideoFilmes (de Walter e João Moreira Salles) e Infinity Hill.
A informação foi revelada pela revista americana Variety, que entrevistou a CEO da Conspiração, Renata Brandão, durante o Festival de Cannes.
Sinopse
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Ambientada em uma metrópole de um futuro próximo onde a intimidade se transformou em mercadoria, a trama acompanha Dante (Dafoe), um profissional pago para fornecer abraços, conforto e conexão humana a estranhos.
A rotina dele muda ao conhecer Ava (Torres), uma imigrante cuja força silenciosa e profunda empatia desencadeiam uma transformação mútua.
Diretora fala sobre produção
Em publicação nas redes sociais, a diretora Bárbara Paz detalhou a atmosfera psicológica da produção.
“Nessa longa jornada noite adentro, nosso Cuddle nasce para abraçar a todos. Como um reflexo do nosso mundo contemporâneo — num lugar onde as pessoas estão cada vez mais solitárias, o afeto se transformou em fibras óticas. Ame através de conexões Wi-Fi”, escreveu a cineasta.
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A diretora também deu mais detalhes sobre o protagonista vivido por Willem Dafoe.
Na trama, o personagem Dante atende desde clientes emocionalmente frágeis a pessoas sobrecarregadas pelo cotidiano, que buscam conforto platônico em um ambiente onde o afeto se tornou raro e transacional.
Por trás de sua fachada calma, Dante lida secretamente com a solidão e com a dependência de analgésicos, tendo como única companhia constante o seu cachorro, até que um encontro inesperado altera sua rotina.
Barbara Paz no tapete vermelho do 21º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
Roberto Filho / Divulgação
Parceria entre Paz e Dafoe não é de agora
O projeto marca o reencontro artístico entre Willem Dafoe e Bárbara Paz.
O ator americano protagonizou “Meu Amigo Hindu” (2015), último filme do cineasta Hector Babenco (1946-2016), com quem Bárbara era casada e em cuja obra também atuou.
Posteriormente, Dafoe assinou como produtor associado de “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou” (2019), documentário dirigido por Bárbara que venceu o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Veneza e representou o Brasil na corrida do Oscar.
Willem Dafoe interpreta o cientista louco Godwin Baxter em ‘Pobres criaturas’
Divulgação
Fernanda Torres pós ‘Ainda Estou Aqui’
Fernanda Torres assume o papel após uma temporada histórica de premiações por “Ainda Estou Aqui” (2024), drama de Walter Salles que rendeu à atriz o Globo de Ouro e a indicação ao Oscar de Melhor Atriz em 2025, além de o longa ter vencido a estatueta de Melhor Filme Internacional.
A produção executiva de “Cuddle” fica a cargo de Phin Glynn e Delfina Montecchia, com produção de Renata Brandão, Juliana Capelini, Bárbara Paz, Axel Kuschevatzky, Cindy Teperman e Maria Carlota Bruno.
[bbc] Fernanda Torres foi indicada ao Oscar de melhor atriz por Ainda Estou Aqui aos 59 anos de idade
Sony Pictures Classics

Fonte: G1 Entretenimento

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Ludmilla grava em julho, no Rio, show baseado no álbum de R&B ‘Fragmentos’


Ludmilla – vista em apresentação no festival The Town 2025 – faz em 23 de julho o registro audiovisual do show ‘Fragmentos – A experiência’
Fábio Tito / g1
♫ NOTÍCIA
♬ Ludmilla grava álbum ao vivo em julho, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A cantora e compositora fluminense fará o registro audiovisual do inédito show “Fragmentos – A experiência”, na apresentação única agendada para 23 de julho, na casa Qualistage.
A base do espetáculo é o repertório do álbum “Fragmentos” (2025), lançado em novembro do ano passado com repertório pautado pelo R&B e gravado por Ludmilla com feats com nomes como Luísa Sonza (na música “Calling me”), Veigh (presente na faixa “Cheiro de despedida”) e as rappers Ajuliacosta e Duquesa (reunidas na faixa “Energy”).
O show “Fragmentos – A experiência” está sendo anunciado como uma “imersão emocional” no universo do álbum de R&B. A intenção foi criar uma atmosfera imersiva e intimista.

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 Ouviu #333 – Gabriel Leone e o desejo de transbordar na carreira musical


Gabriel Leone esteve no g1 Ouviu em 4 de maio e falou sobre sua estreia na música após muitos anos de sonho e planejamento.
“A música tem um lugar de respeito pra mim. Então não queria fazer de qualquer jeito. Queria ter a estrutura ideal. E no ano passado, me deu essa coragem de transbordar e realizar”, afirmou o ator.
Em seu disco de estreia, o “Minhas Lágrimas”, Leone interpreta canções menos conhecidas de grandes nomes da MPB como “Segredo” (Djavan), como “Quem há de dizer” (Lupicínio Rodrigues), “Vento no litoral” (Renato Russo), além de “Minhas lágrimas” (Caetano Veloso), que dá nome ao projeto.
Gabriel Leone fala de estreia em carreira musical: “Vontade de transbordar”
Ao longo do programa, Leone ainda falou sobre “O agente secreto” e celebrou o cinema brasileiro.
“Quando li, tive a certeza que queria fazer esse filme”, afirmou ele, que se diz muito feliz por fazer parte da atual fase do cinema brasileiro.
O ator afirmou que espera que seja uma crescente esse fortalecimento do cinema nacional. “Talento, possibilidade e potência a gente tem.”
“Não quer dizer que todo ano a gente vai ser indicado ao Oscar. E a verdade é que isso não é o mais importante.”
Gabriel Leone foi parar em ‘O Agente Secreto’ graças a filme de Hollywood
O ator ainda relembrou trabalhos como ator e enumerou diversos pontos de virada profissional.
“Antes de ‘Verdades Secretas’, eu tinha feito ‘Malhação’. Foi meu ponto de virada pessoal. Mas minha ‘Malhação’ deu uma flopada. E ‘Malhação’, a própria Globo já absorvia os atores. A minha não rolou isso, mas eu fazia o vilão, então chamou atenção”, afirmou.
Você pode ouvir o g1 Ouviu no g1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o g1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
Dora Guerra e Felipe Fernandes entrevistam Gabriel Leone no G1 Ouviu
Kaique Mattos/g1
Gabriel Leone no g1 ouviu
Kaique Mattos/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Tom Kane, dublador em ‘Star Wars’ e ‘As Meninas SuperPoderosas’, morre aos 64 anos, diz site


Tom Kane, dublador em ‘Star Wars’ e ‘As Meninas SuperPoderosas’, morre aos 64 anos
Divulgação
Tom Kane, dublador de Yoda, em “Star Wars: The Clone Wars”, morreu aos 64 anos, nesta segunda-feira (18), segundo o site TMZ.
De acordo com a publicação, ele estava internado em um hospital em Kansas, nos Estados Unidos, e morreu cercado por seus familiares. Tom Kane morreu por causa das complicações decorrentes de um AVC, que sofreu em 2020.
Zach McGinnis, representante do artista, afirmou ao TMZ que “embora sua voz agora esteja silenciada, os personagens, as histórias e o amor que ele deu ao mundo viverão para sempre.”
“Para além de uma carreira incrível, ele era um homem extraordinário. Tom era um marido e pai dedicado que, ao lado de sua esposa, construiu uma família amorosa de nove filhos — três biológicos e seis acolhidos por meio de adoção e guarda”, completou Zach.
Além de seus trabalhos na saga “Star Wars”, Tom também deu voz ao Professor Utônio, de “As Meninas SuperPoderosas”, além de personagens em videogames, como na franquia “Call of Duty”.

Fonte: G1 Entretenimento