Categorias
MUNDO

Lula e Joe Biden vão discutir promoção da democracia em reunião em Washington, diz Casa Branca


De acordo com a nota do governo americano, o intuito da viagem é ‘fortalecer ainda mais o estreito relacionamento entre os EUA e o Brasil’. Joe Biden telefona para Lula e reforça apoio à democracia brasileira
O governo dos Estados Unidos confirmou que o presidente Joe Biden vai receber o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) para uma visita em Washington DC no dia 10 de fevereiro.
Compartilhe esta notícia pelo WhatsApp
Compartilhe esta notícia pelo Telegram
Segundo o governo americano, os dois presidentes discutirão o apoio dos EUA à democracia brasileira e como os dois países podem continuar trabalhando juntos para promover “a inclusão e os valores democráticos na região e no mundo”.
LEIA TAMBÉM
Lula vai a Washington no dia 10 de fevereiro para reunião com Biden
Outro tema da conversa deve ser o combate à mudança climática, salvaguardando a segurança alimentar, incentivando o desenvolvimento econômico, fortalecendo a paz e a segurança e gerenciando a migração regional.
De acordo com a nota do governo americano, o intuito da viagem é “fortalecer ainda mais o estreito relacionamento entre os EUA e o Brasil”.
Montagem Lula e Biden
Reprodução
Terceiro país visitado por Lula
A viagem do presidente Lula no dia 10 de fevereiro já havia sido anunciada pelo governo brasileiro no dia 19 de janeiro.
Os EUA serão o terceiro país visitado por Lula desde que tomou posse, em 1º de janeiro —ele já foi a Buenos Aires, na Argentina e a Montevidéu, no Uruguai.
Em dezembro, a Casa Branca enviou ao Brasil uma delegação para acenar com um convite de Biden para que Lula fosse “assim que possível” a Washington.
Lula também tem a previsão de viajar nos próximos meses para China e Portugal. As datas ainda não foram confirmadas.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Rússia diz ter tomado vilarejo nos arredores de Bakhmut em grande avanço no leste


As linhas de frente no leste da Ucrânia estavam praticamente congeladas desde novembro, mas o ímpeto voltou recentemente para a Rússia, que obteve ganhos incrementais pela primeira vez desde meados de 2022. Um soldado ucraniano passa por casas destruídas pelo bombardeio russo em Bakhmut, região de Donetsk, Ucrânia, quinta-feira, 10 de novembro de 2022.
AP Photo/LIBKOS
A Rússia afirmou nesta terça-feira (31) ter capturado um vilarejo ao norte de Bakhmut, uma cidade que está tentando cercar em uma grande investida pelo que seria sua maior conquista no campo de batalha na Ucrânia desde o verão passado.
Um voluntário bielorrusso lutando pela Ucrânia disse, de dentro de Bakhmut, que a Rússia estava bombardeando a cidade constantemente, e suas tropas estavam tentando cercá-la. O combate estava acontecendo prédio a prédio, disse o voluntário.
Compartilhe pelo WhatsApp
Compartilhe pelo Telegram
Não houve resposta imediata do governo da Ucrânia à alegação dos russos sobre o vilarejo de Blahodatne, e a Reuters não pôde verificar imediatamente a situação por lá. Isso ocorre três dias depois de o chefe do Grupo Wagner da Rússia dizer que a força mercenária havia tomado a vila em um ataque que Kiev disse ter repelido.
Blahodatne, que fica em uma das principais estradas para Bakhmut, cerca de 5 km ao norte, foi capturada com a ajuda de apoio aéreo, disse o Ministério da Defesa da Rússia.
Ucrânia começa a negociar envio de jatos com países aliados, após discussão sobre tanques
As forças russas fizeram avanços claros, embora graduais, na área nas últimas semanas, notadamente capturando a cidade de mineração de sal de Soledar, ao norte de Bakhmut.
Caso consiga forçar a Ucrânia a se retirar da cidade, que já teve 75.000 habitantes, essa seria a primeira grande vitória de Moscou desde que tomou as cidades de Sievierodonetsk e Lysychansk, que tem tamanho semelhante, em julho.
Durante a luta por Bakhmut, dois civis, um menino e um homem de 70 anos, foram mortos pela artilharia russa nesta terça-feira, disse o governador regional Pavlo Kyrylenko. Quatro outros ficaram feridos no ataque, disse ele.
O porta-voz militar ucraniano Serhiy Cherevaty disse em comentários na televisão que o Exército ucraniano em Bakhmut recebeu “tudo o que era necessário”, depois de repelir as tentativas russas de obter o controle de uma importante linha de abastecimento.
Separadamente, uma grande força russa lançou um ataque contra o bastião ucraniano de Vuhledar esta semana, mais ao sul ao longo da mesma frente oriental. As autoridades russas afirmaram ter garantido uma posição lá, enquanto Kiev diz que repeliu amplamente o ataque até agora.
O Ministério da Defesa britânico disse que a força russa no novo ataque a Vuhledar era pelo menos do tamanho de uma brigada, uma unidade que normalmente compreende vários milhares de soldados.
Os russos avançaram centenas de metros através de um rio em direção a Vuhledar e poderiam obter ganhos mais localizados por lá, disse o ministério em uma atualização diária de inteligência incomumente detalhada. A atualização diz que é improvável que o ataque a Vuhledar leve a um avanço significativo, mas pode ter a intenção de desviar os esforços ucranianos da defesa de Bakhmut.
Rússia volta a avançar
Apesar de semanas de intensa guerra de trincheiras que ambos os lados compararam a um moedor de carne, as linhas de frente no leste da Ucrânia estavam praticamente congeladas desde novembro, depois que Kiev recapturou faixas de território no segundo semestre de 2022.
Mas o ímpeto voltou recentemente para a Rússia, que obteve ganhos incrementais pela primeira vez desde meados de 2022.
Especialistas militares dizem que Moscou parece determinada a avançar nos próximos meses, antes que Kiev receba centenas de tanques de batalha e veículos blindados ocidentais recentemente prometidos para um contra-ataque para recapturar o território ocupado neste ano.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Polícia britânica pede desculpas por falhas em tragédia do estádio de Hillsborough, que ocorreu há 34 anos


A semifinal da Copa da Inglaterra de 1989 foi palco do pior desastre esportivo da história do Reino Unido, quando 96 torcedores do Liverpool morreram esmagados em um recinto superlotado e cercado no nível inferior. Imagem de 2016 mostra o St Georges Hall iluminado de vermelho com as palavras ‘Verdade’ e ‘Justiça’ durante vigília em memória às vítimas do desastre de Hillsborough em Liverpool, na Inglaterra
Phil Noble/Reuters
O Conselho Nacional de Chefes de Polícia do Reino Unido (NPCC) e o College of Policing pediram desculpas aos sobreviventes e às famílias das vítimas do desastre do estádio de Hillsborough em 1989, no qual 97 torcedores do Liverpool perderam a vida pisoteados. 
A semifinal da Copa da Inglaterra de 1989 foi palco do pior desastre esportivo da história do Reino Unido, quando 96 torcedores do Liverpool morreram esmagados em um recinto superlotado e cercado no nível inferior.
Depois de 23 anos, governo inglês pede descuplas pela tragédia de Hillsborough
Uma vítima morreu em julho de 2021 após sofrer danos cerebrais graves e irreversíveis.
A polícia a princípio culpou torcedores bêbados pelo desastre, uma explicação que sempre foi rejeitada por sobreviventes, parentes das vítimas e pela comunidade em geral de Liverpool, que passou anos lutando para descobrir o que havia acontecido.
Inquéritos posteriores e um inquérito independente absolveram os torcedores de qualquer responsabilidade.
“O policiamento falhou profundamente com os enlutados pelo desastre de Hillsborough ao longo de muitos anos e lamentamos que o serviço tenha entendido tão errado”, disse o chefe da polícia Andy Marsh, CEO do College of Policing, em um comunicado.
“As falhas da polícia foram a principal causa da tragédia e continuaram a prejudicar a vida dos familiares desde então”, disse a nota. “Quando a liderança era mais necessária, os enlutados muitas vezes eram tratados com insensibilidade e a resposta carecia de coordenação e supervisão.”
Martin Hewitt, presidente do NPCC, disse estar “profundamente arrependido pela trágica perda de vidas” e pela “dor e sofrimento que as famílias das 97 vítimas experimentaram naquele dia” e nos anos que se seguiram.
“Coletivamente, as mudanças feitas desde o desastre de Hillsborough e em resposta ao relatório do Reverendo James Jones visam garantir que as terríveis falhas policiais cometidas no dia e no rescaldo nunca mais aconteçam”, acrescentou.
Em 2019, o ex-superintendente-chefe David Duckenfield, comandante da polícia responsável pelas operações no estádio, foi considerado inocente de homicídio culposo –uma decisão que chocou os sobreviventes e familiares das vítimas.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

‘Tirem as mãos da África’, diz papa Francisco ao mundo rico


Francisco, de 86 anos, é o primeiro pontífice a visitar o Congo desde João Paulo 2º em 1985, quando o país ainda era conhecido como Zaire. Cerca de metade dos 90 milhões de habitantes do Congo são católicos. Multidão aguarda para ver o Papa na República Democrática do Congo, em 31 de janeiro de 2023
Yara Nardi/Reuters
O papa Francisco denunciou o “veneno da ganância” por recursos minerais, que impulsiona o conflito na República Democrática do Congo, ao iniciar uma visita oficial nesta terça-feira (31), dizendo que o mundo rico tinha que perceber que as pessoas eram mais preciosas do que os minerais da terra abaixo delas.
Francisco, de 86 anos, é o primeiro pontífice a visitar o Congo desde João Paulo 2º em 1985, quando o país ainda era conhecido como Zaire. Cerca de metade dos 90 milhões de habitantes do Congo são católicos.
Papa Francisco acena pra dançarinos na chegada a Kinshasa, na República Democrática do Congo, em 31 de janeiro de 2023.
Vaticano via Reuters
Dezenas de milhares de pessoas aplaudiram enquanto o pontífice viajava do aeroporto para a capital Kinshasa em seu papamóvel, alguns se desgarrando da multidão para acompanhar seu comboio enquanto outros cantavam e agitavam bandeiras em uma das mais vibrantes boas-vindas de suas viagens ao exterior.
Mas o clima mudou quando o papa fez um discurso para dignitários no palácio presidencial, condenando “terríveis formas de exploração, indignas da humanidade” no Congo, onde vastas riquezas minerais alimentaram a guerra, o deslocamento e a fome.
Multidão aguarda o papa na República Democrática do Congo, em 31 de janeiro de 2023
Yara Nardi/Reuters
“É uma tragédia que essas terras, e mais geralmente todo o continente africano, continuem sofrendo várias formas de exploração”, disse ele. “O veneno da ganância manchou seus diamantes com sangue”, disse ele, referindo-se especificamente ao Congo.
“Tirem as mãos da República Democrática do Congo! Tirem as mãos da África! Parem de sufocar a África: não é uma mina a ser despojada ou um terreno a ser saqueado”, disse ele.
O Congo tem algumas das reservas mais ricas do mundo em diamantes, ouro, cobre, cobalto, estanho, tântalo e lítio, minerais que alimentam conflitos entre milícias, tropas do governo e invasores estrangeiros. A mineração também tem sido associada à exploração desumana de trabalhadores, incluindo crianças, e à degradação ambiental.
Consequências do genocídio em Ruanda
Para agravar esses problemas, o leste do Congo tem sido atormentado pela violência ligada às longas e complexas consequências do genocídio de 1994 na vizinha Ruanda.
O Congo acusa Ruanda de apoiar o grupo rebelde M23, que luta contra as tropas do governo no leste. Ruanda nega.
“Além de milícias armadas, potências estrangeiras famintas pelos minerais de nosso solo cometem, com o apoio direto e covarde de nosso vizinho Ruanda, atrocidades cruéis”, disse o presidente congolês Felix Tshisekedi, falando pouco antes do papa e dividindo o palco com ele.
Na quarta-feira, Francisco celebrará uma missa no aeroporto de Kinshasa e se encontrará com as vítimas da violência do leste, destacando ainda mais as questões que levantou em seu discurso.
“Eu queria ir para Goma, mas não podemos por causa da guerra”, disse o papa a repórteres durante seu voo, referindo-se a uma cidade no leste do Congo que ele originalmente planejava visitar antes que a parada fosse cancelada por causa dos combates na região.
O papa Francisco ficará em Kinshasa até a manhã de sexta-feira. De lá, ele voará para o Sudão do Sul, outro país que enfrenta conflitos e pobreza.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Casal iraniano é condenado a 10 anos de prisão após postar vídeo dançando em público; VÍDEO

Registro, gravado em Teerã, foi interpretado como provocação ao governo do Irã, afirmam ativistas. Casal iraniano é preso por postar vídeo dançando
Nesta terça-feira (31), um casal foi condenado a 10 anos de prisão pela Justiça do Irã após compartilhar um vídeo dançando em público. Segundo ativistas do país, o registro foi interpretado como uma provocação ao governo iraniano.
Astiyazh Haghighi e seu namorado, Amir Mohammad Ahmadi, ambos com aproximadamente 20 anos, gravaram as imagens em frente à Torre Azadi, um conhecido monumento de Teerã, e compartilharam o registro na internet. O vídeo viralizou nas redes sociais e foi exaltado como um símbolo das liberdades reivindicadas pelos manifestantes do país, que, desde setembro de 2022, protestam contra o rígido regime iraniano.
Isso acabou chamando atenção das autoridades do Irã por dois motivos:
A dupla aparece dançando e, no país, as mulheres não podem dançar em público, muito menos com um homem;
Nas imagens, Haghighi aparece sem usar um lenço cobrindo a cabeça, ato considerado uma infração das regras de vestimenta impostas às mulheres na República Islâmica.
Segundo a ONG Human Rights Activists News Agency (Hrana), um tribunal de Teerã condenou os namorados a 10 anos e seis meses de prisão e os proibiu de usar a internet e de sair do país. Como o casal tinha muitos seguidores no Instagram, eles foram condenados por “incentivarem a corrupção e a prostituição pública” e por “se reunirem com a intenção de perturbar a segurança nacional”.
Ao citar fontes próximas às famílias, a Hrana afirmou que os suspeitos não tiveram acesso a um advogado durante o julgamento. Também foi negada a possibilidade de soltura sob fiança.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

ONG acusa Ucrânia de utilizar minas terrestres em conflito contra Rússia


Serviços de saúde estimam que quase 50 civis, incluindo cinco crianças, ficaram feridos por conta dos dispositivos. Paramédicos carregam um soldado ucraniano ferido que pisou em uma mina terrestre para tratamento de emergência, 29 de janeiro de 2023, Ucrânia.
YASUYOSHI CHIBA / AFP
A Human Rights Watch (HRW), ONG de direitos humanos, advertiu a Ucrânia, nesta terça-feira (31), sobre o uso de minas terrestres proibidas, alegando que quase 50 civis, incluindo cinco crianças, ficaram feridos por conta dos dispositivos.
“A Ucrânia deveria investigar o suposto uso, por parte de seu Exército, de milhares de minas terrestres espalhadas por foguetes dentro e ao redor da cidade de Izium quando as forças russas ocupavam a área”, afirmou a instituição.
A organização recordou que as forças russas também usaram este tipo de mina em várias regiões da Ucrânia desde o início de sua invasão, há quase um ano.
Em Izium, a HRW documentou muitos casos de “minas borboleta”, de fabricação soviética, lançadas de foguetes. Estes armamentos foram encontrados em nove áreas, onde ficavam posições russas, o que sugere que elas eram os alvos.
“As forças ucranianas parecem ter mobilizado minas de forma intensiva na região de Izium, causando vítimas civis”, declarou Steve Goose, diretor do Departamento de Armas na HRW. Segundo ele, as “atrocidades” cometidas pelas forças russas “não justificam o uso destas armas proibidas” por parte da Ucrânia.
A região, à leste do território ucraniano, ficou sob controle da Rússia por mais de cinco meses. O Exército ucraniano recuperou o controle de Izium em meados de setembro.
A HRW fez uma investigação na região de 19 de setembro a 9 de outubro e interrogou mais de 100 testemunhas. Ao final, a ONG identificou 11 vítimas de minas.
De acordo com os serviços de saúde ouvidos pela ONG, no entanto, este número é maior: eles estimam que quase 50 civis, incluindo pelo menos cinco crianças, teriam sido feridos por estas minas durante ou após a ocupação da Rússia. Metade das vítimas sofreu amputações de membros inferiores.
A Ucrânia é um dos países signatários da Convenção sobre a Proibição de Minas Terrestres de 1997, a qual ratificou em 2005. Procurado pela ONG, o Ministério ucraniano da Defesa respondeu que o Exército respeita suas obrigações internacionais, mas afirmou que os tipos de armas utilizados “não serão comentados até o fim da guerra”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Os perigos da cápsula radioativa perdida na Austrália


Pequena cápsula de cerca de 8 milímetros desaparecida numa estrada de 1.400 km contém césio-137, a mesma substância que provocou o maior desastre radioativo do Brasil, em 1987, em Goiânia. Austrália reforça busca por cápsula radioativa 31/01/2023
Departamento de Bombeiros e Serviços de Emergência/Divulgação via REUTERS
A mineradora internacional Rio Tinto e os serviços de emergência da Austrália Ocidental talvez nunca vão encontrar uma pequena cápsula radioativa que se perdeu, possivelmente quando era transportada de um local de minério de ferro em Pilbara para Perth, no início de janeiro, na Austrália. No domingo (29/01) a empresa se desculpou pelo desaparecimento .
A cápsula tem aproximadamente o tamanho de uma borracha de lápis, e pode estar em qualquer lugar de um trecho de 1.400 quilômetros. Pode até ter se alojado no pneu de um carro e agora estar a muitos quilômetros de distância.
As autoridades alertam: se alguém encontrá-la deve manter distância e imediatamente acionar os serviços de emergência, devido ao perigo.
Initial plugin text
Por que a cápsula é radioativa?
A cápsula de prata de seis milímetros por oito milímetros contém césio-137, material radioativo que emite raios gama, radiação ionizante muito perigosa, que pode penetrar profundamente no corpo. O césio-137 foi o responsável pela maior tragédia radioativa do Brasil, em 1987, em Goiânia. Muitos anos depois, quem teve contato com a substância ainda vive as consequências.
Os raios gama são o tipo mais energético e perigoso de radiação ionizante, que pode retirar elétrons dos átomos de organismos vivos, danificando células e DNA. A quantidade de radiação que a cápsula emite é de 19 gigabecquerels, o equivalente a cerca de dez raios-X por hora.
Esse tipo de cápsula é comumente usada na indústria de mineração em medidores de densidade de minérios de ferro, fundamentais para executar operações de mineração com mais eficiência: a radiação vinda do medidor é absorvida pelo material proporcionalmente à sua densidade.
Como a cápsula foi perdida?
A cápsula radioativa provavelmente caiu do caminhão que a transportava ao longo de um trecho de 1.400 quilômetros de estrada da mina Gudai-Darri da Rio Tinto, ao norte de Newman, na região de Pilbara, até Perth.
O desaparecimento foi percebido numa inspeção em 25 de janeiro. A cápsula fora vista pela última vez em 12 de janeiro.
As autoridades acreditam que as vibrações do caminhão soltaram parafusos e porcas, fazendo a cápsula radioativa do medidor cair e escorregar por uma fresta no caminhão.
Quão perigosa é a cápsula?
O risco para o público em geral é “relativamente baixo”, afimema as autoridades. Mas, caso alguém veja algo parecido ao longo da estrada, não deve tocar. Em vez disso, deve se afastar imediatamente, avisar as autoridades e não ficar a menos de cinco metros da cápsula.
Embora a cápsula de prata seja muito pequena, devido à radiação gama que emite pode representar alguns riscos graves para a saúde, dependendo da proximidade e da duração da exposição. Em geral, quanto mais próxima se está de uma fonte de radiação, maior a dose que se recebe e maior o risco de efeitos nocivos.
Felizmente, a cápsula “não pode ser usada como arma”, de acordo com um comunicado da Western Australia Health.
Quais são os riscos para a saúde?
A exposição à cápsula pode causar queimaduras ou síndrome aguda de radiação. Queimaduras de radiação podem se apresentar como vermelhidão ou irritação na pele (como uma queimadura solar), mas também causar bolhas ou sintomas piores, em casos mais graves.
Doença de radiação ou síndrome aguda de radiação (ARS, na sigla em inglês) é causada pela exposição a altos níveis de radiação ionizante, como os raios gama.
Os sintomas variam dependendo da dose e da duração da exposição, incluindo náusea, vômito, diarreia, fadiga, irritação da pele e diminuição do número de glóbulos brancos, o que pode enfraquecer o sistema imunológico. Em casos mais graves, pode levar à falência de órgãos e até a morte.
A exposição prolongada aos raios gama pode aumentar o risco de certos tipos de câncer, como de tireoide ou leucemia.
Como está sendo realizada a busca?
O ponto positivo é que as equipes de busca têm os dados do GPS do caminhão, então sabem exatamente onde procurar a cápsula. O ponto negativo é que o trecho tem 1.400 quilômetros.
Encontrar uma cápsula de oito milímetros num perímetro tão grande parece quase impossível. Ainda assim, as autoridades do oeste da Austrália tentam resgatá-la, dirigindo lentamente com detectores de radiação ao longo da estarda Great Northern, de acordo com um alerta emitido pelo Departamento de Bombeiros e Serviços de Emergência (DFES).
O que é césio-137?
O césio-137 é um isótopo radioativo do elemento químico césio. Os isótopos têm o mesmo número de prótons, mas um número de nêutrons em seu núcleo diferente daquele do elemento original.
O isótopo radioativo encontrado na cápsula é um subproduto muito comum da divisão de elementos mais pesados como o urânio, durante a fissão nuclear, que é o princípio de funcionamento dos reatores nucleares. Também é usado nas radioterapias para tratamento de câncer.
O césio-137 tem uma meia-vida de cerca de 30 anos, ou seja: após esse prazo, metade do isótopo terá se desintegrado, liberando sobretudo radiação gama no processo.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Saiba quais são os três cenários possíveis para tentar resolver a crise no Peru


Parlamento peruano deve definir nesta terça-feira (31) se antecipa as eleições de abril de 2026 para outubro de 2023 e se pleito incluirá uma Assembleia Constituinte. Em meio a protestos, Congresso do Peru volta a debater antecipação das eleições.
AFP – ERNESTO ARIAS
O Parlamento peruano vai definir ao longo do dia se antecipa as eleições de abril de 2026 a outubro de 2023 e se o pleito incluirá uma Assembleia Constituinte. A decisão pode distender ou agravar a profunda crise política e social cujo final é imprevisível.
O Congresso peruano vai debater e votar ao longo desta terça-feira (31) se adianta para outubro deste ano as eleições gerais, originalmente previstas para 2026. A aprovação ou não da antecipação do pleito eleitoral define a continuidade dos maciços e violentos protestos que já deixaram pelo menos 65 mortos e que encurralam o governo da presidente Dina Boluarte.
A antecipação das eleições para outubro de 2023, com eventual segundo turno em dezembro, requer 87 votos dos 130 legisladores que aceitariam encurtar os seus mandatos. Além dos 87 votos desta terça-feira, por se tratar de uma Reforma Constitucional, será necessária uma segunda aprovação, provavelmente durante fevereiro.
“Estamos num momento bem delicado da crise peruana. A bola está por completo no campo do Congresso. Se não aprovarem a antecipação das eleições para outubro de 2023, os protestos vão se agravar e a crise tende a sair do controle”, explica à RFI o cientista político peruano Gonzalo Banda, uma referência do país.
“Vejo o Congresso jogar perigosamente num campo no qual a paciência social está esgotada. Não sei o que pode acontecer se não aprovarem a antecipação de eleições. Podem precipitar uma situação terrível porque os parlamentares deixariam ver que não lhes interessa resolver o problema. E, sinceramente, acho muito difícil que consigam os 87 votos necessários”, avalia Banda.
Final incerto
A dificuldade para se obter os 87 votos ficou evidente na segunda-feira (30), quando o Parlamento aprovou, por apenas 66 votos a favor, 44 contra e 6 abstenções, a reconsideração da iniciativa de antecipar as eleições, após rejeitar a mesma proposta na sexta-feira (27).
Os 66 votos, mínimo necessário para a proposta ser novamente tratada, foram obtidos graças ao voto decisivo do presidente do Congresso, José Williams.
O debate e a votação sobre o adiantamento das eleições deveriam ter sido tratados ainda na segunda-feira, mas a falta de consenso e o risco de um novo fracasso levaram o presidente do Congresso a adiar a sessão para esta terça-feira enquanto se procurava uma negociação com as bancadas.
“Acho muito difícil que consigam juntar 87 votos”, insiste Gonzalo Banda.
“Para a reconsideração, só conseguiram juntar 66 votos. Mas, no hipotético caso de que consigam, não vejo o Congresso aprovando uma antecipação das eleições com convocatória a uma Assembleia Constituinte para uma nova Constituição. E sem uma Assembleia Constituinte, não vejo a esquerda radical tranquila e, portanto, não vejo uma distensão nos protestos sociais”, observa.
Risco de agravamento
Desde o dia 7 de dezembro, quando o então presidente de esquerda Pedro Castillo tentou um golpe de Estado ao ordenar o fechamento do Congresso, o país vive sob maciças manifestações e bloqueios de estradas que deixaram 65 mortos e centenas de feridos.
Os protestos exigem a renúncia da presidente Dina Boluarte, a dissolução do Congresso, a convocação a uma Assembleia Constituinte e a libertação de Pedro Castillo, preso preventivamente por tentativa de ruptura da ordem democrática quando tentava fugir ao México depois de frustrado o golpe.
O resultado da sessão parlamentar desta terça-feira abre três cenários possíveis, sendo um deles com menos traumas, outro conflitivo e um terceiro dramático.
“No primeiro cenário, o Congresso aprova o adiantamento das eleições e os protestos se distendem. Este é o cenário desejável. No segundo, apesar de adiantarem as eleições, os protestos continuam porque a esquerda radicalizada quer uma Assembleia Constituinte. O terceiro cenário é de uma nova rejeição a anteciparem as eleições. Este é um cenário atroz com um final imprevisível”, descreve Gonzalo Banda, advertindo que “esse panorama não pode ser descartado porque é difícil juntarem os 87 votos”.
“No terceiro cenário, os protestos se agravam e o Estado endurece a repressão. O país vive sob estado de emergência, interrupções de liberdades civis e autoritarismo na imposição de ordem. Devido à resistência dos legisladores e sem atores políticos dialogantes, os dois cenários conflitivos são a tendência”, alerta Banda.
Renúncia da presidente como arma
Existem duas alternativas para o caso de o Congresso não antecipar as eleições. A primeira alternativa é constitucional. Se a iniciativa for aprovada apenas pelos mesmos 66 legisladores que aceitaram reabrir o debate, deverá ser submetida a um referendo popular.
“O problema do referendo é que demora para ser organizado, publicado, convocado, apurado. É um processo de, pelo menos, seis meses. E só depois de processado a Constituição poderia ser modificada. Só depois de modificada a Constituição poderiam convocar eleições, em um processo de mais seis meses. Todo esse processo não é inferior a um ano e o país não tem margem para esperar um ano”, aponta Gonzalo Banda.
A outra alternativa é política. Uma renúncia da presidente Dina Boluarte forçaria o presidente do Congresso, José Williams, a assumir interinamente a Presidência da República enquanto convoca eleições gerais.
“Especula-se que a única saída seria a renúncia da presidente. Com isso, o Congresso ficaria obrigado a convocar eleições. É a única maneira na qual a presidente poderia colocar o Congresso contra a parede no caso de não haver uma aprovação nesta terça-feira”, indica Banda.
Segundo uma pesquisa da consultora CPI, a maioria dos peruanos está a favor de antecipar as eleições e da renúncia da presidente Dina Boluarte.
Para 70,9% dos entrevistados, a melhor saída para a crise seria um adiantamento das eleições para outubro de 2023. A renúncia da presidente é bem vista por 62,8% dos entrevistados, enquanto 35,4% acham que ele deveria continuar até as novas eleições.
A gestão de Dina Boluarte, a uma semana de completar dois meses no cargo, é rejeitada por 70,6%. Já a rejeição ao Congresso chega a 87,6%.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Província do Canadá testa descriminalização de drogas pesadas, como cocaína e heroína


A posse de pequenas quantidades de cocaína, heroína, fentanil e outras drogas pesadas não vai ser punida com prisão ou multa, mas o tráfico continuará sendo crime. Explosão do consumo de opioides nos EUA: entenda como funciona o Fentanil no cérebro
Uma província do Canadá descriminalizou, nesta terça-feira (31), a posse de pequenas quantidades de cocaína, heroína, fentanil e outras drogas pesadas.
A descriminalização é um projeto piloto com duração inicial de três anos. Nesse período, adultos encontrados com até 2,5 gramas dessas drogas para uso pessoal, em vez de serem presos, ou multados, receberão informações sobre como acessar os programas de tratamento de dependência.
Compartilhe pelo WhatsApp
Compartilhe pelo Telegram
A província em questão é a Colúmbia Britânica, com 5 milhões de habitantes. Essa é a primeira província canadense a experimentar esta medida, aplicada até agora apenas no estado do Oregon, nos Estados Unidos, e em Portugal.
A polícia nem mesmo aprenderá suas drogas. Porém, os vendedores e traficantes de drogas continuarão enfrentando processos penais.
A nova política é considerada uma mudança drástica para combater a crise dos opioides, que já mataram milhares de canadenses.
“A situação nunca foi mais urgente”, afirmou a ministra de Saúde Mental e Dependências do Canadá, Carolyn Bennett, em uma coletiva de imprensa um dia antes de a norma entrar em vigor. Em maio, ela sugeriu que a medida poderia ser ampliada a outras províncias canadenses.
Foto de agosto de 2017 mostra um arranjo de pílulas do opióide oxicodona-acetaminofeno, em Nova York
Patrick Sison/ AP
LEIA TAMBÉM
Em passo rumo à descriminalização, Biden anuncia perdão a condenados por posse de maconha
Oregon vira o 1º estado americano a descriminalizar todas as drogas
“Os efeitos desta crise de saúde pública têm devastado comunidades na Colúmbia Britânica e em todo o Canadá”, acrescentou.
Epicentro desta crise no Canadá, a Colúmbia Britânica registrou mais de 10 mil mortes por overdose desde que declarou estado de emergência de saúde em 2016. Isso significa que seis pessoas morrem por dia. Nacionalmente o número de mortes supera 30 mil.
Durante a primeira onda da pandemia de covid-19, em maio de 2020, o número de óbitos por overdose na Colúmbia Britânica ultrapassou o número de mortes por coronavírus.
A mudança de política busca eliminar o estigma associado ao consumo de drogas que impede que usuários busquem ajuda e a fomentar a noção de que a dependência é um problema de saúde.
A vergonha em torno do consumo de drogas “faz com que as pessoas escondam sua dependência”, afirmou Bonnie Henry, funcionária de saúde pública de Colúmbia Britânica. Segundo ela, isso significa que muita gente morre sozinha.
Kathryn Botchford, cujo esposo Jason morreu de overdose em 2019, espera que a mudança contribua para que as pessoas busquem ajuda.
“Quando descobri como ele morreu, pensei que fosse um erro. Jason não usa drogas. Temos três filhos pequenos e ele conhece os riscos, mas me equivoquei. Ele morreu consumindo uma substância ilegal”, disse ela.
Um começo
Scott MacDonald, médico de uma clínica em Vancouver, a primeira na América do Norte a fornecer heroína controlada a seus pacientes, acredita que a nova política fará com que as pessoas procurem mais os serviços de saúde “que frequentemente necessitam”.
O fato de a polícia não apreender suas drogas também reduzirá seu estresse, disse ele.
Políticas que já fracassaram
Desde 2017, o Canadá investiu mais de 800 milhões de dólares canadenses (em torno de R$ 3 bilhões) para responder diretamente à crise dos opióides, responsável em grande parte pela estagnação da expectativa de vida nos últimos anos.
Isto inclui o tratamento da dependência, suprimentos de naloxona (medicamento que pode reverter a overdose de opioides) e a abertura de 39 locais de consumo supervisionado de drogas em todo o Canadá.
Bennett afirmou que mais de 42 mil overdoses foram evitadas em locais de consumo seguros e mais de 209 mil pessoas foram encaminhadas aos serviços sociais e de saúde nos últimos anos.
“Não existe uma solução única para prevenir ou reduzir as mortes por overdose, mas esta política é um começo”, afirmou, apesar de reconhecer que o acesso ao tratamento continua sendo um problema.
A exceção do código penal concedida à Colúmbia Britânica para o projeto piloto torna a província a segunda jurisdição na América do Norte a descriminalizar as drogas pesadas depois que o Oregon o fez em novembro de 2020.
O estado do Oregon, nos EUA, notou uma queda das detenções, o que aliviou a carga do sistema de Justiça, mas a iniciativa enfrenta críticas porque relativamente poucas pessoas (menos del 1%) aceitaram as ofertas de ajuda para tratar a dependência.
“Seu esforço para manter as pessoas longe (das drogas) falhou completamente”, disse o pesquisador de Stanford, Keith Humphreys.
Segundo especialistas, a alocação de recursos tem sido caótica e extremamente lenta neste estado, onde o sistema de saúde é um dos piores dos EUA.
Isabelle Fortier, do grupo canadense Moms Stop The Harm, cuja filha morreu de overdose em 2019, disse que a descriminalização é um bom primeiro passo, mas é preciso mais.
“Não vai resolver a crise, mas talvez possa ajudar ao impedir que as pessoas caiam em uma ladeira escorregadia e sejam ainda mais estigmatizadas por terem antecedentes criminais”, disse ela.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Criança brinca de esconde-esconde em contêiner e vai de Bangladesh até a Malásia


Um membro da equipe de operações de transporte marinhos do país ligou para a polícia quando o encontrou. Supostamente, a criança ficou seis dias lá dentro. Criança é resgatada após passar seis dias em contêiner na Malásia
Um garoto de Bangladesh foi encontrado dentro de um contêiner no cais de West Port, na Malásia, na última terça-feira (24). Supostamente, ele ficou seis dias preso dentro do local até ser encontrado por um funcionário da equipe de operações de transporte marinhos do país.
A criança explicou para a polícia que estava brincando de se esconder com os amigos em Cittagong quando entrou no contêiner e acabou trancado lá dentro.
A distância entre Cittagong, em Bangladesh, e West Port, na Malásia, é de aproximadamente 3 mil km.
O chefe da polícia local confirmou para o “Free Malaysia Today”, rede de notícias local, que enquanto o gerenciava os navios que chegavam no cais de West Port e inspecionava um contêiner vazio, o homem descobriu que havia um menino estrangeiro em um estado fraco e quase sem vida.
Ele foi enviado a um hospital da região que fez sua internação e disse que o estado de saúde dele é estável.
O vídeo do resgate da criança viralizou nas redes sociais recentemente.
Um garoto de Bangladesh foi encontrado dentro de um contêiner na Malásia no dia 24 de janeiro de 2022
Reprodução/Redes Sociais
Um garoto de Bangladesh foi encontrado dentro de um contêiner na Malásia no dia 24 de janeiro de 2022
Reprodução/Redes Sociais

Fonte: G1 Mundo