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Tempestade tropical mata 30 pessoas em Madagascar; milhares estão desalojados


Tempestade Cheneso atingiu nordeste da ilha na quinta-feira (26) e afetou cerca de 89 mil pessoas. Até agora, quase 33 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Um homem dirige seu barco, que é usado pelos moradores para se deslocar pela rua inundada, em Antananarivo, Madagascar, sábado, 28 de janeiro de 2023.
AP Photo/Alexander Joe
Inundações e deslizamentos de terra causados ​​pela passagem da tempestade tropical Cheneso causaram 30 mortes e deixaram 20 pessoas desaparecidas em Madagascar, de acordo com uma avaliação do governo divulgada na segunda-feira (30).
A tempestade atingiu o nordeste da ilha na quinta-feira (26) e afetou cerca de 89.000 pessoas, informou o Escritório Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres do país (BNGRC).
A agência meteorológica de Madagascar disse que a tempestade, que já não afeta mais a ilha, teve rajadas de vento de até 170 quilômetros por hora e desencadeou chuvas torrenciais.
O coronel Faly Aritiana, do BNGRC, disse que houve desabamentos de casas e deslizamentos de terra nos quais as pessoas ficaram presas.
“As pessoas têm reagido de maneira geral da forma certa, mas algumas pessoas não têm prestado atenção suficiente aos nossos avisos para não cruzar rios em enchentes porque o fluxo é muito mais forte do que o normal”, disse Aritiana.
A tempestade danificou a infraestrutura, com muitas estradas cortadas pelo aumento das águas, deslizamentos de terra e colapso de pontes. Quase 33.000 pessoas tiveram que deixar suas casas na região de Boeny, no noroeste do país.
Marovoay, 100 km mais ao sul, foi uma das regiões mais atingidas pela tempestade, com inundações ainda afetando muitas localidades. Tolotriniaina Rakotonindriana, líder distrital, disse que o nível da água está diminuindo muito lentamente.
“Muitas casas ainda estão inundadas e é por isso que a maioria das vítimas ainda está nos locais de acomodação. As estradas estão cobertas de água e temos que viajar de canoa”, disse Rakotonindriana.
Os moradores dizem que os preços dos alimentos básicos dispararam.
“Os preços dos vegetais e do arroz aumentaram muito depois da tempestade” com o custo do tomate quadruplicando, relatou Véronique Mamitiana, professora da cidade de Mahajanga. “Os comerciantes dizem que é porque a estrada nacional está cortada”, afirmou ela.
As autoridades locais disseram que suprimentos essenciais de alimentos estão sendo distribuídos para ajudar os necessitados.
Em janeiro e fevereiro de 2022, pelo menos 138 pessoas morreram e cerca de 130.000 ficaram sem casa após quatro grandes tempestades atingirem Madagascar.

Fonte: G1 Mundo

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Baleia-jubarte de 10 metros morre em praia de Nova York


Segundo autoridade da cidade de Hempstead, essa é a maior baleia em mais de uma década a aparecer no local. Ainda não se sabe a causa da morte do animal. Baleia-jubarte de 10 metros morre em praia de Nova York
Uma baleia-jubarte macho encalhou em uma praia de Long Island, em Nova York, Estados Unidos, na manhã de segunda-feira (30).
“Não tivemos uma baleia nas praias daqui em cerca de uns cinco anos”, disse Don Clavin, supervisor da administração local. Esta é de longe a maior que vimos nessas costas em mais de uma década.”
Clavin disse que a baleia de 10 metros apareceu na praia às 6h30 (horário local) de segunda-feira. O animal não resistiu e morreu.
A cidade trabalhou em conjunto com as autoridades estaduais e federais para mover a carcaça para uma região mais alta da praia, para evitar a maré alta.
Autoridades federais realizarão uma autópsia para determinar a causa da morte, disse Clavin.
De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, esta é a 18ª grande baleia a encalhar na Costa Leste desde 1º de dezembro de 2022.
Uma baleia jubarte encalhou em Long Island, Nova York, EUA, em 30 de janeiro de 2023
REUTERS/Mike Segar
Uma baleia jubarte encalhou em Long Island, Nova York, EUA, em 30 de janeiro de 2023
REUTERS/Mike Segar
Uma baleia jubarte encalhou em Long Island, Nova York, EUA, em 30 de janeiro de 2023
REUTERS/Mike Segar

Fonte: G1 Mundo

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EUA acusam Rússia de violar tratado nuclear, diz jornal


De acordo com o ‘Wall Street Journal’, os americanos acusam a Rússia de se recusar a permitir inspeções no local e se recusar a atender os pedidos do governo americano para se reunir e discutir questões de conformidade ao tratado. Armas de destruição em massa vão além das nucleares; entenda os riscos envolvidos em conflito na Ucrânia
Os Estados Unidos acusaram a Rússia de ter violado os termos de um tratado para controlar o número de armas nucleares que os dois firmaram em 2011, de acordo com uma reportagem do “Wall Street Journal” desta terça-feira (31). Segundo o jornal, há um relatório enviado ao Congresso dos EUA, escrito pelo Departamento de Estado sobre o tema —nos EUA, o Departamento de Estado é o órgão que desempenha as funções de Ministério das Relações Exteriores.
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De acordo com jornal, os americanos acusam a Rússia de dois tipos de violações do tratado:
A Rússia se recusa a permitir inspeções em alguns locais;
A Rússia se recusa a atender os pedidos do governo americano para se reunir e discutir questões de conformidade ao tratado.
Fábrica onde se fabricam componentes de metal para armas na Carolina do Sul, nos EUA, em 2013
Stephen B. Morton/AP
O tratado é conhecido pela sigla Start. Pelos termos desse acordo, os dois países limitam o alcance de armas nucleares.
O Start foi firmado em fevereiro de 2011, e tem validade até fevereiro de 2026.
entre os Estados Unidos da América e a Federação Russa sobre Medidas para Maior Redução e Limitação de Armas Ofensivas Estratégicas, também conhecido como o Novo Tratado START, aumenta a segurança nacional dos EUA ao impor limites verificáveis a todas as armas nucleares de alcance intercontinental russas implantadas . Os Estados Unidos e a Federação Russa concordaram em estender o tratado até 4 de fevereiro de 2026.
Pelo texto, os dois países também se comprometem a limitar o número de armas. Os números são os seguintes:
700 mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos de lançamento de submarinos e bombardeiros pesados equipados para armamentos nucleares;
1.550 ogivas nucleares para serem lançados de plataformas terrestres ou de submarinos e bombardeiros pesados equipados para armamentos nucleares (cada um desses bombardeiros pesados é contado como uma ogiva);
800 lançadores de mísseis intercontinentais, lançadores a partir de submarinos e bombardeiros pesados equipados para armamento nuclear.

Fonte: G1 Mundo

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‘A culpa é minha se recebo todo dia imagens de homens nus que não pedi?’


A estrela de TV britânica Emily Atack recebe centenas de fotos e mensagens explícitas todos os dias. Ela pergunta o que leva os homens a fazerem isso e o que pode ser feito para impedi-los. A atriz, apresentadora e comediante Emily Atack
Little Gem Productions/BBC
A estrela de TV britânica Emily Atack recebe centenas de fotos e mensagens explícitas todos os dias. Ela questiona o que leva os homens a fazerem isso e o que pode ser feito para impedi-los.
Todas as manhãs, quando acorda, Emily Atack vê uma foto de um homem nu que ela não pediu para ver.
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A atriz, apresentadora e comediante, com 33 anos de idade, sente-se enojada centenas de vezes por dia. “É o cúmulo do desrespeito”, afirma ela. “É o cúmulo pensar, ‘acho que você é fácil e que está a fim.”
Atack fez um documentário sobre o tema para a BBC. Ela vem recebendo mensagens explícitas nas suas redes sociais há anos, mas a quantidade e o tom das mensagens se intensificaram com a pandemia, ficando sexualmente ainda mais agressivas.
“Senti que aquilo simplesmente estava me corroendo aos poucos”, ela conta.
Atack tinha 17 anos de idade quando interpretou a personagem Charlotte Hinchcliffe na popular série cômica adolescente The Inbetweeners, do Canal 4 da TV britânica.
“Ela era a garota popular da escola”, conta a atriz. “A questão é que, sim, é uma personagem de ficção, mas as pessoas claramente associam você às personagens que você representa.”
Sensação de culpa
Emily Atack conta que, desde muito jovem, recebe atenção indesejada de parte dos homens. E, para tentar se proteger, ela afirma que seus entes queridos sugeriram a ela mudar seu comportamento, como deixar de usar maquiagem ou saia para ir à escola.
“É algo tão fora de controle, a única forma que as pessoas que amam você podem fazer para controlar isso é mudar você”, ela conta. “Tudo isso tem algum motivo, então comecei a olhar para dentro de mim. Passei a vida toda me culpando por causa disso.”
Atack carregou essa sensação de culpa até a vida adulta.
“Fico nervosa em levar tudo isso a público porque coloco fotos de biquíni no Instagram, falo sobre sexo nos meus programas e sou muito ousada e irreverente”, ela conta. “Haverá pessoas dizendo, ‘mas você pediu essa atenção negativa, o que você espera?'”
“De fato, você se senta e pergunta: ‘é minha culpa? É alguma coisa que estou expressando?'”
Atack sempre usou o humor como mecanismo de defesa para tornar as mensagens mais leves, mas ela diz que agora não é mais engraçado.
“Se realmente observarmos a seriedade do assunto, as meninas estão no Instagram recebendo mensagens como estas”, afirma ela. “O que aconteceria se fosse sua filha, sua sobrinha? É uma discussão mais séria que precisa ser feita quando todos pararem de rir.”
Uma pesquisa de 2020 concluiu que 76% das meninas com 12 a 18 anos de idade já receberam imagens íntimas não solicitadas de homens adultos ou meninos. Atack conversou com meninas do ensino médio e ficou chocada quando todas elas disseram que já haviam recebido mensagens sexualmente explícitas online.
“O que mais me abalou foi que eu esperava que as meninas fossem dizer que eram os meninos da escola que estavam fora de controle nos seus celulares”, ela conta, “mas são os homens mais velhos que estão abordando aquelas meninas pela internet.”
Expliquem-se
Emily Atack postou uma mensagem nas suas redes sociais pedindo aos homens que enviam mensagens explícitas para ela que explicassem por que fazem isso. “Verifiquei meus e-mails: zero, não recebi resposta alguma”, ela conta.
“Esses homens passam a vida me bombardeando com abusos, dizendo as coisas mais horríveis e, quando eu respondo e digo, ‘bem, gostaria de ouvir você, vamos conversar’: nada”, afirma ela. “O que realmente recebi foram inúmeras mensagens de mulheres contando o que elas já precisaram enfrentar.”
A mãe de Emily Atack – a comediante Kate Robbins – afirma que as mensagens a deixam preocupada com a segurança da filha
Little Gem Productions/BBC
Atack afirma que nunca havia discutido os abusos online com seus pais antes. Agora, sua mãe, a comediante Kate Robbins, ficou muito preocupada quando viu uma amostra dos abusos. Ela conta que se preocupa com o impacto psicológico sobre a filha, e com a sua segurança física.
As mensagens chegam de muitos homens diferentes, mas o pai de Atack, Keith, comenta como elas quase parecem vir de uma mesma personalidade.
Para tentar entender mais sobre as características dessas pessoas, Emily Atack enviou mensagens diretamente para dois homens que enviam regularmente conteúdo explícito para ela, perguntando por quê.
Um deles a bloqueou imediatamente após ler a mensagem. O outro respondeu culpando Atack, dizendo que ele estava tentando chamar a atenção e que suas mensagens deviam-se à sua “reputação”.
Atack conversou com Jamie Klingler, uma das fundadoras do movimento britânico Reclaim These Streets (Recupere estas ruas, em tradução livre), para tentar entender a mentalidade desses homens. Klingler começou a receber imagens explícitas e ameaças de estupro e morte online, depois de organizar uma vigília após o assassinato de Sarah Everard, em outubro de 2021.
“A questão não é o que vestimos, não é o que falamos”, afirma ela. “A questão é que eles querem silenciar e controlar você e querem ter poder para fazer você sentir que eles têm um pedaço de você.”
Atack conversou com a professora Jane Monckton-Smith, que pesquisa sobre a prevenção do homicídio – atos que podem levar à morte de outra pessoa. Ela afirma que os padrões de violência contra as mulheres aumentam de algo que parece pequeno até o abuso sexual grave. Por isso, ela recomenda sempre denunciar o abuso online à polícia, para que o nome do indivíduo fique registrado.
“O estupro não é a primeira agressão, o homicídio não é a primeira agressão”, afirma Monckton-Smith. “Haverá sinais, comportamentos e padrões antes que eles cheguem a este ponto, mas a maioria dos sinais, padrões e alertas serão defendidos, desculpados, justificados e alguma culpa será colocada sobre a vítima.”
Mudança de comportamento
Depois da conversa com a professora, Emily Atack passou a denunciar os abusos online à polícia – e percebeu que fica muito afetada quando descreve os abusos.
Um policial afirmou que eles poderiam rastrear os homens se outras pessoas denunciassem abusos – e que eles podem tomar ações se o comportamento envolver ações de perseguição (stalking). Mas, depois que os policiais saíram, Atack sentiu um conflito interno para definir se, realmente, ela quer que alguém seja preso.
“Preciso que eles simplesmente reconheçam que o que fizeram é errado, para poder tirar a culpa de mim”, ela conta.
Todas as meninas questionadas por Emily Atack no seu programa responderam já terem recebido fotografias explícitas online
Little Grem Productions/BBC
Em 2021, Emily Atack deu uma palestra no Parlamento britânico, contando suas experiências de abuso. E o projeto de Lei de Segurança Online passou a incluir uma nova infração – o cyberflashing, que é o envio de fotos obscenas e não autorizadas por meios eletrônicos. A pena é de até dois anos de prisão.
O projeto de lei foi aprovado pelos parlamentares britânicos em janeiro de 2023 e agora segue para a Câmara dos Lordes.
Emily defendeu esta lei, mas agora ela se pergunta se mudar a lei, simplesmente, é a solução.
A ativista sobre segurança online Seyi Akiwowo afirma que a lei pode ajudar, mas a educação tem um papel fundamental, bem como a mudança das normas sociais.
“Realmente precisamos dar um passo atrás e perguntar ‘de onde está vindo essa contenção?'”, afirma ela. “E, realmente, ela está mudando o comportamento dos homens. Ela está fazendo com que eles entendam o que é um relacionamento saudável. Está fazendo com que eles entendam o que é o consentimento.”
Andrea Simon, diretora do grupo End Violence Against Women (Fim da violência contra mulheres, em tradução livre), concorda que a sociedade precisa parar de colocar a culpa nas mulheres. “Tudo é direcionado às mulheres e ao seu comportamento e isso é algo imenso que precisa mudar”, acrescenta.
Emily Atack afirma que confrontar o abuso que ela sofre online foi uma das coisas mais difíceis que já fez. Ela passou por terapia por todo o processo, que fez com que ela revisitasse traumas do passado.
“Coisas pelas quais passei e que normalizei por toda a minha vida, quanto mais eu falo sobre elas, mais eu percebo que não devia ter aceitado – nem na época, nem hoje”, ela conta. “Ainda estou aprendendo, ainda estou trabalhando em mim mesma e sempre estarei.”
“Não vou mudar o que estou fazendo porque sofro abuso sexual todo o tempo. Não é o nosso comportamento que precisa mudar, é o deles”, afirma Atack. “Eu não devo me culpar por isso.”
-Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-64410529

Fonte: G1 Mundo

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George Santos vai deixar comitês no Congresso dos EUA por questões éticas


O deputado republicano, filho de brasileiros, está sendo investigado por suas finanças pessoais, por gastos de campanha e por mentiras envolvendo seu currículo e histórico familiar. O deputado George Santos, republicano de Nova York, deixa uma reunião da conferência do Partido Republicano na Câmara no Capitólio, em Washington, em 25 de janeiro de 2023
Andrew Harnik/AP
O deputado republicano George Santos, de Nova York, disse a colegas republicanos nesta terça-feira (31) que está deixando temporariamente seus dois comitês no Congresso dos Estados Unidos, uma medida que ocorre em meio a uma série de questões éticas e um dia depois de se reunir com o presidente da Câmara, Kevin McCarthy.
Santos enfrentou inúmeros pedidos de renúncia e está enfrentando várias investigações de promotores sobre suas finanças pessoais e de campanha, além de mentiras sobre seu currículo e histórico familiar.
Santos foi designado para dois painéis pequenos, o Comitê de Pequenas Empresas da Câmara e o Comitê de Ciência, Espaço e Tecnologia da Câmara.
A deputada Marjorie Taylor Greene, republicana da Geórgia, diz que Santos “fez referência ao drama e a tudo o que cercava a situação e ele sentiu que era a coisa apropriada a fazer”.
O deputado Tom Cole disse que a decisão foi bem recebida da conferência do Partido Republicano, dizendo: “Acho que era a coisa apropriada a fazer e estava orgulhoso dele por se levantar e fazer isso”.
McCarthy se encontrou com Santos na noite de segunda-feira, mas não revelou a conversa. “Vocês vão ver”, disse McCarthy a repórteres no Capitólio.
Santos, por sua vez, disse que emitirá um comunicado no final do dia.

Fonte: G1 Mundo

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Alemã mata sósia para simular a própria morte


Família da suposta assassina chegou a reconhecer o corpo, por conta da similaridade entre as duas. Suspeita é que mulher queria fugir de problemas familiares e buscou na internet alguém parecida a ela. Mulher que, segundo a polícia da Alemanha, foi assassinada por mulher com aparência similar para enganar familiares
Reprodução/ Redes sociais
Uma jovem de 23 anos com dupla nacionalidade alemã e iraquiana é suspeita de ter matado uma mulher com a aparência muito similar à dela para forjar a própria morte, informou nesta terça-feira (31) a polícia da Alemanha.
De acordo com a investigação, a suposta assassina tinha problemas familiares e queria fugir dos parentes.
A polícia passou mais de seis meses investigando o caso, aberto após o corpo de uma mulher de 23 anos ser encontrado dentro de um carro no sul em Ingolstadt, no sul da região de Baviera, em 16 de agosto de 2022.
Inicialmente, os investigadores acreditaram que a vítima era a dona do veículo, pois sua família alegou reconhecê-la.
Ao efetuar a autópsia no dia seguinte, no entanto, a polícia descobriu que a vítima era outra mulher.
Os policiais de Ingolstadt estão ligando os pontos do que poderia ser um macabro plano arquitetado pela jovem, com a ajuda de um jovem do Kosovo de 23 anos, que também vivia na cidade.
Os dois suspeitos estão presos desde agosto – como a suposta assassina ainda não foi condenada, a polícia não divulgou imagens dela.
“Os investigadores partem do princípio de que a suspeita queria desaparecer por conta de alguns problemas familiares e simular sua morte”, revelou a polícia local na segunda-feira (30).
Os investigadores não esclareceram quais seriam os problemas que ela enfrentaria com a família.
Segundo a polícia, os suspeitos haviam “decidido buscar na internet uma mulher que se parecesse com a alemã-iraquiana, matá-la e colocá-la de uma maneira que levassem seu corpo como (se fosse) a suspeita”.
Antes do assassinato, a alemã-iraquiana teria entrado em contato com vários potenciais alvos “que se parecessem com ela, através de várias contas em redes sociais, para as encorajar a encontrarem-se com ela, fazendo falsas promessas”, segundo a polícia.
No final, ela marcou um encontro em 16 de agosto com uma das mulheres, que futuramente seria a vítima, em Heilbronn (sul).
De acordo com o relato da polícia, no caminho de volta, os suspeitos fizeram a vítima descer do veículo e a mataram na mata, atingindo-a com várias facadas.

Fonte: G1 Mundo

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Chanceler da França viaja ao Brasil na próxima semana para preparar vinda de Macron

Catherine Colonna chega a Brasília em 8 de fevereiro para definir logística da viagem presidencial e iniciar debates estratégicos, como o do acordo entre Mercosul e União Europeia. A ministra das Relações Exteriores da França, Catherine Colonna, viajará ao Brasil na próxima semana para uma reunião com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira. Colonna deve desembarcar em Brasília no dia 8 de fevereiro, uma quarta-feira.
Os ministros das Relações Exteriores de Brasil e França devem acertar os detalhes da vinda do presidente francês Emmanuel Macron, prevista ainda para o primeiro semestre deste ano.
É praxe que o ministro dessa área visite um país, com a devida antecedência, para preparar a ida do chefe de Estado.
Na última quinta-feira (26), o g1 informou que a vinda de Macron era um plano para os próximos meses.
Naquele dia, Lula e Macron conversaram por telefone sobre a democracia e as ações violentas de grupos de extrema direita, segundo o Palácio do Planalto. E Lula reforçou o convite a Macron para visitar o Brasil.
Quem também se prepara para visitar o Brasil é o presidente espanhol, Pedro Sánchez. Assim como Macron, ele recebeu Lula ainda como pré-candidato durante um giro pela Europa, em novembro de 2021.
Na Cúpula do Clima no Egito logo após a eleição de Lula, em novembro, Macron afirmou que esperava uma “diplomacia amazônica” com o Brasil. Relembre no vídeo abaixo:
Macron diz esperar ‘diplomacia amazônica’ com Lula
Temas na pauta
Além da parte logística da visita, os chanceleres de Brasil e França devem dar início ao diálogo em assuntos importantes para a relação bilateral – por exemplo, os esforços para combater as mudanças climática e o acordo do Mercosul com a União Europeia.
Sobre meio ambiente, Lula já levou a Macron os objetivos da Cúpula dos Países Amazônicos – que busca organizar nos próximos meses – e a importância da participação da França, único país europeu a compartilhar desse bioma (por meio da Guiana Francesa).
Já na questão do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, o protecionismo tem sido o maior obstáculo para um avanço.
Durante ida à Argentina para a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), o presidente Lula enfatizou aos países do Mercosul que a prioridade será fechar, primeiro, um acordo comercial do bloco com a União Europeia.
O acordo resultaria na eliminação progressiva de tarifas de produtos europeus nos setores de alimentação, do agro, de vestuário e calçados, além de setores automotivo, farmacêutico, de maquinário, entre outros.
A União Europeia é o principal investidor na América Latina, e o terceiro maior cliente comercial. Apesar de já ter sido fechado há algum tempo, o acordo entre Mercosul e União Europeia ainda precisa ser ratificado.

Fonte: G1 Mundo

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Papa Francisco chega à República Democrática do Congo em meio a conflito no leste do país


Visita faz parte do tour do pontífice por países da África. Na segunda (30), parte do palco onde ele rezará missa desabou. Papa Francisco acena pra dançarinos na chegada a Kinshasa, na República Democrática do Congo, em 31 de janeiro de 2023.
Vaticano via Reuters
O papa Francisco desembarcou na República Democrática do Congo (RDC) nesta terça-feira (31) para uma visita que destacará o custo humano de décadas de conflito no vasto país da África Central.
Francisco é o primeiro papa a visitar a RDC desde João Paulo 2º em 1985, quando o país ainda se chamava Zaire. Esta é a 5º viagem dele ao continente africano.
Cerca da metade dos 90 milhões de habitantes do país africano são católicos romanos.
Francisco chega à República Democrática do Congo em meio a um forte conflito no leste do país, que é rico em minerais mas tem milhões de pessoas deslocadas por combates internos e na pobreza.
O papa revelou planejava visitar a região, mas a agenda teve de ser cancelada por riscos à segurança do pontífice.
“Eu queria ir para Goma (cidade no leste) mas não podemos por causa da guerra”, disse o papa a repórteres durante seu voo.
Após participar de uma cerimônia de boas-vindas e de um encontro com o presidente do país, Felix Tshisekedi, o pontífice de 86 anos também tinha na agenda desta terça um discurso para autoridades, diplomatas e representantes da sociedade civil.
Na quarta-feira, ele celebrará uma missa e se encontrará com vítimas da violência no leste do país, marcado por confrontos recorrentes entre rebeldes do grupo M23 e tropas do governo.
O palco montado para uma missa em um estádio que Francisco fará na quinta-feira (2) desabou parcialmente por conta das fortes chuvas, segundo informaram autoridades de Kinshasa. O governo afirmou que já está reconstruindo o palco.
Militar vigia multidão nas proximidades do aeroporto de Kinshasa, na República Democrática do Congo, que foram ver o papa Francisco, em 31 de janeiro de 2023.
Luc Gnago/ Reuters
“É a primeira vez que o vejo sem ser pela televisão. É um momento de alegria”, disse Alain Difima, um padre católico que passou horas esperando a chegada do papa no aeroporto.
A República Democrática do Congo tem alguns dos depósitos mais ricos do mundo em diamantes, ouro, cobre, cobalto, estanho, tântalo e lítio, mas seus abundantes recursos minerais têm alimentado conflitos entre milícias, tropas do governo e invasores estrangeiros.
A mineração também tem sido associada à exploração desumana dos trabalhadores e à degradação ambiental.

Fonte: G1 Mundo

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28 morrem em atentados em Burkina Faso; um terço do país está fora do controle do governo


Governo do país, um dos mais pobres e violentos do mundo, vem travando dura batalha contra extremistas ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico, que já controlam mais de 30% do território. Militar monitora região de Kaya, no centro de Burkin Faso, em 25 de janeiro de 2023.
Sam Mednick/ AP
Após dois golpes de estado em 2022, Burkina Faso começou o ano em guerra contra grupos insurgentes, que já controlam cerca de um terço do país e tentam avançar.
Nesta terça-feira (31), o governo afirmou que 28 pessoas morreram em atentados executados por extremistas. Entre as vítimas estão 15 civis que haviam sido sequestradas durante o fim de semana.
O país, um dos mais pobres e violentos do mundo, fica na África Ocidental, onde governos travam uma árdua batalha contra grupos insurgentes ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico. Em Burkina Faso, mais de 30% das cidades e vilarejos do país já estão em mãos desses grupos.
Os insurgentes têm ocupado território no norte árido e rural, executando centenas de moradores de vilarejos e desalojando quase dois milhões de pessoas. Eles bloquearam cidades e aldeias, agravando a crise alimentar.
Mulher carrega barril com água nos arredores de Ouagadougou, capital de Burkina Faso, em 30 de janeiro de 2023.
Zohra Bensemra/ Reuters
Na segunda-feira (30), 15 corpos com marcas de tiros foram encontrados em Linguekoro, uma localidade da província de Comoe, no oeste do país, informou o governador regional, o coronel Jean-Charles Some.
As vítimas integravam um grupo de 24 pessoas que viajavam a bordo de dois micro-ônibus procedentes de Banfora e que foram parados em Linguekoro por homens armados no domingo (29).
Eles foram abordados pelos extremistas, que mandaram os passageiros descerem e incendiaram os veículos. Na sequência, sequestraram os 15 civis, que foram mortos depois.
Em outro ataque, no norte, dez policiais militares, dois integrantes de uma força de apoio ao Exército e um civil morreram em um atentado terrorista na segunda-feira (30) na localidade de Falangoutou, informou o Exército.
Os ataques são parte de uma nova onda de violência vinculada à Al Qaeda e ao Estado Islâmico, que já deixou milhares de mortos.

Fonte: G1 Mundo

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Primeira remessa de tanques deve entregar de 120 a 140 veículos para a Ucrânia, diz chanceler


Envios vindos de diversos países da Otan ainda não tem datas determinadas, mas são esperança ucraniana para avançar suas linhas no leste do país. Ministro das relações exteriores da Ucrânia, Dmitro Kuleba, durante pronunciamento em 31 de janeiro de 2023
Reprodução via REUTERS
A Ucrânia receberá de 120 a 140 tanques na “primeira onda” de entregas feita por uma coalizão de 12 países, disse o ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, nesta terça-feira (31).
Kyiv garantiu que o Ocidente fez promessas para fornecer neste mês os principais tanques de batalha com a finalidade de ajudar a impedir a invasão em grande escala da Rússia, com Moscou fazendo enormes esforços para fazer avanços incrementais no leste da Ucrânia.
“A coalizão de tanques agora tem 12 membros. Posso observar que na primeira onda de contribuições, as forças armadas ucranianas receberão entre 120 e 140 tanques de modelo ocidental”, disse Kuleba durante um briefing online.
Tanque de batalha Leopard 2 durante treinamento em Munster, na Alemanha em 25 de setembro de 2023
Philipp Schulze/dpa via AP
O chanceler ucraniano disse que Kiev está trabalhando nos bastidores para conquistar mais países para fornecer tanques no que as autoridades dizem ser um momento crítico da guerra.
“… Continuamos a trabalhar tanto para expandir o número de membros da coalizão de tanques quanto para aumentar as contribuições dos já comprometidos”, disse ele.
Edificação destruída por mísseis russos perto de Kiev, na Ucrânia, em 26 de janeiro de 2023
Valentyn Ogirenko/Reuters
Kyiv planeja lançar uma grande contra-ofensiva para recuperar faixas de território tomadas pela Rússia no sul e no leste do país.
Os Estados Unidos disseram a Kiev para adiar esses planos até que a assistência militar ocidental chegue à Ucrânia.
A Ucrânia também está preocupada que a Rússia possa lançar sua própria grande ofensiva nas próximas semanas ou meses.

Fonte: G1 Mundo