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Barroso autoriza Marcos Valério a cumprir pena no regime semiaberto


Empresário foi condenado a 37 anos de prisão no julgamento do mensalão do PT. No semiaberto, Marcos Valério poderá sair durante o dia para trabalhar. O ministro Luís Roberto Barroso, do STF
Nelson Jr./SCO/STF
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (4) o empresário Marcos Valério a progredir do regime fechado para o semiaberto.
Marcos Valério foi condenado a 37 anos de prisão no julgamento do mensalão do PT e, no regime semiaberto, poderá sair durante o dia para trabalhar.
O empresário tem outra condenação confirmada em segunda instância, mas a execução da pena está suspensa por decisão do ministro Celso de Mello. Diante disso, Barroso entende que Marcos Valério pode progredir para o regime semiaberto mesmo com a outra condenação.
Barroso autorizou a progressão de regime de prisão por considerar que Valério preenche os seguintes requisitos:
já cumpriu um sexto da pena (mais de seis anos e meio);
teve bens bloqueados e não tem condições de pagar a multa de R$ 4,4 milhões imposta pelo STF.
Marcos Valério foi condenado pelos crimes de corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Ele cumpre pena desde 2013 e está preso na penitenciária Nelson Hungria, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Valério tem um acordo de delação premiada em vigor e agora poderá deixar o presídio durante o dia para trabalhar.
Marcos Valério, condenado pelo STF no julgamento do mensalão do PT
Futura Press
Argumentos
A Procuradoria Geral da República opinou contra a progressão de regime. Argumentou que Marcos Valério não pagou a multa imposta na condenação e ainda teria cometido falta grave na cadeia.
Barroso, contudo, considerou que Valério comprovou não ter recursos disponíveis e que não foi concluída a apuração sobre as faltas na prisão.
“Diante desse contexto, com o devido respeito às manifestações da Procuradoria Geral da República, não vejo como indeferir o pedido de progressão de regime, ao argumento de que ainda não estaria suficientemente esclarecida a situação relativa à ocorrência de faltas graves. Isso porque, do quanto se sabe até o momento, o apenado foi absolvido no processo administrativo disciplinar e o Ministério Público Estadual ainda não chegou a uma conclusão segura no procedimento investigatório criminal”, escreveu o ministro.
Luís Roberto Barros também afirmou que não seria “justo e sequer proporcional” esperar a conclusão da investigação para conceder progressão de regime. Ainda conforme a decisão, a dívida foi atualizada para o valor de R$ 9 milhões.
O que a defesa argumentou
A defesa de Marcos Valério chegou a pedir a Barroso para o empresário ser autorizado a cumprir a pena em prisão domiciliar porque Minas Gerais não teria estabelecimentos compatíveis para pena no semiaberto.
Os advogados argumentaram ainda que, por ser delator, Valéria pode sofrer riscos, além de ter problemas de saúde.
A defesa anexou também proposta de trabalho na empresa JRK Locadora & Transportadora. A oferta de trabalho será avaliada pela Vara de Execuções Penais de Contagem.
O ministro negou a prisão domiciliar porque a Justiça de Minas informou que há estabelecimentos para presos do semiaberto e que ele poderia ser transferido para Ribeirão das Neves ou outra cidade do estado.
“Diante do exposto, defiro ao condenado Marcos Valério Fernandes de Souza a progressão para o regime semiaberto, desde que observadas as condições a serem impostas pelo Juízo delegatário desta execução penal, tendo em vista o procedimento geral utilizado para os demais condenados que cumprem pena na Comarca de Contagem.”
Outra condenação
O empresário tem outra condenação confirmada em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas a execução da pena está suspensa por decisão do ministro Celso de Mello.
Diante disso, Barroso entende que Marcos Valério pode progredir para o regime semiaberto mesmo com a outra condenação.
Barroso também mencionou que a apuração sobre se Valério foi alvo de achaques na cadeia ainda não foi concluída, por isso a questão também não pode ser levada em consideração.

Fonte: G1 Política

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STF perdoa pena de mais dois condenados no mensalão do PT com base no indulto de Temer

Ex-sócios de Marcos Valério, os publicitários Cristiano Paz e Ramon Hollerbach tiveram as penas privativas de liberdade perdoadas pelo ministro Luís Roberto Barroso. Indulto de Temer dá perdão de pena a condenados no mensalão e na Lava Jato
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), perdoou a pena de mais dois condenados no julgamento do mensalão do PT com base no indulto natalino editado, em 2017, pelo então presidente da República, Michel Temer. Ex-sócios do empresário Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach tiveram extintas as penas privativas de liberdade, mas continuam com a obrigação de pagar a multa imposta pela Suprema Corte.
Publicitário, Ramon Hollerbach foi condenado no julgamento do mensalão do PT a 27 anos, 4 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e peculato.
Condenado a 23 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, Cristiano Paz também é publicitário. Ele foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de atuar na obtenção de empréstimos fraudulentos que alimentavam o esquema do mensalão do PT. Paz fundou a SMP&B, agência de publicidade que, de acordo com o Ministério Público, repassou dinheiro para o pagamento de propina a parlamentares em troca de votos a favor do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
“Diante do exposto, acolhendo o parecer da Procuradora-Geral da República, e na linha da orientação do plenário do STF, declaro extinta a pena privativa de liberdade imposta ao sentenciado Ramon Hollerbach Cardoso, com apoio no art. 107, inciso II, parte final, do Código Penal, e nos termos do Decreto nº 9.246/2017. Por outro lado, indefiro o indulto da pena de multa imposta cumulativamente à pena privativa de liberdade”, escreveu Barroso na decisão que perdoou a pena de prisão de Ramon Hollerbach.
O indulto é um perdão de pena e costuma ser concedido todos os anos em período próximo ao Natal. É uma prerrogativa do presidente da República.
Cármen Lúcia suspende parte do indulto de Natal concedido por Temer
O decreto assinado por Temer reduziu para um quinto o período de cumprimento de pena exigido para que o preso por crimes sem violência ou grave ameaça pudesse receber o benefício e obter liberdade. Antes, era necessário cumprir um quarto da pena para obter o benefício.
O decreto foi suspenso pela então presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, em dezembro de 2017.
Em março de 2018, Barroso concedeu liminar (decisão provisória) limitando a aplicação do indulto. O ministro aumentou o período de cumprimento para, pelo menos, um terço da pena, permitindo indulto somente para quem foi condenado a mais de oito anos de prisão. O magistrado também vetou a concessão para crimes de colarinho branco e para quem tem multa pendente.
Porém, em maio deste ano, o plenário do Supremo decidiu validar a norma editada por Temer, que reduziu o tempo de cumprimento das penas a condenados por crimes cometidos sem violência ou grave ameaça, como os de colarinho branco.
Outros perdões
O decreto de indulto natalino de Temer já beneficiou, neste ano, outros dois condenados pelo mensalão do PT. Com base na decisão do plenário do STF, Luís Roberto Barroso passou a aplicar o entendimento da maioria da Corte e perdoou, no início de junho, as penas de Kátia Rabello e José Roberto Salgado, ex-dirigentes do Banco Rural condenados no julgamento do mensalão do PT.
Na decisão em que perdoou as penas dos dois banqueiros, Barroso destacou que foi contra a aplicação do indulto de Temer por entender que a norma facilitou a aplicação do perdão da pena para crimes de colarinho branco, no entanto, enfatizou que ficou vencido no julgamento.
Kátia Rabello e José Roberto Salgado foram condenados pelo Supremo a 14 anos e cinco meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas. O tribunal considerou que os dois comandaram o braço financeiro do esquema de compra de votos criado para favorecer o governo Lula.
Eles começaram a cumprir a pena em 2013 em regime fechado, na prisão, mas, em 2015, foram autorizados a passar para o semiaberto (quando é possível sair durante o dia). No ano seguinte, progrediram para o regime aberto, cumprindo a pena em casa, com restrições à noite e aos finais de semana.
Quando receberam o indulto, os dois estavam em liberdade condicional, cumprindo o resto da pena em casa e tendo que se apresentar periodicamente ao juiz.
Lava Jato
Ex-senador Gim Argello é beneficiado pelo indulto de Natal e deixa prisão
O ex-senador do Distrito Federal Gim Argello foi outro beneficiado pelo indulto natalino de Michel Temer. Ele havia sido condenado, em novembro de 2017, em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 11 anos e oito meses de reclusão.
O ex-parlamentar do Distrito Federal, entretanto, obteve autorização para deixar a prisão em 14 de junho de 2019.
A decisão que garantiu a liberdade de Gim Argello foi assinada pela juíza Ana Carolina Ramos, da 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba.
No caso de Gim Argello, na época em que o indulto foi assinado, ele já tinha cumprido um quinto da pena – 2 anos, seis meses e 16 dias de detenção.

Fonte: G1 Política

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Ministro do STF nega revisão de pena para Ramon Hollerbach no mensalão do PT


 Hollerbach, um dos sócios de Marcos Valério, foi condenado a 27 anos, quatro meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e peculato. Ramon Hollerbach na época da prisão em 2013
Reprodução/TV Globo
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta terça-feira (31) que o ministro Edson Fachin rejeitou um pedido da defesa de Ramon Hollerbach para revisão criminal da pena na Ação Penal 470, o mensalão do PT.
Ainda de acordo com o Supremo, os advogados de Hollerbach pretendiam desconstruir parte da condenação dele e absolver o publicitário, um dos sócios de Marcos Valério; ou como alternativa, tentaram a revisão da pena privativa de liberdade. A defesa alegou que, com a absolvição dos réus quanto ao crime de quadrilha, ficou definitivamente rechaçada a tese do mensalão, conforme o STF.
O relator considerou que o pedido “não se funda em novas provas descobertas após a condenação, bem como que os argumentos e fatos que a defesa pretendeu comprovar não são aptos a desconstituir, ainda que parcialmente, o título condenatório”.
O advogado Estevão Ferreira de Melo afirmou que vai recorrer da decisão, assim que for intimado oficialmente. Ele disse ainda que novas “provas robustas” foram apresentadas para a redução da pena e o ministro as desconsiderou.
Ramon Hollerbach foi condenado a 27 anos, quatro meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e peculato no mensalão do PT cumpre pena na Associação de Proteção ao Condenado (Apac) de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Fonte: G1 Política

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STF concede liberdade condicional à ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello


Banqueira foi condenada à prisão pelo tribunal, em 2012, no julgamento do mensalão. Benefício foi concedido pelo ministro Luís Roberto Barroso, responsável pela execução das penas. Kátia Rabello estava cumprindo prisão em regime aberto desde novembro do ano passado
Reprodução/TV Globo
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu o benefício da liberdade condicional à ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello, condenada no julgamento do mensalão por lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas.
Kátia Rabello foi condenada pelos ministros do STF, em novembro de 2012, a 16 anos e 8 meses de prisão por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta de instituição financeira.
Posteriormente, a Corte acolheu um recurso da defesa da banqueira e excluiu o crime de formação de quadrilha, cuja pena havia sido definida em 2 anos e três meses. Com esta mudança, a pena da ex-presidente do Banco Rural ficou fixada em 14 anos e 5 meses de prisão.
Ela começou a cumprir a pena de 14 anos de prisão em novembro de 2013, progrediu para o semiaberto (no qual somente dorme na prisão) em dezembro de 2015 e passou para o regime aberto (onde cumpre pena fora da prisão) em novembro do ano passado.
Na liberdade condicional, o condenado continua em liberdade até o final de sua pena, que pode ser extinta posteriormente se não voltar a cometer crimes e caso se apresente regularmente à Justiça.
Relator da execução penal do processo do mensalão, o ministro Luís Roberto Barroso registrou na decisão que autorizou a ex-banqueira a cumprir prisão condicional que Rabello cumpriu todos os requisitos para obtenção do benefício, como, por exemplo, se sustentar com trabalho honesto.
“Se trata de requerente primária e de bons antecedentes, havendo nos autos atestado carcerário emitido pelo Complexo Penitenciário Feminino de Belo Horizonte/MG, no sentido de que não consta registro de cometimento de falta disciplinar em desfavor da sentenciada”, escreveu o ministro em trecho da decisão.

Fonte: G1 Política

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Ex-funcionária de Valério obtém liberdade condicional após 3 anos presa

Simone Vasconcelos foi condenada no julgamento do mensalão a 12 anos e 7 meses por corrupção, lavagem e evasão; MP recomendou benefício por bom comportamento. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso concedeu liberdade condicional a Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Marcos Valério, apontado como operador do esquema de corrupção conhecido como mensalão.

Com a decisão, proferida na semana passada, Simone deixa de cumprir o restante da pena na prisão, desde que atenda a uma série de condições determinadas pela Justiça.

No julgamento do mensalão, ela foi condenada a 12 anos, 7 meses e 20 dias de prisão. No início de novembro, já havia cumprido os requisitos para obter o livramento: passou 3 anos na prisão e trabalhou por quase 1 ano e 3 meses, obtendo redução no total da pena.

O livramento condicional foi recomendado pelo próprio Ministério Público, responsável pela acusação.

Além do tempo presa, Simone Vasconcelos recebeu atestado de bom comportamento no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto e de bom desempenho no trabalho. Desde julho de 2015, ela passou a trabalhar numa clínica de fisioterapia em Belo Horizonte.

Por fim, a ex-funcionária de Marcos Valério apresentou uma carta de concessão de aposentadoria demonstrando que seria capaz de prover a própria subsistência.

Condenada por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Simone Vasconcelos se entregou à polícia em novembro de 2013, após a rejeição de recursos contra a condenação apresentados ao STF. Ela chegou a ser levada para Brasília, onde ficou detida até dezembro, quando foi transferida para a capital mineira.

Fonte: G1 Política

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Promotoria abre investigação sobre festa promovida por prefeito e vereadores de Aliança do Tocantins

Evento foi organizado para comemorar a vitória dos candidatos eleitos. Imagens mostram muita aglomeração, com pessoas sem máscara e descumprindo o distanciamento social no meio da pandemia.

Um inquérito civil foi aberto pelo Ministério Público Estadual (MPE), nesta sexta-feira (15), para apurar ato de improbidade administrativa envolvendo o prefeito e os vereadores de Aliança do Tocantins, na região centro-sul do estado. O objetivo é investigar o possível descumprimento de normas sanitárias de enfrentamento à pandemia durante uma festa que foi convocada pelos políticos na semana passada.

A Prefeitura de Aliança e a Câmara de Vereadores ainda não se manifestaram sobre o caso.

O evento, chamado de Confraternização da Vitória, atraiu uma multidão de pessoas na feira coberta da cidade. Conforme o MPE, o prefeito e os vereadores convidaram a população do município para um almoço em comemoração à vitória dos candidatos eleitos nas últimas eleições municipais.

O evento teve muitas pessoas aglomeradas, dançando, sem usar máscaras ou respeitar o distanciamento social. Apesar disso, a prefeitura afirmou que o evento seguiu os “protocolos exigidos pela OMS [Organização Mundial da Saúde]”.

A investigação foi aberta pela 8ª Promotoria de Justiça de Gurupi, que deu prazo de 10 dias para o prefeito e o presidente da Câmara de Vereadores se explicarem. Eles deverão informar quem tomou a iniciativa da festa, quais autoridades participaram e as pessoas ou empresas que contribuíram financeiramente.

Entenda

A festa aconteceu no último domingo (10). As autoridades da cidade chegaram a divulgar um convite para a festa nas redes sociais. A imagem mostra a foto do prefeito Elves Guimarães (PTB) e do vice, Nenzinho (PSC) com a seguinte mensagem: “O prefeito eleito, Elves Guimarães, e o vice-prefeito eleito Nenzinho, juntamente com os vereadores eleitos convidam a população de Aliança para a confraternização da vitória.”

O convite ainda fala que o uso de máscara seria obrigatório e que não haveria festa devido a pandemia, mas somente um almoço de confraternização. Porém, as imagens feitas no local mostram uma situação bem diferente.

Na época a Prefeitura de Aliança afirmou que “o evento denominado Confraternização da Vitória, ocorreu ontem em local aberto, e dentro dos protocolos exigidos pela OMS”. Também afirmou que vem desenvolvendo ações de enfrentamento a Covid-19 com efetividade, uma vez que os casos ativos no município de Aliança do Tocantins estão sob o controle.

Confraternização foi convocada pelo próprio prefeito — Foto: Reprodução

Por: G1 Tocantins

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POLITICA SLIDE

Candidato que tirou apenas 58 votos em Araguaína não se conforma: ‘fui vítima do hacker’

Vários candidatos estão reclamando da votação recebida.

O líder comunitário Joaquim Barros (Podemos) disputou uma das 17 vagas na Câmara Municipal de Araguaína, mas ficou muito surpreso ao receber apenas 58 votos. Inclusive, nesta terça-feira (17), o candidato divulgou áudio afirmando que não admite o resultado e acredita ter sido uma das vítimas dos hackears que atacaram o sistema do TSE durante a apuração dos votos.

Joaquim Barros foi presidente do Conselho Consultivo das Associações de Bairros de Araguaína (CCABA).

“Até hoje (terça-feira) não consegui acordar dessa votação que nós tivemos. A gente não [es]tava esperando isso. Eu não admito isso aí”, desabafou o ex-candidato,  acrescentado que viu na TV a informação de que hackers tentaram invadir o sistema da Justiça Eleitoral.

“Eu acredito que nós fomos vítimas dele, desse hacker. Eu acredito que nós fomos vítima, entre milhares de pessoas no Brasil. Eu tenho certeza que o sistema entrou no nosso plano aí. Porque é impossível, com tanta gente que nós tínhamos, ter uma votação dessas”, disse.

Barros fez as considerações ao comentar o resultado das eleições com uma colega que também foi candidata em Araguaína. Entretanto, apesar de sua convicção, diz que as pessoas terão dificuldade em acreditar na fraude. “É que se eu falar, não acreditam”, acrescentou.

“Pelo resultado que a gente teve, acho que fui uma das vítimas, entre milhares, desse sistema deles, do hackeamento. Eu tenho certeza. Tinha gente demais envolvida nessa campanha. Eu não concordo com essa votação”, protestou o candidato.

Não só em Araguaína, mas em várias cidades do Brasil, candidatos divulgaram áudios revoltados com a votação recebida.

Por: Redação/ AF Notícias

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Famílias ficam ilhadas após enchente deixar pontes e estradas submersas no sul do estado

Pelo menos oito famílias ficaram ilhadas em uma área na zona rural entre São Salvador e Jaú do Tocantins. Reflexos da chuva forte foram sentidos em várias cidades da região sul.

 

Pontes e estradas vicinais ficaram cobertas de água após o rio das Almas transbordar neste fim de semana. Foram dois dias seguidos de muitas chuvas na região sul do estado. Pelo menos oito famílias que vivem em uma área rural entre São Salvador do Tocantins e Jaú do Tocantins acabaram ficando ilhadas.

Imagens feitas pelos próprios moradores mostram a água quase cobrindo uma ponte de madeira. Outro vídeo mostra que uma ponte ficou submersa e parte da estrada desapareceu. A informação dos moradores é de que o rio das Almas subiu cinco metros acima do nível normal.

 

Travas e pilares de pontes foram danificados pela força da correnteza. Alguns moradores tiveram que deixar os carros pelo caminho e seguir a pé mesmo com medo de atravessaras as pontes.

O reflexo das fortes chuvas na região sul do estado foi sentido em várias cidades durante o fim de semana. Em Peixe, ilhas que ficam no leito do rio Tocantins ficaram submersas, assim como os ranchos e áreas nas margens. Um córrego também transbordou em Gurupi e com isso vários peixinhos puderam ser vistos em uma avenida da cidade.

Neste domingo (19) o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta de chuvas intensas para as regiões sudeste, sul, oeste e central do Tocantins. A previsão é de fortes chuvas até esta segunda-feira (20).

 

Créditos: G1 Tocantins

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Oportunidade | Governo do Estado intermediará 100 vagas para agente de pesquisa pormeio do Sine

O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) e Sistema Nacional de Empregos (Sine), intermediará 100 vagas para agente de pesquisa de grãos. Os candidatos devem ter ensino médio completo e disponibilidade de horário, para viagens sem pernoite aos municípios de Palmas, Porto Nacional, Paraíso, Aparecida do Rio Negro e Buritirana. Trata-se de emprego temporário com expectativa de 10 meses de duração.

O agente de pesquisa é responsável pela aplicação de questionários e roteiros de pesquisa, efetuam entrevistas de opinião pública, coletam preços de bens e serviços, aplicam instrumentos para pesquisas de mercado, cadastram informantes, verificam a consistência de informações e participam de planejamento de atividades de campo.

Os interessados em concorrer às vagas podem procurar o Sine Central localizado em frente ao camelódromo de Palmas portando os seguintes documentos: RG, CPF e comprovante de endereço.

Serviços disponíveis no Sine para o trabalhador

Dentre os serviços disponíveis no Sine para o trabalhador estão cadastro e encaminhamento a vagas de emprego, orientações e procedimentos de acesso ao seguro desemprego e carteira de trabalho, capacitação e qualificação profissional.

Com informações da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social.

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Política | Governador Mauro Carlesse e embaixador da África do Sul discutem intercâmbio comercial e cooperação tecnológica

O governador do Estado do Tocantins, Mauro Carlesse, recebeu na tarde desta segunda-feira, 17, no Palácio Araguaia, o embaixador da África do Sul no Brasil, Ntshikiwane Joseph Mashimbye. O embaixador veio a Palmas participar de reuniões com representantes do Governo do Tocantins e da iniciativa privada para conhecer e discutir oportunidades de negócio entre o Tocantins e o seu país.

Na oportunidade, ele lembrou os dez anos da assinatura do acordo bilateral entre o Brasil e a Afríca do Sul e que a intenção é ampliar os negócios entre os dois países, especialmente nos setores de agricultura, infraestrutura e energia. Ntshikiwane Joseph afirmou que o seu país é a porta de entrada para o continente africano, daí a importância de empresas locais estabelecerem o intercâmbio de negócios com a África do Sul.

“O nosso papel é expandir esse intercâmbio com o Brasil e o Tocantins é um Estado em desenvolvimento. O que queremos é levar homens de negócio do Tocantins para visitar o nosso país e trazer os empresários da África do Sul para visitar o Brasil e o Tocantins”, destacou ele, lembrando que o Tocantins é um estado novo e a África do Sul uma democracia muito recente e que tem muito a aprender entre si. O embaixador disse que os principais interesses do seu país são na área de tecnologia, conhecimento em geral e intercâmbio de profissionais da área da agricultura. “Queremos entender como o Tocantins tem feito para envolver as famílias produtoras de forma tão bem sucedida”, ressaltou.

Por sua vez, o governador Mauro Carlesse destacou a satisfação em receber o representante do país africano, falou sobre o potencial do Estado, que conta com terras férteis, grande potencial hídrico, posição geográfica e a logística, que fazem do Tocantins o estado com maior índice de crescimento do País. Também sinalizou com a possibilidade de liderar uma missão à África do Sul com empresários tocantinenses e convidou o embaixador para visitar a Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins), que constitui uma das maiores feiras do gênero do agronegócio do Brasil. “O Tocantins está no centro do Brasil, é um estado novo e em crescimento. Hoje, somos um dos principais centros de produção do país e é importante que conheçam a nossa Agrotins, que já é uma das maiores feiras de negócios do Brasil”, frisou.

Além do vice-governador Wanderlei Barbosa, participaram da reunião os secretários de Estado da Casa Civil, Rolf Vidal; da Comunicação, Élcio Mendes; da Saúde, Luiz Edgar Leão Tolini; o secretário-executivo da Governadoria, Divino Allan Siqueira; e da Indústria, Comércio e Serviços, Tom Lira.

Fonte: ASCOM TOCANTINS.