Jacob Zuma seria preso neste domingo (4) por não ter comparecido a uma audiência da Justiça em fevereiro. No entanto, os juízes aceitaram ouvir sua argumentação, agendada para o dia 12 de julho. Jacob Zuma discursa perto de sua casa em Nkandla, na África do Sul, em 4 de julho de 2021
Rogan Ward/Reuters
A Justiça da África do Sul aceitou, no sábado (3) ouvir os argumentos do ex-presidente Jacob Zuma que pretende contestar uma sentença de 15 meses na prisão.
Centenas de apoiadores de Zuma se juntaram do lado de fora de sua casa.
Apoiadores de Jacob Zuma, em 3 de julho de 2021
Rogan Ward/Reuters
A Corte Constitucional do país tinha condenado Zuma a 15 meses por ter faltado a um interrogatório, em fevereiro.
Inicialmente, Zuma teria que se entregar até o fim deste domingo, mas a Justiça aceitou ouvir seus argumentos e, assim, suspendeu a ordem de prisão.
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Os juízes devem ouvir os argumentos de Zuma no dia 12 de julho.
Zuma era tido como um veterano da luta contra o regime de aparheid. No entanto, desde que ele saiu da presidência, em 2018, foi envolvido em escândalos.
O ex-líder pediu que a pena seja anulada por ser excessiva e também por expô-lo aos riscos de uma infecção pelo coronavírus.
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Em sua cidade, Nkandlka, Zuma não conversou com seus apoiadores. Ele, no entanto, passou por eles, e sem máscara. Homens com roupas tradicionais da Nação Zulu faziam a segurança.
Para Zuma, a pena é uma declaração política. Ele diz que é vítima de uma caçada às bruxas e que a promotoria é enviesada.
O ex-presidente é acusado de corrupção antes e durante sua gestão. Ele teria permitido que três empresários recebessem dinheiro de forma ilegal do Estado. Além disso, Zuma também é investigado pela negociação de um contrato de US$ 2 bilhões em armas, firmado quando ele era vice-presidente.
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Fonte: G1 Mundo