Partido de Merkel, CDU, perdeu pontos em pesquisas de intenção de voto. Os três partidos que lideram têm números muito próximos. Montagem com os rostos de Olaf Scholz, Armin Laschet e Annalena Baerbock, líderes de partidos que melhor aparecem em pesquisas de intenção de votos na Alemanha
Armando Babani/Reuters, Ronny Hartmann e Patrik Stollarz/AFP
Pesquisas de intenção de voto nas eleições gerais da Alemanha, que acontecerão no mês que vem, indicam que o partido Social Democrata poderá crescer e ganhar espaço dos conservadores (da atual líder Angela Merkel).
Hoje, os sociais democratas (SPD) são da base de apoio da União Democrata Cristã (CDU), o partido de Merkel.
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A pesquisa feita pela consultoria Forsa divulgada nesta quarta-feira (11) indica as seguintes intenções de voto:
CDU: 23%
Verdes: 20%
SPD: 19%
Democratas Livres (liberais): 12%
O SPD teve uma alta de 3 pontos percentuais em relação ao último resultado, que havia sido divulgado na semana passada. A CDU perdeu 13 pontos percentuais em relação ao começo do ano, mas ainda lidera, com 23%.
Uma outra pesquisa, da consultoria Kantar, foi divulgada com números parecidos:
CDU: 22%
Verdes: 21%
SPD: 19%
Na Alemanha, os eleitores não votam diretamente no líder (lá, o chefe do poder Executivo recebe o título de chanceler). Mas ainda assim as consultorias fizeram pesquisas em que perguntaram quem os eleitores preferem.
O líder da SPD, Olaf Scholz tem 26%. Armin Laschet, o conservador que é candidato a suceder Angela Merkel, tem 12%.
A líder dos Verdes é Annalena Baerbock.
Laschet em campanha
Armin Laschet é considerado até agora favorito para as eleições alemãs de setembro. Ele começou sua campanha nesta quarta-feira (11) em um centro de boxe para jovens de Frankfurt.
Armin Laschet em campanha eleitoral em Frankfurt em 11 de agosto de 2021
Armando Babani/Reuters
Laschet está sendo castigado pela sua gestão das inundações na Alemanha em julho, já que o político conservador também governa uma das duas regiões mais afetadas pela catástrofe, Renânia do Norte-Vestfália.
As autoridades desse estado estão no centro das atenções há semanas, acusadas de não terem alertado a população a tempo, apesar dos avisos dos serviços de meteorologia.
Em uma visita recente a sua região, Laschet foi inclusive agredido por alguns dos moradores, que se queixaram da lentidão das ajudas públicas quando perderam tudo.
Também ficaram indignados com as imagens em que ele aparecia sorrindo durante uma visita deste último a sua região para homenagear as dezenas de vítimas das enchentes. Uma gafe que o obrigou a pedir desculpas publicamente e pela qual foi muito criticado.
Laschet “está atolado na lama na campanha eleitoral”, considerou a revista “Der Spiegel”, fazendo alusão aos terrenos devastados pelas enchentes.
O candidato também tem dificuldades em gerar unanimidade em seu próprio lado, que o elegeu após primárias muito disputadas contra seu adversário bávaro Markus Söder, muito mais popular nas pesquisas de opinião.
Por último, Laschet também foi acusado de plágio por um livro que publicou há pouco tempo. É acusado de ter usado, sem citar, contribuições de um cientista político, um discurso de um responsável da comunidade judaica e até mesmo artigos da Wikipedia.
Disputa aberta
Faltam seis semanas para as eleições legislativas. Os conservadores do partido de Merkel, apesar de estarem na liderança, estão em um momento negativo, e nada garante que poderão manter-se na liderança do governo.
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Fonte: G1 Mundo