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Talibã toma cidade a 150 km de Cabul; governo do Afeganistão oferece dividir poder com insurgentes, diz rede de notícas


Segundo a Al Jazeera, o governo propôs dividir o poder em troca de um fim da violência. Talibã afirmou que não ouviu proposta nenhuma e que não aceitaria. Talibãs em Farah, uma capital de província do Afeganistão, em 11 de agosto de 2021
Mohammad Asif Khan/AP
O Talibã tomou a cidade de Ghazni, que é considerada estratégica para lugar por Cabul, capital do Afeganistão, nesta quinta-feira (12).
Agora, o Talibã está a cerca de 150 quilômetros de Cabul. Foi a décima capital regional que o grupo insurgente tomou em pouco mais de uma semana.
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A rapidez do avanço do grupo fez com que moradores passassem a culpar os Estados Unidos, que decidiram retirar seus soldados do país.
As estradas de acesso a Cabul estão cheias de pessoas que fogem da violência em outras regiões do país, e pode ser que haja combatentes talibãs misturados.
Ainda há alguns soldados da missão liderada pelos EUA no país, mas eles devem deixar o Afeganistão até o fim do mês.
O Talibã já controla cerca de dois terços do território.
Segundo a agência Reuters, há análises de serviços de inteligência dos EUA que estimam que o grupo pode tomar a capital em cerca de 90 dias.
Proposta do governo para dividir o poder
De acordo com a rede Al Jazeera, o governo fez uma proposta ao Talibã para que haja uma divisão de poder, se a violência acabar.
O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, afirmou que não tem conhecimento dessa proposta, mas que o grupo não considera dividir o poder com uma autoridade que não reconhece.
“Nós não aceitaremos nenhuma oferta como essa porque não queremos ser parceiros da administração de Cabul —não queremos nem ficar e nem trabalhar um único dia com eles”, afirmou.
Houve um acordo entre os EUA e o Talibã no ano passado que determinou que o grupo insurgente não iria atacar as forças norte-americanas durante o período de saída. Em troca, os talibãs prometeram não permitir que o país seja usado para terrorismo internacional.
O Talibã também se comprometeu a discutir um acordo de paz. Os diálogos, no entanto, não produziram efeito.
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Fonte: G1 Mundo