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EUA corrigem informação e afirmam que houve uma única explosão no atentado em Cabul

Forças Armadas disseram nesta sexta-feira que atentado teve uma bomba, e que não houve explosão em hotel perto do aeroporto. Vídeo mostra pessoas correndo enquanto tiros são ouvidos em Cabul
As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram nesta sexta-feira (27) que o ataque na quinta-feira (26) do lado de fora do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, foi feito com uma bomba, e não houve duas explosões, como havia sido dito anteriormente.
O general Hank Taylor afirmou, durante uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (27), que não se sabe como a informação de que houve duas explosões foi passada.
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Foi o porta-voz das Forças Armada dos EUA, John Kirby, que havia afirmado em uma rede social que eram duas explosões —a segunda teria acontecido perto de um hotel ou mesmo dentro do estabelecimento.
Nesta sexta-feira, Taylor corrigiu a informação: “Eu posso confirmar que nós não acreditamos que houve uma segunda explosão no hotel ou perto do hotel”, disse ele.
Taylor afirmou que em eventos confusos e dinâmicos como esses, eventualmente, as informações são relatadas com problemas. “Nós achamos que era importante corrigir o dado com vocês aqui”, disse ele.
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As Forças Armadas também disseram pode haver mais ataques como o de quinta-feira. “Ainda acreditamos que há ameaças”, disse à imprensa o porta-voz do Departamento da Defesa americano, John Kirby.
O ataque de quinta-feira foi reivindicado pelo braço afegão do grupo extremista Estado Islâmico. Segundo a mídia dos EUA, 180 pessoas morreram no ataque.
Mais de 100 mil pessoas foram retiradas do Afeganistão por aviões desde o dia 14 de agosto. Taylor disse que outras 5.400 ainda estão no aeroporto, esperando sair do país.
Estados Unidos, que estabeleceram como prazo 31 de agosto para completar a retirada do país depois de 20 anos de guerra, poderão transportar pessoas por via aérea “até o último momento”, afirmou Taylor.
Nas 24 horas anteriores às 03h00 de Washington, 12.500 pessoas foram retiradas do Afeganistão em 89 voos americanos e de seus aliados, disse.
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Fonte: G1 Mundo