Militares britânicos foram parceiros dos Estados Unidos desde o começo da ocupação do Afeganistão, em 2001. Passa de 180 o número de mortos no ataque no aeroporto de Cabul
O último voo organizado pelo Reino Unido para retirar militares do Afeganistão decolou de Cabul neste sábado (28).
Nas duas últimas semanas, os britânicos retiraram cerca de 15 mil pessoas, entre seus próprios cidadãos e afegãos, do Afeganistão.
O Talibã voltou a dominar o país no dia 15 de agosto.
Imagem de satélite fornecida pela Maxar Technologies mostra multidão reunida no portão nordeste do Aeroporto Internacional de Cabul, capital do Afeganistão, em 27 de agosto de 2021, um dia após um atentado terrorista no portão Abadia, em outro local do aeroporto
Maxar Technologies via AP
O Reino Unido foi um parceiro dos Estados Unidos desde o começo da operação militar no Afeganistão, após os ataques de 11 de setembro de 2001. Durante os 20 anos de ocupação, cerca de 450 britânicos morreram no Afeganistão.
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“É o momento de finalizar essa fase da operação. Nós ainda não esquecemos das pessoas que ainda precisam sair, e faremos tudo o que pudermos para ajuda-los”, disse Laurie Bristow, embaixador do Reino Unido em Cabul.
O ministro da Defesa, Bem Wallace, disse na sexta-feira que só as pessoas que já estavam no aeroporto naquele momento iriam viajar.
Estima-se que um número entre 800 e 1.100 afegãos que trabalharam com o Reino Unido nos últimos 20 anos enquadravam-se nos critérios para deixar o Afeganistão, mas não conseguiram chegar ao aeroporto.
O general Nick Carter, chefe das Forças Armadas do Reino Unido, disse que o país e os aliados podem negociar com o Talibã, no futuro, para enfrentar o Estado Islâmico-Khorasan, o braço afegão do Estado Islâmico. Foi esse grupo que cometeu um atentado terrorista do lado de fora do aeroporto de Cabul na quinta-feira.
“Se o Talibã for capaz de demonstrar que pode se comportar da maneira que um governo normal se comportaria em relação a uma ameaça terrorista, podemos descobrir que podemos operar juntos, mas temos que esperar para ver. Certamente algumas das histórias que ouvimos sobre a maneira como eles estão tratando seus inimigos significariam que seria muito difícil para nós trabalhar com eles no momento.”
O primeiro-ministro Boris Johnson discutiu a situação do Afeganistão com a chanceler alemã, Angela Merkel, no sábado, quando os dois líderes concordaram que o G7 (Grupo dos Sete países ricos) deveria adotar uma abordagem comum para lidar com qualquer futuro governo talibã.
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Fonte: G1 Mundo