Cidade italiana estima cobrar entre 3 a 10 euros por turista. Outra medida para conter turistas foi o banimento dos navios de cruzeiro. Homem fecha restaurante por conta da acqua alta em Veneza, em 8 de agosto de 2021
Manuel Silvestri/Reuters
De uma sala de controle do quartel-general da polícia de Veneza, o Big Brother está vigiando você.
Para combater a superlotação turística, as autoridades estão monitorando cada pessoa que coloca os pés na cidade.
Um total de 468 câmeras de circuito fechado, sensores óticos e um sistema de rastreamento de telefone celular são capazes de discernir moradores de visitantes, italianos de estrangeiros, de onde as pessoas vêm, para onde vão e o quão rápido estão se movendo.
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A cada 15 minutos, as autoridades tiram um retrato do quão cheia a cidade está, assim como de quantas gôndolas estão circulando pelo Canal Grande, se barcos estão correndo e se as águas sobem em níveis perigosos.
Agora, um mês depois de navios de cruzeiro serem banidos da laguna, autoridades municipais estão se preparando para exigir que os turistas agendem suas visitas previamente e para cobrar de 3 a 10 euros para os visitantes de um dia entrarem, dependendo da época do ano.
Catracas como as dos aeroportos estão sendo testadas para controlar o fluxo de pessoas e, caso os números se tornem excessivos, impedir o ingresso de novos visitantes.
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O prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, diz que sua meta é tornar o turismo mais sustentável em uma cidade visitada por 25 milhões de pessoas por ano, mas reconhece que as novas regras serão difíceis de impor.
“Espero protestos, processos, tudo… mas tenho o dever de tornar esta cidade habitável para aqueles que moram nela e também para aqueles que querem visitá-la”, disse ele a repórteres estrangeiros no domingo.
*Reportagem adicional de Cristiano Corvino
Fonte: G1 Mundo