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Talibã anuncia mais nomes e mantém governo 100% masculino


Ministério dedicado às mulheres também foi extinto. Porta-voz do grupo extremista afirmou que meninas poderão voltar a estudar no ensino médio ‘assim que possível’. Mulheres seguram cartazes e faixas em ato pró-Talibã em frente à Universidade Shaheed Rabbani, em Cabul: ‘Nós não queremos coeducação’, diz um deles em inglês.
Aamir Qureshi
O Talibã anunciou mais nomes do seu governo no Afeganistão nesta terça-feira (21) e manteve um alto escalão 100% masculino.
A primeira parte do governo havia sido anunciada no dia 7, apenas com líderes históricos do grupo extremista.
O governo é composto apenas por homens e não há mais um ministério dedicado às mulheres, ao contrário do que ocorria no governo anterior, derrubado pelo Talibã.
Além disso, o porta-voz do grupo extremista, Zabihullah Mujahid, afirmou que as alunas do ensino médio poderão voltar a estudar “assim que possível”.
O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, durante entrevista coletiva em Cabul, capital do Afeganistão, em 17 de agosto de 2021
Reuters
As meninas não foram autorizadas a retornar à escola no sábado (18), ao contrário dos meninos, o que gerou críticas dentro e fora do país.
“Estamos finalizando as coisas e isto acontecerá assim que possível”, disse o porta-voz.
Afegãos e comunidade internacional temem a repetição do primeiro governo talibã, entre 1996 e 2001, quando as mulheres foram impedidas de trabalhar e estudar, entre outras proibições.
Veja no vídeo abaixo como era o 1º governo talibã para as mulheres:
Afeganistão: entenda os riscos para as mulheres sob o regime talibã
Volta às aulas
As aulas no Afeganistão foram interrompidas em agosto, quando o Talibã voltou ao poder após 20 anos, antes mesmo da retirada das tropas estrangeiras do país e do fim da ocupação americana.
Desde então, as meninas do ensino fundamental e as universitárias já retornaram às aulas, mas com restrições, começando pela separação dos alunos homens.
Sala de aula da Universidade Avicenna, em Cabul, com homens separados das mulheres após o Talibã voltar ao poder no Afeganistão
Reprodução via Reuters
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Fonte: G1 Mundo