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Conheça o próximo prefeito de Nova York, que cometeu infrações aos 15 anos e se tornou policial


Eric Adams, o próximo prefeito, é vegetariano, foi do Partido Republicano, trabalhou 22 anos na polícia e se tornou o segundo negro a comandar a maior cidade dos Estados Unidos. Ex-policial democrata Eric Adams é eleito prefeito de Nova York
A cidade de Nova York elegeu Eric Adams, do Partido Democrata, como seu novo prefeito na terça-feira (2). Adams, de 61 anos, será a segunda pessoa negra no comando da cidade (o primeiro foi David Norman Dinkins, no começo dos anos 1990).
Eric Adams, ex-policial e ex-jovem infrator, é eleito prefeito de Nova York
Eric Adams em 26 de outubro de 2021
Eduardo Munoz
Ele nasceu no distrito do Brooklyn e cresceu na região de Queens. Ele foi criado só pela mãe, que era uma cozinheira e empregada doméstica (o próximo prefeito afirma que ela era do sindicato). A mãe de Adams morreu no começo de 2021, mas ele demorou meses para revelar esse fato.
Eric Adams, novo prefeito de Nova York, segura foto de sua mãe durante o dia de votação
Reuters/Andrew Kelly
O político conta que ele cresceu com medo de a família perder a moradia, mas, de acordo com o “New York Times”, é difícil checar se relatos de sua adolescência são verdadeiros.
Ele relata que houve um momento de mudança em sua vida aos 15 anos: ele e o irmão mais velho foram sido presos por terem invadido propriedade privada e, enquanto estavam sob custódia da polícia, apanharam.
Segundo o “New York Times”, há algumas variantes de relatos que Adams faz de sua prisão; ele já afirmou que ele e o irmão invadiram a casa de uma prostituta que devia dinheiro a eles; em uma outar versão, a mulher não era uma prostituta, mas, sim, uma dançarina exótica que devia dinheiro aos dois. O jornal relata que o próximo prefeito de Nova York conta diversas histórias com variações.
Adams afirma que sua prisão aos 15 anos fez com que ele quisesse ser um policial para mudar a corporação.
Na polícia
Ele trabalhou durante 22 anos na polícia. Em 2006, ele deixou de ser um policial. Na época, ele já era um ativista com história —em 1995, ele formou um grupo dentro da corporação chamado 100 Negros na Polícia que se Importam. O grupo tinha a justiça racial como pauta.
A partir do fim dos anos 1990, ele fez faculdade e subiu de hierarquia dentro da polícia.
Nessa época, ele chegou a ser do Partido Republicano —hoje, ele afirma que foi um protesto contra o líder do Partido Democrata na segunda metade dos anos 1990.
Em 2007, ele foi eleito senador do Estado de Nova York (em alguns estados dos EUA, o legislativo estadual é bicameral).
Depois disso, ele se tornou subprefeito da região do Brooklyn.
Vegetariano
O próximo prefeito de Nova York também é um vegetariano. Ele afirma que adotou uma dieta sem carne desde que foi diagnosticado como diabético, em 2016, e que a mudança alimentar e uma rotina de exercícios fizeram com que a doença não ficasse evidente.
Alianças políticas
Eric Adams durante a comemoração de sua vitória nas eleições para prefeito de Nova York, em 2 de novembro de 2021
Eugene Gologursky/AFP
Adams afirma que ele constrói relações políticas de longo prazo. No Senado estadual, ele apoiou 20 projetos que se tornaram leis.
Ele se envolveu nas discussões sobre uma política da polícia de Nova York, que abordava homens negros e latinos de uma forma que foi interpretada como discrimatória.
Durante seus anos no legislativo estadual, ele foi criticado por ter se envolvido com lobistas —ele também foi criticado por ter levantado dinheiro de campanha entre os ricos de Nova York.
Últimos momentos da campanha
Nos últimos dias da campanha, o novo prefeito de Nova York debateu duas vezes na televisão com o seu rival, Curtis Sliwa, do Partido Republicano.
Sliwa acusou Adams de não se reunir com sindicatos policiais, disse que o democrata preferiu se reunir com ex-líderes de gangues da cidade para falar sobre o combate ao crime e criticou a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 para funcionários públicos.
O sindicato dos policiais havia dito que 10 mil dos 35 mil agentes da cidade seriam retirados das ruas com a obrigatoriedade da imunização contra a Covid-19. Mas, segundo o jornal “The Washington Post”, a medida afetou apenas 34 policiais.
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Fonte: G1 Mundo