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Senado aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo no Chile

Texto ainda precisará ser aprovado pela câmara dos deputados em uma votação final. Senado do Chile aprova projeto de lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo
O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado pelo Senado do Chile nesta terça-feira (7). O texto ainda precisará ser aprovado pela câmara dos deputados em uma votação final.
Essa é uma demanda de longa data da comunidade LGBTQI+ do país e a lei que autoriza o casamento igualitário foi revisada pela Comissão de Constituição do Senado, e depois foi votada na Casa.
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“Este projeto deve ser lei agora. Não há mais desculpas para continuar ampliando a discussão no Congresso, com centenas de famílias esperando ansiosamente”, disse Isabel Amor, diretora executiva da Fundação Iguales.
O projeto busca equalizar direitos e obrigações dos casamentos independentemente do sexo das pessoas que compõem a união.
Para isso, o conceito de casamento entre um homem e uma mulher muda de modo a ser aplicado sem distinção de sexo.
Atualmente, o único instrumento legal para unir legalmente casais do mesmo sexo é o Acordo de União Civil, aprovado em 2015, que permite o acesso a quase todos os direitos estipulados pelo casamento, mas nega a possibilidade de adoção e direitos de filiação de filhos pelos casais do mesmo sexo.
“No Chile não somos reconhecidos como família; o casamento igualitário é uma reivindicação de anos”, disse Lorena Grez, que participou na segunda-feira da entrega de 20 mil assinaturas a favor da aprovação do projeto.
Se aprovado, o Chile se tornaria o nono país das Américas a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois dos seguintes países:
Canadá,
Estados Unidos,
Costa Rica,
Equador,
Colômbia,
Brasil,
Uruguai,
Argentina,
México (onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal em 14 dos 32 estados).
Anos de espera
O projeto entrou no Parlamento em 2017, na sequência de uma iniciativa da ex-presidente socialista Michelle Bachelet.
O atual presidente chileno, o conservador Sebastián Piñera, decidiu acelerar sua tramitação no Congresso, após um anúncio surpresa em 1º de junho.
O texto foi aprovado no Senado em 21 de julho e na Câmara dos Deputados em 23 de novembro, em ambas as casas por ampla maioria e sempre com a oposição da direita governista mais conservadora.
Mas algumas mudanças introduzidas em artigos do projeto forçaram um terceiro e último processo legislativo.
“É essencial avançar na dignidade com o casamento igualitário, porque o amor não pode ser condicionado”, disse a presidente do Senado, a democrata-cristã Ximena Rincón, na segunda-feira após dar seu apoio a várias organizações que lutam pelos direitos da comunidade LGBTQI+.
Eleições presidenciais
O projeto também afeta a campanha pelo segundo turno das eleições presidenciais de 19 de dezembro, disputadas entre o ultraconservador José Antonio Kast e o esquerdista Gabriel Boric.
Boric – deputado de 35 anos, ex-líder estudantil -, defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo em seu programa eleitoral como forma de igualar direitos. Na qualidade de deputado, ele votou a favor do projeto.
Enquanto isso, o advogado Kast, de 55 anos, promove no ponto 249 de seu programa “impedir que crianças sejam doutrinadas à força em várias ideologias” e se opõe à “aprovação do ‘casamento homossexual’ e à opção de adoção, resguardando o ‘interesse superior da criança’, que se constitui pelo direito de toda criança a ter pai e mãe”.
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Fonte: G1 Mundo