Ministro das Relações Exteriores, Yair Lapid, declarou que o ataque a ucranianos “é uma grave violação da ordem internacional”. Ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, em reunião no gabinete no escritório do primeiro-ministro em Jerusalém, 13 de fevereiro de 2022
Menahem Kahana/Pool via REUTERS
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, condenou o ataque da Rússia à Ucrânia e pediu às potências mundiais uma solução rápida para o conflito, em um discurso televisionado nesta quinta-feira (24).
Lapid declarou que a ação russa “é uma grave violação da ordem internacional” e que “Israel condena o ataque”. No Twitter, ele acrescentou que o país está preparado para fornecer ajuda humanitária aos ucranianos.
Ele destacou também que “ainda há tempo para voltar à mesa de negociações e resolver as diferenças pacificamente com a mediação das potências mundiais”.
Há muitos anos, Israel busca ser diplomático com a Rússia, país com o qual mantém um mecanismo de coordenação para evitar confrontos não intencionais na Síria, onde as forças russas estão presentes desde 2015.
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Lapid acrescentou que Israel tem relações duradouras tanto com a Rússia quanto com a Ucrânia. “Há dezenas de milhares de israelenses em ambos países, existem centenas de milhares de judeus em ambos os países, mantê-los seguros é nossa principal prioridade”, disse o ministro.
Acusações de nazismo
Em um discurso emotivo divulgado em vídeo e dirigido aos cidadãos russos, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, rechaçou, na quarta (23), as acusações de que os ucranianos são neonazistas, como são chamados pelo governo de Vladimir Putin.
“Estão dizendo a vocês que somos nazistas. Como pode uma nação que deu 8 milhões de vidas para combater o nazismo apoiá-lo? Como posso ser nazista? Conte ao meu avô sobre isso”, disse Zelensky. “Ele esteve, durante toda a guerra, na infantaria do exército soviético e morreu como coronel na Ucrânia independente.”
“Estão dizendo a vocês que odiamos a cultura russa? Como alguém pode odiar a cultura? Alguma cultura? Os vizinhos sempre se enriquecem culturalmente, mas isso não os torna um, não nos dissolve em vocês”, disse o presidente ucraniano. “Nós somos diferentes. Mas não é motivo para sermos inimigos.”
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Fonte: G1 Mundo