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Veja quais são as novas sanções anunciadas por Biden contra a Rússia

Casa Branca pretende isolar Vladimir Putin do mercado global, anunciando medidas diretas contra bancos e elite russa. País norte-americano promete isenção a países que replicarem seu posicionamento. Entenda por que a Rússia invadiu a Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, impôs sanções contra a Rússia nesta quinta-feira (24). As medidas são em resposta à invasão à Ucrânia, que também aconteceu nesta quinta-feira.
As sanções implicam em controles rigorosos de exportação, com impactos no sistema financeiro e no acesso à tecnologia de ponta da Rússia.
As medidas determinam custos severos às maiores instituições financeiras da Rússia e isolarão ainda mais o país do mercado global.
O impacto das sanções impostas deve ser ampliado devido à cooperação multilateral com outros países que também se posicionaram com Vladimir Putin. O Reino Unido, por exemplo, ameaça tomar ações contra a Rússia.
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Veja a seguir quais sanções foram impostas por Biden:
Sistema financeiro isolado
A Casa Branca disse que irá cortar a conexão do sistema financeiro dos EUA com a maior instituição financeira da Rússia, o Sberbank, incluindo 25 subsidiárias, impondo sanções de contas correspondentes e a pagar.
Isso restringirá o acesso às transações feitas em dólar do banco, que detém quase um terço dos ativos gerais do setor bancário do país.
A segunda maior instituição financeira da Rússia, o VTB Bank (VTB), incluindo 20 subsidiárias também sofrerá sanções. Os Estados Unidos prometeram proibir que americanos negociem com eles e congelar qualquer um dos ativos da VTB que entre no sistema financeiro dos EUA.
Outros bancos também serão bloqueados. São eles: Bank Otkritie, Sovcombank OJSC e Novikombank – e 34 subsidiárias.
Já haviam sido divulgadas medidas contra outros dois bancos: VEB e o Promsvyazbank.
Restrições de patrimônios
Treze das principais empresas e entidades russas terão novas restrições de dívida e patrimônio. São elas: Sberbank, AlfaBank, Credit Bank of Moscow, Gazprombank, Russian Agricultural Bank, Gazprom, Gazprom Neft, Transneft, Rostelecom, RusHydro, Alrosa, Sovcomflot e Russian Railways.
A medida inclui restrições a todas as transações, fornecimento de financiamento e de novas dívidas com vencimento superior a 14 dias.
Essas entidades possuem ativos estimados em quase US$ 1,4 trilhão e não poderão arrecadar dinheiro no mercado dos EUA.
Bloqueio da elite russa
A elite russa e seus familiares terão bloqueios adicionais. A Casa Branca nomeou os seguintes membros: Sergei Ivanov (e seu filho, Sergei), Andrey Patrushev (e seu filho Nikolai), Igor Sechin (e seu filho Ivan), Andrey Puchkov, Yuriy Solviev (e dois imóveis empresas que possui), Galina Ulyutina e Alexander Vedyakhin.
De acordo com os Estados Unidos, essa ação inclui “indivíduos que enriqueceram às custas do Estado russo e elevaram seus familiares a alguns dos mais altos cargos de poder do país”.
Um dos motivos para a sanção contra eles é que “são responsáveis por fornecer os recursos necessários para apoiar a invasão da Ucrânia por Putin”, diz nota.
Anteriormente, Biden já havia divulgado sanções contra outros três russos:
Denis Aleksandrovich Bortnikov, filho do diretor do serviço federal de segurança da Rússia
Petr Mikhailovich Fradkov, executivo do banco Promsvyazbank
Vladimir Sergeevich Kiriyenko, filho do chefe de gabinete de Putin
Sanções contra Bielorrússia
Os Estados Unidos impuseram medidas contra o país do leste europeu, a Bielorrúsia, por apoiar a invasão da Ucrânia. A ação afeta 24 indivíduos e entidades, incluindo dois bancos importantes do Estado, nove empresas de defesa e sete oficiais e elites ligados ao regime.
Medidas contra as forças armadas
Membros das forças armadas russa, incluindo o Ministério da Defesa do país, terão restrições de exportações de quase todos os itens dos EUA e que são produzidos em países estrangeiros usando determinados softwares, tecnologias ou equipamentos de origem norte-americana.
‘Sufocar’ importações
A Casa Branca declarou querer “sufocar a importação russa de bens tecnológicos críticos”. Para isso, serão negadas as exportações de tecnologia sensível, visando principalmente os setores de defesa, aviação e marítimo russos.
A ação inclui restrições em toda a Rússia sobre semicondutores, telecomunicações, segurança de criptografia, lasers, sensores, navegação, aéreos e tecnologias marítimas.
Cooperação ‘multilateral histórica’
A nota dos Estados Unidos alega possuir uma “cooperação multilateral histórica”, que irá restringir mais de US$ 50 bilhões em insumos-chave para a Rússia.
O país norte-americano promete dar isenção para outras nações que adotarem medidas igualmente rigorosas contra a Rússia.
A União Europeia, Austrália, Japão, Canadá, Nova Zelândia e Reino Unido, já declararam os planos de colaboração, diz o comunicado.
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Fonte: G1 Mundo