Presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (27) que país adotaria posicionamento ‘neutro’. Ministro das Relações Exteriores afirmou que presidente ‘pensava em imparcialidade’. O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, afirmou nesta segunda-feira (28), em entrevista exclusiva ao jornalista Nilson Klava, da GloboNews, que a posição do Brasil “é de equilíbrio e não de neutralidade” em relação à invasão russa à Ucrânia.
Tropas russas iniciaram nesta quinta-feira (24) uma invasão à Ucrânia, a qual já é considerada a maior ofensiva militar registrada na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial. Neste domingo (27), o presidente da República Jair Bolsonaro disse que o Brasil iria adotar um posicionamento “neutro” em relação ao conflito.
“Nossa posição é de equilíbrio. Ela não é de neutralidade. Eu penso que quando o presidente [Bolsonaro] falou em neutralidade ele pensava em imparcialidade. Eu acho que essa nossa posição é uma posição de equilíbrio, uma posição dedicada na busca do diálogo e da reconciliação. Essa é a nossa fortaleza”, disse França.
França disse que Bolsonaro utilizou a palavra “neutralidade” “no sentido de imparcialidade”, não no sentido de “indiferença” e que a posição do Brasil é “balanceada”.
“O presidente Bolsonaro ontem no Guarujá ele usou a palavra neutralidade, mas ele também falou em posição de equilíbrio. A nossa posição no Brasil ela é de equilíbrio e não de neutralidade. Quando o presidente usou neutralidade é no sentido de imparcialidade. Não é no sentido de indiferença. A posição do Brasil é uma posição balanceada”, disse o ministro.
‘Construtor de consenso’
Ainda, segundo França, o Brasil pretende ser um “construtor de consenso”, o qual seria responsável por “chamar as partes para a negociação”.
“A fortaleza do Brasil […] é justamente ser um construtor de consenso. É chamar as partes para negociação. Foi assim em 1948, quando a participação do Brasil, da diplomacia brasileira foi decisiva para a criação do estado de Israel. Foi assim mais recentemente na Cop 26, onde potências como Japão, Reino Unido, quer dizer: pediram ao Brasil que o talento negociador, a capacidade negociadora do Brasil servisse. Nós só fechamos o acordo da Cop 26, foi reconhecido por esses países, porque o Brasil, a sua equipe negociadora entrou em campo e ajudou a criar esse consenso”, disse França.
O ministro afirmou também que o Brasil pretende “encontrar uma saída para a crise” e que o país não pretende “apontar o culpado”.
“Nós queremos é encontrar uma saída para a crise. Uma saída que permita dar condições duradouras à paz naquela região [..] Não queremos apontar o culpado”, disse França.
Sanções
Com o endurecimento do conflito no Leste Europeu, os EUA, a União Europeia e o Reino Unido anunciaram nesta sexta-feira (25) sanções econômicas à Rússia.
Sanções à Rússia: como fica o comércio com o Brasil?
Sobre as sanções, o ministro das Relações Exteriores disse que é necessário cuidado para que as medidas “não sejam seletivas” e beneficiem “determinados países em detrimento do crescimento econômico de todos os outros”.
“O que eu acho que nós precisamos ter cuidado também é que essas sanções não sejam seletivas, que elas não preservem apenas interesses de determinados países em detrimento do crescimento econômico de todos os outros. E não é de interesse de ninguém que nós temos uma sessão mundial neste momento”, disse França.
VÍDEOS: notícias sobre política
Tropas russas iniciaram nesta quinta-feira (24) uma invasão à Ucrânia, a qual já é considerada a maior ofensiva militar registrada na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial. Neste domingo (27), o presidente da República Jair Bolsonaro disse que o Brasil iria adotar um posicionamento “neutro” em relação ao conflito.
“Nossa posição é de equilíbrio. Ela não é de neutralidade. Eu penso que quando o presidente [Bolsonaro] falou em neutralidade ele pensava em imparcialidade. Eu acho que essa nossa posição é uma posição de equilíbrio, uma posição dedicada na busca do diálogo e da reconciliação. Essa é a nossa fortaleza”, disse França.
França disse que Bolsonaro utilizou a palavra “neutralidade” “no sentido de imparcialidade”, não no sentido de “indiferença” e que a posição do Brasil é “balanceada”.
“O presidente Bolsonaro ontem no Guarujá ele usou a palavra neutralidade, mas ele também falou em posição de equilíbrio. A nossa posição no Brasil ela é de equilíbrio e não de neutralidade. Quando o presidente usou neutralidade é no sentido de imparcialidade. Não é no sentido de indiferença. A posição do Brasil é uma posição balanceada”, disse o ministro.
‘Construtor de consenso’
Ainda, segundo França, o Brasil pretende ser um “construtor de consenso”, o qual seria responsável por “chamar as partes para a negociação”.
“A fortaleza do Brasil […] é justamente ser um construtor de consenso. É chamar as partes para negociação. Foi assim em 1948, quando a participação do Brasil, da diplomacia brasileira foi decisiva para a criação do estado de Israel. Foi assim mais recentemente na Cop 26, onde potências como Japão, Reino Unido, quer dizer: pediram ao Brasil que o talento negociador, a capacidade negociadora do Brasil servisse. Nós só fechamos o acordo da Cop 26, foi reconhecido por esses países, porque o Brasil, a sua equipe negociadora entrou em campo e ajudou a criar esse consenso”, disse França.
O ministro afirmou também que o Brasil pretende “encontrar uma saída para a crise” e que o país não pretende “apontar o culpado”.
“Nós queremos é encontrar uma saída para a crise. Uma saída que permita dar condições duradouras à paz naquela região [..] Não queremos apontar o culpado”, disse França.
Sanções
Com o endurecimento do conflito no Leste Europeu, os EUA, a União Europeia e o Reino Unido anunciaram nesta sexta-feira (25) sanções econômicas à Rússia.
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Sobre as sanções, o ministro das Relações Exteriores disse que é necessário cuidado para que as medidas “não sejam seletivas” e beneficiem “determinados países em detrimento do crescimento econômico de todos os outros”.
“O que eu acho que nós precisamos ter cuidado também é que essas sanções não sejam seletivas, que elas não preservem apenas interesses de determinados países em detrimento do crescimento econômico de todos os outros. E não é de interesse de ninguém que nós temos uma sessão mundial neste momento”, disse França.
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Fonte: G1 Mundo