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Chanceler alemão Olaf Scholz é surpreendido por duas ativistas de topless contra a guerra na Ucrânia


Manifestantes aproveitaram a sessão de portas abertas organizada pelo governo neste fim de semana para entrar na chancelaria alemã e protestar contra a invasão russa da Ucrânia. O primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, após reunião nesta segunda-feira (2), na Embaixada da Índia, um dos países convidados para a próxima cúpula do G7.
Lisi Niesner/ Reuters
Duas ativistas surpreenderam o chanceler alemão, Olaf Scholz, e posaram ao lado dele na frente dos fotógrafos com o peito exposto e a inscrição contra a Rússia “embargo ao gás, agora” pintada em seu peito.
As duas manifestantes aproveitaram a sessão de portas abertas organizada pelo governo neste fim de semana para entrar na chancelaria alemã e protestar contra a invasão russa da Ucrânia. As forças de segurança intervieram rapidamente e as levaram embora.
A Alemanha é fortemente dependente do gás russo e até agora não impôs um embargo total a esse recurso.
Manifestantes se aproximam do chanceler alemão Olaf Scholz durante o “Dia da Casa Aberta” do governo em Berlim.
REUTERS/Michele Tantussi
Questionado pela população neste domingo, Scholz lembrou os esforços feitos pelo seu executivo para encontrar fontes alternativas de energia, como o gás natural liquefeito, cujos primeiros terminais – que Berlim pretende começar a construir em breve – poderão estar operacionais no início de 2023.
“Depois disso, nosso problema de segurança de abastecimento pode ser resolvido no início de 2024”, acrescentou o chanceler.
Manifestantes se aproximam do chanceler alemão Olaf Scholz durante o “Dia da Casa Aberta” do governo em Berlim.
REUTERS/Michele Tantussi
Rejeição em alta
Cerca de dois terços dos alemães estão insatisfeitos com o trabalho do chanceler Olaf Scholz e sua coalizão, que enfrenta crise após crise desde que ele assumiu o cargo em dezembro, de acordo com uma pesquisa publicada neste domingo.
Apenas 25% dos alemães acreditam que o social-democrata está fazendo bem seu trabalho, abaixo dos 46% de março, segundo a pesquisa do Insa para o jornal “Bild am Sonntag”.
Por outro lado, 62% dos alemães acham que Scholz –que foi vice-chanceler da veterana líder conservadora Angela Merkel na coalizão governista anterior– cumpre mal suas funções, um número recorde, em comparação com apenas 39% em março.
Desde que assumiu o poder, Scholz teve que lidar com a guerra na Ucrânia, uma crise de energia, inflação crescente e agora a seca –tudo levando a maior economia da Europa à beira de uma recessão. Os críticos o acusaram de não mostrar liderança.
* Com informações da AFP e Reuters.

Fonte: G1 Mundo