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SLIDE TOCANTINS

Quarenta fugitivos de presídios ainda não foram encontrados no Tocantins

Nos últimos três anos, 110 presos fugiram de unidades prisionais do Tocantins. Deste total, 40 ainda não foram recapturados. Só em 2018, segundo levantamento da Secretaria de Cidadania e Justiça, foram cinco fugas registradas, sendo que 36 presos conseguiram escapar das unidades. A mais recente foi na cadeia de Miranorte, quando os criminosos figiram após fazer uma rebelião e render os agentes penitenciários.

A situação das unidades prisionais no estado é de superlotação. Segundo número do Conselho Nacional de Justiça, a Casa de Prisão Provisória de Palmas, por exemplo, tem atualmente 750 presos, sendo que tem espaço apenas para 260. Em Paraíso do Tocantins, a unidade deveria abrigar 50 homens, mas têm cerca de 300.

Ao todo, segundo o governo, o sistema prisional do estado tem capacidade para 2.024 presos, mas possui 3.920. A quantidade favorece a ocorrência de fugas.

Fugas

Em 2016, a secretaria afirmou que foram 31 fugitivos. Naquele ano, 29 foram recapturados pela polícia. No ano seguinte, a quantidade de fugitivos subiu para 43 e menos da metade foi presa novamente.

A maior fuga em 2017 foi na CPP de Palmas, quando criminosos usaram dinamite para explodir a muralha do presídio. Vinte homens fugiram e sete ainda não foram capturados até o momento.

Ainda segundo o levantamento da Secretaria de Cidadania e Justiça, em 2018, dos 36 homens que fugiram, 20 foram recapturados. A maior fuga foi no último final de semana, em Miranorte, após uma rebelião. Dos 18 fugitivos, 11 foram detidos novamente e um morreu até esta quinta-feira (2).

Para a Ordem dos Advogados do Brasil, apenas a abertura de novas vagas não vai resolver o problema do sistema prisional. “Hoje existe uma necessidade de criação de vagas imediata, em função da demanda enorme. Mas para o futuro, a solução vai mais no sentido da criação de projetos ressocializadores”, diz o advogado Marcelo Rezende.

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