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Novas regras determinam preservação de cabines telefônicas vermelhas britânicas


Empresa reguladora de telecomunicações propõe manter cabines em áreas consideradas um ponto crítico de acidentes ou suicídios, e aquelas que receberam mais de 52 ligações nos últimos 12 meses. Pessoas em zonas rurais, sem cobertura móvel, também seriam beneficiadas. Homem usando máscara passa por tradicionais cabines telefônicas vermelhas em Londres, em foto de 20 novembro de 2020
AP Photo/Matt Dunham
Milhares das icônicas cabines telefônicas vermelhas do Reino Unido serão protegidas de remoção sob novas regras, disse o regulador local das telecomunicações nesta terça-feira (9).
As cabines telefônicas públicas podem parecer relíquias obsoletas para muitos em uma era de smartphones onipresentes, mas a empresa reguladora das telecomunicações britânicas, a Ofcom, disse que elas ainda podem ser uma “tábua de salvação” para pessoas necessitadas.
A reguladora está propondo regras para evitar que 5 mil cabines em áreas com cobertura móvel ruim sejam retiradas.
Segundo a empresa, cabines telefônicas em áreas consideradas um ponto crítico de acidentes ou suicídios, e aquelas que receberam mais de 52 ligações nos últimos 12 meses, também atenderiam aos critérios.
A Ofcom disse que ainda existem cerca de 21 mil cabines em todo o país e que quase 150 mil chamadas foram feitas para serviços de emergência de cabines telefônicas no período de um ano até maio de 2020.
Cerca de 45 mil chamadas também foram feitas para outras linhas de apoio, como o Samaritanos.
“Algumas das cabines que planejamos proteger são usadas para fazer um número relativamente baixo de chamadas. Mas, se uma dessas ligações for de uma criança em dificuldades, uma vítima de acidente ou alguém pensando em suicídio, essa linha telefônica pública pode ser uma tábua de salvação em um momento de grande necessidade ”, disse Selina Chadha, diretora de conectividade da Ofcom.
“Também queremos ter certeza de que as pessoas sem cobertura móvel, muitas vezes em áreas rurais, ainda possam fazer chamadas”, acrescentou.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA gastarão mais US$1 bi na compra de comprimidos contra Covid-19 da MSD

O remédio é monitorado atentamente desde que dados do mês passado mostraram que, quando administrado no início da doença, pode reduzir pela metade a chance de pessoas com mais risco de desenvolverem casos graves de Covid-19 morrerem ou serem hospitalizadas. Farmacêutica americana anuncia antiviral que reduz pela metade hospitalizações e mortes por Covid
O governo dos Estados Unidos gastará mais US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,49 bilhões, na cotação atual) na compra de comprimidos contra a Covid-19 produzidos pela MSD e pela parceira Ridgeback Biotherapeutics, informaram as empresas nesta terça-feira (9).
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Em junho, o governo norte-americano acertou a compra de 1,7 milhão de tratamentos de molnupiravir por 1,2 bilhão de dólares, e agora está acionando a opção de comprar mais 1,4 milhão de tratamentos.
A nova compra eleva o total de tratamentos garantidos a 3,1 milhões pelo valor de 2,2 bilhões de dólares. A MSD disse que o contrato dá ao governo o direito de adquirir ainda mais 2 milhões de tratamentos.
O remédio é monitorado atentamente desde que dados do mês passado mostraram que, quando administrado no início da doença, pode reduzir pela metade a chance de pessoas com mais risco de desenvolverem casos graves de Covid-19 morrerem ou serem hospitalizadas.
“O molnupiravir, se autorizado, estará entre as vacinas e remédios disponíveis para combater a Covid-19, parte de nossos esforços coletivos para acabar com esta pandemia”, disse Frank Clyburn, presidente da unidade de saúde humana da MSD.
Com opções limitadas para tratar pessoas com Covid-19, o governo dos EUA também assegurou milhões de doses do antiviral da rival Pfizer, que na semana passada se demonstrou reduzir em 89% o risco de hospitalização ou morte de adultos com risco de desenvolver doenças graves.
Um pedido de aprovação da MSD à Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) será analisado por uma comissão de especialistas independentes em 30 de novembro.
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Fonte: G1 Mundo

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Travis Scott vai pagar despesas com funeral das pessoas que morreram em show, diz site


Segundo TMZ, rapper também vai ajudar com assistência psicológica para quem ficou ferido ou traumatizado. Oito pessoas morreram e criança de 9 anos entrou em coma induzido. Show nos EUA termina em tragédia com 8 mortos e mais de 300 feridos
Travis Scott está se oferecendo para pagar as despesas de funeral das vítimas que morreram no show em Houston, no Texas, nesta sexta-feira (5), segundo o site TMZ.
O rapper também vai fazer uma parceria com uma rede de profissionais de saúde mental para oferecer apoio profissional para quem foi ao festival Astroworld e acabou traumatizado.
Além das oito pessoas que morreram, um garoto de 9 anos que ficou ferido no show entrou em um coma induzido, de acordo com reportagens publicadas em jornais dos Estados Unidos nesta terça-feira (9).
As mortes ocorreram quando a plateia correu para a região que ficava na frente do palco.
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Ezra Blount, o menino de 9 anos, estava nos ombros do pai. Quando os fãs começaram a se esmagar na plateia, o pai do garoto desmaiou. Quando ele acordou, não encontrou mais seu filho.
Travis Scott festival Astroworld, no NRG Park, em Houston
Amy Harris / Invision / via AP Photo
A família começou a ligar para os hospitais até que conseguiu localizar a criança em um hospital infantil.
Segundo os médicos, o cérebro do menino inchou, e os batimentos do coração chegaram a ser interrompidos antes do garoto chegar ao hospital.
Os médicos induziram o coma até que o inchamento passe e as funções cardíaca e cerebral voltem ao normal.
A criança também sofreu danos nos pulmões, no fígado e nos rins.
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Fonte: G1 Mundo

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Inglaterra vai impor vacinação obrigatória a profissionais de saúde pública


Trabalhadores da linha de frente na Inglaterra poderão perder o emprego caso se recusem a vacinar. Enfermeiro prepara a aplicação de uma dose da vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 aplicada em um hospital de Londres nesta foto de 8 de dezembro de 2020
Frank Augstein/Pool/Reuters/Arquivo
O governo britânico anunciou nesta terça-feira (9) a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 dos profissionais de saúde pública da linha de frente na Inglaterra, a partir de 1º de abril, sob pena de perder o emprego.
Depois de uma consulta sobre este assunto, “cheguei à conclusão de que todos os que trabalham (com pacientes) para o NHS”, o serviço público de saúde, “têm de ser vacinados”, disse o ministro da Saúde, Sajid Javid, ao Parlamento.
Essa medida foi tomada em um momento em que os serviços de saúde com financiamento público enfrentam uma enorme lista de espera em todas as especialidades devido a uma redução drástica nas consultas durante a pandemia de Covid-19.
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Ficam isentos desta obrigação aqueles que não trabalham em contato direto com os pacientes ou não possam ser vacinados por motivos de saúde.
Referindo-se a números recentes, Javid observou que “cerca de 90% do pessoal do NHS já recebeu duas doses” da vacina, embora em alguns hospitais “esse número caia para quase 80%”.
Todos os funcionários de lares de idosos na Inglaterra foram convidados a se vacinar totalmente contra o coronavírus na próxima quinta-feira (11).
O NHS, um dos maiores serviços de saúde do mundo, tem cerca de 1,2 milhão de funcionários, dos quais mais de 627.000 praticam cuidados de saúde na linha de frente.
No Reino Unido, cada um de seus quatro países (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) decide sua própria política de saúde.
Alguns outros países impuseram a obrigação de vacinar a seus profissionais de saúde, como Itália, França e Grécia.

Fonte: G1 Mundo

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Vídeo: mulheres hindus tomam banho em rio com espuma de poluição na Índia

Hindus dizem que não têm opção e que rio poluído de Nova Delhi é o único em que podem usar para um de seus rituais. Mulheres entram em rio poluído na Índia
Uma espuma tóxica de poluição cobriu partes do rio Yamuna, que passa pela capital da Índia, Nova Delhi, na terça-feira (9).
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A espuma tóxica apareceu no rio durante o Chhath Puja, um festival religioso para agradecer ao Deus Sol por conceder bênçãos de vida na terra.
Mesmo com a poluição, alguns hindus se banharam nas águas do Yamuna
Mulheres foram vistas tomando banho e rezando entre as manchas de espuma.
Os participantes da cerimônia afirmam que a água é extremamente suja, mas que eles não têm opções.
O Conselho de Abastecimento de Água do governo de Nova Delhi culpou os resíduos industriais e poluentes não tratados dos estados vizinhos de Haryana e Uttar Pradesh pelo agravamento da poluição do Yamuna.
De acordo com um ativista, a sujeira é consequência principalmente ao despejo ilegal de lixo industrial e esgoto não tratado.
“Esgoto não tratado e efluente não tratado de indústrias de tingimento estão sendo lançados no rio Yamuna diretamente por estações de tratamento de esgoto. Todos podem ver o estado do rio, que há espuma, há poluição, a água está suja”, disse o ativista Varun Gulati.
De acordo com Gulati, as indústrias de denim, a maioria delas instaladas de maneira ilegal em áreas residenciais da capital, estão despejando mais água poluída em estações de tratamento de esgoto do que o permitido, e as violações continuam sem monitoramento.
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Fonte: G1 Mundo

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Vídeo: nos EUA, pastor derruba e desarma homem com pistola em igreja pentecostal

Um homem ameaçava pessoas dentro de uma igreja até que foi derrubado e desarmado por um pastor. Pastor desarma homem durante culto cristão nos EUA
Um pastor conseguiu interromper um homem que puxou uma arma durante uma cerimônia religiosa cristã no domingo (7) no estado do Tennessee, nos Estados Unidos.
Dezire Baganda, de 26 anos, sentou-se na primeira fileira da Igreja Pentecostal Nashville Light Mission. Durante um momento da cerimônia, ele se levantou, exibiu uma arma e foi até a frente do altar.
Nesse momento, o pastor estava rezando com outros membros da igreja.
Baganda balançou a arma no ar e ameaçou as pessoas que estavam no recinto.
O vídeo de segurança o mostra de frente aos membros da igreja.
O pastor, então, surge por trás e o derruba no chão.
Uma parte das pessoas que estavam na igreja foge, mas outros ajudam o pastor a desarmar Baganda. Nenhum tiro foi disparado.
O homem com a arma não era da igreja, mas já tinha aparecido em outras cerimônias.
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Fonte: G1 Mundo

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Nicarágua: Como Ortega foi de revolucionário discreto a governante mão de ferro


Os resultados preliminares das eleições gerais desta semana apontam para outra reeleição de Ortega como presidente da Nicarágua. São 20 anos consecutivos no poder, mas, ao somar outros mandatos, Ortega já comandou o país por quase três décadas. Daniel Ortega em 1984, quando assumiu o poder pela primeira vez
Getty Images via BBC
Os resultados preliminares das eleições gerais da Nicarágua, disputadas no domingo (7), sugerem que o atual presidente, Daniel Ortega, venceu por maioria esmagadora dos votos.
O Conselho Supremo Eleitoral informou no início da tarde de segunda-feira que, com 50% das urnas apuradas, o partido de Ortega, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), obteve 74,99% dos votos a nível nacional.
Ortega enfrentou partidos políticos rotulados como “colaboracionistas” de seu governo. Por outro lado, mais de 30 líderes da oposição foram presos, incluindo sete candidatos presidenciais que não puderam concorrer.
A comunidade internacional criticou duramente o processo eleitoral da Nicarágua, chamando-o de “antidemocrático”, “ilegítimo” e “sem credibilidade”. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, referiu-se à eleição como “farsa”.
Terminado o atual mandato, Ortega soma 20 anos consecutivos no poder. Se contarmos outros mandatos, ele já ocupou a cadeira de presidente da Nicarágua por um total de 29 anos.
Ele liderou o país pela primeira vez ao ser eleito coordenador do Conselho de Administração, em 1981, dois anos depois do triunfo da Revolução Sandinista (1979). Em 1984, ele ganhou as eleições, ocupando a presidência até 1990.
Ortega voltou ao poder em 2007 e está no comando do país desde então.
O presidente está no poder há mais tempo do que qualquer membro da dinastia dos Somozas, grupo familiar que comandou o país por mais de 40 anos e que o próprio Ortega ajudou a derrubar.
Anastasio Somoza García foi presidente por 16 anos e seus filhos Luis Somoza Debayle e Anastasio Somoza Debayle governaram a Nicarágua por quase 7 e 9 anos, respectivamente.
Na história da América Latina, Ortega fica atrás apenas de Fidel Castro (Cuba), Porfirio Díaz (México), Alfredo Stroessner (Paraguai) e Rafael Leónidas Trujillo (República Dominicana) no rol de governantes que por mais tempo permaneceram no poder na região.
Abaixo, a BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, listou cinco pontos que explicam a chegada de Ortega ao poder e como ele conseguiu permanecer por tanto tempo no cargo.
1- O eterno único candidato da Frente Sandinista
Ortega se tornou a face mais conhecida da revolução sandinista que derrubou o regime de Somoza em 1979. Após o triunfo, o Conselho de Administração da Reconstrução Nacional foi instalado como um governo transitório da Nicarágua.
Em março de 1981, a Direção Nacional da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) elegeu Ortega como coordenador.
“Daniel Ortega aproveitou sua personalidade discreta para se posicionar como o homem da Frente Sandinista no Conselho de Administração que foi instalado após a derrubada de Somoza”, diz o jornalista Fabián Medina, autor do livro El prisioneiro 198, um perfil do mandatário.
“Ortega foi escolhido pelo Diretório Nacional porque parecia menos perigoso do que os três principais comandantes da época: Henry Ruiz, Tomas Borge e Humberto Ortega. Todos queriam ser presidentes e nenhum aceitava os outros dois”, lembra Medina.
Posteriormente, Ortega foi eleito candidato da Frente Sandinista nas eleições de 1984, quando conquistou a presidência pela primeira vez.
“Já nos anos 1990 ele manteve o controle, eliminando dissidências e rivais internos que apareciam, de tal forma que, quando havia eleição, só restava ele”, acrescenta o jornalista.
Nos últimos 37 anos, Ortega foi o único candidato à presidência pelo partido FSLN. Ele já se candidatou em oito campanhas.
Perdeu o poder em 1990 para Violeta Barrios de Chamorro e também nas duas eleições seguintes: 1996 e 2001.
Mas voltou em 2007 e se mantém no cargo desde então.
“Ortega continuará a dirigir seu partido até morrer, esse é o seu modelo”, disse a ex-guerrilheira e figura-chave da revolução sandinista, Dora María Téllez, ao jornal La Prensa, no início de 2021.
Tellez está presa junto a 38 outros opositores do atual presidente.
2 – O pacto que permitiu a Ortega voltar ao poder
Após 16 anos tentando retornar à presidência, Ortega foi bem-sucedido nas eleições de novembro de 2006.
Àquela altura, ele não era mais um homem vestido com um uniforme sandinista e com um discurso revolucionário. Em vez disso, tinha um slogan de campanha que proclamava “paz e reconciliação nacional” e que se autodenominava “socialista” e “cristão”.
Ortega voltou ao poder com apenas 38% dos votos.
O retorno ocorreu graças a um acordo entre ele e o ex-presidente Arnoldo Alemán, líder do Partido Liberal Constitucional (PLC). Anos antes, os dois concordaram em baixar o limite mínimo para a eleição de um candidato de 45% para 35% dos votos.
A lei eleitoral anterior estabelecia que as eleições seriam vencidas se um dos candidatos tivesse 45% dos votos no primeiro turno. Após o acordo, ficou definido que a presidência seria conquistada com 40% no primeiro turno, ou com 35% dos votos se houvesse uma diferença de pelo menos 5% entre o primeiro e o segundo colocados.
“A implementação deste pacto gerou graves consequências no exercício, proteção e garantia dos direitos humanos e no enfraquecimento do Estado de Direito”, afirmou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em seu relatório “Nicarágua: Concentração de poder e enfraquecimento do Estado de Direito”, publicado em 28 de outubro.
3 – As reformas
Quando Daniel Ortega assumiu o poder em 2007, a Constituição da Nicarágua proibia a reeleição consecutiva e também a candidatura ao cargo depois de dois mandatos em momentos diferentes.
Em outras palavras, se a lei fosse cumprida, Ortega não poderia se tornar presidente da Nicarágua novamente.
Dois anos depois de sua chegada ao poder, no entanto, a Suprema Corte emitiu uma decisão declarando o artigo 147 da Constituição que proibia a reeleição “inaplicável”.
Essa decisão abriu caminho para Ortega concorrer nas eleições de 2011.
No final de 2013, ele enviou uma proposta de reforma constitucional que foi posteriormente aprovada pela Assembleia Nacional, por maioria sandinista.
A reforma permitiu a reeleição por tempo indeterminado, estabeleceu a eleição do presidente no primeiro turno por maioria simples e possibilitou ao presidente expedir decretos com força de lei.
“Tenho certeza de que haverá mais paz, mais segurança, mais tranquilidade, mais esperança e mais alegria no povo da Nicarágua”, disse Ortega em discurso anterior à aprovação da reforma.
No final do ano passado, a Organização dos Estados Americanos (OEA) emitiu uma resolução estabelecendo maio de 2021 como prazo final para o governo do país aprovar reformas eleitorais que garantissem eleições livres, democráticas e transparentes.
Terminado o prazo, a Assembleia Nacional aprovou reformas que foram criticadas pela comunidade internacional.
Com as mudanças, Ortega manteve o controle do Conselho Superior Eleitoral, anulou a observação independente das eleições e proibiu o financiamento de candidatos.
Além disso, a reforma incorporou a chamada Lei de Defesa dos Direitos dos Povos à Independência: a legislação permite que pessoas que participaram dos grandes protestos contra Ortega em 2018 sejam proibidas de se candidatar.
“Os EUA e a comunidade internacional estão alarmados com a decisão do governo Ortega de ignorar o apelo do povo nicaraguense por reformas eleitorais significativas”, disse Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, após a aprovação das reformas. A CIDH e a União Europeia também expressaram preocupação com as mudanças.
“A concentração de poder permitiu ao Executivo emitir uma série de normas e reformas para reprimir, perseguir, censurar, garantir privilégios e, em última instância, acabar com a participação da oposição nas próximas eleições de novembro de 2021. O objetivo é a perpetuação no poder indefinidamente e a manutenção de privilégios e imunidades”, afirmou a CIDH em seu relatório.
4. Cerco de oponentes
Em 2 de junho, o governo Ortega impôs prisão domiciliar a Cristiana Chamorro Barrios, então candidata à presidência da Nicarágua.
Ela foi acusada de “administração abusiva, falsidade ideológica e lavagem de ativos”, entre outros.
Nos dias seguintes, mais seis candidatos foram detidos. Todos permanecem na prisão.
O governo Ortega acusa os opositores de “praticar atos que minam a independência, a soberania e a autodeterminação, incitar a ingerência estrangeira em assuntos internos, pedir intervenções militares, organizar-se com financiamento de potências estrangeiras para realizar atos de terrorismo e desestabilização”.
Para isso, toma como base a Lei de Defesa dos Direitos dos Povos à Independência, aprovada pelo próprio parlamento sandinista no final do ano passado.
Em 23 de junho, Ortega fez um discurso no qual justificou as prisões.
“Não estamos julgando políticos ou candidatos. Estamos julgando criminosos que atacaram o país tentando organizar novamente outro golpe de 18 de abril”, disse ele, referindo-se às manifestações antigoverno que começaram em 18 de abril de 2018.
A repressão policial aos protestos deixou pelo menos 325 pessoas mortas, segundo organizações internacionais.
Uma pesquisa realizada em setembro pelo instituto CID-Gallup revelou que 65% dos entrevistados votariam em qualquer um dos candidatos da oposição que estão sob custódia do Estado.
Se as eleições de domingo tivessem sido transparentes e competitivas, Ortega provavelmente teria perdido para qualquer um dos candidatos atrás das grades, segundo analistas.
Neste domingo, a cédula eleitoral tinha mais cinco candidatos, além de Ortega. Cinco rostos pouco conhecidos na Nicarágua.
“Esses candidatos se autodenominam oponentes, mas na verdade não têm feito mais do que servir como um mecanismo de validação neste processo de votação”, disse Alexa Zamora, membro do Conselho Político de oposição da Unidade Nacional Azul e Branca (UNAB).
“Eles são claramente identificados pela população como partidos colaboracionistas”, acrescentou.
5. Pragmatismo de Ortega
Quando Ortega ganhou as eleições de novembro de 2006, sua campanha foi centrada “na paz e na reconciliação”, mas sempre com discursos anti-imperialistas. Porém, ele já não ostentava a antiga imagem de guerrilheiro, mas sim de um homem moderado que mais tarde se aproximou do setor privado e da Igreja Católica.
Como em quase todos os seus discursos, na posse de 10 de janeiro de 2007, Ortega criticou o “capitalismo selvagem e o neoliberalismo”, mas também se mostrou aberto a manter boas relações com os organismos financeiros internacionais.
Os EUA, que Ortega insiste em chamar de “império”, são na verdade o maior parceiro comercial da Nicarágua.
“Ortega abraçou o marxismo como um padrão de luta típico dos anos 60 e 70. A única coisa que Ortega realmente tem em comum com a esquerda latino-americana é o anti-imperialismo. Ortega nestes anos provou ser o melhor aluno do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele pratica o neoliberalismo que tanto ataca”, diz o analista político Eliseo Núñez.
Até os protestos de 2018, Ortega mantinha uma boa relação com o empresariado do país. Mas os empresários aderiram às manifestações contra o governo e, a partir de 2018, essa ruptura teve consequências: o Produto Interno Bruto (PIB) caiu por três anos consecutivos.
“As mobilizações sociais marcaram uma mudança na relação entre o setor privado e o governo”, diz Tiziano Breda, analista para a América Central da ONG International Crisis Group.
Neste ano, quatro dos principais representantes do empresariado do país foram presos sob a acusação ​​de “conspiração”, “pedido de intervenção militar”, “terrorismo”, “traição” e “lavagem de dinheiro”.

Fonte: G1 Mundo

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Impeachment de Sebastián Piñera: quais são os próximos passos?


Câmara dos Deputados do Chile aprovou nesta terça a abertura do impeachment do presidente chileno; agora é o Senado quem precisa decidir sobre o futuro político de Piñera nas vésperas das eleições. Deputados do Chile aprovam abertura de impeachment contra Sebastián Piñera
A Câmara dos Deputados do Chile aprovou nesta terça-feira (9) a abertura do impeachment do presidente Sebastián Piñera por suspeitas de corrupção durante seu mandato.
Com maioria simples de 78 votos necessários, os deputados chilenos alcançaram o número necessário para que a acusação pudesse avançar para o Senado.
Agora a votação passa pelos senadores que decidirão sobre o futuro da acusação contra o atual mandatário a semanas das próximas eleições. Veja quais são os próximos passos:
Presidente do Chile, Sebastián Piñera, em outubro de 2021
Esteban Felix/AP Photo
Dois terços do Senado
Para o impeachment de Piñera ser aprovado pelo Senado chileno, ele precisa de dois terços dos votos da casa – no mínimo 29 dos 43 senadores do país.
Segundo a legislação chilena, o Senado tem um prazo de até seis dias após a notificação formal da Câmara para agendar a votação do julgamento político.
Câmara dos Deputados do Chile em foto de 9 de novembro de 2021
Rodrigo Garrido/Reuters
Até o momento, os opositores ao presidente chileno parecem garantir apenas 24 votos dos senadores, cinco a menos dos que faltam para decidir pelo seguimento do processo.
No entanto, se a acusação for aprovada nas duas casas, o presidente será retirado do cargo e ficará impossibilitado de exercer funções públicas por cinco anos.
Eleições em 21 de novembro
O processo de impeachment de Piñera ocorre a semanas das eleições presidenciais e legislativas no Chile, marcadas para 21 de novembro.
Congressistas precisam correr para dar sequência ao julgamento antes do fim de seus mandatos.
Uma pesquisa de opinião revelou que 67% dos chilenos concordam com a acusação contra o presidente conservador, que não concorre neste pleito.
Partidos de esquerda, no entanto, têm apresentado bons resultados nas pesquisas de intenção de voto e poderão aumentar sua participação no congresso chileno.
Mulher vota em eleições em Valparaiso, no Chile, em foto de arquivo
Reuters/Rodrigo Garrido
A acusação
O presidente chileno estaria ligado à venda de uma empresa mineradora, a Dominga, nas Ilhas Virgens, um paraíso fiscal. O caso foi revelado pelas reportagens do Pandora Papers.
O negócio ocorreu em 2010, quando Piñera estava em seu primeiro mandato como presidente.
O Ministério Público abriu uma investigação para apurar se houve pagamento de propina e violações tributárias na transação.

Fonte: G1 Mundo

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Criança de 9 anos que ficou ferida em show de Travis Scott entra em coma induzido


Oito pessoas que estavam no show morreram. Criança estava nos ombros do pai, que desmaiou no meio da plateia. Show nos EUA termina em tragédia com 8 mortos e mais de 300 feridos
Um garoto de 9 anos que ficou ferido durante o festival de música Astroworld, do rapper Travis Scott, entrou em um coma induzido, de acordo com reportagens publicadas em jornais dos Estados Unidos nesta terça-feira (9).
Pelo menos oito pessoas morreram na noite de abertura do festival Astroworld, durante show do rapper Travis Scott. O evento aconteceu na sexta-feira (5), em Houston, Texas.
As mortes ocorreram quando a plateia correu para a região que ficava na frente do palco.
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Ezra Blount, o menino de 9 anos, estava nos ombros do pai. Quando os fãs começaram a se esmagar na plateia, o pai do garoto desmaiou. Quando ele acordou, não encontrou mais seu filho.
A família começou a ligar para os hospitais até que conseguiu localizar a criança em um hospital infantil.
Segundo os médicos, o cérebro do menino inchou, e os batimentos do coração chegaram a ser interrompidos antes do garoto chegar ao hospital.
Os médicos induziram o coma até que o inchamento passe e as funções cardíaca e cerebral voltem ao normal.
Travis Scott festival Astroworld, no NRG Park, em Houston
Amy Harris / Invision / via AP Photo
A criança também sofreu danos nos pulmões, no fígado e nos rins.
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Enfermeira que matou pacientes é condenada à prisão perpétua no Japão

Ayumi Kuboki, de 34 anos, admitiu ter matado pacientes entre 70 e 80 anoso ao contaminar seus soros intravenosos com desinfetante. Assassinatos ocorreram há 5 anos e chocaram o país. Uma enfermeira japonesa que matou três pacientes ao contaminar seus soros intravenosos com desinfetante foi condenada à prisão perpétua nesta terça-feira (9).
Ayumi Kuboki, de 34 anos, admitiu ter matado os pacientes, que tinham entre 70 e 80 anos, durante o julgamento. Os assassinatos ocorreram há cinco anos e chocaram o país.
Ela chegou a afirmar à polícia que matou 20 pessoas em dois meses, mas depois disse aos promotores que não falaria sobre o fato durante o julgamento.
Prisão perpétua ou pena de morte?
O juiz do tribunal distrital de Yokohama, responsável pelo caso, afirmou ter considerado a hipótese de condenar Kuboki à morte.
“Ela disse que se arrepende e quer pagar por seu crime. Há uma possibilidade de que ela se reabilite”, disse o juiz ao desistir da pena capital.
O Japão é um dos poucos países desenvolvidos que ainda aplicam a pena de morte — e ela tem grande apoio popular, apesar das críticas internacionais.
Mais de 100 pessoas aguardam na fila para serem executadas atualmente.
‘Matou pessoas inocentes’
Os promotores haviam pedido a pena capital para Kuboki, enquanto seus advogados defenderam que ela sofria de depressão devido ao estresse pela morte dos pacientes.
Segundo a emissora pública japonesa NHK, o filho de uma das vítimas discordou da decisão. “Ela matou pessoas inocentes por motivos egoístas e não foi condenada à morte. Está errado”.
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Fonte: G1 Mundo