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Sem rivais, Ortega capitaneia farsa eleitoral na Nicarágua


A duas semanas das eleições, ditador concorre sozinho e deve se eleger pela quinta vez
Homem passa por um outdoor de propaganda do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, no início da campanha para as eleições presidenciais, em Manágua, em setembro
Reuters/Maynor Valenzuela
Daniel Ortega varreu o campo de opositores e, a duas semanas das eleições, está pronto para se eleger pela quinta vez presidente-ditador da Nicarágua, num pleito que virou sinônimo de farsa. Ele concorre praticamente sozinho, já que mandou para a prisão os sete pré-candidatos que o desafiaram.
Os outros cinco partidos nanicos que disputam com Ortega e a mulher Rosario Murillo são considerados aliados do regime. Estão na cédula apenas para fazer figura e dar um verniz democrático a uma eleição que não terá observadores internacionais e já caiu no descrédito antes mesmo de as urnas abrirem.
Aos 75 anos, o ditador se valeu de manobras na Constituição que lhe permitiram perpetuar-se no poder. Como observou o escritor Sergio Ramirez, vice-presidente em um de seus mandatos, na Nicarágua a história tem um mecanismo vicioso que se repete: uma ditadura provoca uma revolução para derrubar um ditador e essa revolução cria um ditador que, por sua vez, inicia um ciclo de opressão.
Ex-sandinista, Ramirez também foi alvo do regime. Fugiu do país e buscou exílio na Espanha, após ter a prisão decretada em setembro. Na abertura da assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), esta semana, ele traçou um paralelo entre as duas dinastias que dominaram a Nicarágua:
“Somoza gera Ortega, e o ditador ofendido com a liberdade de expressão, fecha e ocupa a mídia, prende jornalistas ou força-os ao exílio. É a história mordendo o rabo.”
Todos os opositores que se apresentaram para concorrer às eleições foram defenestrados. Ou melhor, estão há pelo menos quatro meses encarcerados, sob acusações de conspiração, traição à pátria, lavagem de dinheiro, amparadas por uma lei aprovada pelo Parlamento que funciona como artifício para afastar críticos do regime.
Cinco ex-presidenciáveis estão na prisão “El Nuevo Chipote”, em Manágua, e dois em prisão domiciliar, como Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Chamorro. Ao todo, 39 opositores — entre eles ex-funcionários do governo e ex-aliados sandinistas — foram presos nos meses que antecederam a campanha eleitoral.
A mais recente empreitada do regime atingiu o presidente da associação de empresários do país, Michael Healy, preso na quinta-feira, junto com o vice-presidente, Álvaro Guerra. Ele substituía o antigo líder dos empresários, José Adán Aguerri, que caiu em desgraça do ditador por apoiar as demandas pelo fim do regime e foi encarcerado meses antes.
A devassa do regime no campo opositor é ilimitada e abusa da crueldade. O prisioneiro político Max Jerez não teve autorização para visitar a mãe doente e ficou 26 dias sem saber que ela havia morrido.
Ortega transformou a Nicarágua numa grande prisão, conforme resumiu o escritor Sergio Ramirez em sua explanação na SIP. “A ditadura quer um país imobilizado pelo medo e o silêncio enquanto prepara uma farsa eleitoral que não tem a menor legitimidade”, prosseguiu.
A perseguição, contudo, é também um indício de medo exposto pelo governo. Uma pesquisa da respeitada CID-Gallup divulgada nesta semana confirmou os piores temores do ditador: se fosse possível, sete em cada dez nicaraguenses votariam num dos candidatos presos pelo regime. Apenas 19% escolheriam Ortega.
Polícia da Nicarágua invade sede do maior jornal do país

Fonte: G1 Mundo

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Policial impede assalto e rende suspeito, que tropeça e cai ao tentar fugir na Cidade do México; veja vídeo

Agente da polícia local conseguiu prender homem que carregava uma arma falsa e assaltava motoristas em uma rua da capital mexicana. Suspeito foi ferido e levado para o hospital sob custódia policial. Policial impede assalto e atira contra suspeito na Cidade do México
Um policial mexicano conseguiu impedir um assalto e atirou contra um suspeito que tentou fugir após receber voz de prisão na Cidade do México, informaram as autoridades locais nesta sexta-feira (22).
O agente Miguel, que não teve seu sobrenome divulgado, presenciou a ação e rapidamente rendeu o homem, que, baleado, tropeçou e caiu no chão (veja no vídeo acima).
O assaltante, que parecia estar armado, foi ferido na coxa durante a tentativa de fuga. Ele foi atendido pelo serviço de emergência, ainda no local, e levado ao hospital sob custódia policial.
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O secretário de Segurança Pública da capital mexicana, Omar Garcia Harfuch, elogiou a ação da polícia e disse que o agente evitou que um inocente fosse ferido.
“É uma verdadeira honra e orgulho ter companheiros assim, dedicados e valentes”, escreveu Garcia em uma rede social. “Miguel deteve um delinquente que poderia ter machucado a vítima.”
O suspeito, de 22 anos, foi detido com uma arma falsa e dois celulares.

Fonte: G1 Mundo

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Tribunal declara ex-sócio de advogado de Trump culpado por financiamento ilegal de campanha


Lev Parnas foi acusado de esconder origem de doações que fez nas eleições de 2018, inclusive US$ 325 mil à America First Action, organização política que apoia o ex-presidente americano. O empresário ucraniano-americano Lev Parnas deixa tribunal em Manhattan, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, em 22 de outubro de 2021 após ser considerado culpado por financiamento ilegal de campanha
Carlo Allegri/Reuters
Lev Parnas, antigo sócio de Rudy Giuliani, ex-advogado de Donald Trump, foi declarado culpado em um tribunal federal dos Estados Unidos nesta sexta-feira (22), por ter violado as leis de financiamento de campanha na eleição de 2018.
Parnas, cidadão americano nascido na Ucrânia, foi preso em um aeroporto de Washington em outubro de 2019, quando Trump e seus sócios, entre eles Giuliani, enfrentavam um escrutínio por suas tentativas de pressionar autoridades em Kiev a revelar informações comprometedoras sobre Joe Biden.
Essa investigação levou ao primeiro processo de impeachment contra Trump, concluído com a sua absolvição pelo Senado, controlado pelos republicanos.
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Nesta sexta-feira, um júri federal em um tribunal de Manhattan determinou que Parnas e seu parceiro Andrey Kukushkin “conspiraram para manipular o sistema político dos Estados Unidos em seu próprio benefício econômico”, segundo um comunicado dos promotores.
“Para ganhar influência com os políticos e candidatos americanos, eles canalizaram ilegalmente dinheiro estrangeiro para as eleições de meio de mandato de 2018, com o objetivo de obter enormes lucros no negócio da cannabis.”
Parnas, que se declarou inocente, foi acusado de esconder a verdadeira origem das contribuições que fez a candidatos nas eleições locais e federais de 2018, incluindo uma doação de US$ 325 mil à America First Action, organização política que apoia Trump.
Os promotores também acusaram Parnas de mascarar como suas algumas das contribuições para campanhas republicanas no estado de Nevada feitas por um empresário russo, violando a proibição de aceitar financiamento eleitoral de cidadãos estrangeiros.
Parnas e Kukushkin permaneceram em liberdade nesta sexta-feira, aguardando o anúncio da sentença.
Trump pede à Justiça reativação da conta no Twitter

Fonte: G1 Mundo

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Professora nos EUA é afastada por imitar e ridicularizar indígenas; veja vídeo

Em sua aula, professora dançou e fez ‘piada’ sobre o ‘deus água’ e o ‘deus pedra’ para os alunos. Professora de matemática ridiculariza indígenas nos EUA
Uma professora de matemática uma escola de ensino médio da Califórnia, nos Estados Unidos, foi afastada depois que veio à tona um vídeo em que ela aparece com um cocar falso mimetizando e satirizando indígenas, de acordo com reportagens de veículos de imprensa dos EUA.
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O vídeo foi publicado na quarta-feira (19). Nele, a professora berra a palavra “sohcahtoa” como se fosse um grito indígena —”sohcahtoa” é uma palavra para lembrar os conceitos de seno (lado oposto dividido pela hipotenusa), cosseno (lado adjacente dividido pela hipotenusa) e tangente (lado oposto dividido pelo lado adjacente) de um ângulo.
A professora bate os pés, pula e dança de uma maneira que é supostamente é semelhante a rituais indígenas. Ela ainda faz menções ao “deus água” e ao “deus pedra”, o que seriam tentativas de fazer piadas.
Reação
Segundo o “Los Angeles Times”, o órgão responsável pelas escolas na região afirmou que as ações da professora não representam os valores do distrito.
Houve um encontro para falar sobre o incidente, e diversas pessoas afirmaram que a exposição da professora foi racista.
O órgão responsável pelo ensino afirmou que o comportamento dela é totalmente inaceitável e ofensivo para os povos nativos da América.
O sindicato dos professores afirmou estar frustrado com a professora.
A diretora de um grupo de direitos indígenas do sul da Califórnia afirmou ao “Los Angeles Times” que as pessoas reagiram com um pouco de raiva porque consideraram que a atuação da professora era desrespeitosa.
Representantes de comunidades indígenas disseram ao jornal que estão cansados de serem objeto de piadas e que eles não são uma fantasia.
Na Califórnia, os alunos que ingressarem no segundo grau a partir de 2030 precisarão ter um semestre de estudos étnicos para poderem se formar.
Vídeo divulgado por aluna de estudos indígenas
O vídeo foi gravado por uma aluna que é dos povos nativos, e foi publicado em uma rede social no perfil de uma mulher chamada Akalei Brown.
O Buzzfeed News conversou com Brown. Ela é aluna de estudos dos povos nativos em uma universidade da Califórnia, e recebeu o vídeo da pessoa que gravou. Ela afirmou que esse tipo de comportamento é inaceitável, e que os adultos da comunidade indígena devem falar algo sobre a dança da professora de matemática.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

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Ataque com drone dos EUA mata um dos chefes da Al-Qaeda na Síria

Aeronave não tripulada matou Abdul Habid al-Matar, uma das lideranças da organização terrorista, informou o Pentágono Um ataque aéreo comandado pelos Estados Unidos na Síria matou Abdul Habid al-Matar, um dos chefes da organização terrorista Al-Qaeda, informou o Pentágono nesta sexta-feira (22).
De acordo com o porta-voz do Comando Central dos EUA, John Rigsbee, a ação foi feita com apoio de uma drone MQ-9.
“A eliminação desse líder da Al-Qaeda vai dificultar a capacidade da organização terrorista em fazer novos planos de ataques globais que ameacem os cidadãos dos EUA, nossos parceiros e civis inocentes”, disse Rigsbee, em comunicado.
Por enquanto, não há registro de vítimas colaterais do ataque — isto é, de civis não ligados ao alvo que tenham morrido ou se ferido em decorrência do bombardeio.
Há dois dias, uma explosão atingiu um pequeno posto militar dos EUA no sul da Síria. Não houve mortes. Ainda não está claro se a ação contra esse chefe da Al-Qaeda foi uma forma de retaliar o ataque aos soldados americanos.

Fonte: G1 Mundo

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Alec Baldwin, festa de 15 anos, morte de pastor: os vídeos mais vistos da semana


Veja as histórias que repercutiram entre 18 a 22 de outubro Veja as histórias que repercutiram entre 18 a 22 de outubro

Fonte: G1 Mundo

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Preso na Jamaica ex-militar colombiano envolvido no assassinato do presidente do Haiti


Três meses após o assassinato de Jovenel Moïse, ainda pairam dúvidas sobre quem teria encomendado o ataque. Imagem do presidente assassinado do Haiti, Jovenel Moise, em 23 de julho de 2021
Ricardo Arduengo/Reuters
Um ex-militar colombiano procurado pela justiça do Haiti pelo assassinato do presidente Jovenel Moise foi capturado na Jamaica, informaram as autoridades colombianas nesta sexta-feira (22).
4 incógnitas sobre o assassinato de Moïse, ocorrido em julho
“Já fomos notificados da prisão do senhor Mario Palacios. O que vem agora são os procedimentos de extradição para o Haiti”, explicou o diretor da polícia da Colômbia, general Jorge Vargas, em vídeo, citando como uma fonte o escritório da Interpol em Kingston, Jamaica.
O general não entrou em detalhes sobre o caso, nem explicou como o ex-militar teria conseguido escapar do Haiti para a ilha caribenha da Jamaica, localizada a 200 quilômetros de distância. Ele também não especificou a data da prisão.
Relembre o assassinato de Moïse no VÍDEO abaixo
VÍDEO: presidente do Haiti é assassinado em ataque em casa
Investigação sobre assassinato
Palacios era procurado pela Interpol por supostamente fazer parte do comando armado formado por uma dezena de mercenários que assassinaram o presidente do Haiti, Jovenel Moise, em 7 de julho em sua residência.
Outros 18 ex-militares colombianos e dois haitianos americanos que faziam parte do comando foram presos em Porto Príncipe como parte da investigação do assassinato, no qual a esposa do presidente, Martine Moise, também ficou gravemente ferida.
Os ex-soldados foram contratados pela empresa CTU Security, com sede em Miami. Segundo eles, a missão era capturar e entregar Moise à autoridade antinarcóticos dos Estados Unidos.
Três meses após o assassinato do presidente, ainda pairam dúvidas sobre quem teria encomendado o ataque.

Fonte: G1 Mundo

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57 mil detidos: número de brasileiros cruzando fronteira do México para EUA aumenta 8 vezes em um ano e bate recorde


Para se ter ideia do tamanho desse fluxo registrado em 12 meses, é como se agentes de migração americanos encontrassem, em média, 156 brasileiros por dia tentando completar travessia. Migrantes na fronteira dos EUA com o México em 16 de setembro de 2021.
REUTERS/Go Nakamura
O número de brasileiros cruzando ilegalmente a fronteira sul dos Estados Unidos bateu recorde histórico no ano fiscal de 2021 (que vai de 1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021). Ao todo, foram 56.881 detidos, um aumento de 700% em relação ao mesmo período de 2020.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22) pelo órgão americano de Alfândega e Proteção de Fronteiras.
Só em setembro, 10.471 tentaram a travessia, a maior marca durante o período.
A maioria tentou entrar no país pelo Estado do Arizona (36.682 ou 65% do total).
O número total de brasileiros cruzando ilegalmente a fronteira sul dos EUA nesse ano fiscal (56.881) superou em quase oito vezes o total de 2020 (ou seja, de 1º de outubro de 2019 a 30 de setembro de 2020), quando o contingente de detidos nessa rota migratória foi de 7.161.
Até então, o auge da migração ilegal de brasileiros havia ocorrido em 2019, quando cerca de 18 mil tentaram entrar nos EUA ilegalmente pela fronteira terrestre com o México.
A queda de 2019 para 2020 se deveu, em grande parte, à pandemia de Covid-19.
Dos 56.881 brasileiros detidos na fronteira com o México, a maioria tentou completar a jornada com suas famílias (43.790 ou 77%). Já 12.898 eram adultos viajando sozinhos. O restante — 188 — eram menores de idade e crianças desacompanhadas, e cinco eram menores de idade acompanhados.
Com o aumento dos que tentam a travessia ilegal, o Brasil já é a sexta nação com o maior número de imigrantes detidos pelas autoridades americanas na fronteira sul do país, atrás do México, Honduras, Guatemala, El Salvador, Equador, nessa ordem.
Está à frente, por exemplo, de países como Nicarágua, Cuba, Colômbia e Venezuela que, historicamente, enviavam mais imigrantes irregulares aos EUA.
Para se ter ideia do tamanho desse fluxo registrado em 12 meses, é como se, em média, 156 brasileiros fossem detidos por dia ao tentar acessar os EUA a pé pela fronteira com o México.
Em setembro deste ano, um grupo de 140 brasileiros foi flagrado por operadores de câmeras de segurança durante a travessia. Em seguida, eles se entregaram a agentes da Patrulha de Fronteira do Setor Yuma e foram detidos.
Na ocasião, Chris T. Clem, chefe da Patrulha de Fronteira do Setor Yuma, postou as imagens em sua conta pessoal no Twitter e escreveu:
“Agentes da Patrulha de Fronteira detiveram um grupo de 140 migrantes brasileiros nesta manhã. Até o momento, neste mês, os agentes se depararam com uma média diária de mais de 600 migrantes, um aumento de mais de 2.000% em relação ao ano passado”.
O Setor Yuma é responsável por patrulhar o sudeste do Estado americano do Arizona. Sua jurisdição se estende por 470 mil quilômetros quadrados em uma área entre os Estados da Califórnia e do Arizona.
Também em setembro, agentes encontraram o corpo da técnica de enfermagem Lenilda dos Santos, 49, no deserto de Deming, no Estado do Novo México.
Natural de Rondônia, ela morreu ao ser abandonada, sem água e comida, pelo grupo que cruzava para os Estados Unidos a pé.
No mesmo mês, imigrantes brasileiros foram descobertos na carroceria de um caminhão tentando entrar ilegalmente nos EUA pela fronteira do México com Sierra Blanca, no Texas.
E nesta terça-feira (19), o secretário de Estado americano, Antony Blinken, conversou com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, para discutir a imigração regional “sem precedentes” e maneiras de colaborar para diminuir o número de imigrantes indo para o norte, informou o Departamento de Estado do EUA.
Na conversa, Blinken e França discutiram “os movimentos migratórios irregulares sem precedentes pelo hemisfério”, e como os dois países podem trabalhar juntos para “conter o fluxo descontrolado e crescente de imigrantes irregulares na região”, segundo o porta-voz do órgão, Ned Price.
O México, por sua vez, deve passar a exigir visto para visitantes brasileiros, de acordo com um documento do Ministério do Interior mexicano. Desde 2004, o país não exige o documento para brasileiros, o que torna mais fácil a entrada dos imigrantes e, consequentemente, sua jornada rumo ao norte.
Segundo a agência de notícias Reuters, Washington tem, desde julho, pedido ao México a imposição de exigência de vistos para brasileiros.
Crise migratória
Os EUA passam por uma crise migratória sem precedentes sob o governo do democrata Joe Biden.
No cômputo geral, mais de 1,7 milhão de pessoas tentaram atravessar a fronteira entre os Estados Unidos e o México no ano fiscal de 2021 — um recorde histórico.
Recentemente, imagens de agentes da patrulha de fronteira açoitando migrantes haitianos que tentavam completar a travessia repercutiram ao redor do mundo e levaram a um pedido de desculpas público de Biden.
Mas autoridades americanas continuaram com as deportações, culminando com a renúncia do enviado especial dos EUA para o Haiti dois meses após sua nomeação.
“Não vou me associar à decisão desumana e contraproducente dos Estados Unidos de deportar milhares de refugiados haitianos e imigrantes ilegais ao Haiti”, afirmou o enviado especial do Departamento de Estado, Daniel Foote, em sua carta de renúncia.

Fonte: G1 Mundo

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Jogadora de vôlei decapitada pelo Talibã: veja outros casos de perseguição a mulheres esportistas no Afeganistão


Brutalidade com jovem jogadora Mahjabin Hakimi chocou o mundo. Jogadoras de futebol já deixaram o país, e os extremistas deixaram claro que não toleram a prática de outras modalidades por mulheres, como o críquete. No círculo, está a imagem da jogadora de vôlei Mahjabin Hakimi, executada pelo Talibã no Afeganistão segundo o ‘Persian Independent’
Reprodução/Twitter
A notícia veiculada nesta quinta-feira (21) de que a jogadora Mahjabin Hakimi, da seleção júnior de vôlei feminino do Afeganistão, foi decapitada por extremistas do grupo Talibã é mais um sinal de que as mulheres esportistas estão em risco no regime fundamentalista islâmico.
Embora o Afeganistão tivesse um histórico de desrespeito aos direitos das mulheres mesmo nos tempos em que os extremistas não governavam o país, havia sim uma tentativa de erguer a participação feminina na sociedade, nos estudos e também no esporte.
Tanto que seleções femininas de diversas modalidades foram formadas depois de 2001, quando o Talibã deixou o poder no Afeganistão com a invasão por soldados dos Estados Unidos.
Afeganistão: entenda os riscos para as mulheres sob o regime talibã
Porém, com a tomada de Cabul pelos extremistas em agosto, depois da saída dos militares americanos, a preocupação com a segurança das esportistas afegãs voltou, e as demonstrações de violência ficaram mais evidentes.
Veja abaixo outros casos
Futebol feminino deixou o país
Shabnam Mobarez é capitã da seleção feminina de futebol do Afeganistão
Reprodução/Instagram
As atletas da seleção afegã de futebol feminino e seus familiares deixaram o Afeganistão em 24 de agosto com apoio do governo da Austrália, informou a Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (Fifpro).
As jogadoras que ainda viviam no país temiam perseguição do regime talibã. Algumas delas relataram viver escondidas com medo de represálias por conta de sua atividade profissional
“Estas jovens estiveram em uma posição de perigo e, em nome de suas colegas ao redor do mundo, agradecemos à comunidade internacional por terem ido em sua ajuda”, disse a Fifpro em um comunicado.
Atletas da seleção afegã de futebol feminino no aeroporto de Cabul antes de embarcar em um voo do governo australiano
Reprodução/Instagram/Khalida Popal
A seleção feminina de futebol do Afeganistão foi criada em 2007, em um país onde as mulheres que praticam esportes eram vistas como um ato político de enfrentamento ao Talibã.
As jogadores haviam sido aconselhadas a deletar postagens nas redes sociais e fotos da equipe para evitar represálias desde a queda do governo do Afeganistão em 15 de agosto.
Khalida Popal, ex-capitã da seleção afegã de futebol, em foto sem data
Reprodução/Instagram/Khalida Popal
Khalida Popal, ex-capitã da seleção nacional do Afeganistão, disse na ocasião que os últimos dias no país “foram extremamente estressantes, mas alcançamos uma vitória importante”.
Ela fez parte do grupo responsável por organizar a saída das jogadoras e de seus familiares e entrar em contato com governos estrangeiros – como a Austrália – para conseguir o apoio necessário.
“Elas foram corajosas e fortes em um momento de crise”, disse Popal. “O futebol feminino é uma família e devemos garantir que todas estejam seguras.”
Um grupo de atletas ainda conseguiu viajar e se estabelecer em Portugal, que concedeu refúgio às jovens atletas.
O que esperar do futuro das mulheres no Afeganistão?
Contra o críquete feminino
Um dos líderes culturais do Talibã, Ahmadullah Wasiq, disse em uma entrevista a uma rede de TV da Austrália, a SBS, em agosto, que o esporte feminino é algo inapropriado e desnecessário. Ele falou especificamente sobre o críquete, que é muito praticado naquela região da Ásia. “Eu não acho que não será permitido às mulheres jogar críquete, porque não é necessário que as mulheres joguem críquete”, afirmou.
“No críquete, elas podem estar em situações em que o rosto e o corpo delas não estejam cobertos, e o Islã não permite que elas sejam vistas dessa forma”, concluiu.
“Essa é a era da mídia, haverá fotos e vídeos [de mulheres praticando esportes], e as pessoas poderão assistir. O Islã e o Emirado Islâmico (a forma como o Talibã se refere ao próprio regime) não permitem que as mulheres joguem críquete ou os esportes em que elas ficam expostas”, afirmou ele, segundo o jornal “The Guardian”.
‘Não me pergunte mais sobre mulheres’, diz Talibã
Diretor de esportes do Talibã no Afeganistão, Bashir Ahmad Rustamzai, chega a um escritório em Cabul nesta terça-feira (14)
Bulent Kilic/AFP
Em Cabul, o novo diretor de esportes do Talibã no Afeganistão afirmou em setembro que os afegãos poderão praticar até “400 esportes”. Mas não quis dizer se as mulheres poderão praticar algum em público.
“Por favor, não me faça mais perguntas sobre as mulheres”, insiste Bashir Ahmad Rustamzai, enquanto está sentado na grande cadeira do ex-presidente do Comitê Olímpico do Afeganistão, que fugiu do país, assim como os outros membros do governo anterior.
Os afegãos — garante ele — não têm nada com o que se preocupar, já que poderão continuar praticando seus esportes favoritos: futebol, críquete e as artes marciais. E muitos outros, porque “mais de 400 esportes estão permitidos pelas leis do Islã”.
Os talibãs têm apenas uma exigência: que todos os esportes “sejam praticados de acordo com a lei islâmica”. Isso representa poucos problemas para os homens, explica: para cumprir com a sharia, precisam apenas cobrir os joelhos. Isso vale para todos os esportes”, incluindo o futebol, explicou.

Fonte: G1 Mundo

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Policial é condenada por matar namorado e familiares para ganhar o dinheiro do seguro na África do Sul


Rosemary Ndlovu, de 46 anos, teria incentivado que pessoas próximas fizessem seguros de vida e funerário, e depois organizou os assassinatos de um a um entre 2012 e 2017. Policial é condenada por morte de namorado e familiares para receber o seguro de vida
Reprodução/Redes Sociais
Uma policial da África do Sul organizou meticulosamente com assassinos contratados o assassinato de seu namorado e cinco membros de sua família para obter a indenização do seguro, segundo informou o tribunal de Justiça nesta sexta-feira (22).
Ela ainda planejava matar outros familiares, incluindo a própria mãe. 
Esse caso macabro, revelado durante o julgamento da policial Rosemary Ndlovu, capturou a atenção do país, que está acostumado a um alto índice de criminalidade.
A mulher de 46 anos sistematicamente fez com que seus familiares fizessem seguro de vida e funeral e, em seguida, organizou os assassinatos um por um. Seu namorado, seu primo, sua irmã, sua sobrinha, seu sobrinho e outro membro de sua família foram mortos entre 2012 e 2017.
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Assim, ela recuperou cerca de 1,4 milhão de rands (aproximadamente R$ 535 mil), mas foi presa antes que pudesse adicionar à sua lista o assassinato de sua mãe e de seus irmãos, de acordo com o tribunal.
Com premeditação cuidadosa, Ndlovu usou assassinos contratados para prender suas vítimas, que foram baleadas ou espancadas até a morte. Ela pessoalmente matou apenas uma pessoa, sua irmã, envenenando seu chá e estrangulando-a ao descobrir que o veneno não estava funcionando.
“A acusada foi a última pessoa a vê-los vivos ou a primeira a alertar que eles estavam desaparecidos”, disse a conselheira-geral Riana Williams.
“Ela se autodenominou beneficiária para poder se beneficiar de seguro de vida e funeral”, acrescentou.
A acusada negou veementemente os crimes durante o julgamento.
Em 2018, um dos assassinos contratados por ela avisou à polícia que ela estava tramando um plano para incendiar a casa de outra de suas irmãs. 
Ndlovu, que já foi uma policial respeitada, demonstrou pouca emoção durante o julgamento. Sua sentença deve ser proferida no início do próximo mês.
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Fonte: G1 Mundo