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Justiça da Espanha suspende extradição aos EUA de ex-chefe da Inteligência da Venezuela


A defesa de Hugo Carvajal afirmou que houve um erro de procedimento e, assim, conseguiu postergar sua extradição aos EUA. Ex-chefe da inteligência venezuelana Hugo Carvajal participou de audiência sobre a sua extradição para os Estados Unidos, no Tribunal Superior de Madri, na Espanha, na quinta-feira (12)
Emilio Naranjo / Reuters
A Audiência Nacional, o órgão da Espanha responsável pelas extradições, anunciou nesta sexta-feira (22) que suspendeu a entrega do ex-agente da inteligência venezuelano Hugo “el Pollo” Carvajal aos Estados Unidos.
Ex-chefe de inteligência da Venezuela é preso na Espanha após pedido de extradição para os EUA
Espanha nega extradição do ex-general venezuelano Hugo Carvajal
Ele está na mira dos EUA por, supostamente, ter participado de atividades ligadas ao narcotráfico com a ex-guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Na quarta-feira, o tribunal ordenou a entrega “do militar venezuelano Hugo Armando ‘el Pollo’ Carvajal aos Estados Unidos após finalizada a negação” do asilo que pediu na Espanha.
A defesa de Carvajal protocolou então um recurso na Audiência Nacional no qual afirmou que houve um erro formal em uma ordem judicial do próprio tribunal. A Audiência concordou em suspender “a materialização da entrega aos Estados Unidos” do general aposentado até corrigir esse erro.
O processo de extradição de Carvajal da Espanha – que passou por vários percalços incluindo a fuga do suspeito, que passou quase dois anos foragido – volta a ficar paralisado, dois dias depois que a Audiência Nacional indicou que seu embarque para os Estados Unidos era iminente.
O tribunal não informou quanto tempo pode levar para corrigir o erro para que o processo volte aos trilhos.
Quem é Carvajal
Chefe dos serviços de Inteligência venezuelanos sob a presidência do falecido Hugo Chávez (1999-2013), Carvajal foi preso em setembro em Madri depois de passar quase dois anos foragido para evitar sua extradição.
O diplomata e ex-diretor de inteligência militar venezuelano Hugo Carvajal posa para foto ao lado de Nicolás Maduro em 2014
Miraflores Palace/Reuters
Para fugir das autoridades, o general aposentado de 61 anos se submeteu a cirurgias estéticas, usava bigode e peruca e mudava de endereço a cada três meses, segundo a polícia espanhola.
Depois de ser uma figura importante no chavismo, Carvajal acabou rejeitado pelo governo de Nicolás Maduro após ter apoiado publicamente o opositor Juan Guaidó em 2019. Ele então partiu de barco para a República Dominicana e depois voou para a Espanha, onde foi preso em abril de 2019 a pedido dos Estados Unidos, que o acusa de ter pertencido ao chamado ‘Cartel de los Soles’.
Um tribunal de Nova York acusou Carvajal em 2011 de coordenar o embarque de 5,6 toneladas de cocaína da Venezuela para o México em 2006, que mais tarde chegou aos Estados Unidos. Pode ser condenado a prisão perpétua.
Além disso, Carvajal é chamado a depor em 27 de outubro por um juiz da Audiência Nacional como testemunha para “colaborar” com a justiça espanhola em outros casos relacionados com a Venezuela.
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Fonte: G1 Mundo

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Jovens sentem culpa, tristeza e ansiedade com futuro do clima


Estudo revelou que três quartos dos entrevistados consideram o futuro assustador; falta de ação dos governos e da indústria faz 45% sentirem ansiedade climática e angústia. Manifestantes protestam no Rio de Janeiro durante a greve global pelo clima em 2019
REUTERS/Pilar Olivares
Sobrecarregados, tristes, com sentimento de culpa é como alguns jovens dizem se sentir quando pensam na mudança climática e nos temores de que os líderes mundiais não conseguirão enfrentá-la.
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O sentimento denominado em geral como ansiedade climática é motivo de pesquisas crescentes para medir sua prevalência antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26) em Glasgow, que começa no final deste mês para decidir como colocar em vigor o Acordo de Paris de 2015 para conter a mudança climática.
Financiado pela Avaaz, uma rede de campanha virtual, e liderado pela Universidade de Bath, um dos maiores estudos até o momento entrevistou 10 mil pessoas de 16 a 25 anos em 10 países e publicou seus resultados em setembro.
Ele revelou que cerca de três quartos dos entrevistados consideram o futuro assustador, e a falta de ação dos governos e da indústria faz 45% sentirem ansiedade climática e angústia, que afetam suas vidas cotidianas e seu funcionamento.
Elouise Mayall, uma estudante de ecologia da britânica Universidade de Ânglia Oriental e membro da Coalizão dos Jovens pelo Clima do Reino Unido, disse à Reuters que se sente culpada e sobrecarregada.
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“O que me restaria seria, talvez, uma sensação de vergonha, do tipo ‘como você ainda ousa querer coisas adoráveis quando o mundo está acabando e você nem sabe se terá um mundo seguro no qual envelhecer?'”.
Radicado em Londres, o psiquiatra Alastair Santhouse vê a mudança climática e a Covid-19 possivelmente aumentando este fardo, especialmente para os predispostos à ansiedade.
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Fonte: G1 Mundo

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Condenado à prisão perpétua por matar a melhor amiga, magnata é acusado pela morte da esposa


Robert Durst foi condenado na semana passada pela morte de Susan Berman, em 2000, após confessar o crime enquanto falava sozinho e sem perceber que microfone ainda estava ligado. Robert Durst em corte ao ser sentenciado à prisão perpétua, em Los Angeles, Califórnia, na quinta-feira (14)
Myung J. Chun/Pool via Reuters
Robert Durst, magnata do mercado imobiliário dos Estados Unidos, foi acusado no subúrbio de Nova York pela morte de Kathie Durst, sua esposa que desapareceu em 1982, confirmaram autoridades americanas nesta sexta-feira (22).
A polícia entrou com uma queixa criminal na terça-feira (19) contra Durst em um tribunal em Lewisboro, Nova York, acusando-o de assassinato em segundo grau.
O gabinete do procurador do distrito de Westchester County afirmou em um comunicado que “pode confirmar que uma queixa acusando Robert Durst pelo assassinato de Kathleen Durst foi apresentada no Tribunal Municipal de Lewisboro em 19 de outubro de 2021”. “Não temos mais comentários neste momento”.
Robert Durst foi condenado no dia 14 à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, em um tribunal de Los Angeles, na Califórnia, pelo assassinato de sua melhor amiga, Susan Berman.
O bilionário, americano, que foi tema do documentário “The Jinx”, sempre negou ter atirado na nuca da escritora em 2000, na casa dela em Beverly Hills, para impedi-la de ir à polícia e testemunhar sobre o desaparecimento da esposa do magnata, Kathleen Durst.
Ele nunca tinha sido acusado pela morte da esposa, mas foi preso em 2015 pelo assassinato de Berman, horas depois que o último episódio do documentário “The Jinx: A Vida e as Mortes de Robert Durst” foi ao ar.
Na conclusão do documentário, Durst murmura: “Pronto, te pegaram” e “Matar todos, claro”, aparentemente sem perceber que um microfone de lapela continuava ligado enquanto ele fazia uma pausa na gravação para ir ao banheiro.

Fonte: G1 Mundo

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Gabby Petito: advogado pede que pessoas deixem a família do noivo da influencer ‘em paz’


Brian Laundrie, que estava desaparecido há quase 40 dias, foi encontrado morto em um pântano da Flórida. Ele não era acusado pelo homicídio de Petito, mas estava identificado como ‘pessoa de interesse’ pelas autoridades. Reconhecimento foi pela arcada dentária. Brian Laundrie e a namorada Gabby Petito, em foto de 2 de julho de 2020
Reprodução/Instagram
Steven Bertolino, o advogado da família Laundrie, fez um apelo nesta quinta-feira (21) para que as pessoas acampadas em frente a casa dos pais do noivo de Gabby Petito deixem a família “em paz”.
Brian Laundrie, que estava desaparecido há quase 40 dias – desde a morte da influencer –, foi encontrado morto em um pântano da Flórida na quarta-feira (20).
“Deixem os Laundrie em paz, mesmo que seja por uma noite”, disse o advogado em entrevista à emissora americana NBC. “Christopher e Roberta são pais, pessoas que têm sentimentos. Essa é a perda de um ente querido. Eles estão em luto.”
FBI encontrou restos mortais de Brian Laundrie, namorado de Gabby Petito
O FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, confirmou na quinta-feira que os restos mortais encontrados na quarta (20) em um parque da Flórida eram mesmo de Brian Laundrie, noivo da influencer Gabby Petito, morta semanas atrás (leia mais sobre o caso abaixo).
A informação foi divulgada por jornais e emissoras americanas e põe fim às buscas a Laundrie, que estava desaparecido havia cinco semanas e estava na lista de suspeitos pela morte de Petito, embora formalmente não fosse tratado como acusado. Ele estava sendo investigado por ter usado o cartão de débito da influencer após a morte dela, o que é considerado fraude.
Reconhecimento por arcada dentária
Mais cedo, os policiais foram à casa da família de Laundrie para informar a morte do rapaz. Segundo o FBI, o reconhecimento foi feito por arcada dentária.
Na tarde de quarta, a polícia da Flórida tinha encontrado objetos pertencentes ao noivo da influencer. Segundo o FBI, uma mochila e um notebook estavam em uma área alagada.
Gabby Petito, em imagem de 2019 publicada em seu perfil em uma rede social
Reprodução/Instagram
A influenciadora foi estrangulada entre três e quatro semanas antes de seu corpo ser encontrado, segundo o chefe do departamento legista do condado de Teton, Brent Blue.
Petito deixou o emprego em julho para viajar e documentava a viagem principalmente no Instagram. Um vídeo publicado no YouTube, em que ela e Laundrie aparecem sorrindo, se beijando e correndo na praia, já foi visto mais de 2,3 milhões de vezes.
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Entenda o caso
Gabby Petito estava desparecida desde 11 de setembro, quando os pais da influencer procuraram a polícia depois que ela não respondeu a ligações nem a mensagens de texto por vários dias.
Oito dias depois, o corpo da jovem foi encontrado no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming.
Brian Laundrie e Gabby Petito
Reprodução / Redes Sociais
Em 12 de agosto, a polícia de Utah atendeu a um suposto caso de violência doméstica. Além disso, veio à tona um vídeo com Petito chorando e reclamando de sua saúde mental a um policial. Laundrie alegou que Petito o agrediu depois de uma discussão (veja o VÍDEO sobre a discussão abaixo).
Brian Laundrie voltou sozinho para casa, na Flórida, no dia 1º de setembro, sem falar sobre o paradeiro de Petito. Ele saiu de casa de novo no dia 14 de setembro, dizendo que ia fazer uma trilha na reserva Carlton, no mesmo estado.
Laundrie saiu de casa sem levar a carteira e o celular. Seus pais temiam que ele fizesse algo contra si mesmo.
VÍDEO: Gabby Petito falou da briga que teve com o namorado a policiais
Repercussão
A morte de Petito e o desaparecimento de Laundrie geraram grande repercussão nos EUA e até fora do país. As operações de busca pelo noivo desaparecido mobilizaram policiais do FBI e autoridades locais da Flórida.
Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causam comoção nos EUA
Havia a expectativa de encontrar Laundrie com vida.
Por enquanto, o mistério que fica é: quem matou Gabby Petito e por qual razão? As autoridades ainda não têm como dizer se Laundrie é o responsável pelo assassinato, mas as investigações continuarão.

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Fonte: G1 Mundo

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EUA lutam contra ‘stealthing’, a remoção do preservativo sem consentimento da mulher


Legisladores têm projetos de lei que visam tornar essa prática um crime. Na Califórnia, quem faz o ‘stealthing’ está sujeito a pagar indenização. Preservativo representa forma eficaz de evitar IST e uma gravidez não programada
Olival Santos
O “stealthing” é um termo estabelecido recentemente que faz referência à remoção do preservativo durante a relação sexual sem o consentimento alheio. A batalha contra essa prática ganha impulso nos Estados Unidos. No início de outubro, a Califórnia se tornou o primeiro estado a aprovar uma lei que penaliza a prática do “stealthing”.
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Um dia, durante uma relação sexual, Brooke percebeu algo assustador: seu parceiro não estava mais com preservativo.
“Meu coração quase parou nesse momento”, disse Brooke, cujo nome foi alterado para preservar sua privacidade.
O incidente, ocorrido no ano passado, deixou-a nervosa, deprimida e preocupada com a possibilidade de ter engravidado, ou contraído alguma infecção.
Mas, acima de tudo, ela se perguntava se havia sido vítima de uma agressão sexual.
Brooke, que tinha então 28 anos e estudava no estado do Tennessee, afirma que reagiu como se tivesse sido vítima de um “estupro”.
Encontrou informações contraditórias na Internet, “até que finalmente soube que poderia considerar o que aconteceu como uma forma de agressão sexual”.
A experiência afetou-a muito. Sentia-se “muito assustada, muito estressada”, quando tinha relações sexuais, verificando “constantemente” se a camisinha ainda estava no lugar certo.
Enxergar isso como uma forma de agressão a ajudou a processar, a aceitar e a entender que ela era uma vítima, e não a culpada, afirmou ela.
Tornar a prática um crime
Políticos dos Estados Unidos se esforçam para proibir essa prática por lei, o que abriria o caminho para a apresentação de denúncias.
Entre esses representantes está Cristina García, quem propôs a lei da Califórnia por experiência própria.
Quando percebeu o quão frequente é o “stealthing” e descobriu que na Internet há comunidades que incentivam a prática, García considerou aprovar uma lei. Em 2017, fez sua primeira proposta legislativa.
Lei na Califórnia
Em outubro deste ano, o governador da Califórnia promulgou uma lei que permite às vítimas exigirem uma indenização financeira.
Outros lugares dos Estados Unidos também tentaram aprovar leis similares, mas isso não aconteceu.
Para Melissa Agard, uma democrata de Wisconsin que propôs um projeto de lei contra o “stealthing” em 2017, o fato de os legisladores serem majoritariamente homens torna-os mais propensos a “menosprezar” essa questão.
“Acredito que é difícil para eles ouvir essas discussões que os deixam desconfortáveis”, disse.
Um estudo publicado nos Estados Unidos em 2019 mostrou que 12% das entrevistadas entre 21 e 30 anos já sofreram “stealthing”.
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Fonte: G1 Mundo

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Angela Merkel é aplaudida de pé em sua última cúpula europeia


A líder da Alemanha participa de um encontro de cúpula da União Europeia pela 107ª vez. Após 16 anos no poder, ela deve deixar a chancelaria alemã em breve. Angela Merkel em 22 de outubro de 2021, em um encontro de cúpula da União Europeia que deve ser o último da líder alemã
Olivier Matthys / AFP
Os líderes europeus aplaudiram de pé a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, nesta sexta-feira (22), no início da cúpula em Bruxelas. Essa é a 107ª participação de Merkel no encontro e, provavelmente, a última, após 16 anos no poder.
“Espero que não se incomode com esta cerimônia em sua última cúpula”, disse-lhe o presidente do Conselho, Charles Michel.
Angela Merkel participa de cúpula da União Europeia que deve ser sua última
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Segundo ele, as reuniões dos 27 representantes de Estados “sem Angela (Merkel) são como Roma sem o Vaticano, ou Paris sem a Torre Eiffel”.
Alemães se preparam para se despedir da primeira-ministra Angela Merkel após 16 anos
“Sua despedida da cena europeia nos afeta politicamente, mas também nos enche de emoção. Você é um monumento”, acrescentou Charles Michel, destacando a sabedoria da chanceler, de quem os europeus sentirão saudades, “especialmente em tempos difíceis”.
Previamente, chefes de Estado e de Governo já haviam elogiado o espírito de compromisso desta política alemã em sua caminhada.
O austríaco Alexander Schallenberg descreveu-a como uma “pacificadora na União Europeia”. Para Xavier Bettel, de Luxemburgo, Merkel é “uma máquina do compromisso”.
Polônia
Nesta cúpula, a Polônia monopoliza todos os debates por suas violações do Estado de direito. Merkel voltou a deixar sua marca, ao defender o diálogo com Varsóvia.
Os líderes europeus entregaram à chanceler alemã um presente que representa o edifício onde acontecem as cúpulas do bloco.
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Biden diz que policiais que recusarem vacina podem ser demitidos nos EUA


O presidente americano expressou sua opinião em uma espécie de sabatina transmitida pela televisão americana. Presidente Joe Biden, dos EUA, em uma espécie de sabatina transmitida pela televisão americana em 21 de outubro de 2021
Evan Vucci/AP
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quinta-feira (21) que policiais e socorristas que se recusarem a vacinar contra a Covid-19 deveriam ficar em casa e que poderiam ser demitidos.
O democrata expressou sua opinião em um Town Hall, espécie de sabatina transmitida pela televisão americana, quando foi perguntado sobre o assunto pelo mediador, o jornalista Anderson Cooper.
“Policiais e socorristas devem ser obrigados a tomar vacinas e, se não, devem ficar em casa ou ser dispensados?”, questionou Cooper, âncora da emissora americana CNN.
“Sim e sim”, respondeu Biden.
Anderson Cooper e Joe Biden no Town Hall transmitido em 21 de outubro de 2021
Evan Vucci/AP
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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A surpreendente história do casal preso por traição à pátria nos EUA


Os Toebbes pareciam ter tudo — então por que eles supostamente tentaram vender segredos nucleares? A casa dos Toebbe em Annapolis, no estado americano de Maryland
BBC
Jonathan e Diana Toebbe pareciam ter uma vida comum — bem sucedida profissionalmente, confortável, sem ostentação.
A casa de tijolos vermelhos em uma parte chique de Annapolis — cidade costeira no estado americano de Maryland com igrejas românicas e fachadas de belas artes — comportava a bagunça acolhedora de uma família com dois filhos e dois pitbulls, Sasha e Franklin, cujos nomes estão estampados no capacho de boas-vindas na entrada.
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As ruas do bairro são ladeadas por árvores ciprestes. Há conchas de ostras espalhadas no gramado de um parque próximo, o Quiet Waters. Todos os jardins são cuidadosamente podados, e a grama tem um cheiro doce. A Academia Naval americana fica nas redondezas, assim como um porto de iates.
Ilustração de Toebbe em tribunal federal de West Virginia
Reuters/Via BBC
A paz do lugar foi interrompida no dia 9 de outubro, quando agentes federais invadiram a casa dos Toebbe, de onde seguiram o casal até o condado de Jefferson, em West Virginia — onde Toebbe, de 42 anos, e a mulher, de 45, estavam tentando trair a pátria, de acordo com o governo dos EUA.
O casal de Maryland foi acusado de supostamente tentar vender segredos militares a um governo estrangeiro, crime pelo qual podem pegar prisão perpétua se forem considerados culpados.
Enquanto uma audiência preliminar sobre as acusações contra os Toebbes é aberta em West Virginia nesta quarta-feira, o caso extraordinário de segurança nacional levanta questões sobre as motivações de um casal aparentemente despretensioso que estava supostamente disposto a arriscar tudo acreditando que poderiam se tornar superespiões.
As tentativas de espionagem começaram em abril de 2020 quando, de acordo com o departamento de justiça, Toebbe, um engenheiro nuclear da Marinha americana, entrou em contato com um representante de um governo estrangeiro, enviando a ele um pacote pelo correio com um bilhete dizendo que poderia fornecer informações sobre submarinos nucleares.
Como um especialista com acesso a dados sigilosos que trabalhava no Gabinete do Chefe de Operações Navais, ele afirmou ter acesso a informações sobre sistemas de propulsão nuclear usados ​​em submarinos.
Desenho de Diana Toebbe em seu primeiro dia na corte
Bill Hennessey/Reuters
O governo em questão parece ter relações amistosas ​​com os EUA: representantes do país estrangeiro cooperaram com os investigadores americanos, enquanto preparavam uma armadilha para Toebbe.
Isso parece indicar que o governo estrangeiro era um aliado, como a França, e não a Rússia ou a China. Mas ninguém confirmou qual país estava envolvido.
Veja abaixo um vídeo de 2019 sobre um vazamento em um submarino nuclear russo.
Noruega detecta vazamento de radiação de submarino nuclear soviético naufragado há 30 anos
O FBI (a polícia federal americana) teve acesso ao pacote alguns meses depois, em dezembro, e enviou seus agentes para se passarem por representantes estrangeiros para contatar Toebbe, dizendo que estavam interessados ​​no que ele poderia oferecer.
Assim começaram os vários meses de desventuras do casal, com Toebbe deixando arquivos confidenciais em cartões de memória SD em locais usados ​​por espiões para entregar materiais de inteligência, conhecidos como dead drops em inglês.
Sua esposa fazia o papel de vigia, de acordo com as acusações do governo.
A tecnologia de propulsão que ele dizia estar tentando vender é um dos segredos militares mais bem guardados e estava no centro de um negócio de alto risco, que os EUA e o Reino Unido haviam fechado recentemente com a Austrália.
De acordo com os investigadores, Toebbe contrabandeou documentos para fora do trabalho aos poucos — algumas páginas de cada vez — para passar pelos pontos de controle.
“Fui extremamente cuidadoso ao reunir os arquivos que possuo, lentamente e naturalmente na rotina do meu trabalho, para que ninguém suspeitasse do meu plano”, ele escreveu ele em um bilhete para seu suposto conspirador.
Suas iniciativas desajeitadas para entregar os dados incluíram esconder um cartão SD em um sanduíche de pasta de amendoim, em um pacote de chiclete e coberto por um band-aid em uma bolsa refrigerada, afirmam documentos judiciais.
Pelo cartão do sanduíche de pasta de amendoim, Toebbe recebeu US$ 20 mil em criptomoedas.
Toebbe ficou nervoso no início, mas acabou parecendo ficar confortável com o “representante estrangeiro” para quem estava vendendo os dados, sem saber que era o FBI.
Ele parece até ter se afeiçoado a ele, escrevendo em uma mensagem: “Um dia, quando for seguro, talvez dois velhos amigos vão ter a chance de se esbarrar em um café, dividir uma garrafa de vinho e rir de histórias sobre suas façanhas compartilhadas.”
No momento em que o casal foi preso, haviam sido coletadas provas substanciais, documentando seus esforços de espionagem.
Vizinhança em choque
Uma semana após a prisão do casal, tudo na casa dos Toebbes estava como eles haviam deixado — o ventilador de teto ainda estava girando no porão, e havia uma meia de tricô por terminar na mesa da sala. Os vizinhos ficaram em choque.
Muitos se perguntavam como um casal que parecia ter tudo a seu favor poderia agora ser acusado de tentar vender segredos militares nacionais para um país estrangeiro.
De acordo com os vizinhos, embora o casal não fosse especialmente sociável, tampouco era reservado.
Toebbe se interessava por armas medievais e era ativo na divisão local de uma organização entusiasta, a Society for Historic Swordsmanship.
Já a mulher tinha doutorado pela Universidade Emory, em Atlanta, e dava aulas em uma escola particular.
Se passar despercebido é uma característica desejável para um espião, ela não se encaixa no perfil — Diana tinha um cabelo roxo brilhante que a tornava facilmente reconhecível, disse um vizinho.
“Ela era para ser uma espiã, e não chamar atenção.”
Dinheiro e motivo
Com todo o seu sucesso pessoal e profissional, por que os Toebbes fariam isso?
É meio que um mistério, disse David Charney, psiquiatra de Alexandria, na Virgínia, que passou décadas estudando casos de espionagem.
Mas, segundo ele, há questões que são comuns em muitos casos semelhantes.
Com frequência, os indivíduos são um conjunto de impulsos conflitantes, disse Charney — que geralmente envolvem querer dinheiro ou talvez sede de vingança. Alguns são movidos pelo desejo de provar que, por mais medíocres que possam parecer, são na verdade indivíduos extraordinários, com um grande segredo.
Agentes que trabalham para os serviços de inteligência e estudam a psicologia da traição criaram um acrônimo para descrever esses motivos, MICE — sigla em inglês para dinheiro, ideologia, compromisso e ego.
Segundo eles, esses são os motivos pelos quais as pessoas cometem traição à pátria.
Os advogados do governo indicaram que Toebbe queria dinheiro. De acordo com uma declaração feita por investigadores federais, ele pediu US$ 100 mil, pagos em criptomoeda, em troca de seus segredos nucleares.
E há indícios de que ele e a esposa podem ter tido problemas financeiros. O juiz Robert Trumble revisou as declarações financeiras do casal e disse que eles poderiam ter um defensor público.
Isso pode significar que eles não eram ricos, uma vez que não podiam pagar pelos próprios advogados, mas também não eram pobres.
Ela agora é representada por dois advogados, Edward MacMahon de Middleburg, na Virginia, e Barry Beck, de Martinsburg. O advogado de Toebbe é Nicholas Compton, um defensor público federal assistente em Martinsburg.
Os advogados não responderam aos pedidos de entrevistas.
Mesmo assim, o dinheiro parece ser apenas parte da história, segundo Charney, dado que, como ele mesmo observou, os Toebbes pareciam estar relativamente bem de vida.
“Você olha para a vida deles, e vê essas fotos de uma casa bacana, e diz: ‘Nossa, não é nada mau.’ Mas não importa o que você pensa. Se eles sentirem que não corresponde às expectativas, isso pode acabar com eles “, explica.
Grandes espiões veteranos também se perguntaram como Toebbe poderia ter pensado que seus estratagemas dariam certo.
As técnicas dele não eram sofisticadas — e evidenciam a questão maior de por que um funcionário de escritório, sem nenhum treinamento em campo, realizaria uma operação tão arriscada.
“Ele é um espião amador”, diz Jack Devine, um ex-agente sênior de operações da CIA, a agência de inteligência americana.
“Ele não tinha nenhum treinamento. Eles assistem a alguns programas de TV e não têm nenhum apreço ao que é necessário.”
“Se você depende de filmes de espionagem para fornecer suas habilidades, é melhor que você seja realmente bom ou sortudo”, acrescenta Devine.
Toebbe, supostamente, não era nem uma coisa, nem outra.
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Fonte: G1 Mundo

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Popular rapper sueco é assassinado em Estocolmo

Einar, um rapper sueco de 19 anos muito popular em seu país, foi assassinado na noite de quinta-feira (21) na capital Estocolmo.
O rapper, cujo nome verdadeiro é Nils Kurt Erik Einar Grönberg, já havia sido alvo de uma tentativa de sequestro em 2020. Ele foi morto à queima-roupa em uma rua do bairro residencial de Hammarby Sjöstad, próximo ao centro de Estocolmo.
A polícia recebeu avisos de tiros disparados por volta das 23h (18h em Brasília) neste bairro, em geral tranquilo.
Estava gravemente ferido quando foi encontrado pelos serviços de emergência, que tentaram salvá-lo. O rapper não resistiu e no morreu ainda no local, relatou Towe Hagg, porta-voz da polícia de Estocolmo.
Como costuma acontecer, a polícia sueca não confirmou oficialmente a identidade da vítima, revelada por diferentes veículos de comunicação ontem à noite.
Uma investigação de assassinato foi aberta e, no momento, a polícia está ouvindo testemunhas, acrescentou o porta-voz.
O rapper Einar se tornou muito popular em 2019 com sua música “Katten i trakten” (“O gato no setor”, em tradução livre). Chegou ao topo das paradas suecas e recebeu vários prêmios. Muitas de suas canções falam de criminalidade, drogas e armas.

Fonte: G1 Mundo

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O remoto lugar nos EUA que vive boom com alta dos preços do petróleo no mundo


Para muitos, foi um novo renascimento semelhante ao que a região experimentou há mais de uma década, quando a perfuração de xisto começou a tornar o mercado de energia dos EUA autossuficiente. Em uma vasta área remota entre os Estados do Novo México e do Texas, devastada por frequentes tempestades de areia, com o pôr do sol avermelhado e o calor sufocante do deserto, está a maior reserva natural de energia dos Estados Unidos e uma das maiores do planeta.
Foi graças à sua exploração que os EUA conseguiram se tornar o maior produtor de petróleo do mundo.
No entanto, a Bacia do Permiano, uma área de 220 mil quilômetros quadrados no sudoeste da América do Norte, estava passando recentemente por um crepúsculo inesperado. No ano passado, a pandemia do coronavírus fez despencar os preços do mercado de energia e os esforços de extração caíram drasticamente.
Arrecadação com royalties do petróleo bate recorde e pode ter aumento de mais de R$ 37 bilhões em 2021
Por que o preço do petróleo está disparando no mundo todo?
Reservas de petróleo bruto que fizeram com que o Texas vivesse um boom econômico ao longo do século 20
Getty Images via BBC
Agora, com um barril de petróleo girando em torno de US$ 80 (cerca de R$ 450), em tendência de alta, a Bacia vive o que a mídia dos Estados Unidos descreveu como um novo “boom”, a tal ponto que várias empresas de análise setorial acreditam que ele retornará aos níveis da produção pré-pandêmica nas próximas semanas.
“Há um ano e meio, tudo estava no chão. Agora, o trânsito intenso de sempre nas estradas mostra que há trabalho de novo”, disse à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) Fernando Acosta, motorista cubano que trabalha na Bacia do Permiano dirigindo um caminhão-tanque.
Preço do petróleo no mercado internacional atinge maior patamar dos últimos três anos
O novo boom foi impulsionado principalmente por empresas privadas menores, já que grandes empresas como a Shell venderam seus terrenos, um sinal que os especialistas veem como indicativo dos altos preços pelos quais essas terras agora podem ser vendidas.
Para muitos, foi um novo renascimento semelhante ao que a região experimentou há mais de uma década, quando a perfuração de xisto começou a tornar o mercado de energia dos EUA autossuficiente.
A Bacia do Permiano
A Bacia do Permiano tem esse nome porque é composta por um dos depósitos de rocha mais grossos do mundo desde o período geológico do Permiano (começou há cerca de 299 milhões de anos e terminou há cerca de 251 milhões de anos).
Há muito tempo, um vasto mar pré-histórico depositou ali material orgânico rico ao longo de milhões de anos para formar não apenas uma das estruturas de hidrocarbonetos mais densas do mundo, mas também grandes reservas de sais de potássio, sal-gema e outros minerais.
Mas foram as reservas de petróleo bruto que fizeram com que o Texas vivesse um boom econômico ao longo do século 20.Os poços tradicionais, porém, amadureceram e, no final do século a Bacia passou por mais um período de crise.
Segundo o professor Jorge Piñón, especialista em questões energéticas da Universidade do Texas (EUA), havia reservas de energia em outras formas.
“Formações geológicas não convencionais (como é chamada a categoria de formações geológicas chamadas xistos, xisto, xisto betuminoso) é o petróleo que se encontra dentro de fissuras dentro da rocha e a única maneira de extraí-lo é fraturando a rocha. É preciso quebrar a rocha e extraia esse líquido”, explica à BBC News Mundo.
Segundo o pesquisador, esses tipos de formações geológicas são conhecidas há séculos, mas havia dois problemas: o preço do petróleo não era alto o suficiente para justificar a lucratividade da exploração dessas formações e não havia as tecnologias adequadas para sua exploração.
No entanto, no início dos anos 2000 os preços do petróleo dispararam e muitas grandes empresas viram as formações geológicas não convencionais como uma nova forma de produzir petróleo e gás natural.
Novas técnicas foram implantadas, como o fracking (fraturamento), com o qual a rocha é fraturada com água pressurizada para a extração dos combustíveis. A própria composição geológica do terreno também permitiu a extração de óleo de xisto com a perfuração de um único poço.
A nova fórmula que transformou a antiga área tradicional de exploração de petróleo, no entanto, é bastante polêmica. Há anos organizações ambientais denunciam a enorme poluição que ocorre na bacia e a grande quantidade de água necessária para o fraturamento, embora a técnica tenha melhorado.
Tráfego intenso na Bacia do Permiano aponta retomada do setor petroleiro para os níveis pré-pandemia
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Em 2018, o U.S. Geological Survey estimou que a Bacia do Delaware, no oeste do Texas e no sul do Novo México, tem potencial para produzir 46,3 bilhões de barris de petróleo e cerca de 281 trilhões de pés cúbicos de gás natural.
Atualmente, mais de 70% da produção de petróleo nos Estados Unidos saem de poços não convencionais e quase 40% desse total são extraídos da Bacia do Permiano (de onde sai também mais 15% do gás natural produzido no país), segundo dados do Federal Reserve Bank de Dallas.
O sucesso dos EUA
Segundo Piñón, embora outros países também possuam formações rochosas não convencionais que permitiriam uma maior produção de energia, os EUA e a Bacia do Permian atingiram um alto patamar de produção por um fator sociopolítico que vai além dos mesmos recursos energéticos.
“Em última análise, o que tem permitido esse desenvolvimento da produção é que os EUA são provavelmente o único lugar do mundo, com poucas exceções, onde os direitos minerais pertencem aos donos das terras e não ao Estado”, afirma. Isso, segundo Piñón, “facilitou as coisas”, destravou a burocracia e tornou os processos de produção mais eficazes.
Mas a exploração da Bacia gerou muita controvérsia e críticas. Por ser um dos maiores campos de exploração de petróleo do mundo, também é um dos mais poluentes. Segundo relatórios de órgãos ambientais, os níveis de metano expelido da região para a atmosfera também voltaram aos níveis pré-pandêmicos, um dos mais altos do mundo.
Dados da ONG Fundo de Defesa Ambiental indicam que cerca de 1,4 milhão de toneladas métricas de metano saem da Bacia a cada ano, gás suficiente para atender quase 2 milhões de residências. Isso, segundo o relatório, implica que seu dano ambiental triplique o impacto da queima do gás ali produzido em um período de 20 anos.
E embora os métodos de reciclagem da água injetada na rocha com fracking tenham sido aprimorados, grupos ambientalistas alertam que essa técnica contamina o lençol freático com produtos químicos, o que pode afetar muitas comunidades da região Oeste dos EUA.
Bacia do Permiano é rica em minerais valiosos no mercado internacional
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Além disso, vários dos locais com poços são considerados territórios sagrados por tribos indígenas americanas, que viram milhares de pessoas chegarem ao longo dos anos às proximidades de suas reservas para trabalhar na indústria do petróleo.
Eles não são os únicos.
A chegada de numerosos trabalhadores à área também impactou muitas comunidades locais, que têm um número limitado de hospitais ou infraestruturas para acomodar um número crescente de habitantes. Tudo isso fez do futuro da Bacia do Permiano uma dor de cabeça para as autoridades locais e federais. E mais durante o atual governo, que defende a implementação de regras ambientais mais duras.
No entanto, especialistas como Piñón estimam que, para além da regulamentação, será difícil acabar com a produção da Bacia, apesar das mudanças num futuro próximo que muitos já preveem para o setor energético.
“A descarbonização do setor de energia não tem fim. Esse trem já partiu. Mas isso não significa que o petróleo vai desaparecer, não importa quantos Teslas ou outros carros elétricos sejam vendidos: 25% do petróleo que é produzido atualmente vai para a indústria petroquímica”, afirma.
“As empresas já estão voltando para a Bacia do Permiano, e isso é um sinal de que elas enxergam um futuro ali pelo menos nos próximos 10 a 30 anos”, afirma.

Fonte: G1 Mundo