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Macron faz gol de pênalti em jogo beneficente na França; veja vídeo


Presidente francês jogou ao lado de Arsène Wenger, Marcel Desailly e Christian Karembeu contra equipe formada por funcionários de hospital. Macron faz gol de pênalti em jogo beneficente na França
O presidente da França, Emmanuel Macron, fez um gol de pênalti durante uma partida beneficente de futebol entre times de celebridades em Poissy, perto de Paris, nesta quinta-feira (14). Assista ao VÍDEO acima.
Aos 43 anos, Macron foi chamado para marcar o pênalti. O presidente francês cobrou com uma bola curta, no centro do gol, enquanto o goleiro caiu para a direita do gol. Com isso, o time de Macron empatou a partida em 1 a 1.
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Além do presidente, participaram Arsène Wenger, ex-técnico do time inglês Arsenal, e os ex-jogadores Marcel Desailly e Christian Karembeu, que já defenderam a seleção francesa de futebol masculino.
A partida serviu para arrecadar fundos para a Fundação de Hospitais de Paris e da França. O time de Macron jogou, com as celebridades do futebol, enfrentou uma equipe de funcionários de uma unidade de saúde francesa.
Presidente Emmanuel Macron, de azul, joga partida beneficente na França nesta quinta (14)
Sarah Meyssonnier/Reuters

Fonte: G1 Mundo

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Megaexplosão em Beirute em 2020 é raiz de protesto e violência no Líbano; entenda


Explosão em 4 de agosto de 2020 deixou mais de 240 mortos e 6 mil feridos, e foi causada por quase 3 mil toneladas de nitrato de amônio armazenado sem segurança durante seis anos; primeiro-ministro renunciou e culpou ‘corrupção endêmica’ pela tragédia. Movimentos ligados ao atual governo querem destituir juiz responsável pelo processo. Membros armados do Hezbollah e do Amal se posicionam em Tayouneh, subúrbio de Beirute, na quinta-feira (14)
Anwar Amro/AFP
A violência que deixou seis pessoas mortas e mais de 30 feridas nesta quinta-feira (14) em Beirute, no Líbano, aconteceu durante um protesto convocado pelos movimentos islâmicos Hezbollah e Amal em relação à investigação da explosão no porto da capital libanesa, em agosto de 2020.
A manifestação exigia a destituição do juiz Tarek Bitar, responsável pelo processo sobre o caso.
O juiz interrogou vários políticos e funcionários do governo, incluindo aliados do Hezbollah, suspeitos de negligência que levou à explosão do porto, causando a morte de mais de 200 pessoas.
Um prédio residencial é visto cheio de buracos de bala em Tayouneh, subúrbio de Beirute, na quinta-feira (14)
Joseph Eid/AFP
Na terça-feira (12), Bitar emitiu um mandado de prisão contra Ali Hassan Khalil, deputado e ex-ministro das Finanças que é membro do Amal e aliado do Hezbollah.
‘Perdemos tudo naquele dia’: um ano após explosão no porto de Beirute, Líbano ainda tenta se recuperar
Dois ex-ministros apresentaram uma denúncia contra o magistrado — que foi obrigado a suspender pela segunda vez a investigação. A acusação foi negada nesta quinta, e Bitar poderá retomar seu trabalho.
VÍDEO: Veja imagens de antes, depois e um ano após explosão em Beirute
O governo do Líbano, dirigido pelo primeiro-ministro Najib Mikati, apoiado pelo Hezbollah, foi formado em 10 de setembro, após mais de um ano de vazio político, depois que Hasan Diab renunciou por causa da explosão.
Civis fogem de suas casas durante onda de violência em manifestação em Tayouneh, subúrbio de Beirute, na quinta-feira (14)
Anwar Amro/AFP
As autoridades locais, acusadas de negligência criminosa, recusam-se a autorizar uma investigação internacional e são acusadas pelos familiares das vítimas e por ONGs de obstrução da justiça.
Explosão e renúncia
Equipes de resgate e agentes de segurança trabalham no local de uma explosão que atingiu o porto de Beirute, Líbano, em 4 de agosto de 2020
Hussein Malla / AP Photo
A explosão do dia 4 de agosto de 2020 deixou mais de 240 mortos e 6 mil feridos, além de abrir uma cratera de 43 metros e destruir diversos edifícios. Ela foi causada por quase 3 mil toneladas do fertilizante nitrato de amônio, um material explosivo, armazenado sem segurança durante seis anos no local.
VÍDEO: Drone mostra destruição em porto no Líbano um ano após explosão
O caso desencadeou uma série de protestos e levou o então primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, a renunciar menos de uma semana depois, no dia 10 de agosto, afirmando que a explosão era resultado de corrupção endêmica no governo. Diab foi formalmente acusado de negligência pela justiça libanesa.
VÍDEOS: Explosão em Beirute, no Líbano
Explosão em Beirute; FOTOS
VÍDEO E FOTOS de um ano da explosão em Beirute: veja como está o porto hoje
O país ficou sem um novo governo por 13 meses, até que, em 10 de setembro deste ano, Najib Mikati foi nomeado como novo primeiro-ministro.
Durante esse período entre os dois governos, a crise econômica sem precedentes no país se tornou ainda mais grave. O Banco Mundial a considera uma das piores do mundo desde 1850.
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Com uma inflação galopante e demissões em larga escala, 78% da população libanesa vive abaixo da linha da pobreza, segundo a ONU.
Mikati já foi primeiro-ministro do Líbano, entre 2011 e 2013. Ele foi nomeado com apoio do Hezbollah, mas renunciou após uma disputa no gabinete com o próprio grupo por causa de preparativos para uma eleição parlamentar e a prorrogação do mandato de uma autoridade de segurança, segundo a agência Reuters apontou na época.
Passo a passo mostra os detalhes da explosão em Beirute, no Líbano, que ocorreu na terça-feira (4)
Guilherme Luiz Pinheiro/G1
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Fonte: G1 Mundo

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Comitê de agência americana recomenda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 da Moderna

Imunizante não é usado no Brasil. Nos EUA, a recomendação é que a dose extra seja aplicada seis meses após a imunização completa. Que vacina é essa? Moderna
Um comitê consultivo independente da agência reguladora norte-americana (FDA, sigla em inglês) recomendou nesta quinta-feira (14) a aplicação de uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Moderna para a maioria dos cidadãos dos Estados Unidos.
O imunizante, que não é usado no Brasil, poderá ser reaplicado em uma “dose extra” para aqueles que já tiveram sua proteção completa há pelo menos seis meses – neste momento, segundo o painel de especialistas, apenas para pessoas com 65 anos ou mais, ou jovens com comorbidades.
Os grupos indicados são os mesmos que a FDA autorizou receber uma dose de reforço da vacina Pfizer/BioNTech no mês passado. A recomendação do comitê não é definitiva, mas a agência reguladora normalmente a segue à risca.
Se a FDA aprovar o reforço da Moderna, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) fará recomendações específicas sobre quem deveria recebê-la.
Exemplo de Israel
Mais cedo, as autoridades de saúde de Israel enviaram resultados da aplicação do reforço no país ao grupo de cientistas norte-americanos.
“O que estamos vendo é uma ruptura na curva epidêmica em Israel”, disse a doutora Sharon Alroy-Preis, diretora dos serviços de saúde pública do Ministério da Saúde israelense.
Ela disse que o programa de vacinação de reforço, que agora inclui 50% da população de todas as faixas etárias, está começando a diminuir as infecções mesmo entre os moradores não vacinados do país.
Israel, que monitora atentamente as vacinas em sua população, disse que administrar uma dose de reforço levou a uma proteção maior contra infecções confirmadas entre pessoas de 16 anos e acima.

Fonte: G1 Mundo

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Mulheres são maioria no novo governo da Noruega


Novo gabinete liderado pela centro-esquerda também terá como ministros dois jovens sobreviventes do massacre de Utoya, em 2011. Posse ocorre em momento tenso, um dia depois de ataque cometido por radical islâmico. Membros do Partido Trabalhista da Noruega, entre eles o líder Jonas Gahr Støre (de gravata vermelha), comemoram o resultado das pesquisas de boca de urna das eleições parlamentares, em Oslo, na segunda-feira (13)
Javad Parsa/NTB/AFP
O novo primeiro-ministro norueguês, o trabalhista Jonas Gahr Store, apresentou sua nova equipe de governo nesta quinta-feira (14). O time de ministros será formado por uma maioria de mulheres e dois sobreviventes do massacre de Utoya, que ocorreu em 2011.
Dos 19 ministérios, as mulheres ocuparão dez, incluindo a chefia das pastas das Relações Exteriores, Energia e Justiça.
Não é a primeira vez que 53% dos ministérios vão ser ocupados por mulheres no país. Entre 2005 e 2013, o mesmo ocorreu, pelo menos durante um curto período de tempo, quando o hoje chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, era primeiro-ministro.
O novo governo reúne os trabalhistas de centro-esquerda e o Partido de Centro, uma legenda regional que representa interesses dos agricultores da Noruega.
A nova coalizão toma posse em um momento tenso no país, um dia depois do ataque cometido por um homem armado com arco e flechas, em Kongsberg (sudeste da Noruega). Cinco pessoas morreram. O suspeito, um dinamarquês de 37 anos que se converteu ao islã, foi preso, e as autoridades apontam que o ataque parece ter sido um “ato de terrorismo”.
Sobreviventes de Utoya
Outra peculiaridade é que o novo governo terá dois sobreviventes do massacre na ilha de Utoya.
Na ocasião, o extremista de direita Anders Behring Breivik matou 69 pessoas, incluindo vários adolescentes, durante um encontro da juventude trabalhista. No total, os atentados cometidos por Breivik em 2011 deixaram 77 mortos no país, já que oito pessoas morreram na explosão de um veículo bomba em Oslo.
Os ministros sobreviventes do massacre de Utoya são Tonje Brenna, de 33 anos, nova ministra do Conhecimento, e Jan Christian Vestre, 35 anos, ministro do Comércio e Indústria.
“Estes jovens responsáveis e talentosos políticos carregam um fardo [do passado]. Tenho o sentimento de que demos um passo importante”, disse o novo chefe do governo, Jonas Gahr Store.

Fonte: G1 Mundo

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Coiote abandona criança de 7 anos na fronteira dos EUA


A menina, de El Salvador, foi levada pelos policiais para um centro de triagem na Califórnia. Coiote caminha com criança salvadorenha antes de abandoná-la, sozinha, na fronteira americana
Reprodução/Defesa dos EUA
Uma criança de 7 anos foi abandonada na fronteira dos Estados Unidos nesta terça-feira (14), informaram as autoridades locais.
A pequena, de origem salvadorenha, cruzou o muro que divide o México com a Califórnia carregada por um traficante de pessoas, que, após deixá-la no solo, fugiu.
Os agentes da fronteira acompanharam toda a ação por câmeras de vigilância, mas afirmaram ter esperado o coiote se afastar para que a criança não corresse perigo.
A menina foi levada pelos policiais para um centro de triagem na Califórnia, onde ela passará por exames médicos e “todos os trâmites serão realizados”, informou a Defesa dos EUA em nota.
O chefe da patrulha de fronteira, Gregory Bovino, disse em um comunicado que há muitos perigos ao se cruzar a fronteira de forma ilegal, e que nenhuma criança deveria ser exposta a estes riscos.
“Ninguém deveria abandonar uma criança aos perigos de uma travessia ilegal”, afirmou Bovino. “Traficantes sempre as verão como um produto, para lucrar, sem considerar a segurança delas.”

Fonte: G1 Mundo

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Sem emprego na pandemia, professores de Uganda viram fabricantes de caixão


Professor de matemática, Livingstone Musaala passou a fazer e negociar unidades por preços acessíveis e chegou a vender dez caixões por dia no auge da pandemia. Com baixos salários, alguns educadores não pretendem mais voltar às salas de aula mesmo quando escolas reabrirem. Professores primários Paul Kasadha (esquerda) e Mwadha Musa trabalham fabricando caixões em sua oficina em Namutumba, Uganda, em foto de 6 de setembro
Badru katumba/AFP
Quando a Covid-19 provocou o fechamento de escolas em Uganda, Livingstone Musaala abriu mão de seu trabalho como professor de matemática para se dedicar à construção de caixões em valor acessível para os moradores em luto de seu povoado.
A escolha rendeu-lhe críticas e censuras, até mesmo de sua própria família, que o acusou de se aproveitar da dramática situação em sua cidade de Bugobi, cerca de 140 quilômetros a leste da capital Kampala.
“Entre todas as ideias de negócios, você escolhe vender caixões, como se quisesse a morte da pessoas?”, condenou um parente, lembra o professor de matemática.
Livingstone Musaala, professor da Bulange Nursery and Primary School, trabalha fabricando caixões em sua oficina em Namutumba, Uganda, em foto de 6 de setembro
Badru katumba/AFP
Sem salário, Musaala logo se deu conta de poderia fazer caixões a preços consideravelmente mais baixos do que os valores exorbitantes cobrados pela maioria dos lugares, diante da explosão da demanda causada pela pandemia.
“Não foi uma decisão fácil, mas as pessoas me dão o reconhecimento agora”, diz este pai de dois filhos, de 28 anos.
Seus vizinhos de Bugobi não precisam mais percorrer longas distâncias para encontrar caixões a preços razoáveis.
Professores primários trabalham fabricando caixões em sua oficina em Namutumba, Uganda, em foto de 6 de setembro
Badru katumba/AFP
“No pico da pandemia, os negócios iam bem, vendíamos dez caixões por dia”, conta este novo marceneiro, que vende seus produtos por entre 150 mil a 450 mil xelins de Uganda (US$ 41,7 – ou R$ 230 – a US$ 125, cerca de R$ 690).
Seu sucesso atraiu outros 30 professores, que estavam na mesma situação. E, assim como ele, a maioria não quer voltar para a sala de aula, mesmo que as escolas reabram.
Sistema escolar em xeque
Esta insatisfação ameaça o sistema escolar deste país da África Oriental, já muito castigado pelas consequências econômicas e sociais da pandemia.
O professor primário Salakam Abdul trabalha fabricando caixões em sua oficina em Namutumba, Uganda, em foto de 6 de setembro
Badru katumba/AFP
Cerca de 15 milhões de alunos deixaram de ir à escola, após o fechamento das instituições de ensino públicas, em março de 2020.
Algumas associações temem que isso tenha levado a um aumento da gravidez entre adolescentes e do trabalho infantil.
Sem receita, algumas escolas foram transformadas em hotéis, ou restaurantes. Outras se afundam em dívidas, incapazes de pagar seus empréstimos há meses, o que torna ainda mais incerta a remuneração dos professores que retomarem suas atividades.
Livingstone Musaala, professor da Bulange Nursery and Primary School, trabalha fabricando caixões em sua oficina em Namutumba, Uganda, em foto de 6 de setembro
Badru katumba/AFP
Em média, um professor de uma escola particular em Bugobi ganha entre US$ 98,5 e US$ 255 por mês (R$ 543 a R$ 1400, em média).
“Entre a educação e a carpintaria, fico com a carpintaria, porque paga bem”, disse Godfrey Mutyaba à AFP.
“Adoro ensinar, mas, com meu salário baixo, não voltaria”, acrescenta.
Livingstone Musaala também decidiu que não vai mais dar aula. Embora a pandemia agora tenha diminuído, após um surto em junho e julho, ele continuará como carpinteiro. Seu objetivo é diversificar sua oferta com a fabricação de móveis.
“A Covid-19 me ensinou que existe vida fora do ensino”, diz ele.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA voltam ao Conselho de Direitos Humanos da ONU após era Trump


Desde fevereiro deste ano, o país mantinha status de observador, sem direito a voto. Com a aprovação da Assembleia-Geral, país recebeu mandato de 3 anos a partir de janeiro de 2022. Reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra
Martial Trezzini/Keystone via AP
A Assembleia-Geral das Nações Unidas elegeu os Estados Unidos para o Conselho de Direitos Humanos nesta quinta-feira (14), mais de três anos depois de o governo Trump deixar a entidade de 47 membros pelo que classificou como uma inclinação crônica contra Israel e uma falta de reforma.
Sem concorrentes, os EUA receberam 168 votos na eleição secreta dos 193 membros da Assembleia-Geral. O país inicia seu mandato de três anos em 1º da janeiro e confrontará a China e a Rússia, que iniciaram seus mandatos no conselho neste ano.
O presidente americano, Joe Biden, tomou posse em janeiro prometendo que os direitos humanos seriam o centro de sua política externa, e seu governo não se absteve de criticar a China por causa de Hong Kong, Xinjiang e Taiwan e de denunciar a Rússia.
O que significa a volta dos EUA ao Conselho de Direitos Humanos da ONU?
Mas uma análise da Reuters a respeito do desempenho da gestão Biden até o momento mostrou que várias vezes as preocupações com os direitos humanos em outros países foram postas de lado em favor de prioridades de segurança nacional e da interação com potências estrangeiras.
“Os EUA terão uma oportunidade de demonstrar o quão sério o governo Biden é para tornar os direitos humanos centrais para suas políticas doméstica e externa”, disse o diretor da Human Rights Watch na Organização das Nações Unidas (ONU), Louis Charbonneau.
“Com muitos passos em falso até agora, eles deveriam usar seu tempo neste conselho para defender os direitos humanos igualmente entre amigos e inimigos.”
Os candidatos ao Conselho de Direitos Humanos são eleitos em grupos geográficos para garantir uma representação uniforme. Não houve disputas nesta quinta-feira para eleger 13 novos membros e reeleger cinco membros. Os membros não podem servir mais de dois mandatos consecutivos.
Nesta quinta, a Assembleia-Geral também elegeu Cazaquistão, Gâmbia, Benin, Catar, Emirados Árabes Unidos, Malásia, Paraguai, Honduras, Luxemburgo, Finlândia, Montenegro e Lituânia e reelegeu Camarões, Eritreia, Somália, Índia e Argentina.
Os Estados Unidos receberam o segundo menor número de votos, tendo mais apenas que a Eritreia, que obteve 144 votos.

Fonte: G1 Mundo

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‘Estava virando o machão que nunca quis ser’: o ‘disque-machismo’ que ajuda homens na Colômbia


Prefeitura da capital colombiana criou uma linha telefônica para ajudar homens a lidarem com suas emoções — uma medida preventiva contra a violência doméstica. Mais de 2 mil homens já procuraram a linha telefônica Calma, criada pela prefeitura de Bogotá
Alcaldia de Bogotá
“Seja bem-vindo à Calma, uma linha de escuta para os homens”, diz ao telefone uma voz masculina, suave e lenta. “Estamos aqui para ouvir e orientar.”
Minutos depois, um especialista em psicologia da prefeitura de Bogotá entra na ligação para prestar atendimento a homens da capital colombiana que possam estar passando por algum tipo de angústia.
Em dez meses de existência da linha Calma, quase 2 mil homens buscaram atendimento. Cerca de 200 deles passaram por 10 sessões gratuitas e personalizadas às quais têm direito, apenas por estarem dispostos a analisar suas emoções, pensamentos e atitudes machistas.
“Eu estava me tornando o machão que nunca quis ser”, diz à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) o padeiro e artista Alex Rodríguez, 31 anos, morador de Bogotá.
“Como fiquei preocupado de estar sentindo aquele ciúme típico de um homem tóxico, liguei para a linha e a Diana, uma psicóloga, me disse que ciúme é normal, que todos sentimos, e que o importante é saber como processá-lo.”
A maioria dos homens que liga para a Calma o faz em meio a uma crise de ciúmes.
“Descobrimos que não só entre os homens, mas também as mulheres colombianas, o ciúme é algo a que nos ligamos muito”, diz María Fernanda Cepeda, especialista em gênero da prefeitura de Bogotá.
Subsecretário de cultura cidadã na prefeitura, Henry Murrain acrescenta: “Por trás do machão que tudo pode, que tudo controla, há um homem profundamente inseguro e atormentado”.
“Isso vem não só do ciúme, mas de uma ideia de exclusividade e controle da mulher, a partir da qual as fúrias mais profundas são despertadas e podem tornar a pessoa violenta, algo que, na maioria das vezes, eles não querem.”
Na Argentina, no México e no Peru, entre outros, há programas de assistência a homens que cometem violência de gênero, mas a maioria dessas iniciativas foca em agressores já condenados ou são promovidas por organizações civis.
Já a linha Calma investe na prevenção a atitudes sexistas e parte do poder público.
“Há muito esforço no empoderamento das mulheres e no trabalho com os agressores, mas nossa abordagem, de natureza antropológica, busca prevenir a violência sexista por meio da compreensão e da atenção às suas causas emocionais”, explica Murrain.
Homens ‘atormentados’ pelo papel de ‘provedor e conquistador’
À frente do projeto na prefeitura, Henry Murrain pesquisou o machismo dos colombianos em duas cidades: Barranquilla e Barrancabermeja.
“Por meio de vários estudos, constatamos que o colombiano, embora eu ache que esta seja uma faceta bem latino-americana, é atormentado por uma série de fardos impostos por sua condição de provedor e conquistador masculino”, aponta.
“Eles não conseguem processar as emoções de culpa, raiva e impotência de forma calma e transparente, mas sim com violência e arrogância.”
Pesquisas da prefeitura local mostram que 66% da violência doméstica é cometida pelo parceiro, que 55% dos casos são atribuídos ao ciúme e que 76% concordam que os homens não sabem controlar suas emoções.
Cepeda acrescenta: “A expectativa sobre os homens é que eles ajam de acordo com a ideia de masculinidade, do homem que provê e não trata do sentimental”.
“É uma identidade muito difícil de ganhar e muito fácil de perder, porque eles têm de mostrar constantemente que são homens, que proveem, que conquistam, que não choram”.
A antropóloga questiona: “Como podemos esperar que os homens não exerçam violência se lhes pedimos constantemente que estejam sustentando esta hombridade machista?”
Culpa estava ‘gerando problemas muito profundos’
Oscar Eduardo López, um residente de Bogotá de 24 anos que trabalha com música e jornalismo, não estava sabendo lidar com a infidelidade da namorada quando ligou para a linha Calma.
“A culpa por sentir que não consegui atender às vontades da minha parceira estava me gerando problemas muito profundos”, conta López. “Quando ia buscar ajuda com amigos e parentes, eu ouvia coisas como: supere isso; a vida é assim mesmo, vire a página.”
Ao conversar com um especialista do projeto Calma, o jovem diz ter encontrado um interlocutor neutro e paciente que o fez entender “que o rompimento e a infidelidade não foram culpa minha, mas uma decisão dela que pouco ou nada teve a ver com o que fiz”.
Diferente de outras capitais da América Latina, Bogotá está nos primeiros lugares em violência domiciliar na Colômbia. Apenas Casanare, Arauca e Meta apresentam taxas mais altas deste tipo de violência.
“Apesar de todo o progresso que Bogotá fez em termos de segurança, consciência ambiental e comportamento urbano, há uma dívida quando se trata de violência domiciliar”, explica Murrain.
De acordo com dados oficiais, 5 em cada 10 homens em Bogotá cresceram sem o pai como a principal figura masculina.
Cepeda aponta que “quando o pai não está ausente, ele é violento”.
“É um problema de saúde pública”, acrescenta Murrain. “Sabemos que emoções como o ciúme são indicadores de violência. Portanto, com um tratamento adequado e profissional dessas emoções, podemos prevenir a violência.”

Fonte: G1 Mundo

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Conheça Lindsey Graham, o senador americano que disse que brasileiros entram ilegalmente nos EUA ‘com bolsas da Gucci’


Senador participou da comissão de impeachment de Bill Clinton, foi um aliado de John McCain, perdeu para Donald Trump nas prévias das eleições de 2016 e depois se tornou um dos maiores aliados do ex-presidente republicano. Lindsey Graham em imagem de 6 de outubro de 2021
Kevin Dietsch/AFP
O senador americano Lindsey Graham, que afirmou dos imigrantes brasileiros que entram nos Estados Unidos que, segundo ele, usam roupa de grife e bolsas da marca Gucci, está na política desde 1992.
Naquele ano, ele resolveu concorrer a uma cadeira de deputado no estado da Carolina do Sul. O deputado do distrito estava com a popularidade em baixa. Segundo um perfil de Graham publicado pelo “New York Times”, ele entrou no Partido Republicano porque sua chance de ser o concorrente pelos democratas era menor.
Graham tinha estudado direito. Ele era de uma família de classe média baixa na cidade de Central, na Carolina do Sul. Os seus pais eram donos de um bar que funcionava do lado da casa.
Ao se formar, ele começou a trabalhar como advogado na Justiça Militar. Depois passou a atuar também na Justiça comum. Assim que ficou conhecido e conseguiu ser eleito deputado pelo Partido Republicano em 1992.
Imagem de 1998 mostra Lindsey Graham em comissão do impeachment do Bill Clinton
Library of Congress Prints and Photographs Division
E, na Câmara, ele acabou participando da comissão de deputados que aprovou o impeachment do presidente Bill Clinton, em 1999. Isso fez com que ele se tornasse conhecido no país.
Rapidamente, ele se aliou a um senador republicano que pretendia se tornar o presidente, John McCain.
Graham apoiou McCain nas primárias de 2000, que foram vencidas por George W. Bush. Naquele ano, ele também se tornou senador.
Graham virou um aliado próximo de McCain nos anos seguintes. Em 2008, McCain perdeu as eleições para Barack Obama e desistiu de concorrer à presidência.
Em 2016, foi Graham que se apresentou nas prévias do Partido Republicano. Inicialmente, ele fez oposição a Donald Trump, o vencedor daquele ano. Em uma fala à rede CNN, antes de Trump ser escolhido pelos republicanos, ele afirmou o seguinte: “Eu quero falar com os apoiadores do Trump por um minuto. Eu não sei quem vocês são e por que vocês gostam desse cara. O que vocês vão levar é o seguinte: ele é xenófobo intolerante que usa questões de raça para inflamar as pessoas. Ele não representa o meu partido”.
Imagem de 2015 mostra o republicano Lindsey Graham cumprimentando um apoiador de sua pré-candidatura para concorrer à presidência
Reuters/Christopher Aluka Berry
Graham pós-Trump
No entanto, depois que Trump derrotou Hillary Clinton nas eleições de 2016, Graham começou a sinalizar que pretendia se aproximar do então presidente.
Trump não era muito próximo dos senadores, nem mesmo do Partido Republicano, e a ele também interessava uma relação de proximidade com Graham. Assim, os dois começaram a jogar golfe juntos e se tornaram aliados.
Segundo o “New York Times”, Graham foi um dos políticos com mais acesso à Casa Branca nos anos de Trump —os assistentes do presidente até mesmo se irritavam.
Se quando ele era um aliado próximo de McCain, Graham tinha posições mais ponderadas sobre imigração, por exemplo, depois passou a adotar um discurso mais agressivo, próximo do de Trump, no tema.
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Nos momentos em que Graham tentou se dissociar das ideias mais conservadoras do Partido Republicano, ele teve problemas —por exemplo, votou a favor de uma juíza que tinha sido indicada por Obama para a Suprema Corte. Os manifestantes contrários à permissão do aborto reagiram e ele enfrentou vários oponentes nas primárias após isso.
Derrota de Trump
Após a derrota de Trump para Joe Biden, em 2020, os filhos de Trump começaram a pressionar Graham para que ele participasse das tentativas de evitar que Biden assumisse. Graham chegou a ligar para o responsável pelos resultados eleitorais do estado da Geórgia e perguntou se era possível questionar na Justiça os votos que haviam chegado pelo correio.
No dia 6 de janeiro, quando apoiadores de Trump invadiram o Capitólio para tentar impedir que Biden fosse nomeado prefeito, Graham chegou a sinalizar que não iria mais ser um aliado de Trump. No entanto, ele voltou a se aproximar do ex-presidente depois disso.
Em entrevistas, ele tem adotado um tom ultraconservador: nega a existência de racismo sistêmico, por exemplo, e tem aparecido com frequência nas redes de TV conservadoras —foi em uma entrevista a uma delas que ele reclamou dos brasileiros que entram ilegalmente nos EUA.
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Fonte: G1 Mundo

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Terremoto de magnitude 4,5 atinge a ilha de La Palma; tremor é o mais forte registrado desde o início da erupção


Com o aumento do número de construções danificadas, mais pessoas precisaram deixar suas casas, além disso, há restrições de deslocamento por conta das cinzas e gases tóxicos. O vulcão Cumbre Vieja, em La Palma, em foto de 11 de outubro
Jorge Guerrero/AFP
aUm terremoto de magnitude 4,5 atingiu a ilha de La Palma, no arquipélago espanhol das Canárias, nesta quinta-feia (14). O tremor foi o mais forte registrado desde o início da erupção do Cumbre Vieja.
Um terremoto de magnitude 4,5 atingiu a ilha de La Palma, no arquipélago espanhol das Canárias, nesta quinta-feira (14).
O tremor foi o mais forte registrado desde o início da erupção do vulcão Cumbre Vieja, segundo o Instituto Geográfico da Espanha.
Apenas nesta madrugada, cerca de 60 tremores puderam ser sentidos na ilha. Os terremotos, decorrentes da atividade sísmica, são comuns durante erupções.
Com o aumento do número de construções danificadas pela lava do vulcão, mais pessoas precisaram deixar suas casas, além disso, há restrições de deslocamento por conta das cinzas e gases tóxicos.
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O vulcão Cumbre Vieja segue em intensa atividade há 26 dias, despejando rios de lava que deixam um rastro de destruição por onde passa até avançar em direção ao mar.
A lava já destruiu mais de 1,6 mil construções da ilha. Cerca de 7.000 pessoas precisaram abandonar suas casas, 300 delas apenas nesta quinta-feira.
“Esta é definitivamente a erupção mais séria na Europa dos últimos 100 anos”, disse o chefe do governo local, Ángel Víctor Torres. “A única boa notícia é que, até agora, ninguém foi ferido”.
Imagem mostra casa sendo envolvida por lava do vulcão em La Palma
La Palma faz parte das Ilhas Canárias, um arquipélago da Espanha no Oceano Atlântico que fica a noroeste da África e cuja economia depende do cultivo da banana-da-terra das Canárias e do turismo.
O Cumbre Vieja entrou em erupção em 19 de setembro e não há perspectiva para que os fluxos de rocha quente parem de jorrar do vulcão.
A lava derretida já destruiu quase 600 hectares de terra.
VÍDEOS: Vulcão nas Ilhas Canárias
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Fonte: G1 Mundo