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Risco de desaparecimento e pedidos por vacinas: como pequenos países em ilhas assumiram protagonismo na ONU


Representantes de nações insulares como Maldivas, Comores e Ilhas Marshall tomam a dianteira nos debates sobre o aquecimento global, que pode fazer ilhas inteiras submergirem num futuro próximo. Dependentes do turismo, governos também cobram distribuição igualitária de vacinas para retomada segura. Foto de praia em Seychelles, país no Oceano Índico que pode sofrer com as mudanças climáticas
Ahmed Jadallah/Arquivo/Reuters
Países em pequenos arquipélagos espalhados pelos oceanos do mundo enfrentam um problema duplo: o risco de desaparecimento com o aumento no nível do mar e a queda no turismo — um motor na economia — devido à pandemia de Covid-19.
A dupla preocupação foi externada no discurso de autoridades de países insulares na Assembleia Geral das Nações Unidas, encerrada nesta semana. Os governos pediram comprometimento dos mais ricos com as metas de diminuir a emissão de carbono e com a distribuição igualitária de vacinas contra o coronavírus.
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Esse pedido de atenção, inclusive, se traduziu na escolha de Abdulla Shahid para presidir a Assembleia da ONU. Ele é Ministro das Relações Exteriores de Maldivas, país no Oceano Índico que corre risco de sumir com o aumento do nível do mar e que tem no turismo uma de suas principais atividades econômicas.
Abdulla Shahid, presidente da Assembleia Geral da ONU de 2021, durante discurso em 22 de setembro. Ele é de Maldivas, um dos países em risco de desaparecimento caso se confirme o aumento no nível do mar com o aquecimento global
Justin Lane/Pool via Reuters
Nesta reportagem você vai ler que:
Especialista da ONU em meio ambiente admite que inundações nesses países são ‘cada vez mais prováveis’.
Possível desaparecimento abriria um limbo jurídico: o que fazer com o reconhecimento dos estados cujos territórios ficarão submersos? E como lidar com as populações deslocadas desses países?
O Brasil tem papel importante na luta contra o desaparecimento dessas ilhas; queimadas e desmatamento são desafios.
Dependentes em parte do turismo, países insulares entram na geopolítica da vacina, com pedido por distribuição igualitária
Aumento do nível do mar
Praia que compõe as Ilhas Marshall, país localizado no Oceano Pacífico que corre risco de desaparecimento caso nível do mar aumente
Reprodução
O risco para populações litorâneas é conhecido há décadas: com a maior temperatura média do planeta, o derretimento do gelo polar e do permafrost — ou seja, o solo permanentemente congelado nas regiões frias do globo — levaria ao aumento do nível do mar. Assim, cidades inteiras poderiam ser engolidas mesmo que os oceanos subissem poucos metros.
No caso do permafrost, a situação é ainda mais grave porque, ao todo, essa camada de solo contém quase 1,7 trilhão de toneladas de carbono — quase o dobro do dióxido de carbono presente na atmosfera. Ou seja, um ciclo vicioso de derretimento do gelo e de aumento na temperatura da Terra com a emissão de gases estufa.
Por isso, em entrevista na quinta-feira (30), o coordenador sênior do Programa de Meio Ambiente da ONU (UNEP), Niklas Hagelberg, reconheceu que os riscos para as populações nos pequenos arquipélagos estão aumentando.
“Já estamos olhando para algum aumento no nível do mar, com o derretimento do gelo polar e do permafrost mesmo se pararmos todas as emissões. Então, um cenário de inundações é algo cada vez mais provável”, alertou.
Isso afetaria, segundo ele, não só países como Tuvalu, Ilhas Marshall, Maldivas ou Kiribati, mas populações inteiras de áreas continentais baixas como as margens dos rios em Bangladesh, no sul da Ásia.
A diferença é que existe uma preocupação com as nações insulares porque, caso o nível do mar aumente, todo o território de países inteiros ficaria submerso. Ou seja, a população de um país inteiro — ainda que pequena — teria que ser deslocada a outras nações, causando uma questão migratória.
Em consequência disso, haveria uma questão inédita: ainda não há uma resposta definida sobre como lidar juridicamente com cidadãos de um país que deixou de existir em decorrência de uma catástrofe natural, e não de uma guerra.
Assim, a ONU abriga desde a conferência de meio ambiente no Rio de Janeiro em 1992 o grupo de Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS, na sigla em inglês), com 38 países integrantes e outros 20 associados. Cerca de 65 milhões de habitantes — quase 1% da população mundial — vivem nessas ilhas e, portanto, podem ser gravemente afetadas com o aumento no nível do mar.
Os integrantes do SIDS, então, debatem com frequência formas de pressionar países mais ricos e desenvolvidos para que cumpram com as metas climáticas, além de discutir soluções conjuntas para o problema do aumento do nível do mar e outras catástrofes associadas ao clima.
Vacinas e turismo
Pequenas ilhas como as Maldivas são extremamente dependentes do turismo e sofrem com o impacto das emissões de carbono
Bodensee/Schweiz/Pixabay
Os pequenos países insulares têm na maioria das vezes o turismo como principal fonte de renda. Pacotes de viagens para paraísos tropicais como as Maldivas são bastante procurados, por exemplo, para visitas que vão de luas de mel a eventos de negócios.
Com a pandemia da Covid-19, o setor parou — e, ao voltar, a retomada tem sido lenta, com idas e vindas, exigências de testes e outros protocolos.
É por isso que, além de pedirem comprometimento com a meta de limitar as emissões de carbono para que o aumento na temperatura global não ultrapasse 1,5°C, os líderes desses países pediram na assembleia uma distribuição igualitária de vacinas.
As Maldivas, por exemplo, conseguiram avançar bem na vacinação, com mais de 60% das pessoas já completamente imunizadas segundo o levantamento do Our World In Data, que compila dados do mundo inteiro com a Universidade de Oxford.
Doses da vacina Pfizer/BioNTech
Divulgação
Essa não é, porém, a realidade em todos os pequenos países insulares: em Comores, por exemplo, a taxa de pessoas vacinadas contra a Covid com a primeira dose mal alcançou 20% — o presidente desse país disse esperar que só no fim de 2022 chegará a 80% da população vacinável imunizada.
“A Covid-19 vai continuar enquanto não for derrotada no mundo inteiro. A chave está nas vacinas, e vacinar o mundo o mais rápido possível é o jeito de superarmos a pandemia. Assim, a igualdade na distribuição das vacinas é de uma importância primordial”, disse Ibrahim Mohamed Solih, presidente das Maldivas, em discurso em 21 de setembro.
O papel do Brasil
Foto mostra incêndio no Cerrado em Brasília no dia 21 de setembro.
Eraldo Peres/AP
As atenções se voltam ao Brasil quando as mudanças climáticas entram em pauta, sobretudo em um contexto de forte pressão para reduzir o desmatamento na Amazônia — que ainda está em níveis preocupantes — e com as recentes queimadas no Cerrado e no Pantanal.
Afinal, a enorme cobertura vegetal brasileira ajuda a equilibrar a quantidade de CO2 na atmosfera, e o Brasil vem recebendo pressão internacional para se comprometer com as metas de preservação e redução dos gases estufa previstas no Acordo de Paris — o que, entre outras coisas, impacta na segurança dos pequenos países insulares.
A próxima rodada de conversas sobre o clima está marcada para novembro, em Glasgow, na Escócia, na reunião da COP 26. Os países discutirão formas de frear o aumento da temperatura global para patamares inferiores a 2°C, o que ainda assim é pouco para evitar o aumento do nível do mar.
Em entrevista à rádio pública francesa RFI, a secretária de Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, Marta Giannichi, adiantou que o Brasil não vai evitar conversas sobre o desmatamento e que pretende sair da reunião em Glasgow com “algo concreto” em relação às metas brasileiras.
Representantes da ONU, entretanto, reconhecem a dificuldade em traçar metas: cada país tem interesses e realidades muito singulares, que dificultam um entendimento e um consenso em relação ao que pode ou não ser feito para reduzir o impacto das mudanças climáticas.
“O Brasil tem suas próprias visões e circunstâncias, e eu não tenho como dizer qual o problema de cada país: todos têm questões singulares e visões especiais nas mesas de negociação”, ponderou Niklas Hagelberg, do UNEP.
Vacinas da Fiocruz contra a Covid
Bernardo Portella/Fiocruz
Em relação à distribuição de vacinas contra a Covid, o Brasil ainda pode adotar um papel central porque o país avançou no ritmo de imunização dos brasileiros e deve se aproximar da cobertura vacinal completa até o fim do ano.
Assim, considerando a autonomia do Instituto Butantan e da Fiocruz na produção dos imunizantes da Coronavac e Oxford/AstraZeneca, além da recente parceria da Pfizer/BioNTech com a farmacêutica Eurofarma, o Brasil deverá aumentar sua parcela na produção de vacinas para outros países — diminuindo o gargalo da distribuição de doses nos países mais pobres.
O desafio, sinalizado inclusive dentro da ONU, será conciliar a demanda por doses de reforço em algumas populações como os mais idosos e imunossuprimidos com a necessidade de ampliar a vacinação pelo mundo antes que apareça uma nova variante que escape ainda mais das vacinas.

Fonte: G1 Mundo

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Sob o Talibã, LGBTQIA+ afegãos vivem com medo da morte


Khalid é gay, Danish é transgênero, ambos são afegãos. Numa sociedade conservadora, agora sob regime fundamentalista islâmico, ser LGBTQIA+ pode significar a morte. A única esperança é o refúgio no exterior. Uma bandeira do Talibã é colocada na frente de uma motocicleta em Cabul, Afeganistão, em foto de 28 de setembro de 2021
Bernat Armangue/AP
Há semanas, Danish vive na penumbra. Desde a ocupação de Cabul pelos talibãs, ele se esconde no quarto dos fundos sem janelas de uma loja da capital afegã, que pertence a um amigo e agora está fechada.
Sob o regime dos fundamentalistas islâmicos, Danish está ameaçado de morte, por ser transgênero. Criado como menina, desde os 13 anos de idade ele sabe que está no corpo errado, um corpo que “odeia”. Nas fotos que envia, acentua a roupa masculina, os cabelos são curtos.
Um grande desafio é matar o tempo: “Não faço nada, além de respirar.” De noite, toma pílulas para dormir, a fim de evitar ficar ruminando os pensamentos. “Meu raciocínio está paralisado, fico maluco de tanto pensar.”
Se pudesse, ficaria à beira do mar e gritaria “até a minha garganta rasgar, e me livrar de todo o meu ódio”, afirma o afegão. “Preciso de paz, quero viver em um lugar livre e seguro. Eu só quero viver do jeito que eu sou.”
Ele estudou literatura, as palavras são sua válvula de escape. Comunicação com o mundo exterior, porém, só através do celular, com pouquíssimos interlocutores. Seu confidente mais íntimo é o amigo Khalid, homossexual e, como Danish, circulando pelos 25 anos de idade.
A DW esteve em contato diário com ambos desde o começo de setembro, através de um serviço de mensagens criptografado. Seus nomes foram alterados por motivos de segurança.
Membro do Talibã conversa com manifestantes mulheres enquanto outro tenta bloquear a visão da câmera com a mão durante protesto realizado do lado em frente a uma escola em Cabul, capital do Afeganistão, em 30 de setembro de 2021
Bulent Kilic/AFP
Crime: ser feminino
Khalid foi previdente: enquanto os talibãs avançavam sobre Cabul, trocou o jeans e o moletom com capuz pelas vestes tradicionais afegãs. Até uma barba deixou crescer, só para não chamar a atenção. “Sou um tipo feminino”, diz. E isso já basta para colocá-lo em perigo.
Em 15 de agosto, o dia em que o Talibã tomou a capital, saiu do seu quartinho para providenciar mantimentos, achando que estava bem preparado. Mas suas medidas de precaução não bastaram.
No meio da rua, súbito sentiu uma dor surda. “Atrás de mim estava um ‘talib’, eu não vi chegando.” O homem o golpeara com um enorme tubo de plástico no ombro direito, “as lágrimas de dor me saltaram aos olhos”. “Por que é que está andando assim, que nem mulher? Não sabe andar direito?”, rosnou o extremista.
Desde então, Khalid se trancou em casa.
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Prisão, amputações, morte
Sob a lei dos novos senhores afegãos, LGBTQs como Khalid e Danish têm motivos para temer pela própria vida.
Apenas duas semanas antes da tomada de poder, um juiz talibã declarou, em entrevista ao jornal alemão “Bild”, que para um homem que faz sexo com outro homem só existem duas punições possíveis:
“Ou apedrejamento, ou ele fica atrás de um muro que vai cair em cima dele. O muro deve ter de 2,5 a 3 metros de altura.”
No fim de setembro, então, o mulá Nooruddin Turabi, um alto membro fundador do Talibã, afirmou à agência de notícias AP que o governo voltaria a realizar execuções e amputações de mãos.
Jornalistas afegãos mostram marcas após serem detidos por talibãs por cobrirem protesto feminino em Cabul em 10 de setembro de 2021
Bernat Armangue/AP
Como no primeiro regime talibã no Afeganistão: segundo um relatório do governo australiano, entre 1996 e a queda dos fundamentalistas em 2001, homossexuais eram executados com regularidade. Na época, o ministro da Justiça era Turab.
Nos governos subsequentes, encabeçados por Hamid Karzai e Ashraf Ghani, indivíduos LGBTQIA+ não estavam mais ameaçados de pena de morte. Porém segundo o Código Penal afegão, relações sexuais fora do matrimônio entre um homem e uma mulher permaneciam fundamentalmente proibidas e puníveis.
Em 2018, sob o presidente Ghani, foi aprovada uma nova lei prevendo penas de dois a três anos de prisão para as relações sexuais com o mesmo sexo.
A discriminação cotidiana é onipresente, da mesma forma que a violência. Tanto Danish como Khalid sentiram isso na própria pele: ambos foram brutalmente espancados e banidos pelas famílias devido a sua identidade sexual; ambos têm bem poucos seres humanos em que confiam.
Namoro sob nome falso
Não existe uma comunidade queer aberta em Cabul, afirma Khalid numa ligação telefônica pelo serviço de mensagens codificado. Por razões de segurança, tudo acontece escondido. O namoro gay funciona principalmente através de um determinado aplicativo, onde todos usam nome e foto falsos – por exemplo, do ator hollywoodiano Tom Cruise.
Indagado se já teve um relacionamento mais prolongado, Khalid ri brevemente: não, até o momento só histórias esparsas. “Você conhece o termo friends with benefits? Bons amigos e, de vez em quando, um pouco mais.”
O outro lado da moeda são os olhares atravessados, comentários – coisas que Khalid vivenciava sempre ao andar pelas ruas de Cabul. Apesar de culto e formado em economia, não encontra emprego. Por várias vezes foi convidado para entrevistas de emprego, trazia todas as qualificações necessárias. Mas no fim das contas, não era isso que contava.
“Meus entrevistadores não se interessavam nem um pouco pela experiência que eu tenho”, praticamente não faziam perguntas profissionais, “eles só zombavam de mim e riam da minha cara”. Khalid está convencido de que o motivo fosse sua aparência feminina.
Forças do Talibã patrulham em frente ao Aeroporto Internacional Hamid Karzai em Cabul, no Afeganistão, na quinta (2)
Reuters
Sem força para viver
Em meados de setembro, Khalid está preocupado com Danish. Parece que o amigo está cada vez pior, psicologicamente. A solidão, a escuridão, a incerteza e o constante medo de morte estão consumindo o rapaz. Há 36 dias ele não vê nenhum ser humano em pessoa, só se alimenta de água e biscoitos secos. Uma vida “como um animal”, queixa-se.
Danish manda fotos suas: tatuagens adornam braços, mãos, pescoço. Há uns três anos ele mandou fazer a primeira. Também elas são tabu na sociedade conservadora afegã, explica. E, sob os talibãs, radicalmente proibidas.
Uma das tatuagens traz o nome da mulher que ele ama. Eles estiveram juntos por dois anos, eram muito felizes, conta. Até que a relação foi descoberta: quando os pais souberam que ela estava com um transgênero, a forçaram a se casar com outro homem. Há anos ele não sabe da moça.
Em outras fotos se veem hematomas: nos braços, costas, coxas. Faixas vermelho-arroxeado, contusões, certamente com uns 20 centímetros de comprimento. “Foi o meu pai”: desde esse dia em que foi espancado assim, Danish nunca mais esteve com a família.
Virada inesperada
O tom das mensagens de Danish é muitas vezes desesperado: ele só queria que tudo simplesmente acabasse, não tem mais força para otimismo. E aí, no fim de setembro, o quadro muda radicalmente de uma hora para outra.
Danish e Khalid conseguiram ser incluídos na lista de evacuações de ONGs estrangeiras especializadas em socorrer LGBTQIA+ em apuros. Em 25 de setembro, 41 dias após a tomada de poder pelo Talibã, ambos embarcam num avião da Pakistan International Airlines com destino a Islamabad.
“Estou me sentindo como um pássaro. Só preciso abrir as asas e sair voando” – descreve Khalid seu estado de espírito naquele momento, numa mensagem de áudio.
Sonhos para o futuro
No Paquistão, os dois amigos são alojados em safe houses, onde permanecem até todos os documentos serem examinados e eles poderem apresentar seus requerimentos de refúgio junto a terceiros Estados.
Danish gostaria de ir para os Estados Unidos. Seu sonho é fazer música: “Eu desejo um dia dar um concerto em plena Nova York e cantar diante de uma multidão.” Khalid preferiria o Canadá: conhecidos gays lhe contaram que lá a comunidade LGBTQ é tratada com respeito, e todos podem viver com dignidade.
Um pequeno desejo, Khalid já realizou: ele pintou as unhas, de amarelo, laranja, cor-de-rosa e azul. O esmalte o deixa feliz, depois de muito tempo ele agora tomou coragem de voltar a usar. Ao ver os vidrinhos numa loja de Islamabad, comprou logo vários: “Eu simplesmente não pude resistir.”

Fonte: G1 Mundo

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Argentina aprova vacina da Sinopharm para crianças de 3 a 11 anos


Cerca de 5,5 a 6 milhões de crianças nesta faixa etária estão em condições de serem vacinadas. Imunizante é administrado em duas doses, com 28 dias de intervalo. Criança é vacinada com dose da Sinopharm em El Salvador
Marvin Recinos/AFP
O governo da Argentina anunciou a aprovação do uso da vacina da Sinopharm, de origem chinesa, para imunizar crianças de 3 a 11 anos contra a Covid-19, única faixa etária que ainda não iniciou o processo de imunização no país sul-americano.
“É um grande passo em nossa campanha de vacinação e se soma à escalada de vacinação de adolescentes que planejamos para outubro”, declarou a ministra da Saúde, Carla Vizzotti, em uma coletiva de imprensa conjunta com seu colega da Educação, Jaime Perczyk.
Cerca de 5,5 a 6 milhões de crianças entre 3 e 11 anos estão em condições de serem vacinadas, para as quais a Argentina já possui um estoque de quase 10 milhões de doses da Sinopharm e prevê a chegada de 2,75 milhões para a próxima semana.
O imunizante da Sinopharm é administrado em duas doses, com 28 dias de intervalo.
“A Argentina encerrará o ano de 2021 com toda a sua população acima dos 3 anos coberta” contra o coronavírus, prometeu a ministra.
Vizzotti explicou que para essa aprovação contaram com os resultados de ensaios clínicos de fase 1 e 2 realizados em crianças na China e nos Emirados Árabes Unidos, assim como a experiência do Chile, onde é aplicada nessa faixa etária outra vacina “de plataforma igual”.
A Argentina começou recentemente a imunizar cinco milhões de adolescentes entre 12 e 17 anos com as vacinas da Moderna e da Pfizer. No total, até esta sexta-feira, cerca de 22,4 milhões de pessoas completaram o esquema de vacinação (49,7% da população total), e outras 7,4 milhões receberam a primeira dose.
O governo pretende aproveitar a campanha da covid-19 para completar o plano de vacinas obrigatórias para crianças em idade escolar, que em muitos casos ficou interrompido desde março de 2020 em meio ao confinamento pela pandemia.
“Essas vacinas podem ser administradas juntas, será uma grande oportunidade para recuperar os planos de vacinação”, afirmou Vizzotti.
Há várias semanas, a Argentina registra uma queda substancial nas infecções e mortes diárias por covid-19, números que nesta sexta-feira foram de 1.564 novos casos e 48 óbitos, o que levou a uma forte reabertura das atividades.
A Argentina, com 45 milhões de habitantes, registrou 5,5 milhões de infecções no total e pouco mais de 115 mil mortes desde o início da pandemia.
Veja mais vídeos sobre vacinas

Fonte: G1 Mundo

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Comissão identifica mais de 3 mil pedófilos na Igreja Católica da França desde 1950

Número consta em relatório de 2,5 mil páginas que será divulgado na terça-feira (5). Balanço é baseado na análise de arquivos da igreja, Justiça e depoimentos. O presidente da comissão que investiga abusos sexuais na Igreja Católica na França, Jean-Marc Sauvé, informou que a instituição teve entre 2.900 e 3.200 pedófilos desde 1950.
Segundo a agência France Presse, a comissão afirma que o número é uma “estimativa mínima” e foi baseado na análise de arquivos da igreja, Justiça, polícia judiciária e imprensa, além de depoimentos.
O número é referente a uma população total de 115 mil sacerdotes ou religiosos neste período de 70 anos.
Após dois anos e meio de trabalho, a comissão independente vai divulgar suas conclusões na terça-feira em um relatório de “2.500 páginas”, incluindo anexos, disse Sauvé.
O relatório dará um balanço, principalmente o número de vítimas, e vai comparar a prevalência da violência sexual na igreja com a que foi identificada em outras instituições, como associações desportivas e escolas, e no círculo familiar.
A comissão também avaliará os “mecanismos, principalmente institucionais e culturais” que têm conseguido favorecer o abuso sexual e apresentará 45 propostas, disse Sauvé.
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Fonte: G1 Mundo

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Eleições locais na Geórgia, um dia após a prisão do ex-presidente Saakashvili


O ex-presidente georgiano Mikhail Saakashvili, após 8 anos de exílio, foi preso na véspera das eleições municipais do país, realizadas neste sábado (2). Resultado do pleito é visto como teste para o partido governista Georgian Dream. Protesto em Tbilisi, capital da Geórgia, após a prisão de líder da oposição em 23 de fevereiro de 2021
Irakli Gedenidze/Reuters
A Geórgia realizou eleições municipais no sábado (2), um dia após o ex-presidente Mikhail Saakashvili, um importante membro da oposição, ter sido preso ao retornar ao país, após oito anos no exílio.
As eleições são vistas como um teste para o partido Georgian Dream, o partido governante que está cada vez mais impopular.
Após o fechamento das escolas às 16h GMT (13h de Brasília) tanto a oposição quanto o partido no poder reivindicaram a vitória.
“Quero pedir a todos que vão votar para que nenhum voto seja perdido”, tuitou Saakashvili neste sábado da prisão, com a fotografia de uma carta endereçada a seus apoiadores.
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“Minha liberdade e, mais importante, a liberdade da Geórgia depende inteiramente de suas ações e de sua capacidade de lutar”, acrescentou.
Reformador carismático, tanto exaltado quanto criticado, Mikhail Saakashvili, 53, fundador do Movimento Nacional Unido (MNU, o principal partido da oposição), foi presidente da Geórgia de 2004 a 2013. Ao regressar, foi preso pelas autoridades georgianas por um caso de “abuso de poder” que considera político.
“A Geórgia precisa de uma transição pacífica para uma verdadeira democracia na qual os opositores políticos não sejam presos com base em acusações fabricadas ou forçados ao exílio”, disse ele em uma mensagem enviada à AFP no sábado. Saakashvili havia anunciado na manhã de sexta-feira ter deixado a Ucrânia, onde vivia no exílio, para retornar ao seu país.
Em um vídeo divulgado antes de sua detenção, ele pediu a seus apoiadores que fossem às urnas neste sábado e que se concentrassem em uma grande avenida na capital, Tbilissi, no domingo.
O governo avisou que ele seria imediatamente preso caso voltasse, por ser procurado por “abuso de poder”, caso que o ex-presidente considera politicamente motivado e pelo qual foi condenado em rebelião a seis anos de prisão, em 2018.
O primeiro-ministro Irkali Garibashvili anunciou sua prisão na noite de sexta-feira. Segundo a imprensa georgiana, Saakashvili está detido numa prisão em Rustavi, perto de Tbilissi.
VÍDEO: Geórgia tem protesto após prisão de líder da oposição
A Geórgia está mergulhada em uma crise política desde o ano passado, quando os partidos da oposição denunciaram uma fraude massiva nas eleições legislativas em que o Georgian Dream venceu.
Georgian Dream, partido fundado por Bidzina Ivanishvili, o homem mais rico deste país, foi acusado por seus detratores de usar a justiça para perseguir opositores e jornalistas.

Fonte: G1 Mundo

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Guiana reabre fronteira com o Brasil apenas para totalmente vacinados, diz governo de RR


Além do comprovante de vacinação completa contra a Covid-19, turistas devem apresentar teste PCR negativo para a doença. Policiais na fonteira do Brasil com a Guiana, no Norte de Roraima
Polícia Militar/Divulgação
A Guiana reabriu a fronteira com o Brasil no município de Bonfim, região Norte do estado, informou o governo de Roraima neste sábado (2).
Conforme o governo de Roraima, todos vão poder atravessar a fronteira diariamente, sendo necessária a apresentação de comprovante de vacinação completa contra a Covid-19 e teste PCR negativo para a doença, realizado até 72 horas antes da entrada.
Nas sextas-feiras, moradores de Bonfim, por ser considerada uma cidade gêmea à Lethem, poderão entrar no país devendo mostrar apenas o cartão de vacina com a imunização completa, informou o governo.
O Brasil fechou a fronteira em março de 2020, após o governo federal publicar uma portaria que restringe o acesso de estrangeiros vindos da América do Sul para conter o avanço do coronavírus no Brasil.
Procurado, o vice-cônsul do Brasil em Lethem, Ewerton Luiz Silva de Oliveira, informou que o consulado brasileiro não recebeu, oficialmente, nenhuma informação do governo da Guiana.
“Eu vi que a fronteira reabriu, mas nós não fomos informados, então não sabemos em que circunstâncias isso foi feito. Nem aqui e nem a embaixada, já checamos e eles também não receberam nenhuma informação”, disse.
O g1 também tentou contato com a Casa Civil da Presidência da República, que assina a Portaria nº 655 de 2021, que regulamenta o fechamento das fronteiras brasileiras, mas não teve retorno.
Nos último dois anos, a cidade de Bonfim se tornou rota da imigração de haitianos que ingressam no Brasil. Além disso, centenas de turistas passam pela região com destino a cidade de Lethem, na Guiana, para fazer compras.

Fonte: G1 Mundo

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Grandes nações são cobradas por ações mais ousadas sobre o clima

As maiores economias do mundo precisam fazer mais na próxima cúpula do clima da ONU, a COP26, na Escócia, para mostrar que levam a sério o aquecimento global e para atender aos alertas de jovens ativistas, afirmaram políticos neste sábado (2). Representantes de mais de 40 países se reúnem para último evento antes da COP-26
O presidente da COP26, Alok Sharma, disse que há urgência no debate climático após conversas preparatórias em Milão, onde milhares de jovens ativistas cobraram que os governos ajam de acordo com suas palavras e desembolsem bilhões de dólares para livrar o mundo de combustíveis fósseis.
“Tivemos discussões muito construtivas e há um senso real de urgência”, afirmou o britânico Sharma a jornalistas após a reunião na capital financeira da Itália.
Sharma afirmou que líderes em Milão concordaram em fazer mais para manter a meta ao alcance e entregar uma promessa de 100 bilhões de dólares por ano para ajudar os países mais vulneráveis a enfrentar as mudanças climáticas.
“A energia que apareceu (dos jovens) galvanizou os ministros”, disse Sharma. “Ao avançarmos nas próximas semanas e na COP, precisamos manter (suas) vozes… em nossas cabeças”.
A conferência COP26 em Glasgow buscará ações climáticas mais ousadas de cerca de 200 países que assinaram o Acordo de Paris de 2015 e concordaram em tentar limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.
‘Temos que levar à COP-26 nossas maiores ambições’, diz Joe Biden no Fórum das Grandes Economias
Promessas de financiamento de Estados Unidos e China aumentaram esperanças dos negociadores, mas muitos países do G20 ainda não anunciaram atualizações dos planos climáticos de curto prazo.
O enviado do Clima dos EUA, John Kerry, também cobrou que as grandes economias se comprometam com políticas mais radicais.
Kerry disse que, embora espere que doadores completem a promessa, um plano financeiro pós-2025 “com ênfase não apenas em bilhões, mas em trilhões”, será necessário.

Fonte: G1 Mundo

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Crianças estão morrendo de fome no Afeganistão

Agência internacional informa que pelo menos 17 jovens já perderam a vida e cerca de 300 foram hospitalizados para tratar de desnutrição. ONU alerta que até fim do ano 3,3 milhões de afegãos correm risco de ‘desnutrição grave’. ONU anuncia ajuda de US$ 1 bilhão para o Afeganistão
Crianças e adolescentes estão morrendo de fome no Afeganistão, afirmaram fontes locais e internacionais neste sábado (2), após o alerta da ONU nas últimas semanas de que 3,3 milhões de afegãos podem sofrer de desnutrição grave até o final do ano.
Ao menos 17 menores de idade morreram, algumas delas depois de hospitalizadas, de fome nos últimos seis meses na província de Ghor (centro), uma das mais afetadas, informou à AFP o mulá Mohamad Amadi, diretor dos hospitais da região. Cerca de 300 jovens receberam tratamento médico para desnutrição.
Salam al Janabi, porta-voz da UNICEF, disse não poder confirmar o número de crianças mortas em Ghor, mas que “muitas delas estão pagando o preço final”.
“Tememos estar à beira do abismo”, disse o representante da UNICEF.
A ONU já havia alertado que até o final do ano um milhão de crianças, com menos de 5 anos, poderiam sofrer “desnutrição muito grave” e precisar de tratamento médico para sobreviver.
Diretor-geral da OMS alerta que Afeganistão está à beira de catástrofe humanitária
Após o retorno ao poder do Talibã em meados de agosto, a crise humanitária no Afeganistão ficou ainda mais grave.
A situação é provocada pelas secas, os preços elevados dos alimentos e as perdas de postos de trabalho que a ajuda internacional não consegue compensar.

Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido, França, Espanha, Portugal, Alemanha e Áustria têm manifestações contra Bolsonaro

Londres, Paris, Madri, Berlim, Lisboa e Viena tiveram atos críticos ao presidente neste sábado (2). Cidades do Brasil tiveram protestos pedindo o impeachment do presidente, além de mais vacinas e empregos. Cidades de diferentes países pelo mundo – como Londres, Paris, Madri, Lisboa, Berlim e Viena – tiveram manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro neste sábado (2).
No Brasil, até a última atualização desta reportagem, haviam sido registrados atos em 60 cidades (sendo 14 capitais) de 20 estados. Os manifestantes pediram o impeachment e mais vacinas e empregos.
FOTOS: os protestos no Brasil
Em Londres, o protesto ocorreu debaixo de chuva. O grupo se reuniu em frente à embaixada do Brasil e exibiu cartazes.
Em Madrid, o ato foi convocado por movimentos sociais, e os manifestantes lotaram um teatro da cidade.
Em Lisboa, cerca de 200 pessoas se reuniram na Praça Dom Pedro 4º. Também foram registradas manifestações na Alemanha, na França e na Áustria.
VÍDEOS: os mais assistidos da semana

Fonte: G1 Mundo

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Manifestantes vão às ruas nos EUA protestar contra lei antiaborto

A dois dias do reinício das audiências na Suprema Corte de Justiça, que arbitrará a disputa, quase 200 organizações convocaram os defensores dos direito ao aborto para manifestações em todo o país. Aprovada por homens, lei de aborto do Texas torna cidadãos fiscais da vida alheia
A batalha pelo direito ao aborto chegou neste sábado (2) às ruas dos Estados Unidos, onde centenas de milhares de pessoas começaram a se reunir em diferentes cidades para uma nova edição da “Marcha das Mulheres”, convocada para frear uma forte ofensiva conservadora.
“As mulheres deveriam poder decidir o que fazer com seus corpos, ponto”, disse Laura Bushwitz, de 66 anos, professora aposentada que compareceu ao protesto em Washington.
“Estou cansada que me digam o que posso ou não posso fazer (…) Ouviu, Suprema Corte?”, completou.
Até agora foram registrados poucos protestos desde que entrou em vigor, em 1º de setembro, uma lei no Texas que proíbe praticamente todos os abortos no estado, o que provocou uma guerra judicial e um contragolpe no Congresso.
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A dois dias do reinício das audiências na Suprema Corte de Justiça, que arbitrará a disputa, quase 200 organizações convocaram os defensores dos direito ao aborto para manifestações em todo o país.
O principal evento acontece em Washington D.C, onde milhares de pessoas começaram a se reunir para uma passeata que seguirá até o principal tribunal do país, que há quase 50 anos reconheceu o direito ao aborto na sentença do caso Roe vs Wade.
A Suprema Corte, que teve a composição drasticamente alterada pelas nomeações de juízes conservadores pelo ex-presidente Donald Trump, parece pronta agora para alterar a norma.
O tribunal se negou a intervir em caráter de urgência para bloquear a lei do Texas e poderia aproveitar a revisão de uma restritiva do estado do Mississippi para mudar sua jurisprudência.
As capitais destes dois estados conservadores, Austin e Jackson, respectivamente, também devem receber manifestações, assim como outras 600 cidades.
Os organizadores, uma aliança que reúne desde pequenos grupos feministas até grandes organizações como a Planned Parenthood, que promove o planejamento familiar, acreditam que mobilizarão 240.000 pessoas em todo o país.
“Lutamos para que o aborto não apenas seja legal, mas também acessível e sem estigmas”, afirma um comunicado divulgado pela organização dos protestos. As ativistas desejam que o Congresso estabeleça o direito ao aborto na lei federal com o objetivo de protegê-lo de uma possível reversão na Suprema Corte.
Um projeto de lei neste sentido foi aprovado na semana passada na Câmara de Representantes, controlada pelos democratas, mas não tem chance de triunfar no Senado, onde os republicanos podem bloquear o texto.
“Desejo patriarcal”
Uma primeira “Marcha das Mulheres” aconteceu em 2017, pouco depois da posse do presidente Trump e reuniu milhões de opositores do republicano, que o chamaram de sexista.
Marchas posteriores tiveram menos participantes, em parte porque uma de suas promotoras foi acusada de antissemitismo.
“Este ano estamos unidos”, promete o comunicado divulgado pela organização. “Voltamos às ruas pela primeira vez na era Biden porque com a mudança no Salão Oval (da Casa Branca) não acabou o desejo politizado, perverso e patriarcal de controlar nossos corpos”, acrescenta a nota, em referência à vitória de Joe Biden em 2020, que não mudou a dinâmica nos estados.
Pelo contrário, estimulados pela entrada na Suprema Corte de três magistrados designados por Trump, legisladores conservadores locais iniciaram uma verdadeira ofensiva contra o direito ao aborto: desde 1º de janeiro, 19 estados aprovaram 63 leis restritivas.
Se a Suprema Corte anular a sentença do caso Roe vs Wade, todos os estados ficariam livres para proibir ou permitir os abortos. Desta maneira, 36 milhões de mulheres em 26 estados, ou quase metade das mulheres americanas em idade reprodutiva, provavelmente perderiam o direito a abortar, segundo um relatório divulgado pela Planned Parenthood.

Fonte: G1 Mundo