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Lava de vulcão se aproxima do mar nas Canárias, e autoridades bloqueiam áreas perto da costa


Lava do vulcão flui em La Palma, nas Ilhas Canárias, um arquipélago espanhol no Oceano Atlântico, em 26 de setembro de 2021
Daniel Roca/AP
Autoridades ordenaram nesta segunda-feira (27) a interdição de uma área na costa leste da ilha de La Palma, no arquipélago das Canárias, devido ao avanço da lava do vulcão Cumbre Vieja, que se aproxima do mar.
O alerta foi emitido para as áreas costeiras de San Borondon, Marina Alta e Baja e La Condesa.
“A população terá que seguir as orientações das autoridades e permanecer em suas casas com as portas e janelas fechadas”, avisaram os serviços de emergência locais em uma rede social.
A lava pode cair no Oceano Atlântico nas próximas horas, a 1.250°C, causando explosões e gerando nuvens de gases tóxicos sobre a ilha, segundo as autoridades.
Imagens de drones da agência de notícias Reuters mostram um rio de lava incandescente descer com velocidade pelas encostas da cratera, no Cumbre Vieja, passando perto de casas e edifícios que já foram engolidos por uma massa negra de lava mais velha.
Desde que o vulcão entrou em erupção, no dia 19, a lava já atingiu mais de 230 hectares de terra, engolindo centenas de casas, além de estradas, escolas, igrejas e plantações de banana e forçando milhares de pessoas a fugir de suas casas.
Atividade diminui
Na manhã desta segunda, após o amanhecer, o vulcão está mais silencioso do que nos últimos dias, quando o aeroporto local chegou a ser fechado e mais cidades da ilha tiveram de ser evacuadas.
As atividades explosivas e tremores sísmicos quase desapareceram ao redor do vulcão nas últimas horas, segundo o instituto de vulcanologia das Ilhas Canárias.
Apesar do rastro de destruição, nenhuma morte foi registrada até o momento. Mas cerca de 15% da safra de banana da ilha pode estar em risco, colocando milhares de empregos em risco.
As Canárias são um território espanhol no Oceano Atlântico, um arquipélago formado por oito ilhas. La Palma é uma delas e tem cerca de 83 mil habitantes.
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Arte G1
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Fonte: G1 Mundo

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Forte terremoto atinge a maior ilha de Creta, na Grécia


Ao menos 1 pessoa morreu após a cúpula de uma igreja em reforma desabar e 9 ficaram feridas. Muitas pessoas correram para a rua em Heraklion, a principal cidade de Creta. Bombeiros procuram pessoas nos escombros de uma igreja que desabou após terremoto em Arkalochori, na ilha grega de Creta, em 27 de setembro de 2021
Stefanos Rapanis/Reuters
Um forte terremoto de magnitude 5,8 sacudiu a maior ilha grega de Creta nesta segunda-feira (27) e ao menos uma pessoa morreu com o desabamento da cúpula de uma igreja que estava em reforma.
O tremor também deixou ao menos nove pessoas feridas e causou danos consideráveis em edifícios. A morte foi registrada na cidade de Arkalochori.
Muitas pessoas correram para a rua em Heraklion, a principal cidade de Creta, e alunos foram instruídos a deixar as salas de aula e se reunir nos pátios das escolas e em praças.
“Foi muito forte e durou muitos segundos”, disse um prefeito local à televisão Skai.
Alunos e professores se reúnem em praça em Heraklion, na ilha grega de Creta, após terremoto em 27 de setembro de 2021
Stefanos Rapanis/Reuters
O epicentro foi a 10 km de profundidade, segundo o Instituto Geodinâmico de Atenas, e a 346 km ao sul da capital Atenas e a 23 km a noroeste de Arvi, no sudeste de Creta.
O terremoto ocorreu às 9h17 (horário local, 3h17 em Brasília), e ao menos nove tremores secundários aumentaram os danos nos vilarejos próximos ao epicentro.
A mídia local relata o desabamento de paredes de edifícios antigos de pedra em aldeias próximas ao epicentro do tremor, na parte oriental da ilha.
Os voos não foram afetados no aeroporto de Heraklion, e a associação de hoteleiros disse que não houve danos graves a nenhum empreendimento da região, que tem muitos resorts.
Homem caminha ao lado de capela ortodoxa grega danificada na vila de Arcalochori, na ilha de Creta, após forte terremoto no sul da Grécia em 27 de setembro de 2021
Harry Nikos/AP
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Fonte: G1 Mundo

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Falta de caminhoneiros leva ameaça de desabastecimento ao Reino Unido


Filas se formam em postos de gasolina para abastecer carros. Governo anunciou medidas como vistos temporários para caminhoneiros para conter crise que pode afetar o Natal dos britânicos. Motoristas tentam abastecer ante possibilidade de desabastecimento no Reino Unido; secretário de Transportes diz que pessoas correram por ‘pânico’
Dominic Lipinski/PA via AP
Longas filas de carros em postos de gasolina no Reino Unido ilustraram os temores da população britânica neste fim de semana: a de uma crise de desabastecimento desencadeada pela escassez de motoristas de caminhão.
A indústria de transporte do Reino Unido foi afetada nos últimos meses pela falta de motoristas de veículos pesados, o que impactou negativamente a cadeia de abastecimento de combustível em todo o país, e fez o governo anunciar medidas para mitigar o problema.
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Nova York deve recorrer à Guarda Nacional para substituir empregados de saúde não-vacinados
Consumidores no Reino Unido têm relatado também prateleiras vazias em diversos estabelecimentos por conta da interrupção da entrega. Algumas empresas, notadamente grandes redes de supermercados, já admitiram a falta de alguns produtos.
A crise dos caminhoneiros se deve a uma combinação da pandemia de Covid-19, do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) e outros fatores.
A associação Logistics UK estima que precisa de cerca de 90 mil motoristas de veículos pesados, atribuindo a escassez à pandemia, mudanças fiscais, o Brexit, envelhecimento da força de trabalho, baixos salários e más condições de trabalho.
Na semana passada, a petrolífera British Petroleum (BP) anunciou que foi forçada a fechar “temporariamente” alguns de seus postos por falta de combustível.
Outras operadoras ligadas à petrolífera Esso também confirmaram que um “pequeno número” de seus postos de gasolina foi afetado.
Na manhã deste domingo (26/9), havia relatos de dezenas de carros esperando em filas em Londres, e diversos postos de gasolinas com cartazes dizendo não ter mais combustível.
Por outro lado, há postos que afirmam estar recebendo suprimentos e operando normalmente.
Posto na cidade de Bracknell, na Inglaterra, exibiu aviso de que não tem mais combustível
Steve Parsons/PA via AP

O governo britânico diz que não há falta de gasolina, e que os problemas com o fornecimento de combustível se resumem à corrida pela compra causada pelo pânico da população.
“Não há falta de combustível” e as pessoas devem ser “sensatas” e só abastecer quando precisam, disse o secretário de Transportes Grant Shapps no programa Andrew Marr, da BBC.
Shapps disse que estava introduzindo um “grande pacote” de medidas, incluindo vistos temporários para motoristas de veículos pesados, para ajudar a situação.
A medida visa a atrair motoristas de países da União Europeia que teriam deixado de entrar no Reino Unido por conta da burocracia introduzida como efeito do chamado Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia.
A exigência da papelada alfandegária criada pelo Brexit tornou a viagem mais demorada encarecendo o custo de transporte.
O secretário de transportes britânico disse que não queria “prejudicar” os trabalhadores do país, mas não podia ficar parado enquanto as filas se formavam.
Além disso, disse que a situação se recuperaria, pois, ao contrário da escassez de papel higiênico no início da pandemia, quando houve outra corrida de pessoas em pânico com medo de que haveria falta do produto, o combustível é difícil de armazenar.
Posto de gasolina em Leicester, na Inglaterra, teve longas filas no sábado (25)
Mike Egerton//PA via AP
Vistos temporários
Para impedir possíveis interrupções no período que antecede o Natal, o pacote do governo prevê que até 10.500 motoristas de caminhão e trabalhadores do setor avícola poderão receber vistos temporários para o Reino Unido.
O governo confirmou que 5 mil motoristas de caminhão poderão trabalhar no Reino Unido por três meses, até a véspera de Natal, além de 5.500 trabalhadores do setor avícola.
Mas a Câmara de Comércio Britânica disse que as medidas eram equivalentes a “jogar um dedal de água na fogueira”.
Marc Fels, diretor de um centro de recrutamento de motoristas de veículos pesados, disse que os vistos para motoristas de caminhão eram “muito pouco” e vinham “muito tarde”.
No entanto, a notícia foi bem recebida pela associação Logistics UK, que chamou a política de “um grande passo à frente na solução da interrupção das cadeias de abastecimento”.
O British Poultry Council (grupo do setor avícola britânico) já avisou que pode não ter força de trabalho suficiente para processar tantos perus quanto antes neste Natal, porque historicamente depende da mão de obra da União Europeia.
Depois do Brexit, ficou mais difícil e caro usar trabalhadores de fora do Reino Unido, diz o grupo.
O Departamento de Transportes do Reino Unido disse reconhecer que a importação de mão de obra estrangeira “não será a solução de longo prazo” para o problema e que deseja que os empregadores invistam para construir uma “economia com altos salários e alta qualificação”.

Fonte: G1 Mundo

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San Marino aprova legalização do aborto em referendo


Resultados provisórios indicam que 77% dos eleitores defenderam dar às mulheres a escolha de abortar até 12 semanas de gravidez. Após esse período, aborto será permitido em caso de risco à vida da mãe ou má formação fetal. Referendo sobre legalização do aborto foi iniciativa da União de Mulheres de San Marino (UDS)
REUTERS/Jennifer Lorenzini
A população de San Marino aprovou neste domingo (26) um referendo sobre a legalização do aborto. Segundo resultados provisórios divulgados pelo governo, 77% dos eleitores votaram a favor de dar às mulheres a escolha de abortar até 12 semanas de gravidez e depois, em caso de risco para a vida da mãe ou má formação fetal.
Os dados abrangem 33 das 37 seções eleitorais da república de San Marino, cercada pela região centro-norte da Itália. O referendo convocou 35.411 eleitores a opinarem, sendo um terço deles no exterior.
Em referendo, Suíça aprova casamento para pessoas do mesmo sexo
Mulheres deixam de ser maioria no Parlamento islandês após recontagem dos votos
A votação foi realizada das 8h às 20h no horário local (das 3h às 15h no horário de Brasília). A pergunta que os habitantes tiveram que responder foi se o aborto deve ou não ser permitido até as 12 semanas de gravidez.
A partir da 12ª semana, o aborto só será permitido se a vida da mãe correr risco ou em caso de anomalias fetais que possam prejudicar a mulher física ou psicologicamente.
O referendo foi uma iniciativa da União de Mulheres de San Marino (UDS). “É inaceitável tratar como criminosas as mulheres que se veem obrigadas a abortar”, destacou Francesca Nicolini, uma médica de 60 anos e integrante da UDS.
Integrantes da UDS realizaram campanha pela legalização do aborto em San Marino
REUTERS/Jennifer Lorenzini
O voto contrário à legalização do aborto foi defendido pelo governista Partido Democrata Cristão. “A população está muito dividida sobre o tema”, afirmou antes da divulgação dos primeiros resultados o vice-secretário do partido, Manuel Ciavatta. Ele disse que seu partido respeitaria “a voz dos eleitores”.
Apesar de não haver registro de condenação por aborto em San Marino, a lei do país prevê pena de até três anos de prisão para a mulher e seis anos para o médico que realizar o procedimento.
As mulheres do país que decidem abortar costumam viajar para a Itália, onde o procedimento é legal há mais de 40 anos. Os registros italianos, porém, indicam que poucas mulheres cruzam a fronteira para se beneficiar das leis do aborto no país vizinho.
Entre 2005 e 2019, apenas vinte delas abortaram por ano na Itália, um número que diminuiu para 12 em 2018 e para sete em 2019, segundo dados oficiais do Istat, citados pelos ativistas contra o aborto.
Com a legalização do aborto, San Marino se juntará à maior parte da Europa na suspensão do que atualmente é uma proibição absoluta da interrupção da gravidez.
Na Europa, a proibição total do aborto, inclusive em casos de estupro ou incesto, de graves danos ao feto ou risco à vida da mãe, ainda vigora em Malta, Andorra e no Vaticano.

Fonte: G1 Mundo

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Mulheres deixam de ser maioria no Parlamento islandês após recontagem dos votos


Após esta nova recontagem, que modificou os resultados em uma das seis circunscrições do país, três mulheres e a parte das deputadas no novo Parlamento caiu de 33 a 30. A primeira-ministro da Islândia, Katrin Jakobsdottir, fala à mídia após votar em uma seção eleitoral em Reykjavik, Islândia
AP Photo / Arni Torfason
A Islândia parecia ter se tornado o primeiro país da Europa com maioria de mulheres no Parlamento, mas após uma recontagem dos resultados finais da votação, passaram a representar neste domingo (26) menos de 50% do plenário, informou uma autoridade eleitoral à AFP.
Após esta nova recontagem, que modificou os resultados em uma das seis circunscrições do país, três mulheres e a parte das deputadas no novo Parlamento caiu de 33 a 30, explicou à AFP Ingi Tryggvason, presidente da comissão eleitoral local.
As negociações para a formação de uma coalizão são tradicionalmente longas na Islândia. A boa notícia proveniente das urnas é que o país se afasta de um cenário de bloqueio político. Nunca, desde a falência dos bancos islandeses durante a crise financeira de 2008 e a grave crise que se seguiu, um governo islandês em fim de mandato conseguiu manter a maioria no Parlamento. É preciso retornar a 2003 para encontrar um precedente.
As discussões entre os três líderes partidários e a questão do futuro ocupante de Stjornarradid, a modesta casa branca que sedia os chefes de governo islandeses, necessariamente surgirá, de acordo com analistas.
“Dado o declínio que estamos vendo, os verdes podem ter que reavaliar sua posição no governo”, diz Eva Önnudóttir, professora de ciência política da Universidade da Islândia.
Desde 2017, a primeira-ministra Katrin Jakobsdottir tornou os impostos mais progressivos, investiu na habitação social e aumentou a licença parental. Sua gestão da epidemia de Covid-19 foi elogiada, com apenas 33 mortes no país. Mas para salvar a surpreendente coalizão de esquerda e direita, ela teve de desistir de alguns projetos, como a promessa de criar um parque nacional no centro do país.
O atual governo marcou o retorno da estabilidade política na Islândia. Esta é apenas a segunda vez, desde a crise financeira de 2008 que arruinou bancos e muitos islandeses, que uma equipe conclui seu mandato. Entre 2007 e 2017, a Islândia teve cinco eleições.

Fonte: G1 Mundo

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Terremoto de magnitude 5,7 atinge principal ilha das Filipinas

Tremor aconteceu já na manhã de segunda-feira (27) na ilha de Luzón, a cerca de 100 km da capital Manila. Um forte terremoto de magnitude 5,7 estremeceu, já na manhã de segunda-feira (27), a principal ilha das Filipinas. Ainda não há informações sobre vítimas e danos até o momento, informaram o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) e autoridades locais do arquipélago asiático.
O tremor foi registrado no litoral da província de Batangas, na ilha de Luzón, à 01h12 local, 14h12 de domingo (26) em Brasília, e acordou os moradores da capital Manila, situada a pouco mais de 100 quilômetros do epicentro, cuja profundidade foi estimada 98 quilômetros, segundo o USGS.
“Foi realmente forte”, disse José Clyde Yayong, funcionário do serviço de gestão de catástrofes da cidade de Tagaytay, na província vizinha de Cavite. “Até o momento, não há informações de incidentes relacionados com o terremoto”, acrescentou.
Leonardo Tristan, funcionário do serviço de gestão de catástrofes de Looc, na província de Mindoro Ocidental, contou que a força do tremor fez com que alguns moradores tivessem que sair de suas casas, temendo o colapso de suas estruturas.
As Filipinas estão situadas em uma área de grande atividade sísmica, o chamado “Cinturão de Fogo” do Pacífico, onde diversas placas tectônicas colidem entre si.
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Fonte: G1 Mundo

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Elevadores parados, inundações e ruído insuportável: como arranha-céu virou pesadelo dos super-ricos em Nova York


Moradores do 432 Park Avenue processaram incorporadores imobiliários por não resolverem cerca de 1,5 mil supostos defeitos no prédio. Edifício 432 Park Avenue, em Nova York
Divulgação / 432parkavenue.com
Elevadores defeituosos, inundações e ruído insuportável.
Esses são apenas alguns dos problemas que os bilionários que vivem em um dos edifícios mais luxuosos de Nova York dizem enfrentar diariamente.
Agora, os ocupantes da 432 Park Avenue estão processando incorporadoras imobiliárias por não resolverem cerca de 1,5 mil supostos defeitos.
O processo afirma que os problemas do prédio “colocaram em perigo e incomodaram” moradores e hóspedes.
O arranha-céu foi inaugurado em 2015 na chamada Billionaire Row (avenida dos bilionários) em Manhattan.
Os compradores incluem a cantora Jennifer Lopez e seu ex-noivo Alex Rodriguez, o magnata saudita Fawaz Alhokair e um membro da família dona da marca de tequila Jose Cuervo, de acordo com o jornal americano The New York Times.
As casas foram vendidas por dezenas de milhões de dólares cada, disse o diário.
De acordo com o processo de nada menos que US$ 125 milhões (R$ 670 milhões) aberto na Suprema Corte de Nova York na quinta-feira (23/9), os problemas no prédio incluíram uma explosão elétrica em junho que deixou os moradores sem energia e ruídos e vibrações “horríveis” e inexplicáveis.
O valor acima não inclui danos ou reclamações individuais que podem surgir posteriormente.
Os engenheiros contratados pela administração do condomínio identificaram um total de 1,5 mil falhas de construção e projeto.
O New York Times citou um residente que descreveu o sistema de coleta de lixo da torre soando “como uma bomba” quando em uso.
Muitos dos problemas são descritos no processo como “problemas de segurança humana”.
A ação alega que os elevadores do prédio, por exemplo, deixaram os moradores presos por horas seguidas em várias ocasiões.
“Os proprietários pagaram dezenas de milhões de dólares para comprar casas. No entanto, longe dos espaços ultra luxuosos que foram prometidos, os proprietários encontraram um prédio cheio de avarias e falhas”, diz a denúncia.
A construtora responsável pelo arranha-céu, uma empresa formada pelo CIM Group e Macklowe Properties, disse em um comunicado à imprensa que 432 Park é “o principal residencial de Manhattan” e uma “adição icônica” ao horizonte.
Na nota, a empresa também afirma que a administração do condomínio “restringiu o acesso” à propriedade para tratar das questões, e que a associação de proprietários e “alguns residentes vocais” interpretam erroneamente suas obrigações como incorporadores.
A CIM e a Macklowe Properties não responderam aos pedidos de comentários da BBC.
Semana Pop relembra famosos com problemas de dar inveja

Fonte: G1 Mundo

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MP chileno abre investigação sobre protesto contra venezuelanos


Cerca de 3.000 pessoas foram às ruas de Iquique, no norte do Chile, para se manifestar contra imigrantes irregulares. Grupo se dirigiu a acampamento de venezuelanos e queimou pertences como barracas, colchões, bolsas e cobertores. No sábado (25), cerca de 3.000 pessoas foram às ruas de Iquique, no Chile, para protestar contra imigrantes venezuelanos
REUTERS/Alex Diaz
O Ministério Público do Chile abriu investigação sobre o protesto contra imigrantes venezuelanos em situação irregular. A manifestação na cidade de Iquique reuniu cerca de 3.000 pessoas.
Em cartazes, os manifestantes exibiam lemas como: “Chega de imigração ilegal” e “O Chile é uma república que se respeita”. Um grupo se dirigiu a um pequeno acampamento de venezuelanos – que não estavam no local – e queimou barracas, colchões, bolsas, cobertores e brinquedos.
A promotora Jócelyn Pacheco, da cidade de Iquique solicitou que a Polícia de Investigações investigue os fatos ocorridos. A decisão foi comunicada neste domingo (26) pelo perfil no Twitter do Ministério Público da região de Tarapacá, onde fica Iquique.
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Pacheco também “dispôs de medidas de proteção para as vítimas”, cerca de 16 imigrantes, entre eles crianças e idosos, que tiveram que fugir com o pouco que conseguiram salvar e pernoitar nas ruas e praias de Iquique.
Chilenos queimam pertences de imigrantes venezuelanos em Iquique no sábado (25)
REUTERS/Alex Diaz
“Ontem me senti muito assustada com tanta xenofobia. As crianças choravam e me diziam: ‘Mamãe, vamos nos esconder, vamos nos esconder'”, disse à AFP Jenny, uma mulher de 34 anos, acompanhada de seus cinco filhos, um neto, um genro e a mãe dele.
“Alguns dos manifestantes gritavam mandando que voltássemos para o nosso país, mas a polícia bloqueou as ruas para nos proteger”, contou. A família está juntando dinheiro para ir a Santiago, quase 2.000 km ao sul.
O protesto violento em Iquique ocorreu depois que a Polícia desalojou na sexta-feira (24) uma praça onde famílias de migrantes com crianças acampavam, em meio à crescente crise migratória na região.
Milhares de venezuelanos sem documentos cruzam a fronteira entre a Bolívia e o Chile por passagens não habilitadas no inóspito Altiplano, pondo em risco suas vidas. Cerca de 11 imigrantes morreram nesta rota no último ano.
Condenação da violência
Os fatos ocorridos em Iquique foram condenados por organismos como a Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) e o relator especial das Nações Unidas sobre os direitos humanos dos migrantes, Felipe González.
González qualificou o incidente como uma “inadmissível humilhação contra migrantes especialmente vulneráveis”.
Manifestantes tomaram as ruas de Iquique, cidade a cerca de 2.000 km da capital Santiago, no sábado (25)
REUTERS/Alex Diaz
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) manifestou, por sua vez, “sua preocupação com a situação que estão vivendo meninos, meninas e adolescentes imigrantes em Iquique e pede ao Estado para garantir e proteger seus direitos, cumprindo desta forma com os tratados internacionais assinados pelo país”.
Vinte e quatro organizações de ajuda aos imigrantes, de direitos humanos e a Associação Venezuelana no Chile também condenaram os ataques e pediram ao governo soluções reais para a questão migratória no norte chileno.
As organizações pedem que o governo chileno garanta abrigos em condições sanitárias adequadas, atendimento de saúde, alimentação e o início de processos de regularização para os imigrantes.

Fonte: G1 Mundo

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Cinco palestinos são mortos em operação militar israelense na Cisjordânia


Confronto ocorreu em operação para desmantelar célula do Hamas; Israel diz que ataque tinha como objetivo prevenir “um ataque terrorista”. Funeral do palestino Osama Soboh, morto em confronto com israelenses, foi marcado por protestos neste domingo (26)
REUTERS/Raneen Sawafta
Cinco palestinos morreram neste domingo (26) em confrontos com as forças israelenses, que lançaram uma operação na Cisjordânia ocupada para evitar atentados.
Dois militares israelenses, entre eles um oficial, ficaram feridos durante a operação lançada na noite de sábado (25) pelo exército, as forças especiais e o serviço de segurança interna, o Shin Beth, para desmantelar uma célula do Hamas e deter suspeitos, informou o exército em um comunicado.
O chefe de Estado-maior, general Aviv Kochavi, afirmou em um vídeo distribuído à imprensa que “a operação foi um sucesso porque permitiu evitar atentados”.
Exército de Israel prende últimos dois palestinos foragidos da prisão
Confronto entre palestinos e tropas israelenses deixa feridos em Gaza
Israel lança campanha de vacinação durante a madrugada em áreas frequentadas por jovens
Segundo o ministério da Saúde palestino, cinco palestinos morreram atingidos por disparos israelenses: três na aldeia de Biddu, cerca de 10 km a noroeste de Jerusalém, e dois em Borquin, perto de Jenin, no norte da Cisjordânia, um território palestino ocupado pelo exército israelense há mais de 50 anos.
“O barulho dos tiros” começou por volta das 4h da madrugada local, seguido de “fortes explosões”, declarou Ayed Shamsneh, morador da região de Biddu, que abriga várias aldeias entre Ramallah e Jerusalém.
De acordo com um comunicado do exército israelense, “em cinco ataques simultâneos para capturar terroristas, as tropas responderam a disparos de munição real, matando cinco terroristas e detendo outros” nos setores de Biddu e Borquin.
Uma investigação foi aberta para determinar se os soldados israelenses feridos foram “vítimas de disparos de outros soldados”. Uma fonte médica no hospital Ramban de Haifa, onde os militares foram atendidos, declarou que eles não corriam risco de morrer.
O Hamas, no poder no enclave palestino de Gaza, confirmou a morte nos confrontos de quatro membros de seu braço armado em Biddu. A Jihad Islâmica, outro grupo armado palestino, confirmou que o palestino morto em Borquin, Osama Soboh, era um de seus membros.
Este último foi sepultado neste domingo (26), mas segundo o ministério palestino da Saúde, o exército israelense está com os corpos dos outros quatro palestinos mortos.
Naftali Bennet na sessão do Knesset em que foi confirmado como novo premiê de Israel
Reuters/Ronen Zvulun
O primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, que está a caminho de Nova York onde fará um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, confirmou que a operação tinha como objetivo prevenir “um ataque terrorista”, segundo um comunicado de seu gabinete.
Ele declarou seu “total apoio” aos soldados e seus superiores envolvidos na operação.
A presidência da Autoridade Palestina, por sua vez, condenou um “crime hediondo cometido pelas forças de ocupação israelenses em Jerusalém e Jenin”, segundo um comunicado de seu gabinete.
Os confrontos entre soldados israelenses e palestinos se multiplicaram nas últimas semanas na Cisjordânia, sobretudo nos protestos palestinos contra a colonização israelense.
Israel e Hamas travaram quatro guerras desde 2008. O último confronto ocorreu de 10 a 21 de maio: 260 palestinos morreram nos bombardeios israelenses em Gaza, segundo as autoridades locais. Em Israel, disparos de foguetes de Gaza deixaram 13 mortos, segundo a polícia e o exército.
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Fonte: G1 Mundo

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Imigrantes ilegais brasileiros são achados em carroceria de caminhão na fronteira dos EUA


Brasileiros sem documentos foram flagrados e detidos no dia 16 de setembro junto com imigrantes do Equador, El Salvador, Honduras, Guatemala, México e Peru. Motorista tinha visto americano. Imigrantes da América Latina, incluindo brasileiros, são descobertos em carroceria de caminhão tentando entrar ilegalmente nos EUA
Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteira dos EUA
Imigrantes brasileiros foram achados na carroceria de um caminhão tentando entrar ilegalmente nos EUA, na fronteira do México com Sierra Blanca, no Texas. A operação foi feita por agentes de fronteira dos EUA no dia 16 de setembro.
Foram encontrados, ao todo, 49 imigrantes ilegais do Brasil Equador, El Salvador, Honduras, Guatemala, México e Peru. O Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteira dos EUA não especificou quantos deles eram brasileiros.
Os imigrantes foram achados quando o caminhão passava por um ponto de inspeção de imigração de Sierra Blanca, segundo os agentes. O motorista do caminhão tinha visto americano. Ele foi detido e encaminhado ao Departamento de Segurança Interna dos EUA para ser processado.
Todos os imigrantes passaram por uma avaliação médica e também serão processados, informou o Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteira em seu site no dia 17 de setembro.
O g1 entrou em contato com o órgão neste domingo (26) para saber mais detalhes sobre a situação dos imigrantes brasileiros, mas não teve retorno até a publicação deste texto.
Dados do órgão de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos obtidos pela BBC mostram que, de outubro de 2020 a agosto de 2021, 46.410 brasileiros foram detidos ao cruzar ilegalmente a fronteira sul do país através do México — um recorde.
Imigrantes ilegais, inclusive brasileiros, foram achados na carroceria de um caminhão no Texas
Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteira dos EUA
Brasileira achada morta
Em outra região dos EUA, agentes de fronteira do estado do Novo México encontraram o corpo de uma brasileira que tentava entrar clandestinamente nos Estados Unidos, informou o jornal “Deming Headlight” no dia 17 de setembro.
Imigrante morreu no deserto quatro meses antes de realizar o sonho de ser avó de uma menina
Abandonada em travessia, brasileira morre de sede e fome em deserto dos EUA
Familiares da vítima confirmaram ao jornal “O Globo” que ela se chama Lenilda dos Santos, de 49 anos. Segundo relato da família, ela cruzou a fronteira dos EUA com o México mas ficou para trás, sem água nem comida em pleno deserto, porque estava cansada. O grupo teria prometido que voltaria para ajudá-la, mas isso não aconteceu.
Neste momento, ainda é verão no Hemisfério Norte, e as temperaturas no deserto do Novo México podem bater os 40°C.
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Socorro pelo celular
Lenilda ainda conseguiu se comunicar com a família por mensagens de celular, inclusive com compartilhamento de localização.
Ela parou de responder e, então, os familiares pediram ajuda às autoridades do Novo México, estado no sudoeste dos EUA.
10 mil imigrantes montam acampamento embaixo de ponte entre EUA e México
Grupo de brasileiros é detido no Arizona
A notíciachega em um momento de novas atenções voltadas à fronteira do México e dos EUA, com mais apreensões de migrantes que tentam entrar clandestinamente em solo americano.
Um grupo de 140 brasileiros foi detido no estado do Arizona. Câmeras de segurança flagraram a entrada desse grupo, e guardas de fronteiras interromperam a travessia.
De acordo com as autoridades locais, os agentes de fronteira têm encontrado mais de 600 migrantes por dia, um aumento de mais de 2.000% em relação ao ano passado.

Fonte: G1 Mundo