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ONU consulta Brasil sobre receber haitianos acampados na fronteira entre EUA e México, diz agência


A OIM (braço das Nações Unidas para migração) pediu ao governo Bolsonaro que receba haitianos que têm filhos brasileiros ou que passaram pelo Brasil antes de entrarem no México. Um agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir um imigrante de chegar ao território do país, em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje / AFP
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) consultou formalmente o Brasil para saber se o país pode receber alguns dos haitianos que estão acampados na fronteira entre os Estados Unidos e o México, segundo a agência de notícias Reuters.
Sem mencionar o pedido da OIM — braço da ONU para migração —, o Itamaraty afirmou em nota que “o tema foi tratado em conversas entre autoridades de diversos países e está sendo analisado à luz da legislação vigente”.
O pedido da OIM ocorre no momento em que o presidente dos EUA, Joe Biden, enfrenta uma pressão crescente para resolver mais uma crise migratória, com milhares de haitianos tentando entrar ilegalmente no país.
Crise migratória
Eles estão reunidos embaixo de uma ponte no Texas, ao norte do Rio Grande e perto da fronteira com o México, mas o governo americano começou a deportá-los de volta ao Haiti.
Cerca de 12 mil haitianos devem ser expulsos dos EUA, em uma crise que já proporcionou cenas chocantes como a de agentes a cavalo “caçando” imigrantes (veja na foto acima e no vídeo abaixo).
Estados Unidos começam a deportar centenas de imigrantes haitianos
O enviado especial dos EUA para o Haiti, Daniel Foote, renunciou ao cargo na quinta-feira (23), dois meses após a sua nomeação, devido à crise.
Em uma carta, o enviado especial do Departamento de Estado denunciou as deportações do governo Biden e afirmou: “Não vou me associar à decisão desumana e contraproducente”.
Quem pode ser enviado ao Brasil
A OIM pediu ao Brasil que receba haitianos que têm filhos brasileiros ou que passaram pelo Brasil antes de entrarem no México, disseram duas fontes à Reuters. Elas dizem que o primeiro pedido tem mais probabilidade de ser aceito.
Procurada, a OIM disse, por meio de seu escritório mexicano, que tem “um programa de retorno voluntário que auxilia imigrantes de várias nacionalidades”. Sem dar maiores detalhes, a entidade disse que “a implantação deste programa exige um acordo entre os países envolvidos”.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Vulcão em erupção nas Canárias: casa escapa por ‘milagre’ da lava; veja imagem


O vulcão da ilha espanhola La Palma está em erupção desde o último domingo, destruindo centenas de casas. A residência está sendo chamada de ‘casa milagrosa’ por ter escapado da lava do vulcão
Alfonso Escalero via BBC
Uma imagem dramática mostra uma casa nas Ilhas Canárias que conseguiu escapar da lava do vulcão em erupção.
Nas redes sociais, as pessoas apelidaram a residência, localizada na ilha espanhola La Palma, de “casa milagrosa”.
O vulcão Cumbre Vieja começou a entrar em erupção no domingo (19). Desde então, mais de 300 moradias foram destruídas e cerca de 6 mil pessoas tiveram que deixar suas casas às pressas.
A lava do vulcão ainda está avançando, e os cientistas não têm certeza de quanto tempo a erupção vai durar.
Lava do vulcão destrói tudo pelo caminho na ilha de La Palma, na Espanha, em 23 de setembro de 2021. O vulcão entrou em erupção no domingo (19) nas Canárias, um arquipélago espanhol formado por 8 ilhas no Oceano Atlântico, e forçou a evacuação de milhares de pessoas.
Emilio Morenatti/Pool via Reuters
A imagem foi registrada pelo fotógrafo Alfonso Escalero e mostra a casa cercada por rios de lava do vulcão.
O imóvel é propriedade de um casal dinamarquês aposentado, Inge e Ranier Cocq, que não visitam a ilha desde o início da pandemia da Covid-19, segundo o jornal “El Mundo”.
Ada Monnikendam, responsável pela construção da casa junto ao marido, contou à publicação que havia conversado com o casal, que teria dito a ela: “Mesmo que não possamos ir agora, estamos aliviados por ainda estar de pé”.
Lava da erupção do vulcão envolve casa em La Palma, nas Ilhas Canárias, em 23 de setembro de 2021 na Espanha
Emilio Morenatti/Pool via Reuters
Segundo Monnikendam, o casal tem amigos na região que perderam tudo por causa da erupção do vulcão. A lava invadiu casas, escolas e algumas plantações de banana.
“Eles não querem falar com ninguém porque não param de chorar”, diz Monnikendam. Sobre a fotografia, ela afirmou que é “triste saber que a casa está ali sozinha, sem ninguém poder cuidar dela”.
Autoridades locais dizem que a lava pode desencadear uma reação química capaz de provocar explosões e liberação de gases tóxicos se atingir o mar.
Moradores olham de uma colina enquanto a lava flui do vulcão em erupção na ilha de La Palma , na Espanha, em 24 de setembro de 2021. O vulcão nas Ilhas Canárias, um território espanhola no Oceano Atlântico, continua a produzir explosões e a expelir lava cinco dias após entrar em atividade.
Emilio Morenatti/AP
No entanto, na quinta-feira (23), especialistas disseram que a lava atualmente está se movendo “muito lentamente”. E não está claro agora se chegará ao mar.
O governo das Ilhas Canárias anunciou planos para comprar dois conjuntos habitacionais para os desabrigados.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, voou diretamente de La Palma para Nova York, onde cumpriu uma agenda reduzida na Assembleia Geral da ONU, para poder voltar às Ilhas Canárias e supervisionar as operações de emergência.

Fonte: G1 Mundo

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Erupção de vulcão se intensifica nas Canárias, e mais 3 cidades são evacuadas


As companhias aéreas espanholas Iberia e Binter anunciaram o cancelamento de alguns voos para La Palma devido ao vulcão. A erupção e suas consequências podem durar até 84 dias. Erupção do vulcão na ilha de La Palma, na Espanha, em 23 de setembro de 2021. Ele entrou em atividade em uma pequena ilha espanhola nas Canárias, no Oceano Atlântico, no domingo (19) e forçou a evacuação de milhares de pessoas.
Emilio Morenatti/Pool via Reuters
Autoridades da ilha de La Palma, na Espanha, ordenaram nesta sexta-feira (24) a evacuação das cidades de Tajuya, Tacande de Abajo e da parte de Tacande de Arriba devido à erupção do vulcão nas Canárias.
Os serviços de emergência ordenaram inicialmente que os moradores dessas cidades ficassem em casa, mas a orientação mudou devido à intensificação da atividade vulcânica no parque nacional Cumbre Vieja, no sul da ilha.
O Instituto de vulcanologia das Canárias disse na quinta-feira (23) que a nuvem de gás tóxico e cinzas já se estende por mais de 4 quilômetros no céu.
Voos cancelados
Moradores olham de uma colina enquanto a lava flui do vulcão em erupção na ilha de La Palma , na Espanha, em 24 de setembro de 2021. O vulcão nas Ilhas Canárias, um território espanhola no Oceano Atlântico, continua a produzir explosões e a expelir lava cinco dias após entrar em atividade.
Emilio Morenatti/AP
As companhias aéreas espanholas Iberia e Binter anunciaram nesta sexta que cancelaram alguns voos para La Palma devido ao vulcão (até então, o espaço aéreo da ilha continuava aberto).
“A evolução da nuvem de cinzas nos últimos dias forçou a companhia aérea a mudar sua programação, a partir de hoje, sexta-feira, 24 de setembro, cancelando voos para a ilha à noite”, anunciou Binter em um comunicado.
A companhia aérea não especificou quantos voos serão afetados, mas disse que o restante de suas operações continuam conforme o planejado. A Iberia anunciou que cancelou um voo na tarde de hoje por causa do vulcão.
Vulcão em erupção expele lava na ilha de La Palma na Espanha, em 23 de setembro de 2021. Ele entrou em atividade em uma pequena ilha nas Canárias, no Oceano Atlântico, no domingo (19) e forçou a evacuação de milhares de pessoas de suas casas.
Emilio Morenatti/AP
O vulcão entrou em erupção no domingo (19) em La Palma, uma pequena ilha nas Canárias no Oceano Atlântico que é território espanhol, e forçou a evacuação de milhares de pessoas.
Ele já destruiu 320 construções e 154 hectares de terra até o momento, descendo lentamente em direção ao mar.
Especialistas dizem que a erupção vulcânica e suas consequências podem durar até 84 dias e que sua lava pode gerar gases tóxicos se chegar ao mar.
Veja todos os VÍDEOS sobre a erupção do vulcão:

Fonte: G1 Mundo

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Família criminosa de origem cigana passa a ser considerada um clã mafioso pela Itália


A família Casamonica vive em Roma, e não no sul da Itália, como a maioria dos clãs mafiosos do país. Policial ao lado de um berço de uma criança da família Casamonica, em imagem de novembro de 2018
Alberto Pizzoli / AFP
A Justiça da Itália decidiu nesta semana que a família Casamonica é uma associação mafiosa e condenou cinco de seus integrantes a penas de até 30 anos de prisão por tráfico de drogas, extorsão e agiotagem.
Os Casamonica apareceram com destaque na imprensa italiana em 2015, durante o velório do “tio Vittorio”. O caixão dele percorreu as ruas em um carro fúnebre dourado puxado por cavalos. Um helicóptero lançou pétalas de rosa e cartazes espalhados na área da igreja em que aconteceu o funeral o apresentaram como o “rei de Roma”, enquanto os convidados eram recepcionados com a trilha sonora do filme “O Poderoso Chefão”.
Veja abaixo uma reportagem de 2019 sobre uma ação da Justiça italiana contra clãs mafiosos.
Polícias da Itália e EUA lançam operação contra a máfia
Os Casamonica foram considerados por muito tempo um grupo criminoso, violento, mas local (mesmo que se soubesse de declarações de alguns membros da família, registradas em conversas grampeadas, de que teriam condições de desafiar os clãs mafiosos tradicionais).
Isso mudou esta semana, com a decisão da Justiça. “É um veredicto muito importante porque destrói a ilusão de que não há máfia em Roma”, diz Nando Della Chiesa, professor de sociologia especializado em crime organizado da Universidade de Milão.
“A cidade tem dificuldades para aceitar o fato de que não há apenas elementos de poderosas máfias calabresa (‘Ndrangheta) e napolitana (Camorra), mas que também existe uma máfia local”, afirma Della Chiesa.
Os Casamonica têm suas raízes na comunidade cigana. Eles chegaram a Roma em 1939 procedentes da região de Abruzzo.
Na época da morte do patriarca Vittorio, em 2015, seus descendentes eram conhecidos pela polícia por suas atividades como agiotas, com uma preferência por roupas chamativas e bijuterias.
Vittorio aprendeu o negócio da agiotagem com um amigo do submundo de Roma nos anos 1970, Enrico Nicoletti, apelidado de “caixa” da gangue Magliana, grupo que controlava o tráfico de drogas na capital.
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Casamento com o clã
Assim como Nicoletti, o “tio Vittorio” tinha contatos que tinham cargos em instituições importantes, como a polícia e o Vaticano, de acordo com uma testemunha.
Depois de fazer fortuna, a família construiu mansões com piscinas adornadas com mármore, móveis dourados e grandes estátuas de cavalos, uma referência às origens como comerciantes de cavalos.
Em 2018, a prefeita de Roma, Virginia Raggi, ordenou a destruição de oito imóveis construídos sem permissão que pertenciam aos Casamonica, decorados com tronos, falsos afrescos e leões.
Depois de estabelecer vínculos com traficantes colombianos, eles entraram no tráfico de cocaína.
Em 2012, 32 membros do clã foram presos. Quando as autoridades foram avaliar os bens apreendidos, notaram que eram avaliados em milhões de euros.
Os Casamonica não têm líder, mas funcionam como um “arquipélago” de ilhas unidas por casamentos arranjados, segundo um relatório do Observatório do Crime Organizado (CROSS).
As mulheres têm um papel importante, mas não são autorizadas a trabalhar fora de casa. As adolescentes são retiradas do sistema escolar após a primeira menstruação.
As relações amorosas com mulheres não ciganas são consideradas perigosas, segundo o relatório.
Testemunhar contra a família
Uma das testemunhas mais importantes, Debora Cerreoni foi intimidada antes de prestar seu depoimento. Ela é a ex-esposa de Massimiliano Casamonica, e aceitou testemunhar contra a antiga família depois de ser controlada, humilhada e ameaçada durante anos.
“Destruíram minha vida. Eu não me casei apenas com Massimiliano, e sim com todo o clã”, declarou no ano passado Cerreoni ao tribunal.
Após uma tentativa de fuga, “ameaçaram me dissolver em ácido”, afirmou.
Por fim, ela conseguiu escapar, e seu depoimento foi crucial para ajudar os investigadores a compreender o mundo dos Casamonica e, em particular, seu idioma, uma mistura de cigano, dialeto de Abruzzo e gíria romana.
“O impacto deste veredicto no clã ainda não está claro, mas uma coisa é certa: eles não gozam mais da impunidade da qual podem ter sido beneficiados antes”, afirma Nando Dalla Chiesa.
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Fonte: G1 Mundo

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5 alpinistas morrem durante escalada no maior pico da Europa


Outras 14 pessoas foram resgatadas, segundo o Ministério de Emergências da Rússia. Monte Elbrus tem 5.642 metros de altitude e fica nas montanhas do Cáucaso. Vista aérea das montanhas do Cáucaso, na Rússia, com o monte Elbrus (5.642 m) ao fundo, em foto de 9 de outubro de 2020. Cinco alpinistas morreram após uma nevasca no Monte Elbrus, o pico mais alto da Europa, em 24 de setembro de 2021.
Kirill Kudryavtsev/AFP
Uma tempestade repentina matou cinco pessoas que escalavam o monte Elbrus, o maior pico da Europa, informaram nesta sexta-feira (24) equipes de emergência russas.
O Elbrus tem 5.642 metros de altitude e fica na montanhas do Cáucaso, na Rússia.
“Conseguimos salvar 14 pessoas, que foram transportadas e atendidas por equipes médicas. Lamentavelmente, cinco pessoas morreram”, afirmou o Ministério de Emergências da Rússia em um comunicado.
Os 19 alpinistas ficaram presos a mais de 5 mil metros de altura, quando as condições meteorológicas mudaram de maneira repentina.
Depois de receber um alerta, o serviço de emergência enviou uma equipe de 69 pessoas e 16 veículos para o resgate.
“Os socorristas trabalharam em condições muito difíceis. A força do vento alcançou entre 40-70 metros por segundo e a temperatura caiu a 20 graus negativos”, explicou o ministério.
A operação de resgate durou quase cinco horas e só terminou durante a madrugada de sexta-feira.
Citado pela agência de notícias TASS, Denis Alimov, que organizou a escalada, afirmou que uma mulher da expedição passou mal na manhã de quinta-feira e decidiu retornar com um guia.
Apesar do abandono, o restante do grupo prosseguiu até ser surpreendido pela tempestade.
A mulher faleceu durante a descida, segundo Alimov.

Fonte: G1 Mundo

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Líder separatista que declarou independência da Catalunha em 2017 é detido na Itália


Carles Puigdemont era presidente do governo regional catalão durante a declaração de independência frustrada de 2017. Ele vive na Bélgica e foi preso ao viajar para a Sardenha. Ex-líder catalão Carles Puigdemont mostra crachá do Parlamento Europeu em Bruxelas em 20 de dezembro de 2019
Johanna Geron/Reuters
Carles Puigdemont, que foi presidente do governo regional da Catalunha durante a declaração de independência frustrada de 2017, foi detido na ilha italiana da Sardenha na quinta-feira (23), após quatro anos foragido da justiça espanhola.
“O presidente Puigdemont foi detido em sua chegada à Sardenha, onde estava como eurodeputado”, anunciou seu advogado, Gonzalo Boye, em uma rede social. Boye disse que a detenção na Itália ocorreu em cumprimento a uma ordem judicial europeia de 14 de outubro de 2019.
Puigdemont está morando desde 2017 em Bruxelas, na Bélgica, e viajou a Alguer, na Sardenha, para participar de um festival de cultura catalão, segundo o encarregado de seu gabinete, Josep Lluis Alay.
“Quando chegou ao aeroporto de Alguer, foi retido pela polícia fronteiriça italiana”, explicou Alay nas redes sociais. “O presidente será colocado à disposição dos juízes da corte de apelação de Sassari, que é competente para decidir por sua libertação ou extradição”.
Repercussão da prisão
O governo da Espanha, que iniciou um processo de diálogo com o governo regional catalão, se limitou a comentar que a detenção “obedece a um procedimento judicial em curso, aplicado a qualquer cidadão na União Europeia que deve responder por seus atos”.
O governo do socialista Pedro Sánchez afirmou que “respeita as decisões das autoridades e tribunais italianos, assim como sempre fez com os tribunais espanhóis e europeus”.
Nas redes sociais, separatistas catalães estão convocando a manifestações em frente ao consulado italiano em Barcelona. Um outro líder separatista, Quim Torra, pediu a seus correligionários que “ficassem em alerta máximo.”
Tentativa de independência frustrada
Puigdemont, de 58 anos, chegou inesperadamente à presidência do governo regional catalão em 2016, após a renúncia de Artur Mas e sem ocupar cargos de liderança.
Ele liderou um movimento separatista em 2017 que causou uma crise institucional na Espanha. O político proclamou a independência da Catalunha e na sequência suspendeu a decisão para negociar com o governo espanhol.
Mas o então governo espanhol, do primeiro-ministro Mariano Rajoy se recusou a dialogar e interveio na administração regional, convocando eleições autônomas e invalidando a tentativa de independência.
Sem imunidade parlamentar
Puigdemont se estabeleceu em Bruxelas, não cumprindo a determinação da justiça espanhola para que ele voltasse ao país. Seus companheiros do governo acabaram sendo julgados, como seu vice-presidente Oriol Junqueras, condenado a 13 anos de prisão, e finalmente indultado em 2021 pelo governo espanhol de Pedro Sánchez, como os demais indiciados.
Enquanto eurodeputado, Puigdemont deveria gozar de imunidade, mas o Tribunal Geral da União Europeia decidiu no fim de julho que não era o caso e manteve a suspensão de sua imunidade legislativa, decidida pelo Parlamento Europeu.
A justiça espanhola acusa Puigdemont de sedição e malversação de recursos pela tentativa de independência da Catalunha em 2017, e exige sua extradição. A corte destacou que “nada permite considerar que as autoridades judiciais belgas ou que as autoridades de outro Estado-membro possam executar as ordens de detenção europeias proferidas contra os deputados e entregá-los às autoridades espanholas”.
A detenção de Puigdemont provocou um terremoto de reações na política espanhola. “A Espanha dialoga sempre da mesma maneira”, lamentou nas redes sociais seu sucessor, Quim Torra. O líder da oposição, o conservador Pablo Casado pediu que seja julgado na Espanha e lançou uma mensagem ao presidente do governo: “Puigdemont deve ser julgado na Espanha por seu golpe à legalidade constitucional e Sánchez deve se comprometer a respeitar a sentença da Justiça sem indultos em troca de permanecer no poder”.

Fonte: G1 Mundo

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O que explica aumento histórico de homicídios nos EUA?


Ano foi marcado por pandemia, crise econômica, explosão na venda de armas de fogo e protestos contra racismo e brutalidade policial. Americanos fazem vigília após a morte da influencer Gabby Petito
Um relatório anual do FBI (a polícia federal americana) que será divulgado oficialmente na próxima semana confirma o que analistas já vinham antecipando desde meados do ano passado: em 2020, os Estados Unidos registraram um aumento sem precedentes na taxa de homicídios.
Segundo os dados divulgados previamente no site do FBI e detalhados inicialmente pelo analista e especialista em segurança pública Jeff Asher em artigo no jornal “The New York Times”, a taxa de homicídios nos Estados Unidos aumentou 29% de 2019 para 2020.
FBI afirma que 77% dos homicídios em 2020 foram cometidos com armas de fogo, o maior percentual já registrado
George Frey/AFP via Getty Images/Via BBC
Esse foi o maior aumento de um ano para o outro desde 1960, quando os dados nacionais começaram a ser coletados. A alta de 2020 é mais de duas vezes maior do que o maior salto registrado até então, em 1968, quando a taxa de homicídios cresceu 12,7% em relação ao ano anterior.
Em 2020, foram registrados 6,55 homicídios por cada 100 mil pessoas. No ano anterior, a taxa era de 5 a cada 100 mil.
Homenagens lembram aniversário de 1 ano da morte de George Floyd
Foram quase 21,5 mil homicídios em 2020, aumento de cerca de 4,9 mil sobre o ano anterior. Em números absolutos, o maior aumento até então havia ocorrido em 1990, quando foram registrados 1.938 homicídios a mais do que no ano anterior.
O salto ocorreu em todas as regiões do país, tanto em grandes centros urbanos quanto em cidades pequenas, e tanto em municípios governados por democratas quanto por republicanos.
“Foi um aumento nacional, o que sugere que foi influenciado por fatores nacionais”, diz Asher à BBC News Brasil. “E isso significa que será um desafio reduzir (esses números)”, ressalta Asher, que é co-fundador da empresa AH Datalytics.
Dados anteriores
Asher ressalta que os números do FBI ainda podem sofrer pequenos ajustes até a divulgação oficial, na semana que vem, mas eventuais mudanças não devem alterar a interpretação dos dados.
Os números confirmam análises anteriores divulgadas por especialistas em segurança pública.
Em relatório do início deste ano, a Comissão Nacional sobre Covid-19 e Justiça Criminal, ligada ao centro de pesquisas Council on Criminal Justice (Conselho sobre Justiça Criminal), já previa aumento de 30% na taxa de homicídios em 2020, com base em dados de 34 cidades.
O aumento nos homicídios ocorreu ao mesmo tempo em que outros tipos de crime, como roubos, caíram em 2020.
Asher ressalta que crimes contra propriedade registraram seu 18º ano consecutivo de queda no ano passado, resultado provavelmente influenciado pelo fechamento de vários estabelecimentos comerciais por causa da pandemia.
Pandemia
Especialistas afirmam que é difícil apontar para um único fator que explique o aumento histórico, em um ano marcado pela pandemia de coronavírus, crise econômica, explosão na venda de armas de fogo e protestos contra racismo e brutalidade policial que levaram milhões de pessoas às ruas em todo o país.
“Os criminologistas ainda estão debatendo o que causou a queda de homicídios a partir do fim dos anos 1990”, lembra Asher.
“Diversos fatores parecem fazer sentido (em 2020)”, afirma, ressaltando que não há dados suficientes para dizer o grau com que cada um desses fatores influenciou os números.
Alguns apontam para os efeitos da pandemia de Covid-19, com o stress devido ao temor da doença e ao isolamento nos meses iniciais, quando escolas, igrejas, bares e locais de lazer foram fechados em diversas partes do país.
A pandemia também levou à redução em programas de prevenção de violência e aconselhamento, interrompidos em várias comunidades por causa da necessidade de distanciamento social.
Além disso, milhões de americanos perderam o emprego e enfrentaram problemas financeiros em decorrência da pandemia.
Protestos
A partir do fim de maio, a morte de George Floyd, um americano negro morto sob custódia de um policial branco, desencadeou protestos em todo o país, em meio a pedidos de reformas e, em alguns casos, de corte de verbas e redução do papel da polícia.
Uma das teorias é a de que esses protestos possam ter resultado em uma diminuição no policiamento de determinadas comunidades, tanto por iniciativa dos próprios policiais quanto por decisão dos moradores, que teriam deixado de chamar a polícia por falta de confiança.
VÍDEO: Homem negro é morto perto do local onde George Floyd foi asfixiado
Mas muitos analistas salientam que não há dados suficientes para comprovar que isso tenha provocado a alta em homicídios, e lembram que já era registrado aumento na violência nos meses anteriores aos protestos.
“É difícil estabelecer uma relação causal”, ressalta Asher.
Armas
Outro fator importante é o aumento no comércio de armas de fogo registrado no ano passado.
Segundo o FBI, 77% dos homicídios em 2020 foram cometidos com armas de fogo, o maior percentual já registrado.
Desde o início da pandemia, vendedores de armas ao redor do país vinham relatando uma explosão nas vendas, com lojas lotadas, longas filas nas calçadas e temor de que os estoques de munição não fossem suficientes para atender à demanda.
Calcula-se que quase 40 milhões de armas tenham sido vendidas legalmente no país em 2020, o maior número desde que o FBI começou a coletar esses dados, em 1998.
Contexto histórico
Ainda é cedo para saber se a tendência de aumento na taxa de homicídios irá se manter no longo prazo, mas dados preliminares indicam que 2021 deverá registrar novo salto, apesar de menor do que o de 2020.
Ao analisar uma amostra de 87 cidades americanas com dados pelo menos até o final de junho, Asher verificou aumento de 9,9% no número de homicídios em comparação com o mesmo período do ano passado.
Em Las Vegas, o crescimento já é de mais de 62%. Em Portland, no Estado de Oregon, supera 81%. Mas pelo menos sete cidades não registraram aumento, e em outras 22 houve queda.
Sempre que há aumento na violência nos Estados Unidos, analistas costumam ressaltar que as taxas de criminalidade ainda continuam bem abaixo do que eram nos anos 1980 e 1990.
Isso também vale para 2020 mas, segundo Asher, não deve ser motivo de conforto.
“(Os números de 2020) representam uma redução em comparação aos anos 1990, o que é bom”, afirma. “Mas também representam um aumento de 47% sobre a baixa histórica registrada em 2014.”
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Fonte: G1 Mundo

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Irmã de Kim Jong-un, da Coreia do Norte, pede à Coreia do Sul o fim das ‘políticas hostis’, mas elogia a proposta de acabar formalmente com a guerra

Os dois países entraram em guerra em 1950. O conflito armado terminou em 1953 com uma trégua, mas nunca houve um acordo de paz. Nesta semana, o presidente sul-coreano propôs Coreia do Norte testa novo “sistema de mísseis ferroviários”
Kim Yo-jong, a irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, pediu nesta sexta-feira (24) à Coreia do Sul que abandone as “políticas hostis” contra o governo da Coreia do Norte.
O conflito na península coreana começou em em 1950 e terminou em 1953 com uma trégua, mas um acordo de paz nunca foi assinado, o que significa que, formalmente, os dois países ainda estão em guerra.
Em um discurso na Assembleia Geral da ONU esta semana, o presidente sul-coreano Moon Jae-in propôs uma declaração para acabar oficialmente com o conflito, acrescentando que isto estimularia um “progresso irreversível na desnuclearização e levaria a uma época de paz completa”.
Em declarações publicadas pela agência oficial KCNA, a irmã e assessora de Kim Jong Un, Kim Yo -jong, disse a ideia de formalizar a paz é uma “ideia admirável”, mas pediu ao Sul que abandone a atitude hostil em primeiro lugar.
Fazer estas declarações com “padrões duplos, preconceitos e políticas hostis ainda em vigor não faz nenhum sentido”, disse Kim Yo-jong. Ela se mostrou aberta a melhorar as relações com a Coreia do Sul caso o país vizinho mude de atitude.
Coreia do Sul lança míssil a partir de submarino
A troca de declarações acontece em um momento de aumento da tensão na península: a Coreia do Norte fez dois testes balísticos este mês, e a Coreia do Sul anunciou o lançamento, com sucesso, de mísseis balísticos a partir de um submarino, parte do desenvolvimento de suas capacidades defensivas.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Não seja como Bolsonaro, seja como Harry e Meghan’, diz prefeito de NY


Bill de Blasio comparou o presidente do Brasil ao príncipe britânico e sua esposa para incentivar que as pessoas se vacinem contra a Covid-19. Casal participará de evento em Nova York. ‘Não seja como Jair Bolsonaro, seja como Harry e Meghan. Vacine-se’, diz prefeito de Nova York, Bill de Blasio
Reprodução/Twitter
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, voltou a usar o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, para incentivar que as pessoas se vacinem contra a Covid-19. Desta vez, o político americano comparou Bolsonaro ao príncipe Harry, do Reino Unido, e sua esposa, Meghan Markle.
“Não seja como Jair Bolsonaro, seja como Harry e Meghan. Vacine-se”, escreveu o prefeito de Nova York em uma rede social junto com a publicação de uma foto em que aparece ao lado do casal.
Harry e Meghan participarão no sábado (25) do “Global Citizen Live”, uma transmissão de 24 horas no Central Park, em Nova York, iniciativa cujo intuito é pressionar os países por igualdade na distribuição de vacinas, segundo a revista “Vogue”.
Será a primeira aparição conjunta do casal desde o nascimento da segunda filha do casal, Lilibet Diana, cujo nome é uma homenagem à rainha Elizabeth II, cujo apelido familiar é Lilibet, e à mãe de Harry, a princesa Diana.
Bolsonaro na ONU
Na segunda-feira (20), de Blasio afirmou que o presidente brasileiro não deveria ir a Nova York caso não estivesse imunizado contra a Covid-19: “Se você não quer se vacinar, nem precisa vir”.
“Com os protocolos em vigor, precisamos enviar uma mensagem a todos os líderes mundiais, principalmente Bolsonaro, do Brasil, que se você pretende vir aqui, você precisa estar vacinado”, afirmou o prefeito de Nova York.
Bolsonaro foi aos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da ONU, cuja sede é em Nova York, e era o único líder das maiores economias do planeta que declaradamente não se imunizou contra o vírus.
“Todos precisam estar em segurança e juntos, isso significa que todos precisam ser vacinados”, afirmou. “A grande maioria das pessoas nas Nações Unidas, a grande maioria dos estados-membros estão fazendo a coisa certa.”
Viagem cancelada em 2019
De Blasio já havia se posicionado contra Bolsonaro em 2019, comemorando com ironia o cancelamento de uma viagem do presidente brasileiro a Nova York.
“Nós expusemos sua intolerância. Ele correu. Não fiquei surpreso, ‘valentões’ geralmente não aguentam um tranco. Seu ódio não é bem-vindo aqui”, afirmou o prefeito nova iorquino na ocasião.
Bolsonaro seria homenageado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA, mas os locais escolhidos pela organização para a cerimônia se recusaram a receber o evento. Além disso, empresas que patrocinam o evento desistiram de homenageá-lo.
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Fonte: G1 Mundo

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Operação da PF investiga contrabando de migrantes para os Estados Unidos


No local da busca e apreensão foram encontradas 10 pessoas, sendo sete adultos e três crianças, em condições precárias, inclusive em barracas de camping. Operação da PF investiga contrabando de migrantes para os Estados Unidos
Policiais federais cumpriram, na manhã desta sexta-feira (24), mandado de busca e apreensão em Fundão, na Região Metropolitana do Espírito Santo, em uma operação que investiga o contrabando de migrantes para os Estados Unidos.
De acordo com a Polícia Federal, a ação contou com a participação de 10 policiais e teve como objetivo, além do cumprimento da ordem judicial, a obtenção de novos elementos de prova para a conclusão das investigações.
Ainda segundo a PF, estão sendo investigadas duas pessoas pelo envolvimento na promoção de migração ilegal para os Estados Unidos. Uma delas, inclusive, já foi indiciada e presa pelo mesmo crime em investigações realizadas pelo Grupo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes da Polícia Federal de Minas Gerais. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
No local da busca e apreensão foram encontradas 10 pessoas, sendo sete adultos e três crianças, em condições precárias, inclusive em barracas de camping. Inicialmente as pessoas confirmaram as suspeitas da polícia e seguiram para a Superintendência da PF, onde serão ouvidas e liberadas.
Operação da PF investiga contrabando de migrantes para os Estados Unidos
Divulgação/Polícia Federal
A PF disse que os investigados atuariam recrutando pessoas no Espírito Santo e em Minas Gerais com a finalidade de promover sua emigração ilegal do Brasil para os Estados Unidos, pela fronteira do México.
As investigações apontam que cada recrutado pagaria até 30 mil dólares pelo “pacote de serviços” que garantiria a chegada em solo americano.
Em Fundão, a dupla estabeleceu, segundo a PF, um verdadeiro entreposto de espera, um local onde aguardavam pela preparação de documentos, compra de passagens e demais arranjos necessários para a entrada irregular nos Estados Unidos.
Operação da PF investiga contrabando de migrantes para os Estados Unidos
Divulgação/Polícia Federal
Migração ilegal
De acordo com a PF, o número de brasileiros tentando ingressar ilegalmente nos Estados Unidos disparou neste ano. Estima-se que 150 brasileiros sejam detidos diariamente pelas agências policiais americanas, chegando a quase 5.000 por mês.
Não há dados que indiquem quantos brasileiros conseguem realizar a travessia organizada por grupos criminosos conhecidos por “coyotes”.
De acordo com a polícia, no ano fiscal norte-americano de 2018, foram documentadas 1.589 apreensões de brasileiros que ingressaram ilegalmente no país. No ano fiscal de 2019, esse número saltou para 17.890 apreensões.
Ainda segundo a PF, em relação ao ano fiscal de 2020, em razão da pandemia da Covid-19, o número de apreensões de brasileiros diminui, totalizando 7.014 casos. Com a flexibilização das restrições, no ano fiscal de 2021, ainda em curso, foi registrado o recorde de apreensões de brasileiros, 30.508 casos até julho de 2021.
Pessoas do Espírito Santo compõe o terceiro maior grupo nesse universo de detidos, atrás dos estados de Minas Gerais e Rondônia.
A Polícia Federal alertou que, apesar da mudança no governo americano com a eleição do presidente Joe Biden, as regras migratórias americanas não foram flexibilizadas, a travessia ilegal pela fronteira mexicana, além de cara, é perigosa e traz riscos inúmeros às pessoas.
Além disso, segundo a PF, “as organizações criminosas dedicadas a esta atividade não têm nada a perder”. Há inúmeros relatos de agressão, estupros, furtos e até mesmo abandono dessas pessoas no deserto americano pelos “coyotes”.
No começo deste mês, o corpo de uma brasileira de 49 anos foi encontrado durante uma patrulha de agentes norte-americanos em uma área desértica no Novo México, nos Estados Unidos.
Operação da PF investiga contrabando de migrantes para os Estados Unidos
Divulgação/Polícia Federal
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Fonte: G1 Mundo