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Eleições na Alemanha: saiba quem é Armin Laschet, o candidato de Merkel a primeiro-ministro


Favorito nas pesquisas até o início da campanha eleitoral, candidato da União Democrata Cristã, partido da atual premiê, viu seu apoio despencar. Episódio em que foi flagrado rindo em local de tragédia no estado que governa, o mais populoso do país, foi devastador para sua imagem. Armin Laschet, candidato da União Democrata Cristã e premiê da Renânia do Norte-Vestfália, ao lado da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e de bombeiros em Schalksmuehle, no dia 5 de setembro
Reuters/Thilo Schmuelgen
Armin Laschet deveria ser o próximo primeiro-ministro da Alemanha, substituindo sua colega de partido, Angela Merkel, após as eleições do dia 26. Tudo parecia indicar que isso aconteceria, até que a campanha eleitoral efetivamente começou.
A União Democrata Cristã (CDU) liderava as pesquisas, e parecia que seria uma tarefa relativamente fácil manter o governo após 16 anos e quatro mandatos de uma líder respeitada e com bons índices de aprovação. Além disso, nos últimos 72 anos, a CDU esteve no poder durante 52.
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Mas a queda – de mais de 10 pontos – foi rápida, e hoje o favorito é Olaf Scholz, do Partido Social Democrata.
Laschet enfrentou acusações de ter cometido plágio em um livro escrito em 2009 (e respondeu dizendo que a publicação “claramente contém erros sobre as quais sou responsável”), precisou encarar o fato de que o estado que governa, a Renânia do Norte-Vestfália, concentra um dos maiores índices de casos de Covid-19 do país, e também é considerado vago na hora de apresentar suas propostas.
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Mas nada foi pior para sua imagem do que um momento captado em 17 de julho por câmeras e amplamente divulgado. Ao visitar uma região de seu estado duramente castigada por enchentes, Laschet foi flagrado rindo de uma piada no exato momento em que o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier fazia um discurso solene em solidariedade às vítimas.
Armin Laschet, candidato da União Democrata Cristã e premiê da Renânia do Norte-Vestfália, é flagrado rindo enquanto o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, discursa para vítimas de enchente em Erftstadt, no dia 17 de julho
Marius Becker/pool via AFP
“Foi estúpido e não deveria ter acontecido e eu me arrependo”, disse o democrata cristão à emissora ZDF dias depois. “Sinto muito, não posso dizer muito mais”.
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Para piorar, seu principal rival, Scholz, também estava no local naquele dia. E permaneceu sério, falando sobre a liberação de verbas para medidas imediatas de reconstrução, uma vez que é o atual ministro da Economia.
O desempenho de Laschet ao lidar com as enchentes, a maior tragédia natural na Alemanha em 59 anos, aliás, é apontado como um dos grandes motivos para seu mau desempenho entre o eleitorado de seu estado.
Política
Armin Laschet tem 60 anos e em janeiro foi eleito líder da CDU, ocupando o posto deixado por Merkel. Ele é ministro-presidente do estado da Renânia do Norte-Vestfália, o mais populoso da Alemanha, desde junho de 2017.
Antes de iniciar sua carreira política, estudou Direito e trabalhou como jornalista. É membro do Bundestag, o Parlamento Alemão, desde 1994, e em 1999 se tornou integrante do Parlamento Europeu.
Líder de um partido de centro-direita, Laschet prometeu que, caso seja eleito, a Alemanha se tornará uma “nação industrial neutra para o clima” em 2045, mas seu discurso ambiental não é considerado dos mais arrojados, e ele já afirmou que as medidas do setor não podem sufocar a economia do país.
Após a queda nas pesquisas, ele ampliou as menções ao tema, e prometeu inovações, inclusive com a criação de mais empregos ligados à geração de energias limpas.
Laschet chamou inclusive a abordagem de seu partido sobre o clima de “mais promissora do que as proibições (propostas) pelo Partido Social-Democrata e pelos Verdes”, às quais acusou de ameaçar cortar empregos e causar agitação social.
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Fonte: G1 Mundo

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Astronauta registra erupção nas Ilhas Canárias do espaço; veja FOTO


Vulcão de Cumbre Vieja está em atividade desde o dia 19 de setembro. A lava destruiu carros e dezenas de casas e não há registro de mortes. Imagens de drone mostram caminho da lava de vulcão em La Palma
Um astronauta francês fotografou a erupção do vulcão de Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, vista do espaço nesta quarta-feira (22) (veja a foto abaixo).
Thomas Pesquet, que está em missão pela agência europeia na Estação Espacial Internacional (ISS), divulgou o registro em seu perfil no Twitter.
“O vulcão de La Palma em erupção”, escreveu o astronauta. “O resplendor alaranjado da lava contrasta com a escuridão do Oceano Atlântico e deixa tudo mais impressionante.”
Astronauta francês fotografou a erupção do vulcão nas Ilhas Canárias direto da Estação Espacial Internacional em 22 de setembro de 2021
Reprodução/Twitter/Thomas Pesquet
Pesquet comentou ainda que o brilho da lava parece estar “perto demais” das luzes da cidade. A erupção já destruiu pelo caminho carros e dezenas de casas, mas não há registro de mortes.
Forte atividade após 50 anos
A primeira erupção dos últimos 50 anos do vulcão Cumbre Vieja levou à retirada de mais de 5 mil pessoas da ilha La Palma, no arquipélago espanhol no Atlântico.
O vulcão entrou em erupção no domingo (19), no parque Cumbre Vieja, em La Palma. Imagens feitas com drones mostraram a lava atingindo uma piscina na região (veja no vídeo abaixo).
Drone flagra momento em que lava de vulcão atinge piscina em La Palma, na Espanha
Veja onde está o vulcão
Arte G1
Até 84 dias de erupção
Segundo o Instituto Vulcanológico das Canárias (Invulcan), a erupção de Cumbre Vieja pode chegar a durar até 84 dias. No entanto, os especialistas destacaram que ainda é difícil estabelecer um prazo exato para o fim da atividade vulcânica.
“É aceitável dizer que trabalhamos com uma estimativa de duração de 24 a 84 dias, com uma média geométrica calculada em 55 dias de duração”, disse o Invulcan em nota.
A atual erupção começou em 19 de setembro após uma série de atividades sísmicas – com tremores de terra e terremotos de menor magnitude – ter sido registrada na ilha de La Palma desde o dia 11, segundo o Instituto Geográfico Nacional (IGN) da Espanha.
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Fonte: G1 Mundo

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Veja a erupção do vulcão nas Canárias

Cumbre Vieja tem jorrado lava e fumaça há dias na ilha espanhola de La Palma. Veja a erupção do vulcão nas Canárias Cumbre Vieja tem jorrado lava e fumaça há dias na ilha espanhola de La Palma. O vulcão entrou em erupção no domingo (19), no parque Cumbre Vieja, em La Palma. . O fenômeno levou a emissão de um “alerta amarelo de risco”, o que provocou temor da formação de tsunamis que poderiam atingir a costa brasileira. Segundo especialistas, a possibilidade de um tsunami no Brasil é remota.. Veja o vídeo da destruição do vulcão

Fonte: G1 Mundo

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Queiroga com Covid: quais as regras em Nova York quando um novo caso de coronavírus é identificado?

Quem teve teste positivo para Covid, deverá ficar pelo menos 10 dias em isolamento. Outras pessoas que tiveram contato com infectados precisam fazer teste após alguns dias. Queiroga com Covid: o que acontece com quem teve contato com o ministro em NY?
Pelas regras da cidade de Nova York, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que teve teste positivo para Covid, deverá ficar pelo menos 10 dias em isolamento. O seu ministério já anunciou que ele vai ficar 14 dias isolado na cidade americana.
Outra preocupação em relação a Queiroga é identificar quem são as pessoas com que o ministro teve contato nos últimos dias para que também façam testes e eventualmente se isolem.
O ministro teve contato direto com o premiê do Reino Unido, Boris Johnson e outros representantes de países que participam da Assembleia Geral da ONU.
Para estas pessoas, a regra em Nova York prevê que quem estiver totalmente imunizado deve fazer um teste entre 3 e 5 dias depois do momento do contato.

Quem não estiver completamente imunizado tem que fazer quarentena de 10 dias. Se não houver sintomas, depois de 10 dias, a pessoa pode sair da quarentena.
É a segunda vez que uma situação assim acontece envolvendo a comitiva presidencial brasileira, que já está ficando famosa por expor líderes mundiais à Covid.

Em março de 2020, no início da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro e integrantes do governo brasileiro jantaram com o então presidente americano Donald Trump. Naquela ocasião, 20 integrantes da comitiva brasileira testaram positivo, o que fez com o que Trump tivesse que fazer um teste, o primeiro dele pra Covid-19. Deu negativo.
Agora, o ministro Queiroga vai ficar isolado no hotel onde estava hospedado com a comitiva.
É um hotel 5 estrelas em Manhattan, conhecido por hospedar de presidentes a estrelas do cinema. Já ficaram lá o presidente americano Ronald Reagan, o sul-africano Nelson Mandela, o ator Marlon Brando e o escritor Ernes Hemingway.
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O preço para uma noite esta semana, de acordo com o site oficial do hotel, está a partir de US$ 1150, ou seja, aproximadamente R$ 6 mil.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: veja ao vivo a erupção do vulcão nas Canárias

Cumbre Vieja tem jorrado lava e fumaça há dias na ilha espanhola de La Palma. VÍDEO: veja ao vivo a erupção do vulcão nas Canárias Cumbre Vieja tem jorrado lava e fumaça há dias na ilha espanhola de La Palma. Assista acima ao vivo às imagens da TV Canarias. Risco de tsunami é muito remoto, apontam especialistas. Veja vídeo da destruição do vulcão

Fonte: G1 Mundo

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Vulcão Cumbre Vieja: a perigosa reação do encontro entre a lava e a água do mar

Fonte: G1 Mundo

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O avanço da lava do vulcão nas Ilhas Canárias em imagens de satélite


Desde domingo, quando entrou em erupção, o vulcão Cumbre Vieja espalha lava pela ilha espanhola La Palma. O fluido provavelmente chegará ao mar, embora não se saiba quanto tempo isso vai demorar. Imagens de drone mostram caminho da lava de vulcão em La Palma
A lava que jorra de um vulcão na ilha espanhola de La Palma danificou mais de 300 construções, entre elas centenas de moradias, à medida que a rocha derretida se dirige ao mar.
Cerca de 6.000 pessoas foram obrigadas a deixar a região das Ilhas Canárias às pressas para fugir do caminho da lava que jorra do vulcão Cumbre Vieja desde domingo.
A área mais crítica, por onde passa o magma, fica na parte sudoeste da ilha.
Imagens captadas por satélite, e divulgadas pela Agencia Estatal de Meteorologia da Espanha (Aemet), mostram o caminho feito pela lava desde o último dia 19.
A imagem abaixo aponta, em vermelho, a amplitude do fluxo na ilha no início da erupção, no domingo. Em amarelo, mostra como três dias depois a lava já havia se espalhado por um território maior na terça-feira (21).
Imagem de satélite mostra, em vermelho, como a lava estava espalhada no dia 19 e, em amarelo, como se espalhou na terça-feira
AEMET
A lava provavelmente chegará ao oceano, embora não se saiba exatamente quando isso vai ocorrer. Tudo depende da velocidade do fluxo, que diminui à medida que ela esfria e atravessa terrenos mais planos.
Para proteger a população, as autoridades intensificaram o sistema de proteção civil e o perímetro de interdição no litoral foi ampliado para evitar que as pessoas se aproximassem do local.
O encontro do magma com o oceano é monitorado de perto por causa de uma perigosa reação química gerada pelo contato do fluido com a água salgada. Esse contato “pode ​​gerar explosões e emissão de gases nocivos”, segundo as autoridades do Plano de Emergência Vulcânica das Ilhas Canárias (Pevolca).
Uma imagem de satélite, divulgada pelo Instituto Geográfico Nacional (IGN-CNIG), mostra como a fluido (mancha vermelha) está se aproximando do mar.
Imagem de satélite mostra caminho da lava (em vermelho)
IGN
Outras imagens, também divulgadas pelo Instituto Geográfico Nacional, mostram a evolução do volume da lava pela ilha.
Na primeira, a imagem mostra a situação da lava no dia 19 de setembro. Já a segunda, o caminho dois dias depois, em 21 de setembro.
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Destruição
Segundo as autoridades, a área mais afetada da ilha, por onde passa o magma, fica na zona sudoeste.
Celia Dianas, que atua no setor de aluguel de imóveis para turistas, conta à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, que uma dezena de amigos e funcionários lhe dizem que “querem chorar” por causa do trauma ou porque perderam um imóvel.
“Os prejuízos ultrapassam os 400 milhões de euros (quase R$ 2,5 bilhões)”, disse nesta terça-feira (21/9) o chefe do governo das Canárias, Ángel Víctor Torres Pérez. Segundo ele, a União Europeia destinará um fundo de recuperação para a região atingida.
Embora a situação agora esteja sob controle, tudo pode mudar com o passar dos dias.
“Estamos apenas começando, essas são as fases iniciais da erupção, ainda há um longo caminho a percorrer”, diz José Mangas, professor de geologia da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria.
“Numa erupção estromboliana como a que temos agora em La Palma, dois dias não são nada, porque nas erupções históricas que tivemos aqui, do século 15 até agora, duraram um, dois ou três meses.”
As erupções estrombolianas – batizadas com o nome do vulcão Stromboli, na Itália – são relativamente leves e ocorrem em intervalos que podem durar de segundos a várias horas.

Fonte: G1 Mundo

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O destino das estudantes afegãs sob o regime talibã


Dependência de verbas do exterior pode contribuir para moderar a misoginia do novo governo afegão. Mas essência do Talibã não mudou, e entraves devem tornar educação um desafio para as meninas e mulheres no país. O que esperar do futuro das mulheres no Afeganistão?
“As escolas secundárias serão abertas o quanto antes para mulheres a partir de 12 anos”, anunciou o Talibã nesta terça-feira (21).
Na semana passada, o Talibã ordenou que os professores e alunos do sexo masculino voltassem às escolas secundárias. Professoras e alunas não foram mencionadas. O resultado foi uma crítica violenta na mídia internacional. Confusão adicional foi causada por notícias conflitantes sobre o fechamento de escolas secundárias para meninas.
“O Talibã está dividido e atualmente não tem uma posição unificada, especialmente no que diz respeito aos direitos das mulheres”, diz a ativista Kobra Balooch em conversa por telefone com a DW, diretamente do Afeganistão.
“A ala mais radical do Talibã determina algo hoje; logo depois, a ala mais pragmática nega e corrige. É por isso que diferentes partes do Afeganistão atualmente têm regras diferentes, dependendo de quem está no comando na região.”
Balooch dá como exemplo a província de Balkh, no norte do Afeganistão. “Lá, as escolas secundárias para meninas foram abertas na semana passada”, informa a ativista.
As duas faces do Talibã
Até o Talibã tomar o poder em meados de agosto, Balooch trabalhava para uma organização não governamental. Ela atuava na coordenação de grupos da sociedade civil e pelos direitos das mulheres. Muitos de seus colegas deixaram o país com medo do Talibã.
Ela está convencida de que o trabalho que ela e outros ativistas fizeram ao longo de muitos anos mudou a sociedade de forma sustentável.
“Há coisas que não podem mais ser tiradas de nós. Por exemplo, educação para meninas e mulheres. Se elas fossem excluídas da educação, isso incomodaria demais muitos afegãos. Acho que parte do Talibã está atualmente evitando provocações e confrontos desnecessários”, disse Balooch.
“Eles querem obter o reconhecimento da comunidade mundial e receber ajuda financeira”, afirmou. “Mas, essencialmente, o Talibã não mudou. Eles ainda rejeitam qualquer participação das mulheres na vida pública.”
‘Virtude’ em vez de direitos das mulheres
Após retomarem o poder no Afeganistão em meados de agosto, os islâmicos radicais apresentaram seu governo interino há duas semanas – sem a participação de mulheres. Funcionárias do sexo feminino foram mandadas para casa. O Ministério da Mulher foi abolido.
Em vez disso, agora existe um “Ministério das Virtudes”.
Durante o primeiro regime talibã entre 1996 e 2001, essa agência era responsável, entre outras coisas, por açoitar mulheres. Em geral, as mulheres ficaram praticamente banidas da vida pública no Afeganistão naquela época. Só podiam sair de casa na companhia de parentes homens. Se uma mulher viajava sozinha, era ameaçada de levar chicotadas.
Sharia e segregação de gênero
Assim que assumiu o poder, a nova liderança do Talibã anunciou inicialmente uma interpretação menos estrita da lei islâmica; afirmou que os direitos das mulheres também deveriam ser respeitados. O intuito do Talibã era sobretudo dar uma boa impressão aos países ocidentais, de cujo apoio financeiro os fundamentalistas islâmicos dependem.
Como resultado, as mulheres também devem poder estudar nas universidades do Afeganistão – embora em classes separadas dos homens. O sistema educacional deve seguir as regras da lei islâmica, a sharia. Se não for possível separar os sexos, as universidades devem primeiro estabelecer horários alternados de ensino ou garantir a separação nas salas de aula.
“No momento, teremos aula entre 13h e 16h. Nossos colegas homens usam as salas de aula pela manhã e no final da tarde”, conta a universitária Sahar Akbari, em entrevista à DW. A afegã de 25 anos está estudando jornalismo na Universidade de Cabul.
Mulher grita frases de protesto contra o governo durante manifestação após o ataque a bomba que deixou 90 mortos perto da Praça Zanbaq, em Cabul, Afeganistão
Wakil Kohsar/AFP
Sem salário para mulheres
Nas disciplinas de humanas, a separação de alunos por sexo é trabalhosa e complicada, mas é possível.
Em disciplinas de ciências naturais, onde o trabalho é feito em laboratório, ou em disciplinas de engenharia, onde há significativamente menos estudantes do sexo feminino, a separação se torna muito mais difícil. Muitas vão considerar realmente se devem continuar estudando.
“Não sei se um dia ainda vou poder ganhar algum dinheiro”, diz Sahar Akbari. “Não apenas como jornalista. Todas as funcionárias foram mandadas para casa! Aquelas que ainda podem trabalhar, como as médicas, não são pagas.”
O Talibã precisa urgentemente de dinheiro do exterior. Ativistas de direitos humanos e das mulheres reivindicam, por isso, que os países doadores condicionem os pagamentos a regras rígidas.
Uma mulher em um evento que marca o 8 de março de 2020 em Cabul, no Afeganistão
Rahmat Gul/Ap
Miséria opressiva
Mas a capacidade de aumentar a pressão por meio de pagamentos condicionados tem certos limites, pois a necessidade no Afeganistão é grande. A economia do Afeganistão está em crise desde a retirada das tropas internacionais.
Mesmo antes disso, o Afeganistão já era um dos países mais pobres do mundo. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) era de cerca de 20 bilhões de dólares. De acordo com o Banco Mundial, a ajuda financeira representava quase 43% disso.
Simone Pott, porta-voz da ONG alemã de ajuda ao desenvolvimento Welthungerhilfe, afirma que no início de setembro mais da metade dos 39 milhões de afegãos dependia de ajuda humanitária, comida, água potável, cuidados médicos e acomodação. Um em cada três afegãos passa fome. Uma prolongada seca se apoderou do país.
“É dever da comunidade internacional e dos países da região estabelecer relações diplomáticas com a nova liderança afegã”, disse nesta terça o porta-voz do Talibã, Sabiullah Mujahid.
Em seguida, ele apresentou outros membros do governo de transição afegão. O gabinete agora é um pouco mais inclusivo, incluindo representantes de minorias. Mas ainda não há mulheres entre eles.
“Estamos tentando fortalecer ainda mais o gabinete e, se Deus quiser, mulheres serão indicadas para determinados cargos nos setores necessários, e um dia iremos anunciá-las aqui”, afirmou Mujahid.
Segundo ativistas dos direitos das mulheres, é tarefa da comunidade internacional continuar a lembrar o Talibã de que o Afeganistão não tem futuro sem a participação das mulheres.

Fonte: G1 Mundo

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Eleições na Alemanha: entenda como os alemães escolhem o novo chanceler


Eleitores votam duas vezes: na primeira, em um candidato a representar o distrito eleitoral. Na segunda, no partido de preferência. Após votação, sigla mais bem votada precisa confirmar a maioria com outras agremiações para levar adiante o nome do indicado a chanceler. Câmara baixa do Parlamento da Alemanha, em Berlim, em foto de 7 de setembro
Michele Tantussi/Reuters
A Alemanha escolhe em 26 de setembro os novos congressistas que formarão o Parlamento do país. Com isso, será definido também quem sucederá a atual chanceler Angela Merkel, que decidiu não concorrer à reeleição.
Como um país parlamentarista, a chefia do governo alemão fica a cargo de um representante do Parlamento. Na Alemanha, esse representante é chamado de chanceler — o equivalente ao primeiro-ministro.
Merkel ocupava a chefia do governo alemã desde 2005, como líder do partido União Democrática Crista (CDU, na sigla em alemão). A sigla conseguiu se manter majoritária por mais de uma década na Alemanha, permitindo a continuidade da chanceler no cargo.
O modelo de escolha do chefe de governo é complexo e segue várias etapas. Começa com a votação dos eleitores duas vezes na mesma cédula eleitoral e termina com a aprovação do nome do novo chanceler pelo Parlamento recém eleito. Veja o resumo abaixo:
INFOGRAFIA – Como funcionam as eleições parlamentares na Alemanha e o processo de escolha do novo chanceler
Daniel Ivanaskas/G1
Leia abaixo em detalhes como funciona a escolha do chanceler da Alemanha
Dois votos por eleitor
A cédula eleitoral apresenta duas colunas: uma para o primeiro voto (Erststimme, em alemão) e uma para o segundo (Zweitstimme).
No primeiro voto, os eleitores escolhem o candidato a representante de cada um dos 299 distritos eleitorais alemães. Cada partido apresenta seu concorrente, e há a possibilidade da participação de independentes desde que eles tenham ao menos 200 assinaturas de apoiadores.
Homem com roupa típica da Baviera, estado da Alemanha, nas eleições regionais de 2018
Christof Stache/ AFP
Esses 299 distritos são divididos pela Alemanha em territórios de 250 mil habitantes. Isso significa que algumas grandes cidades como Berlim, Hamburgo e Munique levam ao Parlamento mais de um representante.
No segundo voto, o eleitor marca o partido de sua preferência. Não precisa ser necessariamente a mesma agremiação do candidato da primeira votação. Ou seja, se uma pessoa preferiu um representante da CDU para representar seu distrito, ela pode sem problema algum votar no SPD nessa segunda escolha caso prefira essa sigla à outra, como um todo.
Para essa segunda votação, cada partido indica uma lista de lideranças políticas que podem representar cada um dos estados alemães no Parlamento, com ao menos 299 vagas. Nesse caso, os assentos são distribuídos proporcionalmente de acordo com o percentual de votos das siglas na eleição. Aí, cada agremiação ocupa as cadeiras correspondentes de acordo com a ordem da lista definida previamente.
Há duas regras importantes sobre a distribuição de assentos que merecem atenção:
Assentos extras — Se um partido obtiver um melhor desempenho na primeira votação (distrital) do que na segunda (por legenda), o número de cadeiras no Parlamento de outro partido aumenta para manter a proporcionalidade. A ideia é evitar que o voto no representante do distrito tenha mais peso do que o voto no partido. Por causa disso, os 598 assentos “base” se tornaram, ao fim da última eleição, 709 no total.
A regra dos 5% — É a cláusula de barreira alemã. Um partido só entra no Parlamento se chegar aos 5% dos votos na votação por legenda. A ideia é evitar que grupos pequenos e extremistas elejam parlamentares.
A confirmação do chanceler
A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, durante pronunciamento sobre a tomada do poder no Afeganistão pelo Talibã, na segunda-feira (16)
Odd Andersen/Pool/AFP
Após a apuração e a atribuição dos assentos no Parlamento, o partido com mais votos busca uma aliança para indicar um nome para o cargo de chanceler. Esse nome é o do líder do partido, definido pela própria sigla geralmente antes mesmo da votação. Era assim com Angela Merkel, que liderava a CDU.
Os parlamentares têm um mês para tomar posse e, aí, começar a efetivar o nome do chanceler a partir das coalizões. É muito difícil que um partido sozinho obtenha mais de 50% dos assentos no Parlamento da Alemanha, então o cenário mais provável é o da costura de alianças partidárias — que podem ser feitas até mesmo entre grupos rivais, como a CDU, de centro-direita, e o SPD, de centro-esquerda.
Apesar de o processo de formação das alianças ocorrer durante semanas, a depender do resultado da eleição poderá haver logo nas primeiras horas um nome mais provável para o cargo de chanceler. Principalmente se o partido que chegar à frente já vislumbrar uma boa maioria com outras siglas que costumam ser aliadas — caso do SPD e dos Verdes.
Frank-Walter Steinmeier, presidente da Alemanha, em foto de 2017
Michael Sohn/AP Photo
Finalmente, o nome indicado é levado ao presidente da Alemanha, que atualmente é Frank-Walter Steinmeier. Ele tem um papel cerimonial, não participa do governo, e apenas ratifica a indicação e a devolve ao Parlamento. Os parlamentares, então, em uma votação secreta, oficializam a escolha do novo chanceler alemão.
Até é possível que os congressistas rejeitem a escolha do chanceler, mas, como o cargo nasce a partir das costuras dos próprios parlamentares que formam a maioria, é extremamente improvável que isso ocorra.
VÍDEOS: Notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Luvas de Michael Jackson vão ajudar a pagar por vacinas contra Covid em Guiné Equatorial


Ao lado de outros itens raros, luvas que valem mais de R$ 1 milhão estão entre bens confiscados do vice-presidente Teodorin Nguema Obiang Mangue, acusado de fraude e corrupção. No total, mais de R$ 142 milhões serão arrecadados e usados no combate à doença em país centro-africano. Teodorin Obiang, vice-presidente da Guiné Equatorial e filho do ditador Teodoro Obiang, em foto de 2013
Jerôme Leroy/AFP
Um par de luvas incrustadas de joias, que pertenceram a Michael Jackson, estão entre os itens que serão revertidos em vacinas contra Covid-19 para a população de Guiné Equatorial, após a apreensão de milhões em bens do vice-presidente do país, Teodorin Nguema Obiang Mangue.
Fã do “rei do pop”, entre a coleção de itens raros do vice-presidente do país centro-africano estaria ainda uma jaqueta autografada, usada pelo cantor na época do lançamento da música “Thriller”. O confisco também incluiu carros e propriedades.
No total, quase US$ 27 milhões (mais de R$ 142 milhões) vindos de bens confiscados do político – que também é filho do presidente – serão usados para este fim. Apenas as luvas estão estimadas em US$ 275 mil (cerca de RS$ 1,45 milhão).
A maior parte desse dinheiro será entregue à ONU para a distribuição das vacinas, e o restante irá para uma organização de caridade em Silver Spring, Maryland, que entrega medicamentos e suprimentos médicos na Guiné Equatorial.
Um comunicado do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, divulgado na segunda-feira (20), explica que um acordo de confisco foi feito ainda em 2014 entre o país e Obiang Mangue, após um processo de enriquecimento ilícito.
Segundo o comunicado, em 2011, quando era ministro da Agricultura e Silvicultura, ele recebia um salário oficial de menos de US$ 100 mil, mas “usou sua posição e influência para acumular mais de US$ 300 milhões em ativos por meio de corrupção e lavagem de dinheiro, em violação às leis dos Estados Unidos e da Guiné Equatorial”.
Carnaval no Brasil
Em 2015, a Guiné Equatorial foi tema do desfile de Carnaval da Beija Flor, no Rio de Janeiro, e rendeu o campeonato à escola carioca. Em troca, a Beija Flor teria recebido € 10 milhões de patrocínio. Na época, o governo do país africano negou ter dado o patrocínio e afirmou ter apenas contribuído com material e informações para a escola de samba.
Mas independentemente da ajuda financeira, os cariocas puderam ver de perto o lado esbanjador de Obiang Mangue, que gastou R$ 79 mil apenas em um jantar em um restaurante de frutos do mar, reservou sete suítes de cobertura no hotel Copacabana Palace e alugou dois camarotes onde os 40 convidados foram regados com champanhe Dom Pérignon durante o carnaval.
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Fonte: G1 Mundo