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PIB da Argentina cresce 10,3% no primeiro semestre de 2021


No entanto, economia da país registrou queda de 1,4% em termos não sazonais. Ou seja, em relação ao primeiro trimestre do ano. História argentina é marcada por culturas além da europeia — predominantemente destacada —, o que passou a ser mais ressaltado nos últimos anos, como a busca da identidade dos negros nascidos no país
AFP/BBC
A atividade econômica da Argentina acumulou alta de 10,3% interanual no primeiro semestre de 2021, informou nesta terça-feira (21) o instituto estatístico estatal Indec.
No entanto, no segundo trimestre, caiu 1,4% em termos não sazonais, em relação ao primeiro trimestre do ano, devido às restrições para conter a segunda onda da Covid-19, segundo a entidade estatística oficial.
Na medição interanual do segundo trimestre, a economia cresceu 17,9%, embora se trate de uma comparação com o período mais duro da pandemia no ano passado.
Em termos interanuais, o segundo trimestre registrou aumentos de 21,9% no consumo privado, 6,3% nas exportações e 36,6% nas importações. Em relação ao trimestre anterior, o consumo privado cresceu apenas 1,1%.
A Argentina está em recessão desde 2018. O país sofreu uma dura contração do PIB, de 9,9% em 2020, devido às limitações à circulação de pessoas, bens e serviços pela pandemia do coronavírus.
Para 2021, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE), estimou uma recuperação na atividade econômica argentina de 7,6%, segundo sua última projeção.

Fonte: G1 Mundo

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Perícia inicial confirma que Gabby Petito foi assassinada, diz FBI


A causa oficial da morte ainda depende da conclusão da autópsia. Petito, de 22 anos, estava visitando o Parque Nacional Grand Teton com seu noivo, Brian Laundrie, quando desapareceu. A influenciadora Gabby Petito, cujo corpo foi encontrado nos Estados Unidos em um parque em Wyoming
Reprodução/Redes sociais
O corpo encontrado na segunda-feira em um parque nacional em Wyoming, nos EUA, é de Gabby Petito, e ela foi assassinada, segundo a perícia inicial do médico legista Brent Blue, do condado de Teton, informou o FBI em comunicado nesta terça-feira (21).
A causa oficial da morte – a forma como ela foi assassinada – ainda depende da conclusão da autópsia.
Petito, de 22 anos, estava visitando o Parque Nacional Grand Teton com seu noivo, Brian Laundrie, quando desapareceu.
Seu corpo foi localizado em uma área de acampamento ainda inacabada, após uma intensa operação de busca. A família da jovem disse que não irá se pronunciar por enquanto, apenas quando ela “estiver em casa” para o funeral, segundo um comunicado de seu advogado, Richard Benson Stafford.
Laundrie foi declarado uma “pessoa de interesse” (termo informalmente usado nos EUA para designar um suspeito ou uma pessoa que possa ter relação com algum caso em investigação) no caso, mas não foi acusado de nenhum crime.
Ele se recusou a falar com a polícia e desapareceu alguns dias depois, desde que saiu da casa dos pais com uma mochila, no dia 14 de setembro.
A polícia continua pedindo informações sobre pessoas que possam ter visto o rapaz que, segundo sua família, não dá notícias há uma semana. As autoridades também buscam pessoas que tenham estado com ele ou com o casal durante sua estada no parque, antes de ele voltar para casa sem Petito.
Brian Laundrie e Gabby Petito
Reprodução / Redes Sociais
Gabby Petito deixou o emprego em julho para viajar pelos Estados Unidos em uma van com Laundrie, de 23 anos. Ela documentava a viagem pelo Instagram.
Um vídeo publicado por eles no YouTube, em que aparecem sorrindo, se beijando e correndo na praia, já foi visto mais de 2,3 milhões de vezes.
Mas em 1º de setembro, após um mês de viagem, Laundrie voltou para casa, na Flórida, com sua van branca e sem Petito. Sua família relatou seu desaparecimento 10 dias depois.
De acordo com a BBC, duas semanas antes do desaparecimento de Petito, em 11 de agosto, a polícia da cidade de Moab, no sul do Estado americano do Utah, foi chamada para um possível incidente de violência doméstica envolvendo o casal.
A polícia divulgou uma câmera corporal que mostrava Petito chorando e reclamando de sua saúde mental para os policiais. Ela também disse que o casal vinha discutindo com mais frequência.
Os policiais recomendaram que eles passassem a noite separados, mas não abriram nenhum inquérito. Ainda não se sabe o que aconteceu depois disso.
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Fonte: G1 Mundo

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Argentina vai reabrir fronteira para brasileiros a partir de outubro; entenda regras para viajar


Depois de onze meses de fronteiras fechadas, os brasileiros poderão voltar a viajar à Argentina a partir do próximo mês. A abertura completa para estrangeiros será a partir de 1º de novembro. Medida faz parte de um pacote de flexibilizações após derrota eleitoral do governo nas eleições primárias. Vista aérea da Avenida 9 de Julho, cartão postal de Buenos Aires
Juan Mabromata / AFP
O governo argentino anunciou nesta terça-feira (21) a flexibilização ou eliminação de restrições e proibições relacionadas à pandemia. Entre as mudanças, se destaca a reabertura das fronteiras aos turistas estrangeiros, o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços abertos e a volta do público a eventos de massa.
A partir de 1º de outubro, os visitantes de países vizinhos (Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile) poderão entrar pelas fronteiras terrestres, mas com limitações diárias na quantidade de pessoas (leia mais abaixo), de acordo com a capacidade sanitária de cada jurisdição.
A partir de 1º de novembro os turistas estrangeiros em geral poderão entrar na Argentina. As fronteiras estavam fechadas desde 25 de dezembro do ano passado. Mas, para entrar no país, os visitantes terão que respeitar algumas exigências:
apresentar o comprovante de vacinação completa com, pelo menos, 14 dias a partir da segunda dose, independentemente da marca da vacina.
apresentar um teste RT-PCR realizado até 72 horas antes da viagem e um teste antígeno no ponto de entrada ao país. Entre o 5º e o 7º dia depois da chegada à Argentina, deverá apresentar um novo teste PCR.
quem não tiver o esquema completo de vacinação, incluindo os menores de idade, ficará isolado numa quarentena obrigatória, além de precisar realizar todos os testes mencionados.
os exames não serão mais obrigatórios quando a Argentina atingir 50% da população vacinada. Atualmente, o país tem 44,8% da população com as duas doses.
Pessoas usam máscara ao aguardar trem em estação de Buenos Aires. Argentina teve uma das quarentenas mais restritas da região
Natacha Pisarenko/AP Photo
“Talvez estejamos vivendo a última fase desta pandemia”, indicou o novo chefe do Gabinete de ministros, Juan Manzur, ao lado da ministra da Saúde, Carla Vizzotti, no primeiro anúncio de boas notícias desde que a derrota eleitoral, em 12 de setembro, levou o governo a reformular a sua equipe de ministros.
“Dessa maneira, minimizamos o impacto do aumento de hospitalizações e de mortes. Faltam 2,5 milhões de doses para chegarmos à metade da população com duas doses”, disse a ministra Carla Vizzotti.
Período de transição
Antes do dia 1º de novembro, os estrangeiros que quiserem entrar no país deverão cumprir com outros requisitos que serão eliminados, gradualmente, até a abertura completa em novembro. A partir de 24 de setembro, quem viajar a trabalho ficará isento da quarentena.
As fronteiras terrestres da Argentina estão fechadas até mesmo para os argentinos desde dezembro passado.
A limitação diária do número de pessoas que podem entrar no país, seja por via aérea, fluvial, marítima e terrestre, será gradualmente ampliada até a abertura em 1º de novembro. Atualmente, apenas 2 mil pessoas podem entrar na Argentina por dia e unicamente pelo aeroporto de Buenos Aires.
Governo da Argentina anuncia reabertura das fronteiras de forma gradativa
Flexibilizações internas
Mesmo com menos da metade da população completamente vacinada e com a variante Delta ainda representando risco, o uso de máscaras deixará de ser obrigatório nos espaços abertos sempre que a pessoa estiver sozinha ou com pessoas com quem convive. O uso de máscaras continuará obrigatório em espaços fechados e quando houver aglomeração de pessoas.
A presença de clientes, trabalhadores ou fiéis em bares, restaurantes, lojas, igrejas e empresas volta a ser autorizada sem limitações. As atividades econômicas, industriais, comerciais, religiosas, culturais, esportivas, recreativas e sociais foram liberadas, sem restrições de público, desde que mantidas medidas de prevenção como ventilação, máscaras, distância social.
As discotecas voltam a funcionar com 50% da capacidade de clientes que deverão apresentar o esquema completo de vacinação. “Essa é a atividade de maior risco, considerando a variante Delta”, salientou a ministra da Saúde, Carla Vizzotti.
São autorizados também os eventos com mais de mil pessoas, mas com a metade da capacidade de cada local. A vacinação completa e um diagnóstico médico contra a Covid-19 (PCR ou antígeno) também será requisito para a reabertura de salões de festa e de dança.
Todas as medidas internas entram em vigor a partir de 1º de outubro ou conforme as datas definidas em decretos e medidas administrativas que ainda serão publicados.
Pressa eleitoral
Mais do que sanitárias, as decisões estão associadas à dura derrota eleitoral dos candidatos governistas nas eleições primárias de 12 de setembro. Com a divulgação de boas notícias econômicas e de flexibilização, o Governo pretende atenuar a derrota ou mesmo reverter o resultado nas eleições legislativas de 14 de novembro.
“Os mesmos que mantiveram a quarentena mais prolongada do mundo, com todas as fronteiras fechadas e com milhares de falências, agora, em dez minutos, anunciam o fim de tudo. Estão criando expectativas. Erraram no ‘timing’. Agora, nem que organizem um carnaval, vão conseguir reverter o resultado e estaremos numa bagunça ainda mais profunda depois”, apontou o economista Carlos Melconian, uma referência na Argentina.
Com 45 milhões de habitantes, a Argentina teve até agora 5,241 milhões de contaminados, dos quais 114.518 morreram.

Fonte: G1 Mundo

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Governo japonês divulga novas imagens de ilha vulcânica também associada a risco de tsunami


As autoridades dizem que mantêm estudos sobre a ecologia e a geologia da ilha. Temor do Instituto de Investigação Sísmica da Universidade de Tóquio era que desabamento afetasse ilha vizinha. Governo japonês divulga recentes imagens da ilha vulcânica Nishinoshima
Uma erupção vulcânica formou uma nova ilhota na costa de Nishinoshima, uma pequena ilha desabitada no arquipélago de Ogasawara, ao sul de Tóquio, em 2013. Desde então, ela continuou crescendo e foi acompanhada por autoridades e estudiosos.
Nesta terça-feira (21) o governo japonês divulgou novas imagens da ilha (veja no VÍDEO acima). As autoridades dizem que mantêm estudos sobre a ecologia e a geologia da ilha.
Risco de tsunami após vulcão das Ilhas Canárias entrar em erupção é remoto na costa brasileira; entenda
Em 2014, um professor associado do Instituto de Investigação Sísmica da Universidade de Tóquio chegou a advertir que, se a lava seguisse se acumulando no leste da ilha, ela pode afundar parcialmente e causar um tsunami.
À época, o temor do professor Fukashi Maeno era que um possível tsunami na região poderia atingir Chichijima, ilha do arquipélago Ogasawara, na mesma região.
O conjunto de ilhas, junto com o restante do Japão, faz parte do chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, uma área sismicamente ativa, onde ocorre um grande número de terremotos. Antes da formação desta ilhota, a última vez que o país tinha registrado uma erupção na região foi na década de 1970.
Evolução da ilha em fotos:
2013: Uma erupção vulcânica formou uma nova ilhota na costa de Nishinoshima, uma pequena ilha desabitada no arquipélago de Ogasawara, ao sul de Tóquio, segundo afirmaram a Guarda Costeira japonesa e especialistas em terremotos ouvidos pela Associated Press, em fotos de 2013
Foto: AP/Kyodo/Arquivo
2014: A ilha vulcânica de Nishinoshima em foto de 13 de junho de 2014. Atividade vulcânica constante pode levar ilha a afundar e gerar um tsunami
JAPAN COAST GUARD/AFP/Arquivo
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Fonte: G1 Mundo

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A história por trás das chocantes imagens de agentes caçando imigrantes nos EUA


Casa Branca chamou registros de ‘terríveis’; EUA vive crise migratória, com número recorde de imigrantes – incluindo brasileiros – tentando atravessar fronteira com México. Um agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir um imigrante de chegar ao território do país, em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje / AFP
A Casa Branca chamou as cenas de “terríveis”.
Os vídeos e imagens de vários agentes da fronteira dos Estados Unidos a cavalo perseguindo e atacando migrantes com um suposto chicote próximo ao Rio Grande, em área limítrofe ao pequeno município de Del Rio, no estado americano do Texas, geraram debate no país.
As cenas aconteceram em meio a uma nova crise de imigração na fronteira, que levou a que até 12 mil migrantes — a maioria haitianos — fossem detidos em um acampamento improvisado sob uma ponte que liga Del Río a Ciudad Acuña, no México, na semana passada.
“Para evitar ferimentos causados por doenças relacionadas ao calor, a área com sombra sob a Ponte Internacional Del Rio está servindo como um local de parada temporária enquanto os migrantes esperam para serem levados sob a custódia da Patrulha de Fronteira dos EUA”, informou o órgão na semana passada por meio de um comunicado, frente às críticas à situação precária dos migrantes.
O governo dos Estados Unidos começou a deportar centenas deles no domingo e fechou a passagem da fronteira Del Rio, o que levou centenas de outros haitianos a retornar ao lado mexicano diante da incerteza.
Estados Unidos começam a deportar centenas de imigrantes haitianos
O que aconteceu?
Desde que se estabeleceram sob a ponte, alguns migrantes cruzaram para o México para comprar comida e água para eles e suas famílias, que eram escassos no lado americano, e voltaram para o acampamento improvisado.
O fotógrafo Paul Ratje, da agência de notícias AFP, registrou a imagem perto de um barco que atracava no rio, em uma área por onde migrantes tentavam entrar ou retornar aos Estados Unidos.
“Cheguei ao local e todos estavam passando por lá”, disse o fotógrafo ao “The Washington Post”.
“De repente, alguns policiais apareceram e começaram a tentar fazer as pessoas saírem. Então, os agentes da fronteira vieram a cavalo e começaram a tentar fazer as pessoas saírem.”
Nas imagens, os agentes são vistos segurando instrumentos que alguns descreveram como “chicotes”, embora as autoridades garantam que são “rédeas” usadas para “garantir o controle do cavalo”.
“Havia um fluxo contínuo e (os agentes) diziam: ‘Não, você não pode entrar. Volte para o México’. Mas as pessoas diziam ‘mas minha família está lá'”, disse Ratje ao “The Washington Post”.
Nesse contexto, um dos oficiais a cavalo pegou momentaneamente um homem que parecia estar carregando sacolas de comida.
EUA vive crise migratória, com número recorde de imigrantes, incluindo brasileiros, tentando atravessar fronteira com México
Getty Images/BBC
Mas no final, apesar da intervenção da patrulha, os migrantes conseguiram atravessar o rio e chegar ao acampamento, segundo a imprensa norte-americana.
Patrulhar guardas de fronteira a cavalo não é incomum, por causa da geografia do terreno, entre outras causas.
Geralmente, os agentes da fronteira instam os migrantes a retornar ao México, explicou Nick Miroff, repórter do “The Washington Post”, especializado em imigração.
“Neste caso, esse pedido não foi particularmente bem-sucedido, em parte porque os migrantes estavam tentando voltar com comida”, disse ele.
Polêmica
Na segunda-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse: “Não acho que alguém que veja essas imagens as ache aceitável ou apropriado”.
“Não tenho o contexto completo. Não consigo imaginar que contexto o tornaria apropriado.” “(Os agentes) não deveriam ser capazes de fazer isso de novo.”
De acordo com Psaki, este é um registro “obviamente horrível”.
A congressista democrata Ilhan Omar, por sua vez, descreveu as ações dos agentes de fronteira como “abusos aos direitos humanos” e como “cruéis, desumanos e uma violação das leis nacionais e internacionais”.
O Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Alejandro Mayorkas, garantiu que os fatos seriam investigados, descrevendo a situação dos migrantes como “desafiadora e dolorosa”.
No entanto, ele emitiu um aviso: “Se você vier ilegalmente para os Estados Unidos, será devolvido. Sua viagem não será bem-sucedida e você estará colocando sua vida e a de sua família em perigo.”
Na tarde de segunda-feira, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) emitiu um comunicado e disse que o órgão “não tolera o abuso de migrantes”.
“Os registros são extremamente preocupantes e os fatos de uma investigação completa, que será realizada rapidamente, definirão as ações disciplinares apropriadas que serão tomadas”, disse o DHS.
O chefe da patrulha de fronteira dos EUA, Raúl Ortiz, disse que o incidente está sendo investigado para garantir que não haja uma resposta “inaceitável” da polícia, informou a agência de notícias Reuters.
Além disso, acrescentou que os agentes estavam operando em um ambiente difícil, tentando garantir a segurança dos migrantes enquanto procuravam possíveis contrabandistas.
Imigrante atravessa o Rio Grande para chegar aos EUA com uma criança no ombro, em 20 de setembro de 2021
Felix Marquez/AP
Uma nova crise de fronteira
A situação representa um novo desafio político e humanitário para o governo do presidente Joe Biden, que prometeu ser mais “humano” com os migrantes e aqueles que buscam asilo do que seu antecessor republicano, Donald Trump.
Apesar das últimas crises que atingiram o Haiti — o assassinato do presidente Jovenel Moïse e o terremoto que devastou o sudoeste do país — a grande maioria dos haitianos na fronteira com os Estados Unidos deixou seu país há anos, desde o terremoto de 2010, segundo o BBC Monitoring, departamento da BBC que coleta e analisa notícias da imprensa em todo o mundo.
O tremor devastou a nação caribenha, matando 200 mil pessoas e desabrigando milhares.
Eles moram e trabalham na América do Sul há algum tempo, em países como o Brasil ou o Chile.
Nos dois últimos dias, 560 haitianos foram enviados de volta ao Haiti. No entanto, milhares ainda permanecem no acampamento do Texas, informou a agência de notícias EFE.
Só nesta segunda-feira (20/9), foram 233 deportados, sendo 45 crianças e 45 mulheres. Quase todas as mulheres deportadas tinham um filho ou bebê nos braços.
Além dos já deportados, mais de 6 mil haitianos foram transferidos para outros centros de processamento de imigração, segundo as autoridades dos EUA, e devem ser deportados.
Sob a ponte de fronteira em Del Rio, Texas, os haitianos alegaram que foram maltratados por agentes de fronteira dos EUA.
“Eles tratavam os haitianos como ladrões. Os haitianos não são ladrões, mas pessoas em busca de uma vida melhor. Eles não tratavam as pessoas de outras nações dessa maneira. É racismo”, disse uma mulher de 30 anos à EFE, que garantiu que vivia em Cabo Haitiano.
Miroff, do “The Washington Post”, disse que a área sob a ponte parecia “uma pequena cidade, com sua própria economia emergente, frequentemente focada em alimentos”.
Brasileiros
A situação dos brasileiros não é muito diferente. Na semana passada, a patrulha de fronteira da Setor Yuma, responsável pelo sudeste do estado americano do Arizona, anunciou a detenção de 140 brasileiros.
“Agentes da Patrulha de Fronteira detiveram um grupo de 140 migrantes brasileiros nesta manhã. Até o momento, neste mês, os agentes se depararam com uma média diária de mais de 600 migrantes, um aumento de mais de 2.000% em relação ao ano passado”, escreveu Chris T. Clem, chefe da Patrulha de Fronteira do Setor Yuma, em sua conta pessoal no Twitter.
Segundo ele, o grupo foi flagrado por operadores de câmeras de segurança. Em seguida, se entregou a agentes.
Dados do órgão de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA revelam que o número de brasileiros cruzando ilegalmente a fronteira sul dos EUA bateu recorde ao longo dos últimos dez meses. De outubro de 2020 a agosto deste ano, 46.410 brasileiros foram detidos — seis vezes mais do que um período semelhante anterior.
Só em agosto, 9.098 tentaram a travessia, a maior marca desde o início do ano fiscal de 2021 (que vai de 1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021).
LEIA TAMBÉM: Imigrante brasileira morre abandonada no deserto dos EUA durante travessia

Fonte: G1 Mundo

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Homem é preso em Nova York após ameaçar matar o presidente da República Dominicana


O presidente dominicano Luis Abinader está em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas. Suspeito o ameaçou diversas vezes em postagens e teria seguido o carro do presidente. Presidente Luis Abinader, da República Dominicana, na Assembleia Geral das Nações Unidas em 21 de setembro de 2021
John Minchillo/Pool via Reuters
A justiça americana ordenou a prisão de um homem que ameaçou assassinar o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, que está em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, confirmou a Promotoria nesta terça-feira (21).
Enrique Figueroa, de 47 anos, começou a ameaçar o presidente dominicano nas redes sociais em agosto, atraindo a atenção da polícia de Nova York que está em alerta máximo devido à presença de dezenas de líderes de todo o mundo esta semana para a Assembleia Geral da ONU.
Segundo investigações do FBI, Figueroa ameaçou “realizar um ataque violento” contra o presidente dominicano e o teria seguido em Nova York, já que postou fotos de seu veículo.
Em um vídeo postado no Facebook, Figueroa, que afirma ter ajudado o presidente a vencer as eleições, ameaça ir à República Dominicana para falar com Abinader. Ele também citou o presidente do Haiti, Jovenel Moise, que foi assassinado em sua casa em 7 de julho.
Figueroa é um seguidor do grupo extremista americano QAnon e publicou a foto de um rifle automático em suas redes sociais. O juiz James L. Cott, de Nova York, ordenou a prisão de Figueroa sem a possibilidade de fiança depois que o promotor afirmou que ele seria um perigo público.
De acordo com um relatório do FBI, Figueroa tentou viajar para a República Dominicana em 11 de setembro, mas não conseguiu embarcar porque seu passaporte estava vencido.
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Boris Johnson, do Reino Unido, admitiu pela primeira vez que tem seis filhos


A mulher de Johnson teve um filho há pouco mais de um ano, e engravidou novamente depois disso. Boris Johnson e sua mulher Carrie, em 11 de julho de 2021
John Sibley/Reuters
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, admitiu pela primeira vez que tem seis filhos nesta terça-feira (21) durante uma entrevista a um canal de TV dos Estados Unidos.
Ele disse que trocou muita fralda em sua vida.
Johnson evitava responder questões sobre sua família. Ele já se divorciou duas vezes. Uma de suas filhas nasceu de uma relação extraconjugal que ele teve.
O filho mais novo de Johnson, Wilfred, tem pouco mais de um ano. Ele nasceu quando Johnson já estava no governo do Reino Unido.
Sua mulher, Carrie, está grávida com o segundo filho do casal (o sétimo de Boris).
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A primeira mulher, Marina Wheeler, é mãe de quatro filhos adultos de Johnson. Além deles, há a filha que nasceu do relacionamento extraconjugal. Pode ser que haja outros filhos, mas ele se recusa a falar sobre isso.
Durante a campanha das eleições de 2019, um entrevistador de rádio perguntou a Johnson sobre a quantidade de filhos que ele tem. Na ocasião, Johnson não respondeu: “Acho que as pessoas querem saber dos planos que tenho. Eu amo muito meus filhos, mas eles não estão concorrendo nessas eleições, então não vou colocá-los na campanha”.
Johnson se encontrou com Bolsonaro
Boris Johnson elogia vacina contra Covid-19, e Bolsonaro diz que não tomou
O presidente Jair Bolsonaro se reuniu com Johnson na segunda-feira (20) em Nova York, antes da Assembleia Geral da ONU.
Em imagens distribuídas pela agência Reuters, é possível ver Johnson recomendando a vacina da AstraZeneca/Oxford, que é produzida também no Brasil em parceria com a Fiocruz.
“É uma ótima vacina. Obrigado, pessoal. Tomem vacinas da AstraZeneca!”, diz ele ao lado de Bolsonaro, que é o único líder entres as maiores economias do planeta que declaradamente não tomou ainda imunizante contra a Covid-19.
Em outro momento, Johnson seguia falando de como a vacina de desenvolvimento britânico é boa. “Já tomei duas vezes”, disse ele, olhando para Bolsonaro e apontando com o dedo como questionando se ele tinha tomado também, ao que o brasileiro responde que “ainda não”.
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Fonte: G1 Mundo

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Rússia volta a ser acusada de envenenamento de ex-espiões no Reino Unido

A Justiça do Reino Unido e da Europa acusa agentes russos de atuarem em solo britânico. Tribunal europeu condena Rússia por envenenar ex-espião no Reino Unido
Um homem que trabalhou para um serviço de espionagem russo foi indiciado na Inglaterra pelo envenenamento, em 2018, do ex-agente duplo Sergei Skripal.
Em 4 de março de 2018, Serguei Skripal, residente da Inglaterra e refugiado em solo britânico, foi envenenado com sua filha Yulia com um neurotóxico desenvolvido na União Soviética, o Novichok.
Serguei e Yulia , pai e filha, foram encontrados inconscientes na rua e hospitalizados em estado grave. Eles sobreviveram, e agora vivem escondidos sob proteção.
O governo britânico acusa o governo russo desse envenenamento e emitiu mandados de prisão europeus contra dois russos, Alexander Petrov e Ruslan Boshirov (possíveis pseudônimos) apresentados como membros do serviço de inteligência militar russo GRU.
Nesta terça-feira, a polícia britânica informou que um terceiro oficial, Serguei Fedotov, também conhecido como Denis Sergueyev, foi acusado de conspiração para assassinar Skripal.
O governo russo sempre negou qualquer envolvimento neste caso e, nesta terça-feira, repetiu o discurso. “Condenamos energicamente todas as tentativas de Londres de culpar Moscou pelo ocorrido em Salisbury (cidade onde ocorreu o envenenamento) e insistimos que deve ser feita uma investigação profissional, objetiva e imparcial do incidente”, afirmou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.
Fedotov é acusado pela tentativa de homicídio de uma terceira pessoa, o policial inglês Nick Bailey, que se contaminou quando foi ao local do crime. Ele também responderá por posse e uso de arma química em solo britânico.
De acordo com a polícia britânica, Fedotov chegou ao Reino Unido na manhã de 2 de março de 2018 em um voo de Moscou-Londres, quatro horas antes dos outros dois acusados, Petrov e Boshirov.
Os investigadores acreditam que os três homens se encontraram várias vezes em Londres no fim de semana, antes de Fedotov deixar o Reino Unido em 4 de março de 2018 em um voo para Moscou do Aeroporto Heathrow de Londres.
Embora Skripal e sua filha tenham sobrevivido, o ataque deixou uma vítima colateral: Dawn Sturgess, de 44 anos, morreu após borrifar-se com o que ela acreditava ser um perfume, mas na verdade era Novichok, contido em um frasco que seu marido coletou de um balde de lixo.
Esse segundo envenenamento causou uma série de expulsões recíprocas de diplomatas e um conflito sem precedentes desde o fim da Guerra Fria entre a Rússia e o Ocidente, que poderia ser reatado após as novas acusações.
Histórico de casos de envenenamento
As relações entre os governos do Reino Unido e da Rússia se deterioraram desde que, em 2006, Litvinenko, um ex-agente da KGB exilado na Inglaterra, foi envenenado com polônio-210, uma substância altamente radioativa.
Antes de morrer, ele acusou o presidente russo, Vladimir Putin, do crime.
Dez anos após sua morte, uma investigação britânica concluiu que o Estado russo era o responsável pelo envenenamento – algo que o governo russo sempre negou – e estabeleceu a culpa de dois executores, os russos Andrei Lugovoi e Dmitri Kovtun. Os dois tomaram chá com a vítima no Hotel Millennium, no centro de Londres.
As tentativas de extraditá-los falharam.
Confirmando esta versão, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) considerou, nesta terça-feira, que a Rússia é responsável por seu assassinato. Um porta-voz do governo russo disse que as acusações são infundadas.
O tribunal europeu assegurou Lugovoi e Kovtun forma os responsáveis pelo assassinato, sem dúvidas, e há fortes indícios de que agiram em nome das autoridades russas.
Esse ataque chocou tanto o Reino Unido que o caso até inspirou uma ópera, “A Vida e a Morte de Alexander Litvinenko”, estreada em julho passado.
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Fonte: G1 Mundo

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7 fatos que marcaram a viagem de Bolsonaro a Nova York


A ida do presidente do Brasil aos EUA para participar da Assembleia Geral da ONU foi marcada por incidentes ligados ao fato de ele não ter sido vacinado. Bolsonaro discursa na abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU
O presidente Jair Bolsonaro participou presencialmente da Assembleia da ONU pela segunda vez (a primeira havia sido em 2019; em 2020, a reunião foi virtual).
Já se sabia que a presença de Bolsonaro em Nova York causaria alguma polêmica porque a cidade tem uma política de restringir o acesso de pessoas não-vacinadas a estabelecimentos fechados como restaurantes e cafés.
Bolsonaro deu diferentes declarações sobre a vacina: já afirmou que será o último a tomar e também já disse que não vai tomá-la.
Bolsonaro tira a máscara para discursar na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (21), em Nova York.
Reuters
Em sua rápida visita a Nova York, estes foram alguns dos acontecimentos principais:
O prefeito de Nova York disse que se Bolsonaro ‘não quer se vacinar, nem precisa vir’
Sem poder fazer uma refeição dentro de um restaurante, a comitiva presidencial comeu pizza na calçada no domingo;
No hotel, Bolsonaro tomou café da manhã num salão e funcionários não impediram o presidente do Brasil de fazer a refeição num local público fechado, apesar de não estar vacinado;
No encontro com Boris Johnson, do Reino Unido, o presidente disse que não tomou a vacina;
Brasileiros fizeram protestos na frente do imóvel da missão do Brasil na ONU, e ministros responderam com gestos obscenos;
Antes do discurso na ONU, Bolsonaro se encontrou com o presidente Andrejz Duda, da Polônia;
No discurso, Bolsonaro defendeu o “tratamento precoce” contra Covid, ou seja, o uso de remédios sem eficácia.
‘Não precisa nem vir’, diz prefeito de Nova York
Prefeito de Nova York manda recado a Bolsonaro: ‘Se pretende vir, precisa se vacinar’
“Com os protocolos em vigor, precisamos enviar uma mensagem a todos os líderes mundiais, principalmente Bolsonaro, do Brasil, que se você pretende vir aqui, você precisa estar vacinado. Se você não quer se vacinar, nem precisa vir”, disse o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, na segunda-feira (20), em um pronunciamento.
“Todos precisam estar em segurança e juntos, isso significa que todos precisam ser vacinados”, afirmou. “A grande maioria das pessoas nas Nações Unidas, a grande maioria dos estados-membros estão fazendo a coisa certa.”
Bill de Blasio anunciou que montou um ponto de vacinação contra a Covid-19 em um ônibus estacionado em frente à sede das Nações Unidas. O posto seria destinado a “qualquer pessoa” que quisesse se vacinar.
“A cidade está ajudando, estamos com pontos de vacinação do lado de fora da ONU no dia de hoje”, disse o democrata. “E estamos felizes em vacinar qualquer pessoa para manter a cidade segura e para manter todos os envolvidos em segurança”.
Depois disso, o prefeito tuitou uma mensagem em que copiou o endereço de Bolsonaro na rede social: havia um link para os pontos de vacinação na cidade de Nova York.
Sem vacina, Bolsonaro não pode entrar em salões de restaurante
No domingo, o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, publicou em uma rede social foto do presidente Jair Bolsonaro e sua comitiva comendo pizza na rua em Nova York, nos Estados Unidos, no domingo (19).
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, come pizza na rua em Nova York, antes da Assembleia Geral da ONU, ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães; Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência; Gilson Machado Neto, ministro do Turismo; Marcelo Queiroga, ministro da Saúde; e outros
Reprodução/Instagram
Na foto estão o presidente da Caixa, Pedro Guimarães; o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos; e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; entre outros.
Como Bolsonaro vai a Nova York sem se vacinar?
A cidade exige, desde 16 de agosto, que as pessoas apresentem comprovante de vacinação contra a Covid-19 para frequentar lugares fechados, como restaurantes, cinemas, teatros e academias.
Ao comer na rua, a apresentação do comprovante não é necessária.
O presidente brasileiro já disse mais uma vez que não tomou nenhum imunizante — e, por isso, pode ter dificuldades para frequentar diversos locais em Nova York.
Café da manhã no hotel
Na manhã da segunda-feira (20), Bolsonaro tomou café da manhã no hotel, em uma área reservada à comitiva brasileira. Havia uma placa informando que é obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação no restaurante.
Sobre o fato de Bolsonaro divulgar que não foi vacinado, um gerente do restaurante, que não quis se identificar, disse que não iria cobrar o comprovante do presidente do Brasil. Questionado se a lei não valia para todos, o funcionário pediu a retirada da equipe da Globo do local.
Encontro com Boris Johnson
Em reunião bilateral com Boris Johnson, o primeiro-ministro do Reino Unido, Bolsonaro disse que não se vacinou.
Boris Johnson elogia vacina contra Covid-19, e Bolsonaro diz que não tomou
Em um vídeo divulgado pela agência Reuters, é possível ver que Johnson recomenda a vacina da AstraZeneca/Oxford, que é produzida também no Brasil em parceria com a Fiocruz.
“É uma ótima vacina. Obrigado, pessoal. Tomem vacinas da AstraZeneca!”, diz ele ao lado de Bolsonaro, que é o único líder entres as maiores economias do planeta que declaradamente não tomou ainda imunizante contra a Covid-19.
Em outro momento, Johnson seguia falando de como a vacina de desenvolvimento britânico é boa. “Já tomei duas vezes”, disse ele, olhando para Bolsonaro e apontando com o dedo como questionando se ele tinha tomado também, ao que o brasileiro responde que “ainda não”.
Ministro responde manifestantes com gestos obscenos
No fim da segunda-feira, a comitiva brasileira foi alvo de protestos no hotel onde a comitiva está hospedada e também em frente ao prédio onde fica o escritório brasileiro que representa o país nas Nações Unidas. O imóvel fica em um bairro no norte de Nova York.
Queiroga responde com gesto obscenos a protestos de brasileiros em NY
Os manifestantes estavam na calçada chamando Bolsonaro de “genocida” e “assassino” e gritando “Fora Bolsonaro”.
Havia também um caminhão com um telão em que a imagem do presidente brasileiro era exibida com palavras que o vinculam às queimadas na Amazônia.
Em um vídeo, é possível ver que Queiroga se levanta do banco do veículo e aponta o dedo médio para o grupo, chacoalhando as mãos sem parar. Os manifestantes também fizeram gestos obscenos em direção à comitiva.
Bolsonaro acenou para o grupo, enquanto o ministro do Turismo, Gilson Machado, sorriu e apontou o celular para os manifestantes. Queiroga também acenou.
Encontro com o líder da Polônia
Andrzej Duda, um político nacionalista e ultraconservador, está há seis anos na presidência da Polônia. Ele teve diversos desentendimentos com a União Europeia, entre os quais se destacam a controversa reforma do Judiciário e as ameaças aos direitos da comunidade LGBTQIA+ e à liberdade de imprensa.
Imagem do encontro entre Jair Bolsonaro e Andrzej Duda, da Polônia, em 21 de setembro de 2021
Reprodução/Twitter
Bolsonaro teve um breve encontro com Duda antes do início da Assembleia. Segundo uma conta oficial do governo da Polônia em uma rede social, os dois conversaram sobre como aumentar o comércio entre os dois países.
Defesa de remédio sem eficácia na Assembleia
Em seu discurso de 12 minutos durante a Assembleia Geral, Bolsonaro defendeu a adoção do chamado tratamento precoce contra a Covid-19, cuja ineficácia já foi cientificamente comprovada.
Ele também atacou o passaporte sanitário, que garante às pessoas que tenham se vacinado contra a Covid-19 a possibilidade de entrar em ambientes fechados, como restaurantes.
Leia a íntegra do discurso de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU
Ele citou dados fora de contexto para dizer que o desmatamento na Amazônia diminuiu, disse que as manifestações de 7 de Setembro foram “as maiores da história” e afirmou que não há corrupção em seu governo. (leia mais abaixo).
Bolsonaro, que foi o primeiro a discursar, disse não entender porque “muitos países, juntamente com a grande mídia” se opõem ao tratamento precoce contra a doença.
“Desde o início da pandemia, apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce, seguindo recomendação do nosso Conselho Federal de Medicina. Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso ‘off-label’ [fora do que prevê a bula]. Não entendemos porque muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial. A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, disse Bolsonaro.
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Fonte: G1 Mundo

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Lava de vulcão nas Canárias pode gerar gases tóxicos se chegar ao mar


Lava do vulcão das Ilhas Canárias pode chegar ao mar e provocar explosões
As colunas de lava do vulcão Cumbre Vieja continuam engolindo tudo o que encontram em seu caminho, na lenta descida para a costa das Ilhas Canárias, na Espanha, e agora geram preocupações pela possível emissão de gases tóxicos quando atingir o Oceano Atlântico.
O encontro do magma ardente com o mar pode gerar explosões, ondas de água fervente e até nuvens tóxicas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).
“As nuvens criadas pela interação entre a água do mar e a lava são ácidas”, explica Patrick Allard, diretor de pesquisa do instituto francês de Geofísica do Globo, em Paris, à agência France Presse.
Esse “encontro” estava inicialmente previsto para a noite de segunda-feira (20), mas ainda não ocorreu devido ao avanço mais lento da lava.
Lava é expelida de vulcão no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso, na ilha de La Palma, no domingo (19)
FORTA via Reuters
O Cumbre Vieja, que entrou em erupção no domingo (18), voltou a entrar em atividade ontem e obrigou a remoção de mais 500 pessoas, o que elevou para 6 mil os deslocados na ilha de La Palma, no arquipélago em frente à costa da África.
O magma está a cerca de 2 km do mar e avança por volta dos 200 metros por hora, mas autoridades não fazem uma nova previsão de quando as colunas de lava podem atingir a água.
O governo regional das Canárias decretou um “raio de exclusão de 2 milhas náuticas” (cerca de 3,7 km) ao redor de onde os fluxos de lava devem chegar, pedindo aos curiosos que não se desloquem à área.
O presidente da região, Ángel Víctor Torres, afirma que a “lava avança implacavelmente para o mar”, destruindo casas, e se disse “impotente” porque ela “continuará levando outras casas em seu trajeto até o mar”.
Por enquanto, a erupção do Cumbre Vieja destruiu 166 construções e cobre 103 hectares da ilha, segundo o sistema europeu de observação espacial Copernicus, que publicou uma imagem de satélite da ilha com as áreas afetadas.
9ª erupção
O surgimento de uma nova fissura eruptiva ontem à noite – a nona desde o início da atividade do Cumbre Vieja no domingo – obrigou a remoção de outras 500 pessoas em El Paso, elevando o total de deslocados para 6.000 em toda esta ilha de quase 85.000 habitantes.
Um deles é Israel Castro Hernández, que testemunhou sua casa ser destruída pela erupção – a primeira registrada na ilha desde 1971.
“O vulcão diz ‘saio por aqui’ e acaba com toda a sua vida praticamente”, lamenta este homem de 46 anos, em entrevista à AFPTV.
Junto a ele, sua esposa Yurena Torres Abreu ainda não conseguia assimilar o que aconteceu.
“Continuamos olhando para lá e não conseguimos acreditar. Ainda pensamos que nossa casa está debaixo desse vulcão”, contou emocionada. “Não há o que fazer. É a natureza”.
O vulcão expele colunas de fumaça que alcançam centenas de metros de altura e entre 8.000 e 10.500 toneladas de dióxido de enxofre por dia, segundo o Involcan. Apesar disso, o espaço aéreo da ilha permanece aberto e espera-se que os 48 voos programados para esta terça-feira sejam tomados com normalidade.
O Cumbre Vieja estava sob forte vigilância há uma semana devido a uma intensa atividade sísmica e, segundo o Involcan, a erupção pode durar “várias semanas ou alguns meses”.
“Sabemos quando começou, mas não sabemos o quanto resta”, lamentou Juan Aragón, um morador de La Palma que também precisou deixar sua casa.
bur-vab-mig-rs/al/erl/aa

Fonte: G1 Mundo