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Policial agarra bebê de um mês atirado do segundo andar de prédio nos Estados Unidos


Homem ameaçava jogar criança quando polícia chegou ao local, em Jersey City, e não aceitou negociar; ele foi preso e acusado de tentativa de homicídio. Bebê foi levado ao hospital por precaução, mas não teve ferimentos. O policial Eduardo Matute segura o bebê de um mês que salvou em Jersey City, nos EUA
Reprodução/Instagram/Steven Fulop
Um policial salvou a vida de um bebê de um mês, ao conseguir apanhá-lo depois que ele foi jogado do segundo andar de um prédio em Jersey City, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos.
O prefeito de Jersey City, Steven Fulop, postou uma foto do oficial Eduardo Matute, responsável pelo salvamento, segurando a criança já no hospital. O bebê foi encaminhado ao local por precaução, mas foi liberado após exames, sem qualquer ferimento.
A polícia havia sido acionada depois que um homem foi visto na varanda de um apartamento, no segundo andar de um prédio, ameaçando arremessar o bebê, na manhã de sábado (18). Apesar de os policiais tentarem convencê-lo a mudar de ideia, ele jogou a criança, que foi apanhada por Matute.
O homem foi preso e acusado de tentativa de homicídio e por colocar a vida de uma criança em risco. As identidades dele e do bebê não foram divulgadas.
O gabinete do procurador do condado de Hudson parabenizou o policial Matute, além de seu comandante Michael McKerry e do socorrista Joseph Casey, pela “bravura” na ação. O perfil oficial da cidade também publicou a imagem de Matute com a criança e agradeceu seu trabalho ao salvar aquela vida em “uma circunstância extremamente estressante”.
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Fonte: G1 Mundo

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VÍDEOS: Vulcão entra em erupção nas Ilhas Canárias espanholas

Fonte: G1 Mundo

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FOTOS: vulcão nas Ilhas Canárias entra em erupção


Na última semana, a área chegou a registrar mais de 22 mil tremores. Lava e fumaça sobem após a erupção de um vulcão na Espanha
REUTERS/Borja Suarez
Um vulcão entrou em erupção neste domingo (19) em La Palma, uma das ilhas do arquipélago espanhol Ilhas Canárias, lançando uma nuvem de fumaça e cinzas a partir do parque nacional Cumbre Vieja, no sul da ilha. Na última semana, a área chegou a registrar mais de 22 mil tremores.
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A fumaça sobe no vulcão Cumbre Viegja na ilha de La Palma nas Canárias, Espanha
AP Photo/Jonathan Rodriguez
Lava e fumaça sobem após a erupção de um vulcão no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso, nas ilhas Canárias de La Palma
Borja Suarez/Reuters
Lava e fumaça são vistas após a erupção de um vulcão no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso, nas ilhas Canárias de La Palma, em 19 de setembro
Borja Suarez/Reuters
Uma nuvem de fumaça sobe após a erupção de um vulcão no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso, nas Ilhas Canárias de La Palma
Borja Suarez/Reuters
Lava e fumaça sobem após a erupção de um vulcão no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso, nas ilhas Canárias de La Palma
REUTERS / Borja Suarez
Uma nuvem de fumaça sobe após a erupção de um vulcão no Cumbre Vieja
REUTERS/Borja Suarez
Erupção de vulcão: imagens mostram o fenômeno nas Ilhas Canárias
Erupção de vulcão: imagens mostram o fenômeno nas Ilhas Canárias

Fonte: G1 Mundo

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Avião de treinamento militar cai na Flórida e atinge duas casas


Pilotos foram ejetados da aeronave. Ao menos duas pessoas foram gravemente feridas, segundo o corpo de bombeiros. Avião de treinamento militar cai na Flórida e atinge duas casas
Reprodução / Redes sociais
Uma aeronave militar caiu em duas residências em Lake Worth, na Flórida (EUA), durante treinamento, segundo o Corpo de Bombeiros de Forth Worth. Os dois pilotos da aeronave foram ejetados no momento da queda.
O corpo de bombeiros está no local e 2 a 3 pessoas estão recebendo tratamento, informou na página oficial do Twitter.
De acordo com relatos de moradores do bairro onde aconteceu o acidente, foi possível escutar uma explosão, seguida do incêndio.
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Fonte: G1 Mundo

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Macron fará ligação com Joe Biden para tratar da crise dos submarinos, diz porta-voz francês


Após acordo dos Estados Unidos com a Grã-Bretanha e Austrália, o presidente da França convocou os embaixadores em Washington e Canberra. O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, no convés do HMAS Waller, um submarino da classe Collins operado pela Marinha Real da Austrália, em foto de 2 de maio de 2018 em Garden Island, Sydney
Brendan Esposito/Pool via AFP
O presidente francês Emmanuel Macron fará uma ligação com o presidente dos EUA, Joe Biden, nos próximos dias, disse o porta-voz do governo francês neste domingo (19), em meio a uma crise diplomática desencadeada pelo cancelamento pela Austrália de um contrato de fornecimento de submarinos com Paris.
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A França disse na sexta-feira que estava chamando de volta seus embaixadores de Washington e Canberra por conta de um acordo de segurança trilateral envolvendo também a Grã-Bretanha, que acabou por cancelar a encomenda multibilionária de submarinos franceses.
“O presidente Biden pediu para falar com o presidente da República e haverá uma conversa telefônica nos próximos dias entre o presidente Macron e o presidente Biden”, disse o porta-voz Gabriel Attal ao canal de notícias BFM TV.
A França buscará “esclarecimentos” sobre o cancelamento do acordo de submarinos, disse Attal.
O cancelamento do contrato, fechado em 2016, causou fúria em Paris, que afirma não ter sido consultada por seus aliados. O governo australiano, no entanto, diz que deixou claras suas preocupações durante meses.
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Fonte: G1 Mundo

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Voo do Catar com afegãos, americanos e europeus deixa Cabul

O quarto voo fretado transportando civis do Afeganistão para o Catar desde a retirada das forças dos EUA no mês passado tem mais de 230 passageiros. Um quarto voo fretado transportando civis do Afeganistão para o Catar desde a retirada das forças dos EUA no mês passado deixou Cabul neste domingo (19) com mais de 230 passageiros, incluindo afegãos, americanos e europeus, disse uma autoridade do Catar.
O voo, operado pela Qatar Airways, também transportava cidadãos da Alemanha, Bélgica, Irlanda, Canadá, França, Itália, Grã-Bretanha, Finlândia e Holanda, escreveu o ministro das Relações Exteriores do Catar, Lolwah Rashid Al Khater, no Twitter.
Um segundo oficial do Catar disse que havia 236 passageiros a bordo, tornando-se o maior voo de evacuação desde a conclusão da retirada dos EUA e das forças aliadas em 31 de agosto.
Os passageiros ficarão inicialmente em um complexo na capital do Catar, Doha, que está hospedando afegãos e outros refugiados.
O Catar emergiu como um interlocutor-chave entre o Ocidente e o Taliban. O país do Golfo é um aliado próximo dos EUA, sediando a maior base militar americana no Oriente Médio.

Fonte: G1 Mundo

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Vulcão entra em erupção nas Ilhas Canárias espanholas


Logo após a erupção, governo local pediu aos moradores que ‘tenham extrema cautela’ e fiquem longe da área e das estradas. Lava e fumaça são vistas após a erupção de um vulcão no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso, nas ilhas Canárias de La Palma, em 19 de setembro
Borja Suarez/Reuters
Um vulcão entrou em erupção nas ilhas Canárias espanholas de La Palma neste domingo (19), lançando fontes de lava e uma nuvem de fumaça e cinzas no parque nacional Cumbre Vieja, no sul da ilha.
As autoridades já haviam começado a evacuar dezenas de moradores doentes e alguns animais de fazendas das aldeias vizinhas antes da erupção, que ocorreu em uma encosta na área de Cabeza de Vaca.
Antes da erupção, os cientistas registraram uma série de terremotos de magnitude 3,8 no parque nacional, de acordo com o Instituto Geográfico Nacional Espanhol (ING).
Logo após a erupção, o governo local pediu aos moradores que “tenham extrema cautela” e fiquem longe da área e das estradas.
A população das aldeias vizinhas foi instruída a ir a um dos cinco abrigos e soldados foram enviados para ajudar na remoção dos moradores. Espera-se que mais residentes sejam evacuados das cidades vizinhas.
A televisão espanhola mostrou fontes de lava sendo lançadas, e nuvens de fumaça podiam ser vistas do outro lado da ilha.
Foram registrados mais de 22 mil tremores na semana passada na área de Cumbre Vieja, uma cadeia de vulcões que teve uma grande erupção em 1971 e é uma das regiões vulcânicas mais ativas das Canárias.
A primeira erupção vulcânica registrada nas Ilhas Canárias de La Palma ocorreu em 1430, de acordo com o Instituto Geográfico Nacional Espanhol (ING).
Em 1971, um homem foi morto enquanto tirava fotos perto dos fluxos de lava, mas nenhuma propriedade foi danificada.
Uma nuvem de fumaça sobe após a erupção de um vulcão no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso, nas Ilhas Canárias de La Palma
Borja Suarez/Reuters
Uma nuvem de fumaça sobe após a erupção de um vulcão no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso, nas Ilhas Canárias de La Palma
Borja Suarez/Reuters

Fonte: G1 Mundo

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Covid: Por que o coronavírus avança em Israel após o país liderar a vacinação global


Aumento acentuado nas infecções levou autoridades do país a oferecer terceira dose da vacina. Quais são as lições para o restante do mundo? Devido a aumento no número de casos de covid-19, Israel passou a oferecer terceira dose da vacina
Getty Images
Israel foi um dos primeiros países a implementar um programa abrangente de vacinação contra a Covid-19, tornando-se exemplo para o restante do mundo.
No fim de fevereiro, pelo menos 50% da população já havia tomado pelo menos uma dose da vacina. Hoje, segundo a plataforma Our World in Data, cerca de 63% da população israelense está totalmente imunizada.
O país praticamente voltou à vida normal no início de junho. Na época com poucos casos de covid-19, parecia que a batalha contra o vírus havia sido vencida.
No entanto, a partir de julho, as infecções começaram a aumentar novamente e, no início deste mês, Israel passou a registrar mais de 10 mil novos casos da doença por dia.
Quarta onda de Covid atrapalha festa do Ano Novo judaico em Israel
A resposta das autoridades foi um programa de vacinação de reforço inicialmente oferecido para aqueles com mais de 60 anos, mas que acabou estendido a grupos populacionais cada vez mais jovens.
E, num desdobramento mais recente, Israel se prepara para garantir que vacinas suficientes caso uma quarta rodada de imunização contra a covid-19 seja necessária, disse em 12 de setembro Nachman Ash, diretor-geral do Ministério da Saúde, principal autoridade de saúde do país.
“Não sabemos quando isso vai acontecer. Espero muito que não seja dentro de seis meses, como agora, e que a terceira dose dure mais tempo”, disse ele em entrevista à rádio local 103FM.
O recente aumento de casos (variando entre 7 mil a 10 mil novos casos por dia, segundo a média móvel do país) gerou debate sobre o futuro do programa de vacinação de Israel e pode trazer lições importantes para o restante do mundo, de acordo com Rachel Schraer, repórter de saúde da BBC.
As autoridades de saúde estão especialmente vigilantes após a reabertura das escolas em 1º de setembro e reuniões familiares recentes por ocasião do Ano Novo Judaico (Rosh Hashanah).
Apenas 62% da população de Israel recebeu duas doses, observa Michael Head
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Não vacinados
Uma parte importante do problema em Israel tem sido a cobertura de vacinação, na visão de Micheal Head, pesquisador de saúde global da Universidade de Southampton, na Inglaterra.
Depois de seu início rápido, o programa de vacinação desacelerou, diz Head em artigo recente no site acadêmico The Conversation.
“Não houve interrupções claras no fornecimento de vacinas, então fatores como hesitação ou acesso a cuidados médicos podem ter sido um problema”, diz o pesquisador. “Por exemplo, há evidências de que a aceitação é menor entre grupos árabes e judeus ultraortodoxos.”
A proporção da população que recebeu pelo menos uma dose da vacina aumentou de 50% em fevereiro para apenas 68% em setembro. Crianças de 12 a 15 anos foram incluídas no programa de vacinação em junho de 2021.
Com cerca de 30% de sua população não vacinada, Israel tem cerca de 2,7 milhões de habitantes que são potencialmente suscetíveis a infecções e doenças, lembra Head.
90% consideram importante exigência de vacinação contra Covid-19 na volta aos escritórios, diz pesquisa
Mas, apesar disso, há alguns meses, o nível de cobertura parecia ser suficiente para controlar os casos.
Então, o que mudou desde então?
Alguns cientistas apontam que diminuição da imunidade gerada pela vacina é uma das causas da nova onda da covid em Israel
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Imunidade diminuindo
A variante Delta, mais infecciosa, parece ter tido um papel no recrudescimento dos casos, afetando o nível de proteção da vacina.
Apesar disso, é sabido que o imunizante continua altamente eficaz contra a forma mais grave da doença.
Os cientistas que monitoram os dados acreditam que um fator importante no recente aumento de casos em Israel é a queda da imunidade gerada pela vacina da Pfizer, inicialmente o único imunizante administrado no país, segundo Schraer.
Terceira dose, reforço, esquema vacinal e passaporte: entenda os termos da atual fase da pandemia
Segundo o professor Eran Segal, que assessora o governo israelense para questões relacionadas à pandemia de covid-19, o nível de proteção individual é de 30% a 40% de cinco a seis meses após a vacinação, comparado com a proteção de mais de 90% logo após a inoculação.
Alguns cientistas apontam que a diminuição da imunidade gerada pela vacina é uma das causas do avanço onda de covid-19.
Apesar dessa queda, a vacinação ainda previne um número significativo de casos graves.
Em média, os não vacinados acima de 60 anos têm nove vezes mais chances de ficarem gravemente doentes do que os vacinados. Já entre os jovens, essa taxa é duas vezes maior, lembra Schraer, da BBC.
Head observa que, de acordo com levantamentos recentes, quase 60% das hospitalizações em Israel são de pessoas totalmente vacinadas. No entanto, esses números não significam necessariamente que as vacinas perderam sua eficácia.
“O mesmo tipo de tendência foi observado no Reino Unido e pode simplesmente refletir o fato de que os idosos têm mais probabilidade de serem vacinados e, ao mesmo tempo, mais suscetíveis a doenças, fatores que se combinam para aumentar os casos de Covid-19 e mortes entre os vacinados”, esclarece Head.
Rápido demais?
Para Head, outro fator importante é a rapidez com que Israel interrompeu as medidas restritivas para controlar a pandemia.
Ele cita Asher Salmon, diretor do Departamento de Relações Internacionais do Ministério da Saúde, que sugeriu em julho que Israel “talvez tenha suspendido as restrições muito cedo”.
Para Head, o caso de Israel é “o mais recente de uma longa lista de exemplos que mostram como a transmissão comunitária da covid-19 é facilitada quando a política nacional encoraja a mistura de pessoas suscetíveis com pouca ou nenhuma restrição”.
O pesquisador citou o índice de rigor das medidas contra a covid-19 criado pela plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Esse índice mede o rigor das políticas de contenção da pandemia em cada país do mundo.
Em 28 de agosto de 2021, a pontuação de Israel era 45,4, muito menos rigorosa do que a da Nova Zelândia (96,3), onde os surtos permanecem limitados.
Terceira dose?
Israel respondeu ao recente aumento de casos implementando um programa de reforço de vacinação. Primeiro, uma terceira dose foi oferecida aos maiores de 60 anos, mas depois gradualmente estendida para grupos populacionais mais jovens.
Em 29 de agosto, as autoridades israelenses anunciaram que a terceira dose está disponível para qualquer pessoa com 12 anos de idade ou mais que tenha recebido a segunda dose pelo menos cinco meses antes.
A terceira dose “está desacelerando a onda delta”, diz o professor Segal.
Anat Ekka Zohar, que liderou o estudo do programa de reforço, disse que três doses eram “altamente protetoras, tanto contra infecções quanto contra doenças graves”.
“A terceira dose é a solução para interromper o atual surto de infecção”, argumenta.
Head explica que naqueles que recebem a dose de reforço, o risco de uma infecção confirmada por coronavírus parece diminuir 11 vezes em comparação com indivíduos que receberam “apenas” duas doses.
Porém, alerta o pesquisador, essas conclusões ainda são preliminares, ou seja, ainda não foram revisadas por pares.
Israel lança campanha de vacinação durante a madrugada em áreas frequentadas por jovens
E agora?
Há intensos debates globais sobre se deve haver programas de reforço quando tantas pessoas no mundo nem mesmo receberam uma única dose.
No início de setembro, apenas 5,4% da população do continente africano havia recebido pelo menos uma dose de alguma vacina contra a covid-19.
‘Abandonados pelo resto do mundo’: África vacinou cerca de 3% da população contra Covid
Alguns especialistas também questionam se é sustentável administrar doses de reforço a cada seis meses ou uma vez por ano, como no caso da vacina contra a gripe.
Rachel Schraer, da BBC, observa que, embora tenhamos reunido uma grande quantidade de evidências mostrando que as vacinas são seguras e eficazes para quase todos, ainda existem pontos em que precisamos de mais informações.
Pode ser que um esquema de três doses seja necessário, como no caso da vacina contra hepatite B, para a qual a vacinação tripla resulta em proteção mais ou menos vitalícia para a maioria, observa ela. Ou pode ser que a combinação de duas doses e imunidade natural sejam suficientes.
As pessoas podem obter uma boa proteção natural após contrair o vírus. Mas sem uma vacina, a infecção carrega o risco de doenças graves com complicações de longo prazo ou até morte.
Os cientistas levantaram a hipótese de que a exposição repetida à infecção por covid-19, agora com a proteção da vacina e a imunidade natural de infecções anteriores tornando-a menos arriscada, poderia com o tempo transformar o vírus em uma doença potencialmente recorrente, mas com poucos efeitos graves.
Outros, entretanto, temem que isso possa gerar um custo alto, já que infecções graves ainda podem afetar os mais vulneráveis e muitas consequências da chamada “covid longa” são desconhecidas.
Pelo menos, conclui Schraer, a dose de reforço em Israel poderia fornecer mais respostas a algumas dessas questões pendentes.
Covid: por que imunidade de rebanho de 70% não é suficiente para conter a pandemia
Para Michael Head, o programa de vacinação em Israel, em geral, tem sido muito bem-sucedido.
“Mas o país também é um exemplo do que pode acontecer quando as restrições são relaxadas muito rapidamente”, diz.
“Isso mostra que todos os países, independentemente de seu status atual de vacinação, devem manter planos de longo prazo sobre como minimizar o impacto do covid-19, durante esta pandemia atual e em casos de surtos menores no futuro”, acrescenta.

Fonte: G1 Mundo

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Multidão de pedestres lota Champs-Elysees no dia sem carros em Paris


Pedestres que passeavam pela via mais famosa de Paris puderam ver o “Arco do Triunfo Embrulhado”. Pedestres caminham perto do Arco do Triunfo, embrulhado como parte de uma instalação de arte chamada “L’Arc de Triomphe, Wrapped”, concebida pelo artista falecido Christo, na avenida Champs Elysees, no dia sem carro em Paris
Benoit Tessier/Reuters
Uma multidão de parisienses e turistas caminhou ao longo da Avenida Champs-Elysees neste domingo (19), no chamado dia sem carros, que removeu a maior parte do tráfego das ruas normalmente movimentadas da capital francesa.
Os pedestres que passeavam pela via mais famosa de Paris puderam ver o “Arco do Triunfo Embrulhado”.
A instalação póstuma concebida pelo falecido artista Christo envolve o monumento do Arco do Triunfo de Paris com 2,5 mil metros quadrados de embrulho de plástico reciclável azul prateado.
“É a nossa chance de caminhar na ‘Champs’, de olhar o Arco do Triunfo cara a cara e não apenas da calçada”, disse Annie Matuszewski, uma parisiense de 68 anos.
Paris realizou seu primeiro dia sem carros em 2015 na zona central, expandindo a iniciativa em 2017 para outros bairros da cidade. A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, buscou usar o evento anual para conter o tráfego de veículos e reduzir a poluição do ar.
Outras vias da capital estavam cheias de pedestres e ciclistas, embora ônibus, táxis e residentes que usam carros para viagens essenciais ainda pudessem usar algumas ruas.
Anne Hidalgo reduziu o limite de velocidade na maioria das ruas da cidade de 50 km/h para 30 km/h e fechou para os veículos algumas vias movimentadas ao longo do rio Sena.
As medidas da prefeita irritaram motoristas, em especial moradores dos subúrbios, que reclamam de não ter meios de transporte alternativos adequados.
“O dia sem carros é ótimo se integrarmos toda a região de Paris”, disse Patrice, um aposentado que vive na periferia.
“Do contrário, é quase como se estivessem dizendo que as pessoas que vivem em Paris estão bem dentro de seu perímetro e que tudo que está fora não merece atenção.”
Em foto de 16 de setembro, Arco do Triunfo de Paris recebe retoques finais do embrulho, em obra póstuma do artista Christo
Thomas Samson/AFP

Fonte: G1 Mundo

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Holanda inaugura monumento em homenagem a vítimas do Holocausto


Evento contou com a presença do rei Willem-Alexander. Primeiro-ministro interino holandês disse que memorial deve forçar questionamento sobre se a país fez o suficiente para proteger os judeus durante a guerra. Holanda inaugura local para homenagear vídeos do Holocausto em Amsterdã
AP Photo/Peter Dejong
O rei Willem-Alexander da Holanda inaugurou neste domingo (19) um novo memorial em homenagem a mais de 102.000 vítimas do Holocausto em Amsterdã.
Projetado pelo arquiteto judeu polonês Daniel Libeskind, o memorial é composto de paredes moldadas para formar quatro letras hebraicas que soletram uma palavra que pode ser traduzida como “Em memória de”.
As paredes são construídas com tijolos, cada um contendo nome, data de nascimento e idade de um dos mais de 102.000 judeus, que foram assassinados em campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial ou que morreram a caminho dos campos.
O rei Willem-Alexander coloca uma pedra em um ato de lembrança ao inaugurar um novo monumento no coração do histórico bairro judeu de Amsterdã
AP Photo/Peter Dejong
Jacques Grishaver, presidente do Comitê Holandês de Auschwitz, abriu oficialmente o monumento com o rei, na presença de dignitários e sobreviventes do Holocausto. Depois de passar pelos portões, cada um pegou uma pedra branca e colocou-a na frente de uma parede comemorativa, uma tradição judaica ao visitar túmulos.
O rei ajudou Grishaver a pegar e colocar sua pedra no chão. Após a cerimônia, ele falou com três sobreviventes do Holocausto.
O primeiro-ministro interino holandês Mark Rutte disse que o monumento também deve forçar as pessoas a confrontar a questão de se a Holanda fez o suficiente para proteger os judeus durante a guerra e o que ele chamou de “recepção fria para o pequeno grupo que voltou do inferno após a guerra”.
Ele chamou a época de “uma página negra na história de nosso país” e disse que o monumento também traz uma importante mensagem contemporânea “em nosso tempo, quando o anti-semitismo nunca está longe. O monumento diz – não, ele grita – fique vigilante. ”
Holanda inaugura local para homenagear vídeos do Holocausto em Amsterdã
AP Photo/Peter Dejong
O memorial foi construído perto de uma antiga sala de concertos onde judeus presos pelos ocupantes nazistas de Amsterdã durante a guerra foram mantidos antes de serem enviados para os campos.
O município de Amsterdã concedeu permissão para o início da construção em 2017, mas as obras foram atrasadas depois que os moradores argumentaram que o monumento era grande demais para o local. Foi pago em parte por crowdfunding – 84.000 pessoas pagaram 50 euros (US$ 58) cada para “adotar” um dos tijolos.
A revelação oficial ocorreu um ano depois que uma amiga de Anne Frank, Jacqueline van Maarsen, lançou a primeira pedra, que leva o nome de Dina Frankenhuis, de 20 anos, assassinada em Sobibor.
Amiga de Anne Frank envia foto a alunos de psicologia do Acre que escreveram carta a ela
Rutte disse que o monumento carrega uma mensagem vital.
“Este nome monumento diz 102.163 vezes:‘ Não, não te esqueceremos. Não, não aceitaremos que seu nome seja apagado. Não, o mal não tem a última palavra ‘”, disse ele. “Cada um deles era alguém e hoje eles recuperam seus nomes.”
Rei Willem-Alexander fala com os sobreviventes do Holocausto.
AP Photo/Peter Dejong

Fonte: G1 Mundo