Categorias
MUNDO

Quando a raiva impulsiona funcionários a largar seus empregos


Pedir demissão em um momento de fúria pode parecer algo extremo – mas muitas vezes existem motivos poderosos por trás disso. Quando a raiva impulsiona funcionários a largar seus empregos
Getty Images/BBC
Estava um calor sufocante dentro da casa noturna onde Alexander trabalhava como DJ, no Estado norte-americano da Virgínia. Mesmo com temperatura de mais de 40 °C no lado externo, o ar-condicionado da casa estava quebrado. A sensação de calor e umidade era ainda maior porque a casa estava promovendo um evento espacial – uma festa de espuma que tinha Pokémon como tema -, e mais de 400 participantes estavam se divertindo com as bolhas.
“Eu literalmente tinha compressas de gelo no pescoço para não desmaiar”, relembra Alexander, agora com 35 anos, sobre o evento de 2016. O calor também estava prejudicando o seu equipamento e ele decidiu dar um basta. Alexander pegou o microfone para que todos pudessem ouvir e repreendeu o dono da casa noturna por mentir sobre o conserto do ar-condicionado e pelas condições que estavam fritando seu equipamento. “Chega”, disse ele, e saiu correndo.
Muitos de nós imaginamos abandonar um emprego ruim dessa forma tão dramática. Mesmo sem envolver ataques de temperamento, a “demissão por raiva” é um sinal de falhas sérias no local de trabalho: desde descuidos nos padrões de saúde e segurança até a exploração nas condições de trabalho e gerentes abusivos.
A pandemia de Covid-19 acabou por intensificar os fatores de tensão que podem levar funcionários a demitir-se de repente. Mas, como a “demissão por raiva” tende a ser o ápice de uma série de problemas no trabalho, os empregadores podem evitar o abandono de funcionários prestando atenção nos sinais de advertência – antes que algum empregado jogue o microfone no chão, a caminho da saída.
O que é a “demissão por raiva”
A ideia de sair com raiva de um emprego surgiu muito antes do fenômeno começar a ser celebrado na cultura pop, como no clássico da música country dos anos 1970 Take this job and shove it; e antes dos gamers começarem a usar a expressão “rage quitting” (desistência por raiva) na década de 1980 para designar o abandono furioso de um jogo frustrante.
Embora a “demissão por raiva” possa parecer impulsiva, a insatisfação com o trabalho tende a acumular-se ao longo do tempo, até que um incidente isolado deflagre a demissão real. E ter um espaço seguro para onde ir – como grande quantidade de opções de trabalho, outra fonte de renda (como o seguro-desemprego) ou uma oportunidade em vista (como uma formação escolar) – pode fazer com que seja mais fácil puxar o gatilho.
Esses padrões existem de alguma forma em todos os cargos e indústrias, mas assumem formas diferentes em diferentes contextos. Não existem estatísticas sobre as demissões por raiva, mas Peter Hom, especialista em recolocação profissional da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, indica que, na Alemanha, por exemplo, funcionários de grandes empresas são penalizados se pedirem demissão sem aviso prévio. Já os Estados Unidos têm mais liberdade de emprego, o que justificaria que a “demissão por raiva” fosse mais comum naquele país.
A “demissão por raiva” geralmente é o ápice de uma série de tensões e não uma explosão isolada
Getty Images/BBC
Sajeet Pradhan, pesquisador do comportamento empresarial do Instituto Indiano de Administração Tiruchirappalli, afirma que, em comparação com os Estados Unidos e a Europa, a Índia “culturalmente é mais tolerante (infelizmente) ao abuso no trabalho”, devido à “distância do poder ou à educação que nos condicionou a respeitar pessoas em posições de autoridade”. Na Índia, segundo Pradhan, “a ‘demissão por raiva’ geralmente acontece nos cargos de alta especialização e entre os millennials”.
Geralmente – segundo Nita Chhinzer, pesquisadora de administração estratégica de recursos humanos da Universidade de Guelph, no Canadá – “as pessoas com maior formação são mais propensas a demitir-se porque elas acreditam que seus conhecimentos podem ser aplicados e transferidos com mais facilidade”.
Mas pessoas em empregos precários ou menos especializados podem muitas vezes demitir-se com curto aviso prévio. Peter Hom destaca pessoas que trabalham nas fábricas voltadas à exportação na China e no México: “é como um jogo das cadeiras – elas pulam de um emprego para outro”.
E, embora os trabalhadores jovens às vezes sejam considerados inconstantes, “na verdade, antes que o seu custo seja irrecuperável devido a um investimento perdido na organização, eles tomam a decisão que for melhor para eles”, agrega Chhinzer. Faz sentido que eles abandonem um emprego inadequado de forma mais espontânea.
Isso não significa que deixar o trabalho no calor do momento seja sempre algo lógico. Chhinzer afirma que, “com a ‘demissão por raiva’, na verdade, eles não estão deixando de tomar decisões racionais, mas estão apenas pensando em quais são as suas opções”. Funcionários saturados poderão superestimar sua capacidade de conseguir outro emprego.
O que está por trás da “demissão por raiva”
Embora haja muitas razões para abandonar um emprego insatisfatório, existem certos padrões recorrentes que geram demissões espontâneas.
Uma das razões mais comuns é a má gestão. A supervisão abusiva pode gerar exaustão emocional. Quando os gerentes deixam de atender às repetidas preocupações dos funcionários, o resultado explosivo pode ser a demissão desses funcionários por raiva. A má gestão muitas vezes está relacionada a outras razões das “demissões por raiva”, como mudanças constantes de projetos, cronogramas rigorosos, sobrecarga de trabalho e rejeição de preocupações com segurança.
Sarah sofreu tudo isso em um recente período de três meses como caixa em uma pequena mercearia de Michigan, nos Estados Unidos. A jovem de 24 anos havia se mudado com seus pais e pretendia trabalhar temporariamente, e apenas em meio período, enquanto se preparava para cursar graduação em Toronto, no Canadá, mas o pequeno quadro de funcionários e fortes exigências da gerência logo fizeram com que ela trabalhasse em tempo integral.
Era também claro que a segurança dos funcionários não era prioridade. Sendo a única mulher jovem na empresa, Sarah se sentia insegura de muitas formas: clientes embriagados que às vezes eram beligerantes, a maioria das pessoas se recusava a usar máscaras e frequentemente ela era a única funcionária na loja.
Sentir-se inseguro no local de trabalho – por qualquer motivo – é um motivador poderoso para demissões repentinas
Getty Images/BBC
O golpe final ocorreu quando um cliente começou a persegui-la. Sarah pediu à sua gerente que mudasse a escala dos funcionários, da sua posição pública na loja, onde qualquer cliente poderia ver quando ela estivesse trabalhando, para um espaço privado. A gerente não apenas recusou, mas também gritou com Sarah por mencionar o perseguidor. “Minha chefe imediatamente se exaltou. Ela dizia: ‘Você precisa ser adulta. Por que você não é adulta com relação a isso?’ Ela repetiu isso muitas vezes”, afirma Sarah.
Sarah pediu demissão naquele mesmo telefonema, um mês antes do final do trabalho. “Eu me senti muito mal porque realmente queria dar duas semanas [de aviso prévio]… mas, quanto mais eu pensava sobre isso e como ela fez tão pouco para me ajudar e trabalhar com aquela situação, mais eu achava que aquilo não valia meu tempo, nem minha segurança”, conta ela.
Embora tenha ficado abalada depois da demissão por raiva, ela não ficou em grandes dificuldades financeiras. “Tenho certeza de que, se fosse o emprego dos meus sonhos, eu teria tomado decisões diferentes”, analisa Sarah. Ela diz que seria menos provável que se demitisse espontaneamente “se aquele fosse um emprego que já me valorizasse… se fosse um emprego que eu realmente sentisse como uma carreira”.
No caso das pessoas que se demitem por raiva, o mau tratamento de uma parte alimenta o mau tratamento pela outra. Depois que a gerente deixou de levar sua segurança em consideração, Sarah decidiu não cumprir aviso prévio.
Nita Chhinzer faz referência à teoria das trocas sociais: “a forma como você me trata determina a forma como eu trato você”. Se um gerente alterar cronogramas no último minuto, insistindo que os funcionários façam horas extras ou recusando-se a permitir licença por luto, os funcionários são também mais propensos a retribuir com limitações de comunicação e falta de aviso prévio.
A Covid como promotora
Algumas dessas pressões sobre os funcionários foram potencializadas pela pandemia. Chhinzer afirma que, em 2020, as taxas de pedidos de demissão, de forma geral, caíram, já que as pessoas permaneceram em seus empregos o máximo que conseguiram. Mas as demissões aumentaram muito em 2021, de forma que “os gestores, as organizações e os departamentos de RH estão muito preocupados com a manutenção dos talentos”.
Mas, como mostra a experiência de Sarah, essa preocupação nem sempre se traduz em melhor proteção dos empregados, particularmente em cargos com baixos salários.
De fato, a segurança tem sido um catalisador frequente para que funcionários que atendem clientes pessoalmente se demitam por raiva. Uma enfermeira cujos colegas espalhavam informações falsas sobre vacinas; um funcionário de restaurante cujos gerentes escondiam a informação de que a Covid vinha se espalhando entre os funcionários; ou uma vendedora com receio de transmitir o vírus para parentes vulneráveis – todos deixaram seus empregos de forma quase repentina durante a pandemia.
Os pesquisadores já estavam investigando a “consciência da morte no trabalho” antes da pandemia. Mas a Covid-19 trouxe outra dimensão para essa ansiedade no local de trabalho. Para os que se demitiam por raiva, especialmente os que possuíam alta “ansiedade da morte”, o componente “raiva” “pode ser acionado mais provavelmente pelo fato de que os empregadores deixam de fornecer medidas de segurança suficientes para proteger a saúde dos seus funcionários”, afirma Rui (Hammer) Zhong, estudante de PhD da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, que pesquisa o lado negativo dos locais de trabalho (essa reação de raiva inflamada opõe-se à outra forma de consciência da morte pesquisada por Zhong e seus colegas – uma reflexão da morte, ou “demissão calma”, ao perceber como a vida é curta).
Chefes devem ficar atentos a sinais e intervir antes que as tensões se agravem, se não quiserem que seus funcionários se demitam
Getty Images/BBC
Nita Chhinzer comenta que “as pessoas estão saindo [de seus empregos] não apenas devido ao mau tratamento no trabalho pelos gerentes e colegas; elas também estão saindo devido à situação nos seus empregos”, como a necessidade de retornar ao local de trabalho. “Isso não era preocupação anteriormente”, segundo ela.
Alternativas para a “demissão por raiva”
Para alguém tentado a demitir-se por raiva, pode ser útil obter uma perspectiva sobre o que existe atrás da raiva, além da gratificação imediata de esfregar isso em um mau chefe.
Também é útil analisar por que outras pessoas não se demitem por raiva. Histórias de funcionários sobrecarregados que desrespeitam seus maus chefes são gratificantes e, às vezes, inspiradoras. Mas é claro que é alarmante pedir demissão sem um plano B.
Alexander teve a sorte de não depender do seu trabalho como DJ, pois o seu emprego principal era como cientista. Ele observa que “teria sido realmente mais difícil abandonar o trabalho se eu não tivesse outro emprego”. E nem todos têm condições de deixar um emprego desmotivador, ou de sair sem o pagamento da rescisão. Por isso, nem sempre é útil que as pessoas que fizeram isso incentivem os demais a sair imediatamente de um mau emprego.
Alibel encontra essa situação com frequência entre seus compatriotas, migrantes venezuelanos na Argentina, que nem sempre contam com situação legal ou financeira para mudar facilmente de emprego.
Quando ela chegou a Buenos Aires, em 2019, seu primeiro emprego foi vendendo carros por telefone. Não levou muito tempo para que ela compreendesse que era uma operação ilegal e Alibel, agora com 28 anos de idade, pediu demissão rapidamente. Ela não perdeu nenhum pagamento porque o emprego era totalmente comissionado: “se você não vendesse nada, não ganharia um centavo”, ela conta. Mas, embora haja muitos relatos de pessoas que se demitem por raiva de outros empregos questionáveis, nem todos têm condições de assumir sua posição moral.
De forma geral, o estigma da demissão pode estar diminuindo devido à Grande Renúncia (nome dado à tendência que levou um grande número de trabalhadores norte-americanos a deixar seus empregos durante a pandemia de Covid-19), embora a saída de alguns funcionários com planos B possa tornar a situação mais difícil para os colegas que ficam para trás. Mas, em última análise, é papel dos empregadores melhorar as condições de trabalho. “Se os empregadores oferecerem salários decentes e bons benefícios, eles inibirão as demissões”, afirma Peter Hom.
Nita Chhinzer destaca que, entre as organizações concentradas em manter seus funcionários, é útil ser proativo, por exemplo, com apresentações semanais, benefícios como auxílio-educação ou sextas-feiras de folga no verão. Peter Hom e seus colegas recomendam que os empregadores prestem mais atenção aos “comportamentos pré-demissão”, com a implementação, por exemplo, de entrevistas de permanência com os funcionários atuais (e não apenas entrevistas de saída com empregados demissionários).
O fato de um funcionário demitir-se por raiva deveria ser um chamado de alerta para o empregador.
Seis meses depois de Alexander sair da casa noturna superaquecida com seu equipamento de DJ, ele se reconciliou com o proprietário e voltou a trabalhar lá. Mas, no ano seguinte, ele largou tudo de novo, depois de novas promessas não cumpridas e condições de trabalho sem segurança. “Foi a última vez em que atuei como DJ fora da minha própria casa. Simplesmente me cansei de tudo aquilo”, conta ele.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Por que os EUA estão passando pela ‘maior transferência de renda entre gerações’ da história


Entre 2018 e 2042, estima-se que cerca de US$ 70 trilhões mudarão de mãos no país, conforme o enorme patrimônio acumulado pelos ‘baby boomers’ é passado para seus herdeiros. Membros da geração X e da geração do milênio serão os mais beneficiados
Getty Images/BBC
As estimativas variam, mas todos concordam que é muito, muito dinheiro. Nas próximas duas décadas, os Estados Unidos testemunharão o que é visto como “a maior transferência de riqueza da história” entre gerações.
Durante esse período, os membros da geração conhecida como baby boomers — que agora têm entre 57 a 75 anos, aproximadamente — passarão seu patrimônio para seus descendentes à medida que envelhecem e morrem.
É um processo natural que ocorre em todas as gerações, mas que neste caso tem uma particularidade: a enorme quantidade de dinheiro em jogo. De 2018 a 2042, cerca de US$ 70 trilhões vão mudar de mãos, segundo cálculos da consultoria Cerulli Associates. Herdeiros devem receber cerca de US$ 61 trilhões, enquanto o restante será convertido em doações.
Acredita-se que essa transferência envolverá 45 milhões de famílias americanas.
Mas o que torna possível essa transferência massiva de recursos?
‘A geração mais rica’
A geração de ‘baby boomers’ está se aposentando
Getty Images/BBC
Nascidos após o fim da Segunda Guerra Mundial, os baby boomers se beneficiaram de uma economia em constante crescimento, taxas de impostos mais baixas para as famílias mais ricas e do notável aumento no valor dos imóveis e investimentos em ações.
Essas condições também favoreceram parcialmente a chamada “geração silenciosa” (à qual pertence o presidente Joe Biden, formada por nascidos entre as décadas de 1920 e 1940), que atualmente representa apenas 6% da população do país e acumula 32% da riqueza que os bilionários possuem nos Estados Unidos, segundo o levantamento Índice de Poder Geracional de 2021 da empresa Visual Capitalist.
Os boomers, por sua vez, são a geração que concentra a maior parte do poder econômico do país (43%) e à qual pertencem os presidentes de 72% das empresas que compõem o índice S&P 500, que reúne as 500 maiores companhias com ações negociadas em bolsa no país.
Eles cresceram em um contexto econômico muito favorável em que diplomas universitários eram obtidos sem necessidade de se contrair grandes dívidas; os empregos tinham maior proteção e havia um mercado imobiliário mais acessível. Essas condições permitiram que eles prosperassem e construíssem um patrimônio que continuou a crescer ao longo do tempo.
Chayce Horton, analista da Cerulli Associates e especialista na área de administração de grandes fortunas, observa que esssa geração aposentada é a “mais rica da história dos Estados Unidos”.
Investimento responsável
Transferência de riqueza já está em andamento
Getty Images/BBC
Embora a transferência de riqueza já esteja em andamento, Horton adverte que atualmente “apenas” cerca de US$ 1 trilhão está mudando de mãos a cada ano com esse processo.
“Nosso modelo prevê que a maior parte da transferência de riqueza ocorrerá na parte final desses 25 anos. Acreditamos que o repasse de até 70% dos US$ 70 trilhões vai ocorrer entre 2032 e 2042”, afirma.
É, portanto, um processo gradual. Mas isso não quer dizer, entretanto, que seu impacto não será sentido em breve. “A principal mensagem para as empresas de gestão de patrimônio é que haverá um boom de investimentos com que levam em consideração as questões ambientais, de responsabilidade social e boa governança (ESG)”, diz Horton.
O especialista explica que 79% dos membros da geração milênio e 57% dos membros da geração X — que serão os herdeiros primordiais dos baby boomers — dizem que prefeririam investir em empresas com um perfil ESG positivo, enquanto apenas 37% dos boomers consideram isso importante.
Horton acrescenta que isso significa que nos próximos 25 anos haverá preferências por diferentes produtos de investimento, especialmente entre famílias mais ricas que desejam usar sua riqueza para gerar um impacto positivo no mundo.
Ajudando a geração millennial
Conhecida como a mais endividada e que tem menos riqueza acumulada, após enfrentar sucessivas recessões e um alto aumento em seu custo de vida, a geração millennial — cuja idade atualmente varia entre 26 e 40 anos, aproximadamente — também vai encontrar algum alívio graças a essa transferência de riqueza.
No entanto, isso não vai acontecer tão cedo. De acordo com projeções da Cerulli Associates, 44% dos recursos que mudarão de mãos irão para famílias chefiadas por membros da geração X — que têm hoje entre 40 e 60 anos —, enquanto 32% irão para a geração millennial.
“A maior parte dessas transferências para os millennials não acontecerá até os estágios finais, especialmente entre o final dos anos 2030 e o início dos anos 2040, então não é algo pelo qual eles devam ficar esperando”, diz Horton. “Isso pode ser potencialmente benéfico, mas não posso dizer que vai curar todo o sofrimento pelo qual eles estão passando atualmente.”

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Mais de 200 são detidos em protesto contra o confinamento em Melbourne, na Austrália


Seis policiais ficaram hospitalizados após confrontos na segunda cidade mais populosa do país, que enfrenta seu sexto confinamento. Autoridades locais notificaram mais de 500 casos por Covid-19 neste sábado (18). Policiais disparam spray de pimenta durante confronto com manifestantes contra o confinamento em Melbourne, na Austrália, no sábado (18)
James Ross/AAP Image via AP
Mais de 200 manifestantes foram detidos e vários policiais ficaram feridos neste sábado (18) em Melbourne, Austrália, em violentos distúrbios durante um protesto contra o confinamento imposto para frear o coronavírus.
As forças de segurança usaram spray de pimenta contra os manifestantes na segunda cidade mais populosa do país, onde centenas de pessoas violaram a obrigação de ficar em casa para protestarem contra o confinamento.
Melbourne, capital do estado de Victoria, vive seu sexto confinamento desde o início da pandemia. As autoridades locais notificaram neste sábado mais de 500 casos por Covid-19.
Policiais disparam spray de pimenta durante confronto com manifestantes contra o confinamento em Melbourne, na Austrália, no sábado (18)
James Ross/AAP Image via AP
A polícia informou que seis agentes foram hospitalizados após serem lesionados pelo lançamento de objetos e pisoteados durante os confrontos contra cerca de 700 manifestantes.
“O que vimos hoje é um grupo que se uniu, não para exigir mais liberdades, e sim para confrontar e lutar com a polícia”, declarou à imprensa o comandante da Polícia de Victoria, Mark Galliott.
Melbourne está confinada desde o final de julho e Sydney desde o final de junho.
As autoridades afirmam que estão se esforçando para encontrarem uma forma de aliviar essas restrições.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

EUA aumentarão ‘voos de deportação’ para imigrantes presos no Texas


Mais de 10.000 migrantes, majoritariamente do Haiti, acampavam na sexta-feira debaixo de uma ponte na fronteira sul dos Estados Unidos. Migrantes de caravana carregam bandeiras dos EUA e de Honduras ao passarem pelo sul do México em janeiro de 2021.
Marco Ugarte/AP Photo
Os Estados Unidos aumentarão o número e a capacidade dos “voos de deportação” para milhares de imigrantes na fronteiriça cidade texana de Del Rio (sul), informou o Departamento de Segurança Interna neste sábado (18).
Mais de 10.000 migrantes, majoritariamente do Haiti, acampavam na sexta-feira debaixo de uma ponte na fronteira sul dos Estados Unidos, uma crise humanitária que coloca em apuros o governo de Joe Biden.
Leia mais:
46 mil imigrantes ilegais: número de brasileiros detidos cruzando do México para EUA aumentou 6 vezes
Imigrante brasileira que morreu no deserto ia realizar o sonho de ser avó de uma menina
Agentes de fronteira encontram duas crianças abandonadas nos EUA
Os migrantes estão em uma área controlada pelas autoridades de alfândega e fronteiras, que mobilizaram 400 soldados adicionais para tentar conter a crise e “melhorar o controle da área”, segundo um comunicado do Departamento de Segurança Interna.
As autoridades informaram que vão acrescentar um “transporte adicional para acelerar o ritmo (dos voos) e aumentar a capacidade” de transferência “para o Haiti e outros destinos nas próximas 72 horas”.
Esses migrantes chegaram na pequena cidade de Del Rio, Texas, cruzando o Rio Grande que separa os Estados Unidos do México. Dos 2.000 migrantes no início da semana, o número subiu para 10.500 na quinta-feira à noite, segundo Bruno Lozano, prefeito desta cidade limítrofe com a mexicana Ciudad Acuña.
Na sexta-feira, o prefeito democrata, que espera mais milhares de chegadas, declarou estado de emergência e fechou a ponte para o tráfego.
“As circunstâncias extremas exigem respostas extremas”, declarou ao jornal Texas Tribune. “Há mulheres que dão à luz, pessoas que desmaiam pela temperatura, são um pouco agressivas e isso é normal depois de todos esses dias de calor”, destacou.
Mais de 1,3 milhão de pessoas foram detidas na fronteira com o México desde a chegada de Biden à Casa Branca em janeiro de 2020, um nível não visto em 20 anos. Delas, cerca de 596.000 chegaram de El Salvador, Guatemala e Honduras e mais de 464.000 do México.
A oposição republicana acusa Biden de ter provocado uma “crise migratória” ao flexibilizar as medidas de seu antecessor Donald Trump, que fez da luta contra a imigração ilegal um dos pilares de seu governo.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Grécia abre novo acampamento para migrantes em ilha em meio a endurecimento de política


Autoridades dizem que instalação oferece “dignidade perdida”, mas grupos de ajuda humanitária afirmam que local parece uma prisão com a cerca coberta por arame farpado. A Grécia abriu um novo campo de detenção para migrantes no sábado (18) na ilha de Samos, perto da Turquia
Reuters
A Grécia abriu um novo campo de detenção para migrantes no sábado (18) na ilha de Samos, perto da Turquia, e disse que outras novas instalações virão nos próximos meses, conforme o país endurece sua política de migração.
Agentes de fronteira encontram duas crianças abandonadas nos EUA
Imigrante brasileira morre abandonada no deserto dos EUA durante travessia
O ministro que abriu o acampamento disse que a instalação ofereceria “dignidade perdida” àqueles que buscam proteção. Grupos de ajuda humanitária disseram que o novo campo, que abrigará requerentes de asilo e pessoas a serem deportadas, parece mais uma prisão com a cerca coberta por arame farpado.
Grupos de ajuda humanitária afirmam que local parece uma prisão
Reuters
O país mediterrâneo esteve na linha de frente da crise migratória da Europa em 2015 e 2016, quando recebeu um milhão de refugiados que fugiam da guerra e da pobreza da Síria, Iraque e Afeganistão, chegando principalmente via Turquia.
O número de refugiados chegando ao país caiu desde então, mas com milhares de requerentes de asilo ainda detidos na Grécia, o governo conservador que assumiu o poder em 2019 endureceu sua postura sobre a migração.
Ele construiu uma cerca de 40 km na região de Evros, na fronteira com a Turquia, e lançou um concurso em toda a União Europeia neste verão para construir duas instalações nas ilhas de Samos e Lesbos para substituir os acampamentos antes superlotados.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Árvore mais larga do mundo é coberta com alumínio para ficar protegida de incêndio


Parque Nacional das Sequoias enfrenta fogo desde o dia 9 de setembro. Árvore tem a idade estimada entre 2.300 a 2.700 anos e mede cerca de 1.480 m³. Árvore mais larga do mundo é coberta com papel alumínio para ser protegida de incêndios.
SEQUOIA AND KINGS CANYON NATIONAL PARKS/Handout via REUTERS
A árvore conhecida como General Sherman, considerada a mais larga do mundo em volume, foi embrulhada em papel alumínio por causa do fogo atinge o complexo do Parque Nacional das Sequoias (Sequoia and Kings National Parks, em inglês), na Califórnia, nos Estados Unidos.
O incêndio teve início no dia 9 deste mês, afetando o complexo formado por Colony Fire e Paradise Fire. Por causa disso, o parque foi fechado para a visitação do público.
Para proteger a General Sherman, que é uma das árvores mais populares do parque, as autoridades decidiram embrulhar a sua base com papel alumínio. “Queremos ter 100% de certeza de que não vai queimar”, relatou um guarda do parque à Reuters. Outras estruturas históricas também foram protegidas.
A árvore tem a idade estimada entre 2.300 a 2.700 anos e mede cerca de 1.480 m³.
Incêndio atinge o Parque Nacional das Sequoias, nos Estados Unidos.
REUTERS/Fred Greaves
Segundo o guarda, no século passado, a floresta passou por muita exclusão e supressão de incêndios e isso contribuiu para uma floresta insalubre: seca e com mortalidade de árvores.
“Nesta paisagem, talvez 20 ou 30 anos, um incêndio irá acender esta área. Durante a vida útil de 2.000, 3.000 dessas árvores, isso representa centenas de incêndios,” explica.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Fase “crucial” da reconstrução da catedral de Notre Dame é concluída; restauração vai começar


A fase de proteção e consolidação foi concluída. Catedral foi devastada há mais de dois anos por um incêndio. Reconstrução do telhado da Catedral de Notre-Dame de Paris, que foi danificado por um incêndio devastador há dois anos. Foto de abril/21.
REUTERS/Benoit Tessier
A fase de proteção e consolidação da catedral de Notre Dame de Paris, devastada há mais de dois anos por um incêndio, foi concluída e passou para a etapa de restauração, anunciaram as autoridades neste sábado (18).
“Os trabalhos de proteção e consolidação da catedral, que começaram em 16 de abril de 2019 (um dia depois do incêndio), foram concluídos de acordo com o calendário previsto”, anunciou em um comunicado a instituição pública encarregada de sua conservação. “A catedral está agora completamente segura” após esta fase, completou o texto.
Para comemorar o avanço, a esplanada em frente ao prédio será excepcionalmente aberta ao público neste fim de semana, marcado pela Jornada do Patrimônio na França – quando icônicas construções e monumentos franceses, como o Palácio do Eliseu, abrem as portas para os visitantes.
“A catedral está sólida sobre seus pilares, suas paredes estão sólidas, tudo está firme. Portanto, podemos seguir no objetivo de 2024”, assegurou o general Jean-Louis Georgelin, presidente da instituição encarregada da reconstrução da catedral.
“Estamos determinados a ganhar essa batalha de 2024, a reabrir a nossa catedral. Será uma honra para a França e nós faremos isso, porque estamos todos unidos em torno deste objetivo”, insistiu.
Objetivo de 5 anos será parcialmente atingido
Começa a delicada tarefa de desmontar o andaime da agulha da catedral de Notre Dame de Paris, deformado pelo calor do incêndio de 2019
AP Photo/Thibault Camus
O arquiteto-chefe dos Monumentos Históricos da França, Philippe Villeneuve, celebrou “uma etapa crucial” atingida. “Já antecipamos obras de reconstrução para a segurança [do prédio]”, apontou.
O presidente Emmanuel Macron prometeu que a catedral seria reconstruída em cinco anos, para estar pronta antes dos Jogos Olímpicos de Paris. Mas as obras não terminarão neste prazo. O monumento deve voltar a receber público em 16 de abril de 2024, quando está programada a primeira missa na nave central – exatamente cinco anos após a tragédia.
A parte traseira da catedral gótica, conhecida no mundo inteiro, foi seriamente atingida pelas chamas, que chegaram a causar risco de desabamento da estrutura, do século 12. O telhado inteiro virou fumaça.  
Próxima etapa: restauração
O célebre órgão da catedral foi desmontado para limpeza e suas peças foram enviadas para artesãos em toda a França, para reparação. O instrumento deve ser montado novamente em outubro de 2023.
Licitações serão abertas para selecionar as empresas que se encarregarão da restauração do prédio, enquanto “uma campanha de limpeza profunda das paredes internas e do piso da catedral começará neste mês”, antecipou Georgelin.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Francês percorre 670 metros em fita de slackline a partir da Torre Eiffel; VÍDEO

O slackliner francês Nathan Paulin andou a 70 metros de altura, entre a Torre Eiffel e a praça Trocadero. Francês pratica slackline na Torre Eiffel a 70 metros de altura
O slackliner francês Nathan Paulin andou em uma fita de slackline a 70 metros de altura, em um percurso de 670 metros entre a Torre Eiffel e a praça Trocadero, em Paris, neste sábado (18).
Paulin começou a caminhada do primeiro andar da Torre Eiffel, como parte de um festival de apresentação de arte ao vivo com o Chaillot Theatre.
O slackline é um esporte que consiste em se equilibrar em cima de uma fita suspensa entre dois pontos fixos. Seu objetivo é atravessar esse percurso se equilibrando, possibilitando treinar o corpo, melhorar o equilíbrio e concentração.
Torre Eiffel reaberta em julho
Torre Eiffel reabre ao público após ficar 8 meses fechada pela pandemia
A Torre Eiffel, principal cartão-postal da França, foi reaberta para o público no dia 16 de julho depois de ficar oito meses fechada por conta da pandemia de Covid-19. Foi a primeira vez, desde a Segunda Guerra Mundial, que ela ficou tanto tempo sem receber visitantes. Mas os visitantes da torre ainda precisam cumprir com algumas regras:
uso obrigatório de máscara para maiores de 11 anos
elevadores operando a 50% da capacidade
apresentação de um ‘passe sanitário’, que comprove a vacinação completa ou um teste negativo de Covid feito até 48h antes da visita
A estimativa é de que a atração possa receber até 13 mil visitantes por dia – número bastante menor que os 25 mil recebidos antes da pandemia.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Comissão Eleitoral russa denuncia ciberataques do exterior nas eleições legislativas


Na sexta, aplicativo que indicava alternativa da oposição saiu das lojas do Android, que pertence ao Google, e do iOS, da Apple. Votação nas eleições parlamentares e regionais na vila de Novoye Bobrenevo, região de Moscou
REUTERS/Shamil Zhumatov
A Comissão Eleitoral russa denunciou, neste sábado (18), ciberataques procedentes do exterior direcionados aos seus sites, no segundo dia das eleições legislativas, pelas quais as autoridades pressionaram os gigantes tecnológicos.
Neste sábado, as autoridades eleitorais afirmaram terem sofrido “três ciberataques” organizados “em países estrangeiros”.
App do opositor Navalny desaparece das plataformas no 1º dia das eleições legislativas na Rússia
Segundo um responsável da Comissão Eleitoral, Alexandre Sokoltchuk, dois deles tiveram como alvo os sites de sua instituição e um terceiro tentou sobrecarregá-lo por meio da negação de serviço.
“O ataque foi bastante poderoso”, afirmou Sokoltchuk, citado por agências de notícias russas, acrescentando que outros ataques estavam sendo preparados para domingo, quando acabam as eleições.
Sokoltchuk, no entanto, não especificou quais países estariam por trás deste ataque.
Com repressão a movimentos da oposição, partido governista da Rússia é o favorito em eleições legislativas
Alexei Navalny: a jornada do opositor de Putin que sobreviveu a envenenamento e enfrenta prisão
Telegram deleta app de Navalny
O Telegram deletou, neste sábado (18), o aplicativo de “voto inteligente” do opositor russo preso Alexei Navalny, apesar de ter anunciado a princípio que tinha a intenção de resistir à pressão das autoridades russas para que o bloqueasse.
O órgão russo regulador das telecomunicações exigiu na segunda-feira o bloqueio deste aplicativo, o qual os eleitores podem usar para saber qual candidato tem mais chances de derrotar os candidatos do partido do presidente Vladimir Putin nas legislativas que começaram na sexta-feira e terminam no domingo.
Apple e Google aderiram a essas instruções na sexta-feira e Nalvany os acusou de “ceder à chantagem do Kremlin”.
Cerca de 108 milhões de russos foram convocados às urnas para elegerem os 450 membros da Duma, a câmara baixa do Parlamento.
Praticamente nenhum candidato opositor pôde se apresentar a essas eleições, nas quais o Rússia Unida – o partido de Putin – se proclamará vencedor, apesar de sua crescente impopularidade. Os outros partidos presentes no Parlamento seguem, em linhas gerais, as diretrizes do Kremlin.
O aplicativo criado pela equipe de Navalny analisa, por região, qual candidato de outros partidos tem mais chances de ganhar.
Com seu desaparecimento da rede de mensagens Telegram, muito popular na Rússia, o aplicativo deixa de estar disponível.
O fundador do Telegram, o russo Pavel Durov, disse que se limitou a seguir a Apple e Google, “que ditam as regras do jogo”.
Mas estimou também que “o fato de Apple e Google aceitarem que haja aplicativos bloqueados cria um perigoso precedente que vai afetar a liberdade da palavra na Rússia e no mundo”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Pais de noivo da jovem que desapareceu nos EUA relatam não ter notícias do filho


Brian Laundrie é considerado uma pessoa de interesse no caso de Gabby Petito e não está sendo procurado por um crime. Jovem sumiu durante viagem do casal em uma van pelo país. Brian Laundrie é considerado uma pessoa de interesse no caso do desaparecimento de Gabby Petito e não está sendo procurado por um crime
Reprodução / Redes Sociais
Os pais do namorado de uma jovem viajante, cujo desaparecimento comoveu os Estados Unidos, afirmaram não saberem o paradeiro de seu filho há vários dias, a quem a polícia considera uma pessoa “de interesse” para a investigação.
Gabby Petito: O misterioso sumiço de jovem que viajava pelos EUA com noivo em uma van
Gabrielle “Gabby” Petito largou seu emprego e colocou sua vida em uma van para viajar pelas estradas dos EUA com seu namorado de 23 anos, Brian Laundrie. A jornada, que começou em julho, era documentada em publicações no Instagram.
Porém, mais de duas semanas atrás, Laundrie voltou para casa sozinho em North Port, Flórida, na van de Petito, e a família da jovem registrou uma queixa de desaparecimento.
Initial plugin text
A polícia de North Port informou na sexta-feira (17) que os pais de Laundrie afirmaram não terem visto seu filho desde terça-feira.
“O advogado da família Laundrie ligou na sexta-feira à noite para os investigadores do FBI para afirmar que a família queria falar sobre o desaparecimento de seu filho”, segundo um comunicado.
“É importante destacar que Brian é considerado uma pessoa de interesse (no caso) do desaparecimento de Gabby, não está sendo procurado por um crime”, acrescentou. A polícia anunciou que, no momento, trata o assunto como “um caso de múltiplos desaparecimentos”.
“Quando tivermos mais detalhes, faremos uma declaração”, tuitou o chefe da polícia de North Port, Todd Garrison.
Nas imagens da viagem que o casal publicava nas redes sociais, eles pareciam felizes junto à sua pequena van branca. Mas em agosto, a polícia de Utah atendeu uma denúncia de violência doméstica envolvendo Petito e Laundrie.
Imagens da câmera policial divulgadas pela mídia mostram Petito angustiada, dizendo que havia brigado com Laundrie.
Depois que a família de Petito informou seu desaparecimento, a polícia interrogou o namorado, mas ele não deu “nenhuma informação”.
O FBI abriu uma linha telefônica especial para qualquer tipo de informação sobre o desaparecimento. Nas redes sociais, o caso provocou uma grande mobilização.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo