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Argélia rompe relações diplomáticas com Marrocos


Ministro argelino atribuiu decisão a ‘ações hostis’ de país vizinho. Reino marroquino é acusado pelo Alto Conselho de Segurança argelino de estar envolvido nos incêndios que arrasaram o norte do país. O ministro das Relações Exteriores da Argélia, Ramtane Lamamra, durante entrevista coletiva na qual anunciou o rompimento das relações de seu país com o Marrocos, na terça-feira (24)
Reuters/Abdelaziz Boumzar
O ministro argelino das Relações Exteriores, Ramtane Lamamra, anunciou nesta terça-feira (24) que seu país rompeu relações com o Marrocos, devido às “ações hostis” de seu vizinho.
“A Argélia decidiu romper relações diplomáticas com o reino do Marrocos a partir de hoje”, declarou o ministro em coletiva de imprensa.
“A história provou que o reino do Marrocos nunca parou de promover ações hostis contra a Argélia”, explicou.
As autoridades marroquinas “são responsáveis pelas repetidas crises, que têm se agravado” e que “levam ao conflito ao invés da integração na região” do Magreb, acrescentou Lamamra.
O Alto Conselho de Segurança argelino, presidido pelo presidente Abdelmadjid Tebboune, decidiu na última quarta-feira “revisar” as relações com o Marrocos, acusado de estar envolvido nos incêndios que arrasaram o norte do país.
“Os atos hostis incessantes promovidos pelo Marrocos contra a Argélia exigiram a revisão das relações entre ambos os países e a intensificação dos controles de segurança nas fronteiras ocidentais”, disse um comunicado oficial argelino.
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Fonte: G1 Mundo

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Imagens de satélite mostram grandes filas na entrada do aeroporto de Cabul


Área é controlada pelo exército americano que tem organizado os voos de evacuação de cidadãos estrangeiros e afegãos aliados. Imagem de satélite mostra uma multidão de pessoas e tráfego intenso de automóveis na entrada norte do aeroporto internacional de Cabul na segunda-feira, agosto 23 de 2021
Maxar Technologies/AP
Imagens de satélite mostram a situação do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, em meio aos esforços para a evacuação de estrangeiros e aliados afegãos após a retomada do poder pelo Talibã.
Os registros foram divulgados nesta terça-feira (24) pela empresa americana Maxar Technologies, mas foram capturados na véspera pelos equipamentos da companhia.
Na segunda-feira (23), um tiroteio fora do aeroporto internacional de Cabul matou um soldado afegão e outras três pessoas ficaram feridas, segundo as Forças Armadas da Alemanha.
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Foto de satélite mostra as filas de pessoas aguardando embarque no aeroporto internacional de Cabul em 23 de agosto de 2021
Maxar Technologies/AP
A área interna do aeroporto é controlada pelo exército americano que tem organizado os voos de evacuação de cidadãos estrangeiros e afegãos aliados.
Do lado de fora, os talibãs construíram postos de controle. Após o tumulto de segunda, o Talibã conseguiu estabelecer ordem e tentou organizar filas para o acesso, segundo a agência Reuters.
No sábado, os Estados Unidos alertaram para os riscos na região e disseram que o grupo extremista tem dificultado o acesso ao espaço a aliados afegãos.
Veja nas FOTOS abaixo as filas de pessoas que tentam acessar o aeroporto internacional de Cabul.
Imagem de satélite mostra tráfego intenso de automóveis na entrada do aeroporto internacional de Cabul na segunda-feira, 23 de agosto de 2021
Maxar Technologies/AP
Imagem de satélite mostra uma multidão de pessoas ao longo da entrada leste do aeroporto internacional de Cabul na segunda-feira, 23 de agosto de 2021
Maxar Technologies/AP
Imagem de satélite mostra grandes multidões ao longo da extremidade leste do aeroporto internacional de Cabul na segunda-feira, 23 de agosto de 2021
Maxar Technologies/AP
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Fonte: G1 Mundo

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Emmy retira prêmio que havia dado a Andrew Cuomo, ex-governador de NY que renunciou depois de ter sido acusado de assédio


Ex-governador fez 111 pronunciamentos sobre a pandemia de Covid-19 em 2020. Emmy deu a ele um prêmio, e rescindiu a honraria em menos de um ano. VÍDEO: 3 pontos para entender o que levou à renúncia de Andrew Cuomo
A Academia Internacional de TV rescindiu, nesta terça-feira (24) o prêmio Emmy que havia entregado a Andrew Cuomo, ex-governador do estado de Nova York.
Cuomo havia ganhado o prêmio por seus pronunciamentos a respeito da Covid-19 durante 2020, o primeiro ano da pandemia.
Governador de Nova York, Andrew Cuomo, durante coletiva de imprensa em 10 de maio de 2021
Mary Altaffer/Pool via REUTERS/File Photo
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Em agosto de 2021, a procuradora-geral do estado, Letitia James, divulgou um relatório no qual afirmava que Cuomo havia assediado pelo menos 11 mulheres.
Durante o movimento #MeToo, Cuomo tentou se mostrar como um defensor das mulheres, mas pelo relatório ele apalpou, abraçou e beijou suas subalternas.
Nos dias após a divulgação da denúncia, os políticos do Partido Democrata —inclusive o presidente Joe Biden— começaram a pedir para que Cuomo renunciasse.
No dia 10 de agosto, isolado, Cuomo renunciou. Ele foi substituído por Kathy Hochul.
Quando se soube da investigação e da renúncia de Cuomo, a academia de televisão decidiu rescindir o prêmio, disse o grupo em um comunicado. “Seu nome e qualquer referência ao recebimento do prêmio serão eliminados dos materiais da International Academy daqui para frente”, acrescentou.
O Emmy de Cuomo
Em novembro de 2020, a Academia Internacional de TV anunciou que iria dar um prêmio a um político que ainda estava no comando de uma unidade federativa pela primeira vez. Cuomo recebeu o prêmio por ter feito 111 pronunciamentos diários sobre o coronavírus em 2020.
As apresentações funcionaram bem porque Cuomo efetivamente criou shows de TV, com personagens e histórias, disse na ocasião o presidente do Emmy, Bruce Paisner.
A academia justificou o prêmio ao dizer que o governador fez “uso magistral da televisão para informar e acalmar as pessoas em todo o mundo”, disse a organização em novembro de 2020.
O irmão de Cuomo, Chris Cuomo, é um apresentador da CNN.
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Fonte: G1 Mundo

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Com atletas impedidos de participar, Afeganistão tem bandeira carregada por representante na abertura dos Jogos Paralímpicos em Tóquio


Comitê afegão já havia avisado que não mandaria seus dois atletas para os jogos no Japão por causa da tomada do poder pelo Talibã. Bandeira afegã é carregada na abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio
AFP/Yasuyoshi Chiba
A bandeira afegã foi carregada por um representante que não é atleta do país na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio nesta terça-feira (24). Os paratletas afegãos não puderam viajar a Tóquio para competir devido à ascensão do Talibã ao poder.
Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional, disse na segunda que a bandeira afegã seriam levada por um representante do Alto Comissariado da ONU para Refugiados como um “sinal de solidariedade”.
A atleta de taekwondo Zakia Khudadadi, de 23 anos, e o lançador de disco Hossain Rasouli, de 24, seriam os únicos atletas do Afeganistão nos jogos do Japão.
Representante desfila com bandeira do Afeganistão na abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio
Reuters/Marko Djurica
Parsons disse que 162 delegações estarão representadas, incluindo atletas refugiados. O nadador afegão Abbas Karimi participará dos jogos como parte da Seleção Paralímpica de Refugiados.
Em 16 de agosto, o Comitê Paralímpico do Afeganistão disse que os atletas não iriam competir devido à agitação no país após a tomada do poder pelo Talibã, informa o jornal “New York Post”.

Fonte: G1 Mundo

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Atletas da seleção afegã de futebol feminino deixam o Afeganistão com apoio do governo da Austrália


Jogadoras que ainda viviam no país temiam perseguição do regime talibã. Algumas delas relataram viver escondidas com medo de represálias por conta de sua atividade profissional. Atletas da seleção afegã de futebol feminino no aeroporto de Cabul antes de embarcar e em um voo do governo australiano
Reprodução/Instagram/Khalida Popal
As atletas da seleção afegã de futebol feminino e seus familiares deixaram o Afeganistão nesta terça-feira (24) com apoio do governo da Austrália, informou a Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (Fifpro).
As jogadoras que ainda viviam no país temiam perseguição do regime talibã. Algumas delas relataram viver escondidas com medo de represálias por conta de sua atividade profissional (leia mais adiante na reportagem).
“Estas jovens estiveram em uma posição de perigo e, em nome de suas colegas ao redor do mundo, agradecemos à comunidade internacional por terem ido em sua ajuda”, disse a Fifpro em um comunicado.
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A seleção feminina de futebol do Afeganistão foi criada em 2007, em um país onde as mulheres que praticam esportes eram vistas como um ato político de enfrentamento ao Talibã.
As jogadores haviam sido aconselhadas a deletar postagens nas redes sociais e fotos da equipe para evitar represálias desde a queda do governo do Afeganistão em 15 de agosto.
‘Vitória importante’
Khalida Popal, ex-capitã da seleção afegã de futebol, em foto sem data
Reprodução/Instagram/Khalida Popal
Khalida Popal, ex-capitã da seleção nacional do Afeganistão, disse em nota que os últimos dias “foram extremamente estressantes, mas alcançamos uma vitória importante”.
Ela fez parte do grupo responsável por organizar a saída das jogadoras e de seus familiares e entrar em contato com governos estrangeiros – como a Austrália – para conseguir o apoio necessário.
“Elas foram corajosas e fortes em um momento de crise”, disse Popal. “O futebol feminino é uma família e devemos garantir que todas estejam seguras.”
‘Elas são minhas irmãs’
A atual capitã da seleção de futebol feminino do Afeganistão fez um apelo à Fifa para salvar as jogadoras do regime talibã, em postagem feita na semana passada em uma rede social.
Shabnam Mobarez, de 26 anos, vive nos Estados Unidos. Ela pediu que a Federação Internacional de Futebol atue para retirar as jogadoras que ainda vivam no país.
“Precisamos agir para salvar minhas colegas de time”, disse Mobarez. “Elas são minhas irmãs.”
Shabnam Mobarez é capitã da seleção feminina de futebol do Afeganistão
Reprodução/Instagram
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A jogadora contou que vinha mantendo contato com as colegas que continuam no Afeganistão após a retomada do poder pelo grupo extremista Talibã.
Segundo ela, há muito medo e apreensão. E há ainda a insegurança de que os talibãs tentem ir atrás delas, por conta da atividade que exerciam.
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Apesar de o Talibã ter dito, no início da semana passada, que daria mais liberdade às mulheres do que durante sua primeira vez no poder, diversos relatos de perseguição são compartilhados pelas afegãs.
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Sob o governo talibã, entre 1996 e 2001, entretenimentos como televisão e música foram proibidos, as mãos dos ladrões eram cortadas, e assassinos, executados em público.
Mulheres ficaram proibidas de trabalhar, ou estudar; e as acusadas de adultério eram açoitadas e apedrejadas até a morte.
Capitã e jogadora da seleção feminina do Afeganistão
Reprodução/Instagram
Buscas em casa
Apesar da tentativa inicial do Talibã de tentar passar uma imagem menos radical, militantes do grupo extremista têm intensificado a busca por pessoas casa a casa, aponta documento confidencial da Organização das Nações Unidas (ONU).
Os talibãs têm listas com nomes e os alvos são pessoas que trabalharam para forças de segurança afegãs, americanas e da Otan, além de veículos de imprensa e entidades internacionais, segundo o relatório de inteligência da ONU.
Mobarez afirmou que suas colegas de time passaram a viver escondidas, fora de suas casas e que – abandonadas pela federação nacional – não podem confiar em ninguém.
Em entrevista ao jornal português “Expresso” ela disse que havia um “risco muito elevado” para as mulheres tentarem deixar o país, mas que também os talibãs poderiam descobrir seus endereços.
“Tudo é muito incerto e para nós, que vemos de fora, é desolador ver e saber disso tudo e não podermos fazer nada”, disse a esportista na ocasião.
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Fonte: G1 Mundo

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G7 concorda que Talibã deve permitir saída do Afeganistão após o dia 31, diz premiê britânico

Países estão correndo para conseguir retirar seus cidadãos e também afegãos antes da data, que havia sido anunciada pelo presidente dos EUA, Joe Biden. Talibã diz que não vai prorrogar prazo. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta terça-feira (24) que os países do G7 concordaram que a condição número um para o Talibã é conceder passagem livre e segura aos afegãos que queiram deixar o país após 31 de agosto.
“A condição número um que estamos estabelecendo como G7 é que eles tenham que garantir o caminho certo, até 31 de agosto e além, da passagem segura para aqueles que querem sair”, afirmou Johnson após uma reunião virtual de emergência do grupo sobre o Afeganistão.
“Alguns deles dirão que não aceitam isso, alguns deles espero que entendam o sentido disso, porque o G7 tem uma influência muito considerável, econômica, diplomática e política”, completou o premiê britânico.

Fonte: G1 Mundo

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Bombeiros de MG dizem que devastação no Haiti se assemelha à de Moçambique há 2 anos: ‘Trabalho será árduo’


Militares mineiros integram missão de ajuda humanitária do governo brasileiro no país caribenho. Há 2 anos, equipes do estado também foram enviadas à África após passagem de ciclone. À esquerda, destruição no Haiti após tremores; à direita, Cidade de Beira, em Moçambique, após a passagem do ciclone Idai
Reprodução/TV Globo e Déborah Nguyen/WFP/AFP
Bombeiros de Minas Gerais, que integram a missão de ajuda humanitária do governo brasileiro no Haiti, seguem nesta quarta-feira (25) para Les Cayes, uma das cidades mais afetadas pelos tremores que atingiram o país caribenho.
A equipe mineira, formada por quatro militares, desembarcou nesta segunda-feira (23) na capital Porto Príncipe, e as primeiras percepções são que a situação em território haitiano se assemelha ao cenário de devastação em Moçambique, em 2019. Há dois anos, a corporação também participou de missões de salvamento no país africano, que foi atingido por ciclones.
“As necessidades e empenhos são parecidos e a única certeza é que o trabalho será árduo nesses dias”, disse o Corpo de Bombeiros em nota.
Bombeiros de MG fazem parte de missão de ajuda humanitária do governo brasileiro no Haiti
Corpo de Bombeiros/Divulgação
O Haiti foi atingido por terremotos, sendo o maior de magnitude 7,2. Em um cenário que já era devastador, o ciclone tropical Grace também provocou estragos no território haitiano. Mais de 2,2 mil pessoas morreram.
Além dos militares mineiros, militares da Força Nacional e militares do Grupo de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal seguiram para a região do Caribe.
Inicialmente, o avião decolou de Brasília, na manhã deste domingo (22), com mais de sete toneladas de suprimentos. Mas uma “questão técnica” levou a Força Aérea Brasileira (FAB) a substituir a aeronave.
A troca de avião foi feita na Base Aérea do Cachimbo, no Pará. O problema não foi detalhado. A nova aeronave decolou de Boa Vista (RR) na manhã desta segunda-feira (23).
Depois de desembarcarem em Porto Príncipe, os militares se reuniram na sequência com a ministra-conselheira Marissol Tereza Chaves Romaris, do Ministério das Relações Exteriores.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a reunião foi importante para apresentar aos militares sobre a situação do país e começar a planejar as ações da equipe.
Experiência na bagagem
A equipe do Corpo de Bombeiros de Minas que vai atuar no Haiti é composta por quatro militares: capitão Tiago Costa, tenente Rafael Rocha, sargento Wesley Bernardes Faria e sargento Thales Leite Braga.
Eles são especialistas em operações de salvamento e gestão de desastre, com experiência em casos de desmoronamentos, podendo atuar em atividades como planejamento e inteligência de busca, realizando mapeamento estratégico, georreferenciamento e busca aérea.
E atuaram após as tragédias de rompimentos de barragens em Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019.
“A frase que nós temos é que é melhor estar preparado para o impossível do que ser surpreendido pelo inesperado”, disse o capitão Tiago Costa em uma entrevista ao G1 no ano passado.
Capitão Tiago Costa atuou em Mariana, em Brumadinho e em Moçambique
Corpo de Bombeiros
E, mais uma vez, o oficial foi chamado pelo inesperado. Em 5 de novembro de 2015, a equipe do capitão foi uma das primeiras a chegarem à região de Bento Rodrigues e ver de perto os estragos provocados pela lama da barragem da Samarco.
O oficial também participou ativamente da operação de resgate no Córrego do Feijão. A equipe coordenada por ele foi a responsável pela localização do refeitório, onde estavam diversas das 270 vítimas da tragédia da Vale.
O capitão e outros dois integrantes da equipe também participaram da missão em Moçambique.
Bombeiros desembarcaram na capital haitiana nesta segunda-feira (23)
Corpo de Bombeiros/Divulgação
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Viagem de Kamala Harris ao Vietnã é atrasada devido a ‘incidente de saúde’ em Hanói


Voo da vice-presidente dos EUA foi atrasado por três horas devido a um ‘incidente de saúde anômalo’ —
esse é o termo que o governo dos Estados Unidos costuma usar para descrever a Síndrome de Havana, uma condição que causa sintomas como tonturas, náuseas, enxaquecas e lapsos de memória. Kamala Harris em Singapura, em 24 de agosto de 2021
Evelyn Hockstein/Reuters
A viagem ao Vietnã da vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, foi atrasada nesta terça-feira após um incidente de saúde não explicado em Hanói, informou a embaixada dos EUA na capital do país do sudeste asiático em comunicado.
Kamala, que estava em Singapura concluindo uma viagem de três dias, deveria voar para Hanói na terça-feira, mas o voo foi inesperadamente atrasado por três horas devido a um “incidente de saúde anômalo”.
“Incidente de saúde anômalo” é o termo que o governo dos Estados Unidos costuma usar para descrever a Síndrome de Havana, uma condição que causa sintomas como tonturas, náuseas, enxaquecas e lapsos de memória, assim chamada porque foi relatada pela primeira vez por funcionários dos EUA da embaixada norte-americana em Cuba, em 2016.
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“O gabinete da vice-presidente tomou conhecimento do relatório de um possível incidente de saúde anômalo recente em Hanói, no Vietnã”, disse o comunicado da Embaixada dos Estados Unidos.
“Após criteriosa avaliação, optou-se por dar continuidade à viagem da vice-presidente”, afirmou o comunicado, sem dar mais detalhes.
Um porta-voz da vice-presidente não quis comentar o motivo do atraso.
Síndrome de Havana
Aproximadamente 100 oficiais da CIA e familiares estão entre os cerca de 200 funcionários dos EUA e parentes adoecidos pela “Síndrome de Havana”, segundo o diretor da CIA, William Burns.
Um painel da Academia Nacional de Ciências dos EUA em dezembro descobriu que uma teoria plausível é que feixes de “energia direcionada” causaram a síndrome, disse ele.
Veja abaixo uma reportagem de 2019 sobre a “Síndrome de Havana”.
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Há uma “possibilidade muito forte” de que a síndrome seja causada intencionalmente e de que a Rússia possa ser a responsável, disse ele, acrescentando que está retendo conclusões definitivas enquanto se aguarda uma investigação mais aprofundada.
Moscou nega envolvimento.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã diz que não aceita prorrogação de prazo de saída de militares dos EUA; americanos dizem que vão tirar todos os seus cidadãos a tempo

Prazo inicial para retirada é 31 de agosto. Os aliados dos EUA insistem que é preciso prorrogar esse limite. Aliados pressionam EUA, mas Talibã diz que não aceitará prazo maior par retirada americana do Afeganistão
O prazo de saída dos militares dos Estados Unidos e dos outros países da coalizão que ainda estão no Afeganistão é 31 de agosto, mas há sinais de que precisarão de mais dias para conseguir completar a retirada. Os aliados dos EUA insistem que é preciso prorrogar o prazo.
Nesta terça-feira (24) o Talibã afirmou que não aceita nenhum plano para prorrogar o prazo de retirada. Além disso, o grupo extremista também tentou desencorajou os afegãos a tentar fugir do país pelo aeroporto de Cabul.
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Um porta-voz do grupo, Zabihullah Mujahid, deu uma entrevista coletiva e disse que haverá consequências se os EUA se mantiverem no Afeganistão.
As Forças Armadas dos EUA afirmaram que conseguirão tirar todos os norte-americanos do país até o dia 31 de agosto.
O caos no aeroporto é um problema perigoso, e que as pessoas que tentam chegar ao local deveriam ir para casa —segundo ele, o Talibã vai “garantir a segurança delas”.
O Talibã estabeleceu pontos de controle em Cabul, o que dificulta a passagem de afegãos que querem ir ao aeroporto —os norte-americanos conseguem passar.
Os militares norte-americanos começaram a usar helicópteros e soldados em alguns locais em Cabul para retirar de lá cidadãos americanos e aliados afegãos presos.
Foram retiradas 37 mil pessoas desde o dia 14 de agosto, quando o Talibã tomou Cabul. O ritmo aumentou recentemente —de acordo com oficiais das Forças Armadas, de domingo até esta terça-feira (24) foram retiradas 11 mil pessoas.
Talibã promete que não vai se vingar
Zabihullah Mujahid, o porta-voz do Talibã, disse que o grupo “perdoou tudo no passado”, e que não há uma lista de pessoas que serão alvo de vingança.
As funcionárias públicas afegãs poderão retornar ao trabalho quando a segurança estiver garantida, afirmou ele.
“Queremos que trabalhem, mas também que a segurança seja boa para isto”, disse o porta-voz, que ressaltou que as mulheres devem permanecer em casa no momento.
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Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão: Airbnb oferece acomodação gratuita a 20 mil refugiados afegãos


Segundo a empresa, objetivo é ajudar os refugiados enquanto se adaptam aos novos países. A plataforma online de serviço de hospedagem Airbnb disse que vai oferecer acomodação gratuita a 20 mil refugiados afegãos para ajudar no reassentamento deles pelo mundo.
O CEO da empresa, Brian Chesky, disse que a medida é uma resposta a “uma das maiores crises humanitárias da nossa era” e que era sua responsabilidade fazer algo para ajudar.
“Eu espero que isso inspire outras empresas a fazer o mesmo. Não temos tempo para desperdiçar”, disse Chesky, que é cofundador do Airbnb.
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“À medida que milhares de afegãos refugiados são reassentados pelo mundo, onde eles ficam será o primeiro capítulo de suas novas vidas. Para esses 20 mil refugiados, minha esperança é que a comunidade do Airbnb garanta a eles não apenas um lugar seguro para descansar e recomeçar, mas também boas-vindas calorosas à casa”, completou.
O CEO do Airbnb, Brian Chesky, anunciou que a empresa vai oferecer acomodação gratuita a 20 mil afegãos pelo mundo
Divulgação via BBC
A oferta começa imediatamente e a empresa diz que está trabalhando com organizações não-governamentais in loco para ajudar com as necessidades mais urgentes.
O Airbnb explicou que vai colaborar com agências de reassentamento e ONGs “para ir onde a demanda está” e adaptar a iniciativa e o tipo de apoio à necessidade.
“Começando hoje, o Airbnb vai acomodar 20 mil refugiados afegãos pelo mundo de graça”, escreveu Chesky no Twitter.
“Nós vamos pagar por essas estadias, mas não poderíamos fazer isso sem a generosidade dos nossos ‘hosts’ (as pessoas que alugam suas propriedades pela plataforma)”, disse.
A empresa disse que os custos das estadias seriam financiados por meio de contribuições do Airbnb e de Chesky, bem como de pessoas que doam ao Airbnb.org Refugee Fund, um fundo criado pela empresa para políticas de apoio a refugiados.
Chesky pediu que hosts interessados em ajudar entrem em contato com ele.
“O deslocamento e reassentamento de refugiados afegãos nos Estados Unidos e em outros lugares é uma das maiores crises humanitárias da atualidade”, ele disse.
Doações
Faz tempo que pessoas que alugam suas propriedades no Airbnb são encorajadas pela plataforma a doar estadias para “pessoas em situação de crise”.
O esquema começou em resposta ao Furacão Sandy, em 2012, quando mais de mil pessoas precisaram de acomodação de emergência depois que Nova York foi atingida.
Desde então, ele ajudou mais de 75 mil pessoas, segundo o Airbnb.
A empresa lançou a iniciativa Open Homes (Casas Abertas) em 2017, para permitir que a sua comunidade de hosts ofereça suas propriedades de graça a pessoas atingidas por desastres e que estão fugindo de conflitos.
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Desde então, a iniciativa ofereceu estadias gratuitas a pessoas afetadas pelo terremoto na Cidade do México, os incêndios na Califórnia e na Austrália e outros desastres.
Depois, a empresa fundou a sua própria ONG, a Airbnb.org, que foca em ajudar as pessoas a trocarem e compartilharem acomodações e recursos em tempos de crise.
Na semana passada, deu financiamento emergencial ao Comitê Internacional de Resgate e ao Church World Service para garantir estadia temporária a mil refugiados afegãos.
E, no último fim de semana, deu hospedagem a 165 refugiados pouco depois de desembarcarem nos EUA.
“Acomodação acessível é urgentemente necessária e essencial”, disse David Miliban, presidente do Comitê de Resgate Internacional.

Fonte: G1 Mundo