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Compositor de tema da abertura de Tóquio-2020 renuncia após polêmica


Ressurgiram entrevistas antigas nas quais Keigo Oyamada afirmava que tinha praticado ‘bullying’ agressivo com pessoas com deficiência. Policial na entrada da Vila Olímpica em Tóquio, em 14 de julho de 2021
Behrouz Mehri / AFP
O músico japonês Keigo Oyamada, que compôs um dos temas da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que acontece na sexta-feira (23), renunciou nesta segunda-feira (19) porque descobriu-se que quando ele era mais jovem praticou “bullying” agressivo com pessoas com deficiência.
“Apresentei minha demissão ao Comitê Organizador”, disse ele em sua conta em uma rede social.
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Ele afirmou que levou em consideração as observações e opiniões de pessoas que se manifestaram sobre o caso e disse também que pede desculpas.
“Eu me dei conta, dolorosamente, que havia faltado com o respeito a muitas pessoas”, disse ele.
Desde a semana passada vieram à tona vários trechos de entrevistas concedidas por ele a revistas japonesas nos anos 1990. Nelas, Oyamada dizia, sem remorsos, que quando era jovem ele humilhou, durante anos, seus colegas com deficiências. Alguns dos atos descritos eram de extrema violência. Ele teria, por exemplo, forçado suas vítimas a se masturbarem em público, ou a comerem seus excrementos.
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Depois que as antigas entrevistas foram reveladas, o músico pediu desculpas, mas, inicialmente, sem abrir mão do cargo.
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Tóquio-2020 considerou o caso “inapropriado”, mas disse que o artista manifestou seu arrependimento e que ele teve “importante papel” na criação artística da cerimônia de abertura.
Polêmica sobre as Olimpíadas durante a pandemia
O caso afeta ainda mais a imagem dos Jogos Olímpicos, que já são alvo da hostilidade da opinião pública japonesa, preocupada com o avanço da pandemia da Covid-19.
Em março deste ano, o diretor artístico das cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos, Hiroshi Sasaki, já havia renunciado por ter sugerido, internamente, disfarçar de porco a atriz e estrela japonesa das redes sociais Naomi Watanabe.
Em fevereiro, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos, o ex-primeiro-ministro japonês Yoshiro Mori, também teve de deixar o cargo por declarações sexistas que provocaram protestos ao redor do mundo.
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Fonte: G1 Mundo

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Cão é resgatado após ficar 5 dias preso em vão entre paredes nos EUA; veja vídeo


Bombeiros de Cincinnati, no estado americano de Ohio, precisaram quebrar uma das paredes de uma casa em construção para retirar o animal que já foi devolvido aos donos. VÍDEO: Cão é resgatado após ficar 5 dias preso em vão entre paredes nos EUA
Um cão foi resgatado depois de ficar cinco dias preso em um vão formado entre duas paredes de concreto nos Estados Unidos, informaram as autoridades locais no domingo (18).
Membros do Corpo de Bombeiros de Cincinnati, no estado americano de Ohio, precisaram quebrar uma das paredes de uma casa em construção para retirar o animal em segurança.
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Isso porque eles não conseguiriam erguer o bichinho pelo vão sem machucá-lo. Após o resgate, o animal correu em direção a sua dona abanando o rabo de felicidade (veja no vídeo acima).
Cãozinho corre para a dona nos EUA após ficar 5 dias preso na parede de uma casa
Departamento de Bombeiros de Cincinnati
Toda a ação de resgate durou cerca de 10 minutos, e os salvadores precisaram usar uma marreta para abrir um buraco na parede.
O cãozinho, que atende pelo nome de Gertle, era procurado pela família desde o começo da semana passada, e só agora eles descobriram que o animal ficou todo esse tempo preso dentro do vão.

Fonte: G1 Mundo

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Quase mil são infectados por Covid-19 em festival de música na Holanda


Número pode aumentar, pois público do evento chegou a 20 mil. Infecções pelo coronavírus estão novamente em alta na Holanda, depois do relaxamento de restrições pelo governo no fim de junho. Festival Verknipt em Utrecht, na Holanda, em foto de julho de 2021
Festival Verknipt/Facebook
Cerca de mil pessoas foram infectadas pelo coronavírus em um festival de música na cidade de Utrecht, na Holanda, no início do mês, informaram as autoridades locais na semana passada.
Elas acrescentaram que o número pode aumentar, pois 20 mil pessoas assistiram aos dois dias de shows em espaço aberto do Festival Verknipt, em 3 e 4 de julho.
Ao menos 448 pessoas se infectaram no primeiro dia do evento, e outras 516 no segundo dia. Os organizadores se mostraram chocados com o elevado número de infecções e disseram que seguiram todas as regras de higiene:
Os visitantes tiveram de apresentar certificados de vacinação ou testes negativos de coronavírus. O ingresso foi controlado para evitar aglomerações, disseram os organizadores.
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A Holanda retirou quase todas as medidas de combate à pandemia em 26 de junho, e voltou a permitir grandes eventos – desde que os visitantes apresentassem um teste negativo, ou comprovassem que foram vacinados.
Mas, desde então, o número diário de infecções subiu 500% no país, e está agora em torno de 8 mil por dia. Pesquisas mostram que a maioria dos holandeses considera que o governo agiu de forma irresponsável ao acabar com as restrições.
O primeiro-ministro Mark Rutte admitiu, em 12 de julho, ter sido um erro o governo retirar a maioria das restrições para contenção da pandemia de Covid-19.
A recente alta nas infecções é atribuída pelas autoridades aos jovens, com focos registrados em festivais, discotecas e bares. O governo reagiu e ordenou o fechamento de algumas discotecas, bem como regras mais rígidas para bares e cafés.

Fonte: G1 Mundo

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Eliminada do Big Brother sem paredão: ativista britânica de extrema direita é deportada da Austrália por violar quarentena


Negacionista, Katie Hopkins gabou-se por atender funcionários do hotel nua e sem máscara. Imagem de 2017 mostra Katie Hopkins de vestido de noiva no congresso do Partido Conservador do Reino Unido
Phil Noble/Reuters
Famosa por destilar o ódio, bradar contra imigrantes e difundir teorias da conspiração, a comentarista britânica Katie Hopkins achou por bem gabar-se de ter violado as regras da quarentena na Austrália, onde foi recebida para participar do Big Brother VIP, do Canal 7. Postou um vídeo contando que atendeu a porta do quarto do hotel em Sydney nua e sem máscara, num ato interpretado como desprezo aos 12 milhões de australianos que estão confinados pelo aumento do número de casos de Covid-19 no país.
Pressionado pela ira popular, o governo não perdoou. Obrigou Hopkins a pagar multa de US$ 1.000 e a deportou do país. Ao cancelar o visto concedido a ela, a ministra de Assuntos Internos, Karen Andrews, mostrou-se peremptória: Katie Hopkins deu um tapa na cara de todos os australianos que respeitam o bloqueio e aos 30 mil que estão no exterior, impedidos de entrar no país.
Propaganda com imagem ‘chocante’ de paciente com Covid-19 gera polêmica na Austrália
A quarentena imposta a quem chega ao país é de duas semanas. Isolada no hotel, Hopkins, de 45 anos, deveria aguardar 30 segundos para abrir a porta do quarto e recolher a refeição deixada do lado de fora.
Além de desobedecer às regras, colocando os funcionários em risco, ela foi para as redes sociais e postou um vídeo, denunciando o bloqueio para conter a pandemia como hipócrita e a “maior farsa da história da Humanidade”.
O que ela chamou de brincadeira teve como resultado a indignação popular endereçada, sobretudo ao governo australiano, que, apesar das fronteiras fechadas desde 2020, vem concedendo isenções de vistos a celebridades e esportistas.
A oposição esbravejou: por que eximir Katie Hopkins, que foi banida do Twitter por repetidas mensagens difusoras de ódio racial? Sua atividade como comentarista política de extrema direita se alimenta de controvérsias, mas vem perdendo espaço.
Queridinha do ex-presidente Donald Trump e defensora do Brexit, ela pediu a solução final para muçulmanos britânicos e comparou imigrantes a baratas. Há três anos, foi detida na África do Sul por espalhar o ódio racial. Negacionista de primeira linha, ela não encontrou acolhida na Austrália e foi eliminada sumariamente do reality show.
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Fonte: G1 Mundo

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Estados Unidos acusam formalmente a China de hackear Microsoft


País da Ásia foi apontado como responsável por explorar brecha em contas de e-mail corporativas ou de estudantes da empresa americana. Otan, União Européia, Reino Unido, Austrália, Japão, Nova Zelândia e Canadá se aliaram aos EUA em denúncia. Bandeiras da China e dos Estados Unidos em imagem de arquivo de encontro diplomático de representantes dos países em abril
Jason Lee/Reuters
Os Estados Unidos e uma coalisão de países acusaram a China nesta segunda-feira (19) de estar por trás de uma campanha de ataques cibernéticos contra a Microsoft revelada no início de 2021.
A própria Microsoft afirmou em março passado que uma vulnerabilidade em seu sistema de contas de e-mail corporativas ou de estudantes foi explorada por “um grupo de espionagem cibernética ligado à China”. A falha foi corrigida, segundo a companhia.
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Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a União Europeia, o Reino Unido, a Austrália, o Japão, a Nova Zelândia e o Canadá se aliaram aos EUA na denúncia.
O Departamento de Justiça dos EUA disse ainda que quatro cidadãos chineses – três autoridades de segurança e um hacker contratado – foram acusados de serem os responsáveis por uma campanha global de invasão destinada a dezenas de empresas, universidades e agências governamentais.
As atividades aconteceram entre 2011 e 2018 e se concentraram em informações que beneficiariam significativamente as empresas e negócios chineses, segundo o órgão americano.
“Os Estados Unidos e países ao redor do mundo estão responsabilizando a República Popular da China por seu padrão de comportamento irresponsável, perturbador e desestabilizador no ciberespaço, que representa uma grande ameaça à nossa segurança econômica e nacional”, disse o Secretário de Estado dos EUA Anthony Blinken em declaração nesta segunda.
A embaixada chinesa em Washington não respondeu a um pedido de comentários da agência Reuters.
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Fonte: G1 Mundo

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Inglaterra suspende quase todas restrições contra Covid

Fim das medidas não vale para os outros países do Reino Unido (Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte). Uso da máscara deixou de ser obrigatório, mas ainda é recomendado em alguns casos. Inglaterra suspende quase todas as restrições contra a Covid-19
A Inglaterra se tornou nesta segunda-feira (19) o primeiro país do Reino Unido a suspender praticamente todas as restrições impostas durante a pandemia para combater a Covid-19.
Veja o que muda a partir deste 19 de julho:
Fim do uso obrigatório de máscaras em ambientes públicos
Fim de restrições a reuniões e encontros
Empresas que mantinham trabalho remoto podem voltar ao modo presencial
Fim das de medidas de distanciamento social
Reabertura de casas noturnas e boates
Fim do limite de capacidade em hospitais e até estádios
O uso da máscara deixou de ser obrigatório, mas ainda é recomendado no transporte público e dentro das lojas, e o fim das medidas não vale para os outros países do Reino Unido (Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte).
O dia de hoje foi batizado de “Freedom Day” e foi possível devido à vacinação avançada. Mas o aumento no número de casos confirmados, tanto na Inglaterra quanto nos outros países do Reino Unido, preocupa.
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Fonte: G1 Mundo

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No Chile, eleitores escolhem pré-candidatos para a presidência que representam a renovação


O candidato da esquerda tem 35 anos, e o da direita concorreu de forma independente, sem partido. Imagem de 18 de julho da cédula das primárias para a presidência no Chile
Javier Torres / AFP
No Chile, onde, no domingo (19), houve prévias para decidir quem serão os candidatos à presidência em 21 de novembro, dois candidatos jovens e que representam uma renovação da política.
O deputado Gabriel Boric, um ex-líder estudantil, será o candidato da esquerda, e Sebastián Sichel, um ex-ministro que concorre de forma independente, vai concorrer pela direita. Os dois são considerados políticos de centro dentro de seus espectros ideológicos.
Gabriel Boric comemora a vitória nas primárias do Chile em 18 de julho de 2021
Javier Torres/AFP
Boric, do partido Convergência Social, venceu com 60,42% de apoio. Foi uma vitória inesperada, pois o representante do Partido Comunista, Daniel Jadue, era considerado o favorito.
“Não tenham medo da juventude para mudar este país”, disse Boric ao celebrar sua vitória em Santiago. Com 35 anos, ele será o candidato à presidência mais jovem da história do Chile.
Boric se tornou conhecido como líder das manifestações que pediram educação gratuita a partir de 2011. Ele é deputado desde 2014 pela zona de Punta Arenas, sul do Chile, e em março anunciou a candidatura presidencial por seu partido e pela Frente Ampla, a coalizão que integra com outras formações de esquerda.
Ele foi um dos signatários em 15 de novembro de 2019 no Congresso do acordo para a redação de uma nova Constituição, uma demanda dos protestos iniciados em outubro do mesmo ano.
Sebastian Sichel durante as primárias presidenciais no Chile, em 18 de julho de 2021
Yankovic / Aton Chile / AFP
A vitória de Sichel (49,08% dos votos) no campo da direita foi menos surpreendente. Ex-ministro do Desenvolvimento Social do governo do presidente Sebastián Piñera, como candidato independente ele superou Joaquín Lavín (31,31%), que é do partido União Democrata Independente (UDI).
“Agora o ‘Chile Vamos’ é um só. Somos uma coalizão que se prepara para vencer a eleição presidencial”, afirmou Sichel, de 43 anos, em referência ao pacto de direita do governo de Piñera, que desde a explosão social de outubro de 2019 sofreu uma considerável perda de popularidade.
Ficaram de fora das primárias de centro-esquerda a Democracia Cristã, o Partido Socialista e o Partido Pela Democracia. Os aliados na ‘Concertación’, a coalizão de partidos tradicionais de esquerda que governou o Chile desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet em 1990, perderam o apoio histórico entre o eleitorado progressista desde a crise social iniciada em 2019.
Veja abaixo uma reportagem sobre a vitória de candidatos independentes na formação da Assembleia Constituinte que está em vigor no país.
Independentes surpreendem e têm mais de um terço das cadeiras da Constituinte do Chile
Primárias durante a Constituinte
As primárias aconteceram em um clima de ebulição política após a instalação, em 4 de julho, da Convenção Constitucional, que tem a missão de escrever uma nova Constituição, que vai substituir a Carta atual, herdada da ditadura (1973-1990), e que colocou em xeque a política tradicional com a entrada no cenário de independentes e grupos cidadãos, em sua maioria de centro-esquerda.
O Chile está mergulhado em uma dinâmica eleitoral iniciada em 25 de outubro de 2020 com o plebiscito constitucional. Em maio, os chilenos voltaram às urnas para eleger prefeitos, vereadores, governadores regionais e os 155 constituintes.
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Fonte: G1 Mundo

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Países invadiram smartphones de milhares de pessoas com programa de empresa de Israel, segundo consórcio de jornais


Jornais afirmam que há uma lista de 50 mil smartphones que podem ter sido alvos de um software de espionagem chamado Pegasus. A lista foi descoberta por duas organizações sem fins lucrativos, a Forbidden Stories e a Anistia Internacional. Jornais afirmam que há uma lista de 50 mi smartphones invadidos pelo malware Pegasus
Freestocks/Unsplash
Jornalistas, grupos de ativistas e políticos de oposição de 50 países podem ter tido seus smartphones invadidos por um programa de espionagem chamado Pegasus.
Programas de computador que têm como função invadir outros computadores são conhecidos como malware. O Pegasus foi criado por uma empresa de Israel, o NSO Group. A história foi revelada no domingo (18) por jornais do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Imagem de julho de 2020 de Hatice Cengiz, noiva do jornalista Jamal Khashoggi, que foi assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul
Emrah Gurel/AP
O Pegasus é uma ferramenta extremamente invasiva, que pode ligar a câmera e o microfone do celular, bem como acessar dados do dispositivo, convertendo-o em um espião de bolso.
Em alguns casos, ele pode ser instalado sem a necessidade de enganar o usuário para que ele faça um download, que é a maneira mais comum de invadir um aparelho.
A empresa israelense vendeu o programa para governos de países. Supostamente, eram os clientes dessa empresa que decidiam quais eram os smartphones que seriam invadidos.
Já foram identificados mais de mil pessoas, em 50 países, que foram alvo do malware do NSO Group.
Entre eles, há 189 jornalistas, mais de 600 políticos ou dirigentes de governo, ao menos 65 executivos de empresas, 85 ativistas de direitos humanos e alguns líderes de Estado, segundo o “Washington Post”.
Como surgiu a história?
A Forbidden Stories, uma organização sem fins lucrativos de Paris, e a Anistia Internacional conseguiram uma lista de 50 mil números de telefones que podem ter sido invadidos pelo malware israelense.
As duas entidades procuraram um grupo de 16 jornais internacionais para formar um consórcio que tenta descobrir quem são as vítimas da espionagem.
É esse consórcio que conseguiu identificar os mil primeiros nomes e tenta chegar aos 50 mil da lista.
Não foi revelado como a Forbidden Stories teve acesso aos 50 mil números de smartphones que foram invadidos.
O consórcio acredita que os números da lista são alvos em potencial dos clientes do NSO.
Resposta da empresa
O NSO Group disse que o relatório da Forbidden Stories elabora teorias sem comprovação e é cheio de suposições erradas. A empresa nega que tenha mantido uma lista de alvos em potencial.
A empresa afirma que o Pegasus é vendido apenas para agências governamentais que são aprovadas e que é usado apenas para perseguir terroristas e grandes criminosos. Além disso, o NSO Group diz que não tem acesso aos dados de seus clientes.
A lista de clientes não é revelada. O NSO Group afirma que vende sua tecnologia somente para governos que são aprovados por Israel para identificar terroristas e acabar com redes de pedofilia e tráfico de drogas ou pessoas.
A empresa também afirma que o Pegasus ajudou a salvar milhares de vidas.
Fundado em 2010 pelos israelenses Shalev Hulio e Omri Lavie, o NSO tem sede no centro de alta tecnologia israelense de Herzliya, perto de Tel Aviv, e emprega centenas de pessoas em Israel e ao redor do mundo.
Jornalistas vítimas do malware
Entre os jornalistas que foram vítimas do programa israelense há pessoas que trabalham para as agências Associated Press e Reuters, para os jornais “The Wall Street Journal”, “The Financial Times” e “Le Monde” e para a rede CNN.
O “Washington Post” identificou 37 números de smartphones de seus funcionários na lista. O “Guardian” encontrou o número de 15 de seus jornalistas.
A agência Associated Press identificou os números de dois repórteres.
A Anistia Internacional afirmou que na lista também consta o número de telefone de Hatice Cengiz, a noiva do jornalista Jamal Khashoggi, assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul em 2018 (o smartphone dela foi incluído no rol quatro dias depois do assassinato).
Países mais afetados
Dos 50 mil smartphones da lista da Forbidden Stories e da Anistia Internacional, 15 mil são do México. Além do México, há muitos números da Arábia Saudita e de outros países do Oriente Médio.
Também há números da França, Hungria, Índia, Azerbaijão, Cazaquistão e Paquistão, entre outros.
O “Washington Post” informou que 15. mil números de telefone estavam no México e afetavam políticos, líderes sindicais, jornalistas e críticos do governo.
Há o número de um jornalista independente mexicano que foi assassinado semanas depois que seu smartphone foi adicionado à lista. Seu telefone nunca foi encontrado e não está claro se ele foi hackeado.
Os serviços de segurança marroquinos utilizaram o software espião para invadir o celular de quase 30 jornalistas e executivos de grupos de comunicação franceses, segundo a investigação.
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Fonte: G1 Mundo

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Chuvas na Europa: sobe o número de mortos na Alemanha e na Bélgica


Danos e destroços de enchentes perto do rio Ahr, na cidade de Bad Neuenahr, em foto de 18 de julho de 2021 na Alemanha
Thomas Frey/DPA via AP
As inundações causadas pelas fortes chuvas na Europa já deixaram 196 mortos na Alemanha e na Bélgica, segundo balanço atualizado divulgado nesta segunda-feira (19).
São 165 mortes na Alemanha (117 na região da Renânia-Palatinado, 47 na da Renânia do Norte-Westfalia e 1 na Baviera) e outras 31 na vizinha Bélgica.
Há centenas de feridos e vários desaparecidos. Na Renânia-Palatinado são 749 feridos, segundo a porta-voz da polícia de Koblenz, Verena Scheuer.
O rio Ahr passa por casas destruídas em Insul, na Alemanha, em 15 de julho de 2021. O rio transbordou e causou rastro de destruição devido às fortes chuvas.
Michael Probst/AP
O ministro do Interior, Horst Seehofer, visitará nesta segunda as zonas afetadas, em particular Bad Neuenahr-Ahrweiler, um dos vales arrasados pelas inundações.
O balanço fatal das inundações deixou o ministro Seehofer no centro de uma polêmica sobre uma eventual falha dos sistemas de alerta à população.
A Alemanha está em choque com o maior desastre natural na história recente do país.
No domingo, a chanceler Angela Merkel visitou a localidade de Schuld, perto de Bonn, onde a cheia do rio Ahr provocou a destruição de parte do centro histórico.
“O idioma alemão tem problemas para encontrar as palavras para descrever a devastação provocada”, disse Merkel, que descreveu uma situação “surreal” e prometeu a ajuda do Estado federal.
A partir de quarta-feira, o governo entregará ajudas de emergência de pelo menos 300 milhões de euros (quase 350 milhões de dólares), antes de elaborar um vasto programa de reconstrução de bilhões de euros.
Cientistas e analistas políticos afirmaram que o desastre era uma consequência do aquecimento global.
Merkel pediu no domingo um “grande esforço” para acelerar as políticas de luta contra a mudança climática.

Fonte: G1 Mundo

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Japão condena americanos que ajudaram Carlos Ghosn a fugir


Imagem de 30 de dezembro de 2019 mostra Michael L. Taylor (centro) e George-Antoine Zayek no controle de passaportes do Aeroporto de Istambul, na Turquia. Os americanos Michael Taylor e seu filho Peter Taylor são julgados em Tóquio nesta segunda-feira, 14 de junho de 2021, sob suspeita de ter ajudado o brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, a fugir do Japão para o Líbano em dezembro de 2019.
DHA via AP
Dois americanos foram condenados nesta segunda-feira (19) por um tribunal de Tóquio por terem ajudado o brasileiro Carlos Ghosn, ex-CEO da Renault e da Nissan, a fugir do Japão no fim de 2019.
Michael Taylor, de 60 anos, foi condenado a dois anos de prisão e seu filho Peter Taylor, de 28 anos, a um ano e oito meses.
Eles eram julgados desde o mês passado em Tóquio.
Carlos Ghosn fugiu do Japão escondido em uma caixa de equipamento de som.
Michael e Peter Taylor aceitaram as acusações e pediram desculpas no tribunal. Os dois afirmaram que lamentavam suas ações.
No início de julho, a Promotoria solicitou dois anos e 10 meses de prisão para Michael Taylor e dois anos e meio para seu filho.
Os advogados haviam solicitado condenações com suspensão condicional das penas, argumentando em particular que Carlos Ghosn foi o principal instigador de toda a operação e que os Taylor já passaram 10 meses em prisão provisória nos Estados Unidos antes da extradição para o Japão.
Mas o juiz Hideo Nirei destacou nesta segunda-feira que este foi um “crime grave” porque a perspectiva de ver Ghosn julgado no Japão algum dia praticamente desapareceu.
“Os dois acusados conseguiram com êxito uma fuga ao exterior sem precedentes e tiveram um papel proativo nesta operação”, afirmou o juiz.
– Dinheiro como motivação -Nirei disse ainda que pai e filho foram motivados pelo dinheiro, e não porque Michael Taylor tem, por meio de sua esposa, relações distantes de parentesco com a família de Ghosn no Líbano.
De acordo com os investigadores, os Taylor receberam de Ghosn 862.500 dólares para preparar a operação e depois o equivalente a 500.000 dólares em bitcoins para pagar os gastos com advogados.
Carlos Ghosn mora no Líbano desde sua fuga, o que significa que o ex-CEO da Renault e Nissan está fora do alcance da justiça japonesa porque Beirute não extradita seus cidadãos.
Os Taylor foram detidos nos Estados Unidos em maio de 2020 e extraditados ao Japão em março para o julgamento.
Outro suposto cúmplice, um homem de origem libanesa chamado George-Antoine Zayek que ajudou os Taylor no Japão, continua foragido.
No fim de 2019, Carlos Ghosn estava em liberdade sob fiança em Tóquio, com a proibição de sair do Japão à espera do julgamento por suposta frauda financeira, acusação que sempre negou, quando estava à frente da Nissan.
Em 29 de dezembro de 2019, depois de viajar de maneira incógnita de Tóquio a Osaka no Shinkansen, o trem de alta velocidade japonês, ele se escondeu em uma grande caixa de equipamento de som, perfurada com pequenos orifícios discretos para permitir sua respiração.
A estratégia permitiu evitar os controles na alfândega do aeroporto internacional de Kansai, pois na época a inspeção de bagagem não era obrigatória para os passageiros de um voo privado.
O avião seguiu para Istambul, Turquia, onde Ghosn embarcou em outra aeronave alugada e viajou até Beirute.
Em fevereiro, três pessoas – um funcionário de uma empresa de aviões e dois pilotos – vinculadas à fuga foram condenadas a mais de quatro anos de prisão em Istambul.
A fuga de Ghosn não impediu o início no ano passado de um julgamento penal em Tóquio sobre dezenas de milhões de dólares em compensações diferidas que o executivo da Nissan receberia após a aposentadoria, mas que não foram mencionados nos relatórios enviados à Bolsa pelo grupo.
O americano Greg Kelly, ex-diretor jurídico da Nissan que foi detido no mesmo dia que Ghosn em novembro de 2018, é atualmente o único no banco dos réus pelo caso, já que a Nissan está sendo julgada como pessoa jurídica.
Kelly, 64 anos, pode ser condenado a até 10 anos de prisão no julgamento. A Nissan se declarou culpada.

Fonte: G1 Mundo