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União Europeia multa BMW e Volks por cartel na redução de emissões

Segundo comissão, empresas ‘conspiraram’ para evitar a concorrência em reduzir emissões para além do que é exigido por lei, apesar de terem tecnologia disponível. Daimler também foi declarada culpada, mas não recebeu multa. A Comissão Europeia anunciou, nesta quinta-feira (8), uma multa total de 875 milhões de euros (o equivalente a mais de US$ 1 bilhão) aos gigantes do setor automotivo alemão BMW e Volkswagen por um pacto para burlar normas de livre-concorrência em matéria de redução de emissões.
Em uma nota oficial, a comissária europeia de Concorrência, Margrethe Vestager, afirmou que as duas empresas “violaram as regras anticoncorrência da UE” e conspiraram para restringir o uso de novas tecnologias.
Outro gigante alemão do setor, a Daimler, que também participou deste acordo, mas revelou sua existência, foi declarado culpado, sem receber multa.
De acordo com Vestager, essas três empresas, além da Audi e da Porsche, “têm a tecnologia para reduzir as emissões perigosas, para além do que é legalmente exigido pelos padrões europeus. Mas evitaram a concorrência no uso do potencial dessa tecnologia”.
A UE “não tolera quando empresas conspiram”, frisou a comissária, acrescentando que “não hesitaremos em tomar ações contra qualquer forma de cartel” que ameace os esforços adotados em matéria de redução de emissões.
Daimler, BMW e Volkswagen tiveram constantes reuniões técnicas de alto nível e, “durante cinco anos, conspiraram para evitar a concorrência em reduzir emissões para além do que é exigido por lei, apesar de terem tecnologia disponível”.
Os fabricantes alcançaram, em particular, um acordo para limitar a introdução de ureia (“AdBlue”) nos motores a diesel, limitando, com isso, a capacidade de reduzir emissões, segundo a comissão.
Pela medida, a Volkswagen recebeu uma multa de 502 milhões de euros (em torno de US$ 590 milhões), e a BMW, de 372 milhões de euros (US$ 440 milhões). A Daimler “não recebeu a multa, porque revelou a existência do cartel à Comissão Europeia.
“Todas as partes admitiram sua participação no cartel”, informa a nota de Vestager.
O caso abre um precedente ao estender a aplicação da lei de concorrência europeia a conversas de nível técnico entre participantes da indústria.
Em um comunicado, a BMW acusou a Comissão Europeia de entrar, com sua decisão, em “território inexplorado para a legislação antitruste”, já que a investigação não se referia a acordos territoriais, ou para manipular preços, mas impôs multas mesmo assim. Para a empresa, as acusações da Comissão são “exageradas e injustificadas”.

Fonte: G1 Mundo

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Papa condena ‘toda forma de violência’ após homicídio de presidente do Haiti


O pontífice desejou ‘um futuro fraternal, de harmonia, solidariedade e prosperidade’ para o povo haitiano. Imagem de 2018 mostra o presidente do Haiti, Jovenel Moise, com o Papa Francisco
Alberto Pizzoli/Reuters
O Papa Francisco manifestou, nesta quinta-feira (8), sua tristeza e condenou toda forma de violência após o assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moise.
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Francisco se encontra internado em um hospital de Roma após ser operado do cólon e enviou uma mensagem escrita pelo seu secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin.
O pontífice condenou “todas as formas de violência como meio para resolver crises e conflitos” e desejou “um futuro fraternal, de harmonia, solidariedade e prosperidade” para o povo haitiano.
Na mensagem, ele também enviou “suas condolências ao povo haitiano” e à esposa do presidente, Martine Moise, gravemente ferida e levada de avião para Miami.
“Confio sua vida a Deus”, escreveu Francisco.
Na quarta-feira (7), a polícia matou quatro homens, possivelmente mercenários envolvidos no assassinato do presidente e prenderam outros dois suspeitos. Nem a identidade, nem as motivações dos agressores foram divulgadas até o momento.
O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta quinta para discutir a situação no Haiti e exigiu que os responsáveis pelo assassinato “sejam rapidamente levados à Justiça”.
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Fonte: G1 Mundo

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Lei na Noruega obriga influenciadores admitir retoque de fotos


A nova regra faz parte de um esforço para diminuir a pressão pelo corpo perfeito entre os mais jovens. Madeleine Pedersen, influenciadora norueguesa, espera que a lei impeça jovens de se comparem a fotos irreais
Madeleine Pedersen via BBC
Barrigas chapadas, lábios carnudos, pele lisa feito pêssego… Quando olhamos as fotos publicadas nas redes sociais, é difícil saber às vezes o que é real ou que partes foram editadas.
Mas será que um aviso indicando que as publicações possuem filtros ou passaram por alguma modificação ajudaria a melhorar a autoestima dos usuários?
Na Noruega, uma nova lei em vigor exige que influenciadores digitais não postem fotos editadas sem informar o que fizeram nas imagens.
As regras afetarão qualquer postagem paga em plataformas de mídia social, como parte de um esforço para “reduzir a pressão nos mais jovens sobre a aparência de seus corpos”.
Por ora, não existem discussões e projetos de lei sobre a questão da edição de imagens nas redes sociais no Brasil.
‘Precisamos de uma lei como essa’
Madeleine Pedersen, de 26 anos, é uma influenciadora norueguesa no Instagram.
Pedersen disse ao programa Radio 1 Newsbeat, da BBC, que é hora de as regras mudarem e que ela espera que a lei impeça os jovens de serem comparados a imagens que não refletem a realidade.
“Há muitas pessoas que se sentem inseguras com o próprio corpo ou o rosto. Eu mesma já lutei com problemas corporais devido ao Instagram no passado”, admite.
“A pior parte é que nem sei se as outras garotas que eu admirava editaram suas fotos ou não. Então, todos nós precisamos de respostas, precisamos de uma lei como essa.”
Madeleine não sente necessidade de editar sua aparência nos seus posts, que atingem um público superior a 90 mil pessoas.
Ela admite que altera “a luz, as cores e a nitidez para uma melhor ambientação”, mas diz que nunca usaria um aplicativo para mudar seu rosto ou seu corpo.
‘Há muitas pessoas que se sentem inseguras com o próprio corpo’
@petronellegrotvdt via BBC
Os objetivos
O site do governo norueguês afirma que a ideia da lei é ajudar a aliviar a pressão gerada por “pessoas idealizadas na publicidade”.
“Entre outras coisas, identificar a publicidade retocada ou manipulada mostra que o corpo da pessoa naquela peça se desvia da realidade em termos de forma, tamanho ou aparência”, acrescenta.
A legislação também vale para quando as mudanças são feitas por meio de filtros aplicados às imagens, recursos comuns em aplicativos como Snapchat e Instagram.
Ela afeta qualquer pessoa que faça postagens com uma promoção paga nas redes sociais. Isso impacta, claro, muitos influenciadores, atores e cantores.
Pedersen acredita que os novos requisitos tornarão os influenciadores noruegueses menos propensos a alterar digitalmente suas fotografias. “Eles ficarão com vergonha de admitir, então, editarão menos”, opina.
“Você é linda. Não jogue isso fora pelo gosto e pelas preferências de outras pessoas. Isso não reflete a vida real”, aconselhou a influenciadora.
Outras causas
Eirin Kristiansen, uma influenciadora de 26 anos que mora em Bergen, na Noruega, concorda que a lei é um “passo na direção certa”, mas acredita que ela “não foi muito bem pensada”.
“Para mim, parece mais um atalho para consertar um problema, que não vai melhorar”, disse Kristiansen à BBC.
Kristiansen concorda que a lei é um ‘passo na direção certa’, mas acredita que ‘não foi muito bem pensada’
Eirin Kristiansen via BBC
“Os problemas de saúde mental são causados ​​por muitas outras coisas além de uma foto editada, e um rótulo nas postagens não mudará a forma como os meninos e meninas realmente se sentem, na minha opinião.”
Um estudo realizado por parlamentares do Reino Unido no ano passado descobriu que a maioria dos menores de 18 anos acreditava que as fotos publicadas nas mídias sociais influenciavam “extremamente” sua imagem corporal.
Apenas 5% dos adolescentes que participaram da pesquisa disseram que não pensavam em mudar a própria aparência com dietas ou cirurgias.
Kristiansen diz que não edita suas fotos, mas que brinca com “luzes e cores” para produzir um certo “clima”.
“Acho que devemos nos concentrar mais em como podemos aprender a ser seletivos com o que vemos e como a mídia social realmente funciona”, diz.

Fonte: G1 Mundo

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Canadense condenado por roubo a banco em Singapura escapa de açoite


David James Roach assaltou agência em 2016 e foi extraditado do Reino Unido para Singapura em 2020, após a garantia de que ele não seria açoitado (pena obrigatória na cidade-estado). Policiais escoltam o canadense David James Roach em Singapura, em março de 2020, após a sua extradição do Reino Unido
Polícia de Singapura via Reuters
Um canadense que protagonizou um raro assalto a banco em Singapura foi condenado a cinco anos de prisão e seis açoites com vara, mas escapou do castigo físico devido a um acordo que permitiu sua extradição.
David James Roach, que roubou uma agência do Standard Chartered Bank em 2016, foi extraditado do Reino Unido para Singapura em 2020, após a cidade-estado asiática garantir que ele não seria açoitado.
O jovem de 31 anos se declarou culpado por roubo a banco e lavagem de dinheiro, por ter tirado o dinheiro roubado do país, e foi sentenciado na quarta-feira (7).
Legado do período colonial britânico, o açoite com vara ratan é uma punição comum em Singapura e pena obrigatória na cidade-estado asiática em casos de roubo.
Mas o Ministério do Interior e o Ministério Público de Singapura disseram estar fazendo “os procedimentos necessários para cumprir a garantia dada ao governo britânico” (de que Roach não será açoitado).
Roach invadiu o banco e levou US$ 30 mil dólares singapurianos (mais de R$ 115 mil na cotação atual), após apresentar um bilhete ameaçador. Foi um roubo bastante incomum em um país com índices de criminalidade extremamente baixos.
Fuga, prisão e extradição
O canadense primeiro fugiu para Bangcoc, capital da Tailândia, onde foi preso sob a acusação de entrar com dinheiro roubado no país. Mas as autoridades locais se recusaram a enviá-lo para Singapura porque os dois países não têm acordo de extradição.
Após ser solto, Roach foi detido no aeroporto Heathrow de Londres, quando voltava para o Canadá, e Singapura solicitou sua extradição ao Reino Unido.
Singapura e o Reino Unido têm um tratado de extradição, mas o governo britânico só concordou em deportar Roach se a cidade-estado aceitasse não aplicar a punição física.
O Reino Unido aboliu os açoites como forma de punição há décadas e se recusa a realizar extradições para países onde este tipo de pena ainda é aplicado.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Tóquio ficará sob estado de emergência por Covid durante a Olimpíada, anuncia premiê


Premiê do Japão anunciou que medida para frear o contágio do vírus declarado mais uma vez e vai durar até 22 de agosto. Jogos Olímpicos começam daqui a 15 dias. Nuvens de chuva sobre o Estádio Nacional de Tóquio, 23 de junho de 2021, a 1 mês antes da abertura da Olimpíada
Kiichiro Sato/AP
O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, anunciou nesta quinta-feira (8) que será declarado estado de emergência em Tóquio mais uma vez, diante do aumento de casos de Covid-19, e a capital japonesa permanecerá assim durante a Olimpíada, que começa daqui a 15 dias.
Adiados em 2020 por causa do novo coronavírus, os Jogos Olímpicos estão previstos para ocorrer entre 23 de julho e 8 de agosto deste ano e os Jogos Paralímpicos, entre 24 de agosto e 5 de setembro.
Suga afirmou que o estado de emergência em Tóquio vai durar até 22 de agosto, depois do fim dos Jogos Olímpicos e 2 dias antes do início dos Jogos Paralímpicos.
O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, em foto de 22 de janeiro de 2021
Kazuhiro Nogi/AFP

Fonte: G1 Mundo

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Alemães quebram recorde e cruzam corda-bamba de 2.000 metros sobre desfiladeiro na Lapônia; assista

Os quatro equilibristas precisaram enfrentar uma altura de 600 metros ao caminhar entre duas montanhas. VÍDEO: Alemães quebram recorde e cruzam corda-bamba de 2 mil metros de comprimento
Quatro equilibristas da Alemanha quebraram, no fim de semana, um recorde ao cruzar uma corda-bamba de 2.000 metros sobre um desfiladeiro da Lapônia sueca – que faz divisa com a Noruega.
Para cumprir com o desafio, todos eles precisaram encaram uma altura de cerca de 600 metros e seguir pela estrutura ligada no topo de duas montanhas da região (veja no vídeo acima).
O primeiro a cruzar a corda foi Quirin Herterich, que disse em entrevista à agência de notícias Reuters que o truque foi ir “bem devagar e tranquilo”.
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David Sjostrom – que não cruzou, mas foi responsável por garantir a segurança de toda a estrutura – disse que a maior dificuldade está no vento, que atinge com força essa área aberta.
Seguiram ainda neste empreitada: Lukas Irmler, Ruben Langer e Friedi Kuehne. Todos chegaram ao outro lado em segurança.
Para montar tudo, eles precisaram de dois dias, com as escaladas e passagem das cordas entre as duas montanhas. E o trabalho não precisou parar durante a noite.
Isso porque a região fica dentro do Círculo Polar Ártico que, a essa altitude, e durante o verão no hemisfério norte, o sol praticamente não se põe.

Fonte: G1 Mundo

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Polícia do Haiti anuncia morte e prisão de supostos envolvidos em assassinato de presidente


Segundo porta-voz, quatro mercenários envolvidos no atentado morreram e dois foram presos; eles mantinham como reféns três policiais, que foram libertados. Presidente Jovenel Moise foi morto em sua casa na madrugada desta quarta-feira (7) e primeira-dama, gravemente ferida, foi levada aos EUA para tratamento. VÍDEO: presidente do Haiti é assassinato em ataque na residência oficial
Um porta-voz da polícia do Haiti, Léon Charles, disse na noite desta quarta-feira (7) que quatro mercenários que teriam participado do assassinato do presidente Jovenel Moise foram mortos, e que outros dois foram presos.
Ele afirmou ainda que três policiais que tinham sido capturados pelo grupo foram libertados.
Moise foi morto em um ataque a tiros em sua casa, na capital Porto Príncipe, na madrugada desta quarta. No atentado, a primeira-dama Martine Moise, ficou gravemente ferida. Ela foi levada aos Estados Unidos, onde está internada em estado grave, mas estável.
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Ato odioso
O primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph. afirmou em comunicado que o assassinato de Moise foi um “ato odioso, desumano e bárbaro”.
“Um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam em espanhol, atacou a residência privada do presidente da República” por volta da 1h e “feriu mortalmente o chefe de Estado”.
As línguas oficiais do país, que vive grave crise política, econômica e social (veja mais abaixo), são o francês e o crioulo haitiano.
Ele pediu à população “que se acalme” e afirmou que “a situação da segurança no país está sob o controle da Polícia Nacional haitiana e das Forças Armadas do Haiti”. “Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e proteger a nação”.
Horas depois, o premiê interino decretou estado de emergência no país. Ainda não está claro quem vai assumir a presidência do Haiti, pois:
Joseph não chegou a ser oficializado no cargo de primeiro-ministro, por isso ocupa o posto interinamente;
O presidente da Suprema Corte, que poderia assumir a Presidência, segundo a Constituição, morreu de Covid-19 no mês passado e ainda não foi substituído.
Crise política
O Haiti vive uma grave crise política, econômica e social. Jovenel Moise dissolveu o Parlamento e governava por decreto há mais de um ano, após o país não conseguir realizar eleições legislativas, e queria promover uma polêmica reforma constitucional.
O presidente do Haiti, Jovenel Moïse, em foto de 2019
Retamal de Hector/AFP
A oposição o acusava de tentar aumentar seu poder, inclusive com um decreto que limitava os poderes de um tribunal que fiscaliza contratos governamentais e outro que criava uma agência de inteligência que respondia apenas ao presidente.
Ele dizia que ficaria no cargo até 7 de fevereiro de 2022, em uma interpretação da Constituição rejeitada pela oposição. Para eles, o mandato do presidente havia terminado em 7 de fevereiro deste ano.
Em fevereiro, autoridades do país disseram ter frustrado uma “tentativa de golpe” de Estado contra o presidente, que também seria alvo de um atentado malsucedido (veja no vídeo abaixo).
Mais de 20 pessoas foram presas na ocasião, inclusive um juiz federal do Tribunal de Cassação e a inspetora-geral da Polícia Nacional.
Governo do Haiti diz ter sofrido tentativa de golpe
Problemas desde a eleição
A disputa sobre o fim do mandato era consequência da primeira eleição de Moise. Ele foi eleito em outubro de 2015 para um mandato de cinco anos, em um pleito cancelado por fraudes, venceu uma nova disputa no ano seguinte e tomou posse apenas em 2017.
Moise foi eleito com 600 mil votos em um país com 11,3 milhões de habitantes. Pouco conhecido antes das eleições, ele conseguiu vencer com o apoio do ex-presidente Michel Martelly.
Eleições legislativas e municipais estavam agendadas para ocorrer neste ano, mas foram adiadas para 2022. Com o vácuo de poder, Moise manteve a posição de continuar no cargo por mais um ano, apesar das críticas da oposição.
VEJA TAMBÉM: A crescente e perigosa instabilidade no Haiti, país que teve quase 20 governos em 35 anos
O presidente do Haiti, Jovenel Moise, em uma cerimônia em 2018
Dieu Nalio Chery/AP
Pobreza extrema
O Haiti é a nação mais pobre das Américas e tem um longo histórico de ditaduras e golpes de Estado. Nos últimos meses, enfrentava uma crescente crise política e humanitária, com escassez de alimentos e violência nas ruas.
O PIB per capita do país é de US$ 1,6 mil por ano (cerca de R$ 8,5 mil), e cerca de 60% da população vive com menos de US$ 2 por dia (pouco mais de R$ 10).
O Haiti tem 11,3 milhões de habitantes, faz fronteira com a República Dominicana na ilha Hispaniola, no Caribe, e tem um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo: 0,51.
Colonizado em 1492, após a chegada de Cristóvão Colombo à América, o Haiti foi o primeiro país do continente a conquistar a sua independência e a primeira república a ser liderada por negros, quando derrubou o domínio francês no começo do século XIX.
O país já foi invadido e sofreu intervenção dos EUA no século XX e tem um longo histórico de ditadores, como François “Papa Doc” Duvalier e seu filho, Jean-Claude “Baby Doc”. A primeira eleição livre do país ocorreu em 1990, mas Jean-Bertrand Aristide foi deposto por um golpe no ano seguinte.

Amanda Paes/G1
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PRESIDENTE DO HAITI ASSASSINADO×

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Fonte: G1 Mundo

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Coreia do Sul registra recorde de novos casos de Covid-19 em um só dia desde o início da pandemia


Vacinação lenta e variante delta preocupam autoridades coreanas. País vinha controlando bem o coronavírus com uma política rigorosa de testagem e rastreamento. Pessoas caminham nas ruas de Seul, Coreia do Sul, em 5 de julho
Kim Hong-Ji/Reuters
Autoridades sanitárias da Coreia do Sul registraram nesta quinta-feira (8) (noite de quarta em Brasília) maior número de novos casos de Covid-19 no país em um só dia: foram 1.275 registros novos de coronavírus nas últimas 24 horas.
O primeiro-ministro Kim Boo-kyum alertou para uma quarta onda da pandemia no país, que vinha controlando bem o vírus com medidas rigorosas de isolamento e rastreamento. No entanto, a vacinação ainda patina: o percentual de pessoas completamente vacinadas na Coreia do Sul estava em cerca de 10%, segundo o site Our World In Data.
A preocupação neste momento, dizem as autoridades sul-coreanas, é com jovens entre 20 e 30 anos que ainda não tomaram a vacina. Há, ainda, uma vigilância reforçada contra a variante delta, considerada mais transmissível e que já chegou à Coreia do Sul.
Mesmo assim, com as políticas rigorosas de rastreamento, a Coreia do Sul registra números relativamente baixos para sua população de 51 milhões de habitantes: foram pouco mais de 2 mil mortes desde o início da pandemia.
A expectativa é que, com a nova alta de casos especialmente na capital Seul, a Coreia do Sul volte atrás na flexibilização e retome medidas de confinamento e distanciamento.
Tóquio-2020 pode não ter torcedores
Tóquio cancela revezamento da tocha nas ruas do Japão
O governo do Japão está estudando a possibilidade de proibir torcedores nas Olimpíadas, segundo um texto da agência Reuters desta quarta-feira (7). A prefeitura cancelou os eventos públicos de revezamento da tocha olímpica.
Espera-se que um estado de emergência seja decretado em Tóquio 16 dias antes do evento começar (a abertura está prevista para o dia 23).
O primeiro-ministro, Yoshihide Suga, disse que o governo vai tomar uma decisão na quinta-feira a respeito da presença de torcedores nos estádios.
Os especialistas médicos afirmam há semanas que fazer os jogos sem torcedores é a opção menos arriscada.
Os organizadores já proibiram a presença de torcedores de outros países. Além disso, também já tinham determinado que a presença máxima seria de metade da capacidade (ou seja, no máximo 10 mil pessoas).

Fonte: G1 Mundo

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Apagão de energia afeta 15 milhões de pessoas na América Central


Honduras e Nicarágua foram países mais atingidos, mas partes de El Salvador e Guatemala também foram afetadas. Falha regional já havia forçado o sistema a declarar ‘estado de emergência’ mais cedo. Postes de energia em Manágua, na Nicarágua, em foto de 2017
Reuters/Oswaldo Rivas
Um apagão de energia de grande magnitude afetou por mais de duas horas nesta quarta-feira (7) pelo menos 15 milhões de pessoas em alguns países da América Central, especialmente Honduras e Nicarágua, informaram autoridades.
O apagão também deixou partes de El Salvador e da Guatemala sem energia. Costa Rica e Panamá não tiveram problemas, disse um executivo do Ente Operador do Mercado Elétrico Regional (EOR), que fornece energia para os países da região.
A América Central tem uma população de cerca de 50 milhões de habitantes distribuídos em sete países.
“São aproximadamente 15 milhões de pessoas afetadas durante este apagão regional”, disse o diretor executivo do EOR, René González.
Mais cedo, a empresa havia relatado em sua conta no Twitter que às 13h, horário local, ocorreu uma falha regional que forçou o sistema elétrico da América Central a declarar um “estado de emergência”.
Uma hora depois, Guatemala e El Salvador tiveram a energia restabelecida na maior parte dos dois países, segundo autoridades.
Posteriormente, Honduras recuperou a eletricidade na maior parte do país, informou o chefe da empresa nacional de eletricidade, ENEE, Luis Deras.
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Fonte: G1 Mundo

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Ex-presidente Jacob Zuma é preso na África do Sul


O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi preso nesta quarta-feira (7), iniciando o cumprimento de sua sentença de 15 meses de detenção.
Segundo o jornal “New York Times”, a polícia foi até a casa dele em um comboio com 40 veículos, embora sua família diga que ele tenha se entregado voluntariamente. Mais cedo, a fundação que leva o nome do ex-presidente informou que ele se apresentaria à Justiça nesta quarta.
Zuma, de 79 anos, deveria ter começado a cumprir pena no domingo, mas a Justiça do país aceitou ouvir seus argumentos no dia 12 de julho, e suspendeu a ordem até lá. Naquele dia, centenas de apoiadores se aglomeraram do lado de fora de sua casa.
Em sua cidade, Nkandlka, Zuma não conversou com seus apoiadores. Ele, no entanto, passou por eles, e sem máscara. Homens com roupas tradicionais da Nação Zulu faziam a segurança.
Zuma era tido como um veterano da luta contra o regime de aparheid. No entanto, desde que ele saiu da presidência, em 2018, foi envolvido em escândalos.
O ex-líder pediu que a pena seja anulada por ser excessiva e também por expô-lo aos riscos de uma infecção pelo coronavírus.
Para ele, a pena é uma declaração política. Ele diz ainda que é vítima de uma caçada às bruxas e que a promotoria é enviesada.
O ex-presidente é acusado de corrupção antes e durante sua gestão. Ele teria permitido que três empresários recebessem dinheiro de forma ilegal do Estado. Além disso, Zuma também é investigado pela negociação de um contrato de US$ 2 bilhões em armas, firmado quando ele era vice-presidente.
Jacob Zuma discursa perto de sua casa em Nkandla, na África do Sul, em 4 de julho
Rogan Ward/Reuters
Condenação
Jacob Zuma foi condenado a 15 meses de prisão por desacato à Justiça, após se negar a comparecer a uma comissão anticorrupção, no final de junho.
O ex-presidente compareceu apenas uma vez diante da comissão e  ignorou várias convocações posteriores. Ele alegava razões médicas ou que estava preparando sua defesa para outros casos.
Escândalos e renúncia
O sul-africano enfrenta várias acusações de fraude, corrupção e crime organizado, relacionados à compra em 1999 de equipamentos militares de cinco empresas europeias de armamento.
Na época, Zuma era vice-presidente do país. Posteriormente, ele presidiu a África do Sul entre 2009 e 2018 e renunciou em meio a uma série de escândalos (veja no vídeo abaixo).
Presidente da África do Sul, Jacob Zuma renuncia ao cargo
Ele só renunciou após ser forçado pelo seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), o mesmo de Nelson Mandela.
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Fonte: G1 Mundo