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Imigração: a triste história do menino de 2 anos encontrado sozinho no México


Autoridades acharam Wilder abandonado em uma rodovia no sudeste do país, após escapar de uma viagem infernal em um caminhão em que um jovem morreu. Wilder saiu de Honduras com o pai no fim de junho
Reuters via BBC
O menino Wilder, de 2 anos, foi encontrado sozinho e sem camisa, ao lado do corpo sem vida de um migrante, em uma estrada no sudeste do México.
Ele havia partido no final de junho com o pai de uma pequena cidade do município de Santa Rita, no oeste de Honduras, com destino aos Estados Unidos.
No entanto, em um ponto ao longo do caminho, eles se separaram, e Wilder ficou na companhia de um grupo de imigrantes desconhecidos.
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Autoridades mexicanas da Guarda Nacional e do Instituto Nacional de Imigração (INI) o encontraram no dia 28 de junho, em uma rodovia perto de Las Choapas, em Veracruz, que imigrantes usam para chegar aos Estados Unidos.
Ele viajava junto a uma centena de pessoas “em condição de superlotação” na traseira de um caminhão de mercadorias sem ventilação.
Os imigrantes “apresentavam sintomas de desidratação e sufocamento” devido ao calor excessivo do veículo, informou o INI em nota. “Infelizmente, o corpo de um jovem sem vida, com cerca de 25 anos, foi encontrado lá.”
De Honduras, a mãe de Wilder lamenta o destino de seu marido e seu filho.
O Instituto Nacional de Imigração acolheu o menino
Reuters via BBC
Embora esteja aliviada pela segurança de ambos, ela clama por ajuda para que ambos cheguem aos Estados Unidos, já que retornar a Santa Rita significaria continuar condenados à pobreza que os obrigou a se dirigir ao norte.
“Que me ajudem a levar meu filho com meu marido para lá, juntos. Mas não só meu filho. Se não for possível, que me devolvam meu filho”, disse ela, aos prantos.
Partida de casa
O pai partiu com Wilder no dia 25 de junho porque tinham escutado rumores de que, apesar do risco, estar acompanhado por um menor poderia dar mais oportunidades de administrar sua passagem pela fronteira para os Estados Unidos.
“Vimos que muitas pessoas estão passando com crianças”, diz a mãe.
MAPA
BBC
Saíram do pequeno município de Santa Rita, região historicamente atingida pela pobreza e pela recente destruição deixada pelos furacões Eta e Iota em 2020.
“Aqui não dá para se sustentar. Quando há trabalho, meu marido ganha cerca de 100 pesos (R$ 21). Ele não trabalhava todos os dias, só quando tinha trabalho”, diz a mãe de Wilder.
No dia 27, eles cruzaram a fronteira da Guatemala com o México. “Desde aquele dia, não tive mais contato com ele, até que fui avisada pelo cônsul (de Honduras no México) de que a criança havia sido encontrada sozinha”, diz García.
Embora ela tenha tido a oportunidade de falar ao telefone com o marido, ainda não está claro por que ele se separou de Wilder em solo mexicano.
Inferno no caminhão
O que as autoridades mexicanas puderam constatar é que a viagem de mais de cem imigrantes no caminhão se transformou em um pesadelo devido às péssimas condições em que viajavam.
“[Os imigrantes] relataram que, horas antes, vários de seus companheiros e companheiras de viagem começaram a desmaiar por falta de ar e calor”, diz o INI.
Um imigrante foi encontrado morto no local onde estava Wilder
REUTERS via BBC
“Outros exigiram, gritando e batendo nas paredes do veículo, que o motorista parasse. Depois de um tempo, o transporte parou e um dos ‘coiotes’ ou supostos ‘guias’ abriu uma das portas, pela qual homens e mulheres começaram a pular e correr até o matagal”.
Oito pessoas ainda estavam no local quando foram as autoridades chegaram. Alguns foram achados “sufocados” dentro do caminhão e outros “deitados” do lado de fora, onde o pequeno Wilder estava parado ao lado de um jovem que havia morrido.
“Com as costas nuas, ele foi abandonado na beira da estrada, entre a barreira de metal, ao lado de roupas no chão, mochilas e embalagens de comida. Nenhum dos adultos afirmou ser parente da criança”, diz o INI.
García soube por uma ligação do Consulado de Honduras que seu filho havia sido encontrado. Mas foi só quando viu no noticiário que percebeu a condição em que se encontrava. “Foi muito difícil para mim”, diz.
Separados
A mãe de Wilder diz que está preocupada com o marido e o filho. “Eles me disseram que Wilder está bem, mas, como ele estava passando por isso, eles tiveram que levá-lo para ver um terapeuta”, explica.
“Meu marido me disse que estava em Tuxtla Gutiérrez (cidade mexicana). Como quase não o deixavam fazer ligações, não pudemos mais conversar. Mas ele estava bem”, acrescenta.
“A assistente que está com Wilder me escreveu. Mandei mensagens, mas quase não me respondem.”
Wilder com uma assistente
REUTERS via BBC
O INI tem a obrigação de repatriar os imigrantes para os seus países, com o apoio das autoridades nacionais de origem.
Mesmo assim, ela insiste que eles precisam de ajuda para levar seu marido aos Estados Unidos e encontrar trabalho. “Espero que eles o ajudem a passar (a fronteira).”

Fonte: G1 Mundo

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Nova York recebe desfile em homenagem aos trabalhadores essenciais da pandemia


Com muito confete e papel picado, médicos, enfermeiros, policiais, bombeiros e cozinheiros foram recebidos no coração da cidade. É a 1ª vez em 2 anos que uma aglomeração como essa é autorizada. Desfile com papel picado em Nova York celebra trabalhadores essenciais na pandemia, foto de 7 de julho de 2021
Brendan McDermid/Reuters
A cidade de Nova York recebeu nesta quarta-feira (7) um desfile em homenagem aos trabalhadores considerados essenciais durante a pandemia de Covid-19.
Com muito confete e papel picado, médicos, enfermeiros, policiais, bombeiros e cozinheiros foram recebidos no coração da cidade.
Essa foi a primeira vez em mais de dois anos que uma aglomeração como essa acontece em uma das maiores cidades do país.
Eventos que promovem aglomeração estavam proibidos por conta da pandemia, mas com a vacinação acelerada, eles voltaram.
Desfile em homenagem a trabalhadores essenciais em Nova York, EUA, em 7 de julho de 2021
Andrew Kelly/Reuters
Desde o início da pandemia em março de 2019, mais de 33 mil pessoas morreram na cidade de Nova York, que já foi considerada como epicentro da epidemia no país.
Chuva de papel picado
Os grandes desfiles para marcar ocasiões de grande importância fazem parte da história da cidade. O primeiro ocorreu em 1886, por ocasião da inauguração da Estátua da Liberdade.
Enquanto o desfile passava pelo distrito financeiro de Wall Street, os corretores da bolsa jogavam pedaços de papel das janelas nas quais estavam inscritos os preços das ações.
Foi uma espécie de chuva de confete que desde então se tornou tradição nos desfiles subsequentes para homenagear chefes de Estado e de governo, dignitários religiosos, líderes militares, atletas e celebridades.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Presidentes mantêm o Haiti sob o signo de miséria, violência armada e instabilidade política


Assassinato de Jovenal Moise é mais um episódio trágico no país mais pobre do continente. Manifestantes em protesto nas ruas de Porto Principe, no Haiti, em dezembro de 2020
Valerie Baeriswyl/AFP
Quem quer que tenha comandado o Haiti nas últimas décadas não foi capaz de romper o tripé de problemas estruturais que sustenta o país mais pobre do continente americano: miséria-violência armada-instabilidade. Em 35 anos, a nação caribenha teve 20 presidentes oriundos das mais variadas dimensões políticas, incluindo alguns generais, um ex-padre, um músico e o mais recente, o empresário Jovenel Moise — assassinado nesta terça-feira (7).
VÍDEO: presidente do Haiti é assassinado em ataque em casa
Ironicamente, o Haiti foi o primeiro país caribenho a abolir a escravidão e pioneiro a tornar-se independente, em 1804. A história, contudo, imprimiu-lhe uma marca distante dos preceitos democráticos, com regimes autoritários e intervenções estrangeiras.
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De 1957 a 1986, o país enfrentou uma ditadura sangrenta e dinástica controlada pelos Duvalier. A deposição de “Baby Doc”, que fugiu para o exílio em Paris, não garantiu a estabilidade esperada ao país.
O Haiti seguiu a trilha de sucessivos golpes de Estado, em que ascenderam e foram derrubados os generais Henry Namphy e Prosper Avril, até o início da década de 1990. O primeiro presidente eleito, Jean Bertrand Aristide, conhecido como “o ex-padre dos pobres”, foi deposto em 1991, mas retornou ao poder, sustentado pelos EUA.
Em 2004, em novo mandato, Aristide fugiu novamente, renunciando após mais uma revolta armada. A sina da violência, alternada com pobreza e corrupção, permeou todos os governos — legitimados ou não.
A epidemia de cólera, em 2011, seguida de um terremoto devastador, no ano seguinte, com 200 mil haitianos mortos, puseram o país sob os holofotes da comunidade internacional. O Haiti passou a ser conhecido como “a república das ONGs”, pela quantidade de ajuda humanitária deslocada para o país.
A realidade reflete mais de seis milhões de pessoas — cerca de 40% da população — vivendo abaixo da linha da pobreza, entre as quais 2,5 milhões em pobreza extrema, com US$ 1,23 por dia. Entre desvalorização da moeda e inflação galopante, ainsegurança alimentar no país só se agrava, segundo relatórios divulgados por agências da ONU.
Na gestão de Moise, áreas aparentemente pacificadas, como Cité Soleil, em Porto Príncipe, voltaram a ser foco de violência entre gangues armadas. Um informe recente das Nações Unidas relata o Haiti dividido em cartéis de gangues armadas que semeiam terror e disputam territórios. Nesta rota de episódios trágicos, portanto, não causa surpresa o brutal assassinato de seu presidente.
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Fonte: G1 Mundo

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Donald Trump diz que irá processar Facebook, Twitter e Google


Presidentes-executivos das empresas, Mark Zuckerberg, Jack Dorsey e Sundar Pichai, também seriam alvos de ação. Perfil do ex-presidente dos EUA sofreu restrições das plataformas no início de 2021. Donald Trump, gesticula enquanto Melania Trump deixam a Casa Branca em Washington, EUA, em 20 de janeiro de 2021
Leah Millis/Reuters
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse nesta quarta-feira (7) que irá processar Facebook, Twitter e Google acusando as gigantes da tecnologia de “censurá-lo”.
A ação de classe, da qual Trump será representante, também terá como alvo os chefes das empresas, respectivamente: Mark Zuckerberg, Jack Dorsey e Sundar Pichai (Alphabet, dona do Google), afirmou Trump, em coletiva de imprensa.
Trump teve seus perfis bloqueados em diversas plataformas on-line em janeiro, após a invasão do Congresso americano por seus apoiadores em meio a apuração das eleições americanas.
O Twitter retirou permanentemente a conta do ex-presidente do ar dois dias depois do incidente, citando preocupações com “incitação à violência”.
A página pessoal de Trump no Twitter tinha quase 89 milhões de seguidores e era o principal meio de comunicação dele com o público.
O Facebook inicialmente o restringiu de fazer novos posts em suas páginas da rede social e do Instagram, que também pertence à Zuckerberg. Em junho, a empresa anunciou que a suspensão de seus perfis seriam mantida até janeiro de 2023.
A decisão foi tomada em resposta ao Comitê de Supervisão da rede social, que, em maio, pediu uma decisão definitiva sobre o caso.
O canal de Trump no YouTube, plataforma que pertence ao Google, está impedido de enviar novos vídeos. O ex-presidente, no entanto, não anunciou processo contra a companhia ou seus líderes.
Facebook, Instagram, YouTube: Trump é bloqueado pelas redes sociais

Fonte: G1 Mundo

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Sobe para 46 o número de mortos em desabamento na Flórida


Desastre em Surfside, na região de Miami, deixou até o momento 46 mortos e 94 desaparecidos. Ao menos dez corpos foram descobertos desde a última atualização das autoridades. Equipes fazem buscas nos escombros do prédio que desabou na região de Miami no fim de junho, foto de 5 de julho de 2021
Lynne Sladky/AP
Subiu para 46 o número e mortos no desabamento de um prédio em Surfside, na região de Miami, informaram as autoridades locais nesta quarta-feira (7). São dez vítimas a mais desde a última atualização.
Ao menos 94 pessoas ainda seguem desaparecidas e podem estar sob os escombros depois de 14 dias de buscas.
A prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine, disse em um pronunciamento emocionado que “o coração de todos bate por aqueles que estão esperando” e pediu por orações às famílias.
“Essa é nossa comunidade, nossos vizinhos e famílias. Os resgatistas estão buscando por seus próprios amigos e familiares”, disse Levine.
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Equipes de resgate vasculham os destroços de prédio que desabou na Flórida em foto de 1º de julho de 2021
Pedro Portal/Miami Herald via AP
No domingo à noite, as autoridades demoliram a parte que ainda restava do prédio residencial que desabou parcialmente há quase duas semanas, por medo de que a tempestade Elsa derrubasse a estrutura.
Risco de queda suspendeu buscas
O receio com o resto do complexo fez com que as buscas fossem interrompidas na quinta-feira (1º), mas elas foram retomadas no mesmo dia.
Nenhum sobrevivente foi retirado dos escombros desde as primeiras horas após o colapso, em 24 de junho.
Não se sabe ainda por que o prédio caiu. Um relatório de 2018 apontava danos estruturais graves no edifício.

Fonte: G1 Mundo

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Decretado estado de emergência no Haiti; novo primeiro-ministro não chegou a ser oficializado, e presidente do Supremo morreu de Covid


Não se sabe ainda quem vai ocupar o cargo de presidente após o assassinato a tiro de Jovenel Moise. Foto da região do palácio presidencial de Porto Príncipe, no Haiti, em 7 de julho de 2021
Valerie Baeriswyl/Reuters
O primeiro-ministro interino do Haiti, Claude Joseph, disse em uma declaração televisionada nesta quarta-feira (7) que ele decretou estado de emergência até que se decida quem vai assumir o poder no país após o assassinato do Jovenel Moise, morto em um ataque a tiros em sua casa, na capital Porto Príncipe.
“Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e para proteger a nação”, disse Joseph, o primeiro-ministro interino.
VÍDEO: presidente do Haiti é assassinado em ataque em casa
Ele disse também que a polícia e o exército controlaram a situação no local do tiroteio.
Ainda não é claro quem vai ocupar o cargo de presidente.
Moise, o presidente assassinado, tinha dito que iria nomear um novo-primeiro ministro nesta semana, mas ainda não houve a publicação oficial do nome .
Pela Constituição do país, haveria um outro candidato ao cargo: o presidente da Suprema Corte do país. No entanto, o último morreu de Covid-19 no mês passado e ainda não foi substituído.
O primeiro-ministro interino pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) um encontro do Conselho de Segurança sobre a situação no Haiti assim que possível.
Joseph também pediu para que a “comunidade internacional inicie uma investigação sobre o assassinato”.
Crise política
Moise dissolveu o Parlamento e governava por decreto há mais de um ano, após o país não conseguir realizar eleições legislativas, e queria promover uma polêmica reforma constitucional.
A oposição o acusava de tentar aumentar seu poder, inclusive com um decreto que limitava os poderes de um tribunal que fiscaliza contratos governamentais e outro que criava uma agência de inteligência que respondia apenas ao presidente.
Ele dizia que ficaria no cargo até 7 de fevereiro de 2022, em uma interpretação da Constituição rejeitada pela oposição. Para eles, o mandato do presidente havia terminado em 7 de fevereiro deste ano.
Em fevereiro, autoridades do país disseram ter frustrado uma “tentativa de golpe” de Estado contra o presidente, que também seria alvo de um atentado malsucedido.
Mais de 20 pessoas foram presas na ocasião, inclusive um juiz federal do Tribunal de Cassação e a inspetora-geral da Polícia Nacional.
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas podem acontecer sem torcedores; Tóquio cancela revezamento da tocha olímpica em vias públicas


Por enquanto, a regra é que haverá 10 mil pessoas, no máximo, no estádios e todos eles serão moradores do Japão, mas os jogos podem acontecer em locais sem torcedores. Movimento fraco em rua de Tóquio às vésperas dos Jogos Olímpicos, em foto de 27 de junho
Fabrizio Bensch/Reuters
O governo do Japão está estudando a possibilidade de proibir torcedores nas Olimpíadas, segundo um texto da agência Reuters desta quarta-feira (7). A prefeitura cancelou os eventos públicos de revezamento da tocha olímpica (veja mais abaixo).
Espera-se que um estado de emergência seja decretado em Tóquio 16 dias antes do evento começar (a abertura está prevista para o dia 23).
Tóquio cancela revezamento da tocha nas ruas do Japão
O primeiro-ministro, Yoshihide Suga, disse que o governo vai tomar uma decisão na quinta-feira a respeito da presença de torcedores nos estádios.
Os especialistas médicos afirmam há semanas que fazer os jogos sem torcedores é a opção menos arriscada.
Os organizadores já proibiram a presença de torcedores de outros países. Além disso, também já tinham determinado que a presença máxima seria de metade da capacidade (ou seja, no máximo 10 mil pessoas).
Houve uma eleição legislativa para Tóquio no fim de semana, e o partido do primeiro-ministro passou a ter uma representação menor na assembleia. Aliados de Suga atribuem a derrota aos Jogos Olímpicos, de acordo com a Reuters.
Haverá eleições parlamentares para o país no fim deste ano. A insistência do governo em realizar as Olimpíadas deve ser um dos temas da campanha.
Na terça-feira, a mídia local publicou reportagens nas quais diziam que a cerimônia de abertura poderia ser realizada sem espectadores no novo estádio olímpico de Tóquio em 23 de julho.
Na sexta-feira passada, a presidente do comitê organizador Tóquio-2020, Seiko Hashimoto, declarou que a porta fechada nos locais de competição era “uma possibilidade”, e o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, também havia evocado essa opção no dia anterior.
Revezamento da tocha olímpica
Preocupada com o possível aumento de contágios por Covid-19 nos Jogos Olímpicos, o governo de Tóquio, no Japão, anunciou, nesta quarta-feira, o cancelamento do revezamento da tocha olímpica nas vias públicas da cidade, de acordo com a agência France Presse.
O evento só vai acontecer em um arquipélago remoto 1.000 km ao sul de Tóquio, as ilhas Ogasawara.
A partir da próxima sexta-feira, serão realizadas cerimônias privadas de acendimento da tocha, em vez do revezamento habitual. Os eventos serão transmitidos ao vivo, e os telespectadores poderão assistir “no conforto de suas casas”.
Na terça-feira, os organizadores dos Jogos e as autoridades japonesas pediram ao público que não acompanhe as provas de maratona e marcha atlética em Sapporo, no norte do país.
E, nesta quarta-feira, a mídia local afirmou que, devido ao aumento de casos pela pandemia de coronavírus, o governo japonês prevê declarar um novo estado de emergência em Tóquio. Inicialmente, a medida se estenderá por todo período dos Jogos Olímpicos.
O estado de emergência estará em vigor até 22 de agosto, segundo a imprensa local, enquanto os Jogos de Tóquio serão disputados de 23 de julho a 8 de agosto.
Esse será o quarto estado de emergência decretado no Japão desde o início da pandemia.
Atletas e membros do COI em Tóquio
O presidente do COI, Thomas Bach, chegará a Tóquio na quinta-feira.
Cerca de 11 mil atletas são esperados nesses Jogos. Diferentes medidas foram impostas pelos organizadores para todos os participantes.
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Fonte: G1 Mundo

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Mundo passa de 4 milhões de mortes por Covid, mas número ‘subestima o total de vítimas’, diz OMS


O último milhão de óbitos foi registrado em tempo recorde: apenas 81 dias. Brasil passou a Índia de novo e é o país que tem a maior média de novas vítimas do novo coronavírus. Mundo passa de 4 milhões de mortes por Covid-19
Bruno Kelly/Reuters
O mundo passou de 4 milhões de mortes causadas pela Covid-19, mas o número “subestima o total de vítimas”, afirmou nesta quarta-feira (7) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.
A marca é superada com o Brasil de novo como o país que tem a maior média diária de novas vítimas do coronavírus do planeta (veja mais abaixo).
Foram 263 dias para a pandemia chegar ao 1º milhão de vítimas, mais 108 dias para o 2º milhão, outros 93 dias para o 3º milhão e apenas 81 dias para ultrapassar a marca atual.
09/01/20: 1ª morte
28/09/20: 1 milhão de mortes (263 dias desde a 1ª morte)
14/01/21: 2 milhões (108 dias desde o 1º milhão de mortes)
17/04/21: 3 milhões (93 dias desde os 2 milhões)
07/07/21: 4 milhões (81 dias desde os 3 milhões)
“O mundo está em um ponto perigoso nesta pandemia. Acabamos de ultrapassar a trágica marca de 4 milhões de mortes registradas de Covid-19, o que provavelmente subestima o número total de vítimas”, afirmou Tedros.
Apesar da declaração, o painel da OMS reporta na manhã desta quarta 3.988.565 mortes causadas pela Covid-19. O monitoramento da Universidade Johns Hopkins aponta 3.995.703 vítimas e o “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford, 3,99 milhões.
VEJA TAMBÉM: Variantes estão vencendo ‘corrida contra vacinas’ por causa da desigualdade na aplicação, diz OMS
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante reunião em Genebra em 24 de maio
Laurent Gillieron/Pool via Reuters
O mundo registrou o último milhão de mortes em tempo recorde, mas número de novas vítimas tem desacelerado nos últimos meses, de uma média de 13,9 mil no fim de de abril para 7,8 mil atualmente.
Brasil como o pior país
O número de mortes por Covid-19 tem recuado também no Brasil, de uma média de mais de 3,1 mil em meados de abril para cerca de 1,5 mil por dia na última semana, mas o patamar atual ainda é muito alto.
O Brasil é o país que a maior média de óbitos por dia por Covid-19 desde 20 de junho (posto que já havia ocupado entre março e abril deste ano e entre junho e julho do ano passado).
Atualmente, a média diária de vítimas no Brasil é mais do que a de Índia e Rússia juntos (o 2º e 3º países do ranking. Veja na tabela abaixo:
Países com as maiores médias de novas mortes por Covid-19
Mortes, casos e vacinação
O mundo tem atualmente 184 milhões de casos de Covid-19 confirmados, e os países já aplicaram mais de 3,2 bilhões de vacinas para combater a doença e o vírus.
O Brasil é o 2º país com mais óbitos, o 3º com mais infectados e o 4º que mais aplicou doses de imunizantes.
Todos os números são do “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford, e da Universidade Johns Hopkins.
As 10 nações com mais óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia são:
Os 10 países com mais mortes por Covid
Os 10 países com mais casos confirmado de Covid-19 são:
Os 10 países com mais casos confirmados de Covid
Os 10 países com mais vacinas contra a Covid-19 aplicadas são:
Os 10 países com mais vacinas contra Covid aplicadas
Evolução da pandemia
O primeiro milhão de mortes foi marcado por uma primeira onda na Europa, entre março e abril de 2020, que assustou o mundo e levou os países a adotarem severas medidas de restrição para diminuir a proliferação do vírus.
O segundo milhão de vítimas foi marcado por uma aceleração constante no número de óbitos primeiro na Europa, impulsionada pela variante alfa, detectada inicialmente no Reino Unido, e posteriormente nos Estados Unidos, o que levou o mundo a atingir na época o recorde de mortes diárias.
O terceiro milhão de óbitos foi marcado por uma forte queda no número de mortes tanto nos EUA quanto na Europa, após severas restrições e com a aceleração da vacinação. Ao mesmo tempo, os óbitos já começavam a crescer na América do Sul e na Ásia, a partir de março.
Já o quarto milhão foi marcado por uma disparada da pandemia na América do Sul e na Ásia, sobretudo por causa do Brasil e da Índia.
Corpos enterrados em covas rasas nas margens do Rio Ganges, perto de um local de cremação, em Prayagraj, na Índia, em 15 de maio de 2021. Suspeita é que corpos são de vítimas da Covid-19.
Rajesh Kumar Singh/AP
Variantes gama e delta
Na América do Sul, a variante gama (ou P.1) se espalhou pelo Brasil e depois para os outros países da região, causando uma onda de casos e mortes inclusive em países com a vacinação mais adiantada, como Chile e Uruguai.
Na Ásia, a variante delta devastou a Índia, que passou por um completo colapso sanitário e hospitalar entre abril e maio e bateu todos os recordes mundiais de casos e mortes por Covid-19.
Desde então, a variante delta tem se espalhado pelo mundo e causado uma forte alta de mortes em diversos países — da Rússia à Indonésia — e também de casos até em nações que são referência na vacinação contra a Covid-19, como Israel e Reino Unido.
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O mundo lpassou das 4 milhões de mortes causadas pela Covid-19 e o número “subestima o total de vítimas”, diz OMS,

Fonte: G1 Mundo

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Variantes estão vencendo ‘corrida contra vacinas’ por causa da desigualdade na aplicação, diz OMS


Diretor-geral da agência de saúde da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou o ‘nacionalismo das vacinas’ e disse que isso poderá atrasar ainda mais a recuperação mundial da economia. Diretor-chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante reunião em Genebra em 24 de maio
Laurent Gillieron/Pool via Reuters/Arquivp
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta quarta-feira (7) que as variantes do coronavírus estão “vencendo uma corrida contra as vacinas” por conta das desigualdades na distribuição e aplicação entre os países.
“As variantes estão, neste momento, vencendo a corrida contra as vacinas por conta de uma produção e distribuição desigual das vacinas”, disse Ghebreyesus em entrevista coletiva.
Ele também criticou o que chamou de “nacionalismo das vacinas” e disse que isso poderá atrasar ainda mais uma recuperação econômica mundial.
“O nacionalismo das vacinas, quando um punhado de nações pegam a maior fatia do bolo, é moralmente indefensável e ineficaz sob uma perspectiva de saúde pública”, disse o diretor-geral.
Ghebreyesus reforçou o que vem dizendo publicamente de que enquanto países ricos vacinam crianças, e até mesmo já consideram doses de reforço, países pobres continuam sem proteger profissionais da saúde que atuam na linha de frente.
“[É uma estratégia ineficaz] contra um vírus respiratório que sofre mutações muito rapidamente e que está se tornando, cada vez mais, eficaz em sua transmissão entre humanos”, explicou.
Variante delta
Em meados de junho, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, alertou que a variante delta do coronavírus vinha se tornando dominante no mundo por conta de sua “maior transmissibilidade”.
Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Um único vírus pode ter inúmeras variantes.
Quanto mais circula (transmitido de uma pessoa para outra), mais ele faz replicações – e maior é a probabilidade de ocorrência de modificações no seu material genético.
Veja 5 pontos sobre a variante delta
Mas isso não significa que ela seja resistente às vacinas. A chefe do programa de emergências da OMS, Maria van Kerkhove, afirmou que as vacinas conseguem reduzir casos graves de Covid-19.
Ela reafirmou, no entanto, que as duas doses da vacina – quando a aplicação é feita em duas doses – são importantes para garantir a proteção completa.
Kerkhove também e alertou para o surgimento de uma “constelação de variantes” no futuro que pode se tornar um problema para a imunização se ela não for acelerada.
“A boa notícia é que até agora as vacinas funcionam contra a delta”, disse a cientista. “Mas pode haver um momento em que surja uma ‘constelação de mutações’ e tenha uma contra a qual elas percam sua potência. É isso que queremos evitar o máximo que pudermos.”
YouTube do G1

Fonte: G1 Mundo

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Em 2021, Haiti, o país mais pobre das Américas, enfrenta onda de violência, alta de infecções de Covid-19 e disputa política com assassinato de presidente


Gangues tentam controlar as regiões mais populosas da cidade de Porto Príncipe com violência; Covid-19, que não chegou a atingir em cheio o país em 2020, causa preocupação e não há campanha de vacinação. VÍDEO: presidente do Haiti é assassinato em ataque na residência oficial
O presidente do Haiti, Jovenel Moise, que foi assassinado nesta quarta-feira (7), enfrentava ao mesmo tempo uma situação política tensa (a oposição exigia sua saída), uma onda de violência de gangues e sequestros e uma alta nos casos de Covid-19 neste ano.
O país já tinha problemas mais antigos —trata-se da nação mais pobre das Américas. As primeiras eleições democráticas aconteceram em 1990. Desde então, o Haiti teve 14 presidentes, mas apenas 3 deles completaram o mandato de cinco anos. Foram apenas 2 que completaram o mandato de cinco anos.

Imagem de dezembro de 2020 de um protesto em Porto Príncipe, no Haiti
Dieu Nalio Chery/AP
Em 2010, um terremoto destruiu uma parte importante da infraestrutura do Haiti. O país recebeu dinheiro para se reconstruir, mas os serviços públicos continuavam a ser precários..
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Presidente do Haiti é assassinado a tiros em casa
Veja abaixo alguns dos problemas que o Haiti passou a enfrentar em 2021.
Violência entre gangues
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas em Porto Príncipe e nas cidades do entorno desde agosto do ano passado.
No mês passado, a ONU publicou um relatório em que apontou que os confrontos entre as gangues de Porto Príncipe obrigaram 5.000 pessoas a sair de suas casas só em junho.
As pessoas fogem para regiões mais seguras do país ou vão dormir na rua ou abrigos informais para não ficar no fogo cruzado.
Gangues rivais tentam controlar as regiões mais populosas da cidade, como Martissant, Cité-Soleil e Bel Air.
Centenas de casas e pequenos negócios foram queimados, de acordo com a ONU.
A polícia não tem capacidade de proteger a população, segundo o relatório.
O tardio problema da Covid-19
O Haiti ainda não começou sua campanha de vacinação.
Enfermeira pesa uma criança em hospital de Porto Príncipe, no Haiti, em 29 de janeiro de 2021
Valerie Baeriswyl//Reuters
No ano passado o Haiti não enfrentou grandes problemas com a Covid-19, mas em 2021 o coronavírus passou a se espalhar com mais agressividade no país.
Segundo o “New York Times”, o número médio de novos casos chegou a 153 em junho (é um país de cerca de 11 milhões de pessoas).
No entanto, segundo o jornal, os especialistas acreditam que há uma grande subnotificação, pois faltam testes.
No ano passado, o país aumentou o número de leitos de emergência nos hospitais, e o governo decretou medidas para combater a disseminação do vírus. Mas neste ano as regras foram aliviadas. Houve até mesmo carnaval.
Em hospitais na periferia de Porto Príncipe chegou a faltar oxigênio.
A disputa política
Havia uma longa discussão entre o presidente Jovenel Moise e a oposição sobre o prazo de seu mandato.
Policiais reprimem manifestantes em Porto Príncipe, no Haiti, durante protesto pela renúncia do presidente Jovenel Moïse, no domingo (7)
Valerie Baeriswyl/AFP
Ele considerava que só deveria deixar a presidência em fevereiro de 2022. Ele afirma que seu mandato deveria ter começado em 2016, mas que houve demora para confirmar o resultado das eleições e, por isso, ele só começou de fato a governar em 2017 —portanto, deveria sair do poder em 2022.
Seus oponentes diziam que seu mandato já tinha terminado no começo de 2021, mas ele se recusava a deixar a presidência, dizendo que um governo interino ocupou o primeiro ano de seu período. “Não sou um ditador, meu mandato termina no dia 7 de fevereiro de 2022”, ele afirmou.
O governo de Moise prendeu 23 pessoas que, segundo ele, haviam tentado dar um golpe de Estado e colocar um ministro da Suprema Corte do país na presidência.
No dia seguinte, a oposição chegou a declarar um outro ministro da Suprema Corte do país o presidente interino.
A oposição também acusava Moise de tentar aumentar seu poder, inclusive com um decreto que limitava os poderes de um tribunal que fiscaliza contratos governamentais e outro que criava uma agência de inteligência que respondia apenas ao presidente.
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Fonte: G1 Mundo