Categorias
SLIDE TOCANTINS

Azul inaugura trecho de Palmas a Recife com voo marcado para o dia 6 de julho

O anúncio aconteceu durante a cerimônia de assinatura do Termo de Acordo de Regime Especial (Tare), pelo governador Mauro Carlesse e o diretor da Azul, Marcelo Bento.

 

A empresa aérea Azul anunciou nesta quinta-feira, 11, que o voo inaugural de Palmas para Recife será no próximo dia 6 de julho. O anúncio aconteceu durante a cerimônia de assinatura do Termo de Acordo de Regime Especial (Tare), pelo governador Mauro Carlesse e o diretor da Azul, Marcelo Bento, no início da tarde, na sala de reuniões do Palácio Araguaia. Com o estabelecimento do termo, a empresa implantará um voo direto entre Palmas e Recife, na Região Nordeste do Brasil.

 

A nova rota só foi possível após a redução da base de cálculo do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e  de Comunicação (ICMS) nas operações internas com Querosene de Aviação (QAV) e Gasolina de Aviação (GAV), estabelecida pela Lei n° 3.439/2019, de 4 de abril de 2019, oriunda da Medida Provisória n° 04/2019, enviada à Assembleia Legislativa pelo governador Mauro Carlesse no dia 8 de fevereiro de 2019.

 

A alíquota, que era de 14%, passa a ser reduzida de forma progressiva entre 7% e 3%, conforme o investimento da empresa aérea na aviação comercial dentro do Estado. A intenção do Governo, com a decisão, é fomentar o setor de aviação no Estado, oportunizando a ampliação do número de rotas de voos que contemplem o Tocantins como ponto de partida e de chegada, tendo referência não só a Capital, mas também outros municípios.

 

Estado preparado

 

O governador Mauro Carlesse disse, na ocasião, que o estado está preparado para atrair investimentos. Segundo o gestor, o estado está no caminho certo e tem muitas oportunidades a oferecer para quem busca novos mercados. Carlesse pediu para a Azul expandir os voos regionais para Araguaína e Gurupi, “atendendo, dessa forma, as regiões Norte, Centro e Sul, por meio da malha aérea. O governador aproveitou o momento para solicitar, à Azul, preços acessíveis para os voos, com o propósito de que o maior número possível de pessoas possam usufruir da oportunidade oferecida.

 

Por sua vez, o diretor da empresa aérea elogiou o empenho das autoridades do executivo e dos parlamentares tocantinenses, que foram ágeis na proposta e na aprovação de medida que proporcionou a abertura de um novo destino a partir de Palmas. Marcelo Bento afirmou que grandes projetos são resultados de grandes visões e grandes parcerias.

 

Fortalecendo o turismo

 

Afirmando que o transporte aéreo é fator de desenvolvimento, Marcelo Bento disse que a Azul vai trabalhar para fortalecer o turismo no Tocantins, abrindo mercado especialmente para o Jalapão, capacitando agentes de viagens não somente no Nordeste Brasileiro como em outras regiões do país.

 

Em sua opinião, está no DNA da Azul desbravar novas rotas e que o tocantinense terá oportunidade ímpar de conhecer todo o nordeste, outros destinos do Brasil e fazer uma viagem internacional, tanto para o Estados Unidos quanto para Europa, a partir de Recife, que hoje concentra 50 voos diários da empresa.

 

Visivelmente emocionado, o presidente da Agência de Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa, Tom Lyra, parodiou o ex-governador Siqueira Campos, quando da aprovação do Estado do Tocantins pela Assembleia Nacional Constituinte: “Nós conseguimos, senhor governador, linkar o Tocantins diretamente ao Nordeste, a destinos internacionais”.

 

Tom Lyra agradeceu a todos os agentes do estado envolvidos no planejamento e na concretização do projeto que proporcionou a criação de um voo de Palmas diretamente para o Nordeste Brasileiro e incentiva a reativação de voos que haviam sido suspensos, assim como a criação de um segundo voo para o estado, o que beneficia Araguaína e Gurupi, por exemplo.

 

O presidente da Adetuc acredita que a iniciativa da Azul fortalecerá a economia do estado, com a geração de novos empregos, e anunciou a implantação de um modal de cargas da empresa em Palmas, com a abertura de loja também em Araguaína.

 

Presenças

 

Prestigiaram a assinatura do Tare entre o Governo do Tocantins e a Azul os deputados estaduais Antônio Andrade, presidente da Assembleia; Valderez Castelo Branco, líder do Governo; Issan Saado; Valdemar Júnior; Claiton Cardoso; Olinto Neto; Cláudia Lélis; Vanda Monteiro; e Ricardo Ayres, além do prefeito de Gurupi, Laurez Moreira, representantes do trade turístico e de associações da classe empresarial. O deputado federal Ely Borges e o estadual Júnior Geo mandaram representantes.

 

Frequência

 

A Azul vai operar, inicialmente, com uma frquência semanal de Palmas para Recife, aos sábados, saindo da capital do Tocantins às 10h45 e retornando de Recife às 16h10. As passagens já estão à venda no site da companhia.

 

 

https://www.t1noticias.com.br/estado/azul-inaugura-trecho-de-palmas-a-recife-com-voo-marcado-para-o-dia-6-de-julho/102503/

Categorias
ESPORTE

Flamengo enfrenta o San José pela Libertadores da América

A Rádio Nacional do Rio de Janeiro transmite nesta quinta-feira (11) todas as emoções de Flamengo x San José (BOL), jogo válido pela quarta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América, direto do Maracanã, no Rio de Janeiro. O Show de Bola Nacional começa a partir das 20h30 e terá transmissão ao vivo para todo o Brasil através da Rede Nacional de Rádio e do site das Rádios EBC.

Categorias
MUNDO

Comissão Eleitoral diz que notícias falsas podem decidir eleições na Índia

Na Índia, autoridades eleitorais lutam para combater a disseminação de notícias falsas enquanto começam, nesta quinta-feira (11), as eleições do país, que duram seis semanas. Segundo a Comissão Eleitoral, os conteúdos falsos podem até decidir os resultados, já que o país deve ter disputas acirradas.

A maior democracia do mundo é, segundo especialistas, também a que tem uma das populações mais suscetíveis a acreditar em conteúdos falsos.

O comerciante Ram Shankar Rai, dono de uma loja em Nova Déli, passa pelo menos duas horas por dia consumindo notícias compartilhadas nas redes sociais.

Ao receber no Whatsapp uma enxurrada de vídeos e fotos sobre um ataque aéreo indiano no Paquistão ele não duvida nem por um instante da autenticidade do conteúdo. O único problema é que, na verdade, os registros são do terremoto que aconteceu em 2005 no Paquistão. “É novidade, como pode ser falso?”, diz Ram.

A escolha de novos líderes acontece em um contexto conturbado. De um lado está o Partido Bharatiya Janata, do primeiro-ministro Narendra Modi, que busca um segundo mandato com políticas que, segundo alguns, aumentaram as tensões religiosas e minaram o multiculturalismo; de outro está a oposição, que investe consideravelmente em anúncios nas redes para tentar conquistar os eleitores descontentes. Em cenários polarizados como esse, notícias falsas ganham força.

O que tem sido feito

Um código de ética, que inclui a proibição de anúncios de campanha por pelo menos 48 horas antes do início das votações, foi adotado pelas gigantes das mídias sociais no país, mas a Comissão Eleitoral não acredita que isso seja suficiente.

De acordo com N. Gopalaswami, ex-comissário chefe da Comissão, não foi feito o suficiente e as notícias falsas devem ter papel relevante na decisão. Na opinião dele, as autoridades deveriam ter estabelecido penalidades para partidos políticos e para plataformas como Facebook, Whatsapp e Twitter.

Além do documento com diretrizes coletivas, cada empresa adotou estratégias próprias para tentar conter a disseminação de conteúdos falsos no país. O Facebook, desde o mês passado, começou a bloquear contas falsas e usar organizações externas de checagem. Já o Whatsapp montou campanhas para ensinar os usuários a identificarem o que é verdadeiro. O Twitter não adotou medidas específicas.

Categorias
MUNDO

Senadores dos EUA propõem lei contra algoritmos preconceituosos nas empresas de tecnologia

Parlamentares norte-americanos propuseram na quarta-feira (10) uma lei que exigiria que grandes empresas de tecnologia detectassem e eliminassem quaisquer algoritmos e processos de inteligência artificial que gerassem viés e discriminação.

A proposta ressalta o crescente interesse de Washington na regulamentação do Vale do Silício e vem depois de o Departamento de Habitação e Urbanismo americano acusar o Facebook por discriminação em anúncios de moradia.

Intitulado ‘Algorithmic Accountability Act’, a proposta daria novos poderes à Comissão Federal de Comércio (FTC) e forçaria as empresas a estudarem se preconceitos raciais, de gênero são criados por suas tecnologias. As regras se aplicariam a empresas com faturamento anual acima de US$ 50 milhões, às que compram e vendem informações de consumidores e às que detêm dados de mais de 1 milhão de usuários.

“Os computadores estão cada vez mais envolvidos nas decisões importantes que afetam a vida dos americanos — se alguém pode ou não comprar uma casa, conseguir um emprego ou até mesmo ir para a cadeia”, disse o senador democrata Ron Wyden em um comunicado de imprensa anunciando o projeto.

“Mas, em vez de eliminar o preconceito, com frequência esses algoritmos confiam em suposições tendenciosas ou dados que podem reforçar a discriminação contra mulheres e pessoas de cor”, afirmou.

O comunicado à imprensa citou como exemplo uma reportagem informando que a Amazon havia descartado um mecanismo de recrutamento automatizado que era preconceituoso contra mulheres, além da acusação do Departamento de Habitação e Urbanismo contra o Facebook.

O senador Cory Booker e a deputada Yvette Clarke, ambos democratas, juntaram-se a Wyden para apresentar o projeto de lei, que pode enfrentar uma batalha difícil no Senado, controlado pelos republicanos.

A Associação da Internet, que tem Amazon, Facebook, Google e outras grandes empresas de tecnologia como membros, não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.

Categorias
MUNDO

Revolução sexual dos anos 1960 levou à crise de abusos na Igreja, diz Bento 16

Os escândalos de abusos sexuais na Igreja Católica são efeitos da revolução sexual dos anos 1960 e de uma decadência geral da moralidade, segundo o papa emérito Bento 16.

Em um ensaio, ele argumenta que a revolução sexual levou algumas pessoas a acreditarem que a pedofilia e a pornografia são aceitáveis.

Durante 23 anos, Bento 16 comandou o escritório doutrinal do Vaticano –muito criticado pela maneira como tratou dos casos de abuso sexual.

Em 2013, o religioso se tornou o primeiro papa a renunciar em seis séculos.

Para Bento 16, alguns seminários católicos têm uma cultura abertamente gay e, por isso, não preparam os padres adequadamente.

“Pode ser dito que, nos 20 anos entre 1960 e 1980, os padrões normativos anteriores sobre sexualidade desmoronaram completamente, e emergiu uma nova normalidade que a esta altura se tornou o tema de tentativas diligentes de perturbação”, escreveu.

Bento 16 comandava o escritório doutrinal em 2002, quando os primeiros casos de abuso sexual na Igreja foram expostos na cidade norte-americana de Boston.

Categorias
MUNDO

Presidente do Sudão é deposto e conselho militar vai assumir comando do país

O ministro da Defesa do Sudão anunciou nesta quinta-feira (11) que o presidente Omar al-Bashir, que ocupava o poder há 30 anos, foi deposto e detido “em um lugar seguro”. Kamal Abdel Maaruf também afirmou que um conselho militar administrará o Sudão por um período de transição de dois anos.

Em um comunicado transmitido pela TV estatal, o ministro afirmou que haverá eleições no final do período de transição e que o espaço aéreo do país foi fechado por 24 horas. Ele também anunciou três meses de estado de emergência, um cessar-fogo nacional e a suspensão da constituição.

Nesta quinta, milhares de pessoas anti-governo saíram as ruas para comemorar a queda de Omar al-Bashir. Grande parte dos manifestantes, apesar de comemorar, pediram por um governo civil e disseram que não querem uma administração liderada por militares.

Mandados de prisão por genocídio

Bashir comanda o Sudão com mão de ferro desde 1989, quando deu um golpe de Estado com a ajuda de militantes islâmicos, de acordo com a Deutsche Welle. Ele é alvo de dois mandados internacionais de prisão por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, emitidos pelo Tribunal Penal Internacional, em Haia, por causa de crimes cometidos em Darfur.

Nessa região do oeste sudanês, 300 mil pessoas foram mortas desde 2003, segundo contagem das Nações Unidas, num conflito que opõe o governo e milícias árabes, de um lado, e rebeldes não árabes separatistas, do outro.

Categorias
BRASIL

Apenas quatro dos 27 estados brasileiros vivem sem déficit previdenciário, diz Firjan

Entre as 27 Unidades da Federação (UF) brasileiras, apenas quatro não têm déficit previdenciário. É o que aponta um estudo divulgado nesta quinta-feira (11) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que defende prioridade na aprovação da Reforma da Previdência.

Segundo o levantamento, em 2017, somente Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins tinham saldo positivo no caixa para pagar servidores e aposentados. “São estados novos, que naturalmente têm um número menor de aposentados”, apontou o gerente de estudos econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.

Os déficits dos demais 23 estados somam, juntos, R$ 77,8 bilhões. Segundo a Firjan, esse resultado se dá devido aos altos custos com pessoal, incluindo servidores ativos, aposentados e pensionistas.

“O que estes dados nos mostram é que nós temos um problema previdenciário que não afeta somente o caixa da União, mas de todos os estados”, enfatizou Goulart.

“Se não solucionarmos esse problema previdenciário, teremos uma vida muito difícil”, avaliou Eduardo Vieira, presidente da Firjan.

Para equalizar a conta, apontou o gerente de estudos econômicos da entidade, há dois caminhos possíveis, cada um com seu respectivo “custo social”: aprovar a reforma previdenciária, legando aos servidores ativos o custo de financiar suas futuras aposentadorias, ou não aprovar a reforma, mas elevar a carga tributária a fim de alavancar as receitas de cada estado.

“Se não aprovar a reforma, é toda a sociedade pagando [para cobrir o déficit] através do aumento de preços de produtos e serviços em decorrência do aumento de impostos”, destacou o economista.

Elevar ainda mais a já alta carga tributária do país, para a Firjan, é inviável para a sociedade, além de representar “o maior vilão para a indústria”. A entidade destacou que a cada R$ 1 de produto ou serviço, R$ 0,45 é de imposto. Só o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que vai para a conta dos estados, representa 1/3 do total de impostos cobrados no país.

“Financiar a Previdência com mais aumento de ICMS não é socialmente justo”, defendeu Goulart.

Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira e Janathas Goulart falam sobre finanças estaduais — Foto: Daniel Silveira/G1

Categorias
BRASIL SLIDE

Horário de verão perdeu razão de existir no Brasil ou ainda vale a pena?

O tema sempre divide opiniões, e a reação ao anúncio de que neste ano não haverá horário de verão não poderia ser diferente. A decisão do governo Jair Bolsonaro foi comemorada entre aqueles que reclamam das dificuldades de adaptação e criticada por quem gosta de ter uma hora a mais de sol por dia. Mas, afinal, manter o horário de verão no Brasil deixou de fazer sentido?

Ao anunciar a suspensão do horário de verão, o governo afirmou que o adiantamento anual dos relógios em uma hora perdeu “razão de ser aplicado sob o ponto de vista do setor elétrico” diante das mudanças no padrão de consumo de energia e avanço tecnológico.

“Nos últimos anos houve mudanças no hábito de consumo de energia da população, deslocando o período de maior consumo diário para o período da tarde, quando o horário de verão não tem influência”, informou o Ministério de Minas e Energia.

De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o governo fez uma pesquisa segundo a qual 53% dos entrevistados pediram o fim do horário de verão. Não foram divulgados, entretanto, detalhes da pesquisa e dos estudos técnicos.

O tema já vinha sendo estudado desde o governo Michel Temer. Mas, por enquanto, a extinção do horário de verão só tem validade para este ano.

Categorias
MUNDO

O que é um buraco negro, e por que há luz na primeira foto de um deles?

Um grupo de mais de 200 cientistas membros do projeto Event Horizon Telescope (EHT) divulgou na quarta-feira (10) a primeira imagem já registrada de um buraco negro. A descoberta, considerada sem precedentes, foi comentada por todo o mundo e muita gente se surpreendeu com o fato de que, na imagem, o buraco negro está rodeado de luz.

Para entender o fenômeno, o G1 ouviu um dos astrônomos envolvidos no projeto. O português Hugo Messias, que trabalha no Observatório Alma, no deserto do Atacama, no Chile, explicou que, na verdade, o buraco é de fato negro, e a luz que aparece na imagem vem de materiais que orbitam ao seu redor.

Mas, se não fosse por isso, a imagem que rodou o mundo nesta quarta sequer teria sido possível de obter.

Entenda, a seguir, o que são os buracos negros e tira suas dúvidas sobre eles.

Simulação de como funciona um buraco negro visto à distância no espaço.  — Foto: Divulgação - ALMA Observatory

O que é um buraco negro?

Os buracos negros são uma enorme quantidade de massa concentrada em um espaço muito reduzido. Seu campo gravitacional é tão forte que ele atrai para si tudo o que se aproxima dele, inclusive a luz.

Segundo Messias, se jogarmos uma bola de tênis para cima com uma enorme velocidade, ela sai da órbita da Terra. Essa é a chamada “velocidade de escape”.

O que é velocidade de escape?

É uma velocidade tão alta que supera a força da gravidade.

No caso dos buracos negros, a velocidade de escape é igual ou maior que a velocidade da luz. Portanto, tudo o que chega perto dele não consegue permanecer fora, pois é atraído pela sua força gravitacional.

“O buraco negro é um corpo muito massivo. A matéria que se aproxima dele entra direto ou circula à sua volta”, diz o astrônomo Hugo Messias. A luz que está na sua órbita também entra e não sai mais, por isso o seu centro é escuro – e daí vem o nome “buraco negro”.

O que é o ponto de não retorno?

É o ponto limite de onde já não sai mais nada do buraco negro. “Lá dentro deve ter matéria ou, pelo menos, radiação, plasma. Mas não sabemos como é o interior de um buraco negro”, afirma o pesquisador.

O nome técnico desse ponto de não retorno é “horizonte de eventos”.

A partir dali subentende-se que as leis da física, ao menos como as conhecemos, não se aplicam mais.

Por que vemos luz na foto do buraco negro?

O que se vê na imagem é, na verdade, a luz emitida por materiais que circulam ao redor do buraco negro. Essa é a luz captada por telescópios em diferentes partes do mundo. Na prática, seria como usar um enorme telescópio do tamanho da Terra para ver o buraco negro.

Mesmo sem ver o buraco negro, cientistas sabem que ele existe por meio dos efeitos ao seu redor.

“Se esfregarmos as mãos, elas vão aquecer. Da mesma forma, as partículas em fricção ao redor do buraco negro vão criar energia”, conta o astrônomo. “Ela vai atingir temperaturas muito altas e emitir luz.”

No caso do buraco negro da galáxia M87, que está a uma distância de mais de 50 milhões de anos-luz da Terra, a luz que observamos agora foi emitida milhões de anos atrás. “Quando a luz saiu de lá ainda não havia homo sapiens na Terra”, nota Messias.

Na foto divulgada pelo projeto EHT, estamos vendo o buraco negro “de cima”, por isso parece que o buraco negro tem o formato de um anel.

Categorias
MUNDO

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, é preso na embaixada do Equador em Londres

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de 47 anos, foi preso nesta quinta-feira (11) pela polícia britânica na embaixada do Equador, em Londres, onde estava desde 2012. O WikiLeaks é uma organização que divulga documentos confidenciais de governos e empresas.

Segundo as autoridades britânicas, a prisão do australiano tem relação com um pedido de extradição feito por autoridades norte-americanas e um processo que ele responde no Reino Unido por ter deixado de se apresentar à Justiça britânica.

Os policiais entraram na embaixada após o presidente equatoriano, Lenín Moreno, suspender o asilo que concedia a ele.

Logo após ser levado pela polícia, ele foi considerado culpado pelo Tribunal de Westminster, em Londres, por violar as condições de sua libertação provisória no Reino Unido, um crime punível com um ano de prisão.

Uma audiência sobre o pedido de extradição dos EUA será no dia 2 de maio.