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Secretário de Agricultura se demite por possível atraso do “brexit”

Londres, 28 fev (EFE).- O secretário de Estado de Agricultura do Reino Unido, George Eustice, apresentou nesta quinta-feira sua demissão pela possibilidade de atraso do “brexit”.

Em uma carta dirigida à primeira-ministra, Theresa May, o deputado conservador expressou seus medos diante dessa possível prorrogação e afirmou que não quer ser partícipe dos críticos debates parlamentares que acontecerão se isso ocorrer.

“Temo que o desenvolvimento dos eventos nesta semana conduzirá a uma série de eventos que culminarão com a União Europeia (UE) nos ditando os termos de qualquer extensão solicitada e a humilhação final do país”, afirmou o político “tory”.

Eustice lembrou que permaneceu “ao lado do Governo” apesar de vários “recuos indignos” e antecipou que votará a favor do acordo do brexit quando este retornar à Câmara dos Comuns antes de 12 de março mas, contudo, indicou que com “tremenda pena” decidiu se demitir.

“Embora tenha feito campanha pelo brexit, sempre apoiei tentar uma reconciliação no nosso país”, escreveu na carta à premiê, ao mesmo tempo que reconheceu que entende que deixar a UE gera “apreensão” a muita gente porque representa uma mudança” histórica”.

O já ex-secretário de Estado de Agricultura opinou que a Comissão Europeia não conduziu as negociações de forma “honorável” e mostrou seu respeito à governante conservadora que, segundo sua opinião, tem mostrado “tenacidade e resiliência” ao longo de todo o ano.

A chefe de Governo abriu as portas pela primeira vez na terça-feira a um possível atraso do brexi

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Crise na Venezuela: quem é Juan Guaidó, presidente autoproclamado que será recebido por Bolsonaro?

A crise política se agrava a passos largos desde que Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino do país, em 23 de janeiro. Pouco tempo atrás, Guaidó era uma figura pouco conhecida dentro e fora da Venezuela.

A crise política na Venezuela se agrava a passos largos desde que Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino do país, em 23 de janeiro. Pouco tempo atrás, Guaidó era uma figura pouco conhecida dentro e fora da Venezuela.

Mas nos últimos dois meses ele se converteu no mais proeminente líder da oposição ao chavismo, graças à turbulência política que sacode o país. Nesta quinta-feira, ele será recebido pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

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Guaidó, de 35 anos, assumiu no início de janeiro a presidência da Assembleia Nacional, o último órgão estatal sob controle da oposição ao governo de Nicolás Maduro. Depois disso, ele emergiu como o rosto mais visível do movimento nacional e internacional que busca tirar Maduro da Presidência por considerá-lo um governante ilegítimo.

O opositor se autoproclamou presidente e foi reconhecido como tal por diversos países – entre eles, Brasil, EUA, os da União Europeia e os do Grupo de Lima, que reúne a maioria dos países latino-americanos. A OEA (Organização dos Estados Americanos) também declarou apoio ao oposicionista. “[Guaidó] tem nosso apoio para impulsionar o retorno do país à democracia”, disse o secretário-geral do órgão, Luís Almagro.

Mas, afinal, quem é Guaidó e qual o real poder que ele tem como presidente autoproclamado da Venezuela?

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Raríssimo nascimento de gêmeos semi-idênticos é registrado na Austrália

Médicos registraram na Austrália o que dizem ser o segundo caso conhecido de gêmeos “semi-idênticos” no mundo.

O menino e a menina, hoje com quatro anos, são idênticos por parte de mãe. Mas compartilham apenas uma parte do DNA do pai – o que coloca eles, geneticamente, em algum lugar entre gêmeos fraternos (dizigóticos ou bivitelinos) e gêmeos idênticos (monozigóticos ou univitelinos).
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Os especialistas afirmam que esse fenômeno é extremamente raro – embriões deste tipo geralmente não sobrevivem.

O professor Nicholas Fisk, que liderou a equipe que cuidou da mãe e dos gêmeos no Royal Brisbane and Women’s Hospital, em 2014, contou que a descoberta foi feita por meio de um exame pré-natal de rotina.

É a primeira vez que gêmeos semi-idênticos são identificados durante a gravidez.

A mãe de primeira viagem tinha 28 anos na época e havia engravidado naturalmente, segundo os médicos.

O caso foi publicado na revista científica The New England Journal of Medicine.

“A ultrassonografia feita com seis semanas de gestação mostrou uma placenta única e o posicionamento das bolsas amnióticas indicava que ela estava esperando gêmeos idênticos”, afirmou Fisk.

“No entanto, uma ultrassonografia realizada com 14 semanas mostrou que os gêmeos eram do sexo masculino e feminino, o que não é possível no caso de gêmeos idênticos.”
Como isso aconteceu?

Gêmeos idênticos são gerados quando um único óvulo, fecundado por um único espermatozoide, se divide e forma dois bebês.

Esses gêmeos são do mesmo sexo e compartilham os mesmos genes e características físicas.

Os gêmeos não-idênticos são formados, por sua vez, quando dois óvulos distintos são fecundados, cada um por um espermatozoide diferente, e se desenvolvem no útero ao mesmo tempo.

Sendo assim, podem não ser do mesmo sexo e se parecem tanto quanto qualquer irmão ou irmã, apesar de terem nascido juntos.

No caso de gêmeos semi-idênticos (ou sesquizigóticos), acredita-se que o óvulo tenha sido fecundado simultaneamente por dois espermatozoides antes de ser dividido.

Se um óvulo é fecundado por dois espermatozoides, resulta em três conjuntos de cromossomos, em vez de dois – um da mãe e dois do pai.

E, de acordo com os pesquisadores, três conjuntos de cromossomos são “tipicamente incompatíveis com a vida, e os embriões não costumam sobreviver”.

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Gol tem lucro de R$ 580 milhões no 4º trimestre

SÃO PAULO (Reuters) – A companhia aérea Gol teve lucro líquido de R$ 580 milhões no quarto trimestre, avançando sobre os R$ 62 milhões apurados no mesmo período de 2017, em meio a uma forte redução no resultado financeiro negativo.

A empresa apurou um resultado operacional (Ebit) de R$ 672 milhões, 74% acima do obtido no quarto trimestre de 2017, com custos e despesas operacionais praticamente estáveis no período e receita líquida em alta de 10%.
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A despesa financeira líquida foi de R$ 17,6 milhões, uma redução de R$ 405 milhões na comparação com os três últimos meses de 2017. O desempenho foi ajudado por variações cambiais e monetárias positivas em R$ 246 milhões ante perdas de R$ 230 milhões no mesmo período de 2017.

A companhia terminou 2018 com dívida líquida ajustada de R$ 12,2 bilhões, alta de 11%. A relação de endividamento medida pela dívida líquida ajustada sobre Ebitdar de 3,8 vezes ante 4,5 vezes no fim de 2017.

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Trens que se chocaram no Rio permanecem parados nos trilhos

Os dois trens que colidiram ontem na zona norte do Rio de Janeiro continuavam na linha A da estação São Cristóvão, mais de 24 horas após o acidente. A Supervia, concessionária que opera o sistema, não deu prazo para a desobstrução da linha férrea.

A situação afeta a operação do Ramal Deodoro, na manhã de hoje. De acordo com a Supervia, os trens paradores deste ramal circulam com intervalos irregulares e as composições com sentido à Central do Brasil não fazem parada na estação São Cristóvão.

Já as que vão para Deodoro não param na estação Praça da Bandeira. A concessionária informou ainda que as viagens expressas do ramal Deodoro, assim como os demais ramais do sistema, operam normalmente.

O trabalho de remoção das composições envolvidas no acidente começou na tarde desta quarta-feira, logo após o fim da operação de resgate do maquinista Rodrigo da Silva Ribeiro Assumpção, que foi retirado com vida das ferragens após mais de sete horas, mas morreu vítima de uma parada cardíaca.

Rodrigo era funcionário da Supervia desde 2011 e desempenhava a função de maquinista há cinco anos. Ele deixa mulher e dois filhos. Em nota, a empresa lamentou a morte de Rodrigo e informou que está prestando toda assistência à família do maquinista.

O acidente teve pelo menos outras 8 vítimas. Elas foram resgatadas com ferimentos leves e encaminhadas para hospitais da região, mas todas já foram liberadas.

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Bilhete Único: quem ganha e quem perde com as mudanças em São Paulo

Sob o argumento de diminuir gastos públicos e conter fraudes, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, instituiu mudanças que tornam o Bilhete Único menos vantajoso para quem trabalha longe de casa e para quem visita a cidade.

É essa a análise de especialistas em mobilidade urbana ouvidos pelo UOL a respeito das novas regras – as principais entram em vigor amanhã.
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Covas reduz embarques com vale-transporte
Paulistanos enfrentam filas de até 4 horas para tirar novo Bilhete Único

Para quem tem Bilhete Único comum, houve uma mudança positiva: o tempo de validade da passagem passa de duas para três horas, com quatro embarques pagando uma passagem.

Mas para quem tem Vale-Transporte, o Bilhete Único passa a valer apenas para duas viagens. Entenda as mudanças:
Vale-Transporte dá direito a 2 embarques, e não 4

O que mudou: antes, os portadores de Vale-Transporte podiam embarcar em até quatro ônibus durante duas horas. A partir da sexta-feira (1º), o tempo aumenta para três horas, mas o número de ônibus autorizados com a mesma passagem caiu para dois.
O que diz a Prefeitura: essa mudança foi implementada porque a Prefeitura não repassará mais dinheiro público com o Vale-Transporte. Ele será todo bancado pelos empregadores. Com isso, serão economizados R$ 419 milhões.
O que dizem os especialistas: a medida vai prejudicar quem mora longe do trabalho e utiliza três ou quatro ônibus — normalmente, pessoas de menor renda. Com o fim da integração gratuita para quem pega três ou quatro ônibus, o gasto cairá sobre o trabalhador, ou sobre o empregador. E isso pode ter um efeito até sobre a empregabilidade dessa população:

Parte das empresas vão começar a selecionar mais ainda os funcionários, excluindo quem mora longe.
Horácio Augusto Figueira, Consultor em engenharia de transporte

Além disso, a mudança é incoerente com uma decisão da própria prefeitura, que pretende reduzir o número de linhas e diminuir os trajetos dos ônibus. Em outras palavras, o usuário terá que fazer mais baldeações (4% a mais, segundo cálculos preliminares), mas não terá estímulo financeiro para isso.

“Isso não é decisão de engenharia, é decisão política. Precisamos de técnica, que os engenheiros possam definir com técnica para que as mudanças façam sentido para o usuário”, segundo Ejzenberg.
É preciso apresentar RG para comprar Bilhete Único

O que mudou: desde junho de 2018, a Prefeitura vinha restringindo o chamado “Bilhete Único anônimo” – comercializado em qualquer ponto de venda, sem apresentação de identidade. Agora, o decreto oficializou: todo Bilhete Único está vinculado a um número de documento oficial. A pessoa pode escolher estampar nome e foto no cartão – ou não.
O que diz a Prefeitura: o objetivo é coibir fraudadores, que utilizavam a integração do Bilhete Único para vender passagens mais baratas para outros usuários.
O que dizem os especialistas: a medida tem pontos positivos e negativos.

Pontos positivos:

Com o registro do usuário, você consegue controlar a fraude. Também permite que o usuário recupere os créditos, caso perca o bilhete, já que agora o cartão está vinculado a seu nome.
Sergio Ejzenberg, engenheiro e mestre em Transportes pela USP.

Pontos negativos:

No caso de turistas, como eles vão fazer? Terão de enfrentar fila para comprar bilhete toda vez? Essa cidade tem milhares de eventos, como é que vem de fora vai se locomover?

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Operação prende policial consultor de Witzel homenageado por F. Bolsonaro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu hoje durante a operação Quarto Elemento, o consultor de segurança do governador Wilson Witzel (PSC). O policial civil Flávio Pacca Castelo Branco, 57, é suspeito de integrar uma quadrilha de policiais acusados de praticar extorsões contra comerciantes na Baixada Fluminense.

A ação, realizada em conjunto com o Ministério Público do Rio, visa cumprir quatro mandados de prisão. Até as 10h30, dois policiais haviam sido presos –Flávio Pacca e Ricardo Canavarro (que já estava detido). O UOL ainda não localizou a defesa dos suspeitos.
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Policiais civis suspeitos de extorsão são alvos de operação no Rio

Pacca foi preso na casa dele, no bairro da Glória, na zona sul do Rio. Armas registradas foram encontradas no imóvel. Outros dois suspeitos de integrar a quadrilha ainda não foram localizados.

Em 2005, o policial recebeu uma moção honrosa do então deputado estadual e atualmente senador Flávio Bolsonaro (PSL). A homenagem ocorreu após operação na Rocinha, favela da zona sul do Rio, que terminou com a morte do traficante Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi.

Em nota, Flávio diz que “sempre atuou na defesa de agentes de segurança pública, natural ter concedido centenas de homenagens por ações que mereceram reconhecimento. Não há como prever fatos posteriores às homenagens. Porém, aqueles que cometem erros devem responder por seus atos”.

Nas últimas eleições, o policial foi candidato a deputado federal pelo PSC, mesmo partido do governador. Ele conseguiu 4.118 votos e não foi eleito.

Procurado, Witzel disse, por meio de um comunicado, que não tolera ato ilícito. “A prisão foi resultado de uma parceria da Corregedoria da Polícia Civil com o Ministério Público e mostra que o meu governo não tolera ato ilícito, seja de quem for. Que ele tenha seus direitos garantidos, como qualquer cidadão. Mas seja quem for que tenha cometido ou cometa algum ato ilícito ou de corrupção, esta pessoa será punida de acordo com a lei.”
Investigações

De acordo com a Polícia Civil, os agentes são suspeitos de praticar extorsão contra comerciantes envolvidos em atividades criminosas. “O grupo atuava sempre em trio e contava com a ajuda de uma quarta pessoa como informante”, explicou a polícia através de nota.

Segundo investigações da polícia, o alvo do grupo eram comerciantes com atividades irregulares. Eles eram identificados e levados para a delegacia. Em seguida, eram soltos mediante pagamento ao grupo de policiais.

Em um dos casos, em uma oficina em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o grupo identificou ligações clandestinas de gato e luz, por meio de um informante (denominado segundo a polícia de “quarto elemento”, o que originou o nome da operação), além de um carro roubado. O proprietário foi encaminhado para a delegacia e liberado após pagamento de propina.

A Polícia Civil não informou ainda valores movimentados pela quadrilha tampouco o tempo de atuação dela na Baixada Fluminense.

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Resultado da cúpula Trump-Kim é fracasso que eliminaria concorrente de reality show

São Paulo

Na sua maior derrota no campo em que se considera imbatível, o de negociações interpessoais, o presidente Donald Trump teve de ceder àquilo que se convencionou chamar de “Estado profundo”.

A expressão, que soa bem melhor em inglês (“Deep State”), representa o cipoal burocrático que toca governos como um relógio, fazendo correções de rumo e evitando que o voluntarismo ou maluquices de governantes tenham efeito prático.

Talvez nem tão profundo assim, já que o próprio Trump colocou a responsabilidade por sua saída abrupta de Hanói sobre o secretário de Estado, Mike Pompeo. Mas quem estava com eles e certamente tem peso na decisão é outra figura, o poderoso John Bolton, assessor de Segurança Nacional.

Bolton é um negociador linha-dura das antigas. Blefa quando necessário —as “opções na mesa” para derrubar um ditador que não é amigo do chefe, Nicolás Maduro, que o digam. Mas conhece a história.

E ela diz que nem EUA nem Coreia do Norte são exatamente parceiros confiáveis.

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Inspirada na Lava Jato, PF quer delação para combater grandes traficantes

“Siga o dinheiro.” A frase que ficou famosa no filme “Todos os Homens do Presidente” é mais perfeita síntese da nova filosofia de trabalho da área responsável pelo combate ao tráfico de drogas na Polícia Federal.

Se antes o foco era apreender a droga, agora será sufocar as facções onde, em tese, dói mais: no bolso. A inspiração, diz o coordenador-geral de Repressão a Entorpecentes e Crime Organizado da PF, Elvis Secco, é a Operação Lava Jato.

“A apreensão de drogas por si só não retira o poder da organização criminosa”, diz. “Se você não desarticular [as quadrilhas] financeiramente […], é como se você estivesse enxugando gelo.”

Ele disse em entrevista ao UOL que o foco das ações de combate às facções criminosas serão as estruturas econômico-financeiras delas.

Secco é um “veterano” das ações que tentam enfraquecer o narcotráfico sufocando a estrutura financeira. Ele foi um dos principais responsáveis pela prisão de um dos maiores traficantes da América do Sul, Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, em 2017. Suas investigações descobriram que o tráfico vem utilizando um esquema de lavagem de dinheiro semelhante ao usado por políticos corruptos com a ação –que envolvem, inclusive, doleiros em comum.

No comando direto da área responsável pelo combate ao tráfico de entorpecentes, Secco quer usar mais um dos dispositivos popularizados pela Operação Lava Jato: as delações premiadas. Para isso, vai ter que driblar o temor de traficantes e membros dessas organizações de morrer após revelar os segredos do crime.

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Bolsonaro inflou declaração de bens com van vendida um ano antes para ex-assessor

Rio de Janeiro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) inflou sua declaração de bens à Justiça Eleitoral em 2018 com um microônibus que havia sido vendido no ano anterior para um ex-assessor dele e do filho Flávio, hoje senador.

O veículo, declarado em agosto do ano passado como patrimônio de Bolsonaro, está desde fevereiro de 2017 em nome do ex-soldado da brigada de Infantaria Paraquedista Jaci dos Santos, que trabalhou anos atrás como motorista da família do presidente.