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Casa Branca condena “envolvimento” do governo de Maduro na morte de opositor Comente

A Casa Branca condenou nesta quarta-feira (10) “o envolvimento” do governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na morte do opositor Fernando Albán, no último dia 8, quando estava sob custódia das autoridades do país.
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“Os Estados Unidos condenam o envolvimento do regime de Maduro na morte do vereador da oposição venezuelana Fernando Albán”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado.

O vice-presidente americano, Mike Pence, também publicou uma mensagem condenando o ocorrido.

“Condenamos nos termos mais fortes a morte do membro da oposição venezuelana Fernando Albán nas mãos do regime de Maduro. O regime continua a matar inocentes e os que defendem a democracia. Permanecemos com o povo venezuelano e exigimos a libertação dos presos políticos”, escreveu Pence no Twitter.

A porta-voz da Casa Branca lembrou que as autoridades venezuelanas detiveram o político no dia 5, “após seu retorno da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde ele falou ao mundo sobre a importância de devolver a democracia ao povo da Venezuela”. Três dias depois, enquanto estava na sede do Serviço de Inteligência da Venezuela, morreu.

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Canadá autoriza maconha recreativa a partir desta 4ª, mas baseados ‘saem de moda’ Comente

Esqueça os cachimbos e os baseados. Quando o Canadá legalizar o uso recreativo da maconha nesta semana, alguns produtores tentarão entrar no mercado dos tipos de maconha que não se fuma.
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A lição aprendida com os primeiros mercados da maconha legalizada nos EUA, como Colorado, Washington e Oregon, é que os tradicionais baseados estão saindo de moda rapidamente. O consumidor moderno de cannabis não quer bagunça nem sujeira – só a praticidade de extratos, cremes corporais e produtos comestíveis.

O Canadá vai começar com cautela. A partir desta quarta-feira (17), o país limitará as vendas de maconha à tradicional forma de flor – os botões secos conhecidos por muitos estudantes universitários – e a um óleo, que as empresas planejam vender em cápsulas de gel, semelhantes a um remédio, ou como tinturas líquidas.

“Projetamos que produtos derivados vão superar as flores em todos os mercados do mundo”, disse Michael Gorenstein, CEO da Cronos Group, uma produtora canadense licenciada com sede em Toronto que tem operações também na Alemanha, na Polônia, em Israel e na Austrália.

Com o tempo, os vaporizadores provavelmente se tornarão a maior categoria, seguidos por produtos comestíveis, tópicos e bebidas, disse Gorenstein por e-mail. A fim de se preparar para essa transição, a Cronos fechou uma parceria de US$ 122 milhões com a Gingko Bioworks para modificar por engenharia genética o componente ativo da maconha no intuito de ajudar a criar os cultivos que podem ser usados em produtos alternativos.

Nos estados americanos que legalizaram a maconha, as flores representam 50% do mercado em termos de despesas, mas estão declinando rapidamente. A Deloitte projetou em um relatório de junho que, no Canadá, seis de cada 10 prováveis consumidores de cannabis optarão por produtos comestíveis após a legalização.

O Canadá pode chegar a registrar 4,5 bilhões de dólares canadenses (US$ 3,5 bilhões) em vendas de flores em 2019, mas a receita da cannabis poderia aumentar mais 30% se o governo federal aprovar produtos comestíveis e vaporizadores, segundo a Ascent Industries, uma produtora canadense licenciada que também é distribuidora em Oregon e Nevada, incluindo as vendas de várias centenas de milhares de vaporizadores.

O Canadá deve autorizar os produtos comestíveis por volta do quarto trimestre de 2019.
Praticidade

A praticidade e a discrição estimulam a preferência dos consumidores por alternativas a fumar maconha: é mais fácil ingerir uma cápsula ou colocar algumas gotas sob a língua do que enrolar um baseado.

Para as empresas, novos formatos são essenciais para atrair novos usuários, além de serem estratégicos em um mercado cada vez mais comoditizado – quando o Colorado se tornou o primeiro de dois estados dos EUA a legalizar em 2014, havia 4.000 produtos disponíveis nas lojas. Esse número mais que quadruplicou em três anos, segundo relatório da Arcview Market Research e da BDS Analytics.

“Quando a legalização entrar em vigor, o desenvolvimento de produtos também começará e aparecerá uma oportunidade evidente de ter um produto com marca em vez de um genérico”, diz Tom Adams, diretor administrativo de inteligência do setor na BDS, que tem sede em Boulder, Colorado, e monitora vendas de maconha no varejo.

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Sobe para 29 o número de mortos pelo furacão Michael na Flórida Comente

Mais dez mortos foram confirmados após a passagem do furacão Michael no Estado norte-americano da Flórida, levando o total de mortos a pelo menos 29 enquanto equipes de resgate trabalham para encontrar centenas de outras pessoas que ainda são consideradas desaparecidas.

O Michael, que atingiu o continente na quarta-feira como uma das mais poderosas tempestades já registradas nos Estados Unidos, matou 20 pessoas na Flórida, cinco na Virgínia, três na Carolina do Norte e uma na Geórgia, de acordo com números oficiais.
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Equipes da organização voluntária e resgate Crowd Source Rescue estavam em contato com pessoas apontadas por familiares e amigos na região do desastre, de acordo com Matthew Marchetti, co-fundador do grupo baseado em Houston. Os voluntários ainda não tinham alcançado mais de 1.135 pessoas na manhã desta terça-feira.

À medida que voltava a cobertura telefônica no local, o número de pessoas consideradas desaparecidas em Mexico Beach, uma das cidades mais atingidas, caiu para três, disse o vereador Rex Putnal. Um dia atrás, mais de 30 pessoas estavam sem comunicação.

“Esperamos que eles tenham saído e que os encontremos com segurança em algum lugar”, disse, antes de se dirigir ao mutirão de limpeza onde equipes aguardavam a chegada de alguns banheiros portáteis.

“Viver assim é pesado”, disse Putnal. “Esse é só o meu quinto dia e não estou acostumado a lavar roupas em uma banheira, sem máquina de lavar ou de secar e comendo apenas sanduíches de manteiga de amendoim e geleia”.

A cidade de 1.200 moradores havia reportado duas mortes até segunda-feira. Equipes de resgate estavam usando cachorros para encontrar corpos que possam estar soterrados sob os escombros.

Cerca de 200 mil pessoas continuavam sem energia elétrica no sudeste dos Estados Unidos. Residentes de cidades costeiras atingidas eram forçados a cozinhar em fogueiras ou churrasqueiras.

Pelo menos 80 por cento dos usuários em três condados majoritariamente rurais estavam sem eletricidade na terça-feira. Autoridades dizem que o fornecimento pode demorar semanas para voltar.

Vários moradores da região estão passando dias sem água encanada ou saneamento básico, à espera de ajuda das autoridades. Algumas pessoas estão acampando em barracas com os pertences que conseguiram salvar.

“Estou ficando aqui para tentar afastar saqueadores, para tentar salvar o que eu consigo”, disse Bernard Sutton, de 64 anos, que passa por tratamento contra um câncer e está morando em uma barraca e em uma minivan quebrada.

Árvores derrubadas dificultavam o acesso aos atingidos pelo furacão.

O governo estadual está distribuindo gelo, água e cerca de 3 milhões de refeições prontas, de acordo com o gabinete do governador Rick Scott.

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Atirador e explosão deixam ao menos 18 mortos na Crimeia Comente

Ao menos 18 pessoas morreram e dezenas ficaram feriadas em um ataque a um centro educacional na Crimeia, nesta quarta-feira (17). Segundo a agência AP, um estudante de 40 anos abriu fogo na escola e depois teria se matado. A informação foi confirmada pelo líder da Crimeia, Sergei Aksyonov, que também disse que o homem agiu sozinho.

No local também foi registrado uma explosão de um artefato ainda não identificado. De acordo com informações preliminares, a explosão aconteceu no refeitório do centro, que fica na cidade de Kerch.

Inicialmente a imprensa local falou em um vazamento de gás, mas o Comitê Nacional Antiterrorismo diz que a explosão foi causada por um “artefato” e que o objeto teria “elementos metálicos”.

Na escola onde a explosão aconteceu funcionava um curso que fornecia treinamento vocacional.

A Rússia anexou a região da Crimeia, que pertencia à Ucrânia, em 2014, desencadeando condenação internacional e sanções do Ocidente.

A cidade de Kerch é o ponto da península onde fica localizada uma ponte que liga a Crimeia à Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, inaugurou a ponte em maio deste ano e a atravessou dirigindo um caminhão.

(Com AP, EFE, Reuters e ANSA)

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Operação combate comércio ilegal de armas em todo o país

O Exército promove desde essa terça-feira (16) uma operação de combate ao comércio ilegal de armas. A operação “Alta Pressão 7” segue até esta quinta-feira (18), em todo território nacional, envolvendo as 12 Regiões Militares.

Os alvos são pessoas e empresas envolvidas com o comércio, o tráfego e a utilização de armas de fogo, munições e produtos correlatos.

Durante a ação, militares e órgãos estaduais de Segurança Pública fiscalizam estabelecimentos comerciais registrados no Exército destinados a venda de armas e munições.

O objetivo é reduzir as oportunidades desses produtos pararem no comércio ilegal.

A operação desencadeada nessa terça-feira é a segunda do mesmo gênero feita em 2018.

A primeira, realizada em junho, resultou em 154 autuações e uma interdição de estabelecimentos comerciais, além da apreensão de 158 armas de fogo e mais de 30 mil munições.

Na área da Amazônia Oriental, o Comando Militar do Norte e a 8ª Região Militar fazem fiscalização de venda de armas no Pará, Maranhão e Tocantins.

As atividades estão concentradas em Imperatriz e cidades vizinhas, no Maranhão e em Marabá, Santarém, Altamira e Itaituba e regiões, no Pará, além de Araguaína, no Tocantins.

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Militar é ferido em confronto no Rio com criminosos

Um militar das Forças Armadas ficou ferido durante uma troca de tiros com criminosos, na noite dessa terça-feira (16), na Vila Kennedy, zona oeste da capital fluminense.

De acordo com o Comando Conjunto, o confronto começou quando uma guarnição do Exército, que fazia patrulhamento regular na comunidade, foi atacada.

Um soldado foi atingido de raspão por estilhaços. Ele, que teve apenas ferimentos leves, foi atendido na UPA da Vila Kennedy e liberado em seguida.

Ainda segundo o Comando Conjunto, as Forças Armadas seguem patrulhando a região e fazem buscas no local do confronto.

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De capitais a comunidades ribeirinhas, Semana de Ciência percorre o país

A partir desta terça-feira (16), o público em Brasília poderá acompanhar a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que vai até domingo, dia 21.

Além da capital do país, cidades em outros 21 estados já anunciaram atividades para os próximos dias.

A diretora do Departamento de Políticas e Programas para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicações, Sônia da Costa, relata que o objetivo é superar a marca do ano passado.

“Ela [a Semana] é nacional mesmo. Ela está, neste momento, num barco à deriva do rio Amazonas. Passando nas comunidades, nós temos nossas unidades de pesquisa lá fazendo essas atividades dentro da Semana e várias comunidades ribeirinhas , por exemplo, o que para nós é um grande desafio. Se a gente pegar o Rio de Janeiro que é o grande destaque deste ano com grande número de atividades já cadastradas no site da Semana Nacional, a nossa expectativa é, realmente, superar os 1.300 municípios do ano passado.”

Este ano, a Semana traz como tema a “ciência para a redução de desigualdades”. Por isso, tem mostras sensoriais, para que as pessoas com deficiência visual consigam perceber diferentes ambientes.

E recebe a segunda e última etapa do programa Meninas na Ciência, que prepara 41 alunas da rede federal de educação para serem empreendedoras. Elas também incentivam outras meninas a enfrentarem o preconceito e se tornarem cientistas.

A programação completa da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia para todo o país está disponível na internet. O endereço é sntc.mctic.gov.br. As atividades são gratuitas.

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Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio de R$ 2,5 milhões

A Mega-Sena pode pagar hoje (17) um prêmio estimado pela Caixa em R$ 2,5 milhões para o apostador que acertar sozinho as seis dezenas do concurso 2.088.

O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) desta quarta-feira, no Caminhão da Sorte estacionado na cidade de Santa Helena de Goiás.

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília), em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país. A aposta mínima, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

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Candidatos à Presidência se reúnem com católicos e evangélicos

Os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) têm reuniões hoje (17), no Rio de Janeiro e em São Paulo, com representantes da Igreja Católica e dos evangélicos, respectivamente.

De manhã, Bolsonaro se encontra com o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, na sede da Arquidiocese, no bairro da Glória.

Também de manhã, Haddad tem encontro com pastores evangélicos, no Excelsior São Paulo Hotel, no centro da capital paulista.

Redes sociais

Os dois candidatos têm utilizado as redes sociais para enviar mensagens aos eleitores. Bolsonaro publica posts em que apresenta as propostas de governo e compara com as do adversário.

Haddad divulga trechos de entrevistas que concede ao longo do dia. Hoje, ele conversará com a Rede RBS por telefone e dará entrevista exclusiva ao SBT, ao vivo, à noite.

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ONU: nenhum país consegue garantir direitos reprodutivos das mulheres

As tendências globais mostram que, quando as pessoas conseguem exercer seus direitos sexuais e reprodutivos, elas optam por famílias menores, com taxa média de dois filhos por mulher. A conclusão está em um relatório sobre a situação da população mundial divulgado hoje (17) pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), na sigla em inglês). Segundo a agência da ONU, a falta de possibilidades de escolha causa impacto expressivo nas taxas de fecundidade, geralmente tornando as famílias muito maiores ou muito menores do que a maioria das pessoas desejaria.

O relatório revela que em nenhum país a população tem a garantia plena de seus direitos reprodutivos. A maioria dos casais ainda não consegue ter o número de filhos que deseja, ou porque não tem condições econômicas e sociais, ou porque não tem acesso a contracepção e informação adequada. A demanda não atendida por métodos contraceptivos modernos impede que milhões de mulheres consigam optar por famílias menores.
“Existe um descompasso entre número de filhos desejados e número de filhos tidos, seja no caso de famílias que têm mais filhos do que gostariam ou no caso das mulheres que têm menos filhos do que desejariam”, explica Taís de Freitas Santos, coordenadora de programa do Fundo de População da ONU.

Em países do sul da Europa e da Ásia, as quedas nas taxas de fecundidade têm sido tão acentuadas que estão abaixo do nível de reposição (de 2,1 filhos por mulher), ocasionando uma redução no tamanho absoluto da população com o passar dos anos. Entre os motivos apontados no relatório destaca-se a dificuldade de equilíbrio entre a vida profissional e a dedicação à família.

No outro extremo, em alguns países da África Subsaariana, as mulheres seguem tendo mais filhos do que gostariam (em média, 5 filhos ao longo da vida), em especial pela falta de informação e de acesso a serviços de saúde e a métodos contraceptivos.

De maneira geral, o relatório classifica os países em quatro grandes grupos: os de fecundidade alta (principalmente na África Subsaariana), os de fecundidade estável (países do Oriente Médio e de algumas regiões da África), países em que a fecundidade declinou repentinamente nos últimos anos (especialmente as nações de renda média e em desenvolvimento) e países onde a fecundidade se mantém baixa há muitos anos, que inclui principalmente nações da Ásia, Europa e América do Norte.

Desde a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo (Egito) em 1994, a saúde e os direitos reprodutivos têm melhorado significativamente em todo o mundo, segundo a ONU. As pessoas têm mais acesso a informações sobre seus direitos reprodutivos e escolhas e maior possibilidade de exigir seus direitos. “A transição histórica para uma fecundidade menor surgiu por meio de pessoas que reivindicavam o direito de fazer escolhas sobre suas vidas reprodutivas e de ter o número de filhos que queriam, quando queriam”, aponta o estudo.

Apesar da melhora no quadro geral, a maioria dos países ainda está longe de garantir os direitos reprodutivos para todos os seus grupos sociais. Essa, inclusive, é uma das metas previstas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, na chamada Agenda 2030.

“O poder de decidir o número de filhos, o momento de tê-los e o espaçamento entre uma gravidez e outra podem impulsionar o progresso econômico e social dos países. Esse poder de escolha está diretamente relacionado à garantia dos direitos reprodutivos e que foram aprovados por 179 países em 1994. Sem essas garantias, os países não vão conseguir atingir a meta dos ODS”, acrescenta Taís de Freitas.

Situação do Brasil

O Brasil é classificado no grupo de países onde a taxa de fecundidade caiu de forma expressiva nas últimas décadas, atingindo um nível, em alguns grupos sociais, abaixo da taxa de reposição populacional. Apesar disso, quando se desagrega a população em termos de escolaridade, renda e raça, as diferenças na taxa de fecundidade aparecem.

Para Taís de Freitas, da Unfpa, a taxa de fecundidade do Brasil, apesar de estar em declínio, não está batendo com o número de filhos que as mulheres gostariam de ter e é preciso garantir políticas específicas para os diferentes grupos sociais.

De um lado, mulheres brasileiras com mais anos de estudo e com uma progressão maior na carreira profissional têm cada vez menos filhos, muitas vezes menos do que o número desejado, em especial por não conseguir conciliar trabalho e família.

O mesmo acontece quando se analisam os índices de acordo com a renda: nos 20% dos domicílios com maiores rendimentos no país, as mulheres têm taxas de fecundidade que não chegam a taxas de reposição delas mesmas na população (ao redor de 1, frente à taxa de reposição de 2,1).

Na outra ponta, e com número significativo de pessoas, percebe-se que as mulheres com menos anos de estudo ainda têm mais filhos do que desejam. Isso porque, em geral, mulheres com menos escolaridade, rendimento e oportunidades também acabam tendo filhos quando são jovens – e, na maioria, filhos nascidos de gravidez não planejada.

Recomendações

O relatório faz uma série de recomendações para que os países consigam assegurar sintonia entre o número de filhos desejados e os realmente tidos pela população. Um primeiro conjunto de medidas a serem adotadas gira em torno da garantia de acesso a métodos contraceptivos modernos e a informação adequada sobre o assunto, para que as mulheres possam ter condições de escolher entre ter ou não uma gravidez e realizar seu planejamento familiar.

O documento também fala em garantir acesso a serviços de qualidade em termos de saúde sexual e reprodutiva das mulheres, bem como assegurar educação de qualidade, incluindo a educação integral em sexualidade, adequada à idade, além de agir pela mudança de atitudes dos homens, para que sejam mais solidários com os direitos e as aspirações de mulheres e meninas. Também recomenda que, se for o desejo do casal, os países devem tornar mais fácil a decisão de ter mais filhos, possibilitando maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e oferecendo mais creches.