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Segundo Sarau Jovem mantém palco aberto para que público mostre seu talento

A partir das 18 horas desta quinta-feira, 13, a Prefeitura de Araguaína aguarda a população para participar da segunda edição do Sarau Jovem, no Eco Parque Cimba. Realizado por meio da Secretaria Municipal da Educação, Cultura, Esporte e Lazer, o projeto pretende incentivar a interação entre os jovens, além de revelar talentos. A ideia é que a cada edição o evento seja realizado em um setor diferente da cidade, oportunizando a participação de todos.

Nesta edição, a programação contará com apresentação do grupo de teatro ArtPalco, grupo de poesias do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), além de alunos dos cursos de canto e instrumentos da Escola de Artes Raimundo Paulino (Reciclarte).

Como na edição anterior, o Sarau terá um momento de microfone aberto para a participação popular, oportunidade para que o público exponha seus dons artísticos. A troca de experiências e a liberdade de expressão são características principais do Sarau, tipo de manifestação cultural para a promoção da arte.

De acordo com o coordenador do Sarau Jovem, Gil Marcos Araújo, a intenção dos eventos é fomentar a prática de atividades culturais em Araguaína, além de valorizar a potência artística de nossa cidade. “Com os saraus, a juventude terá a chance de socialização, encontrar novas amizades e ainda descobriremos novos talentos”, destacou.

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Justiça determina que Governo do Estado disponibilize medicamento à criança

Uma decisão judicial determina que o Governo do Tocantins disponibilize um medicamento imunossupressor a uma criança, sob pena de multa diária e bloqueio de verba pública. Não há informações quanto ao paciente e sua condição de saúde, mas a decisão atende à ação movida pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Assinada pelo juiz Herisberto e Silva Furtado Caldas, a decisão judicial estipula multa diária de R$ 500, até o limite de R$ 10 mil, caso o Governo do Estado desobedeça a determinação, além da possibilidade de haver bloqueio de verba pública.

A Ciclosporina é um medicamento imunossupressor, ou seja, reduz a imunidade do paciente. Esse medicamento é usado geralmente em pacientes que fizeram transplante de órgãos para evitar a rejeição ou para doenças chamadas autoimunes, onde o sistema imunológico do corpo começa a combater as próprias células (como diabetes tipo 1, hepatite, reumatismo, lúpus entre outras).

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) foi procurada, mas até o fechamento desta matéria não havia se manifestado sobre a decisão.

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SLIDE TOCANTINS

Siqueira permanece na UTI 5 dias após a cirurgia; quadro é estável, garante médicos

Na tarde desta quarta-feira, 12, quinto dia após a cirurgia do ex-governador Siqueira Campos (DEM), sua assessoria de imprensa informou que o quadro de saúde dele é estável, porém permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com os médicos de Siqueira Campos, a evolução no pós-operatório é “boa” e o paciente está “acordado e se comunicando”. Os exames laboratoriais também apontam bons resultados. Siqueira apresentou uma diminuição do esvaziamento gástrico, necessitando permanecer com sonda nasogástrica, que é um tubo ligado ao nariz que serve para drenagem ou alimentação por sonda. Os médicos asseguram que o quadro é esperado devido ao porte cirúrgico.

Quem acompanha o ex-governador na UTI é sua esposa, Marilúcia Uchoa.

Em vídeo recente divulgado na rede social do filho Eduardo, Siqueira Campos, ainda no leito, diz que a cirurgia foi “uma maravilha”, que está pronto para recomeçar a luta de cuidar dos tocantinenses e em breve estará em casa. “Seja em que plano for, vocês podem contar sempre comigo. Sabe por que? eu sempre contei com vocês. Deus abençoou a nossa união. Estamos unidos lutando pelo nosso estado”.

Confira a nota do médico responsável

O paciente Sr. José Wilson Siqueira Campos encontra-se no 5to dia de pós-operatório. Boa evolução. Hemodinamicamente estável. Acordado e se comunicando. Exames laboratoriais bons. Apresentou uma diminuição do esvaziamento gástrico, necessitando permanecer com sonda nasogástrica, quadro esperado devido ao porte cirúrgico.
Paciente permanecendo em UTI, acompanhado da esposa.
Atenciosamente,

Dr. Carlos Eduardo Domene e Equipe.

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MUNDO

Ataque com carro-bomba na capital da Somália mata ao menos seis pessoas

Ao menos seis pessoas morreram após um carro-bomba explodir diante de um escritório do governo local no centro de Mogadíscio, capital da Somália, neste domingo (2). A explosão destruiu, além do edifício oficial, o de uma escola religiosa.

O grupo extremista Al-Shabaab reivindicou o ataque, que também destruiu o teto de uma mesquita e danificou casas ao redor.
De acordo com a polícia local, há uma dezena de feridos e, entre os mortos, estão civis, soldados e o homem que dirigia o carro-bomba.

A escola do local estava aberta no momento da explosão, mas as crianças não estavam dentro do prédio pois era o momento do intervalo das aulas.

Mogadíscio é um alvo frequente da Al-Shabaab, um dos grupos terroristas mais perigosos da África. A Somália luta para conter a ação de grupos extremistas, uma ameaça frequente no país pelo menos desde 1991.

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MUNDO

A cidade na Nova Zelândia que debate banir todos os gatos 9

Uma pequena cidade na costa sul da Nova Zelândia quer implementar um plano radical e controverso para proteger a vida selvagem local: banir todos os gatos domésticos.

Proposta pela agência ambiental Environment Southland, a iniciativa faria com que a geração de gatos atuais fosse a última: depois que os gatos dos habitantes de Omaui morressem, os residentes da cidade não poderiam mais adotar nenhum felino.

O plano prevê também que donos de gatos tenham de castrar, colocar um microchip de controle e registrar seus bichos com as autoridades locais.

A iniciativa foi proposta na assembleia legislativa local como parte do gerenciamento da vida animal e está aberta para consulta com os moradores da cidade desde terça-feira. A decisão se o plano será adotado ou não deverá ser tomada até outubro.

Criticada por muitos moradores de Omaui, a medida é defendida por organizações que argumentam que gatos domésticos são responsáveis pela morte de bilhões de pássaros e pequenos mamíferos todos os anos.
Caçadores

As autoridades afirmam que a medida de proibir os gatos é justificável porque câmeras de segurança mostram os animais soltos na rua caçando pássaros, insetos e répteis.

“Seu gato pode viver sua vida em Omaui normalmente. Mas quando ele morrer, você não poderá adotar outro”, afirma Ali Meade, gerente de biossegurança da agência ambiental local, argumentando que os gatos têm causado muitos danos à vida selvagem de Omaui, localizada ao lado de uma grande reserva ambiental.

Mas moradores ouvidos pela imprensa local se disseram “chocados” com a proposta de banir os gatos.

Um deles, Nico Jarvis, argumenta que seus três gatos ajudam a combater pragas em sua casa e disse que a proposta é a de um “Estado policialesco”. ”Não é nem uma regulação, é uma proibição”, afirma.

Amantes de gatos no grupo de Facebook da entidade reagiram às notícias com virulência e disseram que veneno, poluição de carros e humanos também causam danos às espécies nativas.

A ONG Paw Justice, que luta contra abuso de animais, questionou as informações que baseiam para o projeto.

“(Autores da proposta) afirmam que câmeras registraram os danos feitos por gatos à flora e à fauna nativas. Mas precisamos de fatos antes de começar esse jogo de distribuir culpas”, diz comunicado da ONG no Facebook. “Podemos ver as imagens dessas câmeras? Quantos pássaros morreram? Quantos gatos supostamente causaram esse dano? É um único gato? Ele é selvagem ou domesticado? Quem conduziu o estudo e será que ele foi checado de modo independente? Como sabemos se o dano ambiental não foi causado por outros fatores? (…) Decisões que afetem nossa comunidade amante de animais de estimação devem ser baseadas em pesquisas e fatos, não conjecturas. Desde quando nosso país se tornou uma ditadura?”

Pelo projeto, qualquer pessoa que desrespeite a legislação receberia uma notificação e, se continuasse se recusando a respeitá-la, as autoridades iriam confiscar o novo animal – mas só “em última instância”.

John Collins, diretor da entidade Landcare Omaui, é um dos principais defensores do projeto de banir os gatos para proteger o “alto valor” das reservas naturais da cidade.

“Não odiamos gatos, só queremos que o ambiente seja rico em vida selvagem”, disse Collins ao jornal Daily Times.

O ecologista Pete Marra, diretor do Centro de Migração de Pássaros Smithsonian, é autor de diversos artigos e livros sobre os riscos impostos por gatos domésticos à fauna.

Ele afirma não ser “anti-gato” ou contrário às pessoas que têm os bichanos. “Gatos são ótimos bichos de estimação – são excelentes! Mas eles não deveriam ficam soltos na rua, assim como não deixamos os cachorros andarem soltos na rua”, argumenta.

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Com medo, venezuelanos encurralados improvisam vida perto da fronteira 34

Há algumas semanas, Edilson Barros foi acordado pelo filho de 14 anos. O menino lhe disse que havia gente morando no quintal. Uma família de uma dúzia de venezuelanos acampava atrás da casa, na cidade de Pacaraima (Roraima), na fronteira com a Venezuela.

Belquis Torres e sua família tinham uma barraca, um varal, várias malas e algumas cadeiras de plástico. A venezuelana, vestindo uma saia e uma blusa inusitadamente arrumadas, passa boa parte de seus dias com seus parentes em uma espécie de sala de estar ao ar livre, a poucos metros da demarcação fronteiriça.

Barros leva água para eles de vez em quando. O técnico de refrigeração de 50 anos, que divide dois quartos com a mulher e sete filhos, diz não cobrar aluguel dos venezuelanos porque “eles não têm onde ir”. Mas receia que fiquem tempo demais e tragam problemas.

Por vários países da América do Sul, uma enxurrada de venezuelanos desesperados pressiona os serviços públicos, a hospitalidade local e a vontade política para acomodá-los. A coexistência improvisada das famílias Barros e Torres ilustra o quanto a situação está piorando no Norte do Brasil, onde os pobres estão convivendo com a chegada de pessoas ainda mais pobres. Após deixar para trás a fome e a hiperinflação e tendo pela frente centenas de quilômetros de estradas desconhecidas e uma recepção cada vez mais hostil, uma comunidade está fincando base em Pacaraima.

“Se houver novos ataques contra nós, posso correr 200 metros e atravessar a fronteira de volta à Venezuela. Mas me sentiria muito mais vulnerável em Boa Vista ou outra cidade longe da fronteira”, diz Alfredo Rodriguez, um vigilante desempregado que se protegia do sol na sombra de um ônibus sucateado perto do posto fronteiriço.

Em comparação com os venezuelanos que fogem para Colômbia, Peru ou Equador, muitos dos que chegam ao Brasil têm ainda menos conexões e recursos. Grande parte vem de comunidades indígenas e rurais pobres, mal falam português e moram em barracas ou nas ruas.

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Trump, a OMC e a desordem do comércio mundial Comente

Nas discussões com o México e o Canadá sobre o novo NAFTA, Trump alterna propostas e ameaças que desqualificam seus vizinhos, mas também as atribuições do Congresso americano. No último sábado (1), o presidente tuitou que o Congresso “não deve interferir” nas negociações, “senão eu acabo com o Nafta”. Trump tenta amarrar um acordo com o México deixando o Canadá de lado, caso suas demandas não sejam atendidas.

Sua advertência aos parlamentares tem a ver com as eleições de 6 de novembro. Se perder a maioria no Senado e na Câmara, Trump terá que negociar com o Congresso para efetivar sua estratégia comercial. Segundo o Financial Times, um Congresso com maioria democrata não aceitaria a exclusão do Canadá nos acordos da América do Norte.

Afora o contencioso com o Canadá, Trump também abriu frentes de renegociações comerciais na Europa e na Ásia, questionando tratados vigentes há décadas. De fato, Trump passou a atacar a Organização Mundial do Comércio (OMC), instância reguladora do comércio internacional sediada em Genebra e dirigida pelo embaixador brasileiro Roberto Azevedo. Numa entrevista à Bloomberg News, o presidente ameaçou retirar os Estados Unidos da OMC caso a instituição não fosse reformada.

Sucedendo aos acordos globais de comércio inaugurados no pós-guerra, a OMC foi fundada em 1994. Inicialmente apoiado pelos Estados Unidos, o processo decisório da OMC para solucionar conflitos entre seus 164 países membros passou a ser criticado por Washington, desde a primeira presidência de Georges W. Bush. O contencioso prosseguiu, aguçado por desentendimentos comerciais entre os Estados Unidos, a União Europeia e a China. Tais conflitos devem ser dirimidos por um Tribunal de Recursos composto por sete juízes de países diferentes com mandato de quatro anos renovável uma vez.

Para marcar seu desacordo, os Estados Unidos passaram a bloquear a renovação dos juízes cujos mandatos chegavam a seu termo. Ora, as regras da OMC preveem que cada recurso deve ser examinado por três juízes antes de ser julgado pelo Tribunal. Atualmente há somente quatro juízes em atividade. Mas neste mês um deles termina seu mandato e dois outros também sairão do Tribunal no final do próximo ano.

Na circunstância, a OMC entrará em colapso e o comércio internacional pode cair no vale-tudo lembrando o sinistro período que precedeu a Segunda Guerra.

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Ferramenta desenvolvida em Brasília ajuda a agilizar análise de processos judiciais

Uma novidade tecnológica foi desenvolvida em Brasília com o objetivo de contribuir para facilitar a decisão de magistrados e agilizar o andamento processual.

A ideia é tirar proveito das funcionalidades do código QR a fim de ilustrar transcrições de depoimentos por meio do acesso facilitado a arquivos de áudio e vídeo.

O uso dessa ferramenta pode contribuir, por exemplo, para o esclarecimento de situações criminais por simulação virtual, inclusive em 3D.

O consultor de tecnologia, Henrique Almeida, investiu na inovação após observar a crescente procura de advogados por soluções rápidas e modernas.

Sonora: “O que a gente faz é disponibilizar um QR Code, que te leva para o arquivo a partir da leitura por um celular ou tablet. A gente tira proveito de uma tecnologia já existente; extrai o máximo do QR Code a nosso favor”.

Os arquivos acessados por meio desse código ficam armazenados em uma nuvem privada na web ou servidor do escritório de advocacia.

O advogado Marcelo Leal, que encomendou o desenvolvimento da solução, observa que a principal vantagem é otimizar o trabalho, em especial de juízes, de analisar o processo e confirmar as transcrições de depoimentos.

Sonora: “Hoje em dia, os depoimentos não são mais tomados por escrito, eles são gravados em audiência. A dificuldade é de o juiz parar o que está fazendo para ouvir determinado trecho citado pelo advogado. Quando nós trazemos o QR Code, nós damos a opção para o juiz de, utilizando o próprio smartphone, conferir a transcrição do depoimento que é citado pelo advogado”.

Marcelo acrescenta que começou a utilizar memoriais eletrônicos no caso do Mensalão, quando providenciou o desenvolvimento um aplicativo que permitia a navegação pelas teses de defesa. O objetivo também era facilitar aos magistrados o entendimento sobre os argumentos do advogado.

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Pesquisa aponta falhas no atendimento às mulheres vítimas de violência

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou essa semana os resultados preliminares de uma pesquisa sobre a qualidade do atendimento do Judiciário às mulheres vítimas de violência. O trabalho foi feito a pedido e em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e mostra a existência de problemas na resolução dos casos de violência de gênero, entre eles, a falta de juízes em audiências judiciais de violência doméstica e insuficiência do atendimento psicossocial às vítimas.

A pesquisa aponta também que as vítimas não entendem ou não recebem esclarecimentos sobre o caso e, às vezes, ainda são culpabilizadas durante o processo, com a obrigação de pagar multas pelo não comparecimento às audiências, por exemplo. Há também informações de que as mulheres não são tratadas de forma humanizada. As informações que baseiam o levantamento foram colhidas em seis juizados e varas exclusivas de violência doméstica e seis não exclusivas, nas cinco regiões do país.

O trabalho também constatou que a maioria dos processos teve início em 2016 e que há casos iniciados antes de 2012, mas ainda não solucionados. A pesquisa destaca que, em muitos deles, as mulheres são obrigadas a buscar a Justiça várias vezes para ter acesso a diferentes direitos que poderiam ser concedidos de forma híbrida pelas varas, como medida protetiva, divórcio, pensão alimentícia, regularização de guardas e visitas, entre outros.

Sobre a percepção das mulheres em relação ao atendimento oferecido pela Justiça nos casos de violência, há relatos de queixas sobre a falta de atenção, de amparo, de resposta efetiva do Estado e de demora da Justiça. Apesar dessas dificuldades, boa parte das entrevistadas enfatizou que as vítimas devem recorrer à Justiça todas as vezes que forem agredidas.

O estudo começou a ser feito em fevereiro deste ano e poderá ser concluída até março do ano que vem. Em anos anteriores, o Ipea também realizou estudos sobre a efetividade da Lei Maria da Penha e a institucionalização de políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero, que apontaram a necessidade de aperfeiçoar o monitoramento dos serviços de atendimento às mulheres.

Estrutura

Os resultados foram apresentados ao Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ, que também divulgou as informações sobre os processos de violência de gênero por meio do Portal de Monitoramento da Política de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Os números do portal revelam que a taxa de congestionamento dos tribunais está em 63%, ou seja, apenas 37% dos casos de violência contra a mulher são solucionados no país.

No ano passado, os tribunais tinham em estoque quase 1 milhão de processos relacionados à violência doméstica. Metade desse volume foi iniciada ainda em 2017, quando foram emitidas mais de 35 mil sentenças. Segundo o CNJ, o resultado mostra que há 433 novos casos de violência doméstica e são concedidas 225 medidas protetivas a cada 100 mil mulheres

Quando se considera os crimes de feminicídio, havia mais de 10 mil processos pendentes no ano passado, mais do que o dobro do registrado em 2016. O aumento se deu também no ingresso de casos novos. No ano passado, os tribunais receberam cerca de 2,6 mil novos processos de feminicídio, e em 2016 foram iniciados cerca de 1,2 mil.

De acordo com o portal, o país tem 122 varas exclusivas de violência doméstica contra a mulher, com a atuação de 1625 servidores de diferentes áreas de apoio (assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, etc). Há ainda o registro de 72 setores psicossociais exclusivos, 259 não exclusivos e 226 salas de atendimento privativas.

Em 2016, havia 109 varas exclusivas, 54 setores psicossociais exclusivos, nenhum não exclusivo e 168 salas de atendimento privativas. O portal não traz dados sobre o número de servidores em 2016.

Segundo o CNJ, a ferramenta de apresentação do estoque de processos judiciais e o monitoramento da qualidade do atendimento às vítimas de violência estão previstos na Política Judiciária Nacional de enfrentamento á violência contra as Mulheres no Poder Judiciário, instituída pelo Conselho em março do ano passado.

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TSE faz campanha contra voto em branco e abstenção nas eleições 2018

Diante do desencanto com a política que vem sendo manifestado pelos eleitores brasileiros em pesquisas de opinião, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou uma campanha para incentivar o voto nas eleições de outubro. “Quando você deixa de votar, são os outros que acabam escolhendo por você”, diz o locutor sobre imagens de pessoas com dificuldade para fazer escolhas simples, como quais frutas comprar. “Votar é decidir você mesmo o que é melhor para o futuro”, conclui a narração.

Segundo o TSE, a campanha veiculada em emissoras de rádio e televisão, bem como nas mídias sociais, visa a “sensibilizar os eleitores para a importância do voto como instrumento de participação do cidadão na definição do destino do país”. A ação alerta que quem não vota ou vota em branco contribui para a escolha de governantes e parlamentares “com legitimidade reduzida e baixa representatividade”.

No primeiro turno da eleição presidencial de 2014, 115,1 milhões de eleitores foram às urnas, sendo que 4,4 milhões votaram em branco, 6,7 milhões anularam e 27,7 milhões não compareceram. No segundo turno, o número de eleitores que não foram votar aumentou, chegando a 30,1 milhões. A iniciativa da Justiça Eleitoral pretende reforçar que “o voto é a manifestação de maior relevância na democracia, sendo fundamental para sua consolidação”.

Na campanha, a Justiça Eleitoral vai esclarecer ideias equivocadas do processo eleitoral. Por exemplo, que a eleição poderá ser anulada se a maioria votar em branco. Essa ideia tem se propagado porque os votos branco e nulo não são levados em conta para a apuração dos resultados das eleições. A publicidade vai destacar ainda que votar em branco “não é mecanismo de protesto e só contribui para a escolha de políticos com um número menor de votos”.
Simulador

O portal do TSE disponibilizou um simulador de votação na urna eletrônica. O eleitor poderá treinar como votar nos cargos em disputa nas eleições de outubro – presidente, governador, senador (dois), deputado federal e estadual ou distrital.

O simulador apresenta uma lista de candidatos e partidos fictícios para cada cargo (Partido dos Esportes, Partido dos Ritmos Musicais, Partido das Profissões, Partido das Festas Populares e Partido do Folclore). A ferramenta também avisa quando o eleitor comete algum erro, como votar duas vezes no mesmo candidato ao Senado, o que anula o voto.

A partir de hoje, os eleitores que se cadastraram para votar em trânsito poderão consultar os locais de votação. As informações estão disponíveis no portal do TSE e dos TREs e no aplicativo e-título.