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Sem aliança, PT e PSB negociam pacto de neutralidade

São Paulo

Reunida nesta segunda-feira (30) com o conselho político do partido, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), admitiu como remotas as chances de aliança com PSB para a corrida presidencial.

A senadora apresentou à cúpula petista o esboço de um acordo traçado com dirigentes do PSB. Pelo acerto, o PSB não selaria aliança nacional com adversários do PT para as próximas eleições, deixando de apoiar Ciro Gomes (PDT) ou Geraldo Alckmin (PSDB).

O PSB também abriria mão da candidatura do ex-prefeito Márcio Lacerda para o governo de Minas Gerais, o que poderia beneficiar a campanha pela reeleição do governador Fernando Pimentel.

Em troca, o PT retiraria a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, hoje um obstáculo à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Petistas insistem, porém, na celebração de uma aliança formal.

Embora dirigentes do PT e PSB admitam essa articulação, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, nega que a proposta esteja à mesa. Segundo ele, o PSB não tem vocação para satélite.

“Tratamos dos nossos interesses e os demais partidos, inclusive o PT, devem tratar dos seus respectivos interesses. Jamais adotaremos essa decisão, o pelo menos no quadro de hoje não é o caso, para atender a interesse de outro partido, mesmo esse partido sendo o PT”, afirmou o presidente do PSB.

Ao ouvir a proposta, petistas manifestaram contrariedade, lembrando que a neutralidade já é uma tendência do PSB para a disputa presidencial e duvidando da disposição de Lacerda atender a uma orientação de seu partido em Minas.

Os petistas frisaram ainda que a convenção do PSB acontece no dia 5 de agosto. O encontro do PT é na véspera. Sendo assim, não haveria garantia da desistência de Lacerda em Minas.

Na reunião, petistas insistiram para que o PT formalize convite para que Manuela D’Ávila ocupe a vice da chapa presidencial. Gleisi disse, porém, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ser consultado antes dessa oferta.

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ANS recua e derruba franquia e 40% de coparticipação em planos de saúde

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) voltou atrás e derrubou a norma que previa a cobrança de até 40% de coparticipação dos clientes de planos de saúde e definia regras para aplicação de franquia em convênios médicos. Em reunião nesta segunda-feira (30), a diretoria da agência decidiu revogar a norma e fazer novas audiências públicas sobre o tema.

A resolução normativa 433 havia sido aprovada pela ANS no final de junho e foi alvo de críticas de clientes e entidades de defesa do consumidor. Após um pedido de liminar da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a regra temporariamente.

Para o consumidor, não há mudanças imediatas, pois a nova norma só entraria em vigor em dezembro.

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ANS esperava reação positiva, diz diretor

No relatório em que pede a revogação da norma, o diretor de desenvolvimento setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, afirmou que “a ANS previa uma absorção positiva das novas regras pela sociedade, especialmente pelos consumidores”, mas que “o que se observou não foi isso” e que a resolução “causou grande apreensão na sociedade”.

Presente na reunião, a diretora de normas e habilitação dos produtos da ANS, Simone Freire, concordou. “É de fato uma medida salutar que a gente dê um passo atrás para dar passos à frente num momento em que as normas não são compreendidas, o que a gente fala não é devidamente compreendido”, afirmou.

Freire sugeriu fazer “audiências públicas fracionadas, em lugares diferentes, para dar mais oportunidade de mais pessoas interagirem, já que o tema causou tanta apreensão na sociedade”.
Pressão da OAB e do Procon

As novas regras para os planos de saúde vinham sendo duramente criticadas por entidades como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e Procon, que alegavam que os gastos com plano de saúde poderiam dobrar.

Quando aprovou as regras de cobrança de coparticipação e franquia em junho, a ANS disse que as normas protegiam o consumidor ao estabelecerem um percentual máximo a ser cobrado pela operadora para realização de procedimentos.

Tanto franquia quanto coparticipação já estavam previstas em resolução do setor de 1998, mas não tinham regras bem definidas. Não havia, por exemplo, a definição de um percentual máximo para a coparticipação em cada atendimento, mas a diretoria de fiscalização da ANS orientava as operadoras a não praticarem valores superiores a 30% –na prática, portanto, a nova regra ampliava o valor máximo que as operadoras poderiam cobrar dos usuários.

Atualmente, mais de 50% dos quase 48 milhões de beneficiários de planos de saúde do país estão vinculados a planos com coparticipação ou franquia, de acordo com a agência reguladora.
Data do novo debate ainda será definida

Em nota, a ANS confirmou a revogação das novas regras e afirmou que deve reabrir as discussões “em função da apreensão que o tema tem causado na sociedade”. A data da primeira audiência pública sobre o tema deve ser divulgada em breve, de acordo com a ANS.

A agência afirmou, ainda, que se reunirá com as principais instituições públicas que se manifestaram sobre o tema para ouvir sugestões sobre o assunto.

“Espera-se, com isso, que as contribuições colaborem para uma regulação clara e justa, fruto da discussão e consenso entre as principais entidades públicas e privadas representativas da sociedade civil”, disse a ANS em nota.

(Com agências de notícias)
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Homem que ficou paraplégico após ser atropelado por carro do governo ganha indenização de R$ 200 mil

O mestre de obras Saul Segundo da Costa, que ficou paraplégico após ser atropelado por um carro do Governo do Tocantins, ganhou na Justiça uma indenização de R$ 200 mil. O caso foi em novembro de 2009, na cidade de Dianópolis, região sudeste do estado. Costa estava em uma motocicleta quando foi atingido pelo veículo oficial na Avenida 7 de Setembro.

De acordo com o inquérito, o motorista do carro fez uma conversão proibida antes de bater na vítima. O laudo médico apontou que o impacto causou traumatismo raquimedular em uma das vertebras da coluna, que causou a paralisia do mestre de obras.

O juiz Rodrigo Perez Araújo entendeu que o Estado deve ser responsabilizado porque o motorista do carro estava a serviço do governo quando o acidente aconteceu. A indenização é para compensar os danos morais, estéticos e materiais do mestre de obras.

A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. O Governo do Tocantins disse apenas que não foi notificado da sentença.

Além da indenização, o mestre de obras ganhou direito a uma pensão vitalícia de R$ 2 mil, já que o acidente impede que ele trabalhe na área em que atuava antes da paralisia.

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Quase nove meses após fuga em massa da CPP, sete presos continuam foragidos

Quase nove meses se passaram desde que um grupo de detentos usou dinamite para explodir o muro da Casa de Prisão Provisória de Palmas e fugir. Na época, mais de 20 homens conseguiram sair do presidio e sete deles ainda não foram recapturados. A crise na segurança do sistema prisional voltou à tona após uma nova fuga no fim de semana, desta vez em Miranorte.

No caso do domingo (29), cinco dos 18 presos que fugiram foram encontrados e 13 ainda estão sendo procurados na região. Tanto a CPP de Palmas como a Cadeia Pública de Miranorte operam acima da capacidade para a qual foram projetadas. Na capital, há 750 detentos no espaço pensado para 260.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça, a situação se repete em 40 das 51 unidades prisionais do estado. Na Cadeia Pública de Paraíso, onde a capacidade é de 50 presos, mas atualmente há cerca de 300, uma vistoria constatou que um surto de sarna atingiu quase todos os detentos.

Para o Ordem dos Advogados do Brasil, apenas a abertura de novas vagas não vai resolver o problema. “Hoje existe uma necessidade de criação de vagas imediata, em função da demanda enorme. Mas para o futuro, a solução vai mais no sentido da criação de projetos ressocializadores”, diz o advogado Marcelo Rezende.

O Governo do Tocantins informou que estão previstas 1,4 mil novas vagas com as obras de ampliação do sistema prisional, mas não disse qual o prazo.

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Mais de três mil crianças aguardam vagas em creches de Palmas, diz Defensoria

As aulas nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) de Palmas voltam na próxima quinta-feira (2), mas para milhares de pais a data não vai significar nenhuma mudança na rotina. Isso porque a fila de crianças que aguardam uma vaga nas creches da rede municipal da capital ainda tem mais de três mil nomes, de acordo com um levantamento divulgado pela Defensoria Pública.

Pelo menos 60 famílias de baixa renda, assistidas pela Defensoria, entraram na Justiça para garantir o acesso dos filhos ao serviço, mas os pedidos ainda não foram julgados. Segundo os defensores, muitos pais precisaram desistir de vagas de trabalho para cuidar das crianças.

É o caso da funcionária pública Ruth Carvalho, que cuida sozinha de duas filhas gêmeas de 3 anos. Os nomes delas foram colocados na lista há mais de um ano, mas ainda não foram chamadas. Ruth não tem familiares na cidade e está cortando despesas para pagar creche particular e não precisar abandonar o emprego.

“Eu não tenho condições de pagar creche particular, mas tiro de necessidades básicas para cumprir com a mensalidade da creche porque não tenho com quem deixar as crianças e não posso abandonar meu emprego para cuidar delas. É um dinheiro que faz muita falta e eu tenho o direto à vaga municipal, mas há mais de ano que luto e não consigo”, conta ela.

Outra mãe que passa por dificuldades é Maria Peres, que tem dois filhos e está desempregada há quase um ano. “Meu marido é pedreiro, então ele não tem renda fixa. Só que o com o pouco que ele ganha é mais do que eu ganhava como faxineira, por isso, decidi abandonar meu trabalho para poder ficar com os nossos filhos”.

Outro lado

A Prefeitura de Palmas disse que pretende resolver o problema até o fim do segundo semestre de 2019, quando serão criadas quatro mil novas vagas para crianças no sistema de educação municipal.

Segundo a gestão, estas vagas estão previstas em função da construção de sete novos Cmeis. A nota diz ainda que duas dessas obras devem ser inauguradas ainda nesse segundo semestre de 2018 e cinco no primeiro semestre de 2019.

Além destas quatro mil vagas, outras 600 devem ser criadas com a reforma de outros quatro Cmeis que já existem. Os serviços, segundo a prefeitura, vão estar prontos em agosto deste ano.

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Com menos compartilhamentos, Instagram dificulta fake news e é a aposta nas eleições

As redes sociais devem ajudar a dar uma cara nova à propaganda nas eleições de 2018. De olho na oportunidade de se tornarem mais conhecidos entre os eleitores, candidatos deixam de lado santinhos, cartazes e panfletos e, agora, apostam em seguidores, likes e compartilhamentos.

Para coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fábio Malini, apesar de ocupar o 4º lugar no ranking das redes sociais mais utilizadas no Brasil, atrás do Facebook, Whatsapp e YouTube, o Instagram deve ser a grande aposta dessas eleições no Brasil.

“Existe uma curva de crescimento dessa ferramenta. É um veículo não contaminado por links, portanto, muito difícil de colar notícia falsa. É claro que essa característica não exime o Instagram de conteúdos falsos ou distorcidos”, explicou.

Malini também aponta como uma vantagem o fato de o Instagram ser reconhecidamente uma plataforma alegre e com pouca toxidade. “Isso bem trabalhado politicamente faz com que o candidato tenha uma outra perspectiva de mostrar muito mais relações afetivas positivas”, avaliou.

Outra vantagem do Instagram, segundo o professor, é que nessa rede predominam os conteúdos originais, que têm mais credibilidade, enquanto no Facebook e no Whatsapp são mais compartilhamentos.

Captação de votos
Quando o assunto é atração de votos, o professor diz que a televisão, cada vez mais conectada às redes sociais, ainda tem um papel muito importante, já que só ela é capaz de falar para milhões de pessoas ao mesmo tempo.

“Juntas, as duas plataformas são capazes de criar clima de opinião”, explica.

De acordo com o especialista, o que conta para o eleitor não é o debate, que tem perdido cada vez mais audiência, mas a repercussão nas redes sociais. Atualmente, o Twitter domina as repercussões do que aparece na TV. Também é importante a exposição do candidato em programas fora do horário gratuito e a repercussão dessas inserções nas redes sociais.

Impulsionamento
As eleições de 2018 serão as primeiras a permitir que candidatos paguem para publicar propaganda na sua timeline.

Chamado de impulsionamento, a compra de anúncios em plataformas como o Facebook, Instagram, YouTube e o Twitter foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dá aos candidatos a chance de alcançar um número muito maior de usuários do que aqueles que já acompanham suas páginas e veem seus posts.

Os partidos não informam quanto pretendem investir nessa modalidade este ano, mas é certo que a palavra “patrocinado”, acompanhando mensagens políticas e pedidos de voto, vai invadir as redes sociais, a partir de 16 de agosto.

Fábio Malini acredita que a formalização de campanhas na internet pode trazer também como consequência a diminuição do uso de robôs e de perfis falsos para amplificar informações nas redes sociais.

Estudo
Levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP/FGV) com 5.415.492 tuítes avaliados entre 22 de junho e 23 de julho mostrou a ação de robôs na pré-campanha presidencial.

De acordo com o trabalho, as interações motivadas pela ação de perfis automatizados, nesse período, corresponderam a 22,17% dos tuítes de perfis ligados ao campo da esquerda e que compõem tradicionalmente a base do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; 21,96% relacionados ao campo conservador e alinhados ao deputado Jair Bolsonaro; 16,18% ligados ao campo de centro (não alinhados a nenhum dos “polos” tradicionais); e 3,99% ligados ao grupo de centro-esquerda (sem predomínio de nenhum ator político em particular). (Karine Melo, da Agência Brasil)

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Rede continuará conversa com Kátia, PV e PT; Halum, se derrotado no “fogo amigo” do Palácio, pode ter vaga

A executiva estadual da Rede Sustentabilidade definiu em reunião na noite de sábado, 28, que o pré-candidato a governador Márlon Reis pode fazer alianças com outros partidos, menos com os de famílias que já governaram o Tocantins. Isso significa que a Rede está aberto fechado para a família Siqueira Campos (DEM) e Miranda (MDB), mas aberto àqueles que sempre apoiaram um ou outro.

Assim, Márlon poderá avançar nas conversas com o grupo da senadora Kátia Abreu (PDT), ex-aliada ora de Marcelo Miranda, ora de Siqueira Campos, e também foi aprovado na reunião dialogar sobre vaga de Senado com o deputado federal César Halum (PRB), também ex-siqueirista e ex-aliado de Marcelo.

No grupo palaciano, o “fogo amigo” está intenso para ver quem ocupará uma das vagas de senador. Halum tem o compromisso do governador Mauro Carlesse (PHS) e o apoio incondicional de PPS e PP. Contudo, aliados do ex-deputado federal Eduardo Gomes pressionam fortemente o Palácio a ceder a vaga para o ex-parlamentar. O outro pré-candidato é Siqueira.

A conversa da Rede com o PT também continua, mas enfrenta resistência do PRTB. Conforme a fonte que estava na reunião, as decisões começarão a ser tomadas a partir desta terça-feira, 31. “Na hora que se começa definir, alguém importante pede para abrir conversa e tudo para”, justificou o membro da executiva sobre o atraso das definições.

Num comunicado à imprensa de pouca informação na tarde desse domingo, 30, a Rede afirmou que durante a reunião de sábado houve “uma profunda análise sobre a conjuntura político-eleitoral do Tocantins”. “A executiva da Rede Sustentabilidade decidiu dar sequência aos diálogos para composição de uma aliança pelo bem do Tocantins, na qual tenha Márlon Reis como pré-candidato ao governo”, diz a nota.

Os dirigentes da Rede também destacaram pontos fundamentais para a construção de alianças, sendo um deles o fato de ter Márlon Reis na cabeça de chapa, manter a integridade do plano de governo proposto pela sigla ao Tocantins e a realização de alianças que “sejam estabelecidas com total transparência, honestidade e tendo como base preceitos absolutamente republicanos”.

O documento conclui afirmando que a Rede Sustentabilidade entende que “o Estado vive um momento histórico de mudança política”. “Diante disso, defende a formação de uma grande frente de partidos que tenham o mesmo propósito, que é reconstrução moral e administrativa do Estado, preparando o Tocantins para um futuro de prosperidade”. afirma nota.

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ATM diz que prefeituras buscaram alternativas para atrair turistas e driblar bloqueio de recursos

A temporada de praias do Tocantins, que terminou nesse final de semana, também sofreu o impacto da instabilidade política gerada em razão da cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB), em março, e da consequente realização da eleição suplementar em junho. De acordo com o presidente da Associação Tocantinense dos Municípios (ATM) e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano, as prefeituras tiveram que buscar alternativas para driblar a falta de liberação de emendas para as praias. No entanto, ele acredita que o fluxo de turista se manteve positivo.

O governador Mauro Carlesse (PHS) ficou impedido de autorizar a liberação de emendas em obediência a decisão judicial, que determinou uma série de proibições.

Em maio deste ano, por determinação da Justiça, a Polícia Federal (PF) chegou a cumprir mandados de busca e apreensão no governo do Estado. A suspeita era de que Carlesse, à época, ainda interino no comando do Palácio, havia liberado emendas para projetos culturais poucos dias antes do primeiro turno da eleição suplementar.

Segundo Jairo Mariano, as prefeituras tiveram prejuízos com relação à falta de liberação de recursos. “Em função do atendimento aos prazos estipulados pela Justiça e do impedimento da transferência de recursos para investimentos na temporada de praias no Estado, as prefeituras tiveram que diminuir as suas estruturas e buscar alternativas para manter os turistas. Entre elas, estavam programações esportivas que não necessitavam dos recursos das emendas”, afirmou.

Ele ressaltou, ainda, que os turistas que buscavam mais programações culturais migraram para as praias maiores. “Por isso, o Tocantins não perdeu turistas. Puderam optar por praias com mais atividades”, contou.

Para Jairo, apensar de as políticas públicas ainda serem tímidas, o turismo no Estado ainda está em ascensão. “Consideramos que o retorno dos investimentos é garantido. Como o Tocantins tem mais de 70 praias que são desenvolvidas pelos municípios e outras riquezas naturais, ele ainda continua recebendo muitos turistas”, disse.

Investimentos
Para não depender apenas dos recursos públicos, o presidente frisou a necessidade dos municípios também buscarem parcerias de iniciativas privadas. “Neste ano tivemos alguns exemplos de empresas que investiram nas nossas praias e que deu certo”, contou. Por outro lado, os investimentos públicos também devem ser direcionados para a capacitação de pessoal. “Assim, teremos um melhor aproveitamento dos recursos e qualidade nas nossas praias”, afirmou.

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Justiça impede OAB de ingressar como assistente no caso do ICMS de Lajeado e multa entidade em R$ 1,2 milhão

A 1ª Escrivania Cível da Comarca de Tocantínia rejeitou na sexta-feira, 27, o pedido da seccional tocantinense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para ingressar como assistente no processo que questiona o acordo entre o Estado e a Prefeitura de Lajeado em relação a distribuição do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Na decisão, o juiz Alan Ide Ribeiro da Silva afirma que a entidade tem a “nítida intenção de tumultuar processo” e aplica ainda multa de R$ 1,2 milhão.

Clique para ler a íntegra da decisão.

Neste processo no qual a OAB do Tocantins busca ingressar como assistente, quatro advogados e dois escritórios de advocacia já tiveram R$ 120 milhões bloqueados e o sigilo bancário quebrado. A entidade foi dura contra esta decisão e, em nota, disse que a posição do juiz Alan Ide Ribeiro “criminaliza exercício livre e legal da advocacia” e indicou a existência de “insatisfação” do Ministério Público (MPE) – autor da ação – com pagamento dos honorários advocatícios.

Ao comentar o pedido de ingresso feito pela OAB, o juiz afirma que a entidade “não chegou a ler os documentos” dos autos. “Não se trata de processo onde única e exclusivamente está a questionar a contratação de escritório de advocacia por inexigibilidade de licitação. O questionamento e provas anexadas, numa análise superficial, denotam atividade grave supostamente perpetradas por todos os réus”, anotou Alan Ide Ribeiro da Silva para recusar o pedido.

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O magistrado reforça que o processo não discute a irregularidade de se pagar honorários e sim todo o trâmite que antecede o pagamento. “A ação em debate discute irregularidade desde a burla em se notificar extrajudicialmente um escritório para rescindir um contrato a pretexto de economicidade – desvio de finalidade -, contratar outro com os mesmos patamares de honorários, compra de votos para aprovação de lei municipal concedendo poderes para a chefe do Executivo renunciar até 50% de um crédito tributário transferido em atraso, entre outros problemas”, lista.
Walter Ohofugi, presidente da OAB Tocantins, criticou a decisão (Foto: Divulgação)

Alan Ide Ribeiro ainda afirma que a argumentação da Ordem dos Advogados do Brasil para ingressar como assistente não está em conformidade com o Novo Código de Processo Civil. “Se não se questiona o direito de perceber honorários, motivo algum há de se verificar manifestação da OAB, notadamente a da defesa de prerrogativas nestes autos, principalmente por nem se enquadrar dentro do conceito de assistente, nem simples, muito menos litisconsorcial”, destaca.

Assim, por entender que a OAB desconsidera os “gravíssimos fatos” apresentados pelo Ministério Público, o magistrado entende que há uma “nítida intenção de tumultuar o processo”, aplicando multa de 1,2 milhão.

OAB vai recorrer
A Ordem dos Advogados do Brasil se manifestou por meio da assessoria de imprensa, informando que vai recorrer. A entidade garante no texto que decisões como a de Alan Ide Ribeiro “não a intimidará” a realizar sua missão institucional de defender as prerrogativas da advocacia.

“O magistrado tem o direito de editar a decisão que considerar pertinente, mas o que vemos na sentença é falta de respeito com a nossa instituição e com a advocacia tocantinense”, destacou o presidente da OAB, Walter Ohofugi.
secretário-geral da entidade, Célio Henrique Magalhães: “Nada vai calar a advocacia” (Foto: Gustavo Sá)

Para a Ordem, há uma clara confusão na decisão desta sexta-feira, 27, que liga uma eventual responsabilidade dos réus ao papel institucional da Ordem de acompanhar o processo, como prevê o Estatuto da Advocacia. O secretário-geral da entidade, Célio Henrique Magalhães Rocha, destacou que a OAB adotará todas as medidas necessárias para reverter o ato do magistrado.

“Nada vai calar a advocacia e nem muito menos a atuação da OAB. Nós entendemos que a ação civil de improbidade envolve questões relativas às prerrogativas da nossa categoria e, por isso, pedimos para participar da ação, como a lei nos assegura. Convocamos todos os advogados e advogadas para reagirmos a esse arbítrio”, anotou.

Entenda
Em decisão proferida no dia 18 de julho, Alan Ide Ribeiro bloqueou R$ 120 milhões dos advogados Fábio Bezerra de Melo Pereira, Luciano Machado Paçô, André Guilherme Cornelio de Oliveira Brom, Juliana Bezerra de Melo Oliveira e dos escritórios de advocacia que representam por supostamente terem dado prejuízo à Prefeitura de Lajeado ao fazer com que o município abrisse mão de parte de ICMS devido pelo governo do Estado.

A ação do MPE narra que a Prefeitura de Lajeado conseguiu decisão favorável para receber R$ 200 milhões de repasse do ICMS proveniente das atividades da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães. Entretanto, representado pelo escritório Melo & Bezerra Advogados Associados, o município decidiu, em acordo com o Estado, se abster de receber 50% do valor para agilizar o pagamento dos recursos.

Dos R$ 100 milhões a ser destinado para Lajeado após o acordo, 20% ainda ficou para o escritório Melo & Bezerra Advogados Associados como honorários advocatícios. Ou seja, dos R$ 200 milhões previstos inicialmente, o município acabou com apenas R$ 80 milhões. Para que este negociação com o Estado pudesse acontecer, uma lei municipal deveria ser aprovada, autorizando a prefeitura fechar o acordo.

Diante deste cenário, é indicado pelo MPE uma suposta compra de vereadores e violação ao princípio da economicidade. Alan Ide Ribeiro acompanhou o entendimento.

“Como se não bastasse à incoerência do município em receber somente R$ 80 milhões, abrindo mão de R$ 120 milhões do crédito total de R$ 200 milhões, fato que afeta diretamente o princípio da economicidade, houve a suposta compra de vereadores para a aprovação da Lei que concedia poderes extremos à chefe do Executivo para negociar um crédito público como bem privado fosse, ou seja, sem limites para a renúncia dos valores pendentes”, justificou para conceder liminar.

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Corpo de jovem é encontrado em areia e outras 2 vítimas de afogamento são localizadas

Três corpos foram encontrados em praias do Tocantins neste final de semana, sendo dois por afogamentos confirmados. Os casos ocorreram em praias no Bico do Papagaio, em Miracema do Tocantins e na região de Araguaína. Este ano, cerca de 25 banhistas morreram afogados em rios e lagos no Tocantins.

No último sábado, 28, o corpo de Daniel de Sousa, um adolescente de 16 anos, foi localizado no Rio Araguaia, próximo ao povoado Garimpinho, em Araguaína.

Ainda no sábado, no Rio Tocantins, em Miracema, os Bombeiros localizaram o corpo de Rafael Rodrigues Mendes, também adolescente, de 15 anos, que havia desaparecido no mesmo dia, na Praia do Funil. Conforme a família do jovem relatou à equipe de resgate, o jovem nadava com familiares, quando mergulhou em uma área perigosa para banho e desapareceu.

Corpo encontrada no Bico do Papagaio

No final da tarde deste domingo, 29, um salva-vidas encontrou o corpo de Elenia Silva Santos, de 20 anos, enterrado nas areias de uma praia no município de Praia Norte, no Bico do Papagaio, e acionou a Polícia Militar. A vítima apenas com os pés descobertos, enterrada atrás de barracas da praia.

Conforme as informações iniciais, não foram encontradas lesões no corpo da jovem e não foi confirmado se Elenia foi vítima de homicídio. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal e o caso será investigado pela Polícia Civil.